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História Shikamaru: Floresta do clã Nara - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Cervos


Fanfic / Fanfiction Shikamaru: Floresta do clã Nara - Capítulo 1 - Cervos

É só virar aquela árvore alí e eu já vou estar em casa. Virei, mas não cheguei aonde eu queria. Deve ser na próxima, virei a outra árvore de novo e continuei sem chegar no meu destino. 

─ Eu não estou perdida, eu não estou perdida, eu não estou perdida ─ Continuei a repetir enquanto andava, mas quanto mais eu andava, mais aquele lugar ficava estranho para mim. ─ Eu não estou perdida… eu estou perdida. 

Quando finalmente me dei conta da minha situação, entrei em um total desespero. Sentei no chão e comecei a chorar, eu não fazia ideia de como voltar para casa. E de atrás das árvores, começaram a aparecer alguns veados que ficaram me observando. Será que eles vão me atacar e eu vou morrer aqui? 

Pensar na morte era a única coisa que vinha na minha cabeça. Além de não saber como voltar, eu não poderia competir com aqueles animais em uma corrida de fuga, eles, simplesmente, iriam me alcançar e me atacar. 

O que eu faço? Se eu correr, eles me alcançam, e se eu ficar, é mais fácil para me pegarem. Eles estão se aproximando e eu não tenho para onde correr. A árvore que está atrás de mim, impede a minha fuga e para onde quer que eu olhe, os animais estão lá. Ou seja, não tenho como escapar.  

Estou com muito medo, e não acredito que vou morrer sem antes entrar para a Academia, ou morrer sem antes me despedir do meu pai. Aquele era o meu fim e eu resolvi aceitá-lo, mas antes que eles pudessem me espetar com aqueles chifres, um menino apareceu na minha frente com os braços abertos. 

Shikamaru: ─ Se afastem, ela não fará nada! 

Depois de escutar aquele garoto, os animais deram meia-volta e foram embora, porém, um cervo ficou e esse era muito mais intimidador do que os outros. 

Shikamaru: ─ Você está bem? ─ O menino se agachou e me ajudou a levantar. 

S/n: ─ Estou ─ Respondi ─ A-aquele veado está correndo na nossa direção! ─ Gritei apontando.

Shikamaru: ─ Kage Mane no Jutsu (Jutsu de Imitação das Sombras).  

Eu já estava pronta para ser arremessada junto com aquele garoto, mas depois que ele disse isso, o baque não veio. Como assim eu não morri? Abri os olhos e o animal estava parado por uma sombra preta no chão. 

S/n: ─ Você já é ninja?

Shikamaru: ─ Ainda não, mas estou perto de entrar na Academia. Isso é um saco, mas eu não vou aguentar por muito tempo aqui, fuja antes que eu não consiga mais segurá-lo. ─ Dizia com uma expressão sofrida no rosto e com os braços tremendo. 

S/n: ─ Mas eu não sei sair daqui. 

Shikamaru: ─ Então se esconda, vou tentar conversar com ele mais uma vez.

S/n: ─ Tá. ─ Corri ficando numa distância considerável dos dois e me escondi detrás de uma árvore.

Shikamaru: ─ Por que continua tentando atacar a menina mesmo comigo estando aqui? ─ Esse menino é doido? Ele está tentando conversar com o bicho, é isso mesmo?

─ Eu não gostei dela. ─ Ahhhhhh! Ele consegue falar! 

Shikamaru: ─ Você sempre foi o mais desconfiado. Ela não fará nada, eu garanto. 

─ Está bem, eu vou embora, e garanta que ela saia o mais rápido daqui. 

Shikamaru: ─ Certo. ─ Depois que o veado sumiu entre as árvores, o menino começou a me procurar olhando para os lados. ─ Ei, onde você está? Ele já foi, pode vir. ─ Saí de trás da árvore e me aproximei dele. ─ Que cara é essa? Parece que viu um fantasma. 

S/n: ─ E-ele falou.

Shikamaru: ─ Sim, eles falam somente com os membros do clã Nara. São guardiões, eles protegem essa floresta, por isso que vieram até você. Por pouco, quase que não acontece algo pior, nem quero imaginar o que teria acontecido se eu não tivesse aparecido. Isso é um saco, mas tenta não vir mais aqui, aquele cervo não quer você por perto, então tenha mais cuidado. 

S/n: ─ Eu nem sei como vim parar aqui, eu estava andando pelo mato e depois me dei conta de que eu estava perdida.

Shikamaru: ─ Vamos, vou te ajudar a chegar na vila. ─ O garoto saiu andando e eu o segui.




 

[...]





Asuma: ─ Filha, como você está livre hoje e não poderá ficar sozinha em casa, tenho que te levar para treinar com o time dez. 

S/n: ─ Eu não queria sair, não tem outro jeito?

Asuma: ─ Não. 

S/n: ─ Ah, que saco! 

Asuma: ─ O seu jeito de falar está parecendo com o do Shikamaru. 

S/n: ─ Shikamaru… você vive falando dele, mas eu nunca sei quem é. 

Asuma: ─ Vai conhecê-lo hoje se é que já não conhece. 





[...]





Asuma: ─ Pessoal, essa é a minha filha, s/n. Vocês já devem ter a visto na Academia. S/n, estes são: a Ino, o Chouji e o Shikamaru. 

Na apresentação do último, meu coração bateu um pouco mais rápido, não acredito que depois de todo esse tempo, finalmente descobri o nome do garoto que me salvou há vários anos atrás. 

Ino: ─ Você fala tanto nela, finalmente podemos conhecê-la.

Asuma: ─ Pois é, eu só nunca a apresentei a vocês. Ela sempre está, ou com o time dela, ou num lugar isolado treinando, ou em casa. Fora isso, ela não sai para nada.

S/n: ─ Pai! ─ Reclamei.

─ Oi ─ Ino e Chouji diziam ao mesmo tempo me cumprimentando. 

S/n: ─ Oi ─ Respondi sem deixar de olhar para o menino que ainda rouba a minha atenção. Shikamaru… então é esse o nome dele. Eu jamais ia imaginar que ele fosse a pessoa que meu pai falava tanto.

Ino: ─ Eu acho que nunca vi você antes, era da academia mesmo?

S/n: ─ Eu sempre fui tímida, então eu nunca fui de ficar muito exposta com os outros alunos. ─ Falei voltando o olhar para a Ino antes que desse muito na cara de que eu estava distraída vendo o Nara… se é que isso já não aconteceu.

Ino: ─ Tá explicado. 

Chouji: ─ S/n, quer batatinhas?

S/n: ─ Não, obrigada. Estou sem fome.

Ino: ─ Chouji! Já está comendo antes do treino?!

Chouji: ─ Sabe, o café da manhã não encheu direito. 

Asuma: ─ Ela vai treinar com vocês hoje, espero que se dêem bem… Algum problema, Shikamaru? Você não disse nada até agora. 

Shikamaru: ─ N-não é nada. 


P.O.V ON: SHIKAMARU

Eu jamais ia imaginar que aquela garota que encontrei na floresta, fosse filha do Asuma-sensei. E como eu nunca a vi antes na academia? Ela deve ser muita tímida mesmo ou eu sou tapado o suficiente para nunca tê-la notado. Eu, com certeza, teria me lembrado dela se eu tivesse a visto antes. 

Fiquei meio sem reação ao vê-la, os anos tinham passado e ela tinha mudado pouca coisa. Ela me olhava e eu fiquei sem saber o que fazer. Será que ela ainda se lembra de mim? Faz tantos anos desde o ocorrido que nem sei se ela vai me reconhecer. Afinal, por que estou me importando com isso? Mas, confesso que foi muito bom ter a reencontrando depois de todo esse tempo.






Alguns meses depois…






P.O.V ON: S/N 

Asuma: ─ Para quem tem dificuldade em fazer amigos, você até que se saiu muito bem com o Shikamaru, hein? Até se interessou por shogi (Espécie de xadrez japonês). 

S/n: ─ Estou querendo ver se tenho capacidade para vencê-lo ao menos uma vez na vida. ─ Falei movendo um lanceiro de lugar. 

Asuma: ─ Um dia você vai vencer ─ Disse movendo um cavalo.

S/n: ─ Já venceu alguma vez?

Asuma: ─ Não. 

S/n: ─ Então é impossível. Se eu perco para você todas as vezes, nem vou mais tentar derrotar o Shikamaru.

Asuma: ─ Não sei se fico ou não bravo com você. ─ Dizia num tom de brincadeira.

S/n: ─ Desculpa, pai.

Asuma: ─ Tudo bem, mas eu fico feliz por você ter se interessado por este jogo e pelo Shikamaru.

S/n: ─ Como é? ─ Sem querer, coloquei meu rei na linha de ataque e meu pai o capturou. 

Asuma: ─ E eu venci. 

S/n: ─ Como sempre ─ Falei meio chateada.

Asuma: ─ Voltando ao assunto de antes… você pode até dar uma de desentendida, mas eu sei da verdade. ─ Disse começando a guardar as peças do jogo na caixa.

S/n: ─ Que verdade, pai? ─ Ah, lá vai ele de novo. Ele sempre toca nesse assunto quando estamos jogando, e eu sempre fico nervosa. 

Asuma: ─ Você olha para ele do mesmo jeito que eu olhava para sua mãe. E esse olhar não é de como você sempre diz: "olhar de amigos", tenho certeza de que não é. Eu só quero que fique sabendo de uma coisa: ele é um bom rapaz apesar de ser muito preguiçoso, e eu não impediria se caso vocês tivessem alguma coisa. 

S/n: ─ Que "coisa", pai? Ficou doido? Somos apenas amigos. 

Asuma: ─ Se insiste em mentir para si mesma, tudo bem, mas um dia, você vai ver que eu estou certo. 

S/n: ─ Tá, agora vou lá no túmulo da minha mãe. 

Me levantei, fui na cozinha buscar o dinheiro que deixei em cima da mesa e saí para comprar uma rosa para ela. 

Meu pai insiste em dizer que gosto do Shikamaru. Se nem eu sei direito se gosto ou não, imagina ele. Mas, para falar a verdade, sinto umas coisas esquisitas quando vejo ou quando falo com ele, mas isso não pode ser nada, certo? E eu também nunca gostei de alguém, então eu não vou saber como é sentir isso.  

Em menos de dez minutos, eu já tinha chegado na Flores Yamanaka, na floricultura que a Ino trabalhava nas horas vagas.

Passei pela porta e o sino soou. Esse sino tocava toda vez que alguém saia ou entrava por aquela porta, avisando que algum cliente tinha chegado.  

Ino: ─ Seja bem-vindo! ─ A ino disse enquanto tirava algumas pétalas murchas das rosas brancas de um ramalhete. 

S/n: ─ Oi, Ino. Sou eu. 

Ino: ─ S/n! ─ Ela parou de mexer com as rosas e me abraçou ─ Já faz um bom tempo que não te vejo, hein?

S/n: ─ Estava meio ocupada.

Ino: ─ Entendo. E aí, o que vai querer? 

S/n: ─ Eu quero duas dessas rosas brancas da sua mão. 

Ino: ─ É para o Shikamaru? ─ Dizia me entregando. 

S/n: ─ Claro que não! ─ No momento em que as peguei, o espinho de uma espetou meu dedo e eu as deixei cair. 

Ino: ─ Você está bem? ─ Disse preocupada depois de recolher as rosas.

S/n: ─ Estou sim. 

Ino: ─ Quer outras? Essas caiu no chão e…

S/n: ─ Não tem problema, eu quero essas. 

Ino: ─ Você tem pegar aqui ─ Disse me mostrando o lugar liso no caule ─ Eu tirei os espinhos dessa parte para não machucar. 

S/n: ─ Certo. 

Ino: ─ Como vai entregar para o Shikamaru sendo que vamos ter que treinar daqui a pouco?

S/n: ─ Eu já disse que não é para o Shikamaru. E por que acha que vai ser para ele?

Ino: ─ Vocês se gostam e todo mundo já sabe disso.

S/n: ─ Já sei! Você combinou com o meu pai para insistir nisso, né?

Ino: ─ Combinou o quê? Do que está falando?

S/n: ─ Se vocês não combinaram, então por que disse isso? 

Ino: ─ Não vai me dizer que você não gosta dele? 

S/n: ─ Eu não sei. 

Ino: ─ Como não sabe?! 

S/n: ─ Eu simplesmente não sei.

Ino: ─ É como eu disse antes, todo mundo já sabe, e os únicos que não sabem são vocês dois. Eu achei que vocês fossem lerdos, mas olha, se superaram. 

S/n: ─ Ino, para de viajar, e aqui está o seu dinheiro. ─ Eu entreguei e ela o guardou no bolso do avental. ─ E essas rosas são para a minha mãe. Tchau! Já vou indo. 

Ino: ─ Tchau! E tenha cuidado pelo caminho. 

S/n: ─ Vou ter. 

Saí da loja pensando no que a Ino me disse. Se ela diz que todo mundo já acha que a gente se gosta, então eles estão certos e até agora eu não me dei conta? 

É melhor eu parar de pensar nisso antes que eu me perca, falando nisso, onde é que eu estou mesmo? Eu não me lembro de passar por aqui das vezes em que eu vinha visitar a minha mãe. Ah, que saco! Só foi eu me distrair por alguns minutos que isso acabou acontecendo. 

O bom é que as árvores daqui não se parecem com as da floresta do clã Nara, essas são mais baixas e possuem muito mais galhos, então eu já posso ficar um pouco aliviada. Mas, mesmo assim, ainda estou perdida nesta área que ainda não consigo reconhecer. A única coisa que me resta é andar à procura da lápide, devo achá-la em breve. 

Muito tempo já se passou e até agora não consigo reconhecer o lugar, e muito menos consegui encontrar a minha mãe. As rosas, coitadas, já estão murchas e acabaram perdendo algumas pétalas por causa da minha corrida. 

Eu espero que meu pai note a minha demora e venha me buscar, porque eu realmente não sei como sair daqui, e usar ninjutsu médico não vai adiantar de nada.  Por causa do cansaço, sentei debaixo de uma árvore e fiquei por um tempo, mas eu acabei pegando no sono naquele lugar desconhecido.

Acordo com alguma coisa cutucando o meu pé, abro os olhos lentamente e me assusto, era um cervo que estava bem na minha frente. Por causa dele, subi na árvore e lá eu ia permanecer até que ele saísse. 

Como cheguei na floresta do clã Nara sem nem ter notado? Olhei em volta, e eu estava no mesmo lugar de antes de eu dormir. Então eu vim para cá sem me dar conta… que ótimo, o que falta acontecer agora? 

Olhei para baixo novamente e vi que tinha mais cervos, eram muitos e um tentava subir na árvore. Mesmo com o grito agudo que dei por causa do trovão, eles não saíram e a chuva caía me ensopando toda. 

S/n: ─ Já que vocês vão me comer mesmo, olha, eu estou toda molhada, pelo menos vai ser mais fácil para ir para o estômago de vocês. 

─ Eles são herbívoros. ─ Shikamaru olhava para cima com as mãos dentro dos bolsos da calça. 

S/n: ─ É mesmo, eu esqueci desse detalhe. 

Eu não sei porque, mas parecia que os pingos da chuva batendo em seu rosto o deixava ainda mais bonito. Será que pensar desse jeito também significa que eu gosto dele? Só sei que eu preciso entender sobre isso o quanto antes.

Shikamaru: ─ Podem ir, ela está comigo e não fará nenhum mal a vocês ou à floresta.  

Todos os veados saíram, menos um. E era ele, o mesmo cervo de alguns anos atrás, não tinha mudado quase nada, e pelo jeito, continuava sem querer a minha presença por lá. 

Shikamaru: ─ Isso é uma encheção, mas você continua com essa antipatia?

─ Não tanto, agora é menos. 

Shikamaru: ─ Eu não te entendo, ela é exatamente o oposto do que você pensa. 

─ Como eu disse antes, agora é menos. Talvez algum dia, chegue a zero por cento.

Shikamaru: ─ Espero que seja logo, pois eu não quero ter que me preocupar com um possível ataque. Ela é de confiança, você vai perceber.

─ Eu já vou indo.  

Shikamaru: ─ S/n, já pode descer. 

S/n: ─ Ainda bem que ele já foi ─ Falei descendo com cuidado da árvore para não escorregar ─ Eu não esperava me perder aqui.

Shikamaru: ─ Você foi irresponsável! 

S/n: ─ Eu sei, mas como sabia que eu estava aqui? 

Shikamaru: ─ Todos perceberam que você estava demorando muito para voltar, já que tinha dito ao Asuma-sensei que iria se encontrar com ele depois do treino. Mas, até aquele momento, você ainda não havia chegado, então, depois que a Ino me disse sobre lugar que você tinha ido, pedi permissão para que eu pudesse ir à sua procura. Asuma deixou e eu saí de lá correndo. Pensei no lugar que você pudesse estar numa enrascada, e a floresta do meu clã só vinha na minha cabeça, então eu estava passando por aqui até que vi uma aglomeração de cervos.

S/n: ─ Acertou em cheio, obrigada por me ajudar. Eu não queria ter que acordar no outro dia e ainda ter que ficar em cima dessa árvore.

Shikamaru: ─ Você, com certeza, ficaria gripada por causa dessa chuva. Você tem sérios problemas, só pode. Como veio parar aqui?

S/n: ─ Eu não sei. 

Shikamaru: ─ Você conhece todos os lugares de Konoha, mas esse é o único que você se perde. Eu não consigo entender.  

S/n: ─ Muito menos eu.

Shikamaru: ─ Ah, isso vai dar um trabalho, mas vai valer à pena. A partir de amanhã, nós vamos para o centro da floresta, e a partir dele, você vai saber sair daqui. Hoje vou te mostrar um jeito de sair, amanhã vou te mostrar outro e assim por diante.

S/n: ─ E os cervos?

Shikamaru: ─ Comigo aqui, eles não farão nada. 

S/n: ─ Quando éramos crianças, ele tentou me atacar, lembra?

Shikamaru: ─ Agora é diferente, não somos mais crianças. E vai ser bom para o líder do bando se acostumar com você, não estou mais suportando aquela atitude hostil dele. 

S/n: ─ Tudo bem, eu confio em você.

Shikamaru: ─ Tenta decorar o caminho. Vou te deixar em casa. 

S/n: ─ Mas você corre o risco de ficar gripado, você está todo molhado que nem eu. 

Shikamaru: ─ E você também. Não se preocupe comigo, se preocupe com si mesma.

Caminhamos por um tempo em silêncio, e eu ainda estava com aquela dúvida de como é gostar de alguém. Eu vou tentar perguntar para ele sem dar na cara que, provavelmente, eu gosto dele.

S/n: ─ Ei, Shikamaru?

Shikamaru: ─ O que foi?

S/n: ─ Você já gostou de alguém?

Shikamaru: ─ Que pergunta é essa?

S/n: ─ Somos amigos, né? Não tem por que esconder nada de mim, certo?

Shikamaru: ─ Se você insiste. Eu já, quer dizer, eu gosto de alguém. 

S/n: ─ E como é a sensação? ─ Tá, s/n, agora finge que essa resposta não te incomodou. 

Shikamaru: ─ Como você não sabe?!

S/n: ─ Eu nunca gostei de alguém, então eu não vou saber mesmo.

Shikamaru: ─ Você vai saber que ama aquela pessoa quando ela for a que mais desperta coisas diferentes em você. É um sentimento diferente do amor que se sente por um familiar ou por um animal de estimação. Essa pessoa faz seu coração bater a mil por hora caso você pense, fale ou a encontre em algum lugar. Você fica meio nervoso e com medo de agir feito um idiota na frente dela. Eu até sonhei, mas foi um pesadelo, era um pesadelo em que ela morria, acordei na hora e não consegui mais dormir. Depois disso, eu sempre quis ficar ainda mais perto dessa pessoa. 

Agora sim eu confirmei, eu gosto dele, só que ele gosta de outra pessoa. Eu deveria ter ficado quieta e ter deixado do jeito que estava, só assim eu não estaria um pouco mal com o que ele acabou de dizer.

S/n: ─ Entendi. 

Shikamaru: ─ Por que tanta curiosidade sobre isso? Acha que gosta de alguém?

S/n: ─ Sim, mas é impossível.

Shikamaru: ─ Já tentou ao menos?

S/n: ─ Não. Acho melhor deixar do jeito que está. Você disse que gosta de alguém, quem é? ─ Agora o medo da resposta me tortura. Ele parou de andar e deu um suspiro pesado.

Shikamaru: ─ Você ─ Disse sorrindo e virando o rosto para o meu lado. Eu fiquei em choque e até agora estou assim. ─ O que eu disse te assustou tanto assim? Você está paralisada que nem uma estátua ─ Riu. 

S/n: ─ E-eu t-também. 

Shikamaru: ─ Você também gosta de mim? ─ Balancei a cabeça confirmando ─ Então você aceita namorar comigo? ─ Disse meio envergonhado e com uma das mãos na nuca. 

S/n: ─ Aceito. ─ E segurando o meu queixo, ele me deu um selinho demorado. 

Shikamaru: ─ Asuma-sensei vai me matar. 

S/n: ─ Não vai ─ Sorri ─ Ele nos apoia. Foi ele que ficou jogando as indiretas para mim, mas eu ainda não tinha percebido que eu gostava de você.

Shikamaru: ─ Fico aliviado… agora nada nos impede ─ Sorriu. 

S/n: ─ Não mesmo ─ Retribuí o sorriso ─ Acredita que a Ino me disse que todo mundo achava que a gente se gostava? 

Shikamaru: ─ Ela também me disse isso, só que eu achei que ela estivesse exagerando. Eu não poderia ter dado muito na cara que eu estava apaixonado por você.  

S/n: ─ Eu também pensei desse jeito. 

Shikamaru: ─ Ambos chegamos a uma conclusão.

S/n: ─ Qual? 

Shikamaru: ─ Somos muito lerdos ─ Disse rindo.

S/n: ─ Verdade. ─ Sorri.



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