História Silent Assassins - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Drama, Fanfic, Guerra, Luta, Novela, Originais, Revelaçoes, Romance, Tragedia
Visualizações 40
Palavras 1.942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ooi gente!!
Mais um capítulo, espero que gostem e possa ver um pouco como as coisas funcionam na nossa querida Guarda Real <3

Capítulo 6 - Segunda Chance


POV William

Caminhava pelas arquibancadas e apesar de ter poucas pessoas, tínhamos os S.A. ali o que me deixava um tanto apreensivo. Não era do feitio deles chegarem tão cedo. E agora com aquela nova garota com eles, não sei o que tramam. É até difícil imaginar se apenas querem brincar comigo ou algo a mais.

– Opa... – Um menino falou sentado nas arquibancadas e me olhando um tanto assustado. Olhei para minha bota e percebi que ele tinha deixado seu leite confeitado cair sobre ela deixando-a grudenta e avermelhada.

– Eu... – O homem que estava com ele começou. – Sinto muito, Tenente William.

Sorri socialmente para o menino.

– Quantos anos você tem? – O olhei e ele se encolheu mais.

– Nove. – Sua voz saiu baixa.

– Devia começar a ter mais atenção. – Toquei no ombro dele. – Afinal, temos o plano de regredir a idade para entrar na guarda real aos 15. Já está se preparando?

– Sim. – A tensão de seus ombros começou a sumir. – Eu caço.

– Então deve ser bom com estratégia.

– U-hun.                                                                        

– Treine sua insegurança e poderá ir longe. - Sorri de lado. – Precisamos de bons estrategistas.

O peito do menino logo se estufou. Qualquer pessoa que soubesse que havia pelo menos 1% de chance de estar na guarda real se sentia satisfeito.

Soltei o ombro dele e olhei para o homem.

– É seu filho?

– Sim, senhor. – Ele disse e sorriu fraco.

Fechei o punho e bati forte no rosto dele que teve o corpo virado nas arquibancadas. O menino apenas observou abaixando a cabeça.

– Devia ensinar ao moleque ter bons modos e a ter maior respeito por oficiais do reino. – Olhei minha mão a abrindo e fechando devido ao impacto.

– Sim, senhor. – O homem disse ainda um pouco deitado e com o olhar fixo ao garoto.

– Vai longe, garoto. – Pus os braços para trás e voltei a caminhar.

Bastou um exemplo, apenas um, para a postura de todos ali mudarem. Os homens que antes me olhavam em clima de festividade agora abaixam a cabeça em reverencia. É exatamente isso que falta nos moradores da Capital, reverência, eles às vezes esquecem qual o lugar deles.

Senti algo segurando meu braço e me virei. Encarei os grandes olhos negros e sardas no nariz da garota.

– Descobriu algo, December?

– Essas coisas levam tempo, Tenente. – Ela disse abaixando o olhar. – Sim, eu sei que poderíamos ir mais rápido, mas estamos fazendo o nosso melhor. Eu juro.

– Por que está aqui e não no serviço? – Olhei em volta. – Problemas com sua superior?

– Não. – Ela disse rápido. – Vim para ver as habilidades da nova garota, pode ser importante.

– Ótimo. – Tentei me virar, mas ela ainda segurava meu braço.

– Devia limpar sua bota. – Ela disse puxando seu lenço da calça preta.

– Claro. – Sorri e me sentei na arquibancada. – Limpa pra mim.

– Sim, senhor. – Ela falou se sentando abaixo de mim e começando a limpar.

Olhava para o cabelo negro dela que caia sobre sua face e ela após alguns minutos o soprava para o lado, mas ele acabava voltando. Sorri e segurei o cabelo dela para trás.

– Obrigada. – Ela disse seria.

Olhei na minha diagonal para cima e vi Zef com o olhar fixo em nós. Ele estava com o outro idiota.

– Ele te incomoda? – December disse o que atraiu minha atenção.

– Não muito.– Sorri espontaneamente.

– Eu sei. – Ela disse e senti um pouco de orgulho em sua voz. Logo ela terminou de limpar minha bota que continuou um pouco avermelhada. – É só lavar que resolve, mas já está bem melhor.

– Obrigado. – Me levantei e voltei a por os braços para trás.

– Tenente, eu sei que não deveria me meter, mas... – Ela se levantou e parou na minha frente. – A Debra voltou com as perguntas sobre o por que Zef, Seven e Barbara podem andar livremente pela cidade como se não fossem parte dos AS.

– Isso não é lugar para falar disso. – Falei tenso.

– Eu sei, mas ela insiste e acho que até seria capaz de ir até eles para ter explicações.

– December. – Tulio falou por trás dela. – Já chega.

Ela fechou forte os olhos, mas não se virou para olha-lo.

– Se qualquer outra pessoa na sua posição tocasse em assuntos internos em um momento inoportuno como esse, eu mandaria prender na hora. – Tulio dizia sério. – Não abuse dos seus privilégios.

– Sim, senhor... – Ela disse engolindo em seco e me olhou um pouco envergonhada.

– Agora vá sentar do outro lado e preste atenção na garota Akemi.

Ela se virou e concordou com a cabeça para ele, saindo em passos largos.

– Agora deixa ela fazer o que bem entende? – Túlio disse sério e decepcionado.

– Vai mandar me prender também?

Túlio sorriu ironicamente de lado, quase como satisfeito por saber que atingir a December me incomodava.

– Nós dois já fomos incompetentes demais ao batemos de frente com os S.A. em momentos extracurriculares. Momentos que se contássemos ao Ministro, ele provavelmente não daria importância. Ele não percebe a guerra que se forma muito menos o nosso rei fantasma. – Ele bufou irritado como sempre fazia ao se tratar desse assunto. - É um idiota. Quando eu pegar algum desses bastardos quero que seja para leva-los direto para a forca, não para deixar em uma cela até o rei decidir que não tem fundamento o que estamos falando e os soltar, entende, tenente? Então evite falar sobre trabalho com alguém que você transa.

– Só falhamos sobre os Silent uma vez. – O olhei fixamente.

– Por irresponsabilidade sua. – Tulio falou ríspido e me deu as costas. – Se eu pegar mais alguém falando disso mandarei cortar a língua, fui claro?

Respirei fundo e mexi minha mandíbula de forma a tentar não agir desrespeitosamente logo ali.

– Sim, senhor.

– Ótimo. – Ele falou e antes que desse um passo seu queixo caiu com algo que viu do outro lado da arquibancada. Segui o olhar dele e vi que a Debra caminhava rapidamente em volta da Arena, aparentava estar indo de encontro ao Zef.

Túlio apressou o passo para conseguir chegar até ela e eu me sentei no mesmo lugar, dessa forma nem o Zef passaria por mim nem ela.

O olhei e ele sorriu largo. Eu estou três jogadas a sua frente, acredite.

Os nomes dos competidores começaram a ser anunciados, não demoraria muito até ser a amiguinha deles.

POV Túlio

Debra assim que finalmente me viu cessou ou passos e girou nos calcanhares indo para o caminho contrário.

Corri um pouco e a agarrei pelo braço.

– Aonde ia? – Perguntei ríspido e ela tentou puxar seu braço. – Achava mesmo que eu não estaria aqui?

– Túlio. – Ela pediu com a voz manhosa e seus cabelos longos voaram um pouco ao ela puxar seu corpo para trás.

– Sou seu irmão. – Falei baixo. – Se continuar tentando falar com qualquer um deles não pouparei você, Debra. Lembre disso.

– General. – A voz de August soou de algumas arquibancadas a baixo e eu o olhei com fúria não a soltando. – Eu sinto muito, só tirei minha atenção dela por dois segundos.

– Eu cuidarei dela. – Falei sério.

– General. – O rapaz pálido de cabelos loiros falou calmamente. – Não me sentiria bem em ver o senhor fazendo minha função.

– Akemi De Manchester. – Foi anunciado o nome da garota, o que fez com que olhássemos automaticamente para a arena e que eu soltasse o braço de Debra.

– Manchester? – Ela pronunciou e assim que olhei para trás a procura de Zef o vi sorrir com gratificação. – August... Acho melhor eu ficar com meu irmão.

– Mas Debbie...

Ele pediu calmo.

– Pode ir. – Ela falou e ao olha-la vi ela um pouco pálida. – Te encontro depois.

August custou um pouco a sair. Parecia estar incomodado em deixa-la comigo. Tenho certeza que era isso.

Assim que ele seguiu seu caminho eu e Debra nos sentamos na arquibancada e olhamos em direção a garota de longos cabelos castanhos.

– Ele é um grande idiota. – Debra sussurrou para si mesma.

Ela custa a entender as coisas.

Fixei o olhar na morena que pegou um arco e flecha e foi se afastando na linha tracejada. Ela parou atrás dos 400 metros, o que para mim soou muito afastado para alguém que não havia aparecido em nenhum treino do torneio e que era sua primeira vez. Eles estavam deixando obvio demais.

Um grupo de homens se sentou nas arquibancadas por trás de mim e eles eram um tanto barulhentos.

– Ela é corajosa. – Um deles disse.

– Aposto que não vai longe. – O outro retrucou.

– Podem fazer silencio, por favor? – Debra pediu com seu tom de voz baixo com sempre.

– Querida, nós... – O primeiro começou a falar o que fez eu me virar e olha-lo. Ele engoliu em seco me vendo. – Claro, senhorita. Pedimos desculpas.

Continuei sério o fitando até que Debra tocou meu braço me fazendo voltar a atenção para aquela garota.

Uma coisa era por o nome dela de Akemi, eu ainda entendia os motivos do Zef, mas por meu sobrenome nessa menina. Já é demais.

Ela começou a se posicionar e acabou deixando a flecha cair de suas mãos que afundou na areia bem na linha de marcação. Ela olhou para o camarote e em seguida para a flecha caída.

– Que patético. – Falei para mim mesmo.

Os homens riam e até tiravam sarro por ela continuar ali. Eu não o culpava, mas então, veio a pérola.

– Tinha que ser mulher. – Um deles falou.

Eu e Debra nos entre olhamos e ela até se encolheu um pouco, mas eu não pude evitar de me levantar e olha-lo o puxando pela blusa de linho.

– Poderia repetir o que falou? – O homem devia ter mais de 30, provavelmente a minha idade. – A acha incapaz por ser mulher?

– N-não senhor. – Ele disse sem desviar o olhar.

– Então o que?

– E-eu apenas...

O soltei e olhei para o camarote do rei erguendo a mão e gesticulando um sinal para um dos soldados que olhava para mim.

Ele foi até nosso ilustríssimo primeiro ministro que substituía a presença do rei nas apresentações.

– O que você está fazendo? – Debra disse perdida.

O primeiro ministro concordou com a cabeça. Comecei a descer as arquibancadas e pulei até a arena. A garota já estava guardando seu arco e flecha.

– De novo. – Falei chegando perto dela.

– O que? – Ela me olhou e automaticamente começou a se afastar.

– Pegue seu arco e flecha e tente de novo. – Falei sério. – Não estou aqui para ver alguém fracassar só porque não soube segurar um arco corretamente.

Ela estufou seu peito pegando o arco e puxando uma nova flecha.

– Para a mesma marcação.

Ela não respondeu, apenas concordou com a cabeça e começou a ir para a marcação. Eu a seguia prestando atenção a como as mãos dela não tremiam por um só momento.

Ela se posicionou na marcação e ajeitou suas costas, erguendo o arco e ajustando a flecha.

– Agora respire fundo e só solte a flecha quando tiver a certeza que o alvo esta na sua mira. – Olhei para os pés dela que estavam firmes e bem posicionados, deixando seu corpo com estabilidade.

Olhei para onde Zef estava e percebi que ele estava calmo. Bastante calmo.

Até o Seven que não para um minuto tinha parado para ver isso.

Pude perceber quando a garota soltou a flecha e ela bateu no alvo de forma centralizada.

Olhei a garota e ela me olhou de volta.

– Talvez eu só precisasse de uma segunda chance. – A voz dela saiu um pouco tremula.

– É... Talvez. – Dei as costas a ela e fui até o portão por onde entravam os competidores.

Caminhei passando pelo próximo competidor.

POV Seven

Vi Elena posicionando o arco no seu devido lugar e caminhando para os portões.

– Tudo nos conformes. – Falei com Giovanna sentada em meu colo.

– Tudo nos conformes. – Zef repetiu.


Notas Finais


Conformes? Então a Elena/Akemi errou de propósito?
Fazem ideia de qual possa ser o plano?

Comentários são bem vindos <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...