História Shinsekai(Interativa Battle Royale) - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Batalha, Battle Royale, Interativa, Jogos, Luta, Magia, Medieval, Rpg, Sobrevivencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Steampunk, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A Primeira Batalha!


   Para Belle, aquele dia poderia entrar na “Classificação Belliana dos Dias mais Chatos do ano”. Infelizmente, teria que descartar alguns outros dias, pois o pódio da classificação estava tornando-se relativamente grande.

– Usem o Bhaskara para formular...

   Tão logo os escritos de satã começaram a ser postos na lousa, ela afundou a cabeça na mesa, sonolenta e preguiçosa.

– Belle, você devia copiar! – Advertiu Aster.

– Preferiria que tudo isso, incluindo esse Bhaskara, explodisse. – Jogou propositalmente o estojo escolar no chão. – Cabuum...

   Eu irei tornar esse desejo real.

   Julgando que Aster, seu amigo, tivesse dito aquilo, encarou-o despreocupada. Mas, ele já não estava lá. Virando-se, confusa, percebeu que estava sim, sentada na cadeira da escola, mas ao seu redor, estendia-se apenas o que parecia ser um grande planalto de terra batida, cheio de... Cosplayers?

– Mas que por...

   Quando deu-se ideia de que vestia uma espécie de armadura leve, com placas de metal negro nos peitos, ombreiras, pernas e virilha, saltou para trás. Os cabelos, antes castanhos, tornaram-se azul-claros. Os olhos aparentavam estar da mesma cor também. O corpo, felizmente, não mudou muito. Já bastava de seios e bundas na puberdade. Não queria mais “atrativos para meninos indecentes” em seu corpo.

   Seu pulo sem avisos parecia ter assustado alguém. Um relincho vindo de trás, revelou seu dono.

– Isso está ultrapassando as definições de esquisitice.

   Não bastasse a armadura medieval que ela usava, um Pégaso preto, da cor do ébano, reclinava sua cabeça de forma cortejante sob Belle, que ainda não entendia absolutamente nada.

   Olhou a sua volta. Não via ninguém por perto. Isso significava... Que o animal até então fictício... Pertencia a ela?!

   Decidiu testar. Correu do animal. Ele a seguiu. Xingou o animal. Ele não a atacou.

– Ceeerrtoooo. – Disse, sarcástica. – Acho que alguém me drogou. Ou que talvez eu tenha dormido na carteira. Isso não pode ser...

   Bastou cogitar na veracidade daquele mundo, quando um raio cortou o céu, explodindo a superfície próxima onde um grupo de figuras que deveriam ser cosplayers estavam. Mesmo com receio de tudo aquilo, ela foi até a direção da cratera esfumaçada. E o Pégaso preto a seguiu, como esperado.

   Conseguiu ver várias figuras confusas e irreconhecíveis. Todos se juntando aos montes. Mais ao fundo, podia-se ver outras dezenas, talvez centenas de outros, escondidos em meio as árvores coníferas da região. Também conseguiu ver dezenas de observadores próximos aos portões de uma construção de pedra marrom, que se erguia por um pátio, circulado por plataformas de madeira. Parecia muito uma versão pobre do Coliseu.

   Da fumaça na cratera, ergueu-se uma criatura gigante. Vestia uma saia longa brilhante que partia do cinto até os pés. Seu corpo estava completamente revestido de ouro, prata e platina. Seu elmo em forma de chama, revelava apenas os seus olhos negros. O que mais surpreendia eram as asas angelicais que partiam de suas costas, revestidas com ouro e prata nas dobras. É um anjo?!

   Ele apertou o punho firmemente, e começou. Seu vozeirão era assustadoramente imponente.

– Bem-vindos, jogadores. – Todos os outros se calaram. – Eu sou Azamael, o guardião deste continente. Há muito eu e meu mestre esperávamos por vocês.

   Fez-se uma pausa. Belle tentava se concentrar, mas o Pégaso não lhe dava muito tempo para focar, sempre relinchando ou tentando comer seu cabelo.

– Acredito que a grande maioria de vocês estejam confusos, portanto, deixem-me explicar. Todos vocês estão presos num outro mundo. Um mundo um pouco... Deformado quanto ao original de vocês, mas, com muitas coisas que o original não possui. – Ele apontou para uma pessoa distante, trajada com vestes negras. – Vocês ganharam novas roupas, e alguns até ganharam novos corpos. E utilizando os poderes contidos em cada um de vocês, começaremos uma singela e adorável competição, onde quem morrer aqui... Morrerá para sempre.

   Belle engoliu em seco. Jogos Vorazes? Era tudo que eu precisava...

– Vocês irão lutar neste novo mundo, formar guildas, lutarem em grandes guerras... Alguns irão mostrar suas verdadeiras faces... Outros, serão apenas carne para os predadores...

    Azamael disse. Mas Belle, e nem todos os outros que estavam ali, conseguiam acreditar.

– Tuas formas mudaram, assim como seus poderes. Este mundo é a vontade do meu senhor, o Final Boss, aquele que apenas pode ser alcançado se os sete anjos, incluindo a mim, sejam derrotados. Então, o Plano Definitivo, o caminho para o Final Boss se abrirá. Meu senhor, e o criador deste mundo.

– E o que acontece se o derrotarmos? – Disse um astuto.

– Ao vencedor, e apenas ao verdadeiro vencedor, um desejo será garantido. Qualquer desejo. Retornar ao mundo real? Poderes divinos? A escolha caberá para aquele que der o golpe final. E enquanto não houver vencedor... Vocês ficarão presos aqui, para sempre.

   O choro e o pânico dos demais causava caos. Desordem. Ele se deliciava com aquilo. E alguns jogadores também. O mesmo sorriso sádico. Belle sorriu. Não estava em seus planos participar de um Jogos Vorazes, mas, parecia ser tão... Legaaal!!!

   Pela ultima vez, o anjo disse:

– Daqui a vinte minutos, será permitido que vocês levantem suas armas, contidas na arena, e comecem a matança. – Ele deu uma risada leve, e por fim disse: – Eu estarei aguardando por vocês.

   Ergueu as asas e desapareceu nas nuvens acima dele, num estrondo poderoso de trovoes cobrindo o céu.

   Então, o inferno começou. Todos correram apressados para o pequeno Coliseu, pegando as armas que se encontravam em grandes caixas de madeira, dispostas aos montes. Arcos, espadas, grimórios, lanças... Belle correu, e o Pégaso correu junto dele, esbarrando-se nos outros jogadores e até pisoteando alguns em sua corrida. A garota apenas enfiou as mãos na grande caixa de espadas e tirou o que parecia ser um florete, com proteções no punho e uma lâmina relativamente larga e comprida.

   Agora, teria de sair dali. Por mais que quisesse ver o estouro da manada, o Pégaso iria atrair muita atenção. Pegou o animal e alinhou a cabeça dele a dela, e olhou ao fundo dos olhos dele:

– Eu não sei quanto a você, mas eu quero sair viva disso tudo. Tem jogos no mundo real me esperando para jogar. E, Game of Thrones para eu assistir. Pois então....

   Apontou para o céu:

– Eu vou montar em você, e é bom que não me derrube!

   Ele relinchou e bateu com as patas no chão. Se isso era uma resposta, Belle não prestou atenção.

   Acho que ele precisa de um nome.

– Bem... Huummm... – A atenção dele estava fixa nela. – Certo! Te chamarei, bem... Blackjack! Que tal?!

   Ele relinchou novamente e bateu novamente as patas na terra.

– Isso é um sim ou um não?

   Bem no momento em que ela esperava que ele fosse responder, o barulho de um tambor começou a tocar. Primeiro mais baixo, até se tornar relativamente audível.

– Uma contagem regressiva?!

   Sem esperar, subiu no animal. Ele não voou.

– Não sei se você sabe no que estamos nos metendo, mas vamos morrer se ficarmos aqui!

   O animal nada fez. O barulho dos tambores aumentava ainda mais.

– Voe! Asas não são feitas para enfeitar, sabia?!

   Quando as batidas do tambor se tornaram quase ensurdecedoras, elas cessaram. Foi então que Belle presenciou... O quão selvagens os humanos podem se tornar. A esquerda dela, sem aviso, um garoto alto, com um machado nas mãos, acertou uma garota no peito contra a parede. Cortou-a diversas vezes até reduzi-la numa pilha irreconhecível de carne. Tão logo esse mesmo garoto pode contar vitória, sua cabeça foi incinerada por um mago. Foi depois daquelas amostras de terror que Blackjack abriu asas e voou.

– Talvez ele só pudesse voar quando o jogo começasse... Certo! Blackjack, precisamos de comida. Voe em altitude de cinquenta metros acima do solo. Atente-se a flechas, e por favor, não me derrube...

   Abaixo dela, o massacre ocorria. Guerreiros e cavaleiros se esmagavam no solo, labaredas de fogo e oceanos engoliam os demais. O que esse mundo se tornou?

                                                                              ••••••••••

– Isso é detestável...   

   Os pensamentos de Abner estavam mais dirigidos para quando aquelas ondas infernais cessariam de vir na direção dele, e também, se o seu “parceiro momentâneo de combate” se tornasse um inimigo após terminarem ali.

   Após o anjo de asas vermelhas anunciar o destino cruel daqueles presos naquele mundo, Abner tentou evitar o conflito, correndo para o leste assim que o jogo fora anunciado. Armado apenas com a espada que tirou das mãos de um qualquer enquanto corria, esperava poder saquear aqueles que caíram em seu caminho.

  Tomou a classe que, segundo seu parceiro momentâneo, Kamui, tratava-se de um Myrmidon, uma espécie de guerreiro oriental.

  Até o momento, os dois estavam praticamente bloqueando um estranho vale no meio de uma fenda numa montanha invernal acima deles. Cravados na rocha, várias pedras preciosas iluminavam o caminho, rubis do tamanho de carros e diamantes que nem mesmo caminhonetes conseguiriam transportar.

– Eles não vão parar?! – Exclamou Abner, ao ver um grupo se aproximando.

– Parece que todos os caras da cidade vieram para cá!

   Até aquele momento, doze inimigos caíram. O ataque especial de Abner e de Kamui já foi gasto, e se o usassem mais, provavelmente iriam desmaiar. O corpo clamava por descanso, mas as condições impediam que o mínimo pensamento sobre descanso passasse pela mente deles.

   Abner tinha sua camisa parcialmente rasgada no peito musculoso, fazendo as cicatrizes dos ataques inimigos se unirem as que ele já possuía. Os cabelos cinzas e os olhos com heterocromia, um preto e o outro vermelho, eram escondidos pela máscara branca, similar a uma máscara de teatro Noh sem expressão, com apenas os furos diagonais para os olhos.

   Já Kamui também era um Myrmidon, mas andava de um modo mais abaixado e furtivo, quase como um ninja nas sombras. Usava uma bandana vermelha que cobria os cabelos negros, uma veste marrom longa que cobria do pescoço até as sandálias que usava nos pés.

– Acho que deveríamos recuar. – Disse Abner.

– Primeiro, vamos lidar com esses caras!

   Era um grupo de quatro pessoas. Três deles eram homens altos, fortes e com machados longos de duas mãos. O outro, que aparentava ser o líder, usava um arco simples e um capuz preto.

   Primeiro Abner avançou. Esquivou-se da primeira machadada na diagonal, passando pela guarda inimiga e o acertando na cintura. Teria sido atingido por um golpe vertical se uma faca certeira de Kamui não acertasse o pescoço de um deles. O parceiro momentâneo saltou por um dos inimigos numa voadora e arremessou sua espada num deles, tomando a espada de um outro inimigo já morto para usá-la contra o guerreiro e o arqueiro restantes.

   O arqueiro inimigo carregou sua habilidade, Arrow Rain. Quicou na parede de pedra e saltou, disparando uma linha de flechas douradas. Abner usou o corpo do último guerreiro como escudo para aparar as flechas da habilidade do arqueiro. Sozinho e sem aliados, o arqueiro tentou disparar algo, mas o acerto certeiro de Kamui o derrubou. Abner recolheu as armas que pode e as guardou na cintura.

– Vitória!

– Vamos dar o fora.

– Certo.

                                                                       ••••••••••••••

– Vocês são tolos... Tolos por me desafiarem. E o destino dos tolos...

   O Pentagrama vermelha formou-se nas costas dela, acima do ar.

– É sempre o mesmo.

   Do pentagrama, fogo infernal verteu, rasgando o solo e incendiando a mata, e consecutivamente, os inimigos. Aquilo a chateava. Por mais que Kyokynna adorasse uma boa morte, aquelas ondas intermináveis já estavam cansando sua paciência.

   Seu corpo pesava por ter usado sua habilidade mais de uma vez. Então, a habilidade especial, se usada mais de uma vez e sem um intervalo considerável, induz ao desmaio. Bom de se lembrar, mas bem ruim. Bom, depois que eu ter...

   Os guerreiros saíram da parede de chamas com intensas queimaduras, mas ainda com o desejo por luta. Pelos menos três deles estavam inteiros, escapando das chamas por entre as altas árvores da floresta densa. Os outros, pelo menos quatro, eram quase cinzas, se a temperatura daquele fogo fajuto estivesse um pouco mais aumentada.

– Fala sério!

   Avançaram com machados e espadas enrustidos. Kyokynna abriu seu grimório, que brilhou avermelhado quando as figuras e os sigilos macabros se desenhavam no ar. Infelizmente, teve de recuar dos ataques e abrir mão de certa parte da saia vermelha, rasgada por um dos golpes de machado. Felizmente, os sigilos macabros explodiram em fogo, acertando a maioria deles. Por mais que detestasse, só sobreviveria contra aqueles brutamontes malditos se fugisse dos ataques brutais deles.

   Dois machados quase a deceparam, quando voaram, quase certeiros, acertando duas árvores ao lado dela. Os sigilos continuavam explodindo enquanto ela andava, mas os perseguidores não cessaram.

– Tola. – Disse uma voz.

   Mais um? Tão perto?! Onde?!

   A sombra emergiu de um ponto cego e a afundou dentro de um arbusto. Tudo que pode ver eram os olhos gélidos do homem coberto por capuz, com a adaga envenenada pingando no pescoço dela.

– Faça os sigilos surgirem num lado oposto.

    O que ele falava parecia ser uma ordem direta, que ela teve de obedecer. Não conseguia alcançar seu grimório. Esse maldito! Eu quero mata-lo! Mas...

– Faça o que eu mando... Ou vou te jogar para eles.

    Não teve escolha. Tentando se lembrar das escrituras, conseguiu ver, entre os galhos do arbusto, os sigilos surgirem e os guerreiros os perseguirem até sumirem na floresta. O homem que tecnicamente a salvara recuou num salto mortal para trás e pegou o grimório.

– Isso é meu. – Disse, fria. – Devolva, ou eu te mato!

– Sem isso, você não é nada. – Respondeu com rudeza. – Te manterei viva apenas pelo meu desejo de haverem mais criaturas malignas entre nós.

   Ele saltou nas sombras das árvores, arremessando o grimório em seu caminho. Quando  Kyokynna correu para pegá-lo e usá-lo na tentativa de acertar aquele maldito, ele já havia desaparecido.

– Desgraçado! Vou te matar um dia!      

Restava agora dois caminhos. Seguir os perseguidores por meio das pegadas deles, ou partir por um caminho possivelmente seguro? 

                                                                   ••••••••••••

– Está em chamas!

   Belle seguiu o gigantesco risco de fumaça no céu, encontrando uma cidade devastada por fogo. Pensava que talvez fosse algum acampamento que pudesse saquear, mas era apenas uma grande cidade nas encostas de uma colina, queimando. Saqueadores por todos os lados, gritos de dor e morte. Lá de cima, porém, algo chamou sua atenção.    

– Ela está lutando sozinha?!

   Viu um ponto branco com um livro brilhante em mãos, dizimando inimigos com magias. Mas, estava sozinha e com os números contra ela.

– Será que eu ajudo?

   Blackjack bufou.

– Você ainda tem de me dizer se essas suas bufadas são um sim ou não. – Desembainhou o florete e sorriu. – Vou acreditar que esteja dizendo que sim.

   A garota lutava sozinha, com pequenas casas em chamas atrás dela. Será que foi pega no meio da confusão ou surgiu naquele local? Aquilo não importava. Um oprimido necessitava de ajuda. E os heróis ajudam os oprimidos!

   Caiu por cima de alguns guerreiros que estavam afrente dela. Blackjack segurou a cabeça de um deles com as patas traseiras, arremessou-o para Belle o atingir no pescoço com uma estocada rápida. Desceu em horizontal com as escadarias de pedra, atropelando inimigos.

– Blackjack! Vou fazer contato por solo. Venha me ajudar quando eu pedir, okay?

    Ele bufou novamente. Começo a pensar que essas bufadas são “sim”.

    Desceu num cambalhota e subiu as escadarias. O calor ali era terrível. Quando chegou ao local onde a garota maga estava, escutou:

Trovão de Júpiter!

    O céu ricocheteou em poder quando a descarga acertou o solo, desintegrando alguns inimigos, e causando ainda mais fogo. E destruição.

– Droga, droga, droga!

   Ela teria resmungado “droga” infinitamente se Belle não tivesse aparecido.

– Ei! O que está fazendo aqui nesse inferno!

   A garota continuou resmungando, como se Belle não estivesse ali. A garota aparentava ter a mesma idade de Belle. De pele leitosa e cabelos brancos curtos, que não passava dos ombros, olhos da cor de obsidianas bem emoldurados e com cílios cheios. Trajava um sobretudo preto com várias mascas com tons mais escuros nas bordas e nas mangas. Por baixo, trajava branco com vários botões, e um detalhe em vermelho perto da gola. Da pequena saia até os salto-altos, estava encoberta em veludo negro.

– Eiii, eu estou aqui. – Belle acenou.

   A garota ficou resmungando tanto que Belle se arrependeu de ter vindo ajuda-la.

– EI! – Gritou, mas com o fogo crepitando de forma ensurdecedora por todos os lados, era difícil ela escutar.

   A garota acabou despertando de seus resmungos quando viu Belle.

– Um inimigo! Lanças...

– EU ESTOU DO SEU LADO.

   Ela parou seu ataque.

– O que?

– O que você está fazendo num inferno desses?!

– Eu surgi abaixo daqui, e tentei encontrar um ponto adequado para a sobrevivência, mas esses bárbaros malditos acabaram com tudo!

– Er, tem mais bárbaros malditos vindo por baixo e pelo lado. Temos de sair daqui!

– Talvez me aliar a você seja o melhor curso de ação. Qual seu nome?

– Belle. – Tentou ser formal. – Belle Von Ormond.

– Midori Yamashiro. – Disse ela. – Certo Belle, vamos descer pelas escadarias até encontrarmos uma passagem segura para darmos a volta para o vale, e...

– Ou podemos ir voando. – Disse, apontando para Blackjack, que voava em círculos pela cidade.

   Os olhos de Midori quase saíram pela boca dela.

– Jamais! Nunca! Never! Zettai Ni!

– Ir pelo sul não vai dar certo, a maior parte da concentração inimiga está nos níveis mais baixos. E o seu trovão chamou a atenção de muitos deles. A melhor escolha é fugir por ar. Blackjack é forte o bastante para levar nós duas, e...

– Não ouviu o que eu disse?! Droga, de fato suar o trovão não foi uma boa escolha, droga, droga, droga!

   Belle estreitou os olhos.

– Ceeerto. Então vire churrasco. Blackjack!

    Quase como se fosse por telepatia, o Pégaso se aproximou com velocidade incrível.

– Espere! – Disse Midori. – Vamos voar por quanto tempo?!  

   Os olhos estreitos mostravam a irritação que tinha quanto a indecisos.

– Vamos dobrar o vale. Mas, se a madame inteligência tiver um plano melhor...

– Não, eu aceito seu plano. Me desculpe pela rudeza.

– Ceerto. – Subiu em Blackjack e estendeu a mão. – Vamos! Esse calor já está me dando enxaqueca.

   Ela tremia enquanto se ajeitava em Blackjack.

– Vamos por dez metros de altura...

– Não, dez metros é muita coisa! Menos, por favor.

– Nove. – Disse Belle, firme.

– Cinco!

– Sete e meio, é pegar ou largar.

– Certo, sete e meio...

   Tomaram aquela ridícula altitude e passaram por cima da cortina de fumaça da cidade. Estavam virando pelo vale quando o escândalo começou.

– Eu vou caaaiir!!!!

– Você só vai cair se você se jogar propositalmente.

– Eu nunca me jogaria propositalmente!

– Então, você não vai cair.

– Mas está tão alto!!!

   Belle apenas balançou a cabeça em negação.

– Diminua para quatro metros.

   Estavam quase atingindo o chão.

– Agora está bom para você?!

– Agora sim!

                                                                           •••••••••

   O lobo corria, ágil pela floresta. Era robusto, poderoso e bem-alimentado, graças aos animais que abundavam aquela região. Quando julgou estar longe do campo de batalha, suas costas se curvaram e se expandiram, tomando a forma humana. Blake adorou a classe que fora designado. Sempre foi amante de lobos e de seus derivados. E adorou ainda mais quando toda a academia que ele praticava quando ainda estava no mundo humano, rendeu a ele grandes músculos. Foi capaz de acabar com dois inimigos com apenas socos e pontapés.

  O que deveria fazer agora, porém, era o que o causava a indecisão. Deveria se reunir com alguém de confiança e formar um grupo. Grupos grandes já estavam se formando, todos com o objetivo de matança desenfreada.

   Por mais que Blake adorasse socar alguns tolos, aquilo realmente cansava. Os cabelos de tamanho médios e escurecidos implodiram de sua cabeça com o fim da transformação para humano. Os olhos amarelados e brilhantes eram o único ponto de luz na floresta densa. Conseguia visão noturna na forma humana, mas como não sabia identificar muito daquele lugar, não serviria para muita coisa. Coçou a barba descuidada e avançou pelos arbustos e pela destruição. Acabou por terminar numa trilha em frente a uma colina, onde uma atmosfera apocalíptica tomava o céu. Nuvens de chuvas misturadas com fumaça vinda do norte, com fogo de leste, e sombras no oeste. Realmente, aquilo estava um cu.

– Pra qual lado ir... Bom, o norte tem encrenca... O oeste e leste também... Pra todo lugar!

   Ouviu o farfalhar de folhas e de arbustos. Alguém estava vindo. Preparou seus socos e se escondeu o máximo que fosse. Seja o que for, não está querendo ser discreto.

   Acabou por ser um simples garoto vestindo uma capa azul, com roupas azul-claras por baixo. Tinha cabelos azul-escuros, olhos negros e o físico bem esmirrado. Pelo visto, também não era muito do tipo esportivo.

– Quem é você? – Disse Blake, saindo das sombras.

   O garoto se assustou com ele, quase caindo.

– Senhor, eu lhe dou todo o meu dinheiro se me poupar!

– Não vou te matar.

– Tem certeza senhor? É por que parece muito!

– Quem é você?

– Sou Simon, senhor.

– Sem me chamar de senhor. Sou Blake.

– Tem certeza senhor? Mas e se o senhor se zangar se eu te chamar disso?

– Eu não vou me zangar. O que faz aqui?

– Vocês deveriam ir para o norte. – Disse uma voz vinda de cima. – Lá se encontra a sorte.

   Os dois vidraram-se com um homem ruivo, trajando um chapéu vermelho com uma pena preta. Vestia um sobretudo negro com traços vermelhos e botas de caminhada marrons. Acima do galho, ele carregava uma harpa negra com fios vermelhos.

– Mas o que? – Disse Blake. – Quem é você?

– Meu nome devo informar... Sobre o nome de Janos eu hei de me revelar...

– Gostei das rimas. – Disse Simon.

– Qual classe é a sua?

– A Classes daqueles que são como o vento... E assim como o vento...

   Uma explosão eclodiu do oeste. Blake deixou Janos de lado para conferir pelos arbustos.

– Perseguidores, e ao que parece, um exército. Nós três...

– Blake! – Chamou Simon. – Ele sumiu!

– O que?!     

    Quando observou, o galho estava vazio. Abaixo da árvore, tudo quieto. Os sentidos apurados de Blake não sentiram movimentação. Nenhuma grama alta farfalhou.

– Sujeito estranho.

– Ele tem estilo. – Simon estava quase admirado pela pose do sujeito.

– Seja o que for, temos que dar o fora daqui!

  Escolhas:

  Midori: (X)Continuar com Belle ()Partir(Se for partir, indique para Leste, Oeste,Norte ou Sul)

 Blake: (X)Ir para o Norte com Simon ()Dispensar Simon e ir para o Norte ()Partir com Simon para outro Local(Especifique a direção) ()Partir sem Simon para Outro Local(Especifique a direção) 

 Abner: (X)Continuar com Kamui   ()Dispensar Kamui

Kyokynna: () Seguir o Caminho dos Perseguidores    (X)Seguir outro Caminho    

                          

 

 


Notas Finais


Aí está guys, o primeiro capítulo!
Se gostou, considere um comentário e favorito!
Não se esqueçam das escolhas viu!
E, se conhecerem alguém que daria um bom personagem aqui na história, considerem convidá-lo(Eu adoraria alguns outros participantes)


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