História Sherlock Era Vitoriana - Sherlolly - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Sherlock
Personagens Dr. John Watson, Irene Adler, Janine, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Sherlock Holmes
Tags Era Vitoriana, Holmes, Século Xix, Século Xx, Sherlock, Sherlolly
Visualizações 107
Palavras 1.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou sem tempo nem paciência para escrever as notas do autor... Este final de semana foi muito corrido e estou com as obras atrasando kkkkkkkkk!!!! Me julguem!

Só digo uma coisa: Sherlock tanto nos encanta como nos surpreende.

A esta altura, nossa protagonista já tem consciência de que está alimentando sentimentos por Sherlock, mesmo consciente de que ele não é lá a pessoa mais confiável para isso. Mas sentimentos são sentimentos, e eles são incontroláveis, voláteis.

Capítulo 4 - Uma verdade inconveniente


Fanfic / Fanfiction Sherlock Era Vitoriana - Sherlolly - Capítulo 4 - Uma verdade inconveniente

Parados naquele lindo jardim, sob a luz do luar, lá estava um casal próximo ao chafariz. Um jovem alto, esbelto, de cabelos escuros e olhos claros levara sua mão direita até o rosto da bela donzela de lindos cabelos castanhos e acariciando sua bochecha com a ponta dos dedos, o qual teve como resposta um lindo sorriso leve e a donzela fechara seus olhos. Naquele momento, senti que referida jovem era eu, e ele, era o Holmes. Foi se aproximando lentamente de mim, cada vez mais perigosamente do que eu mais desejava naquele momento... Seus lábios encostaram-se aos meus e eu pude sentir seu hálito cálido. Senti meu fôlego ir embora enquanto trovávamos beijos tórridos, repletos da mais absoluta luxúria. Sua mão direita se entrelaçou com a minha e eu podia jurar que com a esquerda ele soltara meus cabelos, numa cena para lá de profana, se formos pensar que moças dignas não se prestavam a permitir tal intimidade, mas lá estava eu, entregue aos meus mais impuros pensamentos. Anos e anos estudando assuntos de homens, convivendo com homens e nunca havia sentido tais desejos, bastando-me apenas um contato breve com Holmes e sentir que eu já não me pertencia mais. Sentia uma urgência em tê-lo comigo e compartilhar muito mais do que experiências profissionais e bailes. Mas isso teria que ser em uma outra oportunidade, pois infelizmente me dei por conta de que havia sonhado e tão saudosamente toquei meus lábios para lembrar (do beijo que não houve) do que senti naquele beijo. Será que esta é a verdadeira sensação de um beijo? E sorri pensando nisso.

Enquanto relembrara o sonho, me dei por conta de que acordara exausta, pois além de ter passado uma boa parte da noite dançando com Sherlock, passei a outra metade conversando com minha mais nova amiga, a srta Morstan. Meus olhos doíam, minhas pernas doíam de tal maneira que pus-me a procurar um balsamo de arnica que eu tinha guardado para utilizar nestas ocasiões. Enquanto levantava meu vestido de pijama para massagear as pernas com o balsamo, a governanta surgiu bruscamente em meu quarto e abrindo as cortinas, me perguntara como havia sido a noite anterior.

- Pelo amor de Deus! Feche estas cortinas! – Cobri minha cabeça com o lençol, protegendo meus olhos.

- Qual a origem de sua afetação, senhorita? – Me questionou, puxando meu lençol logo em seguida.

- Nada demais! Apenas cansada do baile de ontem! Andei e dancei demais, apenas isso. – Resmunguei baixinho.

A governanta ficou batendo nas almofadas para tirar a poeira, e enquanto espanava a minha penteadeira, abriu um sorriso e finalmente perguntou-me:

- E o senhor Holmes, ele te tirou para dançar ontem?

Tentando disfarçar meu nervosismo, apenas afirmei com a cabeça e respondi prontamente:

- Sim, pelo menos ele tem palavra não é mesmo?

- Como assim ele tem palavra?

- Err... Nada demais, pensamentos altos, os meus, se quer saber. – Desconversei imediatamente, tímida por ter falado mais do que devia.

- Mas como o sr Holmes foi, minha querida? Ele foi educado contigo? – Ela estava muito curiosa e eu percebi que ela não iria sossegar até eu revelar algo do maldito baile.

- Bom, o sr. Sherlock Holmes causa boa impressão onde quiser, habilidades para isso não lhes falta. Poderia se tornar um companheiro interessante, quando assim o convém. – Afirmei convicta no que falava. E me lembrando dos momentos finais com ele no baile, acabei abrindo um sorriso enigmático.

- Então fico satisfeita. Espero que os senhores não tardem a selar uma união. – Finalizou com um sorriso de satisfação.

- Mas quem disse que eu...

Fomos interrompidas pelo toque do sino na porta de entrada. Ela me pediu permissão para sair e foi atender correndo. Fiquei lá deitada na cama pensativa até o seu retorno, que não tardou a acontecer, já que foi correndo esbaforida até meu quarto e falando o mais baixo possível disse:

- Senhorita... É o senhor Holmes! E ele quer falar com o Dr. Hooper!

Coloquei as mãos na cabeça desesperada. Estava completamente desnorteada, bagunçada e ainda teria que me arrumar (disfarçar) para atende-lo. Fiquei alguns segundos pensando no que fazer, até que a mandei recepciona-lo na sala e pedir que aguardasse a descida do Dr. Hooper. Ela desceu e eu a acompanhei discretamente, pé por pé até consegui-lo visualizar pela fresta da sala... Até que o próprio Sherlock elevou o olhar e se deparou comigo de pijamas! Ele olhou de soslaio e deu um sorriso malicioso. E fez um movimento com as sobrancelhas, reafirmando que realmente me flagrara. Morta de vergonha, rapidamente corri ao meu quarto e comecei a me arrumar como Dr. Hooper. Havia desenvolvido vestimentas que conferiam um certo equilíbrio ao meu corpo, conforto e praticidade, então após apertar bem a cinta, consegui vestir a minha camisa branca, o colete marrom, as calças e o terno. Depois sentei no tocador e ajeitei minha peruca, colocada com muito cuidado após prender bem meu cabelo num coque cheio de grampos firmes e finalmente colei aquele bigode horroroso, mas que dava um toque mais masculino a mim. Me visualizei no espelho e vi um jovem respeitável. Peguei o relógio de meu pai e coloquei no bolso do colete e desci com passos firmes.

O sr Holmes estava sentado em uma poltrona, tomando um chá que foi oferecido pela minha governanta e ao me ver levantou-se rapidamente e me ao cumprimentar, acabou derrubando a xicara. Num impulso, me prontifiquei a tentar pegar a peça de porcelana e ele também, acabando por tocar nossas mãos. Seguramos ao mesmo tempo a xícara, porém eu não pude pegar o prato, que quase se espatifou no chão, mas por um reflexo mais rápido ainda, Sherlock o havia pegado com a outra mão. Franzi meu cenho, nervosa por mais este contato físico com ele, não sei se ele percebeu, mas não comentou nada. Apenas entreguei a xicara e ele retornou na mesinha, lugar onde deveria estar. Assim que terminou de por a xícara comentou:

- O senhor tem reflexos tão apurados quanto o da sua irmã.

- O que o senhor quis dizer com isso? – Firmei minha voz e o questionei.

- Nada nada... Bom, vamos aos assuntos que interessam, afinal, não vim aqui para falar sobre reflexos de ninguém, não é mesmo? – Desconversou rindo. Apenas continuei com o cenho fechado e respondi o mais sucintamente possível.

- Exato. O que trazes o senhor aqui a esta hora em minha residência?

- Dr. Hooper vim aqui comentar com sr a respeito do caso de ontem. Trouxe aqui para o senhor examinar determinadas peças e saber sua opinião sobre quais destas armas seriam as mais prováveis de terem sido utilizadas para a execução do assassinato.

E então, Holmes estendeu sobre a mesa da sala diversos apetrechos, juntamente com um rascunho do ferimento, os quais ficamos analisando por longos minutos, e enquanto ele me mostrava uma coisa, eu mostrava outra e por ali ficamos conversando até chegar a um denominador comum: a arma mais provável haveria de ser um abridor de cartas muito afiado. Ele agradeceu minha disposição e antes de sair comentou:

- A propósito, sua dor de cabeça passou?

Meio surpresa com sua pergunta, respondi que sim e perguntei como soubera disso. Ele respondeu que minha irmã havia comentado durante o baile (nem lembrava que havia comentado). E então, aproveitando a brecha, sorrindo, eu resolvi puxar mais o assunto do baile:

- E ela aceitou sua dança?

- Sim. Sua irmã é muito graciosa na dança, por sinal.

- Sem dúvidas que o é. Moça excelente minha irmã.

Tentei disfarçar, mas confesso que não consegui esconder o enorme sorriso que abri ao escutar sua resposta. Meu coração quase pulara pela garganta e apesar de eu ser uma pessoa muito comedida, ainda mais quando estou disfarçada de homem, não pude conter minha curiosidade sobre isso, e tratei de aprofundar mais no assunto com Holmes.

- E que intenções o senhor tem a respeito dela? O senhor sabe que a tenho na mais alta estima e devo-lhe avisar de que não tolerarei caprichos com minha irmã!

Ele então me fitou meio espantado com o que eu disse. Arregalando os olhos me perguntou:

- A senhorita sua irmã disse algo ao meu respeito?

- Não. Comentou apenas que a noite fora agradável para ela.

- É, sim. A noite foi agradável. Bem agradável... – Respondeu sorrindo de forma enigmática.

- Não desconverse, sr Holmes! Te fiz uma pergunta, homem!

Endireitando seu terno, colocou o chapéu e respondeu de uma forma meio afetada, porém cuidadosa, a minha pergunta:

- Não me leve a mal doutor Hooper, creio que estamos diante de algum mal entendido. Sua irmã é uma jovem muito espirituosa, de beleza singular e bastante observadora, admito isso. Tenho certeza de que fará qualquer senhor decente se orgulhar de tê-la como parceira, mas apenas estou conhecendo sua irmã melhor, mas como uma distinta amizade. Esperava que o senhor já soubesse de que não sou um homem adepto a estes tipos de relacionamento. Sou casado unicamente com o meu trabalho e acho que relacionamentos nos tiram o foco do mais importante, me perdoe à franqueza. Achei que como era nova na cidade, apreciaria a companhia de alguém que possui algum tipo de vinculo com seu irmão, para ajuda-la a ser introduzida na sociedade. E também porque gosto de dançar, porém prefiro fazê-lo com senhoritas conhecidas. Com sua licença, agora preciso ir a Scotland Yard solicitar o pedido de prisão do assassino. – Finalizou me cumprimentando e saindo rapidamente da minha residência.

 

“I don´t need a reason to hate you the way I do.”

 

Como havia me arrependido de ter perguntado isso! Se ele tivesse me esmurrado, teria doído menos do que ouvir aquelas palavras saindo de sua boca. Senti que havia falhado miseravelmente. Aquilo havia me doído de tal maneira que minha vontade era de arrancar aquele bigode idiota, revelar quem eu era e xinga-lo de centenas de impropérios que vieram a minha mente. Então era isso. Eu não era especial. Na verdade não passei de mera distração de algumas horas para aquele imbecil. Engoli a seco o que ouvi e o dispensei educadamente. Quando tive certeza de que ele havia pegado seu cabriolé, arremessei sua xicara e o prato longe pela casa. A governanta veio correndo ver do que se tratava e enquanto eu secava uma fina lágrima que teimava em cair pelo meu rosto ordenei:

- Mande um bilhete para o Bartholomew´s e diga que estou indisposta para trabalhar. Retornarei amanhã!

 

“Hate you the way I do.

Hate you the way I do.”

 

Saí correndo e fui me trancar no quarto para chorar por muito tempo. Como doía ser dispensada dessa maneira! Odeio ele! ODEIO O SHERLOCK por me fazer sentir isso! Porque a nós mulheres cabem apenas esperar o retorno do sentimento, como pedintes esperando ansiosamente sua esmola? E se nós não quisermos também nos envolver? Qual o problema nisso? Porque estou me sentindo tão afetada pela resposta dele? Eu devia ficar feliz, pois assim eu teria a certeza de que ele não iria me desmascarar! Me sentia a mulher mais imbecil do mundo. Como ele teve a maior cara de pau de falar que não houve nada? Aquele momento por acaso fora só uma invenção de minha cabeça por acaso? Por que está doendo tanto meu Deus?? Eu devia me sentir aliviada! Por quê??? 


Notas Finais


Não deixem de comentar!!!

ps: o outro conto do Sherlock eu vou atrasar mas publicarei nesta semana, eu tive diversos empecilhos para termina-lo e não vou publicar de qualquer jeito.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...