História Shiryu - O Lado certo. - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Não outra vez.


Fanfic / Fanfiction Shiryu - O Lado certo. - Capítulo 4 - Não outra vez.

(Jonathan)

Eu não acredito no que acabei de presenciar! Quem diria que Caio levaria o que Dani fez tão para o pessoal, não digo que foi algo leve até porque traição não é leve e é uma das únicas coisas que perante minha visão não tem perdão. Mas! Estamos perdendo o foco aqui, eu quero saber se Patch está bem até porque nossos pais estão loucos a nossa procura.

Acabei não descendo para festa e zanzei por aí, pelo que pude notar essa reunião está bem maior do que deveria e isto está me assustando, mas de alguma forma eu sei exatamente o que vai acontecer, o que vai ser feito depois que soubermos é o que importa. 

Espero que fique tudo bem.

Se você notou, mas se não, você é péssimo para notar as coisas. Eu odeio com todas as minhas forças o Eduardo. “Ah, mas você não está sendo um pouco extremo? ” Não, eu tenho tantos motivos quanto uma guerra teria, se bem que tiveram guerras que nem motivos de verdade tiveram.

Mas quem sou eu para dizer algo sobre guerras, nunca passei por alguma.

J.A/Eduardo! –Dei uma leve batida na porta.

Nenhum barulho.

J.A/EDUARDO! Se você não abrir essa porta eu vou abrir, e sei que não vai querer isso. –Disse sério.

Nada.

J.A/Vou entrar. –Quando ia abrir a porta, ouvi um barulho estranho.

(Lá dentro) P.E/Me solta Eduardo! –Disse tentando gritando baixo.

Entrei bruscamente e me deparei com uma cena inédita e que me deixou com tanta raiva que não sei dizer o que vai acontecer a seguir.

Puxei Eduardo pela camisa, o tirei de cima de Patrick e o coloquei contra a parede. 

Estava com minhas mãos em seu pescoço.

J.A/O que você pensa que estava fazendo? –Disse com raiva nos olhos.

E.C estava com um sorriso irônico no rosto.

E.C/Pergunta. –Eu olhei para P.E.

P.E/Ele... ele... –Estava ficando impaciente.

J.A/Fala logo Patrick! –Gritei que o fez arregalar os olhos de surpresa.

P.E/Ele queria me beijar! Mas, eu... eu não sinto meu corpo e estou com pouca... pouca força. Talvez isso nem tenha acontecido, eu imaginei! –Eduardo ficou realmente surpreso com a alegação dita sobre sua pessoa.

E.C/Eu te ajudei, te curei, e agora você quer colocar coisas em sentenças que nem existem? Vocês dois se merecem mesmo, quem diria que mentiriam tanto e juntos! Tira a mão de mim. –Olhou para mim com um olhar ríspido.

J.A/Se você... (Me aproximei de seu rosto) chegar perto dele outra vez ou tentar fazer algo com qualquer outra pessoa, eu te mato, ouviu? Não vai ter pai ou mãe para te ajudar nessa. –E.C desengajou minha mão de sua camisa e foi até P.E.

Eduardo sempre vai para as assas de seus pais. (Literalmente)

E.C/Você me perdoa? –Disse em tom manhoso.

(Na cabeça de John) J.A/Até parece que ele vai perdoar esse idiota, ele vai ver! Vai levar uma patada daquelas e vai aprender. –Assim que ele pensou isso.

P.E/Eu perdoou você, não temos certeza do que aconteceu mesmo. –Cê tá brincando né? Coloquei meus braços para cima em tom confuso.

E.C/Obrigado, eu vou melhorar, prometo. –Eles se abraçaram. Se abraçaram!

Eduardo saiu da sala abrindo um sorriso de canto para mim, estava me provocando e amando o fato de que eu não faria nada que pudesse causar problemas para meus pais em uma noite como essa.

J.A/Eu sou um idiota total por te defender, não é? –Ele deu uma risada falha.

P.E/Você é um idiota me salvando ou não, qual a dúvida disso? –Ele arfou de dor, tentou levantar, mas seu corpo não estava muito bem ainda, ele quase caiu, mas fui em sua direção rapidamente para ajudá-lo a não cair.

J.A/Você o perdoou mais rápido do que qualquer outra coisa, nem pestanejou. Queria ter esse valor. –Me encarou confuso.

P.E/Depois de todas as merdas que você fez e me meteu no meio, qual a dúvida que eu sempre te perdoei? Valor? Jonathan, você é mil vezes mais valioso que ele, aliás eu não o perdoei assim, apenas não queria poder ter qualquer possibilidade de estragar essa noite.

J.A/Deita. –P.E negou.

P.E/Se eu deitar irei dormir, não posso, não devo. –Eu o coloquei na cama rapidamente e fiquei por cima dele o trancando com minhas mãos nas suas.

J.A/Fica quieto. –Patch começou a se sacudir.

P.E/O que vai fazer? Jonathan? –Eu parei.

J.A/Vou te curar, apenas fique quieto. -Comecei a me inclinar.

P.E/NÃO! -Ele gritou.

J.A/Por que não? –Estou confuso.

P.E/Faz poucas horas que te curei, e se você ficar mal? –Eu dei uma risada falha.

J.A/Você está mal. Isso já é mais importante. –Ele ficou surpreso com o que ouviu.

Me inclinei e dessa vez não fui interrompido. Seus olhos me encarando brilhavam, suas bochechas estavam em um vermelho vivo, seu corpo era quente porque provavelmente estava com uma febre alta. Assim que toquei seus lábios senti algo diferente, não sei como dizer o que estava sentindo, era como uma calmaria de tudo ao nosso redor.

Meus problemas sumiram assim que toquei em seus lábios, cortei minha língua para meu sangue passar rápido o suficiente para voltarmos para a festa. Seu coração acelerou e pude sentir suas mãos entrelaçadas com as minhas. Ficamos alguns minutos naquele beijo, senti minhas forças sendo sugadas rapidamente, mas... tudo bem...

P.E/Para... está passando do limite. –Me afastou devagar e eu sentia sua respiração ofegante.

Encostei minha testa na sua, seus olhos fixaram nos meus e aquilo foi novo e muito bom.

J.A/Seu gosto... é bom. –Disse com um grande sorriso depois de passar minha língua em meus lábios.

P.E/Para.... Não faz isso, não outra vez. –Colocou seu rosto para o lado. Me levantei e sai de cima dele, que se levantou rapidamente.

J.A/O que eu fiz? O que eu faço? Por que sempre erro quando estou com você? E, é só com você! –P.E me encarou com um olhar triste e se virou. Disse de costas.

P.E/Talvez deva ficar longe de mim. –Eu fiquei bravo.

J.A/Realmente, ficar longe de você, sempre é a melhor coisa que faço. –Me levantei e sai pela porta a batendo. Fui para festa.

Eu realmente sou um idiota por querer o bem de quem não quer meu bem, não é?

(Patrick)

Como assim outra vez? Lembra que eu disse que não nos falamos, mas convivemos? Então, Jonathan sempre esteve lá. Minha família sempre esteve com a dele, é como se vivêssemos juntos desde sempre, ou talvez realmente tenha sido isso. Mas, como sempre algo pode dar errado, algo deu errado.

Isso não é para hoje. Vou para festa que faço melhor.

Me olhei no espelho grande que havia no quarto, para arrumar minha roupa toda amassada. Me encarei por alguns segundos.

P.E/Eu não devia ter dito aquilo. -Coloquei minhas mãos na parede, encostei minha testa no espelho e respirei fundo. O espelho embaçou.

A.S/Nunca vi você desse jeito, que bicho te mordeu? -Me assustei ao ouvir aquela voz. Não a reconheci até me virar.

P.E/Annelise... -Meus olhos estavam marejando.

A.S/Não... Não se atreva a chorar na minha frente! -Veio correndo em minha direção e me abraçou o mais forte que pode.

P.E/Que saudade desse abraço. -Ela deu um risada falha.

A.S/Eu desse seu cheiro e cabelo maravilhoso. O que houve meu querido? -Disse nos afastando, mas mantendo nossos corpos ainda próximos.

P.E/Tanta coisa, mas não se preocupe por hoje. Vamos para festa, por favor. -Me encostei em seu ombro.

A.S/Como não me preocupar com a pessoa mais importante da minha vida? Apenas por hoje, eu te darei trégua. -Eu apertei mais forte.

P.E/Eu te amo. Vamos para festa. -Saímos juntos.

Quem é Annelise? Minha melhor amiga e meio irmã. Sim, isso mesmo que viu. Minha irmã, ou melhor... Meia.

Desde sempre nos conhecemos, mas apenas quando eu tinha cinco anos descobri que era minha irmãzinha, aparentemente apenas eu não sabia deste fato.

Minha mãe sempre soube, afinal meu pai e ela na época apenas namoravam e ele tinha que manter seu status de “mal absoluto”. Ela é minha única irmã, meu pai prometeu a nós que, apenas a mãe dela, (no caso tia Jô) tinha ficado grávida e contando.

Foi bem estranho no começo, afinal éramos apenas amiguinhos de rua e escola, mas tenho que admitir que ela é um dos maiores presentes que ganhei. Sempre está lá quando preciso, sabe se estou mal e como me faz ficar melhor.

Basicamente ela é um dos meus principais pilares. Meus pais também, mas eu tenho um pilar grande e que sempre me obstrui. 

Jonathan. Ele sempre está me atrasando em tudo e me fazendo sair como culpado ou imbecil da situação. Eu não sei lidar com a pessoa que ele é. Isso é um dos meus maiores problemas.

Mas, ele também é uma das maiores soluções que tenho. Quando soube que eu tinha outra irmã, surtei para valer. Fugi de casa e tudo! Mas, eu não queria ver meus pais ou algo do tipo, apenas queria ficar sozinho, sabe?

Me escondi na casa da árvore de Jonathan, não sei porque de ter feito isso até hoje. Era tão fácil de me encontrar!

J.A foi atrás de mim, me encontrou e queria me fazer voltar. Me recusei e vendo como eu estava, ficou ali me esperando. 

Apenas me esperou. Ele soube o que fazer e fez. Então não é tão ruim quanto aparenta.

Eu acho...

K.E/ENCONTREI VOCÊS! -Disse gritando de alívio e vindo em nosso direção.

Ela começou a passar a mão em mim, como se estivesse verificando se estava tudo bem. Respirou aliviada.

P.E/Oi mãe. Tudo bem? -Apertou meu rosto entre suas mãos.

K.E/Eu disse TRINTA MINUTOS! -Seu olhar era demoníaco.

P.E/Mãe! Tô ficando... s-em... -Anne a parou.

A.S/Se acalme Kate, ele está bem e aqui, isso que importa. -Ela me soltou e respirou fundo.

K.E/Isso não acabou aqui. -Ela se virou e fez sinal para segui-la. Foi o que fizemos.

P.E/Como assim bem? -A.S deu um sorriso de canto.

A.S/O acidente não foi tão brusco quanto pensei. -Eu dei um sorriso brincalhão.

P.E/Quando tocou em mim, não é? -Assentiu.

Annelise pode ver tudo que aconteceu com você em apenas um toque. Dependendo de quanto tempo fica com a mão em você, pode até voltar ao seu passado.

Ela é uma Penemue. Já que também é uma mestiça, sua família toda é de Kesabels ou Penemues. O sangue do meu pai não a afetou tanto quanto eu. 

Chegamos no salão e todos moveram seus olhares para nós. Isso foi realmente estranho.

P.E/Pai! -Levantei minha mão e ele me respondeu com uma mensagem direta.

Apenas demônios conseguem fazer isso.

(C.E/Sua mãe não disse trinta minutos?)

(P.E/Ela disse que eu tive um pequeno acidente?) 

(C.E/Não.) 

Estávamos conversando telepaticamente.

P.E/Papai está vindo para cá. Como estou? -Anne sorriu e arrumou minha Gravatá.

A.S/Perfeito.

K.E/Atrasado. -Revirei os olhos.

J.A/Não revire seus olhos para minha segunda mãe! -Chegou me empurrando de leve e cumprimentando minha mãe. 

K.E/John querido! -A felicidade que esbanjava era maior do que quando me viu.

Que irritante.

A.S/Vamos dançar, o que acha? 

P.E/Acho ótimo. Va... -Fui interrompido.

J.A/Acho ótimo mesmo, vamos Patrick? -Minha mãe deu um sorriso de orelha a orelha.

A.S/Guarde uma dança para mim, está bem? -Eu assenti e a dei um beijo na sua testa.

Jonathan me puxou rapidamente para a pista do salão que estava movimentada.

Colocou a mão em minha cintura e puxou minha mão para cima de encontro com a sua. E foi o velho dois para lá e cá.

P.E/Sempre de encosto na minha vida. -Ele bufou.

J.A/Minha mãe me obrigou a fazer isso. -Eu dei uma risada alta. Até demais.

J.A/O que foi? -Ele estava envergonhado.

P.E/Desde quando faz o que sua mãe pede? -O encarei sério e ele desviou o olhar.

Paramos um pouco de dançar e levantei seu rosto em minha direção.

J.A/Eu vou ficar longe. Não se preocupe. -Saiu dali.

Todos estavam nos encarando por segundos. Odeio quando alguém se faz. 

C.E/Vejo que estão brigados. Como sempre. -Ele estava atrás de mim com os braços cruzados.

P.E/Isso não é de sua conta pai. -Ele franziu a testa.

C.E/Suba lá em cima agora. E fique. -Segurei seu braço.

P.E/Perdão meu pai. -Ele deu um sorriso e me abraçou forte.

C.E/Vá. -Foi o que fiz.

J.A/Senhor? -Meu pai se virou para ele.

C.E/Daqui alguns minutos suba também, ok? -J.A assentiu.

(Annelise)

Eu segurei meu longo vestido nas mãos e puxei Patrick para um canto.

A.S/Apenas cuidado. -Ele franziu a testa confuso.

P.E/Vai ficar tudo bem. -Eu neguei.

A.S/Apenas cuidado. -E saí dali rapidamente.

Eu sei o que vai acontecer agora, mas meus nervos não vão aguentar ver a pessoa que eu mais amo no mundo sofrer. Então fui para o meio do salão o olhar de longe.

O máximo que posso por hora.

D.B/Eu vejo a maneira como olha para ele. -Disse por detrás de mim, fazendo-me dar um leve salto de susto.

Dizia atrás de mim ao lado de minha orelha esquerda.

D.B/Eu sei... porque... você costumava me olhar dessa forma. -Eu estou surpresa. 

D.B/O fato é que eu sou apenas um estranho. -Disse em um tom sarcástico e ficando ao meu lado.

A.S/Clichê, não? A melhor amiga gostando do melhor amigo. -Dei uma risada falha.

D.B/O gostar se tornou clichê, mas você já sabe disso. Por isso, não gosta dele, ama ele. 

A.S/Sim, ele é meu irmão. -Caio deu uma risada seguida de uma tosse forçada.

D.B/Eu acho que alguém tem complexo de irmão. Mas, você o amava bem antes, não é? -Se inclinou em minha direção, quase encostando nossos rostos.

A.S/Onde quer chegar? Aliás, eu soube que Caio subiu com Elliot. Devia cuidar da sua própria vida. -Colocou a mão em meu rosto.

D.B/E estou, não namoro mais com Caio, digamos que a decisão de terminar perante ele foi unânime. -Eu o empurrei de leve e comecei a rir.

A.S/Agora eu entendi tudo. Você acha que porque está livre eu ficarei com você? -Assentiu.

D.B/Eu... apenas quero companhia. Perder Caio ainda está doendo muito, e você sabe o que é sofrer por alguém que ama. -Eu olhei em direção de P.E.

A.S/Você me pegou em ótimo humor. -Deu um sorriso malicioso.

D.B/Peguei? -Revirei os olhos.

A.S/Devia ficar na sua depois do modo como o traiu. -Fechou sua expressão.

D.B/Você tem tanta culpa quanto eu. -Neguei.

A.S/Eu estava e estou livre. Já você... era comprometido e agora é “livre’’. -Se aproximou de mim.

D.B/”Apenas cuidado”, devia seguir seus próprios conselhos. 

A.S/Vá logo antes que a cama que eles usaram esfrie. -Sua expressão era rígida.

D.B/Isso não acabou.

A.S/Até porque nunca teve um começo de minha parte. -Saiu dali batendo os pés.

Vamos ver o que vai acontecer.

 

Os dois subiram no palco assim como seus pais.

 

 

 

 



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