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História Silent Movie - (Imagine Jeon Jungkook) - Capítulo 18


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Notas do Autor


Chegueiiii

Espero que gostem :3

Capítulo 18 - Capítulo XIII


Fanfic / Fanfiction Silent Movie - (Imagine Jeon Jungkook) - Capítulo 18 - Capítulo XIII

— Bom, você deve estar de frente para as gravações, ou num ângulo que seja possível ver seus lábios se moverem pronunciando as palavras que vão aparecer na tela — o moreno explicou pacientemente.

— Certo, mais alguma coisa?

— Sim, isso é muito importante para uma pessoa que está saindo do teatro para o cinema, Cleópatra, então preste bastante atenção — me avisou com cautela. — Como o áudio não é captado, o diretor vai falar conosco e com as outras pessoas do estúdio durante as gravações. Tem que se esforçar para não olhar para ele ou parecer surpresa ao ouvi-lo falar com você ou outra pessoa do set, e continuar atuando naturalmente. Tudo é filmado pelo giro da manivela das câmeras, então cortar alguma parte e fazer pausas é algo muito complicado.

O olhei assustada. Sem dúvidas eram muitas informações bem detalhadas, eu teria que me manter atenta e praticar bastante.

— Bom, vocês dois querem treinar a química de casal? — Seokjin perguntou com alguns papéis. Como diretor, era normal pedir algo assim.

— Claro, do que precisa? — Jungkook perguntou se colocando mais próximo a mim, o que fez meu coração disparar.

— Preciso que tentem me convencer de que são casados há três anos, e pais de primeira viagem com uma simples conversa. Sentem-se nas cadeiras próximas a minha mesa por favor, e irei fingir querer saber mais sobre o casamento de vocês como um tipo de repórter. Se eu não acreditar ou achar que são um casal com problemas internos na relação, não escreverei uma coluna muito agradável sobre vocês — brincou.

Nos sentamos com cuidado nas cadeiras, nos posicionando de modo educado até que senti Jungkook colocar a mão sobre a minha de modo protetor. Realmente fazia sentido pois dava um ar apaixonado e cuidadoso comigo, ele sabia interpretar nos gestos.

— Então, Senhora Green, — Jin me chamou pelo nome de minha personagem — há quanto tempo você e o Senhor Green são casados?

O filme mudo não teria minhas respostas e modo que eu as pronunciaria. Mas a expressão da minha face durante a suposta fala era crucial. Eu não me esforcei muito, para mim a conversa pareceu mais natural do que um teste de atuação:

— Três anos maravilhosos, senhor! — sorri de modo dócil. — Podemos ter tudo nossas dificuldades, porém meu marido é um homem muito bom e está sempre buscando por nosso bem.

Jungkook sorriu de um modo que pude arriscar ser genuíno com minhas palavras, aquele sorriso aberto e brilhante.

— Perdão, a senhora disse “nosso bem”? 

— Isso mesmo, faz quase nove meses que temos nosso pequeno Louis! — Jungkook entrou na conversa naturalmente, me lançando aquele brilhos nos olhos que eu via na tela, e meu ar quase se foi. — Diziam que estávamos demorando muito para ter um filho, porém creio que ele veio em boa hora, quando minha empresa teve maiores lucros.

— Então o senhor pretende dar tudo o que há de melhor para o garoto? — Jin falou interessado, fingindo anotar o que era dito.

— Sim, nós vamos garantir o melhor dos estudos, na Inglaterra talvez! — completei animada.

— Meu bem, eu já lhe disse que nosso garoto talvez sinta falta de casa se o deixarmos tão distante assim de nós.

— Então vamos para lá também! — dedilhei suavemente os fios de Jungkook — Dizem que Londres é nublada, e sabe como gosto de dias acinzentados, eles são completamente inspiradores! Me fazem lembrar o dia de chuva em que nos encontramos naquele cruzamento agitado de Nova Iorque, e estendi um dos guarda-chuvas que vendia à você para que não ficasse encharcado...

Olhamos um para o outro, os rostos quase próximos, e uma vontade imensa de beijá-lo me invadiu… Porém fomos interrompidos com Jin deixando seu falso caderno de anotações cair sobre sua mesa de modo quase escandaloso enquanto nos observava maravilhado e um tanto quanto chocado:

— Passaram no teste, me sinto um castiçal vitoriano agora diante de vocês! — reclamou — Já pensaram em se casar de verdade? É tão natural que estou assustado.





 

A única coisa que ele arrancou de nós dois foi uma risada tímida. Eu não sabia responder a isso, muito menos Jungkook. Deveríamos tanto assim estar casados? Seria bom para Dirceu nos ver juntos? Eu não sabia ao certo.

— Bom, terminamos por aqui. O próximo passo será filmar. Estão todos liberados — Jin disse e peguei Dirceu e suas coisas para voltarmos para casa com Jungkook, mas a voz do diretor nos chamando nos fez parar — Espera aí, eu não liberei o bebê! Ele tem mais quatro ensaios de fala!

Era uma piada. Dirceu era bem esperto, mas ainda jovem demais para falar algo. Ergui o pequeno e o coloquei em minha frente para dublá-lo:

— Se o senhor ficar me cobrando tanto trabalho, terá que limpar a minha fralda ou te processo! — falei como um bebê, fazendo os dois rapazes gargalharem.

— Eu não posso pagar esse preço, só o seus pais tem amor o suficiente por você pra fazer isso! Está liberado, não vou lhe incomodar novamente, Senhor Jeon Dirceu!







 

— Jungkook, nossas casas não ficam em Beverly Hills? Por que estamos indo para Bel Air? — perguntei o vendo desviar de nossa rota.

— Hoje é o dia que pago a pensão de Anne — apontou para um pacote cheio que deveria ter vários dólares — Ela exige que eu pague em dinheiro físico, na casa dela e nesse dia do mês. Odeio quando ela dá um escândalo na porta da minha casa, então prefiro jogar as regras dela.

Anne. Nunca a vi, mas meu ódio por ela crescia em cada frase que ouvia sobre ela. Como uma mulher poderia ser tão asquerosa assim? Pensar nela me causava vertigens, imagine só vê-la pessoalmente? Por isso tive de perguntar:

— Eu e Dirceu teremos que entrar?

Ele se virou para mim, e me lançou um olhar que nunca vi antes. Não consegui decifrar, mas parecia talvez assustado e preocupado com minha pergunta.

— Nem por cima do meu cadáver! Nunca vou expor vocês dois para aquela megera lançar energias ruins em vocês. Nunca vou deixar ela ficar nem mesmo dez metros próxima das duas maiores preciosidades da minha vida! — notou o que disse e abaixou o olhar, se apressando em mudar de assunto. — Fiquem aí, eu já volto.

Vi o moreno pegar o pacote e sair rapidamente do carro enquanto eu sorria ao saber que eu era preciosa para ele. Assim que ele estava dentro da casa, vi a porta abrir em menos de dois minutos depois. Pensei ser ele, mas era uma mulher grávida de trinta e poucos anos que caminhava em passos vacilantes. Tinha vestes típicas de uma empregada de casas ricas como aquela, e com uma barriga daquele tamanho eu suspeitava que estava com nove meses de gravidez, concluindo o óbvio: ela não deveria estar trabalhando…

Peguei Dirceu no colo e saí do carro indo até ela, estendendo minha mão livre para ajudá-la a caminhar até um banco que estava na calçada. Ela aceitou de bom grado de se sentou com cuidado, soltando um leve gemido:

— Muito obrigada, querida. Quem é esse mocinho simpático?

— Por nada, esse é o Dirceu — expliquei embalando com cuidado o menor. —  A senhora está com dor?

— Varrer uma mansão grande como aquela destrói as costas de qualquer pessoa, ainda mais uma grávida, querida — sussurrou baixo, pegando um lenço para secar um pouco do suor que escorria por sua face. — Minha patroa parece ter algum tipo de repulsa por nós quando engravidamos, parece que meu trabalho cresceu conforme a criança em meu ventre.

Mordi o lábio para não praguejar Anne pela milésima vez. Eu a odiava, odiava tanto… 

Me sentei ao lado da mulher para ajustar as roupinhas de Dirceu, e seu sapatinho caiu. Quando me abaixei para pegar, notei que a mulher tinha algumas unhas dos pés negras, o que me preocupou de imediato:

— A senhora está tendo algo nos pés devido a sua condição? — perguntei com cuidado. — Eu notei as unhas negras, sei que a gravidez pode dar consequências surpreendentes em nosso corpo.

Ela me olhou confusa por alguns segundos, e depois riu de um modo bem aberto e sincero, como se minha pergunta lhe fosse realmente divertida. Parou apenas quando o pequeno ser lhe chutou a barriga, como se pedisse para não ser sacudido pelas risadas:

— Meu bem, essas unhas sempre foram assim, é uma condição de família bem excêntrica mesmo. As que nascem negras serão assim para sempre, e meu filho provavelmente também as terá. Será bem fácil achá-lo caso o perca na feira se falar que terá unhas negras nos pés, era o que minha mãe fazia comigo — deu mais uma risada. —  Nunca me atrapalhou muito, acho até um tanto descontraído. E tenho sorte de ter belos pés, apesar de estarem inchados pela gravidez.

 

— Cleópatra, o que faz aí? — vi Jungkook nos observando de longe.

— Jungkook, essa é a Sra. Helfman, trabalha para Anne. Poderíamos deixá-la em casa? Creio que não seja seguro para ela tomar um bonde assim.

Os lábios do moreno viraram um “O” ao ver a condição da mulher e o que ela vestia. Devia ter pensado o mesmo que eu: como Anne pôde fazer aquilo?!

Depois de se recuperar do choque, ele se pronunciou:






 

— Sra. Helfman, iremos deixá-los em casa com toda a segurança possível. — disse referindo-se a ela e seu bebê, com um sorriso extremamente gentil  — Recomendo que para de trabalhar para essa víbora assim que seu contrato acabar.



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