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História Sign of the times - Capítulo 33


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, oi meus amores! Voltei, por favor, perdoem a demora! Minhas primeiras semanas na facul foram uma loucura, mas prometo arranjar mais tempo para escrever e postar, viu?
Como vocês estão? Estão em casa, em quarentena? Espero que sim, viu! Como estudo na área da saúde estou mais "tranquila", meu professor deixou a gente bem informado, porém ao mesmo tempo tô neurótica por conta da minha vozinha. Espero que estejam bem, estou em casa e vou tentar escrever bastante pra vocês pra nos distrairmos enquanto essa fase ruim não passa, combinado?

Capítulo 33 - 033 - Discoveries


Por um momento, senti meu coração parando de bater. Aquele era, sem sobra de dúvidas, o maior susto da minha vida. 

Encarei seu rosto perplexa e paralisada demais para poder reagir. Não poderia dizer que estava tão surpresa, afinal, sabia mais ou menos de onde vinham os bebês. Mas nunca havia me imaginado esperando um até então. Sabia que iria ter filhos algum dia, mas aquele não era o momento, nem o tempo certo daquilo acontecer!

Era loucura! Eu só tinha dezessete anos, estava longe de meus pais, no meio de uma guerra mundial e nunca mais veria Harry na vida! Eu não poderia criar aquela criança sem um pai. Pai! Meu Deus, meu pai iria me matar! E minha mãe então, o ajudaria! Oh, céus, eu estava completamente perdida! 

— Não! Não! — Era tudo o que saía de minha boca. — Isso não pode estar acontecendo.

Eu havia entrado num looping de negação que pareceu durar por algum tempo ao julgar pelo abraço duradouro que Elizabeth dava em mim buscando consolar-me. Ela parecia ter adivinhado que não adiantaria nada, porque me soltou e passou a apenas acariciar meu braço continuamente enquanto me olhava assustada.

— Dormiu com ele, não foi? — Não precisei de palavras ou um simples gesto para confirmar. Meu estado já falava por si só. Yuri deu passos pelo local, inquieto. — Como deixou que isso acontecesse? Não vê que aquele filho da puta estava apenas se aproveitando de você? 

— E-Ele disse que me amava. — Choraminguei, mais uma vez caindo num choro sôfrego.

Sim, eu já tinha me dado conta de que Harry tinha me usado, já havia me martirizado muitas vezes depois que a minha ficha tinha caído. Mas, com aquela notícia, as coisas eram totalmente diferentes. Antes o que só me fazia chorar e me tirava a alegria agora me dá calafrios de tanto medo do que poderia estar por vir. Um dia eu iria conseguir superar aquela desilusão, ao menos esperava que conseguisse. Mas uma gravidez? Aquela consequência era permanente, para sempre.

Ouvimos a voz de Juliet sendo misturada com a das meninas e senti meu coração palpitar novamente. Tudo girava novamente, ser lembrada da existência daquela mulher num momento tão crítico como aquele fazia-me querer sair correndo e nunca mais dar as caras naquela casa.

— Q-Quando vai contar a ela? 

— N-Não, ela v-vai me matar! — Negava com a cabeça enquanto as lágrimas voltavam a encharcar o meu rosto, cobri minha boca tentando abafar meus soluços involuntários.

Parecia uma agonia sem fim, um pesadelo, onde eu me debatia tentando sair, mas meu corpo na realidade não saia do lugar.

 — Elizabeth está certa. Vai ter que contar, não da para esconder uma gravidez! 

Até daria, nos primeiros meses, talvez até que meus vestidos não marcassem a minha barriga. Mas, após ouvir tantas conversas preocupantes sobre a guerra, eu já sabia que seria inevitável tentar esconder a gravidez de Juliet, afinal a guerra não estava nem perto do seu fim.

— E-Eu estou te f-falando! Ela vai m-me matar quando descobrir! — Nem ao menos tinha muita noção do que saía da minha boca. O desespero estava me cegando.

Contudo, ainda tinha muita coerência no que dizia, sabia muito bem de quem estava falando. Apesar de ainda não ter descoberto os segredos que me deixavam com o pé atrás a respeito de Juliet, ainda assim tinha certeza sobre minha intuição. Mas, ainda assim, Yuri e Elizabeth me olhavam com pena, por pensarem que aquela minha fala era apenas parte do meu surto por descobrir uma gravidez no pior momento da minha vida.

— Ela não vai. — Yuri teimou, se aproximando da cama. — Juliet não pode fazer nada contra você, não com tanta gente de olho nela. Agora fique calma, vá se deitar um pouco, pense em como vai contar a ela. — Pegou minhas mãos trêmulas, levantando-me devagar.

Assenti sabendo que era daquilo que eu precisava. Deitar-me um pouco, sumir entre meus cobertores como tinha sido meu único refúgio ultimamente. Sobre contar a Juliet eu ainda não concordava com eles, não queria contar a ela. Não tinha ideia do que iria fazer. Minha mente criava diversas desculpas e situações completamente impossíveis, planos para enganar a todos sobre aquela gravidez, mas, no fim, Yuri estava certo, era inevitável. 

— Grace? — Enquanto subia silenciosamente as escadas aparada por Elizabeth, ouvimos a voz da mulher. Não precisei me virar para saber que as atenções das meninas presentes na cozinha estava voltada para nós duas. — Está tudo bem? — Ouvi seus passos e me apressei para subir na frente.

— Ela está bem sim, é só um mal estar. — Ainda tive tempo de ouvir a voz da menina me justificando, enquanto cruzava o corredor dos quartos.

Me deparei com Cornélia deitada em sua antiga cama, de barriga para baixo, com o rosto enterrado no travesseiro.

— Vá embora! Não quero falar com você! 

Ignorei a menor, jogando-me em minha cama, cobrindo-me dos pés a cabeça. Solucei, sentindo meu coração ficar minúsculo. Parecia que nada poderia piorar, mas aquele pensamento era idiota, sempre poderia piorar. Já não tinha mais esperanças, desde que Harry foi embora tudo parecia ir ladeira abaixo e parecia que nunca iria melhorar.

Era uma avalanche de acontecimentos ruins, como se ele tivesse ido e levado tudo o que havia de bom no mundo consigo. E Styles não merecia aquilo. Eu não merecia ter ficado e ainda ter que lidar com tudo aquilo sozinha.

— Grace? — Ouvi a voz de Elizabeth, sua mão puxou delicadamente a coberta de cima, revelando meu rosto encharcado. — Te trouxe algo para comer, venha, não pode ficar sem se alimentar. 

Sentei-me secando o rosto, encarando a bandeja com um pequeno café da tarde sobre a cama. Me arrisquei a comer um pouco, sob o olhar das duas meninas. Acho que teria que me acostumar a forçar a comida descer goela abaixo, mesmo que não quisesse comer nada.

— O que aconteceu? — Cornélia indagou curiosa, chegando mais perto.

Assim que vi seus olhos castanhos, os meus transbordaram novamente. Estava ficando cansada de chorar. Mas parecia que eu já não tinha mais motivos para não fazê-lo. 

Alternei meu olhar para Elizabeth, que deu de ombros não sabendo opinar. Ela havia entendido minha pergunta. Eu contaria para Cornélia? Não sabia bem como ela iria reagir, mas tinha certeza que a menina nunca iria me perdoar se escondesse mais aquilo dela. Um hora ela e todos iriam descobrir mesmo. E era aquilo o que mais me assustava naquele momento.

— E-Eu estou… — Engoli a seco, pensando que era a primeira vez que iria falar...aquilo. Não sabia nem como deveria chamar. — eu estou grávida. 

Era real, estava realmente acontecendo. 

As mãos de Cornélia cobriram seu rosto pequeno, abafando um gritinho agudo. Tombei a cabeça para o lado confusa. Não tinha conseguido interpretar aquela reação. A menina simplesmente pulou em minha direção, abraçando-me forte. A envolvi em meus braços, apertando-a contra mim, estava aliviada em tê-la ali, ao meu lado. Eu precisava tanto daquilo.

— Mas não pode contar para ninguém, ouviu? — Elizabeth me censurou com o olhar, mas preferi ignorar por hora. 

— Você vai ter um bebezinho! — Franzi minha testa, mais uma vez olhando as duas de forma alternada.

Um pequeno frio passou por minha barriga, que logo se aqueceu quando Cornélia a cobriu com a palma da mão. Meu coração também se aqueceu imediatamente. Não havia parado para pensar. Tinha acontecido muito em tão pouco tempo.

Um bebê. Crescendo dentro de mim! Meu Deus, parecia loucura! Eu nem ao menos sabia se seria capaz de colocar outro ser no mundo sendo tão nova. Me perguntei como eu conseguiria dar conta daquilo, de criar uma criança, sempre me pareceu ser uma tarefa tão difícil, ser responsável por um outro alguém. Minha mãe também sentiu aquele medo todo? Mesmo eu sendo tão esperada por ambos, será que ela nunca teve medo? Me perguntei se aquele receio todo acabaria quando eu começasse a sentir todo o amor do mundo como mamãe dizia que sentia por mim.

Lembrar-me dela e saber que não a tinha ao meu lado num momento tão importante como aquele me deixava triste.

— Será que vai ser um menino? — A menor colocou a mão no queixo pensativa. Ri de sua pressa. Era muito cedo para saber uma coisa daquelas.

— Acho que é uma menina. — Sorriu Elizabeth. — E você, o que acha? 

Dei de ombros rindo fraco. Estava me sentindo mais leve. Na medida do possível, claro. Ainda me assustava, mas passar o tempo discutindo suposições bobas, como o sexo da criança, estava me distraindo um pouco.

Até arriscava dizer que estava gostando da ideia. Cheguei a imaginar o rostinho. Uma mistura perfeita de mim e Harry. Não sabia ao certo como iria lidar se o bebê tivesse os olhos dele, toda vez que os olhasse ele me viria a cabeça. Era algo ruim, me traria lembranças de alguém que eu deveria apagar da memória, mas ao mesmo tempo sabia que não tinha mais nada nesse mundo que fazia meu coração bater mais forte além daquele par de olhos verdes.

Comi um pouco, sentindo-me mais disposta. Conversei com as meninas por um tempo, sobre nossas vidas antes daquele caos. E era tão leve falar sobre um tempo em que tudo estava bem, parecia que tínhamos nos transportado para casa novamente. Ríamos de uma história péssima de tão hilária que Elizabeth contava sobre a mãe dela, me pegava imaginando se seria aquele tipo de mãe. Rígida, super protetora, ou se seria mais liberal.

Na verdade nunca se sabe, mamãe dizia que só quando nos tornamos mães podemos entender, saber o que fazer e como vamos criar nossos filhos. Sempre me perguntei como elas simplesmente sabiam o que fazer. Bom, parecia que eu não iria ter que esperar muito para descobrir. 

— Grace. — Yuri surgiu de repente na porta, abriu e entrou sem nem ao menos bater. Fiquei apreensiva com sua expressão e pedi para que as meninas nos deixassem a sós, antes de ir, Cornélia deixou um beijo carinhoso em minha barriga. Ainda estranhava aquela situação. — Acharam a aeronave.

— S-Sim, não foi para isso que eles saíram o dia todo? — Remexi-me na cama nervosa, tentando disfarçar ao máximo.

— Está faltando uma peça importante e algo me diz que você sabe qual é. — Yuri se sentou na ponta da cama.

Reparei em sua postura, ele estava bravo, como sempre. De uniforme, como sempre. E me encarava muito, como sempre. Tentei pensar num jeito de desconversar, porém sabia que não precisava mais mentir para ele. E já estava ficando farta de tantas mentiras.

— Eu juro que não fiz por mal. — franzi minha testa, recebendo um suspiro seguido de um aceno reprovador dele. 

— Grace, ele te obrigou? — Assumiu uma postura dura. Neguei veemente. — Tem certeza, ele nunca te ameaçou?

Harry nunca tinha me obrigado a nada. Nunca precisou, sempre fui tão entregue a ele que acho que não precisou de tanto esforço da parte dele para ter o que queria de mim.

— Não. E-Ele me disse que era algo que precisava fazer para proteger os dele, q-que era para que ele morresse em paz sabendo que protegeu as informações dos britânicos, e-eu só queria ajudar…que ele partisse feliz. — encolhi meus ombros.

— Com certeza ele partiu feliz sabendo que conseguiu o que queria: Te enganar e fazer você fazer tudo o que ele precisava. — Se levantou esbravejando baixinho. Mesmo tentando minimizar sua reação ruim, seu tamanho ainda me assustou.  — Grace aquele era um dispositivo de comunicação, o que quer que ele inventou para te enganar foi uma mentira! Você fez parte do plano de fuga dele, lhe deu o que ele precisava para se comunicar com os britânicos e conseguir resgate para fugir! — Cobri minha boca com minhas mãos. Seus punhos estavam cerrados, evidenciando as veias em seus braços. — Nos colocou em perigo, agora eles sabem a nossa localização e é uma questão de tempo até que cheguem para nos atacar 

— E-Eu não sabia! Ele me disse que era uma caixa preta! Oh meu Deus, me desculpa! — Trêmula, comecei a imaginar milhões de coisas horríveis na minha cabeça. — Eu não queria nos colocar em perigo, n-não queria!

Se soubesse para que finalidade Harry queria aquele dispositivo talvez não o teria pegado. Se ele tivesse me contado seu plano de fuga talvez não teria ajudado. Talvez. Era engraçado olhar para trás e pensar no que eu teria feito numa situação como aquela, meus sentimentos com certeza iriam interferir naquela decisão, talvez, por amá-lo tanto, eu o ajudaria. Ou, por saber que nunca mais o veria, talvez não.

— Agora já foi. — Suspirou encarando-me por um tempo. Me vi pressionada por aquele par de olhos azuis, sua expressão ainda não tinha suavizado, e parecia que nunca tinha sido suave um dia. 

Yuri aparentava ser um homem sério demais. No início, quando o vi pela primeira vez junto daqueles brutamontes, cheguei a ter a impressão errada sobre ele, pensei que fosse um homem mal, Harry mais uma vez influenciava no modo como eu passei a enxergar homens. Bom, se ele era, eu descobriria e ficaria muito surpresa no futuro, porém, o modo como Yuri estava levando toda aquela situação me dava um pingo de esperança de que não fosse. 

Qualquer outro no lugar dele me entregaria no exato momento que descobrisse. Foi ali que comecei a realmente parar para pensar em tudo o que fiz para Harry e perceber que estava na hora de parar de me culpar por algo que nem mesmo tive a intenção de fazer. Se o ajudei fiz porque o amava, não por maldade. Era apenas caridade, coisa que me culpei por ter por outra pessoa até receber de volta e me dar conta de que não era algo ruim.

Fui uma grande burra em acreditar nele, porém eu estava fazendo o certo o tempo todo.

— Eles com certeza irão querer te interrogar de novo. Grace, você foi a única que teve contato com ele, é a primeira que vão suspeitar de tê-lo ajudado. — Meu estômago se revirou só de pensar naquela possibilidade. O desespero começou a tomar conta de meu corpo. — E você tem que contar a verdade, me ouviu? Tudo. Inclusive sobre a gravidez. — Se aproximou, pegando-me pelos ombros. Ofeguei negando com a cabeça.

— N-Não, eu n-não posso! Se contar o que tive com ele vão...vão...e-eu nem ao menos sei o que eles seriam capazes de fazer comigo!  

— Grace, eles não podem te machucar! Diga a verdade logo, vai nos poupar de ficar procurando e assim poderemos nos preparar para quando eles vierem! — soluçava cobrindo meu próprio rosto. A cada segundo que se passava naquela casa  uma nova notícia ruim se voltava contra mim. — Olhe para mim, Grace… — seus dedos puxaram minhas mãos e seu rosto se aproximou devagar.. — Precisa fazer isso, pare de protegê-lo, ele não merece! Comece a proteger quem realmente importa. Olha, eu vou estar lá com você, é só falar a verdade, só fale a verdade.

— Licença. — Ouvi batidas na porta e nos deparamos com Juliet encostada no batente. Encarei Yuri e, por comunicação interna, percebi que ele também se perguntava há quanto tempo ela estava ali no canto. — Desculpa atrapalhar, Clint está chamando a todos lá em baixo. 

Saiu com um sorrisinho no rosto, não antes de nos encarar de forma sugestiva pela última vez. Percebi nossa proximidade e me desvencilhei dele, levantando-me da cama sentindo uma leve tontura. 

— Pense no que eu te disse. — O homem tomou a minha frente e desceu.

Parei por um segundo na porta sentindo medo. Temia o que fariam comigo se eu falasse, mas se eu escolhesse omitir, iriam saber de qualquer forma, afinal, minha barriga logo começaria a crescer. Contar tinha muito mais contras do que prós, na verdade, eu não via vantagem alguma em contar minha história com Harry para pessoas que não me passavam confiança alguma.

Não queria e nem iria dar tudo o que eles queriam de bandeja, não era apenas por Harry, mas também por mim. Nunca iria me esquecer do modo como aqueles homens zombaram do meu pai. E o jeito como Juliet sorriu maliciosa ao me ver tão próxima a Yuri me deu ânsia. Não foi o mesmo olhar que recebi quando fui pega com Styles, percebi que o problema nunca esteve em ter um homem mais velho com as mãos em mim, mas sim, quem era e de onde ele vinha.

Juliet nunca aceitaria a ideia de que me relacionei com Harry debaixo do nariz dela, pelo simples fato de ele ser britânico. Como Yuri era soviético, a mulher não via mal algum naquilo, sabia que ela agiria da mesma forma quando descobrisse o interesse mútuo de Elizabeth com soldado mais novo.

Desci as escadas encontrando a todos na cozinha, Juliet já preparava o jantar com Elizabeth ao seu lado, os homens se encontravam parados envolta da mesa, estáticos, me esperando. Encarei Yuri brevemente, ao seu lado, Clint também me olhava causando-me calafrios. Não gostava da presença dele, aquele homem deixava qualquer lugar ruim sem ao menos se mover ou abrir a boca, tinha algo de muito ameaçador em seu jeito de ser. Até mesmo sua expressão facial imprimia maldade.

— Minha querida Grace, estávamos à sua espera. — Seu sorriso me incomodou. — Juliet, poderia deixar os afazeres de lado e nos acompanhar para uma pequena reunião? 

— Mas é claro! — Sorriu abertamente. Respirei fundo. Certo, eles iriam chamar uma de cada como da primeira vez. Eu teria algum tempo para pensar no que falar, o que não tinha acontecido quando eles chegaram. — As outras também se juntarão a nós? Preciso de alguém aqui na cozinha para continuar a preparar a janta.

— Eu preparo! — Me candidatei, já prevendo que ficaria por último estando ocupada com algo. — As meninas podem ir primeiro.

— Não, Grace, você não entendeu. Quero falar com você, somente com você. — Veio até mim, pegando-me pelo braço. — Juliet servirá apenas de testemunha.

Meu coração se acelerou enquanto era praticamente arrastada por aquele ser asqueroso até o quarto no fim do corredor. Elizabeth estava apreensiva junto de Cornélia, ambas já sabiam do que se tratava e por aquele motivo estavam assustadas. 

Fui praticamente jogada contra o colchão e ali aguardei todos aqueles homens adentrarem o quarto seguidos por Juliet, que estava confusa até então com o tratamento que Clint estava me oferecendo. A porta foi fechada e, apesar de estar com medo, me senti mais segura vendo Yuri ali, de pé, próximo. Sabia bem que ele estava em extrema minoria naquele meio, porém ele tinha me prometido que não deixaria nada de ruim acontecer comigo e não me restava outra coisa a não ser confiar nele.

 


Notas Finais


Sobre o capítulo: Gente, sei que está pequeno, mas eu prometo que no próximo capítulo vou escrever mais e ah! O Harry retorna! Sei que estão sentindo a falta dele.
Beijos de beeem longe, lavem as mãos e evitem aglomerações. Amo vocês!


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