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História Simone - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Quem de nós dois?



Assim que se aconchegou sobre o móvel de couro preto seu celular tocou e não quis atender, mas algo fez com que ela levantasse, e seguisse até a mesa de madeira escura e atendesse. Era Max, seu cônjuge.

- Pronto – Disse

- Podemos confirmar o almoço hoje no restaurante? – Questionou frio, mas ainda sim queria sua companhia.

- Não sei, estou com muita dor de cabeça, agenda cheia pra hoje, e sem fome. – Disse sincera.

- Tem sempre desculpas, não é? É por isso que eu desisto de tentar me reaproximar como éramos vinte anos atrás.

- Max, você me deixou só por inúmeras noites para jogar pôquer com seus amigos por 20 anos e eu nunca lhe disse nada. Quer mesmo chegar a esse ponto? Não estou com animo agora para uma discussão.

- Simone, peça de uma vez o divórcio. – Disse angustiado à ela e desligou. Voltou atenção a bolsa de valores e suas ocupações como economista.

Ávila desligou o aparelho móvel e passou a mão pelos cabelos castanhos de mechas louras e lançou-o sobre o mesmo divã que havia sentado.

Max e Simone já haviam terminado a mais anos que Simone tinha de carreira na psicologia. Simone já sabia disso mas algo lhe impedia de deixar Maximiliano, talvez já houvesse se acostumado com a presença do homem um tanto grisalho. Por hoje, seus pensamentos eram todos dedicados à Alex e o beijo que havia lhe dado.

E talvez, estivesse considerando um divórcio enquanto tentava relaxar em sua cadeira de couro negra.

Deus, Alex lhe encostando na parede e dizendo-lhe o que talvez precisasse ouvir fora demais. Simone estava dividida. E aquilo lhe irritava tanto, que era capaz de lançar o caso de girassol contra a parede. E o fez.

Estella arrumou os óculos de modelo quadrados da cor preta sobre o nariz e foi até o consultório da profissional.

- Simone? O que houve? - Perguntou olhando ao redor.

- Nada Estella. Pode fechar a clínica, hoje não é um dia bom.

- Mas Salete está vindo em relação ao Alex e...

- Desculpe me esqueci. Só encoste a porta e me avise quando ela chegar.

Estella fez que sim e fez o que a psicóloga disse. Dez minutos depois Salete, também formada em psicologia e adentrou na clínica pois tinha a chave.

- Boa tarde Estella - Falou colocando a bolsa em cima do balcão de mármore - Cadê a Simone? Ela me mandou mensagem falando que iria passar um caso para mim...

- Ela está no consultório doutora Salete.

- Me anuncia por favor - Disse Salete simpática como sempre.

Estella fez que sim e informou a Simone que Salete havia chego. A psicóloga deu um riso fraco e a cumprimentou com um beijo no rosto.

- ih - Disse Salete notando o desânimo de Simone. - O que houve com você? Parece que não é a Simone que conheço.

- Meu paciente...Alex, se lembra?

- Sim o que ficava investindo em você

- Ele me beijou hoje de tarde e eu estou em uma situação que não desejo a ninguém

- Que situação?

- Max sugeriu o divórcio e Alex me disse umas coisas que mexeram comigo. Deus, tenho 49 anos o que está acontecendo comigo Salete?

- Como você mesma disse, ele mexeu com você e talvez você possa ter sentido algo no beijo. Vamos lá né, você não está morta independente dele ser seu paciente ou mais novo, você é um ser humano ainda. Sente, se emociona apesar de psicóloga.

Simone parou e encarou o outro vaso que havia em seu consultório e disse:

- Eu disse a ele que passaria o caso dele pra você.

- Sim, mas eu não imaginava que tivesse acontecido tudo isso...

- Eu não estou em paz com isso. Meu marido acabou de ligar, e mais uma vez tive um argumento desagradável. Ele me beijou...

- Espere. Quem te beijou? E esse vaso quebrado? – Questionou Salete.

- Alex. Alex me beijou no corredor de acesso a clinica.

Salete abriu a boca e não pode acreditar no que estava ouvindo. Aquilo não era uma brincadeira e se preocupava com Simone de uma maneira que sua mente estava em desconcerto. Seus pensamentos confusos em Alex e ao mesmo tempo em Max e o desamor que estava cada dia mais sentindo por ele.

- Preciso passar o caso dele pra você, não posso mais trata-lo. Ele sofre de Transtorno de personalidade borderline.

- Entendi. É o melhor a se fazer.

- Ainda bem que você é Lésbica Salete.

Salete riu alto e junto dela, Simone apesar de tudo.

- Ainda bem mesmo.

Simone levantou e caminhou até a mesa de madeira escura e pegou o prontuário do jovem e entregou a Salete que logo começará a olhar rapidamente.

- Ele é difícil. – Disse Salete levantando-se. – Mas creio que posso ajuda-lo a te esquecer – Brincou

- Não diga isso Salete eu temo por isso, que isso se estenda.

Segundos depois Estella batia na porta com o telefone em mãos.

- Com licença Doutora Simone, mas Alex está na linha e insiste falar com a senhora. – Disse tampando a saída de som do aparelho sem fio.

- Não posso atende-lo mais, já disse isso a ele. – Respondeu.

- Tudo bem.

Estella fechou a porta e Simone passou a mão pelos cabelos mostrando sua preocupação.

- Essa sua secretária me chama a atenção. – Disse Salete mudando de assunto.

- Ai Salete, o que faço com você? Quer fazer psicoterapia? – Brincou a mulher de mechas louras.

- Obrigada mas prefiro admirar ela de longe...ou de perto. Estou brincando, Doutora – Respondeu.

- Bem, este é o prontuário. Trate-o, tire isso da cabeça dele, que pelo que me disse, está à anos.

- Deixe comigo. – Disse a morena e logo saiu dirigindo até seu consultório com a pasta ao lado no banco do carro. Minutos depois, já ligava para o celular pessoal de Alex que não demorou para atende-la. – Alex Sampaio? Aqui é Salete, terapeuta gostaria de marcar uma hora com você no meu consultório. Pode ser?

- Eu não acredito que ela fez isso.

- Fez o que Alex?

- Ela passou mesmo o meu caso pra você, mas tudo bem isso não quer dizer que vou esquece-la.

- Podemos falar sobre isso numa boa quando você vier. Fica na avenida Paulista. Ao lado do Banco do Brasil. – Disse calmamente.

- Tudo bem. Salete.

Alex desligou e logo procurou por Simone em seu consultório. Em menos de 10 minutos já se encontrava no local, insistindo para que Estella abrisse a porta do consultório da Psicóloga.

- Desculpe Alex mas seu caso esta com a doutora Salete agora... – Explicou Estella.

- Eu só quero falar com ela. Eu vou entrar. – Insistiu e logo abriu a porta encontrando-a juntando os cacos de vidro do chão.

- Alex...porque não estou surpresa.

- Desculpe doutora mas ele insistiu – Explicou Estella.

- Tudo bem Estella, pode ir pra casa. Eu fecho a clínica.

A mulher de cabelos castanhos fez que sim e logo deixou o local.

- Diga?

- Me diz você, por cinco anos me tratou e agora eu vou passar com uma estranha me sinto um louco, Simone.

- Você não é louco – Se aproximou. – Mas espero que entenda meu lado.

- Não Simone, eu não entendo porque você não se sente amada, não é? – Fez o mesmo que ela.

- Alex... – Ele passou a mão pelo seu rosto. – Alex por favor....

Ele nada disse e fez com que ela encostasse sobre a mesa e mais uma vez, se rendesse á ele mais uma vez em um beijo quente e cheio de desejo por ambas as partes.



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