História Sim, Meu Cabo! - Capítulo 27


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Cabo, Camaradagem, Dedicação, Exercício Físico, Exército, Militar, Paixão, Recrutamento, Sargento, Soldado, Sonho, Tropa
Visualizações 5
Palavras 1.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi oi camaradas
Boa leitura

Capítulo 27 - "Preciso de ti"


Samuel's Point of View

Tinha acabado de chegar à praia, junto com o grupo que estava. Estávamos a caminhar na areia até que o Luís chamou a atenção de todos.

– Quem é aquela pessoa doida que está entrar no mar assim? Ela está doida – ele exclamou e foi então que me lembrei da conversa da Estrela.

– Estrela!! – gritei correndo atrás dela. A Joana agarrou-me pelo braço. – Larga-me Joana!

– Não! Tu vais atrás dela e vais... – Sacudi o braço e livrei-me dela. Comecei a correr o máximo que podia. Não acredito que a vida dela estava nas minhas mãos. Comecei a entrar em água e agarrei-lhe pela cintura puxando-a para mim – e até a onda me ajudou a tirá-la, pois rebentou perto de nós e empurrou-nos.

– Solta-me – ela debateu-se e agarrei-lhe com mais força e deitamo-nos na areia abraçados.

– Não me deixes, Estrela, por favor, não.. – abracei-a contra o meu corpo. Eu estava todo encharcado, mas já não me importava. Já não me importava nada, a não ser ela.

– Tu não precisas de mim, ninguém. Eu não sou ninguém, eu estou sozinha! – ela murmurava entre choro.

– Agora tens-me contigo. Preciso de ti, sim e não teimes, eu sei o que sinto – beijei-a testa. Ela acalmou e então aconchegou-se.

Passado um tempo nós os dois fomos para casa e eu fiz questão de a levar para minha casa. Não a conseguia deixar sozinha e fazia questão de isso não acontecer. Quando cheguei a casa a Joana estava no sofá. Sabia que ela estava furiosa.

– O que essa...

– Cala-te! Ela vai ficar aqui e quem manda sou eu. Já falo contigo – lancei-lhe um olhar reprovador. Ela calou-se e eu subi as escadas com a Sofia.

– Está à vontade, usa as roupas da minha irmã, toma banho... Faz desta casa a tua... Só que comigo, claro. – ela olhou me nos olhos e começou a chorar.

– Obrigada...

Sai do quarto e a Joana andava de um lado pro outro da sala furiosa.

– Posso saber porque trouxesse aquela puta? – ela parou e cruzou os braços.

– Aquela puta, como tu dizes, é minha amiga e não anda bem! Não vou deixá-la acabar com a sua vida! Eu fui um dos responsáveis pelo que ela sente e farei o de tudo para ajudar, por isso ou aceitas ou simplesmente sai! – gritei com ela. Ela ficou com os olhos cheios de lágrimas e foi então eu abracei-a. – Desculpa... Eu não ando bem, fofinha. Sinto-me mal pela Sofia porque eu tenho culpa – beijei-a testa.

– Eu amo-te, Samuel!

– Eu também, Joaninha.

Sentei-me com ela no sofá a ver um filme. Ela acabou por adormecer e então ouvi os passos da Estrela. Olhei para trás e ela estava com uma t-shirt larga cinza, sem calças. O seu cabelo estava apanhado embora húmido e ela tinha umas meias até ao joelho brancas.

– Sofia, podes ir à cozinha comer. Está à vontade – ela fez o que pediu e uns minutos depois ela subiu com uma garrafa de água.

– Obrigada, meu cabo. – ela assentou o vocativo. Aquilo mexeu comigo e não só, com o meu "amigo" de baixo. Aquilo deu-me muita tesão por ela, muita mesmo.

– Da próxima vez que me chamares isso com essa entoação, terás consequências – provoquei num tom irónico. Ela sorriu, finalmente.

*

Passadas umas horas eu trouxe a Joana para cima, para o meu quarto. Ela dormia profundamente e aproveitei para ir ver a Sofia. Ela estava a dormir, de rabo empinado para a porta. Damn. Cheguei-me perto e beijei-a a cabeça. Ela mexeu-se.

– Samu?

– Não te queria acordar – ela tinha melhor aspeto, já não estava tão pálida nem com os olhos tão negros... Ela só precisava de conforto, de mim.

– Não tem problema – ela sentou-se na cama.

– Tens melhor aspeto, assim já gosto mais – sorri e um brilho nos olhos dela formou-se.

– Obrigada por tudo.. Mas daqui a dias volto a casa. – ela começou a brincar com os dedos.

– Não. Ficas aqui, trabalhamos no mesmo sítio não vejo com é o problema de ficares aqui – sorri e ela baixou o olhar, trincando o lábio.

– O problema sou eu, para a Joana. Ouve, não quero causar problemas – interrompi-a.

– Eu devo-te isto, eu fiz-te muito mal e é o mínimo que posso fazer. Já falei com a Joana por isso não te preocupes. Essa casa será tua também e a tua, logo se vê – ela abraçou-me.

– Obrigada, Samuel, eras tudo o que eu precisava – essas palavras acalmaram o meu coração, fez me tão bem mesmo.

– De nada, Estrelinha. Queres algo? – ela negou com a cabeça.

– Mas – completou ela – peço-te que fiques um pouco e me contes as novidades, Samuel.

– Ahh, sobre quê? – questionei e o seu olhar ficou triste.

– O Ferrão... É verdade aquilo? Ele está com outra?

– Olha, Sofia, é difícil. Sabes, aconteceu tanta merda desde aquela altura... Eu fiquei contra ti por causa disso...

– A culpa foi dele. Ele sentia-se atraído por mim e fez aquilo tudo para nós separarmos. O que? Não, um dos meus melhores amigos haveria me separado da miúda que eu amo?!

Levantei-me bruscamente e ela agarrou-me.

– Faz parte do passado, ambos seguimos em frente, tu estás feliz... É o que importa – ela forçou um sorriso. Não, não estou porque eu te amo porra e ele separou o nosso amor. Tu poderias não ter depressão!

– Não acredito que ele nos fez isto... Nunca o irei perdoar – ela colocou a sua mão na minha face. Aquilo sabia bem, aquele calor da sua mão.

– O passado está atrás. Conta-me as novidades, vai.

– Ele não foi aceite em oficiais, como podes ter visto, ele arranjou aquela namorada lá fora. Bruna, tem 24 anos professora de flauta e de formação musical. Mais, eu namoro com a Joana também como já deves saber. O Lucas acabou com a Jéssica e o Adriano em princípio está previsto voltar para cá – falei rapidamente, mas ela percebeu.

– O Lucas e a Jéssica? Quê? – ela pegou o seu telemóvel. Wait, iPhone 6S Plus? Are you kidding? – Lucas? Tens tempo para falar?

– Vou deixar vos a sós. Até amanhã, Sofia. – sai do quarto. – Ela tem um telemóvel melhor que eu? What? – coçei a cabeça e fui para a sala.

Fazia me bem ter a amizade dela, soubemos por os nossos problemas para trás e estávamos bem um com o outro, não haveria nada melhor. O pior é que amo a Joana assim como a amo a ela, diria eu... Que tenho dois amores.


Notas Finais


Sim já tinha postado este capítulo mas reformulei e ent aq vai de novo.
Espero que estejam a gostar... Eu estou a pensar reescrever uma outra história daqui, que já postei... Veremos.
Até a próxima!


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