História Silence - Capítulo 1


Escrita por: e skyrie

Postado
Categorias Red Velvet, TWICE
Personagens Mina, Seulgi
Tags Juntosemisturados, Mina, Red Velvet, Seulgi, Seulmina, Twice, Twicemistura, Twiceproject
Visualizações 176
Palavras 2.062
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Fluffy, LGBT
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi, indies!
prontos para a segunda do mês? rsrs
Enjoy :)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Ninguém da faculdade entendia bem Seulgi e Mina, muito menos como casal.

As duas eram incógnitas diferentes como x e y, sua soma deixando até mesmo o melhor dos matemáticos confuso.

Elas costumavam sentar em um banco no meio de uma pequena praça do campus, ficavam ali em puro e completo silêncio. Mina sempre com um livro ou o caderno de anotações em mãos, enquanto Seulgi desenhava ao seu lado (na maioria das vezes era a própria namorada a inspiração para os seus desenhos).

E era só.

As conversas eram poucas, em certos dias até mesmo inexistentes. Seus hábitos mudavam pouco, algumas vezes trocavam chocolates — talvez nos seus aniversários de namoro, difícil dizer — e alguns beijos a mais. Outros dias Seulgi não desenhava, nos quais mais havia troca de palavras entre as duas, apenas porque Mina lia seu livro em voz alta, com a cabeça de Seulgi em seu ombro.

Mas a coisa que nunca, em nenhuma hipótese e ocasião, chegou a mudar foi apenas uma. Um pequeno detalhe, notado por uma das amigas delas e, desde então, reconhecido por toda a faculdade — sim, elas tinham umas amigas bem fofoqueiras: eram inúmeras, incontáveis, infindáveis e infinitas as vezes as quais Seulgi e Mina paravam o que quer que estivessem fazendo exatamente ao mesmo tempo. Seus olhos se encontravam. Um segundo, talvez dois. Sorrisos se formavam em ambos os rostos, daqueles tão singelos e puros como os de uma criança inocente, mas ao mesmo tempo tão apaixonados quanto os descritos nos inúmeros livros de romance por aí.

E, então, elas voltavam a seus respectivos afazeres. Apenas isso.

A verdade implícita e conhecida por todos naquela faculdade era uma: todos tinham inveja da relação de Seulgi e Mina. Com aqueles jeitinhos e interações tão fofas, como suas mãos que se tocavam quando Mina lia para Seulgi, os beijos rápidos que a Kang insistia em roubar da sua namorada apenas para vê-la ficar vermelha, os momentos em que a japonesa parava e ajeitava o cabelo arrumado às pressas da mais velha.

Elas eram perfeitas uma para a outra e todos na faculdade sabiam disso.

Um dos fatos que mais contribuía para toda essa confusão sobre o zero entendimento do casal era a história de como elas haviam se conhecido.

Seulgi cursava Artes; Mina Letras. Seulgi tinha seis amigas: Bae Joohyun, Park Jihyo, Park Sooyoung, Kim Dahyun, Son Chaeyoung e Son Seungwan. Mina tinha outras seis: Hirai Momo, Minatozaki Sana, Kim Yerim, Chou Tzuyu, Im Nayeon e Yoo Jeongyeon. As amigas de Seulgi não conheciam as de Mina e vice-versa.

Então, como?

Alguns diziam que fora em uma festa, aquela tão conhecida por também juntar Kim Yerim com Park Sooyoung e Chou Tzuyu com Son Chaeyoung. Outros diziam que seu primeiro contato fora mais cedo naquele mesmo dia, a partir de uma simples esbarrada pelo campus. A teoria mais aceita era a de que elas se conheceram naquele banco que compartilhavam, dias antes da festa.

Na realidade, nenhuma delas era a certa.

Mina e Seulgi viram-se pela primeira vez em uma livraria, longe dos olhares curiosos de qualquer pessoa da faculdade. Seulgi estava lá pois um livro do seu autor favorito — um dos poucos que ainda lia — havia sido lançado e ela fora como uma louca em todas as livrarias de Seul atrás dele. Para seu infortúnio, todas as cópias haviam sido vendidas ou ainda não tinham chegado; nem mesmo a sua última esperança tinha sequer o rastro de alguma cópia em suas prateleiras — vazias.

Seulgi xingou em voz baixa quando soube dessa informação, mas isso atraiu a atenção de Mina, que segurava em suas mãos a última cópia ainda não vendida.

Ouvindo Seulgi contar toda a história de como correu pelas livrarias de Seul em voz baixa, Mina não pôde deixar de achar engraçado e sentir pena ao mesmo tempo. Com seu coração de manteiga, ela fez um pequeno teatrinho e colocou o exemplar que segurava de volta na estante, chamando a atenção de Seulgi e apontando para o livro antes que qualquer pessoa o pegasse.

A Kang quase chorou de felicidade ao sentir o cheiro das páginas novas invadir suas narinas, virando após alguns segundos para agradecer sua salvadora, apenas para descobrir que ela já havia ido embora.

Claro que as outras teorias não estavam de todo erradas: afinal, a primeira conversa de verdade que Seulgi e Mina tiveram aconteceu uma semana depois, naquele infame banco da faculdade.

Mesmo gostando muito das amigas, ambas preferiam um ambiente silencioso em seus intervalos, portanto a falta de companhia era natural. Por um acaso, seus lugares de sempre estavam ocupados, forçando-as a procurar um outro cantinho silencioso para se acomodarem.

Elas estavam tão imersas em seus mundinhos que nem notaram o fato de estarem se dirigindo a um mesmo banco, até que se sentaram exatamente ao mesmo tempo.

A reação foi uma.

Elas se olharam, notaram o que havia ocorrido e se levantaram na hora, murmurando um pedido de desculpas uma para a outra. A confusão apenas aumentou. Elas ficaram se encarando de forma perdida, sem saber muito bem o que fazer. Seulgi foi a primeira a tomar uma atitude, sugerindo que elas duas se sentassem, afinal, o banco era grande o bastante.

Mina assentiu relutantemente, não gostando muito da ideia de ler tão perto de uma outra pessoa, principalmente uma desconhecida.

Ah, mas a Myoui não se arrependeu de nada por ter aceitado a sugestão da Kang, muito menos com o passar dos dias.

A companhia era, em poucas palavras, extremamente agradável. Mina sentia-se confortável com o barulho suave dos rabiscos de Seulgi, movendo seu olhar vez ou outra por milésimos de segundo para admirar ambos o desenho e a desenhista. Ela achou que estava sendo muito óbvia, mal notando que Seulgi parava de tempos em tempos para admirar sua expressão concentrada sem nem disfarçar.

Chegada a hora de ir, despediram-se com uma simples reverência e saíram.

Alguns dias depois, houve a esbarrada no meio do campus. Tanto Seulgi quanto Mina estavam imperdoavelmente atrasadas; haviam demorado a dormir, Seulgi com um certo rosto cheio de sinais ocupando seus pensamentos e Mina com o sorriso tímido mais fofo que havia visto na vida atrapalhando seu sono.

A pressa das duas era incontestável, mas se dissipara em um piscar de olhos quando seus ombros se chocaram e elas recuaram um pouco, levantando a cabeça apenas para sentirem um choque percorrer ambos os corpos quando os olhares se encontraram.

O mundo parou. Um, dois, três segundos.

Então tudo voltou a andar. Sorriram e pediram desculpas uma para a outra, prontas para voltarem a seus respectivos caminhos, se não fosse por Mina ter tomado uma atitude.

Ela parou de andar a tempo de cutucar o braço de Seulgi, que se virou em um ímpeto. Mina perguntou se Seulgi iria na festa da Lee, uma festa tão falada nos últimos dias que até mesmo o mais recluso dos universitários sabia sobre ela. A Kang respondeu que sim, mesmo tendo dito a Joohyun que não iria um dia antes. Mina sorriu e confirmou que também iria, mesmo também tendo dito a uma das amigas que certamente não iria anteriormente.

As duas sorriram um pouco mais largo que antes, logo voltando a seus caminhos...

Caminhos estes que se cruzaram mais uma vez na festa da Lee, onde elas também tiveram seu primeiro desentendimento. Sim, desentendimento, até porque casal algum é perfeito.

E algumas das suas imperfeições eram os ciúmes de Seulgi e a timidez de Mina.

A mais velha não fazia ideia do tipo de amigas que a Myoui tinha, por conta disso não fora capaz de segurar seus ciúmes ao ver uma delas tão próxima dela. Claro que ela não tinha como saber naquele momento que esse era o jeito de Sana, mas talvez nem isso a tivesse impedido de sentir ciúmes. Mina não afastava, tanto por estar um pouco acostumada, quanto por sua timidez lhe dizer para não "fazer muito caso" de algo pequeno. Vendo que a Myoui parecia confortável com todo aquele contato, a coreana apenas sentiu ainda mais ciúmes.

Ao ponto de Mina avistar Seulgi — e seu instinto, é óbvio, fê-la querer levantar para falar com ela —, mas a carranca da Kang conseguia ser notada de longe, fato que a acanhou. Reunindo uma coragem até então desconhecida, Mina fez o que pretendia do mesmo jeito.

Enorme era pouco para descrever o balde de água fria que havia levado quando Seulgi a respondeu de forma muito diferente das vezes anteriores. O sorriso de Mina desapareceu no mesmo momento, fazendo o coração mole e apaixonado de Seulgi doer.

O resultado foi uma Mina de coração partido correndo com os olhos molhados para fora da festa, sendo seguida por uma Seulgi arrependida e desesperada.

A mais velha conseguiu alcançá-la na esquina, puxando seu braço o mais delicadamente que podia.

A dor que ela sentiu quando viu as lágrimas de Mina foi completamente inexplicável, tanto que ficou com os olhos marejados.

Seulgi puxou Mina para um abraço apertado, murmurando tantos pedidos de desculpas e se chamando de idiota tantas vezes que acabou por fazer a Myoui rir.

E, nossa, que risada!

Seulgi podia jurar que era algum anjo de primeira instância, notando depois que se tratava apenas da garota abraçada a si. Mina separou-se do abraço e segurou o rosto de Seulgi com as mãos, beijando-a leve e rapidamente.

A japonesa sorriu tímida e se virou, seguindo seu caminho para casa com uma animação bem maior que antes. Seulgi sorriu para si mesma, também virando e indo para a própria casa.

Nenhuma das duas entendeu o porquê de terem decidido ir para aquele mesmo banco no dia seguinte, mas a felicidade foi difícil de esconder quando se viram.

Surpreendentemente, não trocaram uma palavra. Assim como no primeiro dia que se sentaram naquele banco, Mina apenas puxou um dos seus livros da bolsa, enquanto Seulgi tirou seu bloco de desenhos da mochila.

E assim começou a rotina.

Elas nem sabem bem quando concretizaram o namoro. Apenas passaram a se tratar com um casal.

Talvez um dos dias mais marcantes para a parte da faculdade que acompanhava o casal como se fossem um reality show foi o dia que, para a surpresa do universo inteiro, Myoui Mina soltou um gritinho em pleno meio do campus. Óbvio que demoraram dias para saberem o motivo, mas isso não os impediu de ficarem abismados.

E, como sempre para aquele talvez não tão estranho casal, o motivo era algo fofo e simples.

Naquele dia, Seulgi e Mina continuavam suas rotinas em paz, exceto que, na hora de tirar seu livro da bolsa, a Myoui foi impedida pela mais velha, que a colocou de frente para si no banco. Seulgi exibia um sorriso orgulhoso e de pura felicidade, algo que intrigou Mina. Ela meteu a mão no bolso e tirou uma chave de lá, acompanhada de um chaveiro de pinguim.

— O que é isso, bear? — Mina perguntou quando a namorada colocou a chave em suas mãos.

— A chave do meu novo apartamento. Ao menos a segunda, já que a primeira está comigo. — A feição da mais nova se iluminou, inclinando-se para abraçar Seulgi rapidamente.

— Que bom que finalmente conseguiu! Estou orgulhosa de você — disse com sinceridade, mal sabendo o quanto essas poucas palavras fizeram Seulgi se sentir nas nuvens. Ou talvez ela soubesse até demais sobre esse efeito. — Essa chave é tipo um símbolo de confiança e você me convidando para aparecer lá sempre que eu quiser? — A Kang deu uma risadinha nervosa, desviando o olhar.

— Não exatamente. Na verdade... — Seulgi voltou a encarar Mina e segurou sua mão, tentando passar o máximo de seriedade que conseguia. — É um convite para você morar comigo.

E foi nessa hora que Mina soltou um gritinho.

Ela não se orgulhava nem um pouco desse fato e as zoações das suas amigas apenas pioravam a situação — Seulgi era tão carinhosa que nem conseguia zoar a própria namorada.

Mina mudou-se dois dias depois e as duas viveram os restos dos períodos na faculdade juntas, e também os anos que se seguiram.

Sempre naquele aquele silêncio estranho, único e confortável. O silêncio que, para elas, falava bem mais do que qualquer palavra. Silêncio que as entendia tão bem quanto elas entendiam e amavam uma a outra.


Notas Finais


seulmina é muito soft, queria apenas que fosse real
gente vocês viram aquela capa linda? foi a @K00kieDasTrevas e só queria dizer que ela é rainha. E, bicho, muito obrigado @moonplayer pela betagem pq ela ficou P-E-R-F-E-I-T-A chorei lendo a fic toda bonitinha (por dentro, mas chorei).
Até a próxima, indies!
Bye~


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