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História Siga a Regra - Capítulo 1


Escrita por: DarkSN

Notas do Autor


Aparecendo do nada com uma fic nova, nada a declarar sobre ela. Vou deixar todo mundo na curiosidade, porém preparem os forninhos e os corações...depois me contem o que acharam.

Ela ficou grande para caramba, fiquei com preguiça de corrigir, sorry.
Espero que gostem e boa leitura

Capítulo 1 - Siga a Regra


Fanfic / Fanfiction Siga a Regra - Capítulo 1 - Siga a Regra

Um dos princípios da máfia italiana é nunca trair a esposa, pois se você é capaz de trair quem confia em fechar os olhos e dormir ao seu lado, você não é digno da confiança de ninguém.

 

*-*-*-*

 

 

A mansão enorme abrigava a famosa e temida família Di Angelo, está que era conhecida por governar o submundo por quase um século, sendo a família mais antiga da cidade e também a mais bem sucedida.

O patriarca, Hades Di Angelo, comandava tudo com a sabedoria do rei do inferno, fazendo jus ao seu nome. No entanto cometera um erro, apenas um erro, erros este que seu filho mais novo fazia questão de faze-lo pagar.

 

 

*-*-*-*

Para todos que viam a família Di Angelo pela televisão sequer imaginavam o que se passava por debaixo dos panos, a policia talvez tivesse suspeita, porém do que adianta se não tem provas? E todos sempre garantiam a não existência de testemunhas.

A família Di Angelo era a mais poderosa da cidade, o poder sendo passado de geração em geração e crescendo cada vez mais, sendo Hades um homem temido por seu poder e pulso firme, conhecido por punições assombrosas e macabras, para todos que ousavam lhe trair e ninguém ousava sequer levantar a voz para tal criatura. O mais novo homem por trás do comando tomou fama por sua incapacidade de perdoar, ninguém, nem mesmo a própria família ousaria trai-lo, afinal, ninguém queria o mesmo fim de todas as suas testemunhas...a morte.

A sala de estar da temível mansão Di Angelo permanecia silenciosa, a matriarca comandava um orfanato na cidade, a filha mais velha estava na escola e a criança mais nova permanecia trancada na biblioteca tendo aulas com os mais diversos profissionais de excelente índole. Maria Di Angelo era uma mulher excepcional, dona de uma mente brilhante e um carisma enorme, que cativava a qualquer que a conhecesse, a filha mais velha Bianca tinha a aparência idêntica a da mãe e a mente tão brilhante quanto e havia a criança mais nova, o pequeno Nico Di Angelo. Uma criança doce e animada, doce de mais para estar presa naquele mundo tão sombrio.

--Já terminou sr. Nico? –questionou a mulher fitando a criança com seriedade, o pequeno moreninho, bufou cansado fitando a mulher com olhinhos suplicantes.

--Eu posso dar uma pausa? Minha mão já está doendo...

Perséfone, a tutora de português encarou o pequeno por alguns minutos, os olhos nem sequer brilhavam em empatia.

--Infelizmente seu pai não deu permissão para tal, prossiga na realização das atividades, não seja preguiçoso. Com irá comandar todo o império de seu pai se não se tornar forte como ele?

Ah, o pequeno Nico amava ser comparado, sim ele queria ser tão forte quanto o pai.

--Certo, farei tudo certinho. –E pôs-se a escrever com afinco, à... a doce inocência de uma criança.

 

*-*-*-*

O clima na casa era tenso, o dia amanhecera sombrio, além do temporal que ocorria no lado de fora a noticia que o médico trazia para a família era preocupante. Maria amanhecera doente no dia seguinte, queimando de febre e delirando, marcas arroxeadas apareciam no corpo da mesmo as vezes sem que ela se desse conta de como ao qual o possível motivo para tal.

A situação era preocupante e afligia principalmente os filhos da mulher, Bianca e Nico permaneciam ao lado da mãe, quando o médico a consultou, quando a mesma convulsionou pela febre alta, quando ela desmaiara ao ser dopada, quando acordara assustada e tremendo e quando o médico dera o veredicto de que a mesma estava sendo envenenada, sim...a mulher que tantos admiravam estava sendo morta aos poucos e ninguém tinha sequer a ideia de quem seria.

Porém no coração dos pequenos além do medo esteve presente a revolta, pois aquele que devia proteger a mulher não havia aparecido em nenhum momento durante os momentos de aflição de Maria e dos pequenos. Ele estava ocupado de mais, para se preocupar com isso.

 

*-*-*-*

A figura adolescente permanecia na biblioteca encarando tediosamente a mulher a sua frente, mais uma aula que Nico sequer prestava atenção, sua vontade sendo a de simplesmente sumir.

--Sr. Nico! –o grito feminino assustou o moreno que até então permanecia perdido em meio aos devaneios.

--Sim? Deseja algo? –questionou educado fitando a mulher com cordialidade apesar dos olhos negros brilharem em um deboche contido á força.

--Preste atenção na lição, como subirá de cargo desta forma? Deseja se tornar um simples perdido no mundo? –Perséfone questionara com exasperação.

--Seria interessante não acha? Perder-se pelo mundo?

A mulher o encarara com severidade.

--Não aja tão levianamente, seu pai preocupa-se com o seu futuro, o que será de você se não se empenhar nisso?

Nico sentiu a coluna travar, os punhos sendo serrados ao lado e os olhos negros brilhando com frieza, o sorriso em seus lábios era tenso e nenhum um pouco feliz.

--Oh, por favor...—sorriu amplamente cruzando as pernas, os cotovelos apoiados no braço da cadeira. –Hades não se interessa pelo meu futuro, ele fez de mim uma copia sua, que seja capaz de governar todas essas criaturas vis com pulso de ferro.

--Não fale isso do seu pai, ele fez isso para o seu bem. –Retrucou a mesma, encarando o mais novo como a um ingrato.

--Façamos o seguinte Perséfone, você mantenha a sua opinião para si e eu evito falar deste homem...

--Não pode simplesmente ignorar todo o esforço que ele teve em transformá-lo nesse homem que é hoje.

--Eu disse para não falar nada. –Rosnou furioso.

--Não levante a voz para mim! Não ignore o esforço que seu pai fez por você, sua irmã e sua mãe, el-

O moreno se ergueu de uma vez, batendo o punho na mesa, a fúria fria em sua face.

--Eu mandei você calar a boca. –disse irritado. –Si-lên-cio.

A sala pareceu esfriar, como se alguma energia ruim transitasse por ali.

--Devemos voltar para a lição, afinal você foi paga para ensinar, então mantenha-se no seu lugar e eu evitarei me exceder. –disse o jovem sentando-se em seu lugar de volta.

A mulher que se assustara com a reação do moreno respirou fundo, tentando acalmar o coração.

Nico só queria terminar aquilo e ir para a casa do namorado, o mais rápido possível, fugir de todo aquele inferno.

 

*-*-*-*

Ninguém no lugar ousaria comentar sobre qualquer coisa que acontecesse no ambiente, ninguém tinha coragem, o medo de morrer sempre prevalecendo, não havia um louco capaz de ir contra as ordens do deus do submundo.

 

*-*-*-*

O som do soco fora brutal, o corpo jovem caíra no chão sem sequer ter forças suficientes para se erguer, afinal, aquele já era talvez seu sexto soco, fora os pontapés e os golpes do chicote.

--Eu ainda mando aqui Nico Di Angelo, quem pensa que é para erguer sua voz para qualquer um de seus professores? Eles foram ordenados por mim a transforma-lo em alguém melhor e mais poderoso.

Sim, Nico estava todo arrebentado, o nariz sangrando assim como os lábios que haviam cortado no meio dos golpes, porém ele gargalhara ensandecido, divertindo-se com as palavras do homem que um dia sonhara em se tornar igual. O moreno realmente não gostaria de se tornar um monstro assassino como aquele.

--Você quer um monstro como você—gargalhou ainda mais, em meio a gemidos de dor. –Um ratinho de laboratório, uma cobaia...um idiota para perpetuar seu reino de terror desnecessário e sangrento...um idiota...—por mais que sorrisse, lágrimas doloridas caiam por seu rosto.

--Como ousa, eu fiz de tudo por você, Bianca e sua mãe-

--Não ouse! –gritou envaidecido, erguendo-se em meio aos tropeços, a cabeça rodando. –Não fale dela com essa sua boca suja! Você prometeu cuidar dela, mas sequer buscou o culpado que a colocou naquela cama, você é um nada...uma imitação, um mentiroso! –dizer que o moreno gritava era vago, sua voz ia além, para qualquer um que quisesse escutar seu desabafo raivoso. O rapaz realmente se alterara, ignorando a hierarquia de seu pai e talvez o destino que teria se continuasse a ir contra suas ordens.

--É tudo culpa daquele garoto! –rosnou o moreno mais velho. –Desde que começara a sair com aquele garoto você mudou totalmente.

--Desde que eu comecei a sair com Will eu cai em mim e percebi o monstro que eu estava me tornando. –Sussurrou e sem dizer mais nada se retirou da sala mancando, queria sua mãe ou Will...

 

*-*-*-*

Nico era de longe a pessoa mais normal do mundo, sua vida não era normal, sua família não era normal...nada em si era normal, no entanto, ele sentia-se especial, não um monstro quando estava com ele, com Will...ele sentia-se como ele mesmo. Apenas Nico, o mesmo pequeno que chorara ao lado da cama de hospital de sua mãe quando o médico disse que ela poderia não mais acordar do coma.

O moreninho que teve de se tornar aquilo que não mais desejava, a figura paterna que nunca esteve presente em seus momentos felizes e nem nos que precisava de ajuda, Nico queria a sua mãe.

--Meu Deus... o que aconteceu? –exclamou o loiro assim que abriu a porta de sua casa e se deparou com o namorado totalmente arrebentado.

--Will...—disse o moreno baixinho, com um sorriso sangrento nos lábios, a consciência se esvaindo assim que processou que já estava em um lugar seguro.

 

*-*-*-*

Talvez fosse estranho para qualquer um saber que a figura do Di Angelo, tão sombria e até mesmo fria havia se apaixonado por uma criatura como Will Solace.

Um rapaz que ia toda quinta feira cantar para pequenas crianças que permaneciam presas em camas de hospitais, que sonhava em se tornar um médico incrível como o pai. Mais para Nico ele foi uma luz no fim do túnel, o raio de sol responsável por lhe tirar do poço de escuridão e desespero em que ele se afogava lentamente.

--Ei...—o sussurro do loiro fora a primeira coisa que o moreno ouvira ao tentar abrir os olhos, confuso por se depara com o namorado. Pois Will não gostava de ir em sua casa, já que simplesmente odiava olhar para a cara de seu pai, não que o patriarca fosse muito com a cara do loiro.

--Will...ei...—respondeu rouco, a boca doendo no instante em que tentara falar. –Aí...—resmungou por fim em uma careta dolorida, ao tentar sentar-se.

--Não, nada disso. Continue deitado. –Ordenou o loiro, a voz calma, porém os olhos azuis estavam tempestuosos.

--Você está bem?

O loiro bufou com a pergunta do namorado, os olhos azuis virando-se em descaso exasperação.

--Você chega na minha casa todo quebrado e pergunta para mim se eu estou bem? É isso mesmo? –questionara cruzando os braços em indignação.

Nico sorriu lentamente, tossindo levemente por conta da dor.

--Faz tempo que não nos vemos, estava preocupado. Mais você parece muito bem. –Confirmou baixinho, o olho direito doendo por conta da pancada, com certeza estava inchado.

--E você parece ferrado. –Retrucou irritado. –O que aconteceu dessa vez?

O moreno até tentou dar de ombros em descaso, no entanto, o gesto doera demais então evitou o movimento brusco.

--Eu me desentendi com meu pai.

Will bufou em desagrado, não escondia do namorado o quanto detestava o homem, principalmente quando o mesmo espancava o moreno por simplesmente tudo que não condizia com a sua vontade.

--Ei, não se preocupe...

--Claro que não. –Resmungou o Solace com sarcasmo. –Talvez da próxima vez você chegue a mim dentro de um saco preto, seria maravilhoso. –disse seco, as palavras deixaram sua boca com um gosto amargo.

--Will...

--Vou trazer um pouco de sopa para você. –Cortou o loiro levantando-se em seguida, saindo do quarto logo após depositar um selo na testa do moreno.

Não importa quanto tempo passasse, Nico sentia que esses gestos vindos do loiro sempre despertariam sensação estranhas em seu ser.

O filho mais novo dos Di Angelo, sabia que o namorado apenas estava preocupado com a sua situação, assim como sabia que o loiro se estressava cada vez mais quando lhe via chegar cheio de machucados e quebrado daquele jeito.

Talvez fosse melhor para os dois que o moreno se afastasse, não seria egoísta ao ponto de prender o loiro ao seu lado, não sabendo que o mesmo correria um enorme perigo.

--Sua sopa anjinho. –Exclamou Will abrindo a porta com os pés, um sorriso divertido nos lábios por saber que o moreno odiava verdura e legumes, mas tinha um prazer sádico em obriga-lo a saboreá-los.

Não, Nico não teria coragem suficiente para separar de uma das poucas pessoas que conseguiam levar paz para o seu coração, no final ele era um covarde.

--Você sabe que eu odeio essa coisa. –Resmungou por fim, admirando o sorriso que estava estampado no rosto do jovem.

--Eu sei. –Confirmou divertido, aliviando o clima pesado e enchendo o coração dolorido do moreno de um calor aconchegante.

*-*-*-*

O quarto permanecia silencioso, as paredes brancas deixavam o moreno entorpecido e a figura de sua mãe naquela cama lhe deixava desamparado. Quatorze anos, quatorze longos anos em sua mãe permanecera presa naquela cama, após ter sido alvo de uma tentativa de assassinato.

--Ei mamãe, eu trouxe girassóis, sei que a senhora ama essas coisas enormes. –disse divertido, pois sabia o quanto sua mãe odiava a implicância com as suas flores favoritas.

Se aproximou da cama lentamente –após depositar as ditas flores no vaso ao lado da cama— segurando a mão da mulher com carinho, a mesma estava tão magra e debilitada.

--Eu trouxe Will dessa vez, mais hoje ele precisou ir primeiro aonde as crianças. –Esclareceu sentado ao lado da mulher. –Dia do livro, ele levou vários livros para os pequenos.

Sempre conversava com a mulher, acreditava piamente que a mãe lhe escutava, afinal, ela lhe disse que amava ouvir o moreno falar de suas aventuras, sua vida e de suas brincadeiras. Sempre as escutando, mesmo as mais loucas.

--Com licença. –O pedido despertou o moreno do seu pequeno conto, chamando a atenção para um jovem que parecia ter sua idade que acabara de entrar no quarto. –Você é Nico Di Angelo?

O jovem franziu o cenho, confuso e cauteloso, várias pessoas já tentaram aproximar-se de si para lhe fazer mal.

--Sim...—confirmou relutante, recebendo um assentir sério da mulher.

--Eu sou Sophia, minha trabalhou para o seu pai há alguns anos atrás...

Nico franziu o cenho confuso –E?

--Ela faleceu recentemente...e seu ultimo pedido fora que eu lhe entregasse essa caixa. –Esclareceu, por um momento Nico notou os olhos negros da jovem brilharem com lágrimas contidas, um sentimento de empatia se apossou do peito do mesmo.

--Mais por que essa caixa?

--Eu não sei, ela me alertou que eu não poderia abrir de maneira nenhuma, para a minha própria segurança.

O moreno franziu o cenho desconfiado.

--E por que eu acreditaria em você? Ou nela?

--Por que ela disse que nessa caixa tem provas que incriminam o culpado pelo que aconteceu com sua mãe.

E ela não precisava de nenhum outro motivo.

 

*-*-*-*

 

Os homens que guardavam a porta não esperavam a entrada silenciosa e fria da figura mais nova, tão parecido com o homem que comandava tudo e todos ali dentro. Assim como não esperavam serem apagados em pouco segundos, aquele que estava ali não era simplesmente o moreninho que muitos ali virão crescer...ali era Nico Di Angelo, aquele que buscava vingança e o príncipe do submundo.

Abrindo a porta de uma vez o moreno surpreendeu o casal que parecia perdido de mais no momento para notarem que chegara.

--Então o senhor estava aqui papai?

Hades empurrou a mulher de cima de si, assim que avistou o filho na porta.

--Nico, o que está fazendo aqui? Aonde estão os homens que estavam na porta?

Os olhos negros tão parecidos com o do patriarca fitavam a mulher correr atrás de suas roupas, assim como a figura mais velha erguer-se da cama apenas de cueca.

--Oh, e pensar que você realmente recebia bem Perséfone, para se deitar com o seu patrão, não é mesmo? Como uma bela puta adestrada. –O moreno falara friamente, o tão conhecido sorriso de seu pai colocado em seu rosto.

--Como ousa falar com ela ass-

--Hades Di Angelo, você acobertou a mulher que tentara matar sua esposa, enganara a todos e teve participação na tentativa de homicídio da minha mãe...—sussurrou perdido em pensamentos, os olhos negros brilhavam insanos. –Tis, tis, tis, que feio papai...condenou tanta gente a morte e traiu sua esposa dentro de sua própria casa? Que feio...

--O que? Ela não fez nada disso, ela não poder- --sua fala fora interrompida pelo envelope que fora jogado em seu rosto. Nele havia as imagens de ervas, fotos da mulher dopando a matriarca aos poucos por meio da comida e vários documentos de compras suspeitas e fotos ainda mais comprometedoras.

--Não se preocupe, aqui são apenas copias, obviamente...eu não traria as verdadeiras aqui.

--C-como...—a mulher parecia aterrorizada, encarando as imagens com pavor.

--Uma amiga trouxe, disse apenas que demorou de mais a fazer o certo. –comentou levianamente andando pelo quarto que antes era de seus pais, a escrivaninha de sua mãe, mais nenhum retrato da mulher.

--Isso é mentira, claramente uma montagem, Hades você acredita em mim não é? Sabe o quanto ele me odeia, tenho certeza que isso foi para me difamar e nos separar, ele não aceita que a mãe está morta a anos e-

--Minha mãe acordou hoje.

--Oque?! –nesse momento a mulher que antes segura uma face tão bem construída, sentiu o rosto quebrar-se aos poucos.

--Ela me disse que não tinha coragem de assassinar uma mulher tão doce quanto minha mãe, que a ajudou tanto...mais fora obrigada por que você ameaçara a filha dela. Ameaçando crianças Perséfone, que feio...—resmungou com o cenho franzido em desagrado teatral, o deboche e sarcasmo pingando de seus lábios. –Minha mãe foi transferida para o hospital por Bianca e apenas por conta disso conseguiu sobreviver, ela sabia da verdade, mas você conseguiu coloca-la contra o meu pai...que ele cego deixou-se acreditar e foi feito de idiota, então papai como está se sentindo sabendo que bateu e torturou seu filho por uma mulher desse caráter? Que foi contra sua própria filha por uma criatura dessas?...—questionou sem esperar realmente uma resposta. –Nada certo? Nada por que você obviamente tinha suas desconfianças mais preferiu ignora-las a deixar-se ficar casado com uma pessoa como a minha mãe. Certo?

--Nico...

--Calado Hades. –gritou, explodindo finalmente.

--Você não é nada garoto, não grite comigo! Não sabe o seu lugar...—mais antes que o homem pudesse finalizar a frase, sentiu a dor de ter a boca machucada. Encarando a figura do filho de permanecia em sua frente, ofegando enfurecido, ninguém nunca havia tido coragem suficiente para erguer a mão para si. –Como ousa...

--A regra é clara, nunca traia sua esposa, pois se você é capaz de trair quem confia em fechar os olhos e dormir ao seu lado, você não é digno da confiança de ninguém. Oh, sim...eu aprendi isso enquanto era espancado e enchia minha mão de calos ao copiar...Hades Di Angelo, você não merece uma mulher como a minha mãe. Você será destituído de suas propriedades e regalias, você sabe bem qual a sua sentença.

--Você não pode matar seu pai el-...

--Enquanto a sua puta, bem...ela se verá com a minha irmã, tenho certeza que ela terá um enorme prazer em descontar tudo o que você fez para ela e nossa mãe.

--Você não...

--Cala Perséfone! Você...só cale a boca. –Ordenou seriamente, o semblante decaído e cansado.

--Filho eu...

E como se tivesse enlouquecido o moreno começara a sorrir, sorrir insanamente.

--Não Hades, eu nunca fui seu filho, nunca fui nada mais que uma máquina para você...tão igual, porém tão imperfeita. Mas veja só, tão perfeito porém foi feito de trouxa debaixo do seu próprio nariz, foi contra principal e mais séria regra já estabelecida por esse mundo sombrio. Uma pena...

--O que fará comigo?

Os olhos eram negros e idênticos aos seus, tão idênticos que poderia até mesmo sentir o frio emanar deles.

--Sua sentença será a morte, de agora em diante eu tomarei o poder.

--Você não tem essa capacidade, nunca se igualara a ele. –exclamou a mulher insana.

Nico permitiu-se sorrir ironicamente por alguns instantes.

--Eu realmente espero não me igualar a alguém como ele, nunca.

--Não sabe o que está dizendo, não terá força o suficiente para comandar a todos.

--Eu sou o Rei Fantasma, fui treinado e moldado para lidar com qualquer consequência. Sou o mais novo regente de todo o submundo, comandante de todos e agora eu ordeno que retirem esses dois da minha frente, antes que eu os mate com minhas próprias mãos. –Declarou frio, ignorando os gritos da mulher e os palavrões de seu pai, no momento em que os homens que jurara lealdade ao rei fantasma entraram no local arrastando-os pelas escadas em direção ao calabouço.

A figura loira encontrou Nico na porta do quarto, ignorando os soluços e partindo diretamente para o abraço, prendendo o moreno nos braços.

--Está tudo bem agora Nico, tudo ficara bem...

 

E naquele momento nascerá o Rei Fantasma, impiedoso, porém justo e que abominava a traição e qualquer tipo de mentira. Companheiro de um jovem médico e tendo por braço direito sua irmã mais velha. Temido e respeitado por todos aqueles que desconfiaram e permaneciam cautelosas por ter uma criança de apenas dezenove anos no comando de tudo, mas engana-se aquele que pensa que ele não estava preparado. Nico fora preparado para liderar a vida toda, ele comandava tudo agora como seu pai uma vez quisera, porém fazia tudo de acordo com os seus princípios e suas escolhas. Podendo sempre contar com os abraços de seu futuro marido, dos carinhos nos fios escuros de sua irmã e o apoio e amor incondicional de sua mãe. E faria de tudo para proteger os três do que quer que fosse.

 


Notas Finais


Então o que acharam?
Passaram a raiva no crédito ou no débito?
Muito discurso de odio? E o coraçãow
Me contem!!!!
.
Espero que tenham gostado e até mais.
Sayo, bye bye


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