História Siempre Fuiste Tú! - Capítulo 11


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Categorias La Casa de Papel
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Palavras 2.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Álvaro

Três dias depois

Olhei para a escadaria onde havia visto Itz sentada anos atrás e vi que nada havia mudado ali.

— Ande logo cara, estou morrendo de fome. – Pedro me chamou abrindo o porta-malas do táxi.

— Pedro você tem certeza sobre isso? – perguntei ainda em dúvida.

— Relaxa, todos irão te receber muito bem aqui, vamos logo.

Pedro pegou sua mala e a de Clara e subiu a escada, de mãos dadas com ela.

— Venha logo, Álvaro. – ele chamou de novo, já na varanda.

Jogando a mochila nas costas, subi atrás dele, louco para sair do frio, a temperatura caía rapidamente.

Vi o táxi indo embora e fechei a porta da casa, nos isolando no ambiente quente e acolhedor.

Os pais de Pedro já o estavam abraçando e a Clara também e eu aproveitei para olhar em volta a procura da pessoa que me fez voltar para Barcelona depois de tantos anos.

Itz estava parada no meio da escada que levava ao segundo andar da casa e me olhava com surpresa.

Eu queria poder ir até ela e abraçá-la, confessando o quanto senti sua falta.

— Mas olha só quem temos aqui, não acredito nisso. – o pai deles falou, me abraçando.

— Tudo bem com o senhor? – perguntei retribuindo o abraço.

— Agora está melhor com todos vocês aqui. – ele respondeu se afastando para que a senhora Ituño pudesse me abraçar também.

— Ei irmãzinha, venha aqui me abraçar, aquele apartamento ficou enorme sem você. – ouvi Pedro falar enquanto puxava a irmã para um abraço apertado.

Clara também a abraçou e me vi frente a frente com ela. Diabos, como agir normalmente?

— Oi, Álvaro. – Itz falou se aproximando e beijando o meu rosto.

— Ei, pequena Itz, como andam as coisas? – falei a abraçando rapidamente.

— Geladas. – ela brincou se afastando.

— Vamos para a cozinha, tomar algo para nos aquecer. – a senhora Ituño chamou, seguindo para o outro cômodo.

Um a um, todos a seguiram, ficando apenas eu e Itz que insistia em olhar para todos os lados, menos para mim.

— Olhe pra mim, pequena. – pedi em um sussurro e fui atendido de pronto.

A intensidade de seu olhar aqueceu meu corpo inteiro e me vi dando um passo em sua direção enquanto levantava uma mão para tocar seu rosto.

— Senti sua falta. – sussurrei.

Itz olhou assustada para a porta por onde todos passaram e deu um passo para trás.

— Álvaro... – ela sussurrou em advertência.

Ela tinha razão, onde diabos eu estava com a cabeça?

— Desculpe, é melhor nos juntarmos a eles.

Falei fazendo sinal para que ela fosse na minha frente e fiquei olhando-a se distanciar.

Quando estava passando pela porta, ela parou e se virou para trás, me olhando.

— Você não vem?

— Sim, claro. – respondi a seguindo.

O clima quente e amistoso que reinava na cozinha me fez finalmente relaxar.

Eu estava entre amigos, e me senti acolhido por eles. Diferente de como seria se eu tivesse ido para a casa onde nasci.

— Você avisou Adriana de que estava vindo? – a senhora Ituño perguntou, me servindo uma taça de vinho.

— Na verdade, não. Eu decidi em cima da hora, quase não consigo nem a passagem.

— Ficamos felizes com sua presença Álvaro, sabe que é sempre bem-vindo. – o pai de Pedro falou levantando sua taça de vinho como se brindasse.

— Obrigado, senhor Ituño.

— Me chame de Ruy, rapaz, acho que você já tem idade para me chamar pelo nome. – ele completou rindo, nos fazendo rir também.

— Eu vou tentar.

— Ótimo, aproveite e me chame de Tereza, ou Terê, como preferir. – a senhora Ituño emendou.

— Sim, senhora. – respondi provocando mais risos à mesa.

Frequentei essa casa desde muito novo e sempre tratei os donos por senhor e senhora Ituño, seria difícil mudar de uma hora para outra.

— Agora vamos jantar, e dormir, tenho um longo dia na cozinha amanhã. – ela completou.

O dia seguinte seria véspera de Natal e eu sabia que Pedro teria que ajudar o pai a enfeitar a casa, eu os ajudei muitas vezes antes de partirmos.

O jantar correu no mesmo clima amistoso, e ao seu final eu me ofereci para ajudar com a louça, mas fui expulso da cozinha, junto com o senhor Ituño, Pedro e Clara.

Ficamos na sala conversando e logo Itz e a mãe se juntaram a nós.

— Eu poderia ter ajudado vocês. – Clara falou, quando Itz sentou ao seu lado, de frente para onde eu estava sentado.

— Bobagem, vocês estão cansados, trabalharam todo o dia e ainda encararam horas de voo. Hoje vocês descansam. – Itz falou sorrindo.

— Obrigada. – Clara respondeu e Pedro, que estava sentado do ao seu lado também, deixou um bocejo escapar.

— Viu, vocês estão cansados, por que não vão deitar? – a senhora Ituño sugeriu.

— Eu vou mesmo. – Pedro falou se levantando e puxando Clara pela mão.

Nossas malas estavam em um canto da sala, Pedro apanhou a dele e da Clara e subiram, depois de nos desejar boa noite.

— Você também deve estar com sono, não está? – a senhora Ituño perguntou me olhando.

— Estou morto, senh... Terê.

— Certo, aguarde aqui um minuto, enquanto troco o lençol do quarto de hóspedes.

— Não precisa se incomodar, eu mesmo posso fazer isso. – respondi me levantando.

— Nada disso, deixem que eu faça isso, espere aqui, Álvaro. – Itz falou deixando a sala.

Fiquei em silêncio, olhando enquanto Itz subia a escada.

— Então Álvaro, como foi sua viagem? – Ruy perguntou, chamando a minha atenção.

— Foi fantástico, conheci lugares incríveis e adquiri muito conhecimento. – respondi relembrando meu tempo no exterior.

— Isso é ótimo. – o pai de Pedro falou entusiasmado.

— Álvaro, acho que você já pode subir, Itz já deve estar acabando de trocar a cama e você logo poderá dormir. – Tereza avisou, demonstrando preocupação comigo.

— Eu não queria dar trabalho.

— Não é trabalho nenhum, vá descansar rapaz, você sabe onde fica o quarto. – ela continuou.

— Certo, boa noite. – falei apanhando minha mochila e subindo atrás de Itz.

Sim, eu sabia onde ficava o quarto de hóspedes, várias vezes passei a noite ali, fugindo do meu pai.

A porta do quarto estava aberta e Itz estava inclinada sobre a cama, prendendo o lençol.

Soltei a mochila no chão, anunciando minha presença e ela olhou em minha direção, se endireitando e virando de frente para mim.

— Eu já ia te chamar, está tudo pronto aqui. – Itziar avisou.

— Sua mãe me mandou subir. – expliquei.

— Certo. É... Boa noite, Álvaro. – ela falou baixo andando em direção a porta, que estava aberta.

Dei um passo para o lado, entrando na sua frente e impedindo sua saída.

Na mesma hora seu olhar estava em mim, e me afoguei em seus olhos.

— Eu falei sério, senti sua falta. – falei baixo, tocando a ponta de seu cabelo.

— Álvaro, alguém pode nos ver. – ela sussurrou.

— Não estamos fazendo nada demais. – respondi ainda com seus cabelos entre os dedos.

— Não deixe de avisar a Dri que você está aqui, ela vai gostar de te ver. – Itz falou mudando de assunto.

— Ela vai tentar me arrastar para aquela casa. – falei fazendo careta.

— Talvez seja hora de você fazer uma visita ao seu pai também, já que está aqui. – deixei a mão cair e dei um passo para trás.

— Eu não vim para isso.

— Seja qual for o motivo, aproveite para resolver isso, ninguém entendeu porque foi embora daquele jeito.

— Você não quer saber por que estou aqui? – insisti.

— Acho que não é da minha conta.

— Pelo contrário, aliás, eu falei duas vezes que senti sua falta, mas não sei se você também sentiu a minha. 

— Álvaro. – ela parou olhando em volta e então andou até a porta, a fechando, em seguida ela voltou para perto de mim. — Não importa se eu senti sua falta, você deixou claro o que significa para você o que estava acontecendo.

— Estava?

— Você está tentando me enlouquecer, Álvaro? Só falta agora você dizer que está aqui por minha causa.

— Pois eu estou aqui por sua causa. – falei sério, pontuando cada palavra.

Itz ficou séria, me olhando em silêncio.

— Que outro motivo eu teria para pegar um avião e ir para o último lugar em que quero estar? – perguntei.

— Álvaro, você foi bem claro quando disse que era apenas uma boa foda.

— Eu menti, ok? Eu estava tentando me manter longe de você, e olhe só onde estou. Sabe por quê? Porque eu estava enlouquecendo lá em Madri, parecia que toda mulher que eu via, era você. – respondi exasperado, passando a mão pelo meu cabelo.

— Isso é sério? Você me via em outras mulheres? – ela perguntou com um leve ar de riso.

— Sério que de tudo o que falei, você só ouviu isso? – perguntei ofendido.

— Você veio para Madri por minha causa, eu entendi Álvaro, mas me responda uma coisa, você vai se contentar em apenas estar ao meu lado? Porque você sabe que não iremos conseguir ficar a sós tempo o suficiente para uma boa foda. – ela finalizou fazendo aspas com os dedos quando falou boa foda.

— Inferno Itz, pare de dizer isso. Me desculpe? – sussurrei passando meu braço em sua cintura e encostando minha testa na dela.

Seus braços subiram pelos meus e se cruzaram em minha nuca e um arrepio correu meu corpo, quando sua unha arranhou meu couro cabeludo.

A porta foi aberta nesse momento e olhamos para a senhora Ituño, que também nos olhava espantada.

— Mamãe... – ela fez sinal com a mão, para que Itz se calasse.

Fechando a porta, ela andou até a cama, deixando lá o grosso cobertor que trazia nos braços.

— Desculpem abrir a porta sem bater, achei que Álvaro estava no banho e vim deixar mais um cobertor para ele. – a senhora Ituño se desculpou voltando para a porta.

— Mamãe, me deixe explicar. – Itz tentou falar de novo.

— Querida, vocês são jovens e solteiros, não devem satisfação a ninguém. – a senhora Ituño falou com um sorriso no rosto.

— Pedro não vai aceitar. – Itz falou para a mãe.

— Filha, se isso for mesmo o que querem, seu irmão vai acabar aceitando. Só não escondam dele por mais tempo, se ele descobrir sozinho, vai ser pior.

— Eu sei, só tenho medo de decepcioná-lo. – Itz falou abaixando a cabeça.

— Senhora Ituño, eu não estaria aqui se não fosse importante.

— Eu bem que desconfiei que havia um motivo para a sua visita, depois de tanto tempo, rapaz. Aproveite e vá ver seu pai, o tempo está passando e ele está envelhecendo.

— Eu já falei isso pra ele. – Itz lembrou.

— Viu, ouça a voz do bom senso, tenho certeza de que se pedir, Itz vai com você.

Olhei para minha pequena imediatamente, indeciso sobre fazer o convite.

— Você pretende dormir aqui? – a senhora Ituño perguntou a filha.

— Não, eu estava de saída.

— Certo, então se despeçam e vamos para a cama. – a senhora falou com a mão no trinco.

Itz me deu um rápido beijo na boca, não mais do que um leve roçar de lábios e deixou o quarto junto com a mãe.

Fiquei parado, olhando para a porta fechada.


Itziar

Minha mãe me deu um beijo na testa, antes de abrir a porta do meu quarto e me empurrar para dentro, fechando a porta de novo, enquanto sorria.

Eu perdi momentaneamente a capacidade de raciocinar, não, menti, eu conseguia pensar sim, mas apenas em uma coisa. Álvaro veio por minha causa.

Deitei em minha cama e fiquei olhando para o teto, sem fazer nada a não ser olhar para as estrelas que pintei lá, quando tinha 12 anos.

Cismei que queria olhar as estrelas antes de dormir e Dri me deu a ideia. Claro que tive trabalho em convencer meus pais, mas no final eles deixaram e elas estavam lá ainda.

Uma mensagem chegou no meu celular e vi que era do Álvaro.

Sorrindo, abri a mensagem.

“Durma bem Itz e sonhe comigo”

O sorriso aumentou enquanto eu respondia.

“Com o que você acha que sonho toda noite?”

Apertei o enviar e fiquei esperando sua resposta, que não demorou a chegar.

“Então somos dois, mas será que é o mesmo tipo de sonho?”

Se eu dissesse a verdade, era capaz de Álvaro invadir o meu quarto.

“Os meus sonhos são inocentes, os seus também?”

A resposta demorou alguns minutos, eu quase podia ouvir sua risada por causa da minha mensagem.

“De modo algum. Boa noite pequena, eu estava sentindo a sua falta”

“Boa noite Álvaro, eu também senti”

Ele ficou off-line e eu desliguei o celular, sempre tinha alguma amiga acordada, querendo conversar de madrugada.

Ouvi o barulho de algo batendo no vidro da janela e percebi que

começava a chover. Só de ver a chuva, meu frio só aumentou, me fazendo pular da cama e me aprontar para dormir.

E foi pensando em Álvaro que me aninhei sob as cobertas e dormi pouco depois.



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