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História Shy Touches - Capítulo 7


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Notas do Autor


e o que eu tenho a dizer é: bom dia, boa tarde, boa noite.
aproveitem a leitura nenês

Capítulo 7 - Breathe






3 meses após o início das aulas em Wisteria

O final do semestre estava próximo, os alunos estavam eufóricos e nervosos por conta das provas finais que estavam para chegar, após isso, o internado iriam organizar um “acampamento” para os alunos em um resort em Onna, Okinawa. Obviamente, uma meta foi criada: apenas as melhores turmas, com os melhores desempenhos de notas poderiam participar dessa atividade e é nesse instante que todos se tornam amigos, até mesmo quem mais se odeia e era a época em que os discursos motivacionais iam pro ralo.

- Alunos, tenho uma mensagem para todos. Kamado, poderia vir até aqui?

O professor Tsugikuni pediu gentilmente ao ruivo que prontamente foi até seu professor monitor. Sabia que seria relacionado ao dito acampamento, não poderia ser mais outra coisa já que havia tido uma reunião com os professores para tratar do assunto no dia anterior. Estava nervoso como nunca, sabia que tinha grande parte da responsabilidade nos ombros, como representante de sala, deveria ajudar seus colegas em todas as dificuldades.

- Como todos já devem saber, haverá uma espécie de competição entre as turmas de todos os três anos. Como vocês são, presumo que querem alcançar essa meta certo? – E todos concordaram sem hesitar. – Então eu tenho uma proposta. Poderia explicar a eles, Kamado-san?

Sem muitas escolhas, o ruivo explicou passo-a-passo o plano do professor e a cada vez que ia revelando um detalhe, os alunos ficavam ainda mais surpresos, como se fosse algo de outro mundo totalmente impossível. De fato, parecia realmente uma tarefa difícil de ser cumprida, mas aquela sala não era exatamente a mais contentada do mundo, eram bastante competitivos e do jeito que eram as coisas, acabaram aceitando.

- Então vamos contar com todos. Ah e mais uma coisa. – Ele ficou em silencio por um momento. – Eu não quero que contem para ninguém sobre isso.

Alguns alunos ficaram confusos com o pedido, até mesmo Tanjirou ficou inicialmente, porém não era um pedido absurdo como parecia. Em uma guerra você precisaria armar diversas estratégias diferentes para que o inimigo não obtenha a vitória e fazia sentido, por exemplo: se todas as turmas adotassem o mesmo estilo de estudos, provavelmente começaria uma serie de intrigas, excesso de alunos quando o objetivo era apenas a reclusão e a diminuição de alunos em tal atividade, mas ao mesmo tempo os incentivando.

- Então estamos combinados, começaremos a partir de segunda-feira. Conto com você Kamado, e com os outros também.

Após esse ocorrido, todos se fecharam na própria bolha, focados em seus estudos logo saído para o intervalo. E regredindo três meses atrás, quando finalmente Tanjirou conheceu o novo professor de história...

- Certo, tudo ocorreu como planejado!

- Isso foi bem surreal... E bom, acho melhor irmos para a sala agora. O novo professor vai vir hoje.

Eles concordaram e seguiram para a sala de aula em bando novamente e mesmo após estar dentro do local, continuaram a conversar até que o novo professor chegasse em sala. Tanjirou já estava preparado para repetir os mesmos procedimentos qual realizou com Muzan e Doma, mas dessa vez nem mesmo o próprio professor conseguia falar alguma coisa e assim como os dois, a turma toda estava confusa e surpresa. Isso se dava a semelhança inacreditável de ambos. Até mesmo os brincos de hanafuda que Kamado insistia em usar, mesmo naquela época como única lembrança seu seus pais. Mas não havia como ser nem mesmo em seus sonhos.

- Seja bem-vindo, professor! Todos de pé. - Um intervalo. – Reverencia. – Mais um. – Sentem-se.

- Obrigado a todos. Sou o novo professor de história. – Falava enquanto ajeitava suas coisas na mesa. – Espero contar com todos vocês este último ano em que estudam aqui. Meu nome é Yoriichi Tsugikuni, é um prazer.

E desde aquele dia até o atual... as coisas continuavam na mesma. Oh, certo, sobre a palestra tudo realmente ocorreu dentro dos conformes, a quantidade de alunos no psicólogo e assistente social diminuiu, houveram menos pessoas na enfermaria desde então e agora estavam todos abertos para uma boa conversa uns com outros.

Yoriichi se mantinha distante do Kamado a maioria do tempo, evitando contatos desnecessários mesmo que fosse curioso sobre o aluno de sua turma que também continuava igualmente curioso sobre o homem.

De toda forma, o que ninguém esperava mesmo era a velocidade da aproximação entre Tomioka e Kamado, que se fazia mais aparente a cada dia que se passava. Os garotos faziam dupla para qualquer coisa, andavam juntos e até mesmo ignoravam o resto do grupo quando estavam juntos e fugiam para a sala do conselho. É claro que isso durou pouco, já que não demorou para levarem uma bronca de seus amigos, que estavam sendo excluídos descaradamente.

- Fala sério Tanjirou, até três meses atrás vocês nem se falavam, o que aconteceu?

- Nada! Não aconteceu absolutamente nada! Eu apenas fiz um novo amigo, não deveria estar feliz por mim e por ele?

- Estaríamos se não nos ignorassem o tempo todo, seu retardado de merda!

- Eu não ignoro vocês!

- Ah não? – Tokito ergueu a sobrancelha esquerda.

- Acho que o Tanjirou tá maluco, não pode ser, não é possível que ele seja tão sonso assim, certo? Ele não é assim.

- Escuta aqui... eu não sou sonso! Me desculpem se eu fiz algo de errado, brigas é desnecessário! Eu prometo a vocês que vou para com isso, vou conversar com Giyu e....

- O problema não é a amizade com ele, mas sim o fato de estar nos ignorando sem nenhum motivo. Só não repete isso nunca mais.

- Obrigado por terem me falado sobre isso, de verdade. Eu acho que me empolguei e.... não sei.

- Acho que o Tanjirou não quer só a amizade do Giyu-kun!

- Eu também acho maninho. Você tá apegado demais, nunca foi assim nem com esses dois idiotas ai.

- Ei, quem é idiota sua-

- Respeita a minha irmã Inosuke! Enfim, como assim? Isso é impossível, eu não... isso não pode ser sério. Eu não gosto dele, é meu amigo, vocês estão indo longe demais com as brincadeiras.

- Primeiro estagio: negação. Aceita que vai doer menos, ou mais, de todo jeito tu se ferra ruivinho.

Tanjirou riu nervoso e logo depois pediu para lhe deixarem sozinho. Aquela afirmação era obviamente mentira, não gostava de seu novo amigo de jeito nenhum! Foi o que Kamado tentou botar em sua cabeça durante todo o tempo restante do intervalo. Logo poderia ir se trancar em seu dormitório e poderia ficar em paz, descansar, pois precisava. Naquele final de semana não iria visitar eu pais, mesmo que estava proibido até o período de provas passar e voltarem do “acampamento”, o qual teriam mais uma semana de folga antes de voltar a suas atividades normais do segundo semestre.

- Tanjirou...?

Ouviu a voz da pessoa que menos queria perto de si naquele momento. Oh céus, iria conseguir tirar aquilo da cabeça tão cedo? Estava claro que não. E foi ai que teve uma grande ideia, que estava mais para ideia de merda, só que em sua concepção era brilhante, se apaixonar diminui o QI das pessoas.

- Oi... Giyu. Tudo bem?

- Sim, estou. E você?

- Também. Estava me procurando?

- Oh, sim. Era sobre o relatório desse mês. Eu queria faze-lo este final de semana.

- Se for melhor, eu concordo.

- Ok então, até depois.

- Eh- Giyu! Poderia... me encontrar no terraço do dormitório hoje, depois das aulas?

- Mas por-

- Explicarei se você for.

- Certo então.

Viu Tomioka ir embora e finalmente pode respirar. Estava nervoso, teria uma conversa com seu amigo sobre o que estava sentindo. Não necessariamente iria se declarar, mas sim tentar saber o que acontecia. Surto coletivo: nunca namorou e muito menos gostou de alguém. De repente o mundo pareceu girar 360º e aquilo veio como um tiro, rápido, preciso e escandaloso, estava fazendo um drama quase desnecessário sobre o assunto.

Logo ouviu o sinal tocar para voltar a sua sala e foi, mesmo contra sua vontade e acabou quase se atrasando para a surpresa se muitos ali. Inclusive do professor que chegou segundos depois do Kamado, este que preferiu ficar calado para evitar distrações.

- Certo, então podem abrir do capitulo que paramos na aula passada.

A aula ocorreu de forma silenciosa, sem perguntas e nenhuma outra voz além da de Kayako, professora de matemática dos terceiros anos. Ela lhe lembrava um pinguim, porque andava de jeito engraçado, era baixinha e possuía cabelos negros pintados para disfarçar os fios brancos insistentes. Era uma adulta em meio à crise de meia-idade que não deixava de ser fofa. Quem dera se bastasse apenas isso para fazer Kamado se concentra em sua aula? O pior seria ter dois tempos com ela e o ruivo realmente não estava com vontade de estar ali. Foi quando começou a hiperventilar e perder a consciência logo em seguida.

Tudo acontece de maneira tão rápida em nossa vida que as vezes nem nos lembramos. Outras vezes passam taã devagar que desejamos nem viver aquela situação. Tanjirou provavelmente nem se lembrava de sua última crise de ansiedade, ou melhor, nem fazia questão de lembrar. Pensou já ter superado sua doença e podia viver normalmente como os outros sem essas meras preocupações. “ Se eu pensar ou fazer isso vai me fazer mal? ”. Como já revelado, o ruivo sofreu maus bocados antes de estar na posição em que está nos dias atuais, não seria nenhuma surpresa que desenvolvesse algum tipo de trauma permanente ou doença psicológica, no caso do Kamado, era sua depressão e ansiedade que não atacavam já fazia meses pelo que se lembrava. Não esperava acordar na enfermaria e muito menos ver Giyu ali, junto com o resto de seus amigos. Se sentiu inútil e culpado por fazer eles estarem ali, e ainda era horário de aula o que pesou mais ainda.

- O que estão fazendo aqui?

- Viemos ficar do teu lado, oras!

- Mas... e a aula? Vocês deveria, estar na sala e...

- Tanjirou, são 17h da tarde... A aula já acabou já faz um tempinho...

Ao ouvir aquilo da boca de Kanao se sentiu mais triste ainda. Havia perdido uma tarde de aula? E o pior, seus amigos ainda estavam vestidos com o uniforme, o que significava que nem haviam ido aos seus quartos descansar.

- Eu... me desculpem por isso

- Não é culpa sua, Ji. Fique tranquilo, não perdemos a aula e esperamos acabar pra vir aqui. Agora, vou chamar a enfermeira.

O Kamado abaixou a cabeça e ficou naquela posição até a enfermeira chegar para lhe analisar. Claro que os seus amigos sabiam de seus problemas, ou ao menos uma parte deles, mas o problema era de Giyu não sabia e inevitavelmente, Tanjirou se sentiu exposto.

- Giyu...

- Eles... contaram uma parte. Não se preocupe, conversamos quando se sentir melhor, certo?

Aquela era a grande questão: quando ia se sentir bem o suficiente para falar sobre si com Giyu? Com outros, não havia problema, mas era ele, não qualquer um. E por mais idiota que pareça um dos motivos por estar ali naquela cama de enfermaria era ele, mas não era o principal. Haviam outras coisas, ou melhor, outra coisa que havia lhe deixado ansioso, com medo, porém tal motivo não queria ser lembrado pelo ruivo naquele momento.

- Eu recomendo que descanse bem esse final de semana. Você... é do conselho, não é?

- Sim. Sou o presidente.

- Mais um motivo. Precisa estar bem para ajudar seus colegas, sabia? Cuidem dele. Esta anêmico, posso dizer apenas de olhar.

- Esse desgraçado não obedece quando a gente diz pra se cuidar! Vou te quebrara na porrada seu-

- Menos, amor. Ele acabou de acordar, precisa ir pro quarto dele dormir. Tomioka, pode levar ele?

- Claro.

- Contamos com nosso vice então. Até amanhã, iremos te visitar. Se cuida.

Genya sempre foi gentil, seus amigos sempre foram gentis – menos Inosuke. – e agradecia por serem assim. O garoto que estava ao seu lado também era, apesar de sua inexpressividade, era gentil consigo o máximo que podia e um pouco mais, isso fazia se sentir bem quando estava em sua companhia. Ele lhe acalmava apesar de também ser o motivo de seus surtos.

- Vamos?

- Claro.

Estava incerto, estava com medo, triste também, mas não podia ficar negando a existência de um sentimento pelo amigo e acabou deixando esse pensamento de lado quando chegou ao seu dormitório e foi deixado cuidadosamente na cama.

- Se precisar de algo, me avise, por favor.

- Sim senhor.

Ele ficou vermelhinho, que visão maravilhosa seria se eu também não tivesse ficado.

- Até então.

- Até, Giyu.

E aquela seria mais uma noite sozinho, quando Giyu fechou a porta, Tanjirou continuou a pensar e chegou à conclusão de que não queria ficar sozinho naquela noite, e foi então que o fez, por impulso – ou talvez de propósito. - e quase se arrependeu ao ouvir a voz do outro lado da linha, mas agora tinha escolha?

- Eu preciso de você.


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