História Sick Love (Imagine Jin) - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Imagine Jin, Srtpudym, Você
Visualizações 59
Palavras 5.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bom dia, eu voltei sim e é isto

Capítulo 8 - VIII: Can you give me your heart?


Fanfic / Fanfiction Sick Love (Imagine Jin) - Capítulo 8 - VIII: Can you give me your heart?

Quando Jimin havia voltado para à mesa, percebeu que sua irmã mantinha um olhar atento na praça em frente. Não pode deixar de sorrir involuntariamente com aquela cena afinal, acabou relembrando de todos os momentos de sua infância em que brincavam juntos, as vezes até mesmo, naqueles brinquedos.

(S/N) apenas havia percebido de volta à presença de seu irmão quando o mesmo sentou-se ao seu lado, estranhamente nervoso. Ela desconfiou, porque até então há poucos minutos atrás, ele estava falante e todo brincalhão, mas agora estava ridiculamente quieto para quem queria ir naquele lugar apenas para vê-la feliz. E bom, realmente ela estava, mas não poderia negar que estava se sentindo desconfortável e com um pressentimento de que algo ruim fosse acontecer.

Assim que a garçonete aproximou da mesa em que estavam, o olhar da garota prendeu-se a um carro que chegava e estacionava logo em frente. Se tivesse começado a tomar o seu café, poderia cuspir o líquido em meio ao desespero que atingiu o seu corpo ao ver a figura patética descendo daquele automóvel e com um sorriso cínico em seus lábios quando viu a garota encará-lo com tanto desprezo e ódio.

_Jimin, que coincidência vê-lo aqui! – aquela maldita voz preencheu o local, fazendo com que a pobre garota tivesse náuseas apenas por perceber que dividia o mesmo ambiente consigo. Seu irmão estava indiferente sobre aquele maldito encontro e apenas levantou e abraçou seu amigo, enquanto riam alto pela exclamação do mais velho dali.- Vejo que trouxe a sua irmãzinha doente para passear, não estava sabendo que a maluquinha aí já está sendo liberada para isso!

Ela respirou, mas respirou tão fundo que poderia sentir o cheiro da terra abaixo de toda aquela calçada pavimentada. Sentiu a mão de seu irmão em seu ombro esquerdo, confortando-a ao perceber o quão incomodada ela estava enquanto Jin apenas ria.

_Quanto menos você souber da minha vida, mais agradecida irei ficar. – (S/N) comentou baixo, apenas em um tom que os dois pudessem ouvir.- O que faz aqui? Veio infernizar mais a minha vida?

_Não percebestes que eu havia dito que tudo isso aqui, é uma repleta coincidência? – Jin não iria ficar para trás com as provocações vindas de sua ex-namorada, ela havia percebido aquilo apenas com sua resposta rude.- Jimin, achei que sua irmã tivesse aprendido com aqueles loucos que ela convive os bons modos.

Dessa vez, (S/N) segurou fortemente a barra de sua camisa, trazendo autocontrole para si mesma antes que pudesse saltar no pescoço daquele verme e fazê-lo engolir algumas verdades que tanto queria dizer.

_Por favor, acalmem os seus nervos! – Jimin finalmente havia se pronunciado e voltou a sentar-se, apontando para a cadeira restante em sua frente e que automaticamente, estava ao lado da garota.- Não quer se sentar conosco para tomar um café?

_Ah, mas é claro! – Jin não recusaria aquela oportunidade de fazer o que Jimin havia pedido para si minutos antes e nem de provocar a garota ao seu lado. Aquilo aumentava o seu ego ao máximo ao vê-la quão irritada ficava quando provocada.- Garçonete!

Enquanto o crápula da mesa fazia o seu pedido, a garota apenas queria um buraco para enfiar sua cabeça ou para enfiar a cabeça de seu irmão. Como ele havia feito isso consigo? Jimin percebeu que ela havia ficado desconfortável apenas quando ele descia do carro, então por que Diabos ele havia insistido naquele convite?

Com o pedido feito, Jin virou-se para frente e encarou seu amigo, ambos com sorrisos cúmplices que (S/N) não havia percebido por estar concentrada demais em tomar seu macchiato e comer os biscoitos pedidos por si. Enquanto ambos conversavam sobre o que ela jurava ser a faculdade ou algo do tipo que era relacionado ao futuro dos dois, ela preferiu manter sua mente longe antes que acabasse estragando agora, a alegria de seu irmão. Jimin estava super empolgado, enquanto estava com seu sanduíche em mãos e o único indesejado da mesa, estava apenas segurando sua xícara de chá em uma das mãos mantendo total atenção no que seu dongsaeng dizia.

Quanto mais o tempo passava, mais ela desejava nunca ter aceitado sair do sanatório. Preferia estar lá, sentada na janela de seu quarto enquanto observava o dia por aquela sua vista maravilhosa e enquanto tinha a voz de Taehyung em seu ouvido. Ah, ela sentia que seu peito poderia explodir de saudades de seu enfermeiro. A garota poderia não estar entendendo o que estava acontecendo, mas ela amava aquela sensação de estar segura ao lado dele.

Sua língua passeou pelos seus lábios ainda um pouco ressecados, limpando o resquício do café que havia ficado e quando ergueu seus olhos novamente para apenas certificar que não era assunto dos dois homens ali, segurou fortemente a sua cara surpresa quando viu Anne Frank, atravessando a rua e vindo na direção da mesa dos dois. Ela já havia entendido que era apenas a sua mente pregando peças e mesmo que estivesse um pouco assustada, não ousou cutucar seu irmão para apontar a figura deslumbrante que estava vindo, sabia que seria tachada como louca pelos dois. Mas quando os seus olhos se encontraram com o da alucinação, Anne sumiu, deixando (S/N) mais confusa do que estava.

Respirou fundo, colocando em sua boca o último biscoito seu que restará e quando ia bebericar mais uma vez sua bebida, ouviu a voz de Anne sussurrar próxima a sua orelha:

_Jimin irá se levantar, apenas faça perguntas do porquê esse babaca foi um covarde com toda a verdade que ele esconde de si. Deixe -o atordoado e não corresponda às suas provocações, seja inteligente como é com a doutora Rose. – Anne respirou fundo.- Ele irá segurar à verdade até a hora em que estiver prestes a ser inocentada, apenas confie em Taehyung nesse exato momento.

E novamente, ela havia sumido, apenas deixando a garota ali, controlando todas as expressões faciais possíveis. Como a alucinação havia dito, Jimin levantou avisando que iria pagar a conta, mesmo que (S/N) estivesse estar escutando, seus olhos e ouvidos haviam tomado toda a atenção do idiota ao seu lado.

_Pare de me olhar assim, você parece mais maluca do que já é. – Jin resmungou, e apesar de ser a pura verdade já que ela nem estava piscando enquanto encarava o mesmo, segurou a vontade de revirar seus olhos.- O que você quer?

_Eu só queria entender, Kim SeokJin. – ela deu de ombros.

_Só que estás falando?

_Da sua covardia. – sorriu de lado, vendo sua frase surtir algum efeito nele, já que sua mão direita que estava sobre a mesa, fechou-se rapidamente.- Você parece ser um cara tão sério, decidido de suas decisões e coerente com as mesmas. Mas na hora de informar alguém falsamente por um crime que nem era de sua conta, segurou tudo o que sabe. Teve medo? – cuspiu as palavras sobre ele, começando a sorrir largamente enquanto levantava-se e erguia suas mãos em rendição.- Olhem só, esse é o senhor Kim, um homem frio e amargo com a vida, mas na verdade é apenas um covarde! – gritou, chamando dessa vez a atenção de todos que estavam ali para si e para ele, fazendo com que apenas Jin sentisse-se envergonhado. Ela estava muito, mas muito satisfeita com tudo.- E se fosse você no meu lugar? Gostaria de perder toda a sua memória? Seria prazeroso não relembrar-se de mais ninguém? Por que resolveu destruir a minha vida dessa forma?

Jimin estava parado, encarando fixamente sua irmã. Todos ali prestavam atenção no que ela dizia e isso deixava-o de certa forma feliz por estarem finalmente prestando atenção na garota que se escondeu por dois anos desde aquele escândalo. Ela estava ali. Decidida a descobrir toda a verdade e provar para todos que concordaram com sua culpa que na verdade, era ela mesma a única inocente ali.

_Por que és um completo babaca? – terminou seu discurso, sentindo que havia ferido já o ego do rapaz em sua frente. Encarou seu irmão e sorriu mais largamente ainda naquela situação.

_Eu queria esquecer que um dia, lhe amei de verdade. – Jin havia finalmente se pronunciado, mas para a tristeza de todos que estavam amando aquela briga, ele apenas levantou-se e encarou tristemente a garota em sua frente. Ela mantinha seu olhar frio, não sentindo-se nem um pouco impactada com a falsidade vinda de si.- Desculpe Jimin, eu realmente odeio a sua irmã e me recuso a ajudá-la nisso, boa sorte!

Saiu dali, entrando em seu carro e deixando apenas o seu amigo cabisbaixo e surpreso. Além do mais, já era hora dele deixá-la em paz e isso deixava-a feliz por saber que poderia continuar a provar sua inocência sem ter que conviver com aquele idiota que um dia, ela jurou amar.

Os irmãos entraram no carro assim que Jin havia saído dali pisando fundo no acelerador. Colocaram seus cintos e antes que Jimin ligasse seu carro, começou a rir empolgado enquanto tirava um bilhete do bolso de sua calça, chamando a atenção de (S/N) para si.

_Te pago um sorvete se adivinhar quem deu em cima de mim quando eu fui pagar a conta e agora, estou com o número dela em minhas mãos.

_Park Jimin, você não cansa de ser um galanteador barato? – sua irmã gargalhou, apenas sendo acompanhada por um riso tímido do outro.- Deixe-me pensar... Foi aquela garçonete que nos atendeu?

_Como adivinhou?

_Meu caro e querido irmão, uma mulher consegue perceber de longe quando outra está tentando flertar em alguém.

E com risos escandalosos de ambas partes, seguiram para casa. Mesmo que aquele assunto apenas tenha surgido para descontrair, Jimin havia conseguido retirar toda a atenção do corpo de sua irmã. Ele era o melhor!


Algumas horas depois.

(S/N) estava concentrada em conectar o plug da guitarra no videogame, enquanto seu irmão apenas observava-a com um copo de whisky em mãos. Pode-se dizer que beber em plena tarde havia tornado o seu passatempo favorito, afinal para si, era mais fácil aceitar toda aquela realidade bêbado.

Sua irmã não iria contradizê-lo naquela altura do campeonato, Jimin sempre foi viciado em bebidas alcoólicas, ela apenas achava que era apenas ele sendo ele mesmo. Com certeza se ela soubesse que seu querido irmão mais velho passava quase todos os dias da semana daquela mesma forma, chorando feito uma criança desamparada por sua causa, já teria jogado aquele copo contra a parede.

Sentou-se ao lado dele, com suas pernas sobre o estofado do sofá em cruz, colocando a guitarra apoiada em suas coxas enquanto concentrava-se dessa vez em calibrar as notas no jogo que há tanto tempo Jimin não tinha nem coragem de retirar de dentro do armário. Vendo-a ali, pressionando seus lábios por estar tão concentrada, alegrava de jeito o seu coração. Deixou o copo sobre a mesa e dessa vez, prestou atenção nas músicas que ela estava tentando escolher.

_Poderíamos estar jogando juntos se você levantasse essa bunda do sofá para ir montar a bateria, mas não! Você detesta Rock Band e prefere Guitar Hero. – ela resmungou baixo, recebendo como resposta o riso dele.- Eu estou falando sério, Jimin.

_Eu sei, meu amor. – beijou a bochecha de sua irmã, ainda rindo fraco por vê-la seriamente irritada com aquilo.- Você sabes que Rock Band é tão estressante com a parte da bateria, né? Para eles tornarem o jogo legal de jogar, ficam colocando pratos desnecessários para serem batidos.

_Pelo menos, iríamos jogar juntos.

Preferiu por ora, ficar em silêncio já que ela havia escolhido Beautiful Day do U2 para tocar. Para ele ser sincero, nem relembrava mais como jogava e apenas queria ficar como telespectador de sua irmã, observando-a tocar com maestria como se relembrasse de toda a sua técnica antiga. Na verdade, ela apenas estava engolindo o seu desespero, nem (S/N) lembrava mais como jogava aquilo.

Quando no horário de seu celular marcava 7 da noite, Jimin encomendou uma pizza gigante para os dois jantarem. Sua irmã parecia ter cinco anos de idade novamente, já que quando pegou o jeito com as cordas, ninguém mais a segurava sentada naquele sofá. Seu quadril se remexia conforme a batida do bom rock que ela tanto sentia falta, e ele estava amando aquilo. Vê-la tão feliz após tanto tempo de sofrimento, fazia o coração dele aquecer, como se ele realmente fizesse falta na vida dela.

Na televisão apareceu mais uma vez a pontuação que ela havia atingido, não surpreendendo mais ninguém ali por ela ter conseguido as cinco estrelas e ter alcançado a porcentagem máxima. Ela havia nascido pra nisso, não poderiam negar. Finalmente cansada, jogou-se novamente no sofá, deixando naquele momento a guitarra de lado enquanto sua perna se entrelaçava com a de Jimin. Sorriram, encarando um ao outro animadamente.

_Lembra quando dizia que quando tivesse idade o suficiente, compraria uma van e sairia por aí fazer alguns shows nas ruas até que uma grande empresa de música, lhe notasse? – ele quebrou o silêncio, fechando seus olhos enquanto a via em uma versão mais nova, relembrando de todas as palavras proferidas por si.- Você seria a famosa da família, faria viagens para tocar a sua música pelo mundo todo e nossa! Iria encantar a todos.

_Agora eu nem lembro mais como se escreve. – (S/N) riu fraco, com lágrimas em seus olhos.- Na verdade, eu me tornei a famosa da família mas de forma ruim, né? Eu assassinei alguém e o único encanto que trago a todos, é pavor.

_Tudo isso irá acabar e você será uma Rockstar, acredite. – encarou-a de canto, respirando fundo ao reparar sua expressão triste.

_Eu não acho que levo mais jeito para isso. – ela de ombros, levantando e pegando a guitarra em mãos enquanto analisava cada parte do instrumento.- O máximo que eu posso fazer, é ensinar as pessoas a tocarem. Aliás, quem me ensinou a tocar mesmo?

_Papai lhe ensinou tudo que sabes sobre música e se você negar a memória disso, está aí dentro de si, afinal você nasceu para isso e não há como esquecer um talento nato vindo de si.

_Ah, cala a boca! – ela revirou seus olhos com aquele discurso, enquanto segurava um riso involuntário que queria sair de seus lábios ao ouvi-lo rir. Talvez realmente, a alegria fosse contagiante como diziam.- E você? Nasceu com qual talento?

_Estou buscando ele até hoje, para ser bem sincero. – riram por breves segundos, sendo atrapalhados pela campainha tocando.- Nosso jantar chegou!

Enquanto ela voltava a se sentar no sofá, Jimin pegou sua carteira do bolso da cala a e tirou uma quantidade certa de dinheiro para pagar o entregador. Abriu a porta e sorriu de forma simpática ao mesmo, dando-lhe até uma gorjeta pela rapidez. Deixou a caixa de pizza em cima da mesa e sentou ao lado de sua irmã.

Ficaram conversando por horas, enquanto ambos detonaram aquela pizza enorme de oito pedaços de sabor à moda da casa. Eles riam em tamanho divertimento, até mesmo pela sujeira que estavam fazendo já que estavam comendo com suas mãos e não com os talheres.

_No que você tanto pensa? – Jimin perguntou, quando estavam subindo para irem ao quarto da menor.

_Eu não estou com sono.

Seu irmão nada poderia fazer, apenas abriu a porta e deixou que ela entrasse primeiro. Seu quarto mantinha o mesmo aspecto de dois anos atrás, os senhores Park não tinham a coragem de entrar naquele cômodo da casa nem por um segundo, por que resolveriam mudar a decoração? As paredes eram pintadas com um rosa claro e a que estava com a cabeceira de sua cama, havia algumas bolas azuis. Agora tudo estava desbotado, dando até mais um ar de antiguidade até para os seus móveis de madeira pesada.

Enquanto ela tomava seus remédios e Jimin tratava de arrumar a cama para ambos dormirem, não deixaram de reparar ao mesmo tempo que infelizmente, além do mural de fotos com várias pessoas que agora (S/N) tinha preguiça de relembrar quem eram, havia as suas fotos com Kim SeokJin. Mesmo que não sentisse nada além do que um maldito remorso por ter namorado tanto tempo com aquele idiota que para sua tristeza, ainda ocupava um lugar gratificante em seu peito, sua maior questão era apenas o seu irmão. Ele parecia apoiar tanto ela com Taehyung, mas hoje foi totalmente contraditório, o que espantava ela e que de certa forma faziam-na pensar no que ele estava aprontando.

Com seus devidos remédios tomados, (S/N) foi em direção de seu irmão, sentando na ponta da cama do seu lado já que ele havia deitado. Parece cansado – ela pensou, respirando fundo e tomando coragem o suficiente para acariciar seu rosto e fazê-la retribuir seu olhar.

_Jimin-ah, eu estou sem sono. – sussurrou.- Me empresta seu celular por um minuto?

_O que você vai fazer?

_Ligar para Taehyung e ver se ele não quer sair hoje. – deu de ombros.- Ele é meu enfermeiro, estarei segura. Confie em mim!

Mesmo relutante de certa forma, apenas concordou com a cabeça, dando o tal sinal verde pelo qual ela esperava para pegar o aparelho digital de cima da escrivaninha. Apenas queria discar o número dele, então abriu a agenda de contatos e digitou o nome do enfermeiro, logo ligando.

_Alô, Jimin! – Taehyung prontamente atendeu, já que estava com o celular em mãos fazendo vários nadas.- O que aconteceu? (S/N) está bem?

_Sim, eu estou bem. – ela finalmente respondeu, com um ar brincalhão atraindo a risada satisfeita do enfermeiro.- Escuta, você não quer sair comigo agora?

_Perdão?

_Lembra, nós tínhamos um encontro marcado. – sussurrou a palavra encontro, vendo que seu irmão observava-a ainda deitado.- Jimin está dormindo e eu estou sem sono, então eu acabei pens-...

_Estou aí em dez minutos, me espere ali fora.

Taehyung do outro lado estava desesperado para aquilo. Havia recebido milhares de sermões de Rose logo que sua amada saiu, deixando-o automaticamente atordoado. Ele sabia de tudo. Se corresse atrás, conseguiria provar a inocência de (S/N) e era isso que iria fazer. Tanto pela amizade e quanto pelo seu amor que infelizmente, ele sabia não ser correspondido. Mesmo com medo do que Jin fosse capaz de fazer consigo, não desistiria naquele momento, não agora que estava avançando tanto. Ele não iria mais fugir e tudo isso, era apenas por ela.

Sorridente, ignorou toda a parte engraçada da ligação ao momento que ele havia cortado sua fala e respondido rapidamente como se necessitasse daquilo. Ela necessitava na verdade, era dele e esperava que naquela noite, nada os atrapalhasse.

Entregou de volta o aparelho ao seu irmão e apenas deixou um beijo estralado em sua bochecha, ignorando seus pedidos para que ela voltasse cedo. Se tudo dependesse de seus planos, ela iria voltar a qualquer momento da madrugada ou até mesmo, quando já fosse dia.

Desceu e assim que já estava fora de casa, fechou a porta e trancou a mesma, colocando as chaves no bolso de sua calça enquanto abria o portão e tentava escolher uma posição boa na grade para espera-lo. Não houve muita demora, já que seus ouvidos foram preenchidos com barulhos de buzina, despertando-a de um pequeno transe. Taehyung estava se aproximando e quando estava próximo o suficiente da calçada onde ela se encontrava, parou sua moto, desligando a mesma e pulando pra fora. Quando suas mãos retiraram o capacete de seu rosto, (S/N) jurou sentir suas pernas bambearem e mesmo que não fosse sua vontade, sorriu largo ao ver aquela cena dele ajeitando seu cabelo para parecer de certa forma arrumado em sua frente. Ele era uma obra de arte.

_Quero primeiramente, lhe pedir desculpas pelo o que aconteceu hoje de manhã. – começou seu discurso, rindo nasalado ao vê-la revirar seus olhos mas ainda com aquele sorriso enorme estampado em seu rosto.- Estou falando sério, eu me senti culpado por ter-te ignorado!

_Você pede muita desculpa, Tae.

Eles riram, mas estavam estranhamente nervosos perante aquela situação.

Taehyung deixou seu capacete pendurado no guidão e apoiou-se na chamada cadeira dupla, colocando as mãos sobre suas pernas enquanto esperava-a se aproximar lentamente pela timidez. Quando (S/N) já estava no meio de suas pernas e suas mãos estavam devidamente entrelaçadas no pescoço dele, tomou iniciativa e segurou em sua cintura, colando mais seus corpos enquanto fechavam seus olhos e juntavam suas bocas em um selar carinhoso, que não demorou nem um segundo em cheio para tornarem aquilo, um beijo.

As mãos do mais velho apertavam cada vez mais a pele de sua cintura, sentindo alguns arrepios passarem por seu corpo. Ela por sua vez, puxava cada vez mais os fios de sua nuca, atraindo um sorriso malicioso da parte do moreno ao perceber que ela tentava recuperar o controle da situação.

Separaram-se, grudando suas testas enquanto tentavam recuperar o fôlego perdido. Ela por sua vez, sorria de forma boba enquanto Taehyung apenas tentava respirar fundo, continuando com os apertos na sua cintura. Selou seus lábios no dela, tomando postura para retirar de dentro do banco o outro capacete que havia trazido para ela.

_Coloque e suba, quero lhe levar em um lugar especial.

Enquanto ela colocava o capacete com uma enorme dificuldade, Taehyung colocava o seu próprio e subia na moto, logo ligando a mesma. Esperou que a menor subisse e quando ela estava devidamente ajeitada atrás de si e tomou coragem para envolver a cintura do moreno, sorriu de canto, tomando rumo ao lugar que ele tanto queria levá-la.

(S/N) estava completamente relaxada. Sentia seus cabelos baterem contra o vento, fazendo com que suas mechas voassem para trás pela velocidade não tão absurda que ele dirigia. Ela nem sequer mais se importava com o dia estressante que teve pela manhã ou com a tarde maravilhosa com seu irmão, apenas queria aproveitar aquele momento com seu enfermeiro. Sabia o quão confusa a cabecinha dele estava, não forçaria ele a ficar consigo, mas também não iria deixar de aproveitar a grande noite que estavão por ter.

Quando a moto foi estacionada, Ela foi a primeira a descer, entregando o capacete para ele enquanto estava ocupado retirando o qual também usava. No momento que suas mãos estavam livres, ela permitiu-se a caminhar até a calçada, sorrindo largo ao reconhecer o lugar que estavam. Aproveitou que ele já estava ao seu lado para conseguir algum apoio, enquanto fechava seus olhos e deixava que as lembranças invadissem-na.

Taehyung esperou, não ousou mexer nenhum músculo ao sentir seu braço ser apertado, apenas quis entrelaçar sua mão na dela quando teve certeza que estava tudo bem. Sabia o que estava acontecendo com ela. O sorriso estampado na sua face já dizia tudo, ele não precisava nem ao menos perguntar o que estava acontecendo.

Seul sempre foi conhecida pela grande reserva de parques que a cidade contém, mas mesmo assim, os parques pequenos e que pouca gente conhecia eram os mais bonitos e proveitosos. Haviam descoberto aquele lugar quando resolveram sair juntos em um final de semana, ela estava sentada no metal desconfortável da bicicleta de Taehyung, enquanto o mesmo ia para os lugares sem rumo, ele apenas queria espairecer. Na época, seu maior medo era acabar ficando de recuperação em alguma matéria e sabia que seria o maior vexame ficar logo no último ano da escola. (S/N) apesar de estar namorando, ignorou todo o ciúmes de Kim SeokJin e resolveu acompanhar seu amigo para qualquer lugar que ele quisesse ir. Sabia que estaria segura consigo, não precisava temer aquele passeio mesmo que ele estivesse raivoso o suficiente para acabar derrubando os dois daquela bicicleta e explodir para cima dela.

Quando os olhos daqueles dois adolescentes repararam que já estavam passando pelo lago Seokchon, suas bocas ficaram entreabertas ao perceber aquele parque totalmente abandonado que um dia, já havia sido um grande produtor de alegria em algumas crianças. Naquele dia, fizeram uma jura de que qualquer coisa acontecesse, esse seria o lugar secreto para ambos. Até escreveram as suas iniciais em um tronco de árvore velho, como se a partir daquele momento, fossem os donos daquele lugar com a vista mais maravilhosa de todas.

E ali eles estavam novamente, dois anos e alguns meses após a última vez que haviam se encontrado. As luzes do parque continuavam fracas, alegando que o governo não se importava nem um pouco com aquele lugar. Mas mesmo assim, essa não seria nenhuma desculpa para irem embora. Ainda com as mãos entrelaçadas, sentaram-se perto do tronco de árvore que hoje, ainda continha as iniciais mas estavam um pouco apagadas. Taehyung percebendo o olhar perdido que ela mantinha ali, entregou para si uma pedra qualquer que conseguiu achar no momento, deixando que ela fizesse as honras. Sorriram, enquanto (S/N) tratava de passar uma pequena ponta delicadamente pelas letras.

_Eu queria lhe confessar algo. – ele quem deu o primeiro passo, recebendo o olhar curioso da garota logo em seguida.- Eu não quero interferir nas suas escolhas de quem irá ser o dono de seu coração, mas tem algo que precisas saber sobre Jin-hyung. – (S/N) fechou a cara, fazendo sinal positivo com sua cabeça para que ele continuasse.- Ele sabia que eras inocente, mas mesmo assim, preferiu mentir para que ele mesmo não acabasse sendo o culpado do assassinato. Estava entre vocês dois e na época, ele preferiu ferrar à ti. Logo depois que o delegado havia decidido que estavas completamente maluca, Jin fez um trato com todos nós. Por incrível coincidência do universo, os pais de Junglook são donos do sanatório, então além de ficar mais fácil executar o seu plano, ele recomendou aquele lugar as autoridades. Quando já estavas oficialmente internada, nos falou o trato: todos deveriam de alguma forma entrar no sanatório e ficar de olho em ti. O objetivo principal no começo, era realmente fazer com que perdesse toda a sua memória, para segundo ele, tentarem um novo início de vida. Mas você viciou e foi piorando cada vez mais. Por sorte, era o sonho do pai de Jungkook que seu querido filho tomasse as rédeas do sanatório e logo entregou-lhe todas as ações daquele lugar. E assim fomos sendo contratados, eu como enfermeiro, Yoongi como segurança, Namjoon como um paciente e Hoseok como jardineiro. – apesar de tudo, ela não tinha muitas memórias com o tal Namjoon. Mas para si, aquele nome não era estranho.- Jimin foi o único que não aceitou porque percebeu o quanto era errado. E então, no começo era nosso dever manter o olho em você e relatar para Jungkook e Jin seu estado, para eles decidirem se aumentariam a dose dele seu remédio ou não.

_Por que vocês aceitaram e não fizeram igual meu irmão?

_Jin nos pagou vinte mil reais na época para aceitarmos e bom, era um emprego aquilo, menos para Namjoon que recebeu quarenta e cinco apenas por ter ficado com o pior papel de todos. – deu de ombros, controlando sua enorme vontade de chorar naquele momento. Ele foi tão fraco.- Era uma grande quantia e para Jin, não fazia nenhuma falta já que ele sempre foi mimado pelos pais ricos. Mas o trato está rompido agora, fazia um certo tempo que não obedecíamos as ordens dele.

(S/N) preferiu desviar seu olhar para o lago e pensar antes de abrir a sua boca e questionar as ações deitar por ele. Ela, apesar de estar se sentindo profundamente magoada por estar em uma situação dessas, não podia negar que aquele era o passado dele. Assim como qualquer outra pessoa no mundo tem alguma ação feita e que hoje, está totalmente arrependida, o garoto tinha esse direito. Dava para perceber o quão envergonhado ele estava ao contar aquilo e de certa forma, aquilo não importava mais.

_Eu não me importo, Tae. – deu de ombros e voltou a olhar para si, sorrindo largo enquanto tinha um semblante confuso na mente dele.- Mesmo que isso tenha sido errado, não vou proferir nenhuma palavra contra isso.

_Deus, você és tão boa!

_Na verdade, eu sou agradecida por estar agora ao meu lado. – mordeu seu lábio inferior, enquanto Taehyung abria o sorriso mais sincero que tinha naquele momento ao ver o quão perfeita ela era com aquelas bochechas ruborizadas.- Sinto cada célula de meu corpo acender quando estou com você então, obrigada por fazer-me sentir viva em sua companhia.

Ao ouvir aquilo ser proferido da mais nova, inclinou-se para frente e acabou com aquela distância inútil que eles mantinham suas bocas desde o momento que estavam ali. As mãos gélidas de (S/N) foram a caminho da cintura de Taehyung, puxando logo a barra de sua camisa para cima a procura de contato com sua pele quente que ao sentir as pontas dos dedos dela ali, arrepiou-se e arfou entre o beijo.

Já as mãos do mais velho, seguravam carinhosamente o rosto dela, enquanto seus corpos se aproximavam cada vez mais. Quando ela já estava completamente deitada no chão, ficou por cima de seu corpo. Ela mordeu seu lábio inferior, puxando-o em sua direção, rompendo o beijo afoito. Com a luz fraca do parque iluminando seus rostos, eles se encararam por meros segundos, querendo guardar todas as memórias que teriam a partir dali.

Taehyung não tinha pressa, queria aproveitar todo aquele momento como se fosse o único que iria ter em sua vida. Suas mãos deslizaram pela cintura da garota, enquanto seus lábios trataram de deixar marcas no pescoço que ela havia exposto ao sentir seus dedos apertando a sua pele em cada caminho realizado. (S/N) apenas decidiu fechar seus olhos e deixar seus arfares serem soltos para ele, mostrando o quanto deixava-a louca apenas com tão pouco dado por si.

Para não ficar atrás, ela tomou a iniciativa de retirar a camisa dele, encarando seu peitoral de forma surpresa ao ver o que ele guardava por baixo daqueles panos todos os dias que ela o via. Ele não deixou de sorrir satisfeito ao ver os olhos dela reparando cada parte de si, era diferente quanto ela fazia aquilo, Taehyung se sentia único. Quando as bochechas do mais velho começaram a denunciar uma leve vergonha, decidiram voltar a grudar seus lábios em um beijo nada carinhoso, ele era repleto de desejo. As unhas levemente grandes da garota passearam por cada extensão de suas costas, fazendo questão de arranhá-lo como se a partir dali, ele se tornasse sua propriedade.

As mãos que estavam nas coxas de (S/N), subiram até nos seus seios, onde por cima da camiseta, Taehyung fez questão de deixar alguns apertos apenas para ouvir os gemidos baixos que ela soltava com aquele toque. E de forma lenta, como se torturasse os dois apenas com aquilo, abria os botões daquela peça que ela utilizava. A garota podia se amaldiçoar por ter decidido vestir aquilo, ela poderia ter colocado algo mais simples e que fosse mais fácil de retirar.

Voltaram a sentar-se no chão, enquanto ele observava-a retirar a camiseta por completo de seu corpo e logo vir sentar em seu colo, colocando suas mãos na volta do pescoço do mesmo. Taehyung queria morrer naquele exato momento, ele estava se apaixonando cada vez mais por ela e sabia exatamente que não era retribuído da mesma forma. Mas como se (S/N) adivinhasse o olhar perdido de desejo por si, acariciou o rosto do mesmo e sorriu largo, rindo nasalado.

_Não se preocupe, eu quero e não irei me arrepender.

_Aqui? – ele continuava perdido, mas dessa vez, encarando os lados como se procurasse alguém.- Estamos ao ar livre!

_Cala a boca, Tae. – ela resmungou, trazendo seu rosto para mais perto de si.- Apenas faça o que nós dois queremos, porra!


Notas Finais


eu ia continuar, mas já estava enorme, então perdão rs


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