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História Silencioso - Capítulo 2


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Notas do Autor


Hey hey eu sei que demorei, mas pelo menos postei!

Boa leitura meus amores.

Capítulo 2 - Capítulo I: Isso se chama invasão de privacidade!


Seul - Coreia do Sul / 25 de janeiro de 2018


Às horas passavam lentamente no relógio grudado na parede de seu quarto. Todoroki olhava para as horas fixamente, o tempo literalmente estava parado nas 2 horas. O tédio dominava seu ser, e ele não fazia a menor ideia do que fazer.

—Tédiooo - Cantarolou rolando em sua cama.

Rei havia saído a cerca de uma hora para comprar o material escolar de Shoto e matricular ele na escola, caso não conseguisse a vaga, ela já tinha em mente o barraco que faria.

Estar sozinho em casa não seria a maior preocupação de Todoroki caso a sua internet estivesse pegando, porém, ele estava sem a um dia e sua mãe ainda não havia conseguido chamar algum técnico para consertar o problema no Wi-Fi.

Tudo que lhe restava naquele quarto velho eram os livros que ele tinha comprado a algum tempo e, alguns jogos de console que ele nem sequer tinha instalado o aparelho no quarto ainda.

Suas mãos passaram acima da borda dos livros, empilhados em ordem alfabética. Olhou fixamente para os que tinham ali, não existia mal nenhum em ler um livro.

O primeiro que começava com a letra "I" foi o seu escolhido e para a sua sorte, ele ainda não havia lido aquele. Seus olhos guiaram-se pelo guardo. Qual local dali seria confortável para que ele passasse a tarde inteira lendo aquela obra?

Parando seus olhos na janela, ele pode ver o estofado que não tinha notado antes. Era azul, a base ia até o chão e parecia devidamente confortável, tudo que precisava fazer era mover a escrivaninha para o lado, e assim sentar ali.

Assim que afastou o escrínio, ele sentou-se no estofado e abriu um pouco as cortinas para que a luz entrasse ali. Porém, assim que abriu um pouco, ele pode ver a janela de seu vizinho aberta.

—Merda - Tratou de fechar um pouco.

A sua vontade era de fechar inteira e esquecer aquela janela aberta, porém a sua curiosidade era maior do que qualquer coisa quando se tratava do vizinho ao lado.

—Que porra é aquela? - Se alto perguntou assim que viu aquele rapaz de antes passar alguma coisa no próprio corpo e depois se cobrir com ataduras.

Todoroki apertou um pouco os olhos para ver mais, entretanto existia mais alguém no quarto, que ele ainda não tinha visto dos três dias que já estava morando ali.

O homem tinha cabelos loiros arrepiados. O corpo musculoso que parecia querer estourar o terno cinza que ele usava.

Assim que aquele rapaz terminou de cobrir seu corpo com as ataduras, ele vestiu sua camisa de mangá comprida e sentou-se em algo que parecia com a beira da cama.

Shoto não conseguia escutar nada do que o homem loiro dizia ao esverdeado, e aquilo lhe incomodou, parecia de longe que eles estavam tendo algum tipo de briga.

Não demorou muito para que o homem saísse dali. Todoroki sentiu-se com a imensa vontade de chamar por aquele rapaz e perguntar se estava tudo bem, porém...

O esverdeado levantou-se cama e foi até a mesa em frente à sua janela. Ele parecia escrever algo em uma folha. Todoroki arregalou os olhos quando observou a folha ser colocada para fora da janela e o garoto fazer uma careta para ele.

"Por acaso o seu passatempo é observar desconhecidos mudando de roupa?".

O de cabelos verdes fechou logo em seguida a sua janela e as cortinas em sequência. Sem saber o que fazer, Shoto apenas fechou as suas também, sentindo seu rosto de aquecer pela vergonha que havia acabado de passar.

—Shoto, cheguei - A voz de sua mãe na cozinha o fez voltar a si.

Todoroki bateu algumas vezes no seu rosto e logo foi até sua mãe. Ao entrar na cozinha, tudo que ele pode ver foi compras, compras e mais compras.

—Para que é tudo isso dona Rei? - Uma de suas sobrancelhas se ergueu ao ver o sorriso sapeca de sua mãe. —O que aconteceu com aquele papo de temos que economizar porquê estou sem emprego?

—Cala a boquinha tá? Isso é só o seu uniforme escolar e o material que você vai precisar que foi passado pela escola - Deu de ombros.

—Isso tudo? - Rei afirmou. —Credo, a senhora sabe que eu não vou usar nem metade disso não é?

—Eu sei, mas fazer o que né? - Riu. —Oh, quase esqueci. Antes de eu ir para a escola, eu conversei com a senhora Inko e chamei ela para jantar aqui conosco.

—Quem é Inko? - Sentou-se na cadeira.

—A nossa vizinha, aquela que veio aqui antes de ontem - Pegou a sacola de compras do mercado e levou para a pia.

Por um breve momento, Todoroki sentiu seu corpo gelar ao lembrar daquelas simples palavras: "Por acaso o seu passatempo é observar desconhecidos mudando de roupa?".

—O que foi? - Perguntou Rei.

—Não nada, mas me diz uma coisa...é a senhora que vai cozinhar? - Shoto estava tentando se preparar mentalmente para a intoxicação alimentar que a comida de sua mãe traria.

—Eu e a senhora Inko. Ela se ofereceu para ajudar a cozinhar, então já já eles estarão aqui! - Um suspiro de alívio foi solto.

—Pera...eles? - Questionou.

—Sim ué. Ela é o filho dela - Virou-se para Todoroki. —Perguntei se o marido dela não vinha também, mas ela disse que ele odiava comer na casa dos outros. Isso é estranho não é?

—Não tem nada estranho mãe, é apenas que talvez ele realmente deteste - Fez pouco caso.

—Tsk, tanto faz - Concordou. —Agora vai tomar banho antes que as visitas cheguem!

—Tá bom, tá bom - Revirou seus olhos.

°•°•°

Após tomar seu banho, Todoroki foi mandado comprar alguns ingredientes que sua mãe e a senhora Inko precisariam, porém a ida até o mercadinho da esquina foi mais demorado do que ele imaginava. O atendente havia sumido no meio do horário do expediente e o outro empregado estava tendo que se virar sozinho com o mercado cheio de gente e a registradora dando problema.

No caminho de volta até sua casa, Shoto vez o percurso em silêncio enquanto carregava com uma só mão as três sacolas de verduras, legumes, alguns ingredientes enlatados e em ensacados. Na outra mão, ele levava uma latinha de Pepsi zero-açúcar.

Ao chegar perto de sua casa, ele avistou de longe as luzes de seu quarto acesas e estranhou, pois lembrava-se claramente de ter apagado as luzes assim que saiu do aposento. Ao chegar na porta de casa, Todoroki já conseguia escutar o barulho alto de conversa ali na sala ou na cozinha, ele não conseguia saber ao certo.

Suspirou fundo, não seria nada fácil ter visitas em casa. Por mais que não parecesse, Shoto odiava ter visitas de pessoas desconhecidas em sua casa. Pelo simples motivo de não conseguir se adequar na conversa ou interagir com pessoas que não tinha intimidade consigo.

De uma vez por todas, Shoto entrou em casa, vendo de longe a sombra de sua mãe e outra mulher na cozinha. Caminhando ate lá, ele já se preparava mentalmente para dar de cara com alguma senhora de idade que tudo que sabia fazer era reclamar sobre a atual juventude e política - Assim como todos os amigos de seus pais.

Parando na batente da cozinha, ele observou a senhora parada ao lado de sua mãe, cortando alguns vegetais que ainda tinham na geladeira enquanto bebericava uma taça de vinho barato com 23% de álcool.

—Você demorou pra caramba hein - Rei reclamou.

—Desculpa, o mercadinho estava lotado - Deixou as compras em cima da mesa.

—Olá querido, como vai? - Inko se pronunciou primeiro, chegando perto do garoto e o abraçando.

—Ah, olá. Sou Todoroki Shoto - Sorriu de volta, obviamente dando o melhor sorriso que conseguia naquele momento.

—Eu sei. Sua mãe me falou muito de você - Para Shoto, aquela senhora até parecia aceitável em vista aos outros conhecidos de sua mãe.

Aparentemente ele havia gostado dela, parecia ser uma boa mulher e obviamente ele estava feliz por sua mãe ter feito uma amiga tão alegre logo de cara.

—Filho vai lá pro seu quarto que o Izuku está lá - Sorriu amavel.

Todoroki se arrepiou dos pés a cabeça. Como encararia o menino que achou que ele estava o espiando durante aquela tarde? Seria vergonhoso caso ele tocasse no assunto.

—Tá bom - Deu a volta e caminhou apressado até seu quarto.

Cara a cara com a porta, ele a observou por longos minutos antes de colocar a mão na maçaneta e abrir a porta. Lá dentro, Midoriya se encontrava sentado naquele banco estofado da janela, enquanto lia um dos livros de Todoroki.

—Isso se chama invasão de privacidade! Sabia disso? - Reclamou enquanto fechava a porta atrás de si.

Izuku o olhou de relance e pegou ao seu lado um caderno que ele mesmo havia trago de casa. Rabiscando no papel, ele logo o mostrou a Shoto.

"Foi sua mãe que me arrastou pro seu quarto, então eu apenas sentei e peguei um livro. Espero que não se incomode!". Todoroki olhou para o papel e afirmou.

—Desculpe pela minha mãe, ele apenas estava um pouco animada, eu acho - Deu de ombros.

Ao se sentar na cama, Shoto o observou por alguns segundos e então deitou-se. Ao ouvir dois toques na parede, ele levantou o olhar para o esverdeado.

"E então, quais são os seus passatempos? Sem ser o de espiar as pessoas enquanto elas trocam de roupa". Shoto riu alto.

—Me desculpa tá legal? - Disse. —Não era a minha intenção te olhar, eu apenas fui abrir a cortina e você por acaso estava lá.

"Você podia ter fechado a janela logo quando me viu, mas não fez". Midoriya retrucou no papel.

—Por que a gente não esquece isso e vai lá fora ver o que nossas mães estão fazendo? - Perguntou tentando mudar de assunto.

"Tá bom, tá bom". Ele se levantou, levando consigo seu caderninho e a caneta esferográfica de tinta azul.

Assim que saíram do quarto, eles observaram que a casa estava quieta demais. Ao chegar na cozinha, puderam ver a visão de suas mães bêbadas, sentadas no chão da bancada da pia.

—Bêbadas com apenas uma garrafa...

"E ainda por cima com 23% de álcool". Izuku o mostrou e balançou a cabeça com desaprovação.

—Quer jogar vídeo-game enquanto elas não acordam? - Midoriya apenas afirmou e seguiu o bicolor até a sala onde o vídeo-game foi instalado ao invés de no seu quarto.

°•°•°

Conforme o som de apito se instalava no ambiente, Rei se mexia para um lado e para o outro incomodada com o barulho da pressão de ar que saia do bule de chá.

—Onde eu estou? - Se perguntou olhando ao seu redor.

Percebendo que estava na cozinha de sua casa, a mulher olhou para o lado onde Inko estava com a cabeça apoiada em seu ombro.

—Senhora Inko, acorda, nós dormimos! - Rei sacudiu a mulher de um lado para o outro.

—Que horas são? - Inko murmurou baixinho.

—São dez e quinze da noite, vocês dormiram bebendo uma garrafa de vinho que nem sequer tinha álcool direito e ainda por cima deixaram nós dois sem comer nada - Todoroki apareceu ali apenas para olhar o bule.

—Deus, me desculpem - Rei pediu.

—Me desculpe pela bagunça, mas acho melhor nós deixarmos esse jantar para outra hora - Inko se levantou apoiando-se nos joelhos. —Midoriya, vamos para casa.

Shoto olhou para trás. Izuku estava parado ali com uma expressão um tanto suspeita no rosto, mas ele não sabia explicar o motivo daquele rosto ter se tornado tão azedo de uma hora para outra.

—Podemos marcar outro dia então - Rei se levantou também, desligando o fogo de uma das bocas do fogão que estava ligado.

—Tudo bem então, vamos Izuku.

A mulher se despediu apropriadamente junto com seu filho e foram embora naquela noite.

Já em seu quarto após ter comido mais um pote de miojo instantâneo, Shoto já de encontrava apenas moletom, pronto para dormir. Ele foi até sua janela e abriu um pouco a cortina.

Não tinha ninguém ali. As luzes estavam acesas e Todoroki conseguia ver, mesmo que embaçado, duas sombras no quarto. Logo ambas as sombras se encontravam em frente à janela, e então as luzes se apagaram sem mais e nem menos.

—Que estranho - Sussurou para si mesmo.

Deixando isso um pouco de lado, Shoto fechou sua cortina e então se deitou na cama. Mas uma dúvida continuava em sua cabeça: Por que o rosto de Midoriya parecia assustado quando sua mãe mencionou em eles irem para casa?


Notas Finais


Espero que tenha ficado bom! O capítulo não foi betado corretamente, então desculpe se houver algum errinho!

Bye bye e até o próximo capítulo.


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