História Siga o coelho branco - Uma história sobre Jungkook - Capítulo 36


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Dominação, Jungkook, Prazer
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Palavras 2.537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 36 - De 36


Fanfic / Fanfiction Siga o coelho branco - Uma história sobre Jungkook - Capítulo 36 - De 36

Conseguir o bolo que minha noona gosta num domingo nesse horário é uma aventura, estou indo para o terceiro lugar onde ela gosta dos bolos, tomara que esteja aberto! Assim que viro a esquina dou um pequeno sorriso de vitória com um soco no ar, meu filhote não dormiria sem comer seu pedaço de bolo! Quando estou estacionando meu telefone toca, com certeza era minha doce esposa me monitorando querendo logo seu bolo, mas me surpreendo quando vejo no visor quem é:

- Key? – conforme ele vai falando não consigo me lembrar direito nem onde estou.

Como assim? Ele a estava levando para o hospital? Quando saí de casa ela estava perfeitamente bem! Ah! Não! Será que a machuquei? Ela ou o bebê? Não! Não podia ser isso, fui muito cuidadoso com ela e ela ficou tão feliz! Seus olhos voltaram a ter aquele brilho que tanto amo!

Sigo para o hospital sem enxergar direito as ruas aonde vou passando.

Assim que chego nem preciso me identificar sou levado direto para um quarto, quando abro a porta ela está na cama deitada, Key está ao seu lado, ela tem os olhos vermelhos de chorar ele tenta acalmá-la:

- Noona! – digo correndo até ela.

Quando ela me vê abre seus braços para mim, meu corpo tem um choque quando vejo em seu pescoço uma bandagem, sento ao seu lado na cama, ela me abraça e chora, sua voz está totalmente rouca:

- Me desculpe Jeon! Por favor me perdoe! Não consigo sentir nosso bebê!

- Calma! O que aconteceu?

Ela apenas me abraça e chora, seu corpo todo treme. Olho para o lado e vejo que estou sozinho com ela, Key havia saído:

- Calma noona! Não fique assim! Deite-se!

Faço ela deitar suavemente, lágrimas escorrem dos seus olhos, respiro fundo e desço minha mão até sua barriga, assim que a toco ela se contrai sozinha. Olho assustado para ela que para de chorar:

- Você sentiu isso noona?

A toco novamente e de novo sinto um suave movimento, como uma borboleta batendo suas asas. Ela coloca sua mão sobre a minha e sorri:

- Está vendo noona? Nosso filhote está se mexendo! Ele está bem!

Ela olha para mim e seus olham brilham:

- Sim! Ele mexeu! Eu senti! Porque você assustou a mamãe assim?

Neste momento uma enfermeira entra:

- Vamos fazer o ultrassom agora que você está mais tranquila e seu marido chegou!

Olho para ela e depois para minha noona que sorri para mim:

- Não quis fazer enquanto você não chegasse! O médico disse que estava tudo bem, mas o bebê não mexia! Até que você chegou! Ele é muito danadinho!

A voz dela está rouca e começando a falhar:

- Vamos então? – a enfermeira se aproxima com uma cadeira de rodas, mas minha noona olha para ela com um certo temor.

- Onde é a sala de exames?

- Aqui ao lado! – a enfermeira responde esperando ela sentar-se, mas minha esposa nem se mexe.

Dou um sorriso para ela pegando-a no colo:

- Pode deixar que a levo!

Assim que ela está pronta o médico começa o ultrassom, vejo meu filhote numa tela grande bem a nossa frente, ele se mexe o tempo todo, seu coraçãozinho bate rapidamente, meus olhos se enchem de lágrimas, minha noona está hipnotizada e respira tranquila ao ver nosso bebê tão bem. Ainda não entendo o que aconteceu. Mas não vou cobrar isso dela agora, o porquê daquela bandagem em seu pescoço e sua voz que estava rouca e sumindo.

- Vocês querem saber o sexo do bebê? – o médico pergunta sorrindo.

Ela sorri para mim, mordo meus lábios, meu coração está disparado, segura a mão dela com força;

- Sim! – dizemos juntos.

- Não sei se vocês teriam alguma preferência! – diz o médico passando o aparelho pela barriga dela – Mas vocês serão pais de um menino!

Levo as mãos aos meus lábios e não consigo evitar as lágrimas: Um menino?

Olho para ela que está emocionada e tenta controlar sua respiração, então o médico sai nos deixando a sós para curtir aquele momento:

- Você não ficou feliz noona?

Ela ri, fico olhando surpreso para aquela reação dela:

- Na verdade sempre quis ter uma menina! Mas sabia que você não me obedeceria! Você nunca me obedece!

O sorriso dela é incrível e mesmo com aquela bandagem no pescoço ela está linda!

- Obrigado noona! – digo lhe dando um beijo.

- Pelo que?

- Por ter me dado um menino! E por cuidar tão bem dele! E de mim!

- Jeon Lucas! – ela olha para mim com expectativa nos olhos – O que acha?

- Eu adorei noona!

Ela desliza a mão pela sua barriga sorrindo:

- Eu tinha certeza de que era um menino!

- Por quê?

- Quando você chegou na fazendo na semana do nosso casamento ele me fez sentir enjoo de você, por isso não fiquei perto, todas as vezes que eu me aproximava de você sentia enjoo, seu filho é ciumento e possessivo como o pai dele!

- É...Mais ele terá que dividir a mamãe comigo! Até porque eu a vi primeiro!

Dou um delicioso beijo nela que se derrete toda abraçada a mim, deslizo minha mão pelo seu rosto até o pescoço tocando na bandagem:

- Jeon...

- Depois falamos sobre isso! Você está mais calma? Fiquei muito assustado quando cheguei e vi você daquele jeito!

- Sim! Estou! Nosso filho está bem e você está aqui comigo!

A enfermeira entra para ajudá-la:

- Espero você no quarto noona!

Assim que saio procuro por Key pelo hospital, o encontro perto de uma grande janela no corredor próximo ao quarto:

- Achei que você iria querer falar comigo!

Ele diz assim que me aproximo:

- O que aconteceu?

- Ela foi agredida!

- Como assim? Por quem? E como entrou em nossa casa?

- Não sei te dizer, mas dá para você ver pelas câmeras de segurança! Ele subiu comigo no elevador, quando entrei ele já estava nele, vinha da garagem, me cumprimentou, em inglês, vi que ele tinha apertado para o andar de vocês. Não sei porque, mais algo me fez ir atrás, desci no meu andar mas subi pelas escadas até o de vocês. Acho que ela abriu a porta para ele, quando cheguei ele a estava sufocando, ela lutava para respirar, avancei sobre ele fazendo com que a soltasse. Não fui atrás, fiquei cuidando dela.

- E eu agradeço você por isso!

- Ela está bem? E o bebê?

- Sim! Eles estão bem! E vamos ter um menino!

- Parabéns! Que bom que estão bem! Preciso ir!

- Muito obrigado! Por salvá-la e cuidar dela!

Ele apenas sorri, inclina a cabeça e sai pelo corredor.

Respiro fundo, quando chegar em casa irei direto olhar a câmera de segurança! Não quero que ela se aborreça ou fique agitada!

 

O médico quer que ela passe a noite no hospital, mas ela bate o pé e diz que não ficará de jeito nenhum. Na verdade também não quero que ela fique a quero em casa sob as minhas vistas. Então ele a deixa ir, desde que ela repouse por causa da garganta, o nosso filho está ótimo! Estou muito feliz! Um menino! Não paro de sorrir, mesmo estando preocupado com ela e querendo entender o que aconteceu.

Quando chegamos em casa ela está bem sonolenta, o médico havia lhe dado um leve sedativo para ela e o bebê relaxarem e dormirem, ela estava com sono, mas nosso filhote não parava de se mexer:

- Vou subir! Estou com muito sono!

- Espere noona! – me aproximo pegando-a no colo e subindo as escadas – Eu levo você!

Ela sorri e se aconchega em mim, coloco-a na cama delicadamente entre os travesseiros, então deslizo a mão pelo seu rosto chegando em seu pescoço e toco na bandagem, ela segura minha mão não deixando que eu tire dela, olho bravo para ela tirando sua mão de cima da minha:

- Sou seu marido Nancy! E quero ver seu pescoço!

Ela olha assustada para mim porque a chamei pelo seu nome, ela sabia que eu só fazia isso quando estava bravo com ela de verdade. Ela fecha os olhos enquanto tiro a bandagem dela, mordo meus lábios e meu coração dói quando vejo seu pescoço. Ele está com uma marca bem avermelhada indo para o roxo e tem o formato de uma mão. Olho para ela que continua com seus olhos fechados, mas lágrimas escorrem deles pelo seu rosto:

- Descanse noona! – falo suavemente enquanto a abraço.

Ela se agarra em mim:

- Desculpe Jeon!

- Só descanse tá bom? Depois conversamos!

Ajeito-a na cama, puxo uma coberta sobre ela e fico ao seu lado até que ela durma.

 

Desço direto para o escritório, ligo o computador e aciono as imagens das câmeras de segurança. Vou voltando até chegar no horário em que saio para buscar o bolo que ela tanto queria. Respiro fundo quando a vejo se aproximar da porta e tentar acionar o vídeo, já expliquei várias vezes como fazer isso mais ela simplesmente não consegue assimilar a sequencia de botões, então ela abre a porta, sem ver quem está tocando e tenta fechar novamente quando vê quem é, mas ela é aberta com violência e minha noona é jogada contra a parede, seu pescoço é segurado com força, ela se debate tentando soltar-se, meu coração quase para quando vejo o homem que a segura com tanta raiva apertar sua barriga, os braços dela ficam moles, ela está perdendo a luta contra ele, então ele é tirado de cima dela e jogado para fora do apartamento com um belo soco em seu rosto. Ah Key! Nem imagina como gostaria de estar no seu lugar agora! O homem sai correndo, Key se abaixa perto dela, depois levanta e entra, volta falando ao telefone e coloca uma almofada embaixo da cabeça dela de forma delicada, então espera segurando a mão dela até o socorro chegar. Não sinto mais ciúmes dele, apenas gratidão por ter salvado minha mulher e meu filho!

Fecho meus olhos e fico revendo as cenas quadro a quadro, retorno a imagem para o momento em que ele aperta a barriga dela, paro a imagem e aproximo, é o momento em que dá para vê-lo bem de frente. Ele tem um olhar de posse sobre ela e está com muita raiva, não consigo nem imaginar o que teria acontecido a ela e nosso bebê se Key não tivesse chegado! Imprimo a imagem. Salvo o vídeo, então o envio para Leo com uma mensagem, minha noona dificilmente me contaria tudo sobre esse homem e não vou forçá-la, não quero deixá-la nervosa! Estou perdido em meus pensamentos quando recebo uma resposta de Leo: “Estou indo para a Coréia!”

Respiro fundo passando a mão pelos meus cabelos e faço uma ligação:

- Alô? Namjoon? Preciso de um favor seu...

Quando termino de falar com Namjoon volto para o quarto, ela dorme tranquilamente toda esparramada em nossa cama, sento ao seu lado, puxo a coberta dela para ver sua barriga, assim que aproximo minha mão dela ela se mexe. Não vou cansar de ver isso! É incrível! Saber que uma parte de mim está ali junto dela e parece me reconhecer, desde o hospital que me aproximo e ele se mexe!

- Porque não está dormindo? Hein bebê? Ah! Meu filho! Tem que deixar a mamãe dormir! – deito ao lado dela e coloco minha mão sobre sua barriga, ela vira um montinho embaixo dela – Vamos dormir? Papai vai proteger vocês dois! Sua mãe não vai gostar muito do que fiz! Mas espero que ela entenda!

 

Acordo e já amanheceu, como meu curso na faculdade está na última semana só irei na sexta para o encerramento. Estico meu corpo espreguiçando-me e meu bebê reclama:

- Ai! Tudo bem! Vou tentar não me esticar tanto assim! Você dormiu bem? – digo passando a mão pela minha barriga – É claro que dormiu! Senti seu pai todo possessivo com você! Vamos tomar um delicioso café? Eu estou morrendo de fome!

Visto uma roupa confortável, olho meu pescoço no espelho, a marca está bem visível, pego um lenço, amarro em torno dele deixando uma ponta caída e desço. Onde Jeon estaria? Ainda era um pouco cedo para ele sair!

Quando chego na sala Jeon está sentado tranquilamente no sofá, parece estar revisando sua aula, me surpreendo quando vejo um rapaz alto e todo musculoso parado ao lado da porta de entrada! Uauu! Quem era? Ai! Ponho a mão na minha barriga quando levo um pequeno chute de meu filhote! Claro que ele se uniria ao pai dele contra mim!

- Bom dia! – digo me inclinando e lhe dando um beijo – Temos visita?

- Não! – ele me responde tranquilamente – Este é Ji Soo! Nosso segurança, ou melhor, seu segurança!

- Desde quando precisamos de um segurança? – digo enquanto vou para cozinha atrás de Jeon – E quem resolveu isso assim? Sem uma conversa?

- Precisamos de um desde ontem! Quando vi pelas imagens de segurança que minha esposa não sabe abrir uma porta sem olhar o vídeo antes!

- Jeon!

- Sem discussão noona! Você terá um segurança sim! Se não quiser tudo bem! Ele fará a segurança do meu filho!

- Nosso filho! – digo brava – E tenho cuidado muito bem dele!

- Não foi o que vi pelas imagens!

Olho para ele com muita raiva:

- Por que não me amarra aos pés da mesa então?

- É para não fazer isso que contratei um segurança! Mais a ideia até que é boa! Noona, não quero que você fique trancada em casa, continue com sua rotina de sempre só que com um segurança! Ninguém garante que aquele homem não irá voltar!

- Jeon, temos que conversar sobre o que aconteceu.

- Você está tranquila para conversar sobre isso?

- Na verdade não!

- Ele é parte do seu passado não é? Uma parte que você não me contou, mas imagino quem ele seja, vi o olhar dele sobre você!

Olho para ele surpresa com sua percepção:

- Jeon...

- Tudo bem noona! Mas o segurança fica e não estou sugerindo! Estou te comunicando! Vou dar aula, tome seu café! Busquei bolo e fiz o café para vocês!

- Não estou com fome – digo cruzando os braços em forma de protesto, mas nem bem acabo de dizer e minha barriga faz uma pequena ondulação, levo minha mão até ela – Ai!

Jeon se aproxima, ergue meu rosto e me dá um delicioso beijo, depois se afasta e olhando para minha barriga diz:

- Isso mesmo filho! Faça a mamãe comer! – ele coloca a mão sobre ela e o pequeno coelhinho traidor se aninha todo embaixo dela.

Ele dá o seu sorriso de vitória para mim e sai, sigo-o até a porta, Ji Soo abre para que ele saia, depois a fecha travando-a. Fico olhando para o segurança com meu melhor olhar de rebeldia, ele nem liga. Então num ato de extrema criancice mostro a língua para ele, fico perplexa e com certeza de boca aberta quando ele mostra a língua para mim de volta. Onde Jeon tinha encontrado esse segurança que era tão infantil quanto eu?



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