História Shoot me (Imagine Suho) - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Lay, Personagens Originais, Suho
Tags Birdramon, Drama, Exo, Imagine, Kim Junmyeon, Kpop, Lay, Romance, Suho, Traição, Você, Zhang Yixing
Visualizações 161
Palavras 1.503
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Poesias, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


sai da frente que agora é a vez do bias supremo
esse imagine é um repost lá de 2016, da minha conta que foi excluída, achei ele hoje nos confins do meu word, acrescentei uma coisinha aqui e ali e adaptei com a letra de 'shoot me' do day6

espero que gostem

Capítulo 1 - Capítulo único - Puxe logo o gatilho, querida


SHOOT ME   

CAPITULO ÚNICO - PUXE LOGO O GATILHO, QUERIDA  

FANFIC POR: BIRDRAMON 

 

O peso do remorso é como uma arma que está sempre em minha mão, e quando menos espero eu levo minha mão com essa arma de pesadelos até minha boca.  

Ah, como um simples puxar de gatilho acabaria com toda essa dor.  

Diferente de mim, ela está bem. Ela ficará bem. 

Ela ficará... 

 

-Tudo bem, tudo bem querido, eu compreendo, não precisa se desculpar – ela falava sem parar contra aquele telefone cor de rosa, um sorriso tão alegre quanto as lágrimas que escorriam do canto dos olhos. Sua mentirosa medíocre.  

Mentirosa medíocre que tinha o meu coração em seu domínio, na mira da sua arma.  

Ela fungou e colocou o telefone de volta no gancho. Ela me ignorou e seguiu para a cozinha, meus olhos acompanharam com curiosidade seu atos, completamente vidrado no que ela estava prestes à fazer, ela iria descontar seu desconsolo em alguma coisa.  

-MERDA! - um berro choroso seguido pelo som estridente de cacos de vidro se chocando com o chão me fizeram pular do sofá e correr até a cozinha, inteiramente preocupado ao pensar na situação que a encontraria.  

Ela estava de joelhos no chão, os cacos de vidro cristalinos ao seu redor, a cabeça abaixada com seus cabelos formando uma cortina pesada em volta de seu rosto. Seus ombros tremiam enquanto ela segurava o pulso esquerdo, ensanguentado.  

Chamei-a por seu nome e me ajoelhei em sua frente, meus olhos tão tristes pela cena que era obrigado a ver, e minha consciência me mandando cuidar de seu corte e depois ir embora para minha casa.  

E é óbvio que não foi isso o que eu fiz.  

-Eu me cortei quando quebrei o copo, Junmyeon - ela disse, sua voz saindo tremida.  

-Continue calma, irei limpar esse sangue e fazer um curativo nesse corte. – confortei-a com essas palavras de proteção e com muita calma a fiz se levantar, a sentei na cadeira e busquei pelo kit de primeiros socorros no armário do banheiro.  

O corte era na palma da mão, uma rasgadura aberta e vermelha, brilhante feito a lua da primavera. Eu via os pedaços supérfluos do meu coração saírem de dentro daquela linha vermelha enquanto a limpava com álcool e algodão. Ela não se moveu um momento sequer, parecia uma boneca de pano com olhos tristes e brilhantes. Terminei de enfaixar sua mão e depositei um selar sobre a atadura, ela puxou sua mão para si e levou seu pé descalço ao meu peito. 

-Eu vejo a maneira como me olha, Junmyeon – sussurrou ainda voltada para baixo, eu permaneci imóvel, minha respiração começando a acelerar. - Você é meu melhor amigo. Nem os avisos dos nossos amigos sobre seus sentimentos por mim foram necessários, bastava fingir que não notava seus olhares apaixonados sobre mim, ou a maneira que tentava os desviar quando achava que eu não estava olhando.  

Ela engatilhou, seu dedo estava pronto para puxar o gatilho.  

Passei a língua pelos lábios secos e esperei.  

Ela levantou e cabeça e mordeu o lábio, tentando sorrir para mim. Até mesmo naquela situação triste eu enxergava nela a mais pura beleza.  

Eu me importava tanto com ela, mais do que comigo mesmo.  

Eu estava pronto para o primeiro tiro.  

-Você não quer me ter?  

Por favor, não faça isso comigo... achei que a primeira bala não seria tão certeira.  

Eu não disse nada, eu não queria pronunciar em palavras a irremediável verdade que gritava em minha cabeça.   

-Me responde logo! – ela forçou seu pé em meu peito e me empurrou com força, caí de costas naquele chão frio.  

-Você está noiva. – pronunciei com angústia.  

-Verdade... – segredou com lentidão. - Mas agora ele vai ficar do outro lado do país por mais três meses... vai deixar um vazio aqui por mais três meses de novo... – ela levou a mão enfaixada até o peito e apertou o cardigã, seus olhos tão tristes.  

Ela tombou a cabeça para o lado e deslizou da cadeira, veio gatinhando até mim com aquele sorriso que sempre adorei, mas que naquele momento me causou calafrios.  

Eu não a impedi de vir até mim e sentar em meu colo.  

Ela passou as mãos pelo meu pescoço e entrelaçou os dedos em minha nuca.  

-Preencha o vazio que ele deixou, Junmyeon. – ela sussurrou no meu ouvido entre suas lágrimas.  

E como qualquer outro jovem apaixonado, eu atendi o desejo da minha amada.  

Sem me importar comigo ou com o que viria a acontecer no lamentável futuro.  

Meu primeiro ato fora segurar seu rosto entre minhas mãos com muita delicadeza, tomando todo o cuidado para que ela não se desmontasse, beijei cada uma de suas bochechas, limpando com meus lábios seu choro.  

-Eu te amo tanto. – confessei com os lábios em sua bochecha antes de leva-los até seus semelhantes secos.  

-Eu sei. – ela tentava dizer enquanto me beijava e começava a rebolar lascivamente sobre meu membro, em resposta acabei mordendo seu lábio e fingindo uma estocada lenta, ela gemeu em deleite.  

Distribuía meus beijos pelo seu pescoço enquanto ia abrindo os botões de seu cardigã com lentidão, deslizei a roupa pelos seus ombros e beijei os mesmos, naquele momento expostos somente para mim.  

-Tão linda... – sibilei com meus olhos concentrados nos dela enquanto a deitava delicadamente naquele piso, passei a ponta dos dedos pelos seus seios e os desci pela barriga, sua pele se arrepiando por onde os toques percorreram.  

-Faça logo, Suho – ela me chamou pelo apelido, completamente extasiada.  

E então eu fiz, a fiz minha.  

 

Pelas semanas que se seguiram, ela sempre me procurava depois de falar com seu noivo.  

A arma já estava sendo engatilhada, eu apontava para o noivo dela e ela apontava para mim.  

Aquele era o pequeno crime dela, e por consequência, o meu também. 

 

Até que em uma noite, ela me deixou sozinho no alvo.  

-Semana que vem Yixing está de volta – ela disse com inocência, se levantando da cama e vestindo minha camisa preta do Patolino que estava pendurada na cabeceira.  

-Pensei que tinha dito que ele só voltaria mês que vem – comentei como quem não sabe nada, meu coração já se encolhendo, com medo.  

-Ele foi liberado.  

-Ah! 

Continuei deitado na cama por mais alguns minutos até decidir levantar, vesti uma calça moletom e segui até a cozinha, a encontrando de frente para o fogão, fritando ovos. Ela só sabia fazer aquilo para comer. Ovos e macarrão instantâneo. Eu gostava de cozinhar para ela quando ela reclamava de fome.  

-Então, você vai terminar com ele? – falei de uma vez. 

-O que? Mas é claro que não! - ela se virou para mim, a expressão condoída. - Achei que você soubesse, Suho. Achei que soubesse desde o início.  

Não. Oh, por favor não.  

Apertei os punhos sobre a bancada e tentei manter a calma, calafrios desconfortáveis percorram meus braços.  

-Está tudo bem pra você, não é? - ela retornou, preocupada.  

-Não, não está tudo bem – sussurrei com tristeza, segurando as lágrimas. - Por que, desde o início, continuou dormindo comigo e agindo como se fôssemos um casal quando na verdade, na verdade estava apaixonada por ele?  

-Eu pensava nele quando estava com você.  

Me senti metralhado, a olhando do chão; seus olhos poderiam estar marejados, mas por trás daquelas lágrimas não havia nada além do vazio no qual ela sempre me deixou preso, me mantendo refém por uma arma apontada contra meu peito. 

A encarei com incredulidade, me recusando a acreditar no que acabara de ouvir.  

Deixei o choro silencioso escorrer.  

-Como pôde pensar nele sem sentir desgosto de si mesma? 

-Porque você fazia eu me sentir a melhor mulher do mundo – ela sorriu triste, pensei ter visto um brilho de arrependimento naqueles olhos mentirosos. - Me desculpe, eu nunca devia ter feito aquilo com você. Acabei achando que seus sentimentos por mim eram passageiros e com isso acabariam após termos transado... 

-Por favor, pare de falar. – pedi, me levantando e voltando para o quarto.  

Ela veio até mim e segurou meu ombro. 

-Junmyeon... 

-Eu vou ficar bem. – falei alto e me afastei de seu toque.  

Ela nunca mais apareceu na minha casa depois daquela noite.  

 

Me escorei num poste perto do bistrô, daquela posição eu podia ver muito bem lá dentro.  

Ela e ele, de mão dadas. Sorrindo feito dois idiotas.  

Ele colocou uma caixinha pequena sobre a mesa e um cara com um violino apareceu segundos depois, ela sorriu e tapou a boca com as mãos.  

Eu ri.  

Ela detestava romantismo hiperbólico. Tenho certeza que devia estar morrendo de vergonha por dentro.  

Apenas um pedido verdadeiro e direto após o almoço de domingo já seria o suficiente para ela dizer um 'sim' no meio de lágrimas de felicidade.  

Mas isso não importa mais agora.  

Eu apenas queria me certificar de uma última coisa.  

Me certificar de que ela ficaria bem, fiquei feliz pois ela estava feliz.  

Diferente de mim. 

Ela ficará bem.   

Diferente de mim.  

Ela não foi baleada.  

Diferente de mim. 

Ela não está machucada.  


Notas Finais


if you wanna hurt me, baby just hurt me >> https://www.youtube.com/watch?v=g2X2LdJAIpU

obrigada por ter chegado até aqui <3


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