História Side Beach - Capítulo 15


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Amizade, Amor, Aventura, Colegial, Comedia, Drama, Justin Bieber, Romance
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Palavras 2.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí garelaaaaa!!! Estou postando esse capítulo hoje, porque ontem não deu tempo de revisar ele para postar, mas cá estamos.

Boa leitura.

Beijo amo vocês ❤️

Capítulo 15 - Capítulo 15


Eu não lembro muito bem oque aconteceu, só sei que, quando acordei, estava deitada com mais areia na boca do que na praia inteira.

Os calorosos raios de sol batiam em meu rosto, e vários passarinhos cantavam ao redor. Ergui meus cotovelos na areia e cerrei meus olhos por conta da claridade do sol que impedia de enxergar bem e observei ao redor algumas pessoas que caminhavam ao longe, mas não tinham me notado.

Soltei um grande suspiro chegando a conclusão de que tinha dormido na praia e comecei a passar a mão na língua, em uma tentativa frustrada de retirar os grãozinhos de areia que estavam nela.

Tudo estava indo bem – para não dizer ao contrário – até que começo a sentir e ouvir algumas outras presenças humanas logo atrás de mim.

Virei-me para trás, ainda com a língua para fora e avistei os garotos que jogavam futebol aqui todos os dias de manhãzinha.

Arregalei os olhos e coloquei a língua para dentro sendo obrigada a engolir alguns grãos de areia, enquanto me levantava extremamente apressada e saí correndo da praia em direção a minha casa o mais rápido possível.

Quando senti meus pés alcançarem o piso duro do asfalto, segui para a porta da minha casa e comecei a bater na porta insistentemente, enquanto minha língua estava estirada para fora e eu respirava pesadamente.

Quem visse essa cena, diria que eu era uma verdadeira cachorrinha.

Alguns segundos depois, meu pai abriu a porta com um sorriso radiante no rosto.

— Bom dia, Sol! – ele disse sorrindo e observou minha língua estirada — Dormiu na praia? – perguntou prendendo o riso.

Saí correndo em disparada para dentro de casa, e só parei quando me encontrei sentada na cama, ofegando.

É, mais um dia normal na minha vida.

                        ...

Depois do grande vechame que passei, me recompus e fui direto para o banheiro me arrumar para o treino.

Quando cheguei, meu pai já me esperava para irmos juntos para a loja, troquei de roupa colocando uma saia jeans e uma camiseta branca, saindo do quarto indo de encontro ao meu pai.

Já tinha se passado da hora do almoço, quando eu e meu pai revesamos para cada um ir almoçar. Ele se despediu de mim avisando que ia curtir o seu dia de folga e que não ficasse preocupada se quando chegasse em casa, não encontrasse ele.

A tarde foi agitada, com muitas pessoas entrando na loja e a noite chegou bem mais rápido do que eu podia esperar.

Olhei no visor do celular e a tela marcava 20:09 da noite. Terminei de apagar as luzes da loja e tranquei tudo assim que o último cliente havia saído. Coloquei minha bolsa transversal no ombro e segui em direção ao cinema do shopping na maior tranquilidade.

Assim que fui me aproximando, avistei Justin na fila de braços cruzados, quando ele me viu veio até mim imediatamente.

— Até que enfim chegou, já era hora. –reclamou comigo revirando os olhos — Pensei que ia dar mancada – comentou

— Eu realmente pensei em fazer isso, mas ainda quero meu dinheiro – admiti e ele riu.

Olhei para frente vendo a fila cheia de pessoas e com um cartaz vermelho com letras pretas grudado na parede onde tinha escrito:

" NOIVA DO PANTANO"

— É sério isso? – perguntei com a testa franzida

— Oque? – Justin perguntou confuso e eu apontei para o cartaz

— Esse pessoal não tem criatividade para inventar um nome melhor para o filme?! – Falei e ele riu.

— Eu queria levar a gente para assistir outro, porque concerteza você já deve ter assistido esse mas...

— Nunca assisti – o cortei

— Você o quê? – ele perguntou surpreso, pois seus olhos estavam arregalados e sua boca aberta.

Era tão estranho assim nunca ter assistido esse filme?

— Não perco meu tempo assistindo essas porcarias – dei de ombros e ele balançou a cabeça incrédulo

— Isso é inaceitável – falou perplexo —Mas nós vamos assistir hoje e eu tenho certeza que você vai gostar. – disse convicto

— Se eu fosse você, não teria tanta certeza disso – falei quando ele pegou os dois ingressos.

Seguimos andando para um corredor, junto de todas aquelas pessoas e entregamos nossos bilhetes para um cara que estava na porta da sala de projeção.

A sala era enorme e em todas aquelas cadeirinhas caberia quase todas as pessoas da minha turma e mais algumas, se duvidar.

Bieber escolheu se sentar lá no fundão onde dizia ele que dava mais emoção. Quanta tolice!

— Preparada para o melhor filme da sua vida? – perguntou apontando para a grande tela onde já estava passando os trailers.

— Aham – respondi sem muita animação e ele sorriu se encostando na cadeira.

                         ...

— Como não gostou da noiva do pântano? – Justin perguntou indignado, quando nós saímos da sala de cinema assim que o filme acabou e eu logo anunciei que havia achado o filme uma merda, fora que eu tinha sentido muito medo em algumas cenas.

Dei de ombros

— Tem casamento. Garotas adoram casamentos – ele continuou apontando argumentos

— O cara do pantano devora a dama de honra. Como quer que eu goste de uma coisa dessas?

— Foi porque ele ficou sem petiscos –sorriu falso explicando.

— Ah claro – eu disse debochada — Eu vou te mostrar oque é legal de verdade –Segurei em seu braço e o levei para o lago do shopping.

O lago tinha uma grande fonte onde dois gansos nadavam, era cheio de plantas ao redor tornando o lugar arborizado e uma banquinho ao lado de algumas árvores. Assim que cheguei sentei no banquinho e fiquei olhando para os gansos.

— Lago do shopping? Agora eu entendi, você gosta de coisas chatas – Justin falou jogando uma pedrinha na água e eu lhe fuzilei com o olhar.

— Aqui é um lugar calmo onde eu consigo estudar. – expliquei — Quer sentar? –perguntei dando espaço no banco

— Eu não vou sentar nesse banco – me olhou com cara de nojo

— Porque que você sempre tem que implicar com tudo? – perguntei revirando os olhos

— Ruivinha, o banco tá cheio de cocô de ganso – falou rindo e eu arregalei os olhos levantando imediatamente do banco.

— Porcaria – reclamei passando a mão por minha saia enquanto o imbecil a minha frente, se contorcia de tanto rir — Mas mesmo assim, esse lugar não deixa de ser legal. – comentei e ele foi parando de rir

— Eu não vejo nada demais – Justin disse com desdém e eu revirei os olhos.

— Ok esperto, agora pode me passar a grana, eu já cumpri com o combinado –estendi a mão em sua direção — e aliás, eu quero a grana e uma carona – franzi a testa assim que lembrei de algo — Esquece a parte da carona, não quero colocar minha vida em risco mais uma vez ao seu lado.

— Ah não ruivinha, logo agora que a próxima sessão seria de um filme de zumbis! – reclamou batendo o pé no chão como uma criancinha emburrada.

Chamem a monitora, acho que uma criança fugiu da creche!

— Sai fora Justin, nunquinha que eu vou assistir um filme daquelas coisas verdes e asquerosas. – eu disse fazendo uma careta de nojo e ele riu.

— Tudo bem, já está mesmo na hora de criança ir para a cama – ele disse rindo, enquanto verificava a hora em seu relógio de pulso

Ta bom, eu que sou a criança aqui né?!

— Você quer mesmo falar sobre crianças? – perguntei irônica e ele fechou a cara.

— Não – respondeu sério e eu gargalhei.

Ainda bem que ele sabia que a única criança aqui era ele, não eu.

— Toma aqui o seu dinheiro – ele disse colocando a mão no bolso da frente da calça e tirou de lá algumas notas colocando em minha mão. Franzi a testa vendo que aquilo tudo, era bem mais do que eu tinha cobrado das pulseiras.

Oque ele tinha na cabeça?

Aquele tonto estava com pena de mim e se sentiu na obrigação de me dar dinheiro?!

Eu não era rica nem nada, mas ainda não tinha chegado ao ponto de pedir esmola.

Meu nível de classe social estava muito bem, obrigado.

Ou será que estava escrito na minha testa, "me dê uma esmolinha por favor" e eu não tinha visto?

Olhei para seu rosto e o fuzilei com o olhar

— Não se ofenda, é tudo pela praia –falou levantando as mãos para cima em sinal de rendimento, repetindo a mesma frase que eu sempre falava quando ia fazer algo de contragosto — E além do mais, não precisa se preocupar em pegar um táxi pois quem vai te levar em casa sou eu, olha que maravilha – ele disse com um sorriso que quase rasgava sua boca.

Arregalei um pouco os olhos e balancei a cabeça para lá e para cá negando imediatamente.

— Ah qual é ruivinha, nós moramos perto um do outro, você não quer gastar dinheiro com um táxi sendo que eu posso te levar em casa de graça. – protestou revirando os olhos.

Respirei fundo e fechei os olhos com força.

— Tudo bem – dei de ombros — mas só me garanta que naquela droga de carro tem gasolina para me levar até em casa – apontei o dedo em seu rosto enquanto falava seria.

— Relaxa, o tanque está cheinho –balançou as chaves do carro, enquanto fazia uma careta engraçada e apontou para frente com a cabeça indicando que era para mim ir primeiro.

Conforme íamos nos afastando do lago eu percebia o shopping quase que vazio, as poucas pessoas que ainda estavam aqui eram as que estavam assistindo filmes no cinema, fora isso o lugar encontrava-se desabitado.

Assim que o vento gelado da avenida tocou o meu rosto os pelinhos de meu braço se arrepiaram e eu abracei meu próprio corpo com intuito de me esquentar do frio.

— Onde está o... – olhei para Justin afim de saber o lugar em que estava o seu carro, mas assim que vi a cena mais deprimente de toda minha vida, minha primeira reação foi cortar a fala e soltar um grito surpreso

— Justin – berrei correndo até o meio fio da calçada, com o objetivo de pegar a tartaruguinha que quase morria atropelada por um carro que havia acabado de passar.

— Oque aconteceu, ruivinha? – Justin veio até mim assustado se agaixando ao meu lado no meio fio.

— Essa coisinha aqui, quase batia as botas ao tentar atravessar a rua – a essa altura do campeonato eu já estava com lágrimas nos olhos e é porque nem tinha acontecido nada demais com a tartaruga — graças a Deus — imagina se tivesse acontecido.

— Sai daí ô maluca, se não quem vai terminar morrendo é você – Justin falou e só assim eu percebi, que ainda estava sentada no meio fio, ele segurou em meu braço e me puxou do chão me levando até a entrada do shopping novamente.

— Oque a gente faz com ela? – eu pergunto chorosa, encostada na parede enquanto olho para a cara da tartaruguinha que mal cabia em minha mão e me observa como se estivesse dizendo: "Me ajude eu não sei para onde ir"

— Sei lá, deixa ela por aqui mesmo – deu de ombros — concerteza ela deve voltar para o lugar que saiu

O olhei indignada.

Como ele podia dizer isso?

— Não posso fazer isso! – esbravejei irritada — Eu como uma futura bióloga marinha, não posso negar ajuda a um animalzinho indefeso, vai contra as regras do meu futuro emprego – expliquei e ele revirava os olhos a cada palavra que eu dizia mas por fim, deu um suspiro derrotado.

— A gente pode levar ela para aquela loja que tem um desenho de um peixe na vitrine – aconselha — concerteza deve ser algum tipo de lojinha de animais aquát...

— Aquilo é um restaurante japonês –interrompo furiosa e ele faz uma careta arregalando os olhos.

— Uh, mas fica calma – ele diz após ver minha lamentável situação — a gente pode levar ela pra sua casa ou até mesmo para o zoológico... – balanço a cabeça furiosa e tiro a chave do carro de sua mão, apertando o botão de destrave em direção de todos os carros que eu via estacionados na rua. — Oque tá fazendo? – Ele pergunta virando meu corpo para o outro lado da rua, onde da vez que eu aperto o botão em direção de um carro azul, o mesmo apita e pisca as luzes de seu farol indicando que o carro de Justin era aquele.

— Vamos levar ela para a praia – digo indo em direção ao carro carregando a tartaruga em minha mão esquerda — se eu aparecer com essa coisinha em casa, a Lotte arranca a cabeça dela fora. – comentei jogando a chave para ele por cima do carro, enquanto ocupava o meu lugar no banco do carona e ele em segundos depois também entrou.

— Quem é Lotte? – perguntou com o cenho franzido ligando o carro

— Charlotte, minha cachorra – falei simples dando de ombros e ele assentiu com a cabeça. — Como acha que ela foi parar praticamente no meio da rua? – pergunto me referindo a tartaruga

— Sei lá, ela pode ter fugido de alguma loja de animais do shopping, ou... sei lá – da de ombros e eu concordo

— É...

Ficamos um tempo em silêncio, com eu alisando a cabecinha da tartaruga que tentava se esconder cada vez mais dentro de sua carapaça, até que eu olhei para a janela vendo a paisagem passar rapidamente pelo vidro, notando então que Justin estava correndo demais.

— Da pra você ir mais devagar por favor? – perguntei e ele revirou os olhos diminuindo a velocidade que corria.

Voltei a olhar para a janela novamente, vendo as coisas passarem mais devagar porém quando retornei a olhar para frente de novo senti ele acelerar um pouco mais, vendo que ele havia ultrapassado um sinal vermelho.

— Tá maluco?! Porque fez isso? – gritei arregalando os olhos

— Ruivinha, eu não tenho paciência para esperar esse sinais chatos – murmurou baixo fazendo uma careta.

— Não interessa Justin, você não pode fazer isso, tem que respeitar as leis de trânsito – falei alterada — Já pensou se estivesse alguém atravessando a rua? Você poderia ter provocado um acidente.

Ele simplesmente deu de ombros demonstrando que não se importava.

— Você já fez isso outras vezes, não foi? – perguntei e pelo olhar que ele me deu, não precisou nem sair nada de sua boca para que eu confirmace o óbvio.

Bufei indignada.

Depois de alguns minutos, chegamos a uma praia desconhecida por mim. Descemos do carro comigo segurando a tartaruga com o maior cuidado do mundo e logo senti o vento frio da praia balançar meus cabelos.

Justin logo veio para perto de mim e nós caminhamos até a beira da água.

— Da um beijo de despedida na Karen, vai Justin, ela já vai embora – falei colocando a tartaruga perto da boca dele, que recuou fazendo uma cara de nojo imediatamente.

— Karen?! Você deu um nome pra a tartaruga? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha.

— Claro, você não daria? – falei como se fosse óbvio e ele deu de ombros — E além do mais, Karen combina com ela – comentei olhando para a tartaruga, que ainda estava encolhida dentro de sua "casinha"

— Não acho. Creio que ela gostaria mais de ser chamada de... – colocou a mão no queixo fazendo uma expressão pensativa — Tábata! – gritou animado enquanto eu negava com a cabeça.

— Claro que não! Tábata não tem nada haver com ela, olhe só – coloquei a tartaruga que já estava com a cabeça para fora da carapaça, em sua frente novamente — Karen combina muito mais. – disse convencida

— Continuo não achando – cruzou os braços emburrado.

— Nem ligo pra sua opinião – mandei língua e ele mandou de volta me fazendo rir e ver o quanto éramos infantis.

Me agaichei perto da água e trouxe Karen/Tábata para perto do meu rosto. Mandei um beijinho no ar na esperança que a tartaruga me mandasse outro, oque era claramente óbvio que não ia acontecer e ouvi Justin rir baixinho. Eu até poderia dar um beijo na cabecinha dela em forma de despedida, já que eu tinha quase certeza que nunca mais viria ela para o resto de minha vida, mas não tive coragem, não era nojo nem nada... Ah quem sabe talvez fosse isso mesmo! Mas no geral em me sentiria estranha por beijar a cabeça de uma tartaruga, sei lá.

Soltei a tartaruga na areia da praia e ela foi caminhando até a água como um peixinho. Até que uma onda chegou e arrastou a tartaruguinha para dentro do mar com uma facilidade imensa.

— Tchau Karen – eu falei alto

— Tábata – Justin corrigiu e eu revirei os olhos — Oque vamos fazer agora?

— Você – apontei para ele com o dedo indicador — vai me levar em casa.

— Ainda tá cedo, ruivinha – ele comentou observando seu relógio de pulso. Peguei seu braço e o trouxe para perto do meu rosto, cerrando os olhos para tentar ver a hora naquele escuro e abri a boca chocada ao perceber que já eram quase meia noite.

— Você chama isso de cedo? – soltei seu braço e apontei para o relógio, ele afirmou balançando a cabeça e deu de ombros — Eu não sei se você lembra, mas temos aula amanhã querido – falei girando meus calcanhares rumando de volta para o carro e Justin soltou um muxoxo desanimado, enquanto me seguia.

Entramos no carro e Justin rumou para minha casa



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