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História Side Effects - Capítulo 6


Escrita por: hyunge

Notas do Autor


Bom dia bom dia, mas só pra quem é gay. Capítulo novo, quem amou? Não demorou tanto, mas é porque tem luta nesse capítulo, ou seja, vai sim dar merda.

⚠⚠ALERTA DE GATILHOS⚠⚠

Esse capítulo pode causar alguns gatilhos como, violência, sangue, gore, Kim WooJin e muito palavrão. Leia por sua própria conta e risco!

Capítulo 6 - Amor


30/10/854 ── 生 ː  Quartel General da Tropa de Exploração, Muralha Maria, Paradis


— Onde está o Comandante? — o rei perguntou.

— O Comandante Christopher está na base ao sul, Vossa Majestade. — ChaeYeon tratou de responder, observando Yunho servir um pouco de chá para o rei e para os outros líderes de esquadrão. 

— E por que ele está lá? — San olhou para o agente executivo, sorrindo de canto. — Obrigado, filho.

"Filho"? Eu hein, é cada uma. — Yunho pensou, mas apenas se curvou e agradeceu, se sentando ao lado de Jisung em seguida.

— Ele faz companhia ao portador do Titã Colossal, Lee Felix. Os dois ficam a tarde inteira lá caso alguma ameaça apareça. — explicou a Lee.

— Entendo...

— Mas Vossa Majestade, o que trás o senhor aqui? — indagou Jisung, sendo mais sério do que o normal.

— Eu gostaria de ver os quatro guerreiros. Aliás, por que não devoraram os três e mataram a garota? — tomou um gole do chá, quase queimando a língua por não ter assoprado antes. Os outros presentes tiveram que se segurar muito para não rirem.

— Ryujin é do clã Shin, seria um grande desperdício matarmos ela. Então usamos os outros como reféns para ela não nos trair. — respondeu ChaeYeon. — E Seo ChangBin implorou pra nós evitarmos ao máximo matar eles.

— Justificável. — bebeu mais um pouco do chá. — Quando eu vou ver eles?

— Chaeryeong já vai chegar com eles, Vossa Majestade.


Minutos atrás


— Tá dizendo pra nós trairmos Marley?! — indagou JeongIn incrédulo.

— 'Tô. — afirmou Hyunjin, simplista. 

— Você tá louco?! Não podemos! 

— Claro que podemos, JeongIn. 

— Eu prefiro morrer do que ficar ao lado dos demônios. — declarou, fazendo Ryujin rolar os olhos para cima com raiva.

— É, mas se você não mudar de lado e deixar Paradis na mão, você morre e de quebra a gente vai junto. — argumentou o mais alto, mas JeongIn não deu a mínima.

— JeongIn... pensa, vai ser melhor pra nós por agora. — Yeji tentou convencer.

— Eles mataram a minha família, Yeji. 

— Mataram a minha também! Agora eu só tenho vocês e eu não quero perder nenhum. — falou Hyunjin, já com raiva.

— Okay, mas e se o pessoal de Paradis nos trair? — supôs. As vontades de Ryujin no momento envolvia facas e o corpo do Yang sangrando, embora jamais fosse fazer isso.

— Acho que a gente ainda estar vivo já é motivo para confiar neles, idiota. — respondeu, tão brava quando Hyunjin. 

— Bom, eu vou aceitar essa merda de mudar de lado, mas se eu suspeitar de algo, eu atravesso aquele oceano na força do ódio. — avisou.

— Finalmente vieram pro lado bom da força. — comentou Chaeryeong, escorada na porta do quarto. — Relaxa, não vou contar pra ninguém se nos chamou de demônios se me deixar arrancar seu olho e ver crescer de novo. — JeongIn a olhou assustado. A Lee riu alto, colocando a mão sobre a boca. — É brincadeira! Eu não sou como o Jisung, não. Agora vamos, antes que a Capitã arranque a minha cabeça por demorar tanto.

Os cinco logo seguiram até a sala de reuniões do Quartel General, onde Chaeryeong bateu na porta antes de entrar na sala. Yunho logo correu para atendê-los, embora quisesse usar aquele tempo para fugir daqueles papos chatos e enjoativos.

— Pronto, os quatro guerreiros já chegaram, Vossa Majestade. — falou o Jeong. Os cinco se curvaram em direção ao rei, que se levantou e sorriu com aquilo. 

— Vossa Majestade, esses são: Hwang Hyunjin, o portador do Titã Martelo de Guerra; Hwang Yeji, a portadora da Titã Fêmea; Yang JeongIn, o portador do Titã Mandíbula; e Shin Ryujin, a última descendente do Clã Shin. — apresentou ChaeYeon, apontando para cada um dos quatro. San analisou o rosto dos quatro, eram muito bonitos, tinha que confessar. 

— Sejam muito bem vindos a Paradis, meus caros. — em momento algum desfez o sorriso bonito do rosto. Hyunjin logo olhou para a coroa do rei, uma coroa bonita em um homem bonito, que daquela distância, já era possível sentir um aroma amadeirado do mesmo. 

— O que Vossa Majestade quer tanto falar com os quatro? — indagou JiHyo.

— Queria vos perguntar melhor sobre Marley, estamos fazendo um plano de usar o Titã Fundador e acabar com Marley de uma vez. — explicou e ali Hyunjin percebeu que seria uma longa tarde.


[•••]

30/10/854 ── 生 ː  Base ao Sul, Fora das Muralhas, Paradis


Mais um dia enjoativo, mais um dia onde Felix não fazia praticamente nada além de trocar algumas palavras com Christopher e arrastar os pés pela areia. Naquele dia, o Comandante não estava tão flexível quando no dia anterior e aquilo fazia o Lee querer chutar tudo que via pela frente e mandar o mais velho tomar naquele lugar, só de raiva.

Olhou brevemente para o oceano a sua frente e logo notou alguma coisa ao horizonte, era algo grande mas ainda sim não conseguia ver o que era. Continuou olhando para seja lá o que fosse aquilo e aos poucos reconheceu um símbolo ao lado do navio, era Marley. Desviou o olhar para o Comandante, que também olhava para o navio, esperando ver mais algum navio ou algo do tipo.

— Isso é estranho... — o Bang murmurou pensativo, mas deixou aquilo de lado. Se virou para Felix e o entregou uma faca, vendo o olhar triste do mais novo.  — Enfim, não vamos perder tempo. Felix, você sabe o que fazer. — o Lee assentiu. Engoliu o choro ao perceber o que ia ter que fazer e logo correu até a água, indo fundo o suficiente para apenas seus ombros e sua cabeça ficarem amostra e esperou Christopher tomar distância o suficiente da praia.

Vamos lá, Felix... — falou, antes de cortar a própria mão e ter sua explosão um pouco mais fraca que a de Liberio. 

Assim que o Comandante notou que Felix já estava transformado, verificou rapidamente o gás do DMT e logo voltou para onde estava. Sentiu um calor enorme por causa da presença do Titã Colossal, mas continuou ali, esperando Felix destruir o navio.

O Titã Colossal, por mais lento que fosse, conseguiu destruir o navio sem muito esforço. Enquanto isso, Christopher usou as garras do DMT para ferir um do marleyanos, ele deveria ter separado um esquadrão naquele dia. Não esperou os sobreviventes marleyanos chegarem em terra firme, finalizou com a maioria e deixou o último imobilizado.

— O pessoal de Marley não luta tão bem assim, né? — debochou, chutando o inimigo com força. Mas então notou a faixa cinza no braço esquerdo. — Você é eldiano? — o homem assentiu com dificuldade. — Tinha marleyanos no barco? — o homem assentiu mais uma vez. — Quem? — o homem se calou.

Christopher revirou os olhos. Estava com dificuldade de respirar graças ao vapor que vinha do Titã Colossal e com calor por causa do mesmo e do sol. Estava tão impaciente que chutou o homem mais forte do que antes. O eldiano desconhecido apenas rolou no chão, ficando de barriga para cima. O Comandante deixou sua lâmina rente ao pescoço do homem, com ódio no olhar.

— Quem eram os marleyanos que estava no barco? — perguntou pela segunda vez, mas o homem continuou quieto. Christopher mudou a direção da lâmina mais para cima, fazendo um corte não muito fundo na bochecha do desconhecido. — O gato comeu a sua língua, foi?

Ia fazer mais um corte no homem, se não fosse por mãozinhas pequenas segurando o seu ombro. Era Felix, com o rosto inteiramente marcado graças à sua transformação.

— Comandante, deixe o trabalho de tortura para os outros. Tenho certeza que o Capitão Jisung e o Yunho vão cuidar bem dele. — falou. Embora seus olhos dissessem para Christopher parar, já que aquela violência explícita o feria tanto quanto feria o desconhecido no chão. O Comandante respirou fundo, guardando as lâminas e chamando os cavalos para perto dos três. 

— Seu... demônio. — o homem falou pausadamente, parecendo falar aqui para Felix e não para Christopher. Aquilo irritou tanto o Bang que o homem foi executado segundos depois.

— Comandante! — o menor chamou a atenção, parecendo abalado pela morte do inimigo.

— Vamos logo, precisamos reportar o que aconteceu. — o Bang assobiou, chamando o cavalo que os acompanhava naquela rotina exaustiva. 

Mesmo contrariado, Felix subiu na carroça acoplada ao cavalo, estava exausto e com o psicológico arrasado. Queria chegar no quartel general e dormir até não poder mais. Já Christopher apenas subiu no cavalo e correu com o mesmo até a Muralha Maria, olhando para trás algumas vezes para ter certeza de que feliz estava fisicamente bem.


[•••]

30/10/854 ── 生 ː  Quartel General da Tropa de Exploração, Muralha Maria, Paradis 


— O que o rei queria saber? — indagou SeungMin, olhando para Yeji curioso.

— Da nossa vida em Marley, planos pro futuro, essas coisas. — respondeu. — Ele também convidou geral para um jantar  chique na sala de reuniões. — acrescentou, dando de ombros em seguida.

— Jantar esse que eu não vou. — declarou Hyunjin, extremamente desinteressado no rei. — Vou esperar o Felix chegar e ir dormir, tô cansado já. — não estava, mas queria ver o amigo naquele dia.

— Desde quando você espera o Felix chegar? — perguntou SeungMin, mas Hyunjin não soube responder.

— Ele era assim em Marley também. Quando ele não precisava ficar se transformando em titã toda hora, ele passava o dia esperando o JeongIn chegar do treino. — contou Yeji.

— Era legal, ele me esperava com um café e ficava perguntando como eu estava. — se lembrou o Yang. 

— Tá, vocês vão e eu fico aqui com o Hyunjin. — falou Ryujin.

— Não, você vai ir com eles, é só um jantar, eu me viro.

— Mas-

— Mas nada, eu sei que você quer ir no jantar. 

— Se der merda eu bato na sua cara, moleque.

— Vai dar não, relaxa...

— Agora vamos, ChaeYeon está esperando a gente e o Hyunjin pode até não querer comer comida chique, mas eu quero! — e assim o grupo saiu da casa, deixando Hyunjin para trás. 

O Hwang logo olhou pela janela e viu que já estava escurecendo. Ainda sim, nada de Felix, estava começando a se preocupar afinal. Tudo bem que o Lee tinha chegado mais tarde no dia anterior, mas e se dessa vez tivesse acontecido algo? 

Tentou ocupar a mente com outra coisa e decidiu esperar Felix com um chá, já que em Paradis eles não tinham café. Depois de preparar o chá, Hyunjin voltou a esperar o Lee ansiosamente. Mas desta vez não demorou tanto, ouviu o barulho da porta abrindo e logo foi ver quem era.

— Felix? — o chamou, mas não ouviu resposta. Se virou para trás e viu o Lee de cabeça baixa, o cabelo não o deixava ver o rosto do menor. — Você chegou... aconteceu algo? — se aproximou. 

Felix levantou a cabeça e o olhou com os olhos marejados. Apenas pelas cicatrizes de transformação no rosto Hyunjin percebeu o que tinha acontecido. 


06/10/854 ── 生 ː  Quartel General da Tropa de Exploração, Muralha Maria, Paradis 


— Marley não fez nada até agora... — Chaeryeong murmurou. Estava com o resto do esquadrão, com exceção de Felix, que estava fora das muralhas, como sempre. — Isso é preocupante.

— Pelo menos o Felix anda mais feliz por isso, nunca vou esquecer de quando ele se transformava pelo menos umas 7 vezes por mês. O menino quebrou, a gente não conseguia nem falar com ele. — comentou SeungMin. 

— Como assim? — perguntou Yeji.

— É complicado. Vocês sabem, o Felix nunca quis guerra e muito menos ter sangue nas mãos dele. — começou o Kim. — Ninguém quer. Mas ele não lida tão bem com isso, o Felix fica muito mal quando precisa se transformar porque só a explosão dele pode destruir uma cidade inteira, você sabe. 


Hyunjin se lembrou daquilo e rapidamente puxou o menor para um abraço, sentindo as lágrimas do garoto molharem sua camiseta. Ficaram quietos, porque nenhum dos dois sabia o que falar. 

— E-Eu... — o Lee começou, mas Hyunjin não o deixou terminar, apenas apertou aquele abraço. 

— Calma, você não precisa me falar nada. Tá tudo bem agora, você está em casa. — tentou soar doce, mas não tão bom naquilo quanto o garoto a sua frente.

— Eram eldianos Hyunjin, quase toda a tripulação era eldiana ou de outros povos que Marley aprisionou. — contou, olhando para o rosto do mais alto. Hyunjin tentou não ligar para aquilo e focou em consolar o amigo.

— Eram pessoas que queriam nos matar, você só nos protegeu deles... — tentou acalmar.

— Mas eles fazem isso para proteger a família deles... isso não é justo.

— Mas você também está protegendo a sua. — limpou as lágrimas do Lee. — É injusto, eu sei, mas a gente não pode fazer nada. Marley não quer dialogar com Paradis, ninguém lá quer. O único jeito de acabar com isso, seria acabando com Marley.

— E se tiverem pessoas que querem dialogar? E os bebês que não tem noção de nada, Jinnie? — aquele apelido fez Hyunjin surtar por dentro, mas ignorou aquilo totalmente. 

— Eles também não pensam nos bebês de Paradis. Eu vivi lá e cresci ouvindo que vocês eram demônios que deveriam morrer, você também viveu lá, Lixie... — deixou um selar na testa do garoto. — Vem, eu fiz chá pra gente. — o puxou para a cozinha.

Serviu uma xícara de chá para o Lee e logo fez o mesmo para si, se sentando de frente para o garoto. Os dois beberam o chá em silêncio, por mais que Felix estivesse grato pelo Hwang estar ali consigo, ainda não conseguia formular uma frase sem desabar. 


19/10/854 ── 生 ː  Quartel General da Tropa de Exploração, Muralha Maria, Paradis 


— Tá, mas olha só isso daqui. — mostrou SeungMin, colocando a mão de Felix sobre a sua, fazendo o garoto revirar os olhos. — É muito pequena, sério!

De fato, as mãos de Felix eram minúsculas. Hyunjin logo colocou a mão do Lee junto da sua, os dedinhos do menor ao menos chegavam na metade de seus dedos.

— Ai que amor! — comentou, apertando as mãozinhas do garoto em seguida.


Hyunjin não pensou duas vezes antes de segurar as mãos pequenas de Felix. O último se surpreendeu, mas não recuou, apenas seguiu tomando o chá em silêncio.

— As mãozinhas tão minúsculas, um amorzinho mesmo. — sorriu bobo. — São bem macias também. — podia jurar ver o menor corar, mas talvez estivesse como ele também.

— Elas tão fedendo a titã, preciso urgentemente tomar um banho. — murmurou e logo Hyunjin cheirou a mão do garoto, péssima ideia. Não tinha notado o odor do garoto até então.

— Depois que terminar o chá você vai, aposto que está exausto.

— É... eu 'tô. — sorriu de canto, terminando de beber o chá. Hesitou antes de largar a mão do Hwang, mas o fez mesmo assim.

Felix seguiu até o banheiro, enquanto Hyunjin foi até o seu quarto. O garoto se deitou na cama e pensou seriamente se dormiria ou não, embora não conseguisse dormir sabendo que o Lee não estava bem.

Se levantou mais uma vez e saiu do quarto, decidindo o esperar no corredor mesmo. Não demorou muito para Felix sair dali, os cabelos molhados e o rosto sem cicatriz nenhuma, vestia um pijama branco. Hyunjin podia jurar que era um anjo.

— Não deveria estar dormindo? — o Lee perguntou.

— Deveria, mas eu queria checar se você estava bem antes. — respondeu. Felix assentiu com a cabeça e logo foi em direção ao seu quarto. — Ah, Felix, sobre o que você me disse ontem... eu confio em você também. — o Lee o olhou rapidamente, com um certo brilho nos olhos. O sardento foi até Hyunjin e o abraçou apertado, ouvindo os batimentos acelerados do maior.

— Obrigado por hoje. — agradeceu, se sentindo mais leve por aquilo.

Os dois se olharam rapidamente, os rostos próximos o suficiente para ouvirem a respiração um do outro. Hyunjin segurou o queixo do menor, como se pedisse permissão para o que iria fazer. Felix assentiu sem nem pensar muito, nenhum dos dois raciocinava direito. E assim, o Hwang selou seus lábios com os de Felix em um beijo desajeitado, nenhum dos dois tinha beijado antes, afinal.

Se separaram depois de um tempo, não demorando para selarem os lábios mais uma vez. Estavam concentrados apenas naquele ósculo, no próprio mundinho deles. Finalizaram aquele beijo e finalmente se olharam novamente. Hyunjin não sabia muito bem o que sentia, mas tinha gostado do que tinha feito.

— É... — começou o mais alto, tentando justificar aquilo.

— Não precisa falar nada, eu compartilho o mesmo pensamento que você. — Felix sorriu, roubando um selar rápido do Hwang, se afastando do mesmo em seguida. — Amanhã a gente conversa sobre isso. Obrigado por ter cuidado de mim, Jinnie. 

E assim Felix foi até seu quarto, enquanto Hyunjin estava parado pensando no que tinha acontecido. 

— Olha, eu sempre pensei que você fosse frouxo, mas eu nunca pensei que fosse tanto. — Hyunjin pulou de susto, olhando para trás e vendo Ryujin ali. Estava sentada sobre a mesa, com uma cara debochada enquanto olhava para Hyunjin.

— Pensei que fosse jantar com o rei. 

— E ficar longe de você? Meu sangue não deixa. — deu de ombros. — Agora vamos dormir... ou o senhor quer dormir com o baixinho?

— Não começa. — Ryujin riu.

— Então você gosta dele? — o provocou. — Eu já estava suspeitando, você andava preocupado até demais com ele. 

— Mas eu gosto mesmo dele? — se perguntou, Ryujin quis bater naquele rostinho adorável. 

— Claro que gosta! Você beijou ele! — respondeu. — Agora se declara pra ele antes que um dos dois morra. Do jeito que você é lesado, é capaz de já terem passado oito anos e você morrer tendo beijado o baixinho só duas vezes.

— Não é como se uma guerra começasse aqui e agora né? — e então, um grande estouro foi ouvido. — Ah vai tomar no cu.

Os dois se abaixaram rapidamente. Hyunjin se colocou na frente de Ryujin, mas a garota o puxou para trás com força. A Shin espiou pela janela o que estava acontecendo e viu no céu os dirigíveis de Marley chegando.

— Puta que pariu. — murmurou. Não esperaram para correrem até o quarto e colocarem os DMTs antigos, só estavam sem gás. Felix logo apareceu com sua roupa preta da Tropa de Exploração e com o DMT atual, que também não tinha gás.

— Vamos para o quartel general, o Comandante Christopher deve estar nos esperando lá. — falou, ao menos parecia que estava chorando antes ou que tinha beijado alguém.

Os três seguiram até o quartel, juntos de vários soldados. Haviam cinco filas onde estavam entregando os tubos de gás cheios, para ambos os DMTs.

Após tocarem o tubos foram até onde ChaeYeon estava. A mulher estava com o DMT antigo, enquanto JeongIn, Yeji e SeungMin usavam o novo modelo. Notaram que Chaeryeong não estava ali, Ryujin estranhou aquilo.

— Vamos precisar dos titãs de vocês. Precisamos que o SeungMin arremesse JeongIn alto o suficiente para ele chegar nos dirigíveis, é o único jeito que derrubar eles. — explicou, os dois citados assentiram rapidamente. — Eles têm armas anti-titã, podem perfurar a armadura do Titã Blindado. Em outras palavras, se alguém aqui for atingido na nuca, morre. 

Ai que legal, minha primeira missão com Paradis e eu já corro risco de vida. — pensou JeongIn. 

— Felix, Ryujin, Hyunjin, SeungMin e Yeji, cuidem dos guerreiros que estão ao solo, vão lutar juntos de Minho, ChangBin e Chaeryeong. Felix, não se transforme a não ser que seja extremamente necessário. — continuou, a voz firme entregava que ChaeYeon estava acostumada com situações emergenciais. — E o mais importante, não morram. — todos ali assentiram, correndo para fora do quartel general em seguida. 

Ryujin logo olhou rapidamente para Hyunjin, revirando os olhos fortemente ao notar que os cabelos estavam soltos. Se ele não morresse naquela batalha, ela o mataria depois.

— Fique aqui, espera o pessoal sair do quartel e se transforma aqui. — a Shin falou, recebendo uma confirmação do maior. Os dois logo esperaram todos estarem longe o suficiente para Ryujin  voar com o DMT para nem tão longe do Hwang, que se cortou com a lâmina e logo o primeiro titã apareceu. O Titã Martelo de Guerra estava ali, pronto para lutar e acabar com Marley.


Não demorou para que SeungMin e JeongIn se afastassem dos demais e se transformassem também. Colocaram o plano de ChaeYeon em prática, o Bestial segurou o Titã Mandíbula pelo pulso e pelo tornozelo, o jogando mais forte que podia contra os dirigíveis.

Ali perto, Jisung chorava de emoção ao ver aquilo, ignorando Yunho pedindo para o Capitão tomar cuidado por causa do olho. Minho logo acordou o Han dos pensamentos dele com um selar rápido, antes de voar com o DMT para algum lugar alto e se transformar ali mesmo.

Logo notaram o exército de Marley mais a frente. Algum marleyano comandava o exército atrás do mesmo. Christopher riu debochado daquilo.

Fraco... — pensou, enquanto o encarava da linha de frente da Tropa de Exploração.

Membros da Tropa de Guarnição já estavam agindo, onde parte estava morrendo e outra parte lutava bravamente contra os marleyanos. Christopher logo voou com o DMT para onde a luta estava, lutando contra os guerreiros de Marley com as garras do equipamento e com as lâminas.

JeongIn tratava de pular entre os dirigíveis, arrancando parte deles para derrubá-los. Foi ali que Marley notou que os quatro guerreiros não eram mais guerreiros de Marley, eram soldados de Paradis. Assim que o último dirigível começou a cair, JeongIn saiu de seu titã e usou o DMT para voar para longe. Acabou caindo aos pés de algum homem.

— Yang JeongIn! — o homem reconheceu. O citado olhou para o desconhecido e logo percebeu quem era.

— Magath...


Christopher ainda lutava, assim como o resto da sua Tropa. Em destaque, os líderes de esquadrão, Yunho, Nako, Yeosang e Ryujin. Achava que tinha visto cada um matar ao menos dez pessoas.

Estava sob o teto de uma casa, lutava contra algum eldiano que vinha de Marley. Estava prestes a matá-lo quando alguém o segurou para trás.

— Já está bom! Podemos tirar informações dele, Comandante. — era Felix, o parando pela segunda vez no dia.

— Não precisamos de informações agora. — respondeu com a lâmina rente ao pescoço do inimigo. Christopher teve um déjà vu.

— Vamos precisar depois, por favor. — aquela mania de bancar o bonzinho já estava irritando Christopher. 

— Podemos arrancar informações de outra pessoa. Depois que essa merda acabar, agora não. — sentenciou, finalizando com a vida do eldiano sem hesitar.

— M-Mas Comandante...

— Mas nada! Não estamos brincando Felix, essa merda aqui é séria, se você não matar, eles te matam, entendeu? — o Lee assentiu com o cabeça, segurando qualquer coisa que saísse de seus olhos. — Nem mesmo a Sana era tão boazinha assim...

— Eu não sou a Sana, Bang Christopher. — o lembrou, com um pouco de raiva na fala. 

— Claro que não, você é só quem roubou a vida dela para si. — respondeu sem pensar muito, saindo de perto com o DMT em seguida.

Caralho... eu fui tão infantil agora. — pensou, sentindo raiva de si mesmo. Mas logo usou aquela raiva para lutar contra os outros.

Felix continuou naquele telhado, processando lentamente aquelas palavras. Teria sido atingido por uma bala se o um titã não tivesse entrado no caminho.

Um titã pequeno comparado aos outros, só tinha quatro metros e andava como um animal de quatro patas. O rosto largo e protegido com uma armadura de metal e logo em cima do titã, armas onde pessoas atiravam de dentro dos compartimentos. Era o Titã Quadrúpede, Lee Chaeryeong.

Tá fazendo o que aqui? — o Quadrúpede indagou, tinha uma voz intimidadora e grossa. Fazia muito contraste com a voz natural de Chaeryeong. — Sai daqui logo e vá para um local seguro, antes que acabe morrendo. — Felix assentiu sem muita vontade, voando de volta para o quartel general.


Hyunjin fez espinhos crescerem diretamente ao chão de onde grande parte dos marleyanos estavam, conseguindo matar vários dali. Só não tinha notado quando um canhão ia o atingir em cheio na nuca, embora não fosse morrer por causa do cristal em que estava. Arregalou os olhos mas logo ChangBin se colocou na frente, levando aquela bala diretamente na cabeça, a arrancando e permitindo que vissem o corpo do Seo na nuca.

Yeji, já transformada na Titã Fêmea, tratou de o pegar com as mãos e endurecer as mesmas. Não iria deixar que nada o atingisse, por mais que quisesse. A Fêmea logo tratou de entregar o Seo para JiHyo, que o levou prontamente de volta para o QG. 

Minho destruiu o canhão autor da desgraça com o pé, gritando contra o canhão em seguida. Jisung pousou no ombro do Lee, limpando as lágrimas e com um enorme sorriso no rosto falou:

— O Titã Martelo de Guerra é incrível! Olha como ele cria um milhão de coisas  como arma! — o Titã de Ataque olhou para o Han, Minho queria esganar aquele garoto. — Agora me coloca na sua boca, preciso que me proteja até eu chegar perto do comandante marleyano, ele está lá. — apontou. — Não quero que me ajude depois disso, quero que lute com o resto dos soldados.

Minho abriu a boca, mesmo sem vontade, deixando Jisung entrar em sua boca e a fechou, sem engolir e nem machucar o Han. Era um plano já conhecido pelos dois, foi aquilo que os aproximou, na verdade.

O Titã de Ataque correu até onde o tal comandante, bem mais afastado do resto do exército marleyano por sinal. Abriu a boca e logo Jisung usou o DMT para ir até o comandante. Minho deu as costas tentando ao máximo não voltar para trás e decidir o matar por conta própria, mas confiava no namorado, precisava confiar.

Jisung e o comandante desconhecido lutavam corpo-a-corpo. Embora tenha sido surpreso, o homem era incrivelmente bom e tinha feito grandes ferimentos no líder de esquadrão. Conseguiu o derrubar no chão, depois de um tempo. O homem olhou para Jisung com um sorriso mais sádico que o do próprio Han, cravando a própria lâmina do líder no braço do mesmo. Tinha arrancado o braço esquerdo de Jisung.

— É isso o que acontece quando se mexe com um marleyano, demônio. — discursou. Jisung ao menor prestava atenção, apenas lutava para continuar acordado. — Espero que se lembre bem do meu nome, Kim Woojin- 

Foi chutado para longe por um pé gigante. O titã logo foi até o comandante e o pisoteou várias vezes, tendo total certeza de que estava morto.

É E EU ESPERO QUE VOCÊ SE LEMBRE BEM DE QUEM TE MATOU TAMBÉM, MARLEYANO DE MERDA! — Minho pensava, estava sem controle nenhum. — OLHA PRA MIM SEU MERDA, OLHA! OLHA PRO NAMORADO DA PESSOA QUE VOCÊ FERIU SEU FILHO DA PUTA! — o Titã de Ataque gritou novamente.

Yunho foi até Jisung e o segurou nos braços, o menor já estava desacordado. Voou o mais rápido que podia para o QG. Chegou lá às pressas, o entregando para os médicos que ficavam ali, rezou para a deusa manter o Han vivo. Não sabia o que seria sem o melhor amigo, afinal.

— Yunho... — ouviu uma voz tão conhecida atrás de si. Era Yeosang, cheio de sangue pelo corpo, um sangue que Yunho agradeceu por não ser do Kang.

— Yeo... — puxou o menor para um abraço. Embora quisesse muito chorar no ombro do namorado, segurou as lágrimas, faria aquilo depois.

— Estou feliz que esteja vivo. — apertou aquele abraço, sentindo o cheiro de sangue, suor e terra vindo do Jeong.

— Você acha que o Jisung vai ficar bem?

Yeosang espancaria Yunho ali mesmo se o Yunho não fosse o Yunho. Estava acostumado com aquilo e estava tudo bem, sabia o quanto Jisung fez por Yunho no passado e era muito grato ao Han por isso.

— Ele vai, o Jisung nunca foi apegado ao próprio corpo, mesmo. — o tranquilizou. — Agora vamos, precisamos acabar com essa merda. — roubou um selar demorado do maior e logo os dois correram para fora do quartel novamente.


JeongIn observou os soldados de cima da Muralha Maria, os olhando com uma enorme tristeza nos olhos. Percebeu que SeungMin estava ali por perto e ficou mais triste ainda.

— Me perdoa, SeungMin. — murmurou, antes de se jogar da enorme muralha e morder a própria mão, virando o Titã Mandíbula mais uma vez. Desta vez, atacando diretamente na nuca do Titã Bestial, arrancando SeungMin lá de dentro e o mantendo dentro na boca.

SeungMin ao menos conseguiu reagir, olhou para os lados e logo notou a ausência das pernas e dos braços. Não podia mais se transformar, mas não sabia se era por causa de suas condições ou se era por causa da mágoa que sentia e notar estar dentro da boca do Mandíbula.

— Mas que caralho...?

O Titã Mandíbula logo escalou as muralhas novamente, deixando SeungMin ali em cima. Onde os marleyanos trataram de prender o Kim, sem o permitir de se transformar novamente. O pessoal de Paradis olhou para aquilo abismado, tinham sido traídos por JeongIn.


Ryujin notou aquilo e também notou que o Yang olhava fixamente para um ponto, o Comandante Christopher. O Mandíbula logo começou a ir em direção ao Comandante, mas Ryujin não deixaria. Correu até o homem, se jogando por cima dele antes que JeongIn abocanhasse um dos dois. A Shin olhou brevemente para o homem abaixo de si, estava desacordado com o impacto e logo notou a pedra logo abaixo da cabeça do mesmo.

— JEONGIN?! O QUE CARALHOS VOCÊ TÁ FAZENDO?! — gritou para o "amigo", se levantando sem ao menos apontar uma lâmina para JeongIn. Mas o Titã Mandíbula não quis saber, a atacou com as garras das mãos, a fazendo voar para longe. Ryujin tentou se levantar, mas estava com ferimentos graves nas pernas. Assistiu JeongIn colocar Christopher na boca e correr de volta para as muralhas. — Ele- me atacou? — sua ficha ainda não tinha caído.

Nem mesmo a de Hyunjin ou a de Yeji. A Hwang foi atingida por uma bala de canhão nas coxas, a fazendo cair no chão. Yeji saiu rapidamente da Titã Fêmea e usou o DMT para pegar Ryujin e a levar até o quartel general.

— Eu tô bem, vai ver como o Hyunjin está. — tentava pedir a mais nova, mas Yeji não deu ouvidos para aquilo. — Tira ele do cristal pelo menos... ele não vai aguentar por muito mais tempo, Yeji.

Ao perceber que Ryujin estava sendo encaminhada para os primeiros socorros, Yeji foi até onde o cabo do Titã Martelo de Guerra começava. Se transformou na Titã Fêmea novamente e agarrou o cristal do irmão, o desconectando de seu titã. Hyunjin logo entendeu aquilo e se permitiu quebrar o cristal, olhando para Yeji com uma feição vazia. — Eu sei maninho, eu sei

Após o deixar no chão, pensou em voltar a lutar, mas os berros de Hyunjin chamaram a sua atenção.

— FICA AQUI COM A GENTE YEJI, NÓS NÃO TEMOS O QUE FAZER! VOCÊ ESTÁ CANSADA E SUA TITÃ ESTÁ BEM MAIS MAGRA, EU NÃO POSSO ME TRANSFORMAR TÃO CEDO, CHAERYEONG ESTÁ RECUANDO TAMBÉM, ASSIM COMO O MINHO! — explicou a situação. Yeji apenas saiu do titã e se jogou nos braços do irmão gêmeo. — Eles conseguiram o que queriam, eu acho. 

Hyunjin olhou para cima, observando um dirigível novo ir embora de Paradis. Tinham perdido SeungMin e Christopher em uma única noite.

— Eles não vão conseguir! — ouviram uma voz feminina de longe, era a rainha, Choi Jisu. A mulher cortou a mão e se transformou no Titã Fundador.

Tinha 13 metros, com os cabelos pretos assim como a portadora. Reconheceram ser o Titã Fundador assim que notaram os olhos cor ametista. O Titã correu em direção a onde o dirigível ia. Logo atrás, uma garota com um DMT antigo gritava animada, enquanto matava os soldados sem esforço nenhum. E outra garota com o mesmo modelo de DMT, mais séria com aquela batalha.


— Aquelas ali não são suas irmãs? — Yunho indagou, olhando para Yeosang, que assentiu em resposta.

— Sim, Shin HyeJoo e Shin Yuna...

— Espera aí! Shin?!

— É, desculpa por não ter contado antes, a Nako e eu precisávamos manter segredo sobre o nosso sangue. — Yeosang sorriu amarelo.

— Desculpa aí, Yunho! — Nako pediu, voando com o DMT para perto da rainha, junto de Yeosang. 

Todos observaram o que ia acontecer, HyeJoo, Yeosang, Yuna e Nako não tiveram o mínimo de dificuldade para acabar com os marleyanos que ainda restavam. Jisu segurou os quatro e os jogou em direção ao dirigível, onde, por algum milagre, conseguiram chegar.

Nako entrou no dirigível primeiro, mas logo notou a quantidade de gente dentro. Talvez os quatro não dessem conta, mas logo os outros três entraram dirigível. Começaram uma batalha dentro do conversível, batalha a qual os quatro acharam mais fácil sair atirando os inimigos do dirigível.

— Depois dessa merda aqui, vocês vão me pagar uma pizza. — avisou Yeosang. Talvez conversar enquanto lutava não fosse uma boa ideia.

— Pede pra rainha, ela vai nos dar. — respondeu HyeJoo, finalmente alcançando JeongIn com os olhos. — Então foi você quem traiu a gente? — andou até o garoto, que ao menos tentou responder. — Hm, não quer papo é?

— Deixa ele HyeJoo, depois a gente faz algo! Foca em recuperar o SeungMin e o Christopher. — disse Yuna.

— É Comandante Christopher, Yuna.

— Mas ele é seu comandante, pra mim ele é o Christopher. — os quatro riram daquilo. 

Tinham conseguido acabar com quem estava dentro do dirigível, exceto com JeongIn. Yeosang olhou para o Yang com certo remorso, sabia que não podia confiar naqueles quatro.

— Cadê os dois? — perguntou, com a arma apontada na cabeça do garoto.

— Ninguém disse que a gente ia levar os dois no dirigível... — respondeu, dando de ombros. Yeosang chutou o rosto do garoto com força, quase o fazendo engolir as botas que usava.

— Olha aqui Yang, a gente já jogou gente demais pra fora dessa merda e a gente aparenta estar perto da Base ao Sul. — começou, querendo chutar mais ainda a cara do outro. — Se você não falar onde o SeungMin e o Comandante estão, eu quebro a sua cara aqui mesmo e te jogo no mar.

— Você sabe que ainda tem pessoas na área de comando do dirigível, não sabe? — aquilo fez Yeosang arregalar os olhos, checou o quanto de munição ainda tinha e notou que estava zerado. — Se eu fosse vocês, fugiria agora pra cair em terra firme ao invés do mar. Mas relaxa Yeosang, os dois vão ficar bem, quem sabe vocês conseguem recuperar eles depois. 

— Desgraçado... — murmurou, antes de pular do dirigível juntos das três irmãs. Usaram o DMT para amortecer a queda, tinham caído exatamente onde a base aos sul ficava. Apenas as cabanas estavam inteiras, poderiam dormir ali naquela noite e se derem sorte poderiam encher os tubos de gás também. 


[•••]

31/10/854 ── 生 ː  Quartel General da Tropa de Exploração, Muralha Maria, Paradis


Hyunjin acordou depois de poucas horas de sono, viu Ryujin dormindo ao seu lado com a perna enfaixada e Yeji do outro lado da Shin. Levantou o tronco apenas para ver melhor onde estava, mas algo o segurou antes disso.

— Calma, descansa mais um pouco, a gente teve uma noite longa. — ouviu a voz de ChangBin. — Você tá bem cara? Porque o seu cabelo não tá não.

— 'Tô.

— Mesmo?

Não. — os dois ficaram em silêncio, embora se conhecessem o suficiente para saber o que os dois pensavam. — Como estão os outros?

— SeungMin e Christopher foram sequestrados, Yeosang e Nako desapareceram, Minho e Chaeryeong ainda estão se regenerando, Jisung perdeu o braço e o Felix tentou pular na boca do Sawney. — contou, sem ânimo nenhum na voz.

— Como foi que isso tudo aconteceu? 

— Algum marleyano arrancou o braço de Jisung e o Minho ficou com tanta raiva que perdeu o controle. Ele atacou a Chaeryeong, nem estava mais com a armadura. — explicou. — A gente teve que tirar ele de dentro do titã e nisso ele ficou sem os braços e as pernas. A Chaeryeong só não morreu por muito pouco. 

— E o Felix?

— A gente não sabe o que aconteceu, mas ele tentou ser engolido pelo Sawney e se não fosse pelo Yunho, ele tava morto. — Hyunjin ficou desesperado. Tentou se levantar mais uma vez, mas ChangBin o segurou novamente. — Ele deixou bem claro que não quer falar com ninguém. — o Seo avisou. 

— Mas eu sou ami- — pensou se aquela era a palavra certa. — Eu sou próximo dele! Me deixa ir lá.

— Hyunjin você não tem condição mental para dar conselho pra ninguém, você tá abalado por causa de JeongIn, não vou te deixar ir. — finalizou, o obrigando a deitar novamente.

— E os outros líderes de esquadrão? — indagou, o olhando emburrado.

— Já estiveram pior... JiHyo é a nova Comandante agora. 

Os anúncios de novos comandantes nunca eram legais. Afinal, para alguém assumir a Tropa de Exploração, o antigo deveria ter morrido ou até mesmo renunciado ao cargo, o que era muito difícil. Se despedir, mesmo que provisoriamente, de Christopher pesava muito para todos ali. Christopher tinha sido o maior Comandante da Tropa de Exploração, foi sob os comandos dele que Paradis conseguiu progredir. Sem dúvidas, foram ótimos dez anos no cargo e agora JiHyo continuaria aquilo.

— Ah, sim! — ChangBin pareceu se lembrar de algo. — Trouxe chá pra você, pega. — o entregou uma xícara, o chá não tinha esfriado totalmente por algum motivo. 

— Obrigado, ChangBin. — Hyunjin finalmente pôde se sentar, pegando a xícara e bebendo o líquido cheiroso que tinha nele. Lembrou-se de Felix, ficando preocupado novamente. — Eu realmente não posso ir ver ele?

— Ele quem? Felix? — o maior assentiu. — Se você terminar esse chá, quem sabe. — e foi assim que o Hwang bebeu tudo de uma vez, sentindo a bebida queimar a garganta. — Burrão.

— Vai tomar no cu, vai. — se levantou, espiando Ryujin e Yeji rapidamente. As duas dormiam feito pedra e não iam acordar tão cedo. Finalmente viu onde estava, embora já suspeitasse pelo cheiro característico de carne do quartel general. — Onde ele está? 

— Ele se encerrou onde vocês moram, deve estar no quarto dele, sei lá. — o Hwang assentiu, indo saindo de perto de ChangBin e seguindo até onde o Lee possivelmente estava. Abriu a porta da casa, andou até a porta do quarto de Felix e deu três toques. 

— Eu não quero conversar. — o garoto falou atrás da porta. Hyunjin reconheceu a voz de Felix dali e logo respirou fundo antes de falar algo.

Lixie... sou eu, o Hyunjin...


Notas Finais


Leiam a saga Os Instrumentos Mortais galera, eh bom, confia.


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