História Shooting stars. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Sam Winchester
Tags Cas, Castiel, Dean, Destiel, Spn
Visualizações 128
Palavras 1.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me digam o que estão achando e as opiniões de vocês, meus amoresssss!!!!!

Capítulo 4 - Capítulo três.


Castiel.

"Cas, eu preciso de você."

Meus pensamentos e sentimentos estão misturados, foi apenas ouvir a voz quebrada de Dean e me sentir ruir também.

Eu o pedi cinco minutos para vestir qualquer coisa, mas que ele já podia vir me buscar.

E ele o fez.

Porque a buzina soou lá fora e eu estava com medo girar a maçaneta e o encontrar mal e não saber reagir, de não poder o fazer se sentir melhor, eu apenas queria saber que arma no mundo poderia o deixar mal, porque para mim ele era inabalável. Queria saber para poder destrui-la e nunca ter que o ver mal.

Eu não sabia o que sentia, mas certamente não era só atração, não mais.

Quando finalmente consegui sair de casa, corri até o carro de cabeça baixa, abri a porta e finalmente o encarei quando sentei no banco.

Seu sorriso não estava presente, em seus olhos não haviam lágrimas, mas eu sabia que ele havia chorado.

Coloquei minha mão sobre a sua e a apertei.

- Dean, o que houve?

- Nós podemos ir à um lugar?

- Nós podemos ir onde você quiser.

E ele dirigiu por um tempo, ao meu ver muito longo, em silêncio.

Coisa que outrora, seria normal para nós, mas hoje seu silêncio era cortante e parecia gritar alto demais para mim.

Mas sua mão estava sobre a minha e volte e meia ele a apertava, talvez buscando conforto, ou passando conforto para mim.

Sei que quando chegamos era apenas um pequeno lugar, vinte e quatro horas onde ele comprou dois potes do meu sorvete favorito. Ele nunca esquecia de nada.

- Nós podemos conversar agora, Dean? Não que eu esteja te pressionando, mas estou preocupado...

- Então você se preocupa comigo?

- É isso que amigos fazem, certo?

- Nós somos amigos, então?

- Nós temos sido muita coisa por muito tempo e ainda assim, as vezes parecemos não ser nada.

- Eu recorri a você, não foi? Eu poderia ter ligado para o seu irmão que é meu melhor amigo ou qualquer amigo meu, mas eu liguei para você. Porque eu não queria ver eles ou os ouvir, eles não são você.

- E você me queria?

- Eu quero você.

O pote de sorvete caiu da minha mão, mas eu continuava parado, ele disse que me queria, certo?

- Digo, eu queria ver você, você me perguntou se eu o queria, eu queria o ver. - E minhas chances quase nulas, foram aniquiladas.

- Então, vamos!?

- Para onde?

- Me siga,  pequeno Cas. E você verá!

O carro permaneceu trancado no estacionamento daquela lojinha de posto no meio do nada e nós seguimos a uma trilha não muito longe. Ou ele iria me sequestrar ou iria me sequestrar e me matar. Deus, eu acabei de falar como a Liv e o Sammy.

- Nós faremos uma trilha?

- Sim, você está com medo?

- Não, você irá me matar?

- Eu nunca faria mal a você, Cas. Mas não digo isso sobre outras pessoas.

- Bom Senhor, Dean, se você dissesse para mim que matou alguém, eu te perguntaria onde você gostaria de esconder o corpo, esse é o poder que você exerce sobre mim. - Me arrependi na hora que disse,  mas quando ele virou para mim, pude ver seus olhos brilharem a primeira vez aquela noite.

- Então eu exerço poder sobre você?

- Ei, Indiana Jones, nós não temos uma trilha para fazer? Eu quero um bom resultado ou quando decidir me sequestrar novamente, eu não toparei.

- Você vai gostar, eu tenho certeza. Eu venho aqui quando estou confuso ou quando quero pensar.

- Quantas conquistas você já trouxe aqui?

- Você é a primeira!

- Então eu sou uma conquista?

- Você claramente seria a todo o prêmio da loteria. Você ganhou sem nem ter entrado na disputa,  Castiel.

- Você está flertando comigo, Winchester?

- Depende, está funcionando?

- Oh, você terá que prosseguir para saber.

E ele pegou em minha mão, me puxando pela trilha e olhando por entre as árvores, as vezes ele sorria, mas era um sorriso cansado e eu sabia que seja lá o que tenha acontecido, foi sério.

A trilha durou apenas vinte minutos, e como ele disse, valeu a pena.

Eu estava encantado, era uma praia no final da trilha e nós podíamos ver no mar duas ilhas se encontrando. O céu não estava tão estrelado, mas pelo menos não haviam fios atrapalhando a vista e aquilo era de longe o lugar mais lindo que já vi.

Por estar a noite não haviam pessoas na praia e eu agradecia por passar mais momentos a sós com Dean.

Questionando minha sanidade, porque além de bonito, isso era fodidamente perigoso.

Mas eu estava com Dean e o que podia ser melhor?

Meu Senhor, no que Samuel está me transformando?  Um romântico incontrolável? O que Liv diria se me visse agora? Riria de mim, e depois diria que minhas chances de ter uma transa com o irmão do meu melhor amigo subiram 30%.

Uma transa na praia, exótico.

- Venha, vamos sentar e conversar. - Dean me tirou de meus pensamentos sórdidos.

- Eu vou contar por cima, ainda não estou preparado para falar sobre isso, não consigo lembrar de todo o mal que isso nos causou, mas eu preciso que me escute e só fale quando eu terminar.

- Tudo bem.

- Veja, você já está falando. Vamos lá. Hoje fazem sete anos que meu pai foi embora. Sete longos anos remoendo todo mal que ele nos causou, um dia, eu te contarei tudo e com detalhes, mas hoje dói e eu prefiro apenas te contar o que eu estou sentindo agora...

Eu apenas assenti e segurei a sua mão, querendo passar qualquer tipo de conforto a ele.

- Eu e Samuel éramos muito apegados ao nosso pai, eu já era um adolescente e via as coisas ruins que ele fazia, mas Sammy só tinha dez anos, ele não podia entender, se eu não entendia, como poderia querer que ele entendesse? Cas, eu sinto tanta falta, eu queria que isso não tivesse acontecido ou que minha família conseguisse seguir, mas minha mãe está sempre mal, no dia de você é ainda pior.

Sammy nunca conseguiu entender, ele acha que todos vão o deixar porque John nos deixou,  ele acha que você e Liv o deixarão, que ele ficará sozinho.

Eu não aguento mais ver minha família mal, eu tenho pavor de não conseguir os proteger, não conseguir os salvar,  eu quero morrer só de pensar em qualquer coisa acontecendo a eles...

Deus sabe como fiquei feliz quando você e Liv entraram na vida de Sam, eu tinha medo de que ele permanecesse trancado, tinha medo de que se tornasse uma pessoa sozinha, mas então vocês chegaram, Liv dizendo tudo o que acha, estando sempre certa e dando ótimos conselhos e você, com os olhos mais azuis que eu já vi, o ajudando, o abraçando quando ele precisava e vindo com seus "Sammy,  isso não é certo e eu espero que você não esteja falando sério."

Eu amei vocês ali, eu amei vocês quando vocês amaram meu irmão e o tiraram do mal que ele poderia ter...

Seus olhos estavam marejados e eu apenas o abracei, o mais forte que pude, querendo puxar pata mim toda a dor que ele sentia, todo mal que havia ali.

- Dean, você é uma pessoa maravilhosa. Sua mãe é uma mulher tão guerreira e Sammy é uma pessoa tão corajosa. Vocês são todos bons e vão passar põe isso, você não vai falhar com ninguém e não vai cair, eu não te deixarei cair.

O aperto ficou mais forte e eu sentia suas lágrimas molharem minha camisa. Assim continuamos por alguns minutos ou bem mais que alguns minutos, não fazia diferença, éramos apenas nós e isso era perfeito.

- Então, esse é aquele nosso encontro?

- Bom, nós acabamos chorando abraçados em uma praia deserta, você terá que fazer melhor, CowBoy.

- Quando posso te levar a um encontro?

- Quando você quiser.

- Nós dois, amanhã, na pista de patinação.

- Eu não sei patinar, Winchester!

- Para tudo tem uma primeira vez - ele cantarolou - Vamos, ou seus pais acordarão e eu ainda não terei te deixado em casa.

- Eu não me importaria de continuar com você, mas eventualmente, acabarei dormindo.

- Creio que não conseguirei dormir.

- Vou faltar a aula, vamos para sua casa eu te colocarei para dormir.

Ele riu alto, eu ri junto, mas nós realmente fomos para sua casa.

Mãos dadas, respirações calmas e corações acelerados, éramos sempre nós quando estávamos juntos, mas parecíamos estar um passo a cima e eu não pretendia retroceder.

- Bom dia mamãe, sai cedo para passar na casa do Sammy,  volto a noite.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...