História Shout Out to My Ex - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinyoung, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Angst, Bangtan Boys, Bts, Fanfic, Got7, Jackbam, Jackson, Jimin, Jinyoung, Jungkook, Kpop, Pt Br, Romance, Taehyung, Vkook, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 104
Palavras 2.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi geeeeente. quanto tempo, hein? ahaha saudades de vcs!
nessa vida corrida de um homem universitário e com mil coisas pra fazer, encontrei um tempinho pra att a fic :D auhauha

eu só quero dizer uma coisinha: preparem o coração e peguem um lencinho x)

particularmente, acho que esse é o capítulo que vai começar a caminhar a fanfic para um outro nível.
se você chegou aqui achando que essa texting seria amor e felicidade, sinto muito, mas...... auhauhaa eu vou te decepcionar um pouco.
o amor realmente nos leva a caminhos complicados.
vamo ver onde isso vai dar? ahahah

no mais, mudei a capa da fic! gostaram? espero que sim!
obrigado pelo carinho de sempre e espero que continuem dando mto amor.

boa leitura, babies!

Capítulo 8 - O mais bonito dos oceanos.


Jimin estava mais concentrado do que realmente gostaria na aula de Análises Clínicas. Por incríveis dois motivos: estava fazendo aquela matéria de novo por ter repetido e porque Jaebum era o professor. E não que ele estivesse desesperado para ter alguém assim, mas é que era… Jaebum. Aquele homem poderia ser categorizado em um nível onde os números não podem ser contabilizados na escala de “o homem mais gostoso”. E, bom, Jimin concordava. Pela primeira vez na vida se sentia feliz por ter entendido finalmente o que era Coprologia e Parasitologia, porque depois de ter repetido nessa matéria no período anterior, entrou em uma enorme crise existencial e acadêmica por ter escolhido Biomedicina como curso de sua vida.

Deu um gole na sua garrafa de água enquanto Jaebum recitava algo sobre alguma doença importante e que cairia nas próximas provas e fitou Jackson ao seu lado. Ele estava ali para cumprir algumas horas extras de estágio, mas somente a sua forma física estava presente, porque sua mente e espírito estavam em um outro local e suas unhas roídas denunciavam isso. A distância entre os dois era muito pequena e Jimin se perguntou algumas vezes se deveria puxar assunto e perguntar se estava tudo bem. Nunca tinha visto aquele homem daquele jeito, desarrumado, pálido, sem maquiagem e apenas com um moletom preto cobrindo todo o seu corpo. E claro, não estava com Bambam do seu lado. Era realmente coisa demais para se considerar e estranho demais após avaliar.

Olhou para o caderno de Jackson e os dois livros que estavam do lado. Seu estojo estava aberto e com todas as suas canetas destampadas. Ele estava realmente nervoso a ponto de ter escrito com todas elas no seu caderno e coisas completamente aleatórias. Jimin tentou ser o mais discreto possível e arrastou um pouco sua cadeira para o lado na tentativa de olhar melhor o que estava acontecendo ali. Por Jackson estar com o capuz de seu moletom, o impedia de ver os movimentos de Jimin, então, para o mais baixo, era uma ajuda.

“Jungkook. Jungkook. Jungkook. Jungkook.
    Irving Farm. Quinto andar. Quinto andar. Quinto andar.
    501. 501. 501. 501.
    Taehyung”.

Jimin sentiu um frio estranho ao ver aquilo. Na sua cabeça rápida e inteligente, para Jackson, tudo sobre Taehyung estava superado e acontecido. E mesmo tendo diversas dúvidas sobre o que aqueles rabiscos com canetas diferentes e feitos com letras garrafais significavam, tentou não demonstrar desespero. O fato de Jackson ter colocado o nome de Taehyung e de Jungkook no mesmo lugar era, de fato, alguma coisa e ele estar com aquela aparência tão devastada não poderia ser sem alguma explicação. Jimin realmente estava agoniado agora. Se movimentou um pouco mais para trás para dar uma olhada em outros rabiscos — estes que Jackson, aparentemente, estava olhando sem movimentar nenhuma parte do corpo.

Após uma vibração e um toque do seu lado, Jimin se assustou e se recompôs em sua cadeira. O celular de Jackson acendeu e ele imediatamente deslizou a tela. Suspirou fundo e encarou o aparelho brilhante em suas mãos sem nenhuma ação de imediato, apenas suspiros frequentes e repetidos. E do seu lado, Jimin tentava ser o mais perto possível de um espião que conseguia, tentando ao máximo conciliar tudo o que estava acontecendo, principalmente porque estava preocupado por Taehyung. De alguma forma, ele estava preocupado. Não era um sentimento muito bom saber que Jackson ainda estava ali presente, fazendo aquilo, tendo uma conexão com seu melhor amigo. Não queria que Taehyung soubesse disso, jamais. Tinha muita raiva do que Jackson fez e não queria que a história se repetisse, não queria ver o amigo em um estado tão deplorável como estava antes de conhecer Jungkook. Jungkook. O nome do outro também estava ali no caderno rabiscado, junto a um endereço e Jimin estremeceu mais um pouco. O celular de Jackson apitou mais uma vez com a chegada de uma outra mensagem e dessa vez o loiro se remexeu na cadeira, colocando um dedo na boca e roendo sua unha enquanto encarava o celular novamente. Era agoniante observar aquele homem assim por tanto tempo. Jimin agiu mais rápido do que pensou que poderia e se levantou, pegando sua garrafa e passando por trás do outro, fingindo que iria pegar mais um pouco de água. Olhou por cima da cabeça de Jackson, que ainda tinha o celular ligado e aberto nas mensagens que recebeu e sentiu um certo pavor pelo que tinha lido ali.

[10:21] J: os dois… estão juntos. Taehyung foi para a casa do outro ontem e ficou lá o dia inteiro.

[10:25] J: a câmera do quarto de Jungkook está instalada. mande o sinal, Jackson.

— Mas que m… — Jimin murmurou baixo ainda de pé atrás do outro, completamente horrorizado e com as mãos e pés tremendo. Viu Jackson se movimentar e virar o pescoço pelo que o mais baixo tinha falado e observou dois olhos o encarando bem abertos, quase como se fosse um pesadelo, então correu rapidamente para fora da sala antes que mais alguma coisa acontecesse ali, deixando Jaebum e outros alunos completamente preocupados.

Ele correu pelo menos quatro prédios fora dali, sentindo seus pés arderem pelo esforço e medo. Tinha essa coisa estranha no peito de que poderia estar sendo perseguido e que algo iria acontecer a qualquer momento. E ainda estava no processo de entender o que tinha acabado de acontecer e o que aquelas mensagens significavam, por mais que fosse óbvio. A questão era que Jimin queria muito negar que todas aquelas peças que tinham se encaixado estavam corretas porque, de verdade, era maluco demais confiar nisso. Não era possível algo nesse nível estar acontecendo ali, na sua frente. E junto com sua respiração fraca, o peito descendo e subindo, seu corpo dolorido pela corrida, sua mente se perguntava o que faria agora. De imediato, pensou em ligar rapidamente para Taehyung e saber se o amigo estava bem e tudo o que estava acontecendo. Mas pensou melhor, pensou pelo menos cinco vezes antes de chegar a uma conclusão. A sua cabeça estava uma confusão. Arrastou as costas no mármore atrás e foi até o chão, passando os dedos pelos seus cabelos finos e secando seu suor.

— Isso… é… loucura. — Disse baixo e negou com a cabeça, querendo fugir do que tinha visto, daquele horror em forma de mensagem. — Jackson não pode estar… isso não...

O olhar de Jackson estava tão vívido em sua cabeça que só de pensar neles, seu coração esquecia sobre como era bombear o sangue no seu corpo. Aqueles olhos poderiam devorar e matar qualquer um e a qualquer momento. Jimin nunca tinha presenciado algo tão horrível assim antes. Em pânico, pegou seu celular e deslizou a tela, discando o número de Taehyung. Tocou uma, duas, três, quatro vezes. Escutou a voz do amigo e ao mesmo tempo que sentiu alívio pelo outro estar ali com ele, esse alívio não era suficiente para espantar o seu pavor. Pensou na onda de terror que poderia desencadear com isso, ressuscitando a situação Taehyung x Jackson novamente, mas era necessário. Se tudo fosse uma brincadeira interna entre todo mundo, ótimo. Mas Jimin se preocupava demais com o melhor amigo para deixar isso passar assim, em vão.

— Tae, a gente precisa conversar. É urgente. Por favor, me encontre no dormitório.

xXx

Seokjin estava tão concentrado e focado naquilo que ao mesmo tempo em que era a própria chama saindo de um vulcão em erupção, também era a calmaria em um dia de chuva fina. Já era natural, era um sentimento muito complicado, mas era natural, pelo menos para ele. O fato de estar com alguém era suficiente, o outro era suficiente pra ele de uma forma que ele gostaria de explicar, mas não conseguia. Entendia perfeitamente os limites entre ética, relacionamento aluno x professor, tudo isso, de verdade, ele realmente entendia. Sempre foi um dos melhores alunos em todos os períodos da faculdade, sempre teve tudo na palma de sua mão quando o assunto era sua performance naquele lugar. Mas era só isso. Parava por aí. O fracasso de sua vida tinha lhe levado para dentro da universidade, porque todo o seu passado lhe deu o que ele entendia como força para poder ter conseguido estar ali. Ter encontrado Namjoon tinha sido uma parte tão boa de sua vida, de seu coração, era tão confortante para o seu coração confuso. Ele amava tanto aquele homem. Amava demais e sangrava por isso, mesmo escondido, mesmo sendo a relação mais estranha possível, era só daquilo que Seokjin precisava: a ideia do outro. Isso o saciava.

Girou a maçaneta da porta da Coordenação, porque ele sabia que Namjoon estaria lá, e entrou. Sorriu com toda graça e felicidade que de fato ele carregava. Aquele homem na sua frente causava aquilo nele, todo esse sentimento de leveza, calma, segurança e paixão. Ver Namjoon era como ter o mais calmo dos oceanos para si, era como deitar e encarar um sol banhando a pele com delicadeza, era simplesmente o sentimento mais intenso e, ao mesmo tempo, mais profundo e reluzente que habitava em Seokjin.

— Eu não consigo formar frases dentro do nosso alfabeto limitado pra dizer o quanto você fica bonito de branco. — Ele disse, vendo Namjoon sorrir um pouco nervoso depois de levantar da cadeira e limpar a garganta. Sempre preciso, tímido, olhando para os lados. — Aconteceu alguma coisa?

— Hum… Eu acho que…

— Você vai vir com aquela de “precisamos conversar” de novo? — Jin sorriu e se sentou em uma cadeira de madeira bem polida que estava de frente pra mesa do outro, que o encarava ainda em pé com uma expressão um tanto indecifrável. — Fale.

    O clima desceu um pouco e mesmo parecendo calmo por fora, Seokjin viu aquele oceano começar a formar ondas intensas. Os dois estavam em um nível onde não precisavam conversar para dizer que se gostavam, mas era muito mais físico da parte de Namjoon do que sentimental — diferente para Jin, que sentia as duas coisas com muita intensidade. Jin cruzou as pernas na tentativa de fazer parar sua ansiedade e pousou as mãos em volta do peito enquanto acompanhava o olhar pelo movimento do outro, que tinha voltado à sua cadeira, agora com os dois de frente um para o outro. E eles poderiam ficar naquilo o dia inteiro; nessa de trocarem olhares sem dizer nenhuma palavra, nisso de se desejarem de longe, de forçarem seus corpos a ficarem separados mesmo que Namjoon conheça cada parte e centímetro da pele, osso e coração de Seokjin.

    — Não acho que você precise de incentivo pra falar, Namjoon.

    — Jin, você…

    — O quê? — Ele perguntou, em um tom mais sério. — Eu já sei o que você vai falar, bem lá no fundo, eu realmente sei… só adiei porque programei dentro da agenda imaginária do meu coração um outro momento pra enfrentar e sofrer por isso, mas, sério, tá tudo bem.

    Namjoon engoliu em seco pelo menos duas vezes dentro do mesmo segundo e intervalo de tempo. Como é possível que ele seja tão devastador assim? A sua cabeça latejava tanto que era difícil fazer essa ligação de corpo e mente com um homem como aquele lhe encarando e tirando as palavras de sua boca e fazendo seu peito descer e subir de agonia.

    — Você não percebe como isso é… tóxico? Já tivemos esse tipo de conversa e mais de uma vez, você sabe… Só que… é diferente agora, não acha? — O professor perguntou com a voz baixa, negando algo com a cabeça, tentando pensar melhor no que dizer. — Eu não quero mesmo te fazer repetir toda matéria só para poder me ver, não quero que você tenha um histórico na faculdade tão ruim assim por minha culpa, não quero que você pule todas as suas aulas para poder me ver ou que decida ficar no campus durante as férias só porque eu… também fico. Isso… é…

    — Amor, não? É a melhor definição do quanto eu sou apaixonado por você. — Jin murmurou com algumas lágrimas se formando no canto dos olhos. — Você não percebe como tudo o que eu faço na vida está relacionado a você? Por Deus, eu sou extremamente apaixonado, Namjoon! Com todas as palavras que existem nesse mundo para definir isso!

    — Eu sou seu professor, Seokjin! — Ele bateu na mesa e limpou uma lágrima que tinha caído de forma involuntária. — Por que você não pode entender que as coisas não são do jeito que você quer? Eu vou me casar, inferno! — Levantou uma das mãos e apontou para uma aliança dourada em seu dedo, fazendo com que o mundo parasse ali mesmo.

    As coisas pelo menos naquele momento tinham entrado em um outro nível de loucura ou algum outro sentimento estático que Jin não conhecia. Ele tinha seus olhos vidrados naquele material banhado em ouro branco que encaixava perfeitamente no dedo do outro e que não tinha notado que estava ali antes, assim como não tinha notado que seu corpo tremia de tantas formas que tinha esquecido como respirava. Estava sentindo um frio na espinha que percorria seus braços, a ponta dos dedos e depois fazia o mesmo circuito diversas vezes, fazendo com que ele tremesse toda vez que isso acontecia. Nunca pensou que pudesse ser atacado daquela forma, daquele jeito, de forma tão brutal e dolorosa. Tinha imaginado que uma hora as coisas chegariam ao seu fim porque, apesar de apaixonado, ele não era tolo. Mas nunca, em nenhum momento de sua vida, imaginou que seria daquela forma. Seus olhos estavam abertos, vidrados, com lágrimas escorrendo por toda parte contra a sua vontade. Suas mãos tremiam tanto, mergulhados na loucura de seu cérebro de não saber o que fazer com seu corpo, seus pés, suas emoções.

    — Eu… Jin, eu… — Namjoon levantou preocupado e se aproximou, com medo de tocar o outro e desencadear mais alguma coisa. — Eu queria tanto que não tivesse sido desse jeito…

    Jin voltou a sentir ar em seus pulmões e engoliu em seco, permitindo mexer seu braço e passou a manga de seu casaco em todo seu rosto para secar suas lágrimas, querendo que sua tristeza também fosse junto. Abaixou a cabeça, evitando a todo custo encarar aquele homem ao seu lado que estava tentando dizer alguma coisa, mas que não conseguia. Se levantou calmamente, colocando a mochila no ombro e lembrando como era andar novamente. Carregar seu coração cheio de amor por Namjoon não era pesado e nada comparado a como doía agora aguentar cinquenta mil pedaços dele quebrado. Saiu do local, sentindo a luz do sol penetrar sua pele branca e pediu a toda e qualquer entidade do céu que o levasse dali, para bem longe, longe dele mesmo, longe de todos os seus desejos, longe de Namjoon.

Já tinha visto o fim muitas vezes em sua vida e de muitas coisas. A questão era que o fim daquilo, para o fim dos dois, ele não estava preparado. Ele só precisava sumir. Dessa vez, talvez, sem volta.

Não existia realidade sem aquele homem. Ele não existiria sem o outro e sentiu que agora seu oceano mais bonito tinha sido tirado dele, junto com seu coração.


Notas Finais


<3


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