História Side Beach - Capítulo 2


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Amizade, Amor, Aventura, Colegial, Comedia, Drama, Justin Bieber, Romance
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Palavras 2.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - L é de " Loiro veneno"


Quando acordo, estou encharcada de suor. Apesar do calor sempre durmo coberta com o lençol. Não adianta. Tenho a sensação de que fico mais protegida dessa maneira. Não é medo de monstro, nem nada. É só uma mania de achar que assim, vou me livrar de todos os perigos. É meio infantil, eu sei. Mas é gostoso. O problema, é que no verão de todos os dias de Miami, essa mania é um tanto desagradável, principalmente quando não se tem ar condicionado. Nunca tive.

Não consigo me lembrar com oque sonhei essa noite, mas, se tive algum sonho, ele foi bem turbulento, porque estou cansada como se tivesse corrido uma maratona.

Apesar da fadiga, o amanhecer sempre me traz uma sensação boa de recomeço, principalmente com o aroma do mar e do ar fresco, que me dá vontade de sorrir. Sou dessas pessoas matinais insuportáveis sabe? Que acorda sorrindo e cantando e brincando de fazer vestidos, com a ajuda dos passarinhos e dos ratinhos, tipo a Cinderela. Haha mentira! Só acordo cedo mesmo por questão de costume e porque tenho que fazer minha rotina matinal, tirando isso, ficaria na cama.

Treino para começar o dia bem disposta, já que possuo uma rotina bastante agitada — talvez nem tanto assim.

Prendo meu longo cabelo em um rabo de cavalo e término de me arrumar, colocando uma roupa confortável e indo escovar os dentes. Desço as escadas e bebo um grande copo de água — mais uma das minhas inúmeras manias — Como uma banana, para não correr o risco de ter alguma câimbra, no meio do treino e faço uma jarra de suco natural, junto com dois sanduíches, isso tudo para repor as proteínas e carboidratos, que eu preciso para me darem energia, durante o treino. Faço mais dois sanduíches para depois do treino e guardo a jarra de suco na geladeira — vale ressaltar que a mesma, pode ser comparada com o deserto do Saara, mas, ao invés de ter areia, ela só tem gelo. Meu pai precisa fazer as compras do mês — saio de casa indo direto para a praia, que não fica tão longe assim da minha casa.

Assim que chego, vou até o final dela e depois volto até o início, minha respiração está irregular, me sento na areia e fico vendo os pescadores, que todos os dias vem pescar aqui nessa praia, trabalhando, e o vai e vem das ondas, aqui é o meu lugar favorito. Sempre foi des de pequena, eu sinto uma sensação diferente na água, é como se ela me desse tudo oque eu precisasse. Minhas preocupações pegam rumo direto para o beleléu. Mas às vezes, eu confesso que sinto medo de estar sozinha no mar, na piscina, no treino ou em qualquer outro lugar, que tivesse água. Já aconteceu inúmeros momentos, do meu cérebro me incentivar a práticamente me afogar, fico imaginando o quão bom, seria beber toda a água do mar, devia ser delicioso encher meu estômago, meu coração, meus pulmões com ela. Seria satisfatório beber tudo aquilo até ficar cheia, até cada pedaço meu, ter sido inundado com água. É completamente um loucura eu sei, admito que nesses momentos, minha consciência some de uma vez e a única coisa que eu consigo pensar é nisso. Saio até da água, quando estou pensando nessas besteiras.

Fico entretida com o balanço do mar e do som das ondas, e nem me dou conta da hora, mas graças ao meu relógio de pulso, que fez um barulhinho quando bateu imediatamente 7:30, arregalei os olhos e me levantei da areia batendo as mãos na minha bunda e correndo direto para minha casa.

Assim que chego na porta, ponho as mãos nos joelhos e faço uma careta tentando controlar a respiração, eu corri demais. Adentrei dentro de casa e literalmente voei para dentro do banheiro, tomando o banho mais rápido que eu já tive em toda a minha vida, coloquei outra roupa e soltei meus cabelos do rabo de cavalo, calcei os tênis e peguei minha bolsa que estava em cima da cama, já pronta. Desci novamente e comi meus dois sanduíches que restaram, tomei meu suco no modo flash e quase morri engasgada.

Ouvi o barulho da buzina do ônibus em que eu pegaria e sai de casa correndo, trancando a porta e atravessando a rua.

O motorista abriu a porta e sorriu me comprimentando com um bom dia, que eu quase não respondi ,por falta de ar de tanto correr. Passei meus olhos por todos os assentos do ônibus e não vi nem se quer um vazio, apenas uma cadeira sobrando lá no fundão. Bufei e fui até lá irritada. Eu odiava ir no fundão do ônibus, pelo simples motivo que nas cadeiras de lá, só se sentavam aqueles garotos — conhecido por babacas — que ficam olhando para mim, na maior cara de pau.

Me sentei e coloquei meus fones de ouvido, onde tocava uma música tranquila e relaxante, encostei minha cabeça na cadeira e fechei os olhos, finalmente me desligando desse mundo e indo para outra dimensão, onde tudo oque eu queria acontecia.

...

                          Poucos minutos antes do intervalo, Gisela que está sentada atrás de mim me passa um bilhetinho onde está escrito:

Oque aconteceu com o Justin?

Só assim me lembro que estamos na aula de biologia e que eu não estou prestando atenção, em completamente nada.

Biologia e trigonometria eram as únicas aulas em que eu e Justin tínhamos juntos.

Claro que eu esqueci de comentar, sobre está figura loira que se chama Justin Bieber — esqueci porque justamente, ele não faz tanta diferença na minha vida — o cara é como uma lenda aqui no colégio, o verdadeiro rei da Middle School. Cobiçado, não só por sua exuberante beleza - sim eu confesso, acho Justin lindo de morrer. E na minha teoria existem dois tipos de lindo. 1°: Lindo. Só isso. Um lindo normal. 2° Lindo de morrer, quando eu considero alguém lindo de morrer, pode ter certeza, que essa pessoa é realmente linda, pois sou exigente nos meus gostos. E isso causa uma implicância em Gisela, que passa a vida jogando na minha cara " Você escolhe demais, por isso está sem ninguém" e minha resposta sempre é a mesma em todas as ocasiões " Eu nunca fui no mercado e peguei fruta estragada, sempre escolho, então eu vou sim escolher com que eu quero me relacionar ou simplesmente trocar uma saliva em um dia de tédio" — mas também desejado por seus status, fama e riqueza.

No geral boa parte da população do mundo, deseja essas três coisas para a vida, tendo a esperança de que com isso, suas vidas se tornem menos chatas e mais felizes.

Minha história com Justin pode se considerar, digamos que triste, não dramática igual essas novelas que passam na TV. Nos conhecemos dês de pequenos, quando eu me mudei para Miami Beach e entrei para a mesma escola em que ele estudava.

Isso sempre me traz lembranças, da maneira em como nos conhecemos.

Eu tinha só cinco anos, quando o vi pela primeira vez. Segurava um copo de suco de maracujá com minha pequena mão, enquanto com a outra, tentava arrumar meu cabelo ruivo que caia sobre meu rosto.

Ele estava louco para brincar de esconde-esconde com os amigos, por isso não olhou direito por onde andava. Já eu estava ocupada demais tentando colocar minhas longas madeixas para trás e também não vi quando o loiro poucos centímetros mais alto que eu, cruzou meu caminho.

Ele gritou quando sentiu toda a água amarela manchar sua blusa branca do uniforme.

Aí meu suco.

Arregalei os olhos pedindo desculpas enquanto dava dois passos para trás. Ele me encarou com a testa franzida, mas suavizou sua expressão, quando viu algo em meus olhos que chamou sua atenção. Aproximou o rosto do meu e perguntou qual era a cor dos meus olhos, naquela época eu não entendia, nem me importava com nada disso, então dei de ombros demonstrando não saber a resposta. Eu já tinha aprendido a diferenciar todos os diferentes tipos de cores, mas nem eu mesma sabia qual era a cor dos meus olhos.

Eu pedi desculpas de novo e senti medo do garoto que me encarava parecendo que ia me matar a qualquer momento. Ele ficou calado apenas olhando para mim. Pedi desculpas mais uma vez e ele falou que já era a quinta vez que eu me desculpava. Ele estava contando

Joguei o copo de plástico no lixo e dei um sorriso fraquinho com vergonha por ser tão desastrada. Ele sorriu e me chamou de baixinha desastrada.

Eu era baixinha não posso negar, e hoje em dia nem sei se isso mudou tanto. Ele não era tão mais alto que eu, mas mesmo assim, com alguns centímetros a mais tinha o direito de me chamar de baixinha.

Depois ele me convidou para brincar de esconde-esconde com os seus amigos e me disse que se eu quisesse mesmo suas sinceras desculpas, eu ia ter que ajudá-lo a não ser encontrado na brincadeira. Eu aceitei animada já que passava quase todos os dias do intervalo sozinha, por fazer pouco tempo que tinha me mudado e por ainda não ter feito muitas amizades.

Dês daquele dia, nós viramos amigos. Brincavamos todos os dias junto com as demais crianças da escola e na rua, já que o condomínio de Justin, sempre foi perto da minha casa. Dividimos tudo, dês de brinquedos até as descobertas e segredos mais cabulosos um do outro. Depois foi que Nick entrou em nossas vidas, ele já era amigo de Justin a algum tempo mas depois que voltou para Miami, conheci ele e nos tornamos amigos. Nós brincavamos de todas as brincadeiras possíveis, tinham dias que eu brincava de brincadeiras de meninos só para agradar os garotos e tinham dias que eu os forçava a brincar de casinha e até mesmo de a princesa e o sapo.

Por algum motivo inexistente que eu ainda não sei, conforme fomos crescendo começamos a nos distanciar cada vez mais um dos outros. Nick se mudou novamente e saiu de Miami Beach, Justin se tornou capitão do time de futebol e eu continuei a mesma, sem tantas coisas diferentes para contar. Hoje em dia não nos falamos muito só o básico do básico, já que temos coisas em comum, como morar no mesmo planeta, estudar na mesma escolar e ter alguns amigos costumeiros.

Comovente.

Olho para Justin no outro canto da sala,  e vejo seu rosto contraído e seu olhar frio. Dá pra sentir a frieza daqui — e não é só por causa do ar condicionado, que está diretamente atrás de mim, e como minha cadeira fica no meio da sala recebo todo o impacto do ar frio, isso é o que se dava ao calor de Miami Beach. — Justin parece com raiva ou chateado, não sei ao certo. Mas em vez de responder a pergunta de Gisela, eu decido escrever sobre sua idiotice.

Você não pode esperar mais cinco minutos para me perguntar isso em voz alta?

Eu esculto uma risadinha atrás de mim e pouco tempo depois recebo o papelzinho novamente.

Na verdade eu tinha escrito isso dês do começo da aula mas esqueci de mandar. Sorte a minha que a situação dele ainda está presente, então o bilhete ainda faz sentido.

Reviro os olhos e guado o papel no bolso de trás do meu short.

Na hora do intervalo Gisela pode perguntar diretamente para Justin, qual o problema dele. Fico abismada com a curiosidade dessas pessoas em quererem saber da vida do outro, e ainda mais virem me perguntar se eu sei de alguma coisa.

Ah por favor, me poupe!

Não estou dando conta dos problemas de minha vida quem dirá dos problemas dos outros.

O sinal toca e eu saí da sala indo até o meu armário guardar o livro de biologia, já que não o usaria mais pelo restante do dia. Tranco o armário e pego meu celular verificando se tem alguma mensagem ou ligação perdida.

Ando distraída até o refeitório vendo uma mensagem de Maia onde ela pergunta onde eu estou, decido não responder já que estou indo para lá neste exato momento.

Sinto alguém bater contra meu ombro, e seguro meu celular com firmeza, não querendo nem cogitar a ideia dele caindo no chão e se estrassalhando em milhares de pedacinhos já que isso quase acabou de acontecer. Aí sim eu ia ficar sem celular até pelo menos me formar conseguir um emprego para tentar comprar um com o meu dinheiro, que provavelmente seria juntando todas as minhas moedinhas que eu receberia por mês.

Levanto o rosto para ver quem foi o  futuro paciente de um exame com o oculista e vejo aquele par de olhos cor de mel me olhando igualmente enquanto também mechia em seu celular.

Por um breve momento senti que a cena de anos atrás se repetiria novamente.


Notas Finais


Aproveitem o capitulo e nao se esquecam de comentar e favoritar.

Espero que gostem. Bjokas.

ps: qualquer erro de ortografia e digitacao ignorem
ps2: estou viciada no joguinho do justin mas nao passo do nivel 1 ;(


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