História Siegrid - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Tags Adolescentes, Dragões, Espadas, Guerra, Idade Média, Lesbicas, Romance
Visualizações 51
Palavras 1.155
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, FemmeSlash, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Capítulo 12


Eu estava sentada na grama verde, coisa que eu não via desde o começo do inverno.  A sensação era tão gostosa. Havia várias árvores ao meu redor, todas muito parecidas com o vilarejo de onde eu vim. Havia essas árvores grandes de copas espessas de onde eu vim.

Meu pai andou na minha direção proferindo nomes impuros. Eu demorei alguns segundos para notar que ele falava comigo. Minha mãe batia o pé logo atrás dele.

Mas porque meu pai estaria tão furioso?

Meu irmão me olhava com ódio. Eu nunca vi meu irmão odiar ninguém.

- Você perdeu sua honra, não queremos mais você nessa família! – Meu pai disse.

- O que? Eu não! – Eu disse assustada. Eu queria chorar.

- Reese!

- Como o Senhor sabe sobre Reese? – Eu disse com a voz vacilante.

Eu senti as lágrimas saltitarem para fora dos meus olhos quentes e carregadas. Não tinha como meu pai saber sobre Reese. Eu não havia contado a ninguém.

Um grito agudo e feminino bateu meus ouvidos com violência, olhei para minha mãe e ela sangrava na região da barriga, sua boca se empalideceu.

O grito soou novamente.

Eu acordei saltando da cama. O grito era aqui. Havia sido apenas um sonho.

Moon e Twitlight estavam em alerta olhando na direção da porta e da janela.

Havia outros gritos.

Vesti apenas meu sobretudo e corri para fora do quarto buscando sinais da confusão.

No andar de cima encontrei uma garota no pé da escada segurando um candelabro, pelas lágrimas nos seus olhos presumi que os gritos eram dela.

Olhei para onde ela olhava e vi Kasar segurando uma espada na direção da Comandante Nancy.

Reese segurava a comandante pelos braços, com uma faca contra seu pescoço. Tyreese parecia um estranho no ninho, como eu, apenas assistindo a cena.

Luke estava segurando o sabre. Um sabre com o que parecia ser cobras entrelaçadas no cabo do seu sabre.

- Não se mexa, Siegrid. – Kasar disse sem tirar os olhos de Nancy.

- Não há nada que vocês possam fazer. Em breve todos irão acordar e vocês serão denunciados por traição. Apenas o fato de terem me sequestrado do meu sono já lhes darão uma bela sentença de morte pública.

Reese espetou sua faca contra seu pescoço. Eu pude ver os olhos de Nancy fecharem inseguros, e seu pescoço se mexer ao engolir seco. Mas quando seus olhos se abriram havia um brilho de confiança.

A garota que havia gritado, havia chamado atenção. Não só a minha. A sala lotou-se de meninas sonolentas ao nosso redor.

Meninas que assim como eu e Kasar eram militares e fariam de tudo para honrar aquela que as comandavam.

Tudo aconteceu tão de pressa que eu não tive tempo suficiente de processar a informação.

Logo estavam todos correndo atrás de todos. Uma verdadeira bagunça caótica.

Havia sangue escorrendo pelo chão de pedra. Havia gritos.

Eu permaneci parada inerte olhando o carnaval.

O que eu pude compreender mais tarde, é que Reese afundou a faca no pescoço de Nancy, que caiu e teve a morte deprimente que sua alma desprezível merecia.

Não contente com isso, Kasar tirou o punhal do seu pescoço e o espetou diversas vezes por todo o corpo inerte de Nancy. Se eu tivesse que descrever alguém fora de si, Kasar sentada sobre o corpo de Nancy descreveria isso.

Algumas meninas tiraram Kasar de cima dela, apesar do estragado já ter sido feito.

Kasar gritava, chorava, estava completa suja de sangue.

Duas garotas que tentaram segurar Reese acabaram levando cotoveladas e desmaiaram com seus narizes sangrando.

Eu não sei em que momento isso aconteceu. O mundo parecia sem som, sem cor, sem energia. Até que eu senti o toque de Tyreese nos meus ombros.

- Acredito que seja melhor você buscar suas crias e me esperar em um local seguro.

Sua voz terna e grossa era calorosa e não condizia com aquele ambiente. Assim como seus olhos caramelos.

Eu apenas o obedeci. Eu dei as costas para a Kasar fora de si. Para Reese batendo em outras meninas. Para Luke indo atrás de Kasar.

Próximo aos degraus finais da escada eu escutei Kasar gritar meu nome, com todas as suas forças, com toda sua insanidade.

Como um estalo, como uma porta que se abrisse. Aquele grito me trouxe de volta a mim. Aquela mulher, eu amava aquela mulher. E ela havia acabado de matar a única coisa que nos impedia de ficar juntas.

Eu corri de volta para a confusão, eu corri de volta para Kasar.

Eu segurei seu rosto suado e sujo, em meio aqueles cabelos brancos e embaraçados.

Ela olhou-me nos olhos e falou “acabou”

- Não, Kasar, está só começando.

Eu a puxei das mãos das garotas que as seguravam, antes que Kasar pudesse terminar de montar sua cara confusa.

Tirei do bolso dois punhais e me meti na frente delas, quando elas tentaram pegar Kasar novamente.

Logo Luke e Reese se juntaram a mim. Kasar recuperou uma espada e agora as meninas recuaram.

Nenhuma delas estava armada. Eram só garotas de pijamas no final das contas.

Começamos a descer a passos rápidos as escadas.

- Siegrid, Tyrese deve estar nos esperando com cavalos do lado de fora. – Luke disse enquanto corria.

- Eu preciso ir no meu quarto – respondi desviando o caminho.

- Não há tempo, Siegrid. Essas meninas vão se armar!

- Sinto muito. Deixe um cavalo para trás.

Kasar me seguiu deixando um rastro de sangue pelo chão do quartel.

Abri a porta às pressas e chamei pelos dragões.

Os dois saíram na minha direção e correram conosco.

- Eles estão enormes, Siegrid! – Kasar falou espantada.

- É, você me deixou faz muito tempo.

Ela me olhou de soslaio. Eu sabia que havia ferido seus sentimentos. Mas eu meio que queria isso.

Chegando próximo aos portões externos. Eu vi a cabana de Kate. Eu apenas pude dizer “sinto muito” em voz baixa. Eu não sabia como nada seria dali para frente.

Antes que pudesse terminar de me lamentar por Kate, avistei uma das militares, agora com espadas na mão correndo na nossa direção e gritando

- Parem, as duas!

Seus olhos se arregalaram ao ver os dragões. Mas antes que eles atacassem e deixassem vestígios para todos que havia dragões na instalação, eu apenas joguei meu punhal acertando em cheio seu peito.

A moça caiu de joelhos sem conseguir proferir o grito de dor que se entalou em sua garganta.

- Porra! – Kasar gritou.

- O que?

- Estou começando a ficar com medo de você.

Sem responder, corri até alcançar os cavalos de Tyreese.

Luke e Reese já estavam montados.

Tyreese me ajudou a subir no meu. Moon e Twilight voaram ao meu lado.

Com um grito, que eu queria ter soltado muito antes. Guiei o cavalo para galopar. Sem rumo, sem certezas. Com o mundo caindo atrás dos meus ombros, uma comandante morta, várias mulheres mortas, um crime.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Agradeço a todos que leram até aqui, é uma honra entreter vocês!
Aceito críticas e sugestões ^^
O mesmo amigo que me desafiou a escrever essa história tem insistido para que eu continue, mas eu ainda estou trabalhando nisso. Sinceramente, não tenho previsão, pois é um projeto que está parado há tempos. Inicialmente eu havia pensado em contar em três partes, mas como eu disse, está parado. Quem sabe?

Até a próxima história, galeriiis :)


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