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História Sick Attraction - SaiDa - Capítulo 46


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Capítulo 46 - Tudo voltando aos eixos, mas nem tanto assim


As pernas de Dahyun quase fraquejaram ao ver os olhos de Sana abertos e a sua voz chamar por ela. Era real, Sana estava ali na sua frente e viva. Dahyun não conseguia fazer outra coisa a não ser chorar feito uma criança. Mina no entanto, abraçava o corpo da irmã. A senhora Son também chorou e abraçou a filha. 

Depois de muito chororô Dahyun, Mina e Sana ficaram a sós no quarto para conversar sobre as duas últimas semanas.

- Eu queria ter contado tudo pra vocês logo, mas faz pouco tempo que acordei e só agora tô conseguindo mover o meu corpo. Minha cabeça ainda dói. – Sana falou olhando por todo o quarto. 

- Você não teve culpa, Sana. Isao tentou te matar real. – Mina falou segurando a mão de Sana. 

- As pessoas que estão aqui são boas, elas são as únicas na qual podemos confiar, gente. – Sana encarou Dahyun. 

- Eu sei, eu sei, mas a gente também quer cuidar de você Sana. – Mina falava coisas sem parar, por mais que ela falasse Sana jamais prestaria atenção em uma única palavra, pois contemplava Dahyun e Dahyun a ela. Parecia que a japonesa havia passado um ano sem vê-la e não conseguia esconder a saudade que estava sentindo de sua Dahyun. – Eita, tô vendo que estou sobrando aqui. Eu vou lá fora me acerta com a Chaeyoung, afinal eu quero minha namorada de volta. 

- Namorada? – Sana perguntou. 

- É, mas isso eu te explico depois. Fica aí e aproveita com a Dahyun. – Mina sorriu e saiu do quarto deixando Sana e Dahyun a sós. 

- Oi. – Sana disse de novo. 

- Oi. – Dahyun sorriu. – Você não morreu, que bom. 

- Eu não queria morrer, eu quero passar muitos anos da minha vida com você. 

Dahyun se aproximou para mais perto de Sana, encostando sua testa na dela. Algumas lágrimas saíam dos seus olhos e sem querer molhavam o rosto de Sana. 

- Não chora, Dahyun. – Sana acariciava a cabeça da menor. 

- Eu estava tão triste por achar que tinha te perdido. Eu pensei até em cometer suicídio. – Dahyun fungou – Eu te amo, Sana. Eu te amo mais do que tudo. 

- Também te amo, Dahyun. Eu não consigo ficar sem você. Eu me manterei viva e saudável para ficar ao seu lado para sempre, para o nosso sempre. 

- Eu quero muito que isso acabe para eu ir embora com você. Podemos viajar para algum lugar no meio do nada onde  seja só nós duas. 

- Nós vamos sair dessa. – Sana segurou as duas mãos de Dahyun, trouxe até perto de sua boca e as beijou, uma de cada vez. – Eu tava com saudades do seu corpo, do seu cheiro e principalmente, sinto falta do seu beijo. 

Dahyun sorriu, limpou os olhos e fungou de novo. 

- Não seja por isso. – Dahyun se abaixou até Sana e selou seus lábios em um selinho demorado, fazendo seu coração explodir de alegria. Estar ali com Sana, quando ela pensava que estava tudo perdido era a melhor sensação do mundo. Parecia que todos os problemas do mundo haviam desaparecido. 

- Dahyun! – Sana falou contra os lábios da mais nova. 

Dahyun estava de olhos fechados, ela não disse nada, apenas apreciou Sana falar o seu nome, era o bastante para ela. 

- Deita aqui comigo. – Sana disse quando Dahyun se afastou. 

- Eu tenho que tirar os sapatos. – Dahyun se sentou na beirada da cama e tirou os seus sapatos, assim pode deitar na cama junto com Sana, que abraçou sua cintura. – Promete que não vai mais sumir e que vai morrer bem velhinha? – Dahyun beijou a bochecha da maior.

- Prometo tudo o que você quiser. Quer o mundo, eu te dou. – Sana abraçou Dahyun mais forte, colando seu corpo ao dela. 

- Precisamos bolar planos para que eu possa te ver sem colocar sua segurança em risco. – Dahyun pensou. 

- Não vamos pensar nisso agora, vamos só aproveitar que estamos aqui. – Sana levou uma das mãos até o rosto de Dahyun e acariciou. 

- Eu te amo, Sana. 

As duas então selaram os lábios novamente e dessa vez aprofundaram o beijo. 

Chaeyoung estava na varanda da casa olhando para a rua, Mina a tinha visto e subiu até lá afim de retratar o mal entendido, já que ela havia batido na menor. 

- Chaeyoung. – Mina a chamou e logo teve a atenção da menor. – Eu... 

De repente Chaeyoung abraçou Mina em um desespero surpreendente.

- Por favor Mina, não termina comigo. Eu sei que errei por ter escondido algo tão importante, mas eu gosto de você de verdade e quero muito te provar o meu amor e até minha lealdade. – A voz de Chaeyoung estava trêmula. 

- Chae, olha pra mim. – Mina a afastou vagarosamente e percebeu que a garota estava chorosa. – Eu quero te pedir desculpas, eu te bati e te acusei. Você, de todas as pessoas do mundo, era a última que me faria algum mal. Desde que você entrou na minha vida foi só para salvar a mim e as pessoas que eu amo. Chae, você já salvou a Dahyun, agora a Sana e está me salvando de tudo o que poderia ter acontecido. Me aceita de volta? 

- Eu quero ficar bem com você, quero que nosso namoro fique bem. – Chaeyoung sorriu segurando as mãos de Mina – Você nunca mais vai deixar de ser a minha namorada. 

- Você é muito fofa, Chae. Eu te adoro. – Mina deu um beijo na bochecha de Chaeyoung. – Foi aqui que eu bati, não foi? Eu vou beijar até melhorar, você quer? – Mina sorriu maliciosamente. 

- Eu quero muito. – Chaeyoung sorriu bobamente de olhos fechados enquanto Mina a empurrava contra as grades da varanda e depositava beijos pelo seu rosto, mas logo desceu os beijos para o pescoço da menor. 

Todos os pelos dos corpos de Chaeyoung se arrepiaram com o beijo de Mina, era a primeira vez que aquilo ocorria com ela e logo Mina que estava fazendo aquilo. 

- Mina, isso... Eu... – Chaeyoung ainda estava de olhos fechados, mas segurou a cintura de Mina, após desceu as mãos um pouco mais, percorrendo pela bunda da japonesa. 

- Chaeyoung! – Mina parou de beija-la para a encarar com um sorriso. 

- Eu não resisti, desculpa. – Chaeyoung ainda segurava a bunda de Mina, que sorriu e logo a tomou por um beijo na boca. 

O beijo de Mina era infinitamente melhor do que qualquer beijo que Chaeyoung havia dado na vida. A sensação de ter Mina naquele beijo intenso era muito bom e finalmente Chae se via em um relacionamento de verdade. Sem se preocu...

- SON CHAEYOUNG! – Gritou a senhora Son. 

Mina e Chaeyoung se separaram assustadas. 

- Mãe! – Chaeyoung olhava para sua mãe e depois para Mina. – A... A Mina tá grávida, não a assuste assim. 

- Desculpa Mina, é que eu fiquei surpresa com vocês e  precisamos conversar sobre tudo isso. – Son falou. 

- Agora não, mãe. Nós vamos falar com a Sana. – Chaeyoung segurou na mão de Mina. 

- É isso, senhora Son. Até mais. – As duas saíram o mais rápido possível. 

- Ai meus deuses, mamãe vai me deixar louca, mas você também não deu folga. – Chaeyoung sorriu. 

- Você acha que isso é não dá folga? Vá dormir lá em casa hoje que você verá o que é não ter folga. – Mina sorriu, segurando a mão de Chaeyoung e indo até o quarto de Sana. 

A porta estava semi aberta. Quando Mina saiu ela não havia fechado a porta por inteiro. 

Quando as duas entraram se depararam com Sana e Dahyun se beijando deitadas na cama. Sana estava quase virando em cima de Dahyun, que estava com a blusa levanta mostrando a barriga e a mão da japonesa estava por baixo da roupa dela, bem em cima de um de seus seios, onde Sana massageava lentamente. 

Chaeyoung ficou boquiaberta com o que via.

- Caramba, mas vocês não dão folga nem na casa dos outros. – Mina falou e agora foi sua vez de assustar. 

Sana e Dahyun se separaram e Sana encarou a irmã impaciente. 

- Não sabe bater na porta? 

- Tava aberta, sabia? – Mina falou de braços cruzados. – Acho que já tá na hora da gente ir pra casa, Dahyun. Hoje a Chae vai dormir lá. 

- Deixa a Dahyun dormir aqui. – Sana pediu. 

- Não rola, ninguém pode desconfiar. 

- A Mina tem razão, Sana. Eu acho melhor não levantarmos suspeitas. – Dahyun se levantou e começou a calçar os sapatos. 

- Mas vocês acabaram de saber que eu estou viva. Éramos para estar comemorando. – Sana não se conformava. 

- E nem pense por um momento que estamos tristes. Te ver aqui é a melhor coisa que já me aconteceu. – Mina foi até a irmã e beijou sua bochecha. – Eu te amo, irmã.

- É, eu também te amo. – Sana suspirou. – Chaeyoung, precisamos conversar sobre essa história de namoro e ir dormir lá em casa. 

Chaeyoung fez que sim com a cabeça. 

- Dahyun não demore, tá bem? – Sana a encarou tristonha. 

- Eu não vou demorar. – Sana sorriu e deu um selinho em Sana. 

Elas se despediram e então foram embora. Dahyun ia embora com a sensação de paz, finalmente um pouco de sua calma havia voltado e ela iria fazer de tudo para manter Sana viva. 

Uma semana havia se passado desde que Isao viajou, mas ele ligava algumas vezes e pelo o que Dahyun e Mina deduziram ele estava no litoral, que era bem longe da cidade, ou seja, Dahyun poderia visitar Sana e hoje era dia. 

- Tome cuidado, está bem? – Mina dizia. As duas estavam no corredor da escola. – Ninguém pode desconfiar de nada. Se perceber que tem alguém te seguindo então entre em algum lugar público e ligue para mim que eu mandarei Jeongyeon, ela tá com a gente. Diga para Sana para se cuidar, diga também que eu e o bebê estamos bem. 

- Pode deixar, Mina. – Dahyun deu um beijo na bochecha da japonesa, correu para fora da escola e chamou o uber. Ela e Sana se comunicavam por um número diferente, Sana havia ganhado um celular novo do diretor. 

Antes de sair para escola de manhã Dahyun havia comprado muitas porcarias para ela e Sana comerem. Ela estava disposta a passar o resto da tarde e parte da noite com Sana feito duas boiolinhas. 

A casa da avó de Chaeyoung era um pouco longe, mas ela finalmente havia chegado. Antes de sair do carro Dahyun mandou mensagem para Sana para ela abrir a porta. 

Dahyun pagou o motorista e saiu do carro, agora entrando na casa da avó de Chae. Assim que botou o pé para dentro, Sana a puxou muito rápido, fechando e encostando a coreana na porta

- Eu estava com muita saudade de você. – Sana falou e imediatamente beijou Dahyun, já um beijo desesperado onde sua língua pediu passagem para adentrar na boca da menor. Um beijo que fazia seus corpos colarem um no outro e fazia Sana puxa-la ainda mais para perto de si. – Eu tô precisando muito disso. 

- Eu também tô. – Dahyun disse ofegante, então empurrou Sana para o sofá, onde a japonesa se sentou de pernas abertas e ficou olhando a menor, que estava de pé em frente a ela. 

- O que vai fazer? – Sana perguntou ansiosa, seu coração estava palpitando só de imaginar o que Dahyun iria fazer. 

- Eu vou tirar a roupa, me ajuda? – Perguntou Dahyun botando o pé em cima da coxa de Sana. 

Sana ainda sorria, mas segurou na perna de Dahyun, encarou a menor e então começou a beijar a perna dela.

Dahyun sentia os lábios de Sana contra sua perna e aquilo logo despertou tesão nela, fazendo-a  esfregar as mãos pelo seu cabelo. 

Sana começou a tirar o tênis e a meia de Dahyun vagarosamente e alterando entre tirar um item e beija-la, dado leves mordidas pela região. 

- Agora que te ajudei cabe a você tirar o resto das peças. 

- Você não vai mais me ajudar? 

- Quer minha ajuda? – Sana perguntou. 

Dahyun fez que sim. 

Sana então a puxou pela mão, fazendo-a sentar no seu colo. Sana lhe deu um selinho seguido de uma mordidinha no lábio inferior e a ajudou a tirar sua blusa, deixando Dahyun de saia escolar e sutiã. 

Sana suspirou animada e foi em direção ao pescoço de Dahyun, onde começou a chupa-lo desesperadamente, enquanto suas mãos tentavam tirar o sutiã dela. 

Dahyun estava muito ofegante e desejando Sana mais do que tudo, mas de repente algo a incomodou. 

- Sana, que cheiro é esse? – Dahyun perguntou sentindo cheiro de queimado. 

- Que cheiro? – Sana perguntou ainda beijando o pescoço de Dahyun, sem da importância para o que a menor dizia. 

- Sério, você botou algo no fogo? – Dahyun encarava o corredor que dava para a cozinha. 

Sana parou de beijar Dahyun e olhou desesperadamente para o corredor. 

- Caramba, eu tinha botado comida no fogo. Esqueci que deixei lá. – Sana tirou Dahyun do seu colo e correu para a cozinha – Eu volto já. 

Dahyun se sentou no sofá sorrindo e aguardando Sana voltar, que meio que demorou. Enquanto isso Sana havia esquecido o celular na sala e Dahyun pegou o objeto e o encarou. 

- Então é esse o celular da Sana? Bem mais simples que o modelo que ela tinha, ela deve ta fritando pra saber mexer nesse dinossauro. – Dahyun sorriu, mas ficou séria quando viu que Lia havia enviado mensagens para Sana. – Ok, eu não preciso olhar isso, não é da minha conta. 

Dahyun deixou o celular de lado, mas o aparelho vibrou de novo e ela não pode evitar, o celular de Sana estava sem senha, o que a facilitou na hora de desbloquear. 

Dahyun abriu as mensagens de Lia e começou a ler. 

Lia: 

"Eu amei passar a tarde com você, Sana."

Lia: 

"E sobre o que estamos fazendo acho que ninguém realmente deve saber, mesmo que seja errado, você tem as garotas e elas não podem saber de nada, Mina e Dahyun... pelos deuses."

Lia: 

"Eu amo você, Sana e estava com saudades. <3"

Dahyun não estava acreditando no que havia acabado de ler. Então era isso, Sana nunca iria mudar, ela iria continuar sendo a mesma fingida. 

Dahyun começou a vestir sua roupa enquanto chorava. Ela não iria ficar com Sana mais nem um minuto sequer. 

- Dah, o nosso jantarzinho queimou. Acho que vamos ter que pedir comida pelo aplicativo. – Sana chegou da cozinha toda suja e ficou surpresa ao ver Dahyun chorando. – Ei, o que aconteceu? 

- O que aconteceu? Pergunte a Lia o que aconteceu. – Dahyun havia terminado de botar os sapatos e estava pegando sua bolsa. 

- Quê? Aconteceu algo com ela? – Sana estava assustada. 

- Não sei, já que passaram uma tarde maravilhosa juntas. 

- Ah... não é bem assim, nós passamos uma tarde juntas mas não dá forma que está pensando. – Sana se explicava. 

- Me diz Sana, você ficou com a Lia? – Dahyun já estava com os olhos vermelhos. 

- Fiquei. – Sana estava nervosa. 

- Eu sabia, eu sabia que não poderia confiar em você. – Dahyun foi até a porta e a abriu, mas Sana a empurrou, fechando-a. 

- Eu fiquei com a Lia, mas foi bem antes de gostar de você. Enquanto eu estive com você eu não te traí e quero que seja assim. Eu te amo Dahyun, acredita em mim. 

- E  essas mensagens da Lia dizendo que te ama e dizendo que ninguém pode saber de nada, explica. – Dahyun voltou a encarar Sana. 

- Eu não posso explicar. – Sana abaixou a cabeça. 

- Então tudo bem, - Dahyun suspirou. – tchau Sana. 

Dahyun saiu da casa batendo a porta e deixando Sana encarando o chão pensativa. 


Notas Finais


Relevem os erros


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