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História ShikaTema: Problemática - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hey, atendendo a pedidos
Tia Malila gosta de vcs💙
Nos vemos nas notas finais!

Capítulo 1 - Capítulo Único: Problemática


Shikamaru estava estressado. Muito estressado. Odiava, mais do que nunca, trabalhar no escritório do Hokage, principalmente quando aqueles estúpidos mensageiros não faziam o trabalho deles. Da próxima vez, ele iria pessoalmente.

Shikamaru estar estressado era um acontecimento tão raro que cada vivalma que cruzava o seu caminho se desviava imediatamente. Não que fossem tantas; nem o Rokudaime ficava até tão tarde no escritório. Passou de um corredor para as escadas, batendo a porta com uma força desnecessária, embora satisfatória.

Emburrado como uma criança, ele saiu para o ar noturno, chutando uma pedra qualquer que aparecera em seu caminho. Pra variar, estava sozinho: nem Ino nem Chouji estariam acordados para conversar com ele, e Temari não dava notícias desde que saíra da vila, duas semanas antes.

 Ela era a maior culpada pelo seu mau humor, embora ele não admitisse nem para si mesmo. A falta do cheiro dela e os grãos de areia que pareciam a perseguir, grudando em tudo, seus cabelos, roupas e lugares onde ela passava, era o que mais doía: lembrar de detalhes insignificantes e suspirar era o maior passatempo de Shikamaru, ainda que ele negasse com todas as suas forças. Até aquele leque infernal, que ela vivia deixando pelos cantos mais inusitados da casa (fazendo-o tropeçar constantemente), lhe dava uma pontada de saudades.

Eles tinham uma relação estranha, ele sabia. Ela, paranoica demais para baixar a guarda, ele, sem vontade de insistir e arrastá-los para uma discussão cansativa, não mantinham contato íntimo. Ela era princesa da Areia, e, embora não contasse pra ele, lidava com assédio havia muito tempo. Por isso era grossa em suas respostas e não economizava socos para se defender, embora atualmente não houvesse de que se defender. Shikamaru (por mais estranho que isso soasse) cuidava dela às escondidas, garantindo passe livre em qualquer lugar que suas viagens a levassem e conferindo discretamente a bolsa de viagem da noiva, sabendo de algo que ela esquecera. Era meio estranho, mas funcionava para os dois: ele organizando tudo, ela cuidando do que exigia um puxão de orelha mais firme.

Ele ficou mais irritado ao lembrar que ela não estava em casa. Imaginou fumaça saindo das suas orelhas, e cerrou as mãos em punho nos bolsos. O que estava acontecendo? Ele nunca foi estressado. Esse papel cabia a Temari. Ele era o mediador, o cara que pensava a sangue frio; não se lembrava da última vez em que seu temperamento tinha sido explosivo, se é que tinha sido em algum momento.

Chegou em casa, pisando com força nas escadas da entrada. Quando enfiou a mão no bolso, procurando pela chave, e encostou na maçaneta, a porta rangeu.

Estava aberta.

As luzes estavam ligadas, ele nem tinha percebido. Quando entrou, alerta, pela porta, tropeçou em alguma coisa que o fez xingar. E Shikamaru não xingava.

Era o leque dela.

- Temari? - ele sentiu sua irritação diminuir, mas não desaparecer. Por que ela não avisou que vinha? Não eram noivos, ao fim das contas? E porque ela insistia em deixar o maldito leque no meio do caminho?

Veja bem, Shikamaru não se incomodava. Ele era como uma pedra, imperturbável, indiferente, passivo. Nunca cobrara de Temari uma data pra voltar, por exemplo; era um saco. Ela ia e ele sabia que ela sempre voltaria, era uma garantia dela. Era responsável e inteligente, ela sabia o que devia fazer. Se decidisse que tal data era a melhor para voltar, ele aceitava sem discussões. Não era ciumento nem possessivo.

No entanto, hoje ele estava decididamente ciumento e possessivo. Pior, estava carente. A ideia o incomodou ainda mais.

- Temari! - chamou mais alto.

- Eu não sou surda - ela respondeu, delicada como um tijolo na vidraça. Apareceu detrás do biombo, vestindo um quimono e o cabelo loiro molhado, pingando. - Olá pra você também.

Maldita beleza da Areia. Ele odiou o brilho perfeito dos seus cabelos, a voz impaciente que tantas vezes brigava com ele, os olhos amendoados num tom de verde-escuro. Odiou ela ficar tão bem naquele simples quimono, odiou a falta de contato físico que tinham. Nada de abraços de boas vindas. Nada de carícias. Uma carícia, para Temari, era apenas um tapa dado com menos força.

Percebeu os pequenos grãos de areia dourados em sua roupa. Parecia que aquilo brotava dela. 

Ela era extremamente irritante. E tão maravilhosa que o irritou ainda mais.

- Por que não avisou que vinha?

Ela o encarou, descrente.

- Como é?

- Por que não mandou uma mensagem pra dizer que estava voltando? - ele repetiu, claramente estressado.

Ela percebeu.

- Hã, por que eu nunca faço isso? - ela respondeu, ameaçadora.

- Podia ter feito ao menos uma vez - ele resmungou.

- O que você tem? - Pronto. Fogo no pavio.

- Nada.

- Você não está bem.

- Não é nada!

Ele se arrependeu imediatamente de ter erguido a voz para ela. Ele não fazia isso. Sabia a reação dela, e tinha certeza que não seria nada boa. Aaaaah, que problemática!

Ele se virou para ela, alerta. Fogo dançava nos olhos verde-escuros da noiva, que parecia pronta pra lhe dar uma surra.

Ele não se incomodava. Queria apanhar. Queria que ela dissesse coisas horríveis, que se sentisse tão mal quanto ele nesse tempo sem ela. Queria fazer alguma coisa que não se agarrar a detalhes mínimos como um maldito apaixonado.

A encarou diretamente, furioso. Não com ela, claro. Consigo mesmo. Por provocar aquela briga. Sabia que tinha feito besteira quando falou com ela daquele jeito. Mas queria uma reação dela, uma preocupação da parte dela, um soco de afeto que fosse. Até a ideia da carícia de tapa parecia ser atrativa para ele.  Queria a atenção dela.

Argh. Exatamente como uma criança.

Ele deu dois passos na direção dela, desafiador. Por que ela não se mexia e batia nele de uma vez?

Temari cerrou os punhos, as mãos que ele sabia serem calejadas friccionando contra si mesmas. Sua pele era levemente bronzeada na parte que a roupa expunha, mas muito branca na parte coberta, ele sabia. Ele supunha, na verdade. 

Ele a observou avaliá-lo de cima a baixo, notando a tensão no maxilar, as mãos (normalmente enfiadas nos bolsos) também em punhos cerrados, ao lado do corpo. Ela percebeu a ruga de preocupação que se tornara mais nítida entre suas sobrancelhas, a roupa suja e amarrotada. Estranhamente, o fogo desapareceu dos olhos dela, dando lugar a uma expressão que ele não reconhecia. Não no rosto dela, pelo menos.

Ele esperou um xingamento e uma virada de costas, o que ela normalmente fazia em situações parecidas.

Mas ela o surpreendeu.

Ele duvidou, por um momento, que fosse real.

Estou imaginando coisas?

Não, definitivamente não estava.

Ela o beijou.

Hã?

O cérebro dele, o brilhante e calculista cérebro de Shikamaru, pifou todos os circuitos. Sua raiva derreteu.

Os braços dela foram ao redor de seu pescoço, uma mão atrás de sua nuca. Ela avançou a boca na dele, e ele instintivamente respondeu, abraçando-a com força e correspondendo ao beijo.

Conseguiu formar um pensamento coerente:

Isso é bem melhor que um soco.

Ele não sabia dizer quanto tempo se passou. Pareciam segundos, mas o ar lhes faltou, e tiveram que se separar, mesmo que fossem centímetros, para respirar. Os lábios da noiva estavam vermelhos e inchados. Claramente não foram só segundos.

Mesmo assim, os braços dela não abandonaram o pescoço dele, e ele também não afrouxou o abraço. Assim ficaram, as testas coladas, a respiração voltando ao ritmo normal, embora o coração batesse a trezentos por minuto.

Ele observou os olhos dela de perto pela primeira vez, as pupilas bem dilatadas. Ele percebeu que eles tinham pequenos riscos dourados que nunca notara antes. Duvidava que a própria Temari os conhecesse. Ela não dava importância pra própria aparência. Não que precisasse; era linda como uma deusa. 

Finalmente, ele reconheceu o sentimento que vira nos olhos dela. Mais de perto, era claro como água, embora incomum.

Era saudade.

- Não gosto de você assim - ela sussurrou, ofegante.  - Parecia prestes a matar alguém. 

- Eu estava. - ele respondeu, sem um resquício da irritação que possuía segundos atrás. - Mas provavelmente teria desistido. Daria muito trabalho.

Ela riu baixinho. O som era melodia para seus ouvidos, desacostumados pela saudade.

- Senti saudade. - murmuraram em uníssono.

Nunca tinham sido um casal sentimental. Nenhum deles era bom com isso, e era difícil saírem de sua zona de conforto. Eram uma boa dupla, trabalhavam e lutavam bem juntos, mas quando o assunto era um ao outro, distante de outros afazeres, eles se perdiam.

Mas ele sabia que sua serenidade aplacava o pavio curto dela, que ela agradecia internamente sempre que ele fazia questão de não invadir seu espaço. Ela, problemática como era, evitava que sua vida fosse monótona, dava direção para ele quando a agulha da bússola se perdia. Depois da morte de Asuma-sensei, se perdeu muitas vezes, nas coisas mais insignificantes. Ela puxava sua orelha e o mostrava quanta coisa ainda havia pra arrumar, e ele suspirava, pesaroso por fora, agradecido por dentro. Sabia que, se nunca tivesse tomado iniciativa com Temari, o tão inteligente Shikamaru não passaria de um idiota.

Pensava em tudo isso e ainda mais, quando imaginava o significado daquelas duas palavrinhas, ditas ao mesmo tempo e na mesma intensidade.

-- Está melhor agora, bebezão? - ela se divertiu às suas custas.

- Não me chame assim, Problemática. - ele falou, cansado. Não estava afim de romper o abraço. Na verdade, sentia que podia ficar ali pra sempre. 

- Hey - disse ela, baixinho. - Vamos dormir.

Ele a encarou.

- Juntos?

- Não me olhe como se eu fosse um espírito maligno, não vou matar você. - ela afastou uma mecha de cabelo dele que se soltara do rabo de cavalo. - Não hoje.

Ele riu pelo nariz, sabendo que, até o fim da noite, era bem capaz de ela, sim, ter matado ele.

- Só preciso de um banho. - inalou o cheiro dela, um perfume exótico que ele sabia ser uma flor do deserto.

- É bom mesmo. Não vou dormir na mesma vila que você se não o fizer - ela deu um selinho nele.

Cheia de surpresas hoje, hã?

Foi o que ele pensou ao entrar no banheiro.

***

Quando saiu, deparou-se com seus obentôs arrumados juntos. Não deveria ficar surpreso. Afinal, foi ela que  o propusera.

Eles não dormiam exatamente juntos. Quando ela estava em casa (o que raramente acontecia), quem chegasse em casa primeiro desmaiava na hora. Normalmente era ela. Quando ele chegava, dormia perto dela, mas longe o suficiente para que pudesse desviar de um golpe desferido durante o sono.

Sim, isso acontecia. Ele já fora atingido duas ou três vezes.

Jamais tinham, hã, contato enquanto dormiam, exceto esses pequenos incidentes. 

Bem, e aquela vez...

Houve uma noite em que Shikamaru acordou, atordoado, e percebeu que tinha tido um pesadelo. Sua respiração era ofegante, e ele percebeu que sonhara de novo com a morte de Asuma-sensei, o que acontecia com menos frequência, mas acontecia. Inalou profundamente.

 Ao olhar pra baixo, encontrou os cabelos dela, o rosto encostado em seu peito, os braços ao seu redor. Felizmente, ela ainda dormia. Assim, ele pôde se envergonhar, estranhar a atitude dela, contrariar-se e gostar da situação em segundos, sem que ela o observasse.

Naquela ocasião, o calor dela o envolveu para um novo nível de sono tranquilo. Não teve nenhum outro pesadelo naquela noite.

Na manhã seguinte, ele acordou sem ela. Ela já saíra de casa.

Relembrando esse episódio, ele suspirou. Por que estava tão sentimental hoje?

Ele enxugou os cabelos e se vestiu, pendurando a toalha no biombo. Assim que ia sair, a luz se apagou. 

Não ficou desconfortável. As sombras eram seu território.

- Temari? - preocupou-se.

Era ela quem tinha apagado a luz, ele percebeu. Foi até ele sem dizer uma palavra, e segurou suas mãos. Ele queria muito, muito abraçá-la novamente, mas se conteve. Ela era reservada, ele sabia.

Bom, e batia bem forte também.

Eles se deitaram. Hesitante, ela apoiou a cabeça no peito dele.

Já mencionei o quanto seus corações estavam acelerados?

Não?

Pois é. Se ligassem um gerador em cada um, podiam abastecer Konoha inteira.

Ele ficou acariciando seus cabelos, meio sem jeito. Mas como ela não refutou o gesto, ele continuou. Mantinha os olhos bem abertos. Apesar do cansaço, a eletricidade que o percorria não deixaria-o dormir.

Ela percebeu. Afinal, era contra o ouvido dela que o coração dele batia.

Temari estava incerta, mas não nervosa. Era só sexo. Realmente não entendia o que levava as pessoas a agirem feito idiotas se achando as sensuais. Em público, ela reviraria os olhos e ignoraria qualquer palavra relacionada a isso.

Mas aqui, sozinhos, com ele tão perto...

Bem, certa parte sul de seu corpo deu sinal de vida.

Quase sem pensar, ela passou a perna direita por entre as dele, entrelaçando-as. Ele tomou um susto, mas não recuou. Tampouco fez outro movimento. A mão no cabelo dela parou de se mexer. Não fosse o coração dele parecendo uma britadeira, ela podia julgá-lo morto.

Ficou assim por um tempo considerado assustador. Só mais tarde ela perceberia que ele tinha tido medo de receber um golpe dela.

Será que o maldito idiota não vai tomar iniciativa nenhu...?

Esqueceu o que estava pensando quando sentiu a boca quente dele na sua.

Na verdade, ela não lembrava nem do próprio nome.

A mão dele tomava seu rosto, mantendo-a perto de si. A dela repousara no peito dele.

Ah, um pequeno detalhe.

Shikamaru dormia sem camisa. 

A pele quente por debaixo dos seus dedos, misturada às sensações que a boca dele lhe transmitia, fizeram Temari suspirar. Sua cabeça girava.

Por que isso me faz sentir tão bem?

Corpo idiota.

No entanto, seu corpo idiota estava regindo perfeitamente ao dele. Ela aproveitou suas pernas entrelaçadas e se impulsionou pra cima dele, sem descolar seus lábios. Ele apoiou uma das mãos na base da coluna dela e subiu lentamente, sentindo a textura dos grãos de areia que permeavam a roupa da noiva. O cabelo dela fazia cócegas no seu pescoço; sentir o corpo dela repousado acima do seu era uma sensação extraordinária.

Seu membro também achava isso, aparentemente. Resolveu acordar pra dar um oi.

Devagar e com cuidado, Shikamaru se sentou, mantendo Temari em seu colo. Ela enlaçou a cintura dele com as pernas, e ele gostou ainda mais dessa posição. Podia ficar ali a vida inteira, se seu corpo não exigisse mais.

Terminou o beijo, as bocas emitindo um ruído suave ao se separarem. Observou cada detalhe do rosto dela na luz fraca, as maçãs do rosto altas, o brilho recém-descoberto nos olhos, o cabelo dourado chegando até os ombros.

Se arrependia mais do que nunca de ter gritado com ela mais cedo. Ele não a merecia. 

Não significava que não a quisesse.

- Senti sua falta - ele murmurou contra a bochecha dela. - Senti muito a sua falta. Cada reclamação e xingamento. Cada sorriso. Cada fio de cabelo seu me fez falta. - ele sussurrava e percorria a pele dela, da bochecha ao ouvido, do ouvido ao pescoço, do pescoço ao ombro. Não sabia como tinha convivido com ela por tanto tempo sem fazer isso.

Ela suspirava e sentia o estúpido coração bater mais forte. Odiava que sua pele fosse tão sensível, mas, nesse momento, agradeceu por isso. Não perdia nem um toque dele, nem uma das palavras ditas baixinho e que produziam tanto efeito nela.

- Eu também senti saudade - ela confessou, baixinho. - você é irritante demais pra não fazer falta.

Era o melhor que podia fazer. No entanto, pareceu suficiente pra ele, que sorriu contra a pele dela.

- Que bom que passo essa impressão.

- Idiota.

Ele segurou a ponta do laço que fechava o quimono, olhando no fundo dos seus olhos.

- Posso? - questionou, receoso.

- Deve. - ela ordenou.

Desfez o laço devagar, criando uma expectativa para si mesmo.

Nem precisava ter se dado o trabalho. A versão real era cem vezes melhor de qualquer coisa que podia ter imaginado.

Além disso, vinha com um pequeno bônus.

Temari não usava nada por baixo.

Ele se perdeu em cada curva do corpo dela, e sorriu ao perceber o detalhe que sempre supôs: a pele que a roupa de sempre não cobria era bronzeada, e a parte que ficava coberta era branca e leitosa. 

Temari era musculosa e esguia. Seus seios não eram muito grandes, e isso os tornava perfeitos aos olhos dele, encaixados suavemente no tronco e clamando por seu toque. Ela não exibia delicadeza; muito pelo contrário, irradiava poder. Nua ou vestida, ela era capaz de dar cabo de qualquer um, e se ele sabia disso antes, tinha certeza agora.

- Pare de babar - ela resmungou, tirando-o do transe.

Ele beijou a linha onde a pele bronzeada encontrava a leitosa, fazendo-a agarrar seu braço e enterrar as unhas nele. A dor provocou ainda mais tesão.

Com a ajuda dele, ela deslizou o quimono sobre os ombros, jogando-o de lado. Ele beijou a cova de sua garganta, desceu até o vale dos seios e provocou um espasmo nela quando abocanhou um. Ela apertava as pernas ao redor dele e o sentia reagir, impulsionando a cintura contra a dela e simulando uma penetração.

Isso provocava um turbilhão de sensações que ela jamais saberia explicar. Sons escapavam de sua boca, parecendo guinchos aos ouvidos dela e música aos ouvidos dele.

Ela de repente parou de pensar nas coisas ridículas que as pessoas faziam quando se tratava de sexo.

Na verdade, ela parou de pensar em tudo. Seus instintos assumiram o controle.

Ele lambeu e chupou os seios da noiva, uma mão em suas costas, puxando-a pra perto, e a outra descendo por sua barriga, contornando os músculos definidos dela.

Quando os dedos chegaram em seu ponto de prazer, ele não pôde evitar uma risadinha.

Sua mão escorregava livremente por ali.

- Ah... Isso não... Hmmm! - ela gemia contra a vontade. Seu corpo se arqueou contra o dele e ela o abraçou contra si, extasiada.

- Você é linda - ele sussurrou, tão sensível quanto ela. - e acho que finalmente me venceu em alguma coisa.

- Eu sempre venço você - ela conseguiu responder. 

- E na luta de Genin? 

- Eu te deixei ganhar.

Ele riu contra a pele dela.

- Se bem me lembro, eu que te deixei ganhar.

Ela correu os dedos pelo peito dele,  descendo até o cós da calça e pousando por ali, arrancando suspiros dele. Ela sorriu.

- O que dizia?

- Golpe baixo.

- Mas funcionou.

Eles sorriram, conscientes da história que compartilhavam, cada luta, discussão e missão realizada. 

Isso era bom demais.

Ele girou, sem tirar as pernas dela ao redor de si, e a deitou na cama, beijando-a. Ela bagunçava seus cabelos e corria as mãos pelo seu corpo, pelos braços, tórax e cintura, puxando o cordão que prendia sua calça.

O tronco de Shikamaru era de um bronze escuro, que ela jamais teria imaginado. Fantasiou se ele treinava ao sol, sem camisa, ou se aquilo era o tom natural de sua pele.

Ele, por sua vez, admirava o calor da pele dela. Parecia ter  o sol da Aldeia da Areia espelhado em seu corpo, aquecendo o corpo dele em sintonia com o seu.

Ele mordeu o pescoço dela, provocando uma onda de suspiros. Ela desatou o nó do cordão da calça e a empurrou pra baixo com os pés, com cuidado.

Os corpos dos dois pareciam ignorar suas mentes. Reagiam à voltagem que havia entre eles, suando e se movendo em sintonia. 

Quando ele roçou sua intimidade na dela, um choque de prazer os percorreu.

Mas ao olhar nos olhos dela, percebeu uma expressão inesperada.

Algo de diabólico cintilava nas orbes verdes.

Oh-oh, ele pensou.

Rápida como uma raposa, Temari o desequilibrou com as pernas, fazendo-o cair de costas ao lado dela. Usou o impulso da queda pra ficar por cima e se sentou bem sobre o membro dele, observando a expressão do noivo mudar de surpresa e medo para um desejo mal reprimido. 

Involuntariamente, ele mordeu o lábio.

- É a minha vez, querido - ela sussurrou, maliciosa. - Não achou que pudesse fazer tudo isso e sair impune, não é?

Ela sorriu com a falta de resposta dele. A respiração ofegante do noivo dizia tudo.

Ela moveu o quadril pra frente e pra trás, em contato direto com o pau dele. Sentiu ele se retesar com o gesto.

Bom, ela pensou. Vai sofrer um pouquinho também.

A mão dele subiu por sua coxa e agarrou sua cintura enquanto ela aumentava a velocidade e se inclinava para beijar o pescoço dele. Então ele também sabia gemer, não é? Melhor ainda.

Aquilo tinha praticamente tanto efeito quanto a penetração. Além disso, os hormônios estavam tão à flor da pele que ele quase gozou ali mesmo.

Quase.

Temari sabia torturar.

No segundo em que o orgasmo dele estava próximo (e o dela também, por sinal), ela parou completamente, fazendo um gemido de frustração escapar dos lábios dele. Ela também não estava muito feliz, mas a insatisfação dele compensava. Era divertido vê-lo assim

- Ah, por que... - ele começou a protestar.

- Vai choramingar, bebezão? - ela provocou com os lábios colados nos dele.

Apesar do divertimento passageiro, nenhum dos dois perdeu o pique. Se beijaram com sede, sentindo mais vontade do que nunca.

Dessa vez, ela não estava disposta a brincar.

Lentamente, introduziu-o dentro de si.

Era extasiante. Encaixaram-se perfeitamente, e gemeram juntos, surpresos e satisfeitos com a sensação. Ela via desejo nos olhos nublados dele, e imaginou que isso também devia refletir nos seus.

Depois que a névoa e o desconforto inicial passou, ela teve uma ideia.

Em vez de mover-se pra cima e pra baixo, ela moveu o quadril em círculos.

Não fazia ideia do efeito que isso teria. A sensação dele dentro de si, explorando cada centímetro do seu interior, era alucinante. Naquele momento, bombas poderiam ter caído do lado de fora que ela não se importaria.

Ele parecia ter gostado tanto quanto ela. Estava de boca entreaberta, o corpo suado, os olhos negros como carvão brilhando em êxtase. Ela continuou o movimento por mais alguns segundos antes da penetração propriamente dita.

Ela se moveu pra cima e pra baixo, apoiando as mãos no peito dele. Ele segurava a curva de sua cintura com uma mão, e, com a outra, inclinou-a até ele, num beijo urgente.

Eles gemiam em compasso, externalizando seu prazer. Ela aumentou a velocidade, querendo mais, e senti-lo tocando seu ventre era uma sensação arrepiante. 

Anos de passaram? Séculos? O tempo nunca fora muito importante para Temari. Agora, possuía uma relevância menor ainda. Tudo o que existia era seu corpo em combustão, Shikamaru dentro de si e a sensação crescente de uma onda de prazer que invadia seu ventre.

Gozaram juntos, um se derramando no outro, todas as preocupações, raiva e coisas ruins se esvaindo com a sensação de paz que os invadia. Ela desabou, ofegante, sobre o peito dele, e ele só teve forças pra passar a mão ao redor da cintura da noiva, abraçando-a.

Não sabiam dizer quanto tempo ficaram assim. O cérebro dos dois estava lento devido ao orgasmo, e uma vontade ridícula de sorrir dominava ambos. 

Mas, em certo momento, ela deslizou de cima dele, provocando um ruído suave, e se aninhou ao seu lado. Ele puxou a coberta sobre os dois e garantiu que ela estivesse confortável, 

Ela usava o braço dele de travesseiro. É óbvio que estava confortável.

Ele pensou em várias piadinhas para o momento. Em como ela era habilidosa, quem derrotara quem, como faria para trabalhar no dia seguinte, destruído como estava. Mas naquele momento, com ela tão perto de si, uma paz e um aconchego gigantesco o envolveu.

Tudo o que ele conseguiu foi suspirar e dizer.

- Odeio você.

- Também odeio você - ela murmurou, meio dormindo. Deu um sorrisinho e acrescentou: - Bebezão.

- Problemática - ele sorriu de volta, embalado para um sono pesado e sem sonhos.

Afinal, o único sonho que tinha estava dormindo ao seu lado.






Notas Finais


Essa fic me deu MUITO trabalho. Mas muito mesmo. Mas consegui terminar, aleluiaaaaa
Espero que tenham gostado❤
Comentem aí quais casais vocês querem💙
Pode ser qualquer casal de Naruto, incluindo KakaSaku, NaruSasu, Narusaku, qualquer um mesmo💜
Obg por ler💚💜💙❤


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