História Silly Fear - Capítulo 4


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity), Shouto Todoroki
Tags Bnh, Bnha, Kiribaku, Kirishima Eijirou, Kirishima X Todoroki, Kiritodo, Tododeku, Todoroki Shouto, Yaoi
Visualizações 123
Palavras 1.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


hoy ~
vamos viver um leve grey's anatomy peço perdão k
espero que gostem ~

boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Shouto terminava uma bateria de exames de um paciente ao olhar no calendário disposto a mesa de canto na sala clara. Três dias. Havia se passado exatos três dias desde aquele ocorrido; não teve mais nenhum sinal de vida de Kirishima a partir de então e parando para pensar sobre isso, o estava preocupando-o.

Não queria nem deveria procurá-lo e pressioná-lo a dizer o que estava acontecendo. Até porque nem fazia ideia de onde ele poderia se encontrar, muito menos onde o tal morava. Como faria exatamente isso? Estava levando os conselhos de Momo a sua mente ultimamente, e não discordava das palavras dela. Mas ainda sim...

— Alguém morreu aqui? Você está melancólico demais esses dias, Todoroki. — Falando na dita cuja. — Gostaria de saber um pouco mais depois, certo? Agora eu preciso usar a sala. Hoje é o dia.

Yaoyorozu tentava manter um tom animado junto das expressões, mas suas olheiras denunciavam o cansaço de muitas horas não dormidas.

Um grupo de alunos a seguia, em feições fascinadas demais, curiosas. E bem descansadas. Os novos residentes do primeiro ano. Momo por um momento quis perguntar onde estavam os do amigo, mas poupou seus tempos.

Não parariam tão cedo.

 

≥ῷ≤

 

Yaoyorozu e Shouto atravessavam os corredores juntos a outros estudantes em residência, apressados e alguns nervosos. Um assalto a um supermercado havia deixado vários feridos, piorando o estado quando a polícia chegou e o tumulto só piorar.

As vítimas estavam sendo enviadas de ambulância para o hospital mais próximo, tendo a emergência a postos.

— Cara, eles não têm mais o que fazer não? Olha a hora que inventam de ficar de gracinha e assaltar um mercado. E ainda trocaram balas com a polícia! — Um dos colegas comentou, bocejando visivelmente.

— Soube que algumas crianças estavam no meio, coitadas — disse uma ruiva enquanto amarrava os fios compridos em um rabo de cavalo.

Todos tinham certo semblante exausto devido ao horário. Era quatro da madrugada, e as enfermeiras preparavam os soros e as camas na ala de emergência, antecipando os pacientes que chegariam feridos.

O plantão estava calmo até a notícia sem alarde. Momo tinha aproveitado para tirar um meio cochilo na salinha de descanso junto de Todoroki, ambos não tinham parado o dia inteiro antes disso.

— Elas gravaram meu ronco, não acredito... — A morena tinha um sibilar baixo, mas de nervoso e sono em meio ao bocejo abafado por uma das mãos. — Poderiam estar vendo os próprios erros em vez disso. Ainda tem gente que acha que estamos brincando aqui.

— Ficou bonito, o cabelo. — Shouto comentou entre bocejos longos, ganhando um sorriso iluminado da amiga.

— Ah, obrigada! Pensei que seria um pouco radical demais no início, mas estou me sentindo bem com ele assim. — Momo por reflexo da vaidade colocou alguns fios atrás da orelha, tendo despertado mais. Adorava os elogios do amigo eram sempre simples, mas sinceros.

Yaoyorozu no início da residência tinha os fios negros abaixo do busto, e agora estavam curtos num Chanel ligeiramente volumoso. Tinha saído de um relacionamento e queria mudar os ares; estava dando certo.

A emergência ficou pronta dentro de dez minutos, tendo as portas abertas a todos residentes do primeiro, segundo e terceiro ano saírem em esperarem as ambulâncias do lado de fora, ansiosos.

A madrugada foi agitada, com bastante pacientes com dores em reclamações e gritos altos entre familiares e amigos. Alguns discutiam por terem inventado a bela ideia de ir para o mercado tão tarde, culpando uns aos outros daquilo ter acontecido. Felizmente, ninguém estava ferido gravemente, tendo os assaltantes e policiais terem levado tiro em seus coletes e os adolescentes no braço e mãos, sendo desarmados facilmente.

Terminavam curativos quando a porta da emergência se abriu dando a imagem de um rapaz ruivo atravessar em passos carmesins para dentro da grande sala. Momo arregalou os olhos, pedindo licença para seu paciente que estava deixando apenas confortável na cama hospitalar.

— Senhor, você está ferido? Aonde se machucou? — Ela perguntou com calma, vendo que o olhar dele não se prendia a algo fixo facilmente, parecia procurar alguma coisa, ou alguém. — Senhor...?

O homem pareceu se tocar de que estava sendo chamado, olhando para a moça em questão. Aproximou-se dela sem nenhuma palavra, segurando seu braço manchado de escarlate ao moletom grosso cinza com a mão esquerda. A cada passo a marca de uma pegada de sangue o seguia, assim como gotas rubras a fazer uma trilha no seu rastro.

— Desculpe atrapalhá-la, mas o Todoroki está? — Não acreditava que estava fazendo isso.

Sentia-se nervoso, sendo quase explícito tal sentimento. Quase todos o encaravam, e alguns tinham certo receio daquele sangue ser motivo de ter sido ferido ao ferir alguém. Tudo era uma possibilidade.

— Eu posso verificar pra você, mas tem que me deixar olhar onde está sangrando. O senhor já perdeu muito sangue, precisa se sentar e cuidar disso. — Momo estava desconfiada. Não era muita gente que procurava pelo amigo, tinha que ser um pouco cautelosa. — Me acompanhe, por favor — pediu com gentileza, preparada para segurá-lo por aparentar estar cambaleante.

O ruivo assentiu, apertando mais o braço entre os dedos, tendo sido levado até uma das últimas camas, deitando-se nela em um respirar sôfrego.

— Se pudesse chamá-lo agora, por favor, eu queria que somente ele cuidasse disso. — O sorriso fraco de canto despontou do rapaz, num pedido simples. — Diga que é o Kirishima.

Momo iria insistir em ver que o sangramento estava contínuo, mas já teve bastante histórico com pacientes que recusavam o atendimento se não fosse pelo médico que pediam, e ficar para discutir era uma perda de tempo.

— Certo, não vá a lugar nenhum, por favor. — A morena se retirou em passos ligeiros, buscando adentrar a primeira sala à esquerda depois da emergência.

Todoroki estava terminando de dar pontos ao ombro de um rapaz pela bala que tinha retirado, concentrado. Não se desfocou do que fazia, apesar de ter noção de quem tinha acabado de entrar ali, cortando a ponta da linha, finalizando seu serviço.

— O que foi, Momo? — perguntou ao estranhar ela estar ali de repente.

— Tem um rapaz lá na emergência que quer ser atendido só se for por você. Ele está sangrando bastante, disse que se chama Kirishima. Você conhece? — Momo indagou sem rodeios, e se surpreendeu com a reação imediata que recebeu. Era a primeira vez que via os olhos de Shouto esboçarem uma surpresa, abrindo a boca em entendimento. — Oh, é ele...?

— Pode cuidar do resto pra mim, por favor? — Todoroki não respondeu, e não precisava. Sua reação o denunciava por inteiro.

Ele se levantou descartando as luvas no lixo ao lado, saindo da sala ao procurar rapidamente com os olhos na emergência o rapaz de fios rubros chamativos. O viu de cantinho, parecendo igualmente perdido a última vez que esteve com ele.

Andou em sua direção, tendo um sentimento estranho ao vê-lo ali, não evitando se apressar até estar à frente dele. Por um segundo ambos ficaram somente olhando um para a cara do outro, sem palavras até que Shouto puxou as cortinas que mantinham a privacidade de cada paciente mesmo dentro da emergência para em alguns casos ao deixá-los a sós.

— Espero não estar atrapalhando, era o hospital mais perto e lembrei que o Midoriya comentou que você trabalhava aqui, então... — O ruivo dizia aquilo tudo apertando o braço ferido por consequência. Mas então, parou, soltando um suspiro cansado ao dar um sorriso exausto colocando o braço sem sangue por cima dos olhos. — Não sei por que estou tentando mentir ainda... Eu não sei mais o que fazer. — Sua voz saía mais machucada que si próprio.

Viu os lábios dele tremerem ao que parecia que viraria um choro, piorando a sensação que tinha ao peito desde que o viu.

— Não se preocupe, não tem problema algum, fez bem em ter vindo. Pode me deixar olhar...? — Todoroki estava preocupado com o tanto de sangue que ele veio perdendo até ali, recebendo um aceno fraco de cabeça.

Não se demorou mais em ver logo o ferimento, tirando o moletom dele ao expor a pele um pouco morena e o motivo de estar sangrando tanto. O buraco de uma bala pouco acima do cotovelo, e não tinha atravessado. Ele arrancara a bala... Sozinho?

Segurou a indagação ao vê-lo liberar suas expressões ao abaixar o braço, tendo o nariz vermelho e olhos marejados segurando o despencar mais um pouco. Pediam para não ir tão fundo, não naquele momento. Ia contra sua ética de trabalho, já que uma bala era uma prova de um crime, contudo estava tendo uma estranha esperança e confiança em que seu silêncio podia gerar de positivo.

Enquanto Shouto buscou tudo o que precisava para limpar e dar pontos, relacionou a emergência lotada de imediato. Por que ele não veio junto? Duvidava que tivessem ocorrido dois locais de assalto ao mesmo tempo e não tenham sido anunciados. Eijirou parecia cada vez mais esconder inúmeras coisas toda vez que se mostrava, e tudo girava em torno dele aparecer cada vez mais ferido, no entanto, cedendo igualmente.

Não sabia mais o que fazer? Então o que estava acontecendo com ele era algo que podia ser controlado se possível? Eram muitas perguntas, e o médico em residência tentava não botá-las em palavras ditas ao cuidar do ruivo com todo cuidado que tinha.

— Você tem pra onde ir? Digo, agora. Meu plantão termina em alguns minutos, podíamos ir tomar um café ficando tudo bem com você por aqui. — Todoroki fez o convite um pouco sem jeito, estando a terminar os pontos de sutura ao ser poucos. Queria deixá-lo com menos marcas se pudesse.

Pegou um pedaço de compressa de gaze e pedaços pequenos de fita microporosa bege, tapando a ferida ao finalizá-la finalmente. Viu-o vestir o moletom outra vez, sendo inevitável a marca de sangue ali não chamar atenção. Ele parecia hesitar pensando sobre o que tinha proposto, tendo Shouto a esperar a resposta pacientemente.

Não, não tinha para onde ir, não um lugar que julgasse seguro. Todoroki estava lhe ajudando sem perguntar absolutamente nada, por mais esquisito que tudo estivesse, ele parecia preocupado e se interessar, e não num termo médico ou burocrático da coisa.

Conheciam-se pouco, quase nada, mas ele estava sendo a única pessoa que conseguia estar perto ultimamente e ter o mínimo de confiança para algo. Não sabia explicar o motivo disso, e estava com muito na cabeça para tentar entender mais um detalhe confuso do que criava.

— Vou esperar — disse ao se render, virando-se na cama hospitalar ao lado bom de seu braço, ficando mais confortável por ora.

Shouto ficou satisfeito, dizendo brevemente que logo estaria de volta para irem, saindo do espaço pessoal de Kirishima dentro das cortinas brancas. Momo logo lhe encarava de longe, com uma face preocupada ao mesmo que curiosa ao extremo. Sabia que teria – e muito – o que falar a ela depois, mas não se demorou muito mais.

Queria começar a poder estar mais próximo de Eijirou e entender o que estava acontecendo com ele. E para isso não o deixaria sumir outra vez.


Notas Finais


gente eu juro que amo o Kirishima aaa

obrigada a todos que leram c:

kissus ~ ♥


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