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História Sick Lovers - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu tive essa ideia estupidamente genial depois de ver uma fanart, então espero que gostem.

Capítulo 1 - Prólogo


 Em sua rotina costumeira, Dengue sempre ia ao bar Patho's para tomar uma cerveja, talvez uma cachaça, após seus longos dias de trabalho. Naquele momento não era diferente.

Dengue descansou seus braços no balcão do bar, pedindo mais um shot de cachaça.

- Dia difícil, Sr. Dengue? - O barman perguntou enquanto servia a bebida.

- Um pouco, sabe como é, os brasileiros continuam tomando chá com limão achando que vão melhorar assim. Acaba atrasando meu trabalho. - O moreno suspirou e levou o pequeno copo aos lábios.

- Logo eles vão estar preocupados demais com outra doença para prestar atenção em você.

O Dengue logo reconheceu a voz atrás de si, nem precisando se virar para olhar.

- Zika, o que faz aqui? - Perguntou indiferente com a presença do irmão.

- Eu apenas queria visitar meu irmãozão. - O mais novo sorriu de canto e pediu uma cerveja. - Sei que você sempre vem aqui depois do trabalho.

- Você não está, geralmente, com o Chikungunya? - Dengue arqueou a sobrancelha e, dessa vez, olhou para Zika.

- O Chiku não quer mais falar comigo, nem com você, parece estar sempre ocupado.

- Já entendi. O que você quis dizer com "outra doença"?

- Você não soube? Um novo vírus nasceu na China, ano passado, dizem ser perigoso.

- O-ho, e qual é o nome do felizardo? - Indagou o mais velho e sorriu de lado.

- Corona vírus, ou COVID-19. - Respondeu Zika e tomou lentamente sua cerveja, sem dar muita importância ao deboche do irmão.

"Interessante", pensou Dengue. Mais tarde ele estava certo que iria pesquisar sobre o novo vírus. Entretanto, se ele não sabia da existência dele, o tal Corona não era de grande importância.

- Se você acha que ele não vai se tornar importante, você errou.

- Como?

- O Corona já foi à Itália, coisa chique, meu querido. - Disse e riu baixinho. - Também já conseguiu atacar a Ásia, coisa que você nunca vai conseguir.

O que Zika disse, pela primeira vez, realmente irritou o Dengue. Ele estava se sentindo ameaçado por um vírus que havia nascido há poucos meses, aquilo definitivamente não era bom.

- Hah! Aquele vírus não vai passar de um resfriado perto de mim! - Rebateu o moreno e encerrou a conta. - E daí que ele está em uma turnê? Não é como se ele tivesse chegado à América.

- Na verdade, ele chegou, sim. - Disse o menor enquanto pesquisava em seu celular.

- Impossível. - Dengue disse perplexo.

- Possível, já atingiu os EUA, o próximo será o Brasil, do jeito que o presidente puxa o saco do Trump.

- Humph, eu quero ver ele chegar na minha casa e tomar meu lugar, ele definitivamente não vai conseguir. - Dengue se levantou, claramente irritado.

- Veremos, irmãozão. - Zika sorriu travesso e pagou sua conta.

Após a conversa com o irmão mais novo, Dengue saiu do Patho's ainda incomodado com o diálogo, acendendo um cigarro e andando pelas ruas desertas até onde seu carro estava estacionado.

- Você parece chateado. - A voz doce e cheia de vulgaridade arrogante ecoou pelo lugar.

- Boa noite, Leptospirose. - Cumprimentou a moça que estava apoiada na quina de um beco.

- Suponho que seja sobre esse novo vírus, Corona, não é?

- Você é uma bactéria, o que sabe sobre nosso mundo? - Perguntou de forma esnobe.

- Assim você me deixa magoada, Dengue. - A loira preferiu evitar a pergunta do moreno. - Somos amigos, não somos?

- Desculpe, eu só... - Ele suspirou e massageou as têmporas. - Meu irmão veio me perturbar por conta disso, estou irritado.

- Não se preocupe, todos sabemos que você é o melhor em território nacional. - Ela sorriu e deu uma piscadela.

- Obrigado, Leptos. - Ele sorriu e a chamou pelo apelido. - Tenho que ir, boa noite.

- Boa noite para você também.

Os dois se despediram e Dengue entrou em seu carro, dando partida e dirigindo até a sua mansão. Ser uma celebridade nacional tinha seus privilégios.

Quando o moreno chegou em casa, retirou suas roupas e foi logo se banhar, deixando todo o estresse de lado ao sentir a água gelada tocando seu corpo.

Por ele ter ficado muito cansado, Dengue resolveu dormir cedo e deixar de finalizar seu trabalho para poder terminá-lo no dia seguinte.

Contudo, sua mente não conseguia deixar de pensar no concorrente, talvez futuro rival, que poderia ameaçar o seu posto na indústria patológica. Ele não conseguia entender o motivo pelo qual estava dando tanta importância a um adversário que sequer havia conhecido.

O moreno, então, apenas ignorou sua paranoia e fechou seus olhos, caindo em sono profundo.



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