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História Shot (Malec Lemon) - Capítulo 1


Escrita por: BaneStan_88

Capítulo 1 - Capítulo Único - I'm In Love With a Criminal


Fanfic / Fanfiction Shot (Malec Lemon) - Capítulo 1 - Capítulo Único - I'm In Love With a Criminal

 Magnus podia ouvir o ruído oco das balas, que atingiam os vidros e a lataria da sua picape com alto sistema de blindagem enquanto ele dirigia velozmente sobre o asfalto.

 Tinha saído sozinho naquele dia, portanto não podia deixar outro conduzir o volante e se esgueirar pela janela, enchendo o carro que o perseguia de tiros de fuzil.

 Mas ele já sabia como escapar da situação: seguiu até a entrada da velha e conhecida estrada coberta pela lama, então entrou com tudo no lamaçal.

 Magnus conseguiu guiar muito bem o seu veículo com tração nas quatro rodas pelo caminho, sem maiores dificuldades. Mas o carro comum que vinha atrás dele logo atolou no barro, tornando impossível que pudessem continuar a segui-lo.

 — Yeah! Uhuu! Isso é para vocês aprenderem a não mexer com Magnus Bane! – comemorou ele, aos gritos e batendo com as mãos espalmadas no volante.

 Depois de seguir dirigindo sobre a lama por alguns minutos, ele entrou no atalho entre as árvores, que facilmente passaria despercebido se você não soubesse exatamente onde ficava. Acelerou ainda mais, ansioso e sabendo que também era esperado com ansiedade.

 Não demorou muito para avistar o pequeno chalé de madeira escura, com o tradicional telhado de duas águas e a aparência charmosa e rústica. Seu coração acelerou, como sempre acontecia quando estava chegando em casa.

 Magnus estacionou sobre o gramado em tom de verde vivo na frente da construção, e desceu da picape, já pescando o molho de chaves do bolso.

 Assim que destrancou e abriu a porta, deu de cara com Alec, em pé em um dos cantos do cômodo. Segurava a pistola automática que ele havia lhe dado meses atrás e tinha uma expressão de alerta no rosto.

 — Ei, calma aí garotão! – disse Magnus, erguendo as mãos em um gesto defensivo. – Sou eu!

 O alívio inundou o rosto do outro, que largou a arma em cima da cornija da lareira e correu até ele, se atirando em seus braços e lhe cobrindo o rosto de beijos.

 — Magnus! Eu pensei que você estivesse morto! – disse, com a voz cheia de pavor.

 Ele riu, antes de retrucar:

 — Você sempre pensa que eu morri, Alexander. Cada vez que saio para resolver algum assunto referente aos meus negócios fica paralisado com a possibilidade de que eu não volte mais para você. Mas eu voltei, baby. Estou aqui, são e salvo. – afirmou Magnus, segurando o rosto dele entre as mãos, cheias de calos pelo manejo constante das armas.

 Se o dissessem há alguns anos que um dia ele esperaria ansioso pela hora de voltar para casa, Magnus provavelmente daria gargalhadas na cara do indivíduo. Ele nunca foi o tipo de homem que se apegasse a nada nem ninguém, que se deixasse envolver completamente por outra pessoa. Seu estilo de vida nem lhe permitia isso, aliás.

 Mas tudo mudou quando acabou se ferindo seriamente durante um assalto. Depois de dirigir por horas a fio, perdendo sangue direto, se viu obrigado a parar em uma cidadezinha do interior. Precisava passar em uma farmácia, comprar algumas coisas e cuidar dos seus ferimentos.

 Assim que entrou no estabelecimento e começou a revirar as prateleiras, em busca de fio e agulha de sutura, gaze, antisséptico e esparadrapo, acabou chamando a atenção do atendente.

 Ao vê-lo segurar a lateral do abdômen por cima da camiseta ensanguentada e com o rosto franzido de dor, Alec ficou alarmado e se aproximou, perguntando o que tinha acontecido e se ele precisava de ajuda.

 Obviamente Magnus mentiu, dizendo que havia se machucado durante uma briga em um bar. O farmacêutico aceitou sua explicação sem mais perguntas e se ofereceu para cuidar do corte, lhe dando pontos e preparando um curativo. Cansado e com dor, Magnus acabou cedendo e aceitou a oferta.

 — Pronto. – disse Alexander, depois de terminar o trabalho. – Não sou enfermeiro e os pontos podem não ter ficado nenhuma maravilha, mas ao menos serviram para estancar o sangramento. O corte foi profundo, você deveria procurar um pronto socorro agora, lá eles podem tratar melhor do seu ferimento.

 Ele assentiu, ainda que soubesse muito bem que jamais poderia pisar os pés em um hospital. Enquanto o outro lhe suturava, Magnus ficou prestando atenção no rosto dele, no modo como franzia a testa e pressionava os lábios carnudos e brilhantes enquanto se concentrava no que estava fazendo. Ele o achou lindo, com aquela pele pálida e os olhos de íris azuis da cor do céu. A barba malfeita contrabalanceava com sua aparência jovial, deixando o rapaz com um ar mais adulto e muito sexy. Ficou imaginando como seria beijar aquela boca vermelha como uma cereja e entrelaçar os dedos naqueles fios de cabelo grossos e negros.

 E não demorou muito para descobrir. Depois de se hospedar e passar a noite em um hotel nas redondezas, Magnus não resistiu a aparecer novamente na farmácia no dia seguinte e convidá-lo para sair.

 Alec surpreendentemente aceitou o convite e os dois foram tomar um drinque em um bar ao fim do expediente dele. E sua surpresa foi maior ainda quando terminaram a noite na cama do seu quarto na hospedaria, totalmente entregues a luxúria.

 Então Magnus não resistiu, alugou um apartamento e permaneceu na cidade por um tempo, sempre se encontrando com Alexander e desfrutando daquele corpo sarado e cheio de possibilidades prazerosas.

  Ele tentou se convencer de que era apenas uma pausa no estresse da vida de crimes, que o encantamento pelo jovem com a beleza de um anjo logo passaria, mas a verdade é que se viu cada vez mais envolvido por o outro.

 É claro que não conseguiu esconder do rapaz seu estilo de vida por muito tempo. As mensagens e telefonemas recebidos constantemente e atendidos sempre às escondidas, o arsenal de armas no porta malas do carro, o colete à prova de balas guardado no fundo do armário... Tudo isso deixou Alec muito desconfiado.

 Havia algo no outro que o fazia querer sempre dizer a verdade e se revelar por inteiro, então quando deu por si, Magnus já estava confessando todas suas atividades criminosas.

 E aí veio outra grande surpresa: Alexander aceitou razoavelmente bem sua revelação. E não demorou muito tempo para que abandonasse a própria vida, a fim de segui-lo onde quer que fosse, se expondo aos mesmos riscos que ele corria.

 Pensando na segurança dele, Magnus lhe ensinou a atirar e descobriu que o rapaz era surpreendentemente talentoso. Poderia facilmente fazer parte de sua gangue, mas ele jamais permitiria que Alexander se arriscasse a esse ponto.

 Então comprou um chalé escondido no meio do nada, onde os dois viviam juntos e para onde ele sempre voltava ao fim do dia, para o seu anjo de corpo pecaminoso e olhos azuis.

 E agora estava ali mais uma vez, com Alec enroscado nele, lhe apertando entre os braços e correndo as mãos por toda sua estrutura física. Era como se quisesse se certificar de que Magnus estava mesmo inteiro, sem nenhum pedaço faltando.

 — Por que você insiste em se arriscar tanto, amor? – questionou, soltando um muxoxo aborrecido e o agarrando com mais força. – Poderia colocar outros membros da quadrilha para fazer esses serviços perigosos. Afinal, você é o chefe, aquele que comanda tudo.

 — Justamente por isso é minha obrigação me envolver, baby. – respondeu ele. – Nós somos mais do que uma gangue, somos uma família. Não posso deixar meus irmãos na mão.

 Alexander começou a pressionar seus ombros com os dedos longos e pálidos, sentindo os nós nos músculos.

 — Você está muito tenso, Magnus. Deve ter sido um dia difícil, não? – o outro sorriu maliciosamente, antes de completar: – Mas, agora que está em casa, me deixe te ajudar a relaxar.

 Então ele se deixou ser guiado aos tropeços para a imensa cama king size, que ficava no espaçoso quarto do chalé, enquanto Alec colava os lábios nos seus, em um beijo quente e apaixonado.

 Quando se tratava de seus negócios, Magnus estava sempre no controle, mas da porta do chalé para dentro, quem mandava era Alexander. Ele deixava o outro fazer gato e sapato de si, e o pior é que gostava.

 Alec o jogou de costas sobre o colchão macio e começou a tirar suas roupas. Primeiro desabotoou a camisa com cuidado e retirou o colete à prova de balas que estava por baixo, expondo seu abdômen bronzeado e definido. Se inclinou e deu uma lambida nos gomos saltados de seu tanquinho, e ele não conseguiu evitar gemer, por causa do arrepio percorrendo sua espinha que o gesto provocou.

 Alexander desafivelou e tirou seu cinto, atirando o acessório no canto do quarto. Fez o mesmo com suas calças e sua cueca, que largou ao lado da cama, sobre o felpudo tapete branco. Depois começou a se despir, deixando Magnus assistir enquanto o corpo dele se revelava cada vez mais e seu próprio membro ficava ereto e duro como uma pedra.

 Já também completamente nu, o rapaz se posicionou entre suas pernas, se curvou para a frente e o colocou na boca.

 Magnus suspirou, se permitindo relaxar e preparado para o prazer que estava prestes a sentir. Alec sabia usar os lábios e a língua nele como mais ninguém havia usado antes.

 Quando o outro lambeu sua glande com um movimento longo e fluído, ele arqueou o corpo, levantando as costas dos lençóis de algodão egípcio e soltando um gemido agoniado de tesão. Ao ver sua reação, Alec ergueu os olhos para ele e sorriu, satisfeito.  

 Seu sangue já tinha se tornado fogo líquido, queimando o interior de suas veias, e seus músculos já se contraíam com espasmos violentos quando de repente o parceiro parou de usar a boca para estimulá-lo e Magnus soltou um resmungo de reclamação.

 — Calma aí, Mags. Eu estou apenas começando. – afirmou Alexander, e ele se arrepiou ainda mais com seu tom debochado e ao ouvi-lo lhe chamar pelo apelido que só o outro costumava usar.

 Magnus foi virado de bruços sobre o colchão e Alec voltou a se posicionar entre suas pernas afastadas. Então se inclinou para a frente mais uma vez, pousando as mãos quentes em seus ombros e deslizando as palmas lentamente por toda a extensão da pele macia e morena de suas costas.

 Quando chegou ao traseiro redondo e durinho, lhe deu dois tapas fortes e inesperados, um em cada uma de suas nádegas.

 Magnus soltou um arquejo de surpresa, depois riu.

 — Vejo que você está bastante selvagem hoje, baby. – comentou.

 — Você ainda não viu nada, Mags. – retrucou o parceiro.

 Alec desceu da cama, foi até a cômoda de madeira rústica que ficava no canto do quarto e abriu a primeira gaveta. Antes mesmo que pegasse o que queria lá de dentro, ele já entendeu o que o rapaz tinha ido buscar.

 Alec voltou e subiu engatinhando por cima dos lençóis. Depois passou as mãos por baixo de suas coxas e puxou suas pernas, lhe colocando de quatro sobre o colchão. Magnus fechou os olhos quando o outro enfiou dois dedos cheios de lubrificante nele e começou a mexê-los lá dentro.

 Alexander os movimentava com uma precisão enlouquecedora, tocando aquele ponto específico que era capaz de o fazer ver constelações inteiras, cheias de estrelas brilhantes. Ele agarrou o tecido das roupas de cama com força, enterrando o rosto no algodão e deixando um ruído rascante escapar do fundo de sua garganta.

 Alec riu do seu desespero.

 — Já não está mais aguentando, amor? – debochou. – Então me deixe dar aquilo que você precisa. – afirmou, e logo Magnus sentiu os dedos dele sendo substituídos pela ereção potente e pulsante do parceiro.

 O outro começou a mover os quadris com mais destreza ainda do que havia movimentado o indicador e o dedo médio, se é que isso era possível. Avançava e recuava de maneira ritmada, continuando a atingir aquele ponto enlouquecedor dentro de Magnus e o fazendo gemer cada vez mais alto. Caso o chalé não ficasse isolado no meio do nada, sem nenhuma outra casa nas redondezas, com certeza ele poderia ser ouvido pelos vizinhos.

 — Alexander. – murmurou, quase fora de si.

—- O que... será... que os seus... irmãos diriam se... soubessem que o chefão deles... gosta que lhe metam fundo e... forte? – provocou Alexander entre as ofegadas, ao mesmo tempo em que continuava a foder até o cérebro de Magnus.

 Ele viu a escuridão por baixo de suas pálpebras se encher de faíscas reluzentes, como fagulhas escapando de uma fogueira. Seu corpo inteiro se contraía com os espasmos que a proximidade do êxtase provocava, e o mundo se tornava cada vez mais quente e brilhante.

 Alec começou a arquejar alto, murmurando coisas sem sentido, seu nome e palavras de baixo calão, enquanto colidia os ossos da bacia contra suas nádegas, conforme aumentava o ritmo das estocadas. Magnus percebeu que o parceiro também estava perto do ápice e se deixou levar, pronto para que explodissem juntos.

 Então o orgasmo os atingiu no mesmo instante, com uma fúria tão grande que ele sentiu como se fosse parti-los até lhes estilhaçar e deixar apenas seus cacos espalhados sobre a cama.

 Os dois viraram um festival de gemidos, arquejos, murmúrios, suor e tremores, esquecendo que ainda havia um mundo lá fora e apenas se deixando levar pela luxúria.

 Depois que o êxtase passou, os deixando absolutamente fracos, tudo que eles conseguiram fazer foi permitir que seus corpos cedessem e despencassem sobre o colchão, Alec por cima de Magnus. O rapaz apoiou o rosto na curva sinuosa de seu pescoço, plantando um beijo delicado na pele ainda arrepiada.

 Muitos minutos se passaram até que se considerassem recuperados o suficiente para voltarem a se mexer. O outro rolou para o lado e ele se virou, ficando de barriga para cima. Então Alexander chegou mais perto, se aconchegando em seu corpo, a cabeça apoiada sobre o seu peito.

 — Mas eu estava falando sério, Mags. Não gosto nada dessa história de você ficar se arriscando o tempo todo. Tenho medo de que te aconteça alguma coisa. – confessou Alec.

 Magnus suspirou, beijando o topo da cabeça dele e envolvendo o tronco do parceiro com os braços.

 — Não precisa se preocupar, baby. – afirmou. – Sempre tomo muito cuidado. Minha picape é altamente blindada e só saio com meu colete à prova de balas. Tomo todas as providências para poder voltar para você no fim do dia. Não foi isso que eu prometi que faria?

 — Sim. – admitiu o outro. – Mas eu não consigo evitar sentir preocupação. Não posso nem imaginar como seria te perder... Acho que eu morreria também.

 Magnus o puxou, fazendo que ficasse deitado em cima do seu corpo, e segurou o rosto dele entre as mãos. Então olhou dentro daqueles olhos azuis brilhantes e disse:

 — Baby, você não vai me perder. Prometo que não vou a lugar algum, certo? Não precisa ter medo. E eu também me preocupo com você. Que alguém descubra nosso chalé e venha até aqui, só para lhe fazer mal com o intuito de me atingir. Eu iria preferir que me arrancassem um braço ou uma perna do que permitir que te causassem sequer um arranhão.

 — Mas eu tenho a pistola automática e os revólveres que me deu, e aprendi a atirar muito bem. – lembrou Alec. – Se alguém aparecer aqui, sei como me defender.

 — Eu sei, baby. E é isso que me consola e que me dá forças para ir cuidar dos negócios, mesmo te deixando sozinho aqui, no meio dessa floresta. – garantiu ele. – Agora, vamos deixar as preocupações de lado e só aproveitar o fato de que estamos juntos, está bem?

 Alec assentiu, sorridente.

 — Toda essa movimentação me deixou morrendo de fome. Por que você não faz aquele seu espaguete à bolonhesa maravilhoso para nós? – pediu.

 Magnus também sorriu e concordou com a cabeça. Ele não era capaz de negar nenhum pedido a Alec: se o outro quisesse um pedaço da Lua, provavelmente daria um jeito de arranjar um foguete e ir até lá para buscar.

 Então levantou da cama, vestiu apenas a cueca e foi para a cozinha, deixando um Alexander sonolento e ainda nu esparramado sobre os lençóis.

 Todos os dias, o tempo inteiro, ele era membro de uma quadrilha de assaltantes, um chefe de gangue cheio de rivais e policiais que queriam sua cabeça sobre uma bandeja de prata.

 Mas quando voltava para casa com a intenção de ver seu anjo de olhos azuis, Magnus era um homem apaixonado, que preparava macarrão para que os dois matassem a fome pós-sexo.

 E por mais que não fosse capaz de admitir em voz alta, esse era o papel que mais gostava de exercer.

   



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