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História Shingeki No Kyojin - Internal Monsters - Capítulo 17


Escrita por: Anna_but_not_Boleyn

Capítulo 17 - Impressões - Antes de tudo - parte III


Fanfic / Fanfiction Shingeki No Kyojin - Internal Monsters - Capítulo 17 - Impressões - Antes de tudo - parte III

Amélia se arrumava em seu quarto, era bem cedo, na verdade ainda não haviam tocado as cornetas para o despertar e isso era as 6 da manhã. Se sentia feliz e realizada. Em uma semana sua vida mudou drasticamente, não era mais uma menina, agora era uma mulher, uma mulher que tinha um amante... O pensamento a fazia sorrir, desde a noite que esteve pela primeira vez com Erwin seus dias eram mais curtos e suas noites longas. Todas elas preenchidas com os sussurros de ambos quando se uniam. Fizeram todos as noites nos últimos sete dias, todas as noites ele se esgueirava para seu quarto e a possuía com vontade, Amélia pedia que ele lhe ensinasse tudo, tudo o que sabia e ele com prazer fez isso. Erwin voltaria com seu pelotão para a Muralha Maria no próximo dia e ela iria com eles.

No dia anterior havia feito a sua escolha, o comandante Shadis estava presente e ficou satisfeito com os recrutas, ouviu protestos dos capitães da Polícia Militar porque ele sendo a primeira de sua turma deveria ter ido para esse pelotão e não para a divisão de reconhecimento, mas não se importou, Dot não lhe disse nada, mas estava ocupado com tudo, falaria com ele mais tarde nesse dia. Desceu para o refeitório e comeu seu desjejum, o sol já havia aparecido indicando que o dia seria quente. Um dos soldados da polícia militar se aproximou dela.

- Cadete Ammer?

- Sim sou eu.

- O comandante Pyxis e o comandante Shadis a esperam no escritório. Deve ir para lá o mais rápido possível.

- Sim senhor, irei Imediatamente.

Dot deve ter mandado chama-la para falar sobre sua inserção na tropa. Saiu do refeitório cantarolando.

"Por isso Dot sempre me chama de passarinho e agora, preciso voar."

Caminhou em direção ao prédio do administrativo. Chegou ao andar do escritório de Dot Pyxis. Bateu na porta. Ouviu a voz de Dot.

- Quem é?

- Sou eu Dot, Lia. Posso entrar?

- Sim, entre.

Quando entrou viu Dot sentado em sua poltrona, o comandante Shadis estava sentado em sua frente e havia mais duas pessoas na sala. Erwin e Nile. Não entendeu o porquê de estarem todos ali.

- Que bom que já chegou querida. Venha, venha, aproxima-se. - Dot falava normalmente. - Te chamei aqui para falarmos da sua inserção.

- Sim. Estou ouvindo comandante. - Não queria passar a impressão de desrespeito na frente de seu próximo comandante.

- Que bom. Você não vai. - Dot disse categórico. - Não vai para a tropa de Exploração.

Amélia congelou. Como assim??? Queria gritar. Olhou para Erwin, a horas atrás estava em sua cama ronronando como um gatinho e agora estava com aquela expressão seria olhando fixamente em sua direção. Respirou fundo.

"Não perca o controle, contorne a situação."

- Comandante Pyxis, posso saber o porquê?

Antes que Pyxis respondesse o comandante Shadis interveio.

- Deixe que eu falo agora Dot, deixe que eu explique. Cadete Ammer, como primeira em sua turma você poderia escolher qualquer divisão que desejasse, mesmo assim escolheu a divisão de Reconhecimento. Ninguém aqui dirá que não tem talento ou capacidade para tal, mas creio que você não sabe como realmente funciona a divisão de Reconhecimento. Por isso decidimos não aceitar a sua inserção. Deverá escolher outra. 

Amélia sabia que isso era coisa do Dot ou ao menos supôs isso. 

- Então irei para a Polícia Militar!

"Dessa vez Dot, não farei o que quer." 

Uma vez na Polícia Militar pediria remoção e iria para a Divisão de Reconhecimento, se Nile saiu do Reconhecimento e foi para a Policia Militar ela poderia fazer o inverso, mesmo sem o aval de Dot Pyxis.

- Não, não irá, meu comandante não lhe aceitará também. - Nile falava.

- E você pode falar em nome de seu comandante Nile? - Amélia começava a dar sinais de sua irritação.

- Sim Amélia, eu posso, agora sou capitão e meu comandante não está presente pois teve que retornar a nossa guarnição em Sheena. Falo por ele. - Nile respondeu calmante.

"Ódio daquele bigodinho."

- Você não vai dizer nada Erwin? Diga a eles. Você sabe muito bem o que eu quero fazer, sabe que sou capaz...

- Não Lia... Eu concordo com eles.

Quando ouviu Erwin responder isso não aguentou e explodiu.

- QUE ÓTIMO!!! REUNIRAM OS QUATRO PARA IMPEDIR QUE EU FAÇA O QUE EU QUERO!!! PARABÉNS!!! SEU MELHOR CADETE NÃO TERÁ DIREITO DE ESCOLHA? ENVIAREI UM OFÍCIO PARA O COMANDANTE GERAL ZACLEY ENTÃO!!! - berrou com toda a raiva que sentiu.

"Erwin idiota."

- AMÉLIA AMMER! NÃO A TROUXE PARA CÁ PARA ESCOLHER MORRER ALÉM DAS MURALHAS!!! - a voz de Dot ressoou por toda a sala.

- Ah não? Me trouxe para cá para que então? Não sou o vigia nas Muralhas? Não sou aquele que protege a humanidade? Não sou quem guarda as Muralhas? Não sou a rosa que cresce na Muralha Rose?

A medida que falava, Amélia entendeu quem ela realmente era, quem Dot Pyxis havia feito dela.

- Comandante Pyxis, Lia sabe de suas obrigações e é muito boa nisso. Sei que ela compreenderá. Sua escolha é nobre. - Erwin falava calmamente. Mas afundava na poltrona onde estava.

"Ao menos vai me defender!"

- O problema, Cabo Erwin é que os motivos para ela escolher ir para a tropa de Exploração não são tão nobres assim. - Dot olhou para Amélia, depois para Erwin e voltou o olhar Amélia.

"Ele sabe! Dot sabe que tenho me encontrado com Erwin... Mas eu já queria ir para o Reconhecimento antes disso, ele sabe..."

- Compreenda criança. Sua escolha implicará na sua segurança e na sua vida ou melhor sua morte. E nisso eu não poderia te proteger. - o comandante Shadis era sério mas bondoso.

- Então a escolha que eu tenho é aqui? A guarnição das Forças Estacionárias. - estava com raiva, mas sua mágoa era maior.

- Sim. Ficará aqui como soldado nas forças estacionárias, irá para Karanes por um período de treinamento e quando regressar será Cabo. - Dot disse a última palavra como se jogasse na mesa sua intenção.

Amélia não queria mais discutir. Já haviam traçado seu caminho e ele não era no Reconhecimento. Não havia mais nada a dizer.

"Um soldado cumpre ordens Lia."

- Então façam como o planejado, que seja... Permissão para me retirar Comandante Pyxis! - disse com desprezo.

- Espere Lia. Ainda precisamos... - Erwin falava.

- Permissão concedida. Pode sair. - Pyxis o interrompeu.

Amélia virou as costas e saiu pela porta batendo ela ao fechar.

* * *

- Erwin, vá atrás dela. É bom em convencê-la não é? Vá falar com ela, acalme-a. - Comandante Pyxis disse maliciosamente.

- Tem certeza disso Pyxis? - parecia preocupado o comandante Shadis.

- Não se preocupe Shadis. Não há nada que ela negaria a Erwin, não é mesmo meu rapaz? - disse fazendo sinal com a cabeça para que saísse.

"Dot Pyxis com certeza me viu saindo ou entrando no quarto de Lia." Pensou.

Erwin saiu pela porta sem dizer nada. Desceu e procurou Amélia. A encontrou nos estábulos com os cavalos. Todas as vezes que ficava com raiva de alguma coisa ia até os cavalos. Quando a encontrou chegou perto dela e recebeu um tapa no rosto. Sentiu o rosto arder. Viu o brilho assassino em seus olhos, ela o quebraria se pudesse. Não era nada. Sabia que ela podia derruba-lo e o socar se quisesse, mas não era o soldado que estava magoado era a mulher, a mulher que se derreteu em seus braços nas noites anteriores. Ela virou as costas e urrou de raiva. Típico dela, isso o fez sorrir. Mas precisava acalma-la, explicar as coisas como ele havia entendido.

- Lia... - chamou.

- O que quer Erwin... - estava irritada.

- Por favor não fique com raiva.

- E eu devia ficar como? Ontem a noite você estava na minha cama, dormiu comigo, sabia das minhas intenções e mesmo assim não disse nada. - virou-se para ele com lágrimas nos olhos.

- Não podia dizer nada...

- Não... Só gemer...

- Por favor... Entenda...

- Entender o quê? Que você não acha que eu posso dar conta disso???

- Como você espera que eu faça o meu trabalho preocupado o tempo todo com você??? Pyxis pode te proteger aqui, eu não!

- Não me venha com essa, o mesmo treinamento que você teve eu tive, sou tão boa quanto você, na verdade acho que sou até melhor!

- Exatamente por isso! - elevou o tom da voz.

- O quê? O que quer dizer? - surpresa.

- Amélia, em breve eu serei capitão. E depois de capitão tenente ou antes disso comandante. Não percebe? Shadis me leva para toda a parte mesmo tendo pessoas acima de mim, ele confia em mim, está me treinando para o comando e constantemente me testando.

- E daí?

- Quem é a pessoa que Dot Pyxis mais confia? Quem o sucederá?

Amélia nunca tinha pensado nisso... Nunca tinha pensado no comando. Em ser comandante. É claro que Dot Pyxis a ensinava sobre tudo mas não estava certa. Vacilou.

- Eu no Comando da Divisão de Reconhecimento, Nile no Comando da Polícia Militar e você... Comandante das Forças Estacionarias, a rosa nas Muralhas...

- Como pode dizer isso para mim??? Sabe como as coisas são?

- Eu sei! Por isso estou dizendo, você já percebeu como as coisas não fazem sentido eu sei disso... Você tem todas as qualidades para isso... Imagine o que poderíamos fazer em prol da humanidade juntos assim? Total articulação entre as forças militares! - foi sincero.

- Não faz diferença. Já vou ficar aqui mesmo! Ficarei junto de Dot... Irei para Karanes em breve... - disse isso se afastando.

Erwin queria abraça-la mas se fizesse isso só despertaria sua ira. Viu ela se distanciar. Ficou parado no mesmo lugar. Nile se aproximou.

- Erwin está tudo bem?

- Acho que sim.

- Parece que o passarinho de Pyxis não exita em mostrar as garras. Ela está irada?

- Amélia é rápida em irar-se, destrói tudo o que estiver em seu caminho, mas não guarda rancor... A melhor qualidade que ela tem...

- Erwin... Quero te perguntar uma coisa. Você tem sentimentos por ela?

- Claro que tenho, a vi crescer.

- Você me entendeu. Você a ama?

- Não.

"Mentira."

- Sabe, eu vou me casar, me casar com Maria... Talvez você devesse fazer o mesmo. Talvez Lia tenha sentimentos por você...

- Não... Lia só está encantada por minha aparência e pelas qualidades que vê em mim... Não me ama... Ela ama essas qualidades porque é o que ela queria ter em si mesma. Além disso, eu vou morrer e temo que seja em breve... - isso era uma constatação.

- Céus... Como você é assustador as vezes com isso... - Nile debochava mas não deixava de ser verdade.

- Então vai se casar com Maria? - mudou de assunto.

- Vou! Eu a amo! Espere... Você não tem sentimentos por ela não é? Isso já passou? - pareceu preocupado.

- Não sei se tive realmente... - desanimado.

- De que adianta ser bonito como você se age de forma tão fria... Por isso ficará sozinho!

Nile brincava, mas Erwin sabia que era verdade.

* * *

Amélia rolava na cama de um lado para o outro. Não conseguia dormir. Pensava  tudo que tinha acontecido naquele dia.

Estava com raiva? Estava!

Nunca mais queria ver a cara do Erwin? Sim!

Bom... Talvez não...

Não conseguia ficar com raiva muito tempo e depois que Dot veio conversar com ela e aquilo que Erwin lhe disse se confirmou verdade, se sentiu tola e infantil. Dot a abraçou e pediu desculpas, não como Comandante mas como amigo que ele era, seu protetor.

"Não poderia deixar você se matar além das Muralhas meu passarinho, eu te amo como uma filha, e seu valor e competência seriam uma perda lastimável para mim. Seu ímpeto ainda não está pronto, lhe falta experiência. "

"Pobre Dot. Como Comandante faria tudo o que fosse necessário, passaria até por cima de seus sentimentos."

Amélia queria ser como ele.

Ouviu batidas na porta. Seria Dot? Mas tão tarde... Levantou-se e foi abrir.

* * *

Do lado de fora do quarto de Amélia, Erwin se perguntava porque estava ali. Ela não queria vê-lo, mas voltaria para a Muralha Maria no dia seguinte e precisava ver ela uma última vez...

"Ela pode me odiar... Só quero estar com ela... Tudo acaba depois disso..."

Pensou em desistir, na verdade já estava virando-se para ir para seu quarto quando ouviu a porta abrir. Amélia estava em pé, em frente a ele. Estava com roupas de dormir, uma camisola branca até os joelhos o tecido era fino e ele podia ver o que havia por baixo... Nada... Somente seu corpo... Engoliu em seco.

- Lia... Oi... Eu... Amanhã eu ... - não sabia o que dizer agora que havia chegado a hora.

- Entra logo!

Amélia deu uma ordem. Ficou paralisado.

- Tá surdo? Entra logo!

"Céus pare!"

Mas obedeceu. Fechou a porta. O quarto estava iluminado só com uma vela em um castiçal mas a luz do luar entrava pela janela.

- Se ficasse parado no corredor alguém poderia te ver. - disse cruzando os braços.

- Desculpe. Não quero causar problemas. - ficou sério o máximo que podia.

- Agora sou oficialmente um membro das Forças Estacionarias. Não posso me dar mais certos 'luxos'.

"Eu era um luxo?"

- Entendo.

- O que quer Erwin? - disse cruzando os braços.

"Quero você!" Pensou mas não disse.

Viu quando Amélia se aproximou dele, seu rosto estava sério. Segurou seu braço e puxou até a cama empurrou para que se sentasse. Depois sentou em seu colo, pegou sua mão e colocou entre suas pernas.

- Não é isso que você quer?

Sentiu o molhado em sua mão. Ela estava molhada? Não era possível! Pensou que estivesse com raiva dele.

- Lia... Isso entre nós não dará certo você sabe?

Disse isso mais queria dizer o contrário.

- Não, não dará... Mas ainda sim quero fazer você gemer.

Sentiu a boca dela o beijando com força, seu quadril se movia, esfregando em sua mão, instintivamente colocou os dedos porque queria sentir ela molhada. Ouviu ela gemer, enfiou mais fundo, apertava seus dedos.

- Vamos Erwin... Você não quer? É a despedida. Me faça gozar...

Sua voz era melodiosa e autoritária. Havia ensinado isso? Não. Isso era uma mulher querendo prazer. Sentiu seu membro enrijecer dentro da calça. Segurou seus braços e a deitou na cama. Já que seria a última vez e ela já estava pronta para ele, meteria com força. Começou a tirar a roupa o mais rápido possível. 

Ela não esperou, abriu sua calça e tirou para fora.

- Vem, coloca dentro logo... Não quero esperar mais... Faça agora!

Não esperou, abaixou um pouco mais a calça e se afundou nela de uma vez. Ela gritou.

Estava encharcada e apertada. Cada estocada que dava era um gemido.

- Deixa eu sentar vai. Me deixa ir por cima.

Erwin cedeu. Sentou na beira da cama tirando a calça, Amélia em pé tirou a camisola e ficou totalmente nua. Empurrou com força e subiu em cima dele, sentiu quando a penetrou. Seu quadril se movia rápido, estava ansiosa para dar para ele. Seus seios balançavam e ela gemia sentando com força.

- Tá gostoso? Não é assim que você gosta? Heim Comandante?

Erwin não ia aguentar. Safada. Estava fazendo de propósito.

- Vamos?! Me diga?! Não é assim que você gosta?

Vadiazinha, aprendeu rápido e bem.

- É! É assim que eu gosto!

Segurou a cintura dela e enfiou no mesmo ritmo que ela sentava.

- Pois aproveite, será a última vez!

- Então vou meter até o amanhecer!

- Então faça! Me deixe com as pernas tremendo!

Não iria conseguir segurar, já estava quase gozando.

- Já vai gozar?

- Lia... Eu vou...

Quando sentiu vindo, ela saiu de cima dele e colocou a boca, sugou com vontade. Colocou as mãos na cabeça dela e derramou-se em sua boca. Viu ela se sentar e percebeu que engoliu o líquido do gozo que estava em sua boca.

A luz do luar entrava pela janela e seus cabelos brilhavam.

- Você sabe que ainda não terminamos não é Comandante Smith?

Ouviu ela dizer enquanto se sentava em seu colo novamente.

- - -

O dia ainda não tinha amanhecido quando ouviu batidas na porta. Erwin acordou e viu Lia dormindo ao seu lado. Quem seria tão cedo?
Só podia ser uma pessoa: Dot Pyxis. Lia se mexeu, chamou ela mais uma vez. Viu ela acordar e se espreguiçar.

- Bom dia! - parecia normal e feliz na verdade.

- Bom dia... Er... Temos alguém chamando na porta...

Não havia nenhum lugar no quarto que pudesse se esconder.

- Não se preocupe. É o Dot ele já sabe. Vou falar com ele.

Erwin ficou surpreso, isso ele não esperava. Lia levantou e colocou a camisola, havia dormido nua. Na verdade não haviam dormido muito. Viu ela sair e fechar a porta atrás de si. Na noite anterior tinha ido até ela, não iria toca-la, mas fez, na verdade ela fez. Nem se lembrava direito do quanto.

Hoje voltaria sua rotina normal poderia ficar tranquilo. Lia ficaria com a Guarda Estacionária e nada poderia machuca-la ali. Pyxis não permitiria. Tudo sairia conforme o planejado. A única aresta era Lia, mas agora estava presa ao seu destino não a ele. Infelizmente, não seria fácil, mas as coisas já estavam decididas antes de tudo. Lamentou a sua má sorte. Mas já estava definido.

Enquanto pensava viu a porta abrir e Lia entrar. Olhou para ela curioso.

- Não se preocupe. Já falei com Dot. Você tem muita sorte de ser quem é e eu tenho mais ainda por ser quem sou. Nada acontecerá, Dot entende as circunstâncias que nos cercam. Mas precisa voltar para o seu quarto. Shadis não sabe sobre nós e ele irá te chamar antes do desjejum.

- Sim.

- Eu vou tomar um banho. Deve ir para o seu quarto e fazer o mesmo.

- Sim. - levantou-se pegou suas roupas, vestiu o que podia.

- Erwin... Somos amigos não é? - perguntou enquanto prendia o cabelo.

- Sempre seremos Lia... - queria te oferecer mais.

- Que bom. - sorriu.

- Vou indo. - deu um beijo em seu rosto e saiu.

Não havia ninguém no corredor. Se sentiu aliviado pois assim ninguém veria sua cara de decepção.

* * *

Todos estavam reunidos no pátio, Amélia vestia parte do uniforme e o equipamento de DMT, estava com uma camisa vermelha de mangas compridas, achou que assim combinaria com o que faria dali por diante. O destacamento que veio para a divisão dos cadetes já estava pronto para partir. Esperavam apenas o Comandante Shadis e Erwin. Amélia se sentiu um pouco desconfortável pela noite passada e mais ainda por ter enxotado ele de seu quarto de manhã. Mas as coisas seriam assim, não se preocuparia com nada. Viu seu comandante se aproximar, Dot Pyxis trazia algo nas mãos.

- Está tudo pronto querida?

- Está sim Comandante.

- Preparada para ir a Karanes na próxima semana?

- Sim. Regressar a Karanes será bom.

- Ainda está com raiva de mim?

- Ficarei com raiva de você para sempre Dot... - fez uma careta. - Mas serei grata para sempre também.

O Comandante Shadis aproximou-se e fez a continência despedindo-se de seu colega. Erwin ao seu lado fez o mesmo. O Comandante Shadis fez o mesmo para Amélia.

- Venha um dia nos visitar criança. Ao menos poderá ver com seus próprios olhos. - disse calmo e distante.

- Sim senhor Comandante, um dia irei.

Encaminhou-se para seu cavalo. Erwin se aproximou. Antes que falasse alguma coisa Dot lhe disse.

- Espero que tenha passado bem a noite filho, a jornada será longa e não dormirá tão cedo. - maliciosamente.

- Dormi muitíssimo bem Comandante pena que não dormirei assim mais... - olhou para Amélia.

- Tem uma coisa que quero que você faça Erwin... - Dot falou descontraído.

Estendeu o que trazia nas mãos para Erwin que pegou sem exitar. Parecia saber o que era. Abriu uma jaqueta de couro, a mesma que todos os soldados usavam, tinha bordado nas costas as duas rosas da Muralha Rose em linha vermelha, jogou sobre os ombros de Amélia e segurou pela gola.

- Quando chegou ao alojamento dos cadetes você usava isso. - Erwin sorriu.

Olhou para Dot. Não acreditava que ele tinha guardado isso por tanto tempo. Lembrou-se do dia que conheceu Erwin Smith. O mesmo dia que entrou para a academia. Ela era uma menina tinha 10 anos e Erwin tinha 18. Oito anos atrás.

- As rosas sempre combinaram mais com você Amélia. - disse dando um beijo em sua testa e indo para seu cavalo.

Viu a comitiva partir e Dot ao seu lado a observava.

- Nem uma lágrima? Que mulher sem coração. - debochou.

- Obrigada Dot, obrigada por me ensinar a cuidar de mim e me mostrar que eu posso ser mais. - sorriu para ele.

- Não me agradeça passarinho. Você sempre foi a rosa da Muralha. Mas seus espinhos doem.

- Pare de debochar de mim, velho abusado.

- Oh?! Eu sou abusado? Não era eu que estava com um certo oficial escondido dentro do quarto.

- Dot!!! Que absurdo! Eu nunca fiz tal coisa. Não estava escondido! - debochando.

- Pensei que estivesse apaixonada por ele Lia? O que foi? Ele não é bom? - parecia sério.

- Ele é ótimo! O melhor mas... Eu também pensei estar apaixonada mas não estou... Não sei se um dia estarei... - sentiu-se triste.

- Ah... Então era só safadeza mesmo... - disse rindo e saiu.

Amélia o seguiu, aceitou a provocação e riu também.



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