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História Show Me How - Michaeng - Capítulo 3


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Notas do Autor


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Capítulo 3 - Ladybug


MYOUI MINA

Chaeyoung me guiou até a porta da casa e no momento que entrei, vi duas mulheres. Uma atrás de um balcão e uma na frente dele.

E, tão rápido quanto um piscar de olhos, ouvi o clique das duas armas que subiram na minha direção.

Eu dei dois passos para trás rapidamente e senti a dor do pé subindo pela perna o que me fez soltar um gemido e Chaeyoung se botar na minha frente.

— Abaixem as armas.

A garota que estava sentada nem sequer se mexeu enquanto a que estava em pé abria a boca para falar.

— Você fodeu as nossas vidas, Chaeyoung, nós estávamos seguindo em frente e de repente você reaparece como se nada tivesse acontecido e traz o inimigo para dentro da nossa casa? Você está de palhaçada, porra? — O dedo dela estava no gatilho e eu sabia que um toque e um desastre ocorreria.

— Ela me libertou, Jihyo, abaixe a arma.

A garota em pé manteu a pose séria do mesmo jeito que a garota sentada, elas não se moveram um centímetro sequer. As duas armas apontadas na direção de Chaeyoung que havia se colocado na minha frente.

— Me dê um bom motivo para eu abaixar a arma.

Chaeyoung riu irônica.

— O que vai fazer com o corpo da princesa, hein? Jogar em uma vala?

— Você sabe que isso nunca foi problema para a gente — a garota sentada disse e eu senti um arrepio subir pela minha espinha. Observando as duas mulheres com seus braços esticados firmemente segurando as armas, eu reparei que elas tinham cicatrizes no braço extremamente similares as de Chaeyoung.

— Dessa vez vai ser, é um membro da realeza.

— Você tem a porra da noção de que o casamento real estava sendo transmitido? Eles cortaram a transmissão subtamente. Nesse momento tem tropas de dois reinos atrás dela — a que estava em pé continuou.

— Mate ela — Chaeyoung começou alto, dando passos para perto das duas. — O rastreador dela vai parar aqui dentro. Nesse momento sua casa é o alvo das tropas, quando eles virem que os batimentos dela pararam aqui dentro, você não sabe o quanto vão sofrer na mão deles.

Rastreador?

— O que?! — A mulher em pé estourou abaixando a arma rapidamente. — Você a trouxe aqui e nem sequer tirou a merda do rastreador dela?

— Eu esperava que vocês pudessem me ajudar com isso.

Foi a vez da que estava atrás do balcão rir, saindo dali devagar. Uma vez que não estava mais atrás, ficou visível sua cadeira de rodas.

— O-o que? Nayeon?

— Isso é o que ter estado do seu lado e ter te ajudado custou para mim, Chaeyoung.

Eu não entendia nada do que estava acontecendo ali. Quem eram as duas? Que diabo de rastreador? Com o que elas ajudaram Chaeyoung e porque ela dizia que estar em uma cadeira de rodas era culpa disso?

Chaeyoung se aproximou do chão, ficando na altura da mulher na cadeira de rodas.

— Nayeon, por favor, eu estou livre. Tudo vai mudar agora.

— Como pode afirmar isso?

Então eu vi os olhos castanhos se voltando na minha direção, ainda apoiada no batente da porta para não fazer força com meu pé machucado.

— Porque agora temos ela.

Agora me tem? Eu não soube se isso era bom ou ruim. Não consegui entender sua entonação e o que ela realmente quis dizer com essa frase. Elas me tem como salvação ou como um sequestro? Eu me livrei da prisão que era o castelo real para ir parar em outra? Lembrei de quando Chaeyoung disse que ao sairmos da floresta seguiríamos nossos próprios caminhos e nada fez sentido mais. Se era realmente assim, por que ela havia me trazido até aqui? Ela tramava alguma coisa contra mim?

Eu não duvidava.

Ouvi o suspiro audível saindo das duas ao mesmo tempo, ao que elas se entreolhavam e Chaeyoung tornava a se levantar. A em pé voltou a colocar a arma na cinta em sua calça enquanto a sentada encaixava a sua arma no compartimento em sua bota.

— Nayeon, pode hackear o sistema e colocar a localização dela para distante daqui enquanto tiramos essa merda? — A em pé disse, sua voz aumentando conforme ela sumia por uma porta. Observei a sentada voltar para trás do balcão e abrir dois notebooks.

Chaeyoung se aproximou de mim.

— Quem são elas? — Perguntei baixo e ela pareceu hesitar em me falar.

— Park Jihyo e Park Nayeon — disse por fim. — Elas são irmãs, e sobre o que vai acontecer agora: é melhor você não relutar, princesinha. É para o seu bem.

Princesinha.

Ainda me atormentava o jeito que ela pronunciava a palavra com ironia na voz, como se fosse algo ruim.

— O que vai acontecer? — Foi tudo que eu perguntei.

Chaeyoung apenas deu um sorriso de lado ao invés de me responder.

— Eu entrei no sistema. Eles provavelmente já estão seguindo o rastreador, mas posso mudar o histórico para como se ela nunca tivesse virado em nossa rua. Faço isso? — A garota atrás do balcão disse.

— Sim — confirmou Chaeyoung.

Pouco tempo depois, a que havia sumido pela porta voltou segurando uma maleta e um cachorro raivoso pela coleira. Ela amarrou a coleira dele no pilar de madeira que havia no centro do que eu chamaria de sala – era muito pequeno.

— Venha cá — sinalizou para mim indicando o sofá. — Também precisarei de você, Chaeyoung. Precisamos de rapidez então não tem tempo para a anestesia agir.

— Nunca usamos anestesia com ninguém — disse Chaeyoung me empurrando pelo ombro até perto da mulher que havia se sentado na mesa de centro e agora abria a maleta, mas então olhou para a que me empurrava.

— Ela é uma princesa, Son. Acha mesmo que é fortinha o suficiente pra lidar com a dor?

— Eu estou aqui — grunhi não entendendo mais nada. Que dor?

A mulher sorriu levemente irônica para mim.

— Sente-se. Myoui Mina, eu sou Park Jihyo, e agora você tem que cooperar comigo.

Eu não respondi ao que Chaeyoung ne empurrou para sentar no sofá na frente da tal Jihyo. Observei ela pegar duas luvas de dentro da maleta e colocar um pano no chão entre nós duas. Ela pediu para que eu esticasse o braço direito, e eu, hesitante e sem saída, estiquei.

Jihyo, com as mãos enluvadas, pressionou com o dedão o comprimento da parte inferior de meu braço como se procurasse algo que não demorou para encontrar.

— Segure ela — disse e logo eu senti Chaeyoung se apoiando com um dos joelhos ao meu lado no sofá. Uma de suas mãos cobriu minha boca fortemente sem pena de me machucar ou não enquanto a outra segurava minha nuca por trás para me manter firme, quando eu vi Jihyo puxando uma faca da maleta.

No momento eu tentei gritar e puxar meu braço, mas as duas foram extremamente mais fortes do que eu, Chaeyoung soltando a minha nuca para puxar meu outro braço para trás de meu corpo e pressionar a lateral do meu com o dela para me impedir de puxar o braço para a frente novamente e tornando a levar a mão para minha nuca.

— Quanto mais você se mexer, mais vai doer — disse Jihyo e eu senti minha visão embaçar logo após ela mergulhar a faca em uma vasilha do que parecia álcool e começar a abrir a pele do meu braço.

Senti a mão de Chaeyoung mais forte na minha boca fazendo o grito entalar na minha garganta. O corte que Jihyo fez não foi grande, devia ter no máximo 3 centímetros, até que ela enfiou a faca mais para baixo na minha carne e eu vi uma coisa de metal pequena escapar para fora. Ela pegou com os dedos e largou a faca no chão, colocando um pano sobre o meu corte e pedindo para Chaeyoung pressionar.

Logo que ela soltou minha boca o grito escapou.

— O que foi isso?! — Minha voz saiu arrastada e sofrida.

— Os batimentos pararam, mais cinco segundos e eles param de registrar como falha do sistema — disse a garota atrás do balcão. Eu vi Jihyo enfiar o negócio de metal que saiu do meu braço em uma seringa grossa e se aproximar do cachorro, injetando a mesma nele e apertando sem dó ao quem um barulho estranho saía. O cachorro que já era inquieto uivou. — Tudo bem, foi a tempo. Os batimentos voltaram.

— Continue segurando — disse Jihyo olhando Chaeyoung. Minha cabeça ainda latejava de dor ao que o sangue que escorria de meu braço caía na toalha sob meus pés.

— O que foi isso? — Eu perguntei de novo com minha voz de autoridade enquanto Jihyo saía da mísera casinha com o cachorro na coleira.

— Isso? Isso era um rastreador que todos recebem ao que nascem nesse seu reino, princesinha. Jihyo colocou o seu no cachorro e vai soltar ele na rua, e então seus guardas vão seguir esse sinal até encontrar o pobre cachorro em algum lugar.

— R-rastreador? — a dor emanava de meu braço e de meu pé e eu não sabia como estava aguentando, as palavras que saíam de minha boca se arrastavam para conseguir serem faladas.

A porta da casa bateu e eu vi Jihyo se aproximando, tirando as luvas e colocando outras. Ela pediu para Chaeyoung sair e dessa vez a mesma se sentou atrás de mim, me tendo entre suas pernas. Ela puxou minha cabeça fazendo eu encaixar a nuca em seu pescoço e tornou a colocar uma mão cobrindo minha boca, enquanto seu outro braço agora me abraçava pela frente mantendo meu braço esquerdo preso e o outro esticado nas mãos de Jihyo.

Daquela forma, eu apenas pude enxergar o teto e engolir meus gritos de dor enquanto sentia a agulha costurando meu braço.

Tentei focar em qualquer outra coisa que não fosse a dor escandalosa e a primeira coisa que senti foi o cheiro delicado de Chaeyoung, claramente não era um cheiro que se encaixasse com ela. Era um perfume doce que ainda estava lá mesmo após as horas que ela caminhou na floresta.

Eu não sei a quanto tempo ela estava presa e eu não sabia o porquê, mas eu sabia que ela era importante se era mantida dentro do Palácio. E é óbvio que ela tinha cuidados. Chaeyoung com certeza era bem alimentada e bem cuidada. Em troca de que? Eu não sei.

Me senti inebriada naquele cheiro doce e no aperto forte de sua mão me puxando contra ela que me permitia sentir seus batimentos contra as minhas costas.

Eu achei que estava saindo de mim e que iria desmaiar quando Jihyo soltou meu braço.

— Vou passar uma pomada anestésica para diminuir a dor, agora — informou ela e senti Chaeyoung soltando minha cabeça, me permitindo ver a costura em meu braço que certamente deixaria uma cicatriz. Era por isso que todas elas tinham a mesma cicatriz, então?

— Por que não passou antes? — Perguntei emanando um pouco de raiva através da minha voz apesar da minha fraqueza no momento.

Ouvi a risada de Jihyo e o riso fraco de Chaeyoung perto do meu ouvido. Eu era uma piada para elas?

— Tive meus motivos.

Devagar Chaeyoung saiu de perto de mim, se levantando e me fazendo sentir a falta de seu calor contra meu corpo. Talvez fosse minha pressão baixando e a febre surgindo diante de tudo isso, mas agora eu estava com frio, mesmo que fosse verão.

— Ela tem um machucado no pé que está com a bota. Acha que pode resolver? — Perguntou Chaeyoung. Jihyo puxou minha perna e apoiou meu pé em seu colo, puxando a bota fora devagar.

— Você andou descalça na floresta? — Perguntou Jihyo tocando de leve com sua luva na região de meu pé que estava inchada e latejando. Apenas confirmei com a cabeça. — Não devia fazer isso. Nessa região crescem Acácias Espinhosas e apesar de serem inofensivas em relação a venenos e muitas vezes usadas para misturar com alimentos, os espinhos delas não são brincadeira. Você deu sorte que ele não entrou inteiro e nem ficou no seu pé, ou esse furo seria muito mais fundo.

Jihyo era inteligente de um modo que me surpreendeu. Será que por acaso ela tinha formação em medicina ou algo do tipo?

E, se tinha, por que escolheu seguir o caminho errado?

Senti um ardor subir pelo meu corpo quando ela colocou algodão mergulhado no álcool no meu pé para desinfectar e um gemido escapou pela minha boca.

Em outra tentiva de distração, meu olhar parou na suposta hacker que agora tinha sua cadeira ao lado de Chaeyoung, as duas de braços cruzados com seus olhares fixos em nós duas.

Se a que estava na minha frente era Jihyo, aquela só poderia ser Nayeon.

Me perguntei como ela havia perdido o movimento das pernas e que ligação isso tinha com Chaeyoung. As vezes eu sentia que minha curiosidade era perigosa. Não sabia que tipo de gente era esse com quem eu estava me metendo, eu sabia que as três eram perigosas. Se não, porque outra razão Chaeyoung estaria presa em uma prisão de máxima segurança dentro do Palácio?

E se Jihyo e Nayeon estavam com elas e fizeram coisas extremamente erradas nesse pouco tempo que eu estava aqui, tinha certeza que eram tão perigosas quanto.

Eu ainda não havia saído do Palácio a tempo o suficiente para estar sentindo falta de tudo aquilo. Falta de Momo, falta até de Haeyoung. Porém sabia que uma hora isso me bateria fortemente e eu não faço ideia de onde estaria quando ocorresse.

— O que tanto olha? — As palavras foram proferidas pelos lábios de Nayeon que reparou meu olhar fixo nela e eu voltei a realidade, tornando a sentir a dor latejante do meu pé onde Jihyo agora passava uma pomada.

Eu engoli a seco e tornei a olhar para a frente.

— O que houve com o vestido dela? — Perguntou a cadeirante e eu levei uma mão ao tecido que vestia tentando puxar mais para baixo uma vez que Chaeyoung havia o deixado extremamente curto.

— Tive que rasgar. Muito grande — disse ela.

Elas não pareciam estranhar muito o fato de Chaeyoung estar ali, e eu deduzi que a mesma havia explicado tudo no pouco tempo que me deixou do lado de fora da casa besta de madeira.

O sofá era de couro e era velho, tinha diversos buracos mostrando o estofado dentro. O chão eram diversas tábuas de madeira tão desreguladas que me fazia perguntar como Nayeon conseguia se mover com a cadeira ali.

O balcão era uma incógnita, fazia com que eu me perguntasse se aquilo antes já havia sido uma loja ou algo do tipo.

Pela porta que Jihyo havia passado antes vinha o barulho de alguns cachorros. Do lado oposto tinha outra porta que eu não sabia para onde dava, e na parede atrás do balcão tinha uma escada para o andar superior.

Jihyo terminou de fazer um curativo no meu pé e recolheu o pano ensanguentado do chão. Fechou a maleta e largou tudo na mesa de centro, se levantando e cruzando os braços.

— Quais são os planos? Eu posso deixar que fiquem por uma ou duas noites, não por mais do que isso. Quando descobrirem que a mudança de rota foi um hack no sistema deles e procurarem no histórico para encontrar que o rastreador dela esteve aqui, eu não quero mais que estejam aqui. Não vai demorar para acharem o cachorro — ela disse rapidamente como se já estivesse com as palavras em sua cabeça, o que me surpreendeu mais pelo seu também raciocínio rápido.

— Não vamos precisar ficar muito tempo. Deixe a poeira baixar e eu sei exatamente onde levarei ela — disse Chaeyoung.

— Me levar?

— Sim.

— O que você pretende fazer comigo? Pensei que tínhamos um combinado.

Chaeyoung riu seca.

— Você é estúpida, princesinha? A sorte grande caiu nas minhas mãos e não vou me livrar dela tão fácil.

Sorte grande? O que ela pretendia comigo?

— O que foi todo aquele papo na floresta então? Sobre eu ir para um lado e você para o outro? Seguirmos nossos próprios caminhos?

Chaeyoung riu de novo e se aproximou com passos pesados – a intenção dela era parecer ameaçadora, mas ela tinha um pé com bota e um descalço, o que fazia sua postura inclinar e apenas ter um barulho alto quando ela batia com o pé da bota no chão.

Ela se inclinou na minha direção, ainda de braços cruzados e aproximou o rosto do meu.

— Você tem um caminho, por acaso?

Eu não tinha um caminho. Não a respondi.

De algum modo, desde que entrei nesse furacão, Chaeyoung apenas havia me ajudado, certo? Ela me tirou de dentro do Palácio, me tirou da floresta, me carregou quando eu já não aguentava, me trouxe para um lugar relativamente seguro – ignorando a parte onde tive duas armas apontadas para a minha testa, me livrou do que faria meus pais me acharem e fez com que meu pé tivesse seus cuidados.

Eu não tinha do que reclamar. Pelo menos não até agora.

Chaeyoung tornou a se erguer diante do meu silêncio e bagunçou meu cabelo com uma de suas mãos.

— Isso, quieta é uma poeta, princesinha.

Nayeon e Jihyo riram.

— Em todas as vezes que pensei sobre a princesa, nunca foi como a sua putinha — as palavras que saíram como um riso dos lábios de Nayeon fizeram com que eu me levantasse subitamente.

A dor emanou pelo meu pé e minha cabeça girou, talvez pela perda recente de tanto sangue. Chaeyoung colocou sua mão em minha cintura.

— Com calma, princesinha. Não chegamos até aqui pra você dar numa de desmaiar — disse e eu levei uma mão em seu ombro para me firmar. — Ela precisa repousar.

Jihyo suspirou.

— Diria para ela ficar no sofá, mas se um de nossos clientes aparecer não quero que veja a princesa aqui. Posso ficar com Nayeon no quarto dela hoje, leve ela para o meu quarto.

Chaeyoung segurou no meu braço e começou a me guiar para as escadas, logo que ela pisou no primeiro degrau ele rangeu como se fosse quebrar, porém isso não a impediu de continuar subindo.

Eu realmente não queria pisar naquilo, mas o aperto de sua mão era forte no meu braço e eu fui forçada. Os degraus faziam barulho conforme subiamos por eles até dar no segundo andar.

Pelo menos o chão parecia mais firme aqui.

O corredor era pequeno e tinha apenas três portas, uma no final e uma em cada parede lateral. Chaeyoung seguiu com certeza para a da esquerda e abriu a porta.

O quarto contava com apenas uma cama de solteiro no meio, um armário no canto e uma mesinha de cabeceira. Chaeyoung fechou a porta atrás de mim quando entrei.

— Descanse — apontou para a cama.

Eu olhei para a cama e olhei para ela.

— Onde você vai enquanto eu durmo?

— E isso é do seu interesse, por acaso?

Suspirei com a resposta dela.

— Eu não consigo dormir com essa roupa. Incomoda demais — disse puxando novamente o meu vestido – ou o que havia sobrado dele – mais para baixo.

Chaeyoung riu.

— Ou é isso ou durma nas suas roupas íntimas, princesinha.

Eu a fuzilei com o olhar, irritada com sua estupidez e ignorância.

Eu era a princesa, como ela poderia me tratar assim?

Suspirei e caminhei até a cama, não querendo me expor e expor meu corpo para ela, e vi um sorriso vitorioso em seu rosto.

— Bons sonhos, princesinha.

Chaeyoung fez questão de se aproximar e puxar as cobertas até meu pescoço, apertando com as duas mãos na cama, fazendo os cobertores fazerem pressão sobre o meu pescoço.

Com o rosto próximo do meu pela inclinação, ela piscou, e então se afastou.

Minha mente era um turbilhão, e piorou quando Chaeyoung bateu a porta ao sair.

Com o calar da noite, a adrenalina se esvaia de minhas veias e tudo que restavam eram os questionamentos, as perguntas inquietas que não se calavam e mantinham meu cérebro aceso.

Da onde surgiu a coragem para fugir? Como estava o Palácio agora? Como estava Momo?

Eu abandonei Momo. Eu a abandonei diante de um dos maiores problemas de sua vida para escapar do meu. Ela entenderia, algum dia? Ela me odiava?

Não sei quando foi que minha mente apagou, dando espaço apenas para os sonhos.

E, naquela noite, sonhei que era apenas uma joaninha.

...

Quando acordei, não enxerguei nada. O quarto estava mais escuro do que antes.

A única coisa que pude ter certeza era da presença de alguém, da respiração que eu sentia batendo em meu corpo, e do calafrio que subiu pela minha espinha.


Notas Finais


twitter da escritora: hiraivodka


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