História Sidu - Capítulo 1


Escrita por: ¢ e batess

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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Batess, Corrupção, Distopia, Drama, Ficção Cientifica, Meialistrada, Original, Resistência, Sidu, Totalitarismo
Visualizações 15
Palavras 1.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


✶ Sim, estou com outra original! E dessa vez estou fazendo com a minha querida Rina a @batess, culpem a Lari, ela que juntou a gente;
✶Sidu é uma história original desenvolvida por mim e pela Rina, por favor, não se inspirem com o que tem aqui;
✶Sidu não é focada em um romance e sim em investigação e mistério;
✶A história tem cenas de violência, ou seja, vai ter gente perdendo a cabeça aqui;
✶ Capa feita por mim;
✶Sidu não tem uma data para ser atualizada, mas tentaremos não demorar;
✶ Capítulo betado;
✶ Esperamos que gostem desse capítulo, boa leitura.

Capítulo 1 - Impetus


0.1 - Impetus

Conforme Andrômeda marchava junto com cerca de outros duzentos Sidus, observava o local em que estavam e os guardas imperiais em suas imponentes armaduras acobreadas.

Algo estava errado, ela sentia em seus ossos. Aqueles jovens perdidos seguindo na mesma direção como um bando de ovelhas, os sentinelas enfileirados de cada lado do aglomerado como se tentassem impedir que alguém fugisse e, principalmente, a imperatriz em toda sua glória no mezanino a frente da multidão, trajando uma armadura reluzente.

Num dia qualquer, Poésia nunca prestaria explicações — ou qualquer outra palavra — para seus subordinados, eles não eram dignos de sua majestosa presença, mas hoje era diferente, alguma coisa importante estava prestes a acontecer. Pelo canto do olho viu o último jovem chegar junto ao grupo acompanhado de um guarda, aquilo estava muito suspeito.

— O que foi? — Altair perguntou tentando ser discreto ao perceber a dispersão da colega. O homem não ousava tirar os olhos da imperatriz, mas não sentia a mesma desconfiança de Andrômeda

— Alguma coisa está errada. — Respondeu simplesmente, sem encará-lo, observando os arredores em alerta. — Eu sinto isso.

Voltaram sua atenção para o palco quando Poésia abriu um sorriso presunçoso e iniciou seu inflamado e mortal discurso:

— Bom dia a todos. Hoje os convoquei para um teste muito especial! — anunciou com orgulho, fazendo um gesto abrangente em direção aos Sidus e jovens com expressões imponentes. — Já faz um tempo que não temos um treinamento decente e o dia está maravilhoso para um pequeno teste surpresa, não é mesmo? — completou abrindo um sorriso maldoso e proferiu apenas uma palavra direcionada aos estranhos. — Impetus!

Andrômeda arregalou os olhos ao ouvir aquilo, mandaram-nos direto para um matadouro.

A mulher viu os jovens se aproximarem, preparados para dar o bote, e atacou um antes que a atingisse. Com sua habilidade de criocinese, gerou uma estalactite e correu na direção do grupo inimigo. Golpeou a coxa de um e acertou a cabeça dele com a parte  inferior da lança improvisada, deixando-o inconsciente.

Sentiu duas mãos agarrarem seu pescoço a fim de sufocá-la, pensou por um instante, sabia que não teria força o suficiente para jogar o corpo másculo para frente, mas manteve a calma e posicionou as mãos nos braços alheios e os congelou, após quebrá-los pôde ouvir o grito de desespero do rapaz e, de rabo de olho, viu Altair quebrar o pescoço de sua vítima.

— Que merda Poésia está fazendo? — Altair perguntou alto ficando de costas para a colega, focando-se no seu próximo alvo.

— Quer ver se somos fortes o suficiente, — O respondeu olhando ao seu redor, estranhando os adolescentes enfurecidos atacando seus colegas e vizinhos. — Então vamos provar que somos. — balançando a cabeça viu outros dois se juntarem a briga.

Andrômeda viu um homem entroncado parado de costas para ela, o mesmo tinha acabado de desviar de um Sidu. Aproveitou a chance para atacar, correndo em direção à ele e pulando em suas costas.

— Mas que porra?! — O desconhecido exclamou segurando a mulher por um dos braços e a jogando para frente. — Que merda está acontecendo?

— Vai descobrir agora — rindo ironicamente, acertou seu pé no rosto do homem que havia a derrubado. Viu-o cambalear e cair por conta do impulso e aproveitou a oportunidade para levantar novamente.

Sentiu seu corpo ficar mais frio e sorriu vendo a expressão que havia se formado no rosto do homem, correu até ele e proferiu um golpe na costela que fora defendido, tentando acertar um soco no rosto da mulher ela recuou. Pensando em outra maneira de ataque pegou um dos novatos que estavam os atacando e o empurrou na direção do homem, ao perceber a janela de tempo que teve como vantagem segurou fortemente o pescoço do homem e sorriu enquanto o congelava lentamente.

Um sorriso se formou nos lábios do homem, ela viu a pele dele voltar ao normal e de repente não estava no meio da batalha.

— Mas que porra é essa? — sussurrou para si mesma ao notar que estava em um ambiente completamente diferente do que se encontrava a alguns segundos atrás. Confusa olhou em volta, com o braço ainda estendido na direção do inimigo.

— Andrômeda? — Uma voz infantil se fez presente no ambiente escuro, ela conhecia muito bem aquela voz. Não era possível.

— D-Draco? — Surpresa procurava o dono da voz. — Cadê você? — chamou preocupadamente, rodando e varrendo os olhos pelo lugar. — Draco! — gritou o nome do irmão ao ver o garoto sendo puxado por um homem. — Não! Solta ele! — proferiu um golpe na direção do estranho, mas eles não estavam mais lá. Ao tentar correr na direção em que os dois estavam sentiu um pequeno tremor na área de seu estômago que se intensificava gradualmente. Quando percebeu que estava sendo eletrocutada entrou em desespero, sentia todos os seus músculos doloridos e pesados.

Tentou se concentrar o máximo para que pudesse se congelar, buscando ignorar a dor que se alastrava por todo seu corpo acabou recuando alguns passos ao perceber que não conseguiria parar a dor. Apesar de sua mente estar fora da batalha pôde sentir duas mãos na sua cabeça. Não morreria ali, seu ego se recusava. Apalpou onde havia notado o toque de alguém, mesmo correndo o risco de se auto-congelar, Andrômeda aplicou o golpe na área que deduziu estar sendo vulnerável e, em questão de segundos, voltou para  o ambiente de guerra em que estava. Resultado do congelamento espontâneo, a condução de eletricidade fora neutralizada e ela conseguiu recuperar o controle de seu corpo e contra-atacar os dois homens que a retardaram.

Jogando-os no chão, se pôs de pé mirando nos corpos e passou a congelá-los e pensava na felicidade que sentiria em os transformar em cubos de gelos.

— Parem! — Aborrecida, Poésia ordenou que cessassem a batalha, batendo a mão em punho no parapeito do mezanino. Ao ouvir as palavras da imperatriz, Andrômeda parou onde estava, ofegante, encarando confusa a soberana, ao se distrair os dois homens no chão passaram a serem descongelados rapidamente.

Altair apareceu correndo em meio aos corpos jogados, se colocando ao lado da mulher. Sem olhar para a colega, encarou duramente os dois estranhos que se levantavam.

— Tá tudo bem? Me compliquei ali. — franziu a testa e coçou a nuca, apontando para um casal jogado no chão.

— Não, depois a gente conversa. — pediu virando para Altair e completando em um tom mais discreto. — Ele sabe sobre Draco.

— É, eu sei de tudo. — Um dos que estavam lutando com Andrômeda, que parecia ser mais novo, provocou ajeitando sua camiseta cinza e piscando na direção da mulher.

Poésia se retirou do palco sem dizer uma palavra e, quando se dirigiu para a nave imperial, Andrômeda refez a estalactite e estava prestes a atacar no coração do homem que havia a atacado, mas Altair a segurou pelo braço fazendo um sinal de que não valia a pena.

— Poésia vai ficar frustrada se perder mais do que perdeu hoje,  — A alertou antes que algo ruim acontecesse. — Não queira estar sob a ira daquela mulher.

Andrômeda assentiu relutante desfazendo a arma de gelo e tirando a poeira da roupa preta. Observou atentamente os novatos, tinha algo de errado com eles. Antes que os dois que a mulher atacava saíssem de perto, ela segurou o mais velho pelo braço.

— O que está acontecendo? Quem são vocês? —  perguntou seriamente olhando nos olhos do homem.

— Eu não faço ideia do que é isso, tentei te dizer isso antes de você me atacar. — replicou rude, encarando-a duramente, quase como se a repreendesse. — Somos de Cognitio. Quem é você?

— Cognitio? — confusa, encarou Altair que parecia estar mais perdido que ela mesma.

— Você não precisa saber. Te fiz uma pergunta. — soltou seu braço da mão de Andrômeda e arqueou uma sobrancelha em sua direção, ao passo que os guardas imperiais iam dispensando os presentes.

— Você não precisa saber.


Notas Finais


✶ Impetus = Ataque em Latim
✶ Nos vemos no próximo capítulo.


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