História She's everything he'll never have - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Aegon Targaryen, Arya Stark, Benjen Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Eddard Stark, Jaime Lannister, Joffrey Baratheon, Jon Snow, Jorah Mormont, Melisandre, Oberyn Martell, Personagens Originais, Petyr Baelish, Rickon Stark, Robb Stark, Robert Baratheon, Sandor Clegane, Sansa Stark, Stannis Baratheon, Theon Greyjoy, Tommen Baratheon, Tyrion Lannister, Tywin Lannister
Tags Amor, Arya Stark, As Crônicas Do Gelo, Baratheon, Cão, Cão De Caça, Do Fogo, Drama, Game Of Thrones, Got, Jon Snow, O Perdigueiro, Perdigueiro, Personagem Original, Romance, Sandor, Sandor Clegane, Sansan, The Hound, Tyrion, Tyrion Lannister
Visualizações 91
Palavras 2.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, aqui está o primeiro capítulo (Meu sequestrador) da Fanfic... Começando, né... Hihihi
Quero dizer que a aparência das personagens são as mesmas que na série, e a maior parte da Fic é baseada na série.

Capítulo 2 - My kidnapper


Ficava mais assustador a cada segundo, e ela não sabia o que fazer. A última coisa que se lembrava de ter visto foi o homem, alto, de armadura assustadora. Seu rosto era queimado, deformado, tornando sua aparência mais assustadora do que se podia pensar em ser. O conhecia, mas é que a verdade era que antes, nunca havia o olhado. Nunca o vira por muito tempo, e nunca ouvira nada sobre ele. Apenas sabia o quão bom ele era com a espada. Jamais esqueceria a luta de espadas que ele havia tido com Montanha. Mas o que ela sabia sobre ele se resumia a isso: “O Perdigueiro, Cão de Caça de Rei Joffrey, alto, de rosto queimado, brutal com sua espada.” Era isso, nem uma letra a mais. 

_Deixe-me experimentar esta. – O homem ao lado deu um sorriso extremamente largo e cruel, interessado na jovem a qual olhava, com os olhos sangrentos por possuí-la da forma mais brutal que conseguisse.

_Não toque nesta, Drewn. –O Cão rosnou, e avançou em direção a moça morena, jogando-a sobre os ombros, sem delicadeza.

“O Cão”, eles o chamavam quando passava por ele, e isto a assustava mais e mais, por tamanho cuidado, desprezo e medo que demonstravam. Ela ouvia os sons das espadas, o sangue pingando, mas seus olhos permaneciam fechados. Tinha medo, não podia negar, e estava dolorida, e sabia o que aconteceria; ele mesmo a estupraria.

Ela não soube dizer quando cobriram seu rosto com aquela sacola mal cheirosa, ou quanto tempo andara, apenas ouviu alguém dizer algo ao homem:

_Coloque-a no cavalo e leve-a daqui. Os que irão junto a você já estão vindo. - E apenas sentiu-se ser colocada em cima de um cavalo, já com as mãos amarradas, e pode sentir o Cavaleiro do rosto queimado sentar-se a frente dele, mas este não se moveu, apenas esperou ate que mais alguns cavalos e carroças se juntassem a eles, e trotaram. 

Aqueles longos dias se passavam como se fossem os últimos da jovem. Ela não falou, mesmo que falassem com ela. Ela não chorou, mesmo que gritassem, mesmo que a quisessem possuí-la. Não se sentiu protegida, mesmo que o Cão ameaçasse-os, se a tocassem, e não comia. 

_Deve comer, “Milady”. – Cão disse o mais baixo que conseguiu debochando da última palavra, retirando-se o capuz, mas ela se assustou ao ver que pela primeira vez alguém lhe dava a comida, e era Cão. Ela olhava sentindo repulsa de suas cicatrizes. Não a desamarrou, apenas ergueu o alimento, como de forma que ela pudesse comê-lo. Ela não o olhou, apenas mordeu o alimento. – Vamos, “Milady” beba. - A deu de beber cuidadosamente, e retirou um lenço e limpou sua boca, mas ela ainda não o olhou. Repetiu aquele gesto durante alguns dias, sempre mais arrogante que o dia anterior, mas ela não o olhou, e era isso que o deixava irritado. 

Ela não dizia nada, apenas comia e bebia. Ficava encolhida sobre o cavalo de Cão.  Ela sentia como se seus ossos se partirem a cada trotada do cavalo, e Cão mal dormia. A Jovem sequer dava atenção aos homens que gritavam por ela, mas Clegane sempre os lançava olhares ameaçadores, a qual qualquer um tremia violentamente de medo. 

“O Cão vai ceder. Ele ouve os Lannister, mas não resiste a um corpo desses. Conte nos dedos os dias, puta Baratheon, meu pau ainda vai estar dentro de você antes de chegarmos a Kings Landing.”

Ela poderia contar, mas não saberia. Tinha medo, e a cada movimento próximo a ela, sentia que seria violada. Este era o perigo mais freqüente para todas as mulheres, e um dos mais terríveis. Serem violadas, rasgadas, estupradas.

Ela apenas abriu os olhos quando ouviu murmúrios excessivos. Estavam em Kings Landing, ela sabia. Trotavam mais e mais, ate que se sentiu ser puxada do cavalo quando ainda trotavam. Foi jogada ao chão com violência, e varias mãos a tocavam, arranhavam-na, e pode sentir dois chutes em suas costas.

Eles berravam coisas incompreensíveis, enquanto ainda tentavam linchá-la. Pode sentir os homens e mulheres serem arrancados de cima de si, e novamente ser colocada sobre o cavalo, rápido, trotando mais rápido ainda. O cavaleiro queimado a tirou novamente de seu cavalo, e arrancou-lhe a sacola de sua cabeça, e então ela pode ver tudo, ignorando onde doía em seu corpo. Pode ver Joffrey no trono de ferro, com sua coroa impecável, brilhando intensamente, e seus olhos, cruéis, acompanhavam um sorriso malicioso. Ao lado, deveria se encontrar Cersei Lannister olhando atentamente todos, enojada, mas esta havia sido mandada temporariamente a Casterly Rock, enquanto o pai levava consigo quase todo o exercito. 

_Essa, meu povo, é minha prima, Clarie Baratheon. Ela é a bastarda de Newt Baratheon, apesar do nome, e enviou tropas, apóia abertamente Stannis, grita aos sete reinos que sou um bastardo, ordenou um ataque as tropas de meu avô, e...

_Eu nunca fiz isso, foi Newt. Como poderia, sou apenas uma bastarda.  –Ela sequer viu quando disse tais palavras, apenas viu o olhar de Joffrey se direcionar a ela, daquela maneira tão terrível e tão intragável quanto só ele conseguia. 

_Está dizendo que minto?! –Ele se levantou do trono, ameaçadoramente, mas ela não o respondeu, apenas direcionou seu olhar para as botas do rei, decidindo que se calaria mais uma vez. Joffrey a olhou por alguns segundos. –Uma vez que Sansa se foi, não tive com o que brincar, mas parece, senhoras e senhores - Ele dizia para a meia dúzia de vassalos ali presentes. – que o Cão me trouxe algo novo, não é mesmo? Que tal começarmos com algo do tipo, cortar um dedo, ou, quem sabe, toda uma mão? O que acha? –Ele perguntou a ela, e riu, divertindo-se sozinho, esticando a mão para qualquer um que estivesse ao seu lado, e recebeu uma adaga de tamanho médio, e começou a descer as escadas, calmamente, enquanto limpava suas unhas. O cavaleiro queimado remexeu, atrás da jovem, dando um passo a trás, para que Joffrey se sentisse mais a vontade. Ele parou a frente da jovem, ainda limpando suas unhas, após segundos, olhou a morena, que ainda se mostrava interessada pelo preto dos sapatos do rei. 

_Estique o braço dela, Cão. –Disse, se aguardando que o cavaleiro queimado obedecesse, Joffrey olhou para cima, por alguns segundos, e logo, o Cão se abaixou, esticando o braço da morena a frente de Joffrey, e ela olhou o Perdigueiro brevemente, com medo, e Cão a olhou por alguns segundos enquanto Joffrey analisava sua adaga por mais algum tempo e então riu, mas Cão se levantou, como se desistisse daquilo e Joffrey ergueu o olhar até o homem, rangendo os dentes. – Sir Meryn, meu Cão me desobedece, então, segure o braço de Lady. 

_O que está acontecendo aqui? Não consigo acreditar que Joffrey, ao contrario de estar dando as boas vindas a nossa visitante, esteja agindo como uma criança mais uma vez! –A voz alta ecoou, e a jovem Baratheon olhou para onde o som vqinha. O dono da voz que apresentava tamanha firmeza não passava de um metro e trinta e três, caminhando com suas pernas curtas, levemente tortas, e os cabelos um pouco ondulados, loiros acastanhados. –Levante-se dai sobrinho, se não quiser que minha mão faça uma marca em seu rosto novamente.

_Eu sou o rei! –Joffrey começou se levantando ameaçador, mas Tyrion o interrompeu, como se aquilo fosse algo totalmente normal.

_Já passamos por isso, não? Já lhe provei que minha mão não cai por bater em um Rei. –Ele disse, ainda andando, e parou a frente de Joffrey. O Rei o olhou, contraindo os lábios, enquanto Tyrion estendia sua mão para a jovem, que recuou por alguns segundos, mas a segurou, se ponto de pé, ainda olhando para o chão, mas era impossível, neste ponto, não ver o Anão. 

Joffrey armou uma terrível carranca, e tremia insatisfeito. Ele olhou vagarosamente para os lados, e olhou novamente para baixo, para seu tio, e sussurrou:

_Que seja. – Ele praticamente cuspiu as palavras, erguendo o olhar até o alto Cavaleiro queimado. –Cão, vai guardá-la como um  bom cachorro para mim. –Ele se aproximou, e cochichou algo no ouvido de Meryn Trant e em seguida ao cavaleiro queimado, sorrindo logo em seguida, olhando para todos. – Cão, vigie a ela para mim, não vai deixar que ela fuja que me difame, entre outros. –Ele sussurrou para o homem alto, mas continuava a sorrir cruelmente. – Vá embora, Cão vai guiá-la. -O homem assentiu, e colocou sua mão sobre o ombro da jovem, guiando-a para fora do salão. A caminhada seria lenta e silenciosa se não fosse o barulho da pesada armadura do cavaleiro queimado, com passos pesados.

O Cão parou a frente de uma porta, e, em segundos, uma aia aproximou-se, curvando-se levemente, sem olhar o Cão, com medo. Ela abriu a porta, e deu espaço para que Lady Baratheon passasse. Ela olhou vagamente para o Cão, e abaixou o olhar.

_O Rei ordenou que... Que passe a noite aqui, até que ela entenda que ela é o divertimento dele... Trago-lhe uma cadeira mais confortável para que possa descansar, e cochilar, se desejar, Sir... –Ela fez uma pausa, sem olhá-lo. –Cão. –Ela sussurrou, e ele rosnou um sim. Ele sabia que Joffrey queria apenas a torturar com sua presença, com seu rosto queimado. 

A aia adentrou o quarto, e, em silêncio, banhou a jovem Baratheon, preparou-lhe a cama, e a deixou deitada, fingindo-se dormir. Sumiu pelos corredores, e voltou pouco depois carregando dificilmente uma grande poltrona, a qual o Cão sequer se dignou a ajudar a pobre coitada. Jogou-se ali, despojado, de forma que sua espada não o atrapalhasse.  Permaneceu ali, por toda a noite, ouvindo o choramingo abafado vindo do quarto, que o permitia apenas breves cochilos. 

 

 

 

O Cão dormia sobre sua poltrona, e remexia bruscamente. Não havia mais de uma hora que ele havia adormecido. Seus olhos foram abertos quando a aia o chamou o mais delicadamente que conseguiu. Ele abriu os olhos, e encarou a aia, sério. Ela olhava para baixo, e apenas balançou a cabeça e bateu a porta, aguardando não mais que dois minutos, e a porta se abriu, e a aia adentrou o quarto; Demorou alguns segundos, até que passos ecoaram e o cavaleiro queimado olhou para o anão que se aproximava.

_Sandor. - Lorde Tyrion cumprimentou, e parou ao lado de homem, aguardando que a aia saísse.  -Sandor, o que Joffrey disse a você? –Ele perguntou, se recostando a parede, e cruzando seus curtos braços. Sandor o olhou, com a habitual expressão. A porta se abriu, e a aia passou rápido por eles, sumindo pelo corredor. –Bom, não precisa vigiá-la todo tempo. –Tyrion sugeriu, e bateu os nos dos dedos na porta já aberta, e adentrou, olhando para os lados, muito devagar, e fitou a jovem, sentada ao canto, olhando pela janela. Tyrion pigarreou, e ela o olhou. –Me perdoe Milady, a minha intromissão. Vim me desculpar por Joffrey. Ele age como se tivesse menos de dez anos, se deseja saber. –Ela voltou a olhar a janela, com o olhar vago. –Vim lhe dar as boas vindas, também. E dizer que não precisa acanhar-se, pode andar livre por ai, não é nossa prisioneira, é nossa convidada. –Ela o olhou, e pode ver Sandor de pé a porta, mas não olhou seu rosto desfigurado, mesmo que ele estivesse a olhando. Ela tinha os olhos úmidos, e então, olhou o anão.

_E ele vai me seguir por onde for,  Milorde? –Ela perguntou com a voz carregada me medo, mas educadamente, e Tyrion olhou Sandor, e novamente para ela, sorrindo um pouco envergonhado.

_Sim, este é seu novo... –Porem ele não conseguiu prosseguir. A voz baixa da menina o cortou.

_Então, sou uma prisioneira, - Ela disse baixo, olhando para o chão. – Meu Rei deixou claro que ele está aqui para me vigiar, e para garantir que eu seja o “brinquedo apenas dele”. –Ela disse, com a voz um pouco trêmula. –Ouvi o que Joffrey fez a Sansa em nada mais do que um mês aqui. –Ela voltou a olhar para a janela

_Então pretende permanecer em seus aposentos o resto de sua estadia aqui, que devo dizer tristemente, vai ser longa?! –Ele disse com a voz baixa, mas firme, olhando para o chão e logo em seguida para ela.

 

_Não, Milorde, de forma alguma. –Ela disse muito educada, tímida, e em um sussurro um pouco assustada, relutante em prosseguir, mas tentava parecer forte, e fracassava horrivelmente - Apenas digo que... –Ela fez uma pausa temerosa, olhando de relance o Cão, e toda sua coragem se foi, fazendo-a fracassar ridiculamente, e se calou, se levantando muito devagar, como se tivesse medo, e, sem direcionar o olhar temeroso para Tyrion, menos ainda para Sandor, caminhou até a porta, atenta a tudo que poderia representar perigo. – Onde seriam os Jardins? Não irei desjejuar. Irei rezar. –Ela disse, ainda sem olhá-los

_Me perdoe, Lady... Hum... Baratheon? 

_Clarie. –Ela sugeriu com a voz baixa, educada, após Tyrion gesticular com a mão, como se perguntasse a ela como gostaria de ser chamada. 

_Certo, me perdoe Lady Clarie. O seu protetor - Ele pigarreou, e prosseguiu. – ira lhe escoltar para onde quer que você vá. Ele conhece Kings Landing quase tão bem quanto eu mesmo. –Tyrion disse, enquanto parava a frente dela, dava um sorriso torto, se curvando. –Milady. –E ele se virou, atravessando o corredor com suas curtas pernas. Então, Sandor murmurou algo, chamando-a, e começou a caminhar, ouvindo-a segui-lo.


Os jardins carregavam uma brisa deliciosa, mas nada a fazia sorrir ou ao menos se sentir menos angustiada. Haviam destruído seu reino. A verdade é que não desejava ser Lady de Ponta da Tempestade e de pessoas que a odiaram. Queria ser uma Stark, e depois de algum tempo, ser Lady de um Lorde alto e bonito, que a amaria. Mesmo sendo uma Baratheon, era bastarda, ninguém a fazia esquecer. Ela poderia ter se casado com este Lorde, se não tivessem destruído seu reino e eliminassem todas as suas chances de regressar a sua verdadeira casa, Winterfell. 

 Cão continuou a andar, mas Clarie se sentou em um dos diversos bancos espalhados pelos jardins, e então o homem parou, e se virou para a jovem, que observava os pequenos pássaros azuis que ali cantarolavam. Ele voltou, e parou a frente da morena, assustando alguns dos pássaros que se encontravam no chão.

_Não chegamos ao Bosque Sagrado. –Ele disse, com sua voz rouca, e ela ergueu o olhar até ele, mas não conseguiu fitar as cicatrizes, olhando mais uma vez para as botas de ferro do homem. 

_Eu não irei rezar, Sir, me perdoe.  –Ela disse cordial, mas com medo.

_Não sou Sir, garota. –Ele disse irritado, dando um passo para trás, olhando os pássaros. Ela suspirou, ainda com medo, e apreensiva. Os vassalos de Joffrey passavam e a viam, e diziam palavras de angustia, ou deboche, talvez de pena. Sabia o que ele havia feito a Lady Sansa. 

 Ficou ali não soube quanto tempo, apenas soube que era meio dia quando Lorde Tyrion a chamou para o banquete a qual ela educadamente recusou, sem desviar o olhar dos três pássaros que ainda estavam ali, e sequer percebeu quando segurou um dos o pássaros, pequeno, que apresentava dificuldades em voar, e o Cão já se mostrava irritado, impaciente. As horas rodaram um pouco mais, e ela se pegou olhando repulsivamente para as cicatrizes. Ela depositou o pássaro mais uma vez no chão, fechou os olhos, e as lágrimas desceram, quando finalmente decidiu que Joffrey seria tão ou pior a ela do que havia sido com Sansa, uma vez que, com os recentes questionamentos sobre seu sangue, a bastarda Baratheon, como havia ganhado o sobrenome por um decreto real do Rei Robert, agora o reino questionava quem era realmente o herdeiro do trono, e mesmo com  Stannis, e sendo apenas uma bastarda de nome Baratheon, Joffrey a odiava. 

Ela abriu os olhos, úmidos, e encarou o passarinho, e ouviu Cão murmurar algo irritado, e bater forte em um banco um pouco distende da jovem.

_Quanto tempo ainda ficará aqui? –Perguntou irritado, batendo a mão no banco mais uma vez. –Estou cansado dessa porra! Quero beber, e lhe arrastarei para os castelos pelos seus lindos cabelos castanhos se não erguer sua buceta dai. –Ele rosnou, aumentando o tom de sua voz, em um tom ameaçador.

_Me perdoe Sir, por fazê-lo ficar aqui tanto tempo. Já irei adentrar o castelo e poderá descansar.  –Ela disse, com a voz trêmula e muito baixa, como um sussurro. Não queria deixá-lo com raiva, decidindo que entraria logo, e se trancaria no quarto. Tinha medo daquele homem. Todos tinham, e ele parecia irritado com a incapacidade daquele pequeno pássaro de voar. Ela se assustou ao ouvir o barulho da armadura, bruto, e caminhar ate ali. O Cão de Caça parou em frente ao pássaro, e ergueu o pé, e esmagando-o, deixando Clarie aterrorizada, olhando a pequena possa de sangue, com os olhos arregalados e sem reação.

_Não sou a porra de um Sir. – Ele disse, com sua voz grossa e rouca. –É muito educada, 'Milady'.  –Ele era tão irônico quanto podia. – Como um pequeno passarinho.  –Ele contorceu seu rosto, o que poderia ser classificado como um sorriso cruel, mas Clarie não via. Não o olhava somente a poça vermelha, com a boca entreaberta. – Pequenos Pássaros são fáceis de esmagar. A diferença é que você tem belos seios. –Ele deu um passo para trás, e aguardou alguns segundos. - Terei de lhe carregar, Pequeno Pássaro? –Estava no meio dos piores homens do mundo; Estava perdida, sabia disso.  

Seus olhos estavam marejados mais uma vez, e inutilmente ainda tentava parecer forte. Ela se levantou, e quase pode vê-la vacilar, e iria cair, mas se segurou, e pode ouvir o Cão se deliciar com aquilo, fazendo ecoar um som que se parecia com uma gargalhada metálica, mas ela não teve certeza.

 


Notas Finais


Aaah, espero que não decepcione vocês...


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