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História SHINGEKI NO HIGH SCHOOL: o ano da formatura. - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Ei! ~
Gente, eu juro que tentei ser o mais rápida possível nesse capítulo. Capítulo que eu quase nomeei como "fogo no parquinho", mas em breve irão entender.

Enfim, boa leitura! E não esqueçam de conferir as notas finais. 💕

Capítulo 3 - Encontros e desencontros.


Fanfic / Fanfiction SHINGEKI NO HIGH SCHOOL: o ano da formatura. - Capítulo 3 - Encontros e desencontros.

Durante a aula, Armin ficou absorto. Toda vez que tentava prestar pelo menos um pouco de atenção no que o docente dizia, seu olhar se perdia com a figura do pequeno envelope vermelho marcando a página do livro e acabava se distraindo. 

A pessoa que supostamente estava escrevendo aqueles bilhetes tinha o visto no refeitório, mas a informação não facilitava nem um pouco... podia ser qualquer um. Armin era constantemente observado, tanto pela sua "estranheza" natural, quanto por andar ao lado de um dos alunos mais populares do colégio. Não tinha como ele selecionar uma única pessoa. 

Ele acabou murmurando, completamente resignado. Não sabia o que fazer, e era só o primeiro dia de bilhetes do anônimo. Se aquilo continuasse, o loirinho tinha certeza que enlouqueceria. 

Debruçou-se novamente sobre a mesa, desistindo de acompanhar a aula. Seus pensamentos estavam presos no autor daqueles bilhetes e daquelas rimas terríveis que davam um nó em seu cérebro. 

Armin podia ser sagaz, perspicaz ou seja lá o que mais que usavam para descrevê-lo, mas ele realmente não estava conseguindo juntar as peças daquele quebra cabeças. Portanto, só lhe bastava aceitar as coisas da forma como estavam se desenvolvendo e esperar que em breve a resposta se encontrasse ao alcance de suas mãos. 

Aquela aula pareceu durar uma vida inteira, mas quando o sinal finalmente soou pelas dependências do prédio estudantil, o garoto não sabia se de fato queria ter que encarar a realidade daquele modo tão distorcido. 

Leu o bilhete, releu e releu. Nada ali continha pistas... absolutamente nada. Nem mesmo a caligrafia parecia familiar. 

Aquilo estava o deixando à beira de um colapso, estava pronto para arrancar os cabelos e desistir no primeiro dia de mensagens enigmáticas. E ele faria isso mesmo, se o celular vibrando no bolso de seu uniforme não o puxasse de volta para a realidade bruscamente. 

Pegou o aparelho e pôde conferir a mensagem do amigo na tela. Ele estava usando emojis demais, o que deixava o loiro confuso sobre o real sentimento que estava sendo passado ali, afinal Eren era um garoto confuso assim mesmo. Entretanto, basicamente ele parecia bastante eufórico, dizendo que tinha coisas para lhe contar. 

Bem, ele também tinha coisas para compartilhar com o moreno. Sobretudo, coisas que estavam o deixando completamente ensandecido e em tão pouco tempo. 

Deixou a sala quando a viu praticamente vazia e rumou pelos corredores, até o andar inferior. Durante o trajeto, ele se perguntava o quanto demorou perdido em seus pensamentos, pois o campus realmente parecia mais vazio. 

Parou em frente ao armário de sapatos para fazer a típica troca e deixou a mochila sobre o banco ao lado. 

Embora tentasse a todo custo desprender seus pensamentos daquele acontecido, era como um fantasma que assombrava sua mente e não o deixava em paz por um segundo sequer. Honestamente, era muito pior do que todos os olhares sobre si. Agora ele sabia que uma pessoa em específico o observava bem mais de perto do que gostaria. O pior era saber que poderia ser qualquer um, sem nenhuma pista ou coordenada que o levasse até o indivíduo em questão. Definitivamente, ele não possuía intelecto suficiente para resolver essa questão, tampouco para se livrar dela. 

Armin estava divagando novamente, com o par de sapatos em mãos, encarando o nada dentro de seu armário como se a tão procurada resposta estivesse ali, o aguardando de braços abertos. Por deus, o que estou fazendo? Ele se praguejava. Afinal, havia motivos para tanto drama? Era apenas um admirador secreto, não é? Sasha e Connie haviam salientado que não existia nada de mau nisso. Porém, ainda que tentasse se segurar nessa verdade, a sua insegurança consigo mesmo também se atrelava ao argumento de que tudo não passava de uma brincadeira de mal gosto de alguém sedento por vê-lo constrangido. 

Era confuso demais. Confuso ao ponto de fazê-lo querer que tudo acabasse num piscar de olhos ou que fosse apenas fruto da sua mente fértil e distorcida. 

Mas não, aquela era a vida real e ele teria que encará-la da forma que lhe foi imposta. 

Ele respirou fundo e pegou o celular novamente, logo após trocar os sapatos e se acomodar ali, naquele mesmo assento. 

Encarava a tela do aparelho com a caixa de mensagens do melhor amigo aberta. Por um momento, a solidão passou a incomodá-lo. Suas mãos tremiam e ele não sabia ao certo o que digitar. Diria que queria vê-lo imediatamente? O pediria para se apressar, mesmo sabendo que Jeager sempre demorava um pouco mais quando tinha treinos? Ele não podia simplesmente despejar seus problemas infames em cima do amigo como se não houvesse mais nada importante no mundo. 

Mais uma vez, ele suspirou resignado, desligando o celular que manteve entre as mãos sobre seu colo. Estava tudo bem. Ou melhor, ia ficar tudo bem. Logo Eren iria aparecer e eles entrariam naquela bolha só deles e se desligariam do mundo exterior. 

Pelo menos, era o que ele pensava. 

Um pensamento curto e que logo se esvaiu pelo sub consciente de um Armin que sentiu o corpo todo petrificar assim que seus olhos encararam a silhueta já bastante conhecida se aproximando. 

— Ah... Oi, Arlert. — Kirschtein o cumprimentou despretensiosamente, passando pelo loirinho e parando em frente ao armário diante de si. Pôs a senha e fez a troca de seus sapatos, como se não houvesse uma segunda pessoa ali. Sequer fez questão de receber uma resposta ao seu cumprimento ou se incomodou com o silêncio torturante que de repente pareceu preencher aquele cômodo. E ele realmente poderia simplesmente continuar ignorando aquela cena, se a face de Arlert, quando se virou, não estivesse tão tomada por expressões assombrosas — Você está bem? 

Havia uma certa preocupação em seu tom de voz. Algo velado, intrínseco e latente, mas estava ali. Uma entonação completamente diferente da anterior, sem sarcasmo, ironia ou... provocações referentes ao gosto pessoal do menino em sua frente. 

Armin apenas maneou a cabeça e passou as mãos pelo rosto, tentando disfarçar aquele emaranhado de sentimentos e sensações que deram pane em seu sistema nervoso. O que era aquilo, afinal? Ele precisava retomar sua compostura, ou acabaria estragando tudo de vez. 

— E-eu estou bem, não se preocupe. — ele disse calmo – ou nem tanto – forçando um meio sorriso para o rapaz em sua frente. E não podia negar, esperava que apenas essa resposta fosse bastar para que ele lhe desse as costas e partisse, mas não. Armin se viu totalmente surpreso quando Jean se aproximou e sentou-se ao seu lado. Ele tinha que dizer algo, não é mesmo? Suas mãos suavam e ele se perdia em meio a tantas opções de falas ecoando em sua mente. Mas, no fim, ele optou pela menos óbvia ou constrangedora: — Não... Não vai para casa? 

— Ah, não. Agora não. Estou esperando alguém. — o mais alto seguia agindo naturalmente, como se de fato toda a reação do loiro tivesse passado despercebido. Ele sabia que algo estava acontecendo ali, mas, por algum motivo, não queria que as coisas se complicassem ainda mais ou que saíssem de seu controle. Sendo assim, ele optou por continuar agindo como se estivesse desenvolvendo uma conversa com um conhecido qualquer — E você? Já não devia estar em casa? 

Armin engoliu seco antes de moldar alguma resposta. O que havia acontecido com aquele Jean do corredor? 

— Eu estou esperando alguém também. — o loirinho mantinha a cabeça baixa, encarando as próprias mãos. 

Um silêncio incômodo voltou a se alastrar por aquela ala e, de repente, ele apenas quis se levantar e sair, mas suas pernas não pareciam responder aos seus impulsos. 

Estando ali tão perto de Jean, ele podia se dar o luxo de constatar algumas particularidades e características que ele não havia notado enquanto apenas o observava de longe. 

Ele tinha um cheiro um pouco diferente de tudo que já havia sentido antes. Era dono de um aroma campestre ou... algo que, para o dono de olhos oceânicos, lembrava natureza. Algo bom e reconfortante, diga-se de passagem. 

Também não pôde deixar de notar como suas mãos eram grandes. Certamente conseguiria envolver as duas palmas pequeninas do loiro em uma única mão. 

O coração de Armin disparou novamente. Ele não podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Ainda era estranho, bastante anticlimático, mas... estava ali, ao lado do garoto que, durante muito tempo, não teve coragem de se aproximar. 

Ele não sabia como as coisas tinham acontecido de tal forma. Quer dizer, devia ser coincidência. 

Os bilhetes. Jean... tudo devia ser um acaso irrelevante para o desenvolver da sua vida cotidiana. 

— Sabe, Armin... — Kirschtein começou mais uma vez, capturando a atenção do garoto ao seu lado — Você realmente gosta de literaturas contemporâneas? 

Respira fundo, Armin. Seu cérebro o deixava agitado por não se calar um segundo sequer. Ele estava tentando da melhor forma que podia se manter sóbrio diante da situação mais constrangedora de sua vida. Qualquer deslize iria estragar tudo. 

Pensa, Armin... 

— Achou que eu estava mentindo? — Armin então tentou se soltar. Aos poucos, de modo quase imperceptível, mas havia um pouco mais de segurança em seu tom de voz. Que mal faria se abrir mais? Afinal, Jean não parecia ser um bicho gigante e aterrorizante que iria devorá-lo vivo — Eu sempre fui muito ligado a livros, sabe? Desde quando era criança. 

— Isso é muito legal. — Jean também ia se soltando aos poucos, tornando-se mais descontraído conforme a conversa entre os dois se desenvolvia. Não era como se estivessem se aproximando ou virando bons amigos, mas não podia negar que conversar sobre algo que ambos gostavam era um bom – e ideal – começo para o que poderia se tornar uma amizade futuramente. Sem contar que foi um bom pretexto para o mais alto engolir seu próprio argumento infame e perceber que Armin era muito mais do que apenas uma pessoa que dizia ler para estar na moda. Ele tinha mais conteúdo, era muito mais profundo do que havia imaginado — Já leu o Guia do Mochileiro das Galáxias? 

— Todos os livros! — Armin respondeu empolgado — Eu tentei assistir o filme também, mas... Ah, a obra literária é muito melhor. 

— Eu concordo plenamente. — finalizou.

Armin e Jean haviam criado uma atmosfera só deles. O assunto era só deles, as gargalhadas que dispersavam a tensão eram só deles. Um momento que pareceu se estender por longos minutos, até o celular do mais alto tocar e ele ter que pausar para atendê-lo. 

O loirinho recobrou o silêncio, respeitando o momento em que o outro estava em ligação e não fez questão para saber do que se tratava o diálogo. Apenas esperou que Jean desligasse, e quando o fez, lhe direcionou um meio sorriso. 

— Foi divertido, mas eu preciso ir agora. — suspirou, pondo-se de pé finalmente — Nos vemos amanhã, Armin. 

O loiro maneou levemente com a cabeça e se despediu devidamente, sem nada que pudesse classificar como atrapalhado ou anormal. Apenas ele agindo naturalmente, enquanto via o garoto que gostava finalmente deixar o prédio e sumir pelo pátio. 

Armin estava com o coração aquecido, com um sorriso que não cabia em seu rosto. Sequer parecia o mesmo garoto acuado que havia chegado ali. Ele facilmente poderia ter pequenos surtos de histeria por ter conseguido fazer aquilo sem acabar envergonhado ou sem estragar tudo com sua timidez. Muito pelo contrário, aquele momento o fez tão bem que ele simplesmente esqueceu dos fantasmas que estavam o assombrando anteriormente. 

Aproveitou para fitar a tela do celular mais uma vez e não precisou enviar nenhuma mensagem, pois logo Eren surgiu entre os armários, correndo como de costume. 

— Desculpa a demora. — ele disse ofegante e com os cabelos completamente desgrenhados, o que imediatamente arrancou uma risada do loirinho que se aproximou e o ajudou a arrumar aquela bagunça em sua cabeça — O treinador acabou segurando a gente. 

— Ei, está tudo bem. — disse, e de fato estava tudo bem. Ele parecia ter esquecido de tudo apenas com um sorriso — Depois você me recompensa por isso. 

— Tudo bem então. — Eren, inocente, ainda demorou um pouco para perceber o que de fato estava nas entrelinhas da última frase dita pelo amigo. A sua ficha só caiu quando ele o vou sorrir ladino e seguir em disparada para fora do prédio, sem dar muito tempo para ele calçar os sapatos e seguir logo atrás — Espera aí! Armin Arlert você nem pense nisso. Eu juro que não vou limpar mais nenhuma prateleira pra você!

Ah sim, ele sabia que havia perdido aquela disputa. Na verdade, Eren sempre perdia todas as apostas com o loirinho. Fossem elas as mais idiotas possíveis, mas ele nunca conseguia ganhar, por isso sempre acabava protagonizando cenas como aquela, em que ele corria atrás do amigo, gritando a plenos pulmões e lhe arrancando risadas. 

Mas não podia negar, ele amava aqueles momentos mais descontraídos. Quando saíam das dependências daquele colégio, Armin se transformava. Dava lugar ao verdadeiro dono daquelas orbes azuis que cintilavam deslumbrantemente toda vez que ele se empolgava em algum assunto de seu interesse. 

Eles esqueciam da realidade quando estavam juntos, era automático. Eles se transportavam para um universo único e exclusivamente deles, sem problemas, sem responsabilidades, sem olhares, sem julgamentos. Sem nada. Absolutamente nada. Esqueciam de tudo. 

Sobrava apenas eles, os melhores amigos de infância... ou talvez, confidencialmente, mais do que isso. 

 

 • • • 

 

Eren e Armin chegaram ofegantes de tanto correr. Primeiro porque pensaram que estavam realmente atrasados para o compromisso e queriam evitar sermão, segundo porque Armin sabia que se não corresse realmente, sofreria as consequências daquela brincadeira.

Assim que adentraram o estabelecimento, os guizos sobre a porta anunciaram a chegada ao anfitrião que parecia à beira de um surto enquanto conferia uma pilha de notas de mercadorias sobre o balcão. 

— Estão atrasados! — exclamou o homem mais velho, o que fez os garotos se entreolharem. 

— Não estamos não. — disse Eren, apontando para o relógio pendurado na parede — Viu? Estamos exatamente um minuto adiantados. 

— Ah, que seja. — deu de ombros. 

— Ei, Hannes-san... — Armin, apesar de ainda estar levemente risonho, também estava bastante preocupado com a situação do mais velho, portanto resolveu se aproximar — O que está havendo? 

— São essas malditas notas. — ele apontou para os papéis, franzindo as sobrancelhas, estava realmente muito irritado — São muitos números e eles sempre me deixam confuso. Ahh, eu nunca fui bom com essas coisas. Preciso beber. 

A última sentença fez o loirinho revirar os olhos e sorrir em seguida. Hannes era o tipo de homem que já havia passado dos quarenta e achava que tudo podia ser resolvido com uma boa dose de álcool. Não que ele estivesse de fato errado, afinal ele sabia que cada um precisava estar embriagado de algo para poder seguir em frente. No caso dele, precisava estar literalmente embriagado. 

Enquanto Eren levava suas coisas para o pequeno vestiário dos funcionários, Armin resolveu ajudar o mais velho com os cálculos e as conferências das notas problemáticas. Um trabalho que o garoto considerava como fácil, mas que embaralhava bastante a mente do patrão. 

Armin e Eren trabalhavam naquela lojinha de conveniência há pelo menos um ano. Era um emprego de meio expediente que lhes rendiam alguns números a mais no orçamento. Uma ajuda que era bem vinda principalmente para o Arlert, visto que a situação financeira em sua casa não era das melhores. 

Eren não tinha uma realidade tão parecida, mas praticamente fora arrastado pelo amigo quando as duas vagas surgiram. No fim, acabou pegando gosto pelo trabalho em si. 

Após colocar o uniforme do estabelecimento, Hannes pediu ao moreno que fosse ao almoxarifado aos fundos da loja, para que desocupasse algumas prateleiras para guardar novas mercadorias que haviam acabado de chegar. 

Essa era a única parte que não gostava, na verdade. Ter que limpar prateleiras e organizar caixas era sempre muito tedioso, mas, quando fazia ao lado do amigo, sempre acabavam mais rápido e se divertiam mais. 

Ele seguiu para os fundos, enquanto Armin terminava de ajudar o mais velho com toda a paciência que lhe cabia. 

Arlert sempre fora muito bom com tudo referente a escola num geral, por isso suas notas sempre eram impecáveis. 

— Obrigado, criança. — disse Hannes, assim que o viu terminar de conferir todas as notas que havia lhe entregado — Agora pode ajudar o Eren a carregar as caixas e arrumar tudo lá atrás. 

Armin apenas acenou positivamente e pegou duas caixas, caminhando para seu destino em seguida. 

Encontrou Eren desencaixotando algumas mercadorias para melhor guardá-las e decidiu fazer o mesmo, parando ao seu lado. O moreno lhe estendeu uma flanela e um meio sorriso. 

— Sinceramente, tem uma coisa me deixando inquieto e você sabe disso. — Eren apontou, recebendo um sorriso contido do amigo que não pareceu desviar do assunto que estava prestes a começar. Ele apenas pegou o pano de sua mão e passou a ajudá-lo com o trabalho — O que você queria me contar mais cedo? 

— Ah, isso... — o loiro ponderou um pouco. Não que fosse totalmente irrelevante todo o seu drama adolescente com os bilhetes anônimos, mas ele não sabia mais se era algo tão importante ao ponto de perturbar seu amigo com isso. Poderia simplesmente esquecer tudo, até porque ele tinha certeza quase total de que aquilo não se repetiria mais — Sabe, não era nada de mais. Era só besteira mesmo. 

— Tem certeza? — o de olhos verdes não parecia engolir aquela desculpa esfarrapada. Ou melhor, ele realmente não queria acreditar que era só aquilo. Ele conhecia muito bem aquele loirinho, tinha certeza que não era algo tão simples assim — Você parece muito diferente para não ser nada de mais. 

— Diferente? — Armin ficou surpreso. Ele jurava que estava agindo naturalmente — Diferente como? 

— Está mais sorridente que o normal. Nem parece aquele Armin que encontrei no refeitório durante o intervalo. — afirmou, dando de ombros em seguida, sem tirar o foco do trabalho. 

Armin crispou os lábios. Ele jamais iria conseguir driblar o sexto sentido do seu melhor amigo. Eren o conhecia com a palma da mão, o conhecia melhor do que ninguém. Tentar enganá-lo, seria o mesmo que enganar a si mesmo. Sendo assim, lhe restava apenas contar a verdade e sem rodeios.... ou apenas a metade da verdade. 

— Bom, já que você mencionou. — suspirou, abaixando-se para abrir mais uma das caixas — Aconteceu uma coisa sim. 

— É, eu já sabia disso. — Eren sorriu ladino, passando a flanela sobre a prateleira — Agora me conte. 

— Ah... — a verdade é que o loiro não sabia exatamente como contar. Pela primeira vez em toda a sua vida, ele estava constrangido perante seu melhor amigo. Então, suspirou mais uma vez tentando reunir as palavras corretas — Hoje, enquanto te esperava na hora da saída, eu conversei com o Jean. 

Eren parou automaticamente. 

Ele ficou estático, seu olhar se perdeu para o cenário além daquela estrutura de metal empoeirada. E agradeceu mil vezes por Armin não ter percebido aquela súbita reação, o que lhe daria tempo para recuperar a postura e formular alguma resposta que não o entregasse de vez. É claro que havia o incomodado, no fim das contas. 

— É mesmo? — perguntou, o sarcasmo começando a aparecer em seu tom de voz — E você conseguiu notar como ele tem cara de cavalo? 

— Eren! — o repreendeu ao se colocar de pé ao seu lado novamente, desferindo um leve tapa no ombro do moreno — Viu? Por isso eu não queria te contar... 

— Estou brincando. — ele forçou uma risada. Era inegável, o loirinho ficava uma graça quando estava irritado — Mas agora é sério, o que conversaram? 

— Hum... — murmurou, em um misto de quem se encontrava como um estudante pensativo e um funcionário centrado que se questionava onde colocaria tantas caixas, então se abaixou para pegar uma delas após concluir que a colocaria no topo da outra prateleira — Na verdade, não conversamos sobre nada que realmente te interesse. Só falamos sobre livros e... mais livros.

— Credo, mas que coisa sem graça. — Eren fez uma careta, voltando a prestar atenção no trabalho. 

Enquanto isso, Armin puxava a escada para poder continuar seus afazeres. Subiu o primeiro degrau com calma e foi até a altura necessária. Ignorou completamente a provocação do moreno quando o chamou e pediu que ele erguesse mais uma das caixas para si. Eren prontamente o atendeu, fazendo o que lhe fora pedido antes de continuar o que estava a fazer antes. 

— Mas e você, o que queria me contar? — perguntou o loiro, com seus olhos atentos à última prateleira, sem de fato ter coragem para olhar para baixo. 

— Ah, não era nada importante também. — deu de ombros. 

— Ah, vamos. Não pague com a mesma moeda. — insistiu. — Me conte. 

— Nesse caso, Historia também veio conversar comigo. — comentou despretensioso.

— Ah, é? — arqueou a sobrancelha, organizando algumas mercadorias sobre a superfície de metal — E o que ela queria? 

— Ah, nada de mais. Ela só me chamou para sair. 

— Hum... E você aceitou? 

— Aceitei, oras. — deu de ombros — Você mesmo disse que eu devia me aproximar dela. 

Silêncio. 

Armin sentiu aquela frase bem mais do que gostaria. Seu coração apertou e sua consciência vacilou por um segundo. Ele não esperava por aquilo, não sabia como reagir diante daquilo. Na verdade, ele simplesmente não conseguia se entender. De todas as reações possíveis, aquela fora a mais surpreendente de todas, até para si mesmo. 

A caixa, que antes estava em suas mãos, entrou em estado de queda livre. 

— Armin? — Eren questionou, incomodado com o silêncio repentino, mas foi o barulho  das mercadorias indo ao chão que o tirou do transe e o fez direcionar o olhar para o loiro. — ARMIN! 

O moreno usou de toda a sua agilidade quando viu o Arlert praticamente despencar do topo daquela escada. Agradeceu à todas as divindades existentes por não estar tão longe, pois assim fora capaz de correr e esticar os braços para segurar o amigo antes que um acidente bem feio acontecesse. 

Armin estava trêmulo e se agarrou ao corpo do mais alto como um gatinho arisco, como se dependesse daquele contato para se manter preso à realidade. 

— Você está bem? — Eren estava muito preocupado. Bastante preocupado, diga-se de passagem — Armin? 

— E-Eu... Eu estou bem. — a voz do pequeno falhou, mas ele recolheu toda a força que ainda lhe restava para se desvencilhar e se colocar de pé — Desculpa e... obrigado. 

Eren abriu a boca para dizer algo, mas fora interrompido por Hannes, que adentrou o local com os olhos arregalados e os cobrindo de questionamentos sobre o que tinha acontecido. Armin tentou tirar por menos, dizendo que ficou um pouco tonto por causa de um suposto medo de altura, o que Eren sabia que era mentira. Ah, e claro, pediu mil desculpas por todas as mercadorias que havia quebrado e disse que iria recompensá-lo com mais trabalho. 

Não era como se Hannes se importasse realmente com as mercadorias mais do que se importava com aqueles dois garotos. Era muito mais do que uma relação supérflua entre funcionário e patrão, no fim das contas. Ele até mesmo chegou a perguntar se o loiro queria ir para casa, mas o mesmo insistiu que estava bem e que conseguiria seguir até o fim do expediente. 

Eren ficava de escanteio, apenas observando a súbita mudança no comportamento do amigo, que optou por continuar em silêncio durante o resto do dia e lhe dirigindo a alguma palavra apenas quando necessário. 

Aquele foi o dia mais longo da sua vida. 

 

   • • • 

Eren chegou em casa como um verdadeiro trapo. Estava totalmente exausto. Mas pior do que exaustão mental, sua cabeça estava prestes a explodir de tanto estresse. 

Fora muita coisa acumulada para um único dia. Ele estava tendo grandes dificuldades para processar tudo sem surtar, para falar a verdade. 

Deixou os sapatos à porta e praticamente se arrastou até o tatame da sala, onde se jogou, deixando a mochila ao seu lado. 

Deitou com o olhar fixo no teto e suspirou pesadamente, tentando descobrir por onde começaria a destrinchar aquele dia, porém fora interrompido pela silhueta da irmã mais velha surgindo em seu campo de visão, com as mãos na cintura e o olhar sério. 

— Eren! — ela chamou, franzindo o cenho e inclinando as costas para se aproximar do garoto — O que está fazendo? 

— Só estou pensando. — disse sem rodeios, apoiando as palmas das mãos no tatame e impulsionando o corpo até se sentar ali — O pai já foi trabalhar, certo?

Eren se levantou logo em seguida, sendo apenas acompanhado pelos olhos pequeninos e confusos da irmã, que acenou positivamente com a cabeça e não pareceu protestar com a distância tomada pelo garoto. 

Ele foi direto para a cozinha, sendo guiado pelo cheiro apetitoso da refeição que sua mãe estava preparando. Estalou um beijo no topo da cabeça da mulher e a cumprimentou brevemente, sem muita enrolação. A última coisa que o moreno queria no momento era ter que falar demais sobre coisas que compreendia de menos. 

Foi direto para o banheiro, onde se livrou daquelas roupas cheias de poeira e se deixou relaxar debaixo d'água, tomando um banho quente e demorado o suficiente. Na verdade, ele queria que aquela água levasse todo o incômodo que estava o definhando por dentro, mas tudo o que ele podia fazer era lidar... Aprender a lidar. 

Assim que encerrou seu banho, retornou ao quarto com seu inseparável pijama de moletom e jurou que se isolaria pelo resto da noite. 

Bom, ele apenas pensou, pois quando adentrou o cômodo deu de cara com uma Mikasa o esperando sentada sobre seu futon, braços cruzados e expressão fechada. 

— O que você está fazendo aqui? — indagou, fechando a porta e ajeitando os fios úmidos, estava nervoso. 

— Vai me contar o que aconteceu ou eu vou ter que descobrir à força? 

Direta. 

Mikasa às vezes era tão direta que espantava o mais novo. Eren engoliu seco quando a viu tão séria e sequer cogitou a ideia de contrariá-la. Sendo assim, ele apenas se jogou no espaço vago do futon e suspirou, buscando as palavras corretas para começar uma conversa com a irmã. 

— Por que as pessoas são tão complicadas? — ele perguntou. 

— Porque são pessoas. — ela completou, deitando-se ao lado do irmão caçula — Seres humanos nasceram para complicar tudo, isso é natural. 

— Puxa, você super me ajudou. — riu amargamente, fazendo a outra rir também e se virar para si. Ela sabia que não se resumia apenas à complexidade das pessoas, havia algo muito mais abstrato além daquelas orbes esverdeadas. 

— Me diga exatamente o que aconteceu. — ela apoiou o rosto sobre a palma de uma das mãos, ao fitar o garoto — Quem sabe assim eu não consiga te ajudar? 

— Aconteceu uma coisa que me deixou confuso. Uma não, várias... — começou a explicar, calmo e cauteloso, sem tirar os olhos da irmã. Contou desde a conversa com o melhor amigo durante o intervalo, até o ocorrido no trabalho — E no fim, ele me evitou. Até enquanto estávamos voltando para casa ele continuou me evitando. 

— Ah... bem. — agora, quem buscava pelas palavras corretas era Mikasa, que passou a encarar o teto assim que terminou de ouvir o irmão — Já parou para pensar que talvez o Armin não quisesse realmente que você se aproximasse dessa garota? 

— Eh?? — Eren virou-se para irmã ainda mais confuso — Mas ele me disse que eu devia falar com ela! 

— Eu sei, mas já ouviu falar de psicologia reversa? Talvez ele não tenha te dito a verdade porque não queria que você se sentisse preso ou limitado a ele, entende? — tentou explicar — Acho que, no fundo, o Armin tem ciúmes de você porque vocês são muito próximos desde sempre. É normal que ele se sinta ameaçado com a possibilidade de ter que te dividir com mais alguém. 

— Mas- 

— Ah, e sem contar que, pelo que você disse, essa garota é uma grande pretendente para ser sua primeira namorada. 

— N-Não fala besteira!— Eren rapidamente cortou o assunto, constrangido com a audácia da irmã — Não é nada disso. E eu nem a conheço direito, na verdade. 

— E daí? — ela encara novamente o moreno — Esse encontro vai servir justamente para vocês se conhecerem. 

— Não é um encontro! — reforçou, levemente alterado. Mas, na verdade, o que o deixa preocupado nem era aquele passeio em si, e sim saber como as coisas iriam se desenvolver após ele. Ele se sentou sobre o futon e passou as mãos pelo rosto, estava transtornado — É sério, Mikasa. Eu realmente não sei o que fazer. 

— Sabe, no seu lugar, eu tentaria conversar com o Armin. Eu acho que ele é maduro o suficiente para entender que o mundo não gira em torno do próprio umbigo. — ela suspira — Sem contar que, se você não tem segundas intenções com essa garota, não há motivos para ele se sentir ameaçado assim. Convença ele que, acima de tudo, a amizade de vocês vai permanecer intacta. 

Eren sabia que tudo o que Mikasa estava dizendo fazia sentido e era correto, mas ele tinha plena consciência de que não seria tão fácil assim. Ele estava dividido, sem de fato saber qual caminho trilhar para chegar a um destino onde as coisas voltariam a ser como eram antes daquele dia completamente desastroso. 

A mais velha notou como o irmão estava pensativo e decidiu que iria dar um tempo para ele. Afinal, já havia passado por momentos parecidos antes de entrar no seu último relacionamento. No fim, ela era uma boa conselheira para o Jeager mais novo. 

— Você já passou por algo parecido com o Levi? — perguntou, lembrando-se que os dois mais velhos também eram melhores amigos de infância antes de assumirem um relacionamento sério. 

— Acredite, o Levi por si só já é bem mais complicado do que essa situação toda. — ela o respondeu entre risadas, finalmente sendo acompanhada pelo irmão que fez o mesmo. Os dois tinham uma boa relação de cunhados, apesar de viverem implicando um com o outro — Agora, por que não vamos jantar? A mamãe fez aquele macarrão que você tanto ama. 

Eren não contestou, afinal seu estômago estava clamando por algum alimento decente há horas. Então, ele apenas a acompanhou até a cozinha, finalmente se distraindo ao entrar em algum assunto qualquer que possuía uma atmosfera completamente distinta. 

 

•••

Duas batidas na porta foram o suficiente para fazer com que o jovem Jeager despertasse de seu sono igualmente desastroso. Quando olhou através do espelho, notou o reflexo da noite mal dormida e preenchida por inúmeros pensamentos que praticamente gritavam em sua mente. 

Se fosse qualquer outra pessoa e em qualquer outra situação, Eren saberia como lidar da maneira menos corrosiva possível, mas, quando se tratava de Armin, ele perdia totalmente as rédeas. 

Foram minutos encarando as próprias olheiras fundas, devaneando, submerso nos mais diversos pensamentos que circundavam as cenas do dia anterior e frases soltas ditas por Historia e até mesmo Mikasa. Ele estava sendo muito mais afetado do que gostaria e isso era inegável. 

A contragosto, se arrumou – na falha tentativa de parecer mais apresentável – e partiu para a cozinha, onde encontrou sua mãe e irmã reunidas à mesa. 

— Bom dia! — saudou Carla, indicando que ele se achegasse e participasse do café da manhã em família — Seu pai ainda não chegou, parece um caso mais grave durante a noite...

— Tudo bem. — disse e bocejou. Eren ainda estava bastante sonolento, então poucas coisas pareciam lhe importar realmente. Ele só queria que aquele dia acabasse logo. Se acomodou à mesa e debruçou-se sobre a mesma, recebendo a atenção das duas mulheres. 

— O que houve? — Mikasa perguntou logo após trocar olhares com a mais velha. Ela sabia – ou pelo menos fazia ideia – do que estava se passando na cabeça do garoto, mas não imaginava que ele fosse acordar ainda pior — Você está péssimo. 

— Eu sei disso. — ele deu de ombros, erguendo a destra e pegando um pedaço de pão. Ele claramente não estava com fome, mas sabia que se resolvesse sair de casa de estômago vazio, provavelmente iria apanhar ali mesmo — Mas eu vou ficar bem logo. Vou fazer o que você me disse ontem. 

Mikasa estava surpresa. De repente uma determinação quase paupável cintilou através daquelas orbes esverdeadas. Eren parecia totalmente decidido, ainda que estivesse visivelmente abatido. Ter conversado com o irmão acabou sendo uma boa opção, embora não soubesse ao certo como ele iria desenvolver e contornar essa situação. 

O assunto se perdeu ali, sem que Carla quisesse saber mais detalhes ou que o próprio Eren desse brechas para que o diálogo se aprofundasse. 

Ele se despediu após forçar uma refeição garganta abaixo e saiu, meio atônito em relação a tudo que estava acontecendo ao seu redor. 

Quando chegou ao colégio, ele não fez questão de saudação nenhuma, ele só tinha um único foco: Historia Reiss. Não sabia ao certo se ela já havia chegado, mas os passos firmes através dos corredores indicavam que ele não estava disposto a desistir procurá-la.

Embora o conselho de Mikasa tivesse girado em torno de uma conversa amigável e sadia com Armin, sua intuição  lhe dizia para finalizar as coisas com Historia primeiro. Desmarcar aquele passeio iria magoá-la, mas, para ele, era muito mais vantajoso magoar uma "desconhecida" do que seu melhor amigo. Ele estava determinado a encerrar aquela história que sequer devia ter começado. 

Mas antes que ele pudesse tomar alguma atitude, ao fim do corredor, em frente à sala dos professores, estava Armin e Jean. O loiro estava rindo. Rindo da forma como devia rir para si, não para aquele garoto com cara de cavalo. 

Seu sangue ferveu, suas mãos fecharam em punhos. 

Ele não gostava daquele garoto, isso já estava totalmente evidente. 

— Armin! — ele chamou pelo amigo que logo o fitou, sem perder o sorriso. O loirinho acenou para ele e Eren soube que era um bom momento para se aproximar e afastá-lo daquele pseudo cult. 

Jeager seguiu sem medo, porém, no momento em que passava pela sala do diretor, a porta se abriu de supetão e repentinamente, revelando uma Historia aos prantos. Eren ficou estático quando seus olhares se encontraram e ela rapidamente tratou de passar as mãos pelos rastros das lágrimas. Ele abriu a boca, pensando em lhe dizer algo, mas tudo aconteceu rápido demais. Tão rápido que ele não foi capaz de acompanhar. 

Historia agarrou o colarinho de seu uniforme e o puxou para mais perto e, sem que lhe desse a oportunidade de reagir de alguma forma, ela simplesmente roubou um beijo de seus lábios, fazendo com que Eren ficasse paralisado. 

O diretor, Rod Reiss, que surgiu através da porta enquanto os dois tinham as bocas coladas, entreabriu os lábios, estava desacreditado, mas nada disse. 

Quando a loira finalmente quebrou o contato, encarou um Eren de olhos arregalados e sem saber de fato o que fazer ou dizer. 

— Me desculpa. — ela sussurrou para ele, mantendo a aproximação de seus rostos — Eu juro que te explico tudo no sábado, então apenas confie em mim. 

E, mais uma vez, antes que o moreno pudesse dizer alguma coisa, Historia lançou um último olhar reprovador para o pai e deixou o corredor. 

A única reação de Rod foi abaixar a cabeça, maneá-la em negação e retornar para a sala, fechando a porta em seguida. Enquanto isso, um Eren em estado de choque encarava o melhor amigo que se encontrava da mesma forma. Nenhum dos dois estava esperando por aquilo. Até mesmo Jean estava atônito com a situação. 

E Eren soube que as coisas não iriam se resolver quando viu Armin deixar todo mundo para trás e sair correndo pela escadaria.


Notas Finais


Ei de novo!
E então, o que vocês acharam? Polêmico, né. ~

Aliás, BOLÃO DO CAPÍTULO 4: você acha que o Eren vai atrás do Armin ou não?

Enfim, tirando isso, queria dizer pra vocês sobre a Mikasa. Mikasa foi uma personagem que eu quis fazer completamente diferente da trama original. Quis dar a ela um papel que fosse muito mais do que só ficar atrás do Eren, então esperem muito mais dela por aí. ~

Mas enfim, não vou falar mais nada porque senão vou dar spoiler. E bem, as coisas começam a ficar mais complicadas agora.
Só sei que o menino Armin está confuso, muito confuso. E o menino Eren também, hohoho.

Enfim, gente. Espero que tenham gostado.
Muito, muito obrigada pelos comentários e favs. 💕💕
Nos vemos em breve. ~


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