História Simplesmente Acontece. - Capítulo 6


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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Nathaniel
Tags Amor Doce, Castiel, Nathaniel
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Palavras 3.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo hoje, para compensar o tempo que fiquei sem postar!
Boa Leitura!

Capítulo 6 - Parecer Não É Ser.


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Acontece. - Capítulo 6 - Parecer Não É Ser.

"Todos os caminhos estão errados quando você não sabe aonde quer chegar."

 

— William Shakespeare.

 

Ponto de vista: Brigitte Dilaurentis.

Tive dificuldades em abrir os olhos, pois cada vez que tentava, eles queimavam e meu corpo se encontrava tão dolorido, que eu suspeitava que tinha participado de algo sexual com Christian Grey na noite anterior...Espera, noite anterior? De repente vários flashs passavam por minha cabeça, causando uma dor agoniante. Logo, forcei meus olhos a abrirem completamente, e soltei um xingamento, quando a luz de uma janela aberta atingiu meu rosto.

       Me remexi desconfortável, e fiz uma nota mental de me humilhar para Francis, para que ele me desse um novo colchão, pois esse estava uma droga, só que ai, olhei ao redor e me deparei com um ambiente totalmente desconhecido. Me levantei tão de pressa, que uma tontura atingiu todo meu corpo de ressaca.

              Era um apartamento. Okay. Um apartamento cujo o dono, eu não fazia a miníma ideia de quem fosse. Eu ia matar a Rosa. Isso depois de eu descobri o que raios fiz na noite passada.

            Recapitulação; Com uma mãozinha do meu irmão, fui até o bar/ boate que Rosa queria me levar, e depois de fofocar com ela, a mesma me abandonou pelo Leigh  — Que traíra. — Então, eu fiquei lá...E babei por Castiel Blancherd, ao vê-lo e escuta-lo tocar...E..Eu enchi a cara...É,  a ânsia de vômito que eu sinto nesse momento, denuncia isso...E bem, eu vi o Castiel, e...Oh...Não!...Não...Não...Eu o beijei.

          Olhei para baixo, desesperada e me aliviei ao notar que eu estava vestida. Ótimo! Não transei com o Castiel! Ou...Céus, será que foi mesmo Castiel que me trouxe para a casa dele? Castiel me odeia...Bem, ele odeia quase todo mundo, por que ele me ajudaria e faria isso?

          Comecei a andar de lá para cá na sala, me perguntando o que faria agora; É! Acho que ao invés de tentar descobrir onde estou, eu deveria estar buscando um jeito de dar o fora desse lugar.

—Você acordou, achei que tivesse entrado em um coma alcoólico. — tropecei em um puff e cai de bunda no chão, quando reconheci aquela voz repleta de deboche.

             É! Castiel Blancherd me trouxe para casa dele.

             O que eu faria com essa informação? Eu não fazia a miníma ideia.

         Do chão, encarei a expressão de divertimento no rosto do garoto, pelo qual minha irmã é “apaixonada” desde sempre e tentei manter uma postura decente. Mas, era complicado, devido minhas circunstâncias.

—Estou com certo medo de perguntar, mas, eu fiz algo errado ontem a noite? — indaguei, pois se eu fosse receber um baque, seria menos impactante, do lugar onde eu estava.

—Além de beber feito uma idiota, dizer coisas estúpidas e me beijar? Bem, não sei. — é irônico e aquilo me irrita.

         Ele não sabia ser, ao menos, sociável pela manhã?

         Espera...Era manhã?

—Você me trouxe para sua casa. — ignorei a última frase dele, e comentei algo que eu estranhei, desde que recebi a constatação.

—Sua melhor amiga não atendia o celular, para que eu pudesse me livrar de você...E sendo, o ser humano iluminado que sou, decidi que te deixar na rua, seria um perigo aos caras desprotegidos, afinal, você poderia agarra-los a qualquer momento. — diz com escárnio, e cruza os braços, se encostando na soleira de uma porta, que aparentemente levava a um quarto.

            Me levantei com raiva, e tateei o sofá em busca da minha bolsa, a encontrando perto de uma das almofadas. Assim, virei-me para o Blancherd, com uma expressão de fúria.

—Você é um idiota. — afirmei da forma mais firme que pude.

—Por te ajudar, depois do seu péssimo comportamento?  Alguém aqui, está sendo injusta. — pontua com deboche.

—É oficial; Você é um babaca. — reafirmei, e tentei me situar ali, para achar uma forma de ir embora. 

            Logo, ignorando a presença do dono da casa, fui em uma direção específica.

—Isso ai é a cozinha. — me avisa, adorando o fato do meu senso de direção estar atrapalhado.

             Me segurei para não ir até o Blancherd e enforcar seu pescoço e fui em direção a porta maior que sobrou, afinal, aquela deveria ser a certa.

—Nem um agradecimento? — ele indagou, quando girei a maçaneta.

—Ah, obrigada por ser um grosso comigo. — devolvi suas ironias na mesma medida.

—Tenha um ótimo primeiro dia de aula, loira. — deseja com escárnio, e eu mordo os lábios, para não soltar um xingamento.

                Desisti de ir embora, e me virei para ele, com uma expressão de decepção. Não por ele. Mas, por mim mesma.

—Olha, tem razão ao dizer que bebi como uma idiota ontem, e de zombar de mim por ter te beijado...Eu só estava sensível, e sei lá, seria legal, se você pudesse agir como uma pessoa normal, que ajuda uma colega de classe e não se sente o superior por causa disso, para que eu possa me sentir grata por sua ajuda...Mas, você não consegue, não é? — indaguei o encarando.

—Vamos esclarecer pontos aqui, loira; Eu não me importo com você. Não me importo com ninguém daquela sua família. E ao invés de estar cobrando de mim, um comportamento legal de amiguinhos de infância, deve lembrar que eu estou pouco me ferrando para sua gratidão. O fato de eu ter te trazido aqui ontem, não tem a ver com receber seu “Obrigada”, tem a ver com o fato, de que ao contrário do que pensam, eu tenho uma consciência, e não deixaria um peso nela, por você. — é frio, indiferente e claro ao dizer isso. Resumo da ópera; Ele é o Castiel.

—Okay, então vamos fingir que a noite de ontem não aconteceu...Eu não te beijei, e você não me ajudou...Melhor para ambos. — falei dando de ombros.

—Pode deixar, não vou perder meu tempo, difamando uma garota que já não tem a melhor das reputações. — um babaca realmente.

          Lhe dei as costas, e finalmente sai daquele apartamento. O corredor por sorte estava vazio, e só ai notei, que eu não fazia a miníma ideia de onde o apartamento do Castiel se localizava e droga, eu estava totalmente desconfortável com aquele vestido.

                          Eu não entendia porque, mas, me sentia estranhamente afetada pelo Blancherd ter me dito aquelas coisas. Qual é! Eu era filha de Francis Dilaurentis, eu já devia estar acostumada a ouvir crueldades.

                  Revirei os olhos, ao perceber que o prédio não tinha elevador, e meu incomodo só aumentou, quando avistei a vidraria do corredor, e constatei que estava em um andar alto, ou seja, teria que descer muitas escadas.

                     Chegando na rua movimentada onde o ruivo morava, peguei meu celular dentro da bolsa e liguei para a única pessoa capaz de me ajudar naquele momento.

Brigg, o que aconteceu? Você não voltou para casa ontem— meu irmão indagou preocupado.

Vai por mim, você não quer saber de verdade...Eu preciso que você leve algumas roupas minhas para aquela lanchonete perto da escola...E por favor, inventa para o Francis que eu sai de casa mais cedo. — o instrui e tudo que ouvi foi um suspiro exausto antes da ligação se encerrar.

               Ele não precisava consentir para eu saber, que faria o que quer que fosse por mim. Nathaniel me amava, e sinceramente isso, ele, era a única coisa que eu tinha.

       Peguei um táxi e o guiei até o lugar que marquei com Nathaniel e para minha surpresa, nem demorou muito para que chegássemos lá. Ou seja, o apartamento de Castiel era basicamente perto da escola.

                      Nath não demorou a chegar, e não me surpreendeu nada, ao não exigir explicações. De verdade, ele não as queria mais. Talvez para ele, não saber o que eu fiz, apagasse o fato de que eu fiz.

                    Me troquei no banheiro da lanchonete e gemi de satisfação quando o par de saltos fora substituído pelos tênis para lá de confortáveis. Tentei dar um jeito no meu cabelo, o penteando com os dedos e até que ficou bom.

            Assim que voltei para a fachada da lanchonete, Nathaniel me indicou a escola com o olhar, pedindo em silêncio para que finalmente seguíssemos para nosso primeiro dia de aula. Obedeci dessa vez, mesmo que a dor de cabeça que eu sentia, não me fizesse desejar ir para o colégio.

—Olha não quero saber o que você aprontou ontem...Só preciso saber...De 0 a 10, qual a gravidade? — me lembrei do porre, do meu beijo com Castiel, e de tudo que ele me disse a essa manhã, depois de ter dormido na casa dele.

—6. — falei mordendo os lábios, meu irmão me conhecia demais para saber que eu estava mentindo, então finalmente cedi. — Um 11 é mais apropriado. — revelei e engoli a seco.

—Brigitte você quer me enlouquecer? Já tenho que me preocupar 24 horas com as coisas erradas que a Ambre faz, e você ainda me vem com uma dessas. — ele questionou quase desesperado.

              O segurei pelos ombros, e o fiz parar, para me encarar olhos nos olhos.

—Você não precisa segurar o peso do mundo em suas costas, Nathaniel...Eu posso cometer mil erros e ainda sim, não será sua obrigação arcar com eles. Você só tem que ser meu irmão, não meu salvador. — declarei firme para que ele entendesse.

—É como se me pedisse para não te amar...E isso não posso fazer, Brigitte Dilaurentis. — fala de forma séria e eu suspiro, em meio a um sorriso.

                  Finalmente adentramos a escola, que já está cheia de alunos nada animados para o primeiro dia, olho ao redor, observando aquelas criaturas irritantes que eu convivo desde criança, e procuro Rosa, para por fim a encher de xingamentos pela noite anterior, afinal, isso parecia uma boa opção de distração, para eu ignorar o fato de que no fim, não era ela que eu procurava.

           Balancei a cabeça, quando a imagem de um garoto mal educado que eu beijei ontem passou por minha cabeça, e me aproximei ainda mais do meu irmão, para que assim, continuássemos a andar lado a lado, em direção ao ginásio, onde muito provavelmente a diretora faria seu belo discurso de boas-vindas.

             Tenho que admitir, que quando ela começou a falar, minha animação finalmente voltou, não pelo que eu escutei vindo dela, mas, sim porque eu notei que aquele era o último discurso de boas vindas que eu ouviria dela. Aquele era somente, o primeiro dia do último ano. Depois daqui, eu iria conseguir tudo que sempre quis, longe dos Dilaurentis, ou basicamente, da parte ruim deles.

            Estava tão satisfeita com essa linha de pensamento, que me dei ao trabalho de ignorar Melody, quando a mesma, sendo irritante como é, sentou-se ao lado do meu irmão na arquibancada, somente para persegui-lo como de costume.

           Logo, ela nos liberou para nossa primeira aula, Nath sendo o salva-vidas maravilhoso que era, tinha checado meu horário antes, e me comunicou que minha primeira aula era de história, e assim me encaminhei para minha maravilhosa hora com Faraize.

           Ele falou apenas por alto o que estudaríamos esse ano, por isso não foi tão chato, eu ao menos, me mantive acordada, diferente da maioria dos alunos da sala. Logo, tive mais duas longas aulas, e o intervalo finalmente chegou.

               Como estava faminta por conta da ressaca, literalmente corri para o refeitório e enchi minha bandeja de coisas aleatórias. Escolhi uma mesa qualquer nos fundos, e me escondi lá, como se a mesma fosse um ninho e eu fosse um passarinho perdido em busca de abrigo.

              Não me preocupei em procurar alguém para me acompanhar no lanche, porque com a fome que eu estava, estar sozinha não seria um impedimento. Geralmente, eu revesava, ora sentava-me com Rose, e compartilhávamos fofocas, e ora, acompanhava meu irmão no lanche, e tinha um silêncio confortável com ele.

                         Sim, eu nunca lanchava com Ambre, afinal, minha irmã nem se preocupava com a comida em si, ela só se importava em receber atenção no horário, em que todos os alunos da escola, estavam reunidos em um só lugar.

—Hey! Não te vi desde que as aulas começaram. — a garota intitulada como a minha melhor amiga, chegou, trazendo consigo toda a sua felicidade, se acomodou no lugar de frente para mim, e depositou sua bandeja realmente cheia na mesa. Ela podia até ser magra, mas, comia muito.

—Como tem coragem de falar comigo depois de ter me abandonado ontem? — perguntei indignada, deixando de lado meu sanduíche. Rosalya franziu as sobrancelhas.

—Que crise de carência é essa? — indagou com deboche e eu revirei os olhos.

—Eu fiz uma coisa estúpida, Rosa. Realmente estúpida. E seu papel como minha melhor amiga, é me impedir de fazer coisas estúpidas, entende? — gesticulei com as mãos, tentando explicar meu ponto.

—Eu nunca te impedi de fazer nada estúpido...Nem Nathaniel consegue essa façanha...O que faz essa “coisa estúpida” diferente das outras? — ela quer me entender.

—Essa não podia de forma alguma ter acontecido...Tipo nem em sonho... — como eu explicaria o nível de perigo que tinha aquilo?.

—Céus! O que você fez? — agora, ela estava preocupada, tanto que também largou seu lanche e me encarou, esperando a resposta.

—Você não merece saber. — acuso, após a mesma ter me abandonado.

—Que infantilidade, Brigg...Qual é! Não deve ser tão horrível! — comenta tentando me animar.

—Eu agarrei alguém...Tipo beijei sem a permissão dessa pessoa...Do nada. — tento enrolar e ela me olha, com um sorriso de deboche.

—Você sempre agarra alguém...Você é você. — aquilo devia ser ofensivo, mas, no fim, vindo dela era somente verdade. Quando vinha do Castiel, ai é que era ofensa.

 

—Eu agarrei...Eu beijei o Castiel. — disse de uma vez, e Rosa arregalou os olhos, totalmente chocada.

—Aquele Castiel que você disse ser um “Babaca” e que é inimigo do seu irmão gêmeo, e paixão platônica da sua irmã mais nova? — Rosa realmente precisava de uma comprovação.

—Isso parecia menos preocupante quando eu só pensava no assunto. — ironizei, fazendo uma careta.

—Isso é tão louco. — Rosalya fala rindo.

—Fica pior...Eu dormi na casa dele. — revelo, mordendo os lábios.

—Vocês transaram? — ela questionou tão alto, que soou como um grito, fuzilei-a com o olhar, quando todos olharam na nossa direção, e a mesma se acalmou, se encolhendo um pouco na cadeira.

—Não! Eu dormi na casa dele, porque estava bêbada, e foi por estar bêbada que eu o beijei...Não houve mais nenhum contato físico, além das nossas bocas se tocando. — contei exasperada.

—Desculpe, mas, “dormir” com um garoto, é um código de “transar” para você. — comentou zombando.

—Mas, não nesse caso...E eu não dormir com ele, dormi na casa dele. Há uma diferença. — a corrijo e a mesma ri levemente.

—Como foi? — indaga, demonstrando muita curiosidade.

—O que? Dormir na casa dele? Humilhante. — respondo revirando os olhos.

—O beijo. Como foi o beijo? — pergunta com  uma expressão de animação.

—Eu não me lembro. — admito um pouco — quase nada— frustrada.  — Eu estava tão bêbada, que depois que o beijei, eu desmaiei, e tudo que aconteceu antes do desmaio, não passam de flashs. — conto a ela, que ri ainda mais da minha situação.

—Se isso for espalhado, você estará tão ferrada. — esse é o apoio que ela me dá.

—Estou relaxada quanto a isso...Castiel nunca espalharia que beijou uma Dilaurentis...Isso deve ir contra o ódio dele por nós. — comento convicta.

—A não ser que se repita, e se torne constante. — é maliciosa.

—Eu e o Castiel. Nunca vai acontecer. — decreto quase hesitante.

[...]

            Ele não foi ao primeiro dia de aula. Como eu tinha certeza disso? Eu o procurei. Céus! Mesmo sem entender a razão, eu o procurei. Passei meus olhos por todo o ginásio, durante o discurso de boas vindas, o cacei durante a aula de história, e nas duas aulas seguintes. Em algum momento, vaguei o olhar pelo refeitório em busca dele e agora, ainda o buscava durante minha caminhada pelos corredores, junto com Rosa.

          O motivo? Eu não fazia ideia. Porque depois de hoje, eu nem deveria querer olhar para a cara daquele estúpido. Mas, havia uma parte de mim, que queria vê-lo, para dizer alguma coisa, que eu nem faço ideia no momento, do que seria. Havia uma parte, que se arrepiava quando o beijo era mencionado, mesmo sem eu lembra-lo, e com certeza havia a parte que lembrava do que senti quando o vi cantando.

       Parei com esses pensamentos tortuosos, quando a rainha da fofoca, vulgo Peggy parou de frente para nós, e nos avaliou com aquele seu olhar de questionamento explícito.

—Então, melhores amigas polêmicas do Sweet Amoris...Quais são as novidades para o último ano? — indaga apontando aquele gravador ridículo para nossa cara.

—Eu ainda continuo com vontade de estrangular cada vez que te vejo...Ops...Isso não é novidade. — a jornalista revira os olhos para minha fala, e sem mais perguntas, nos abandona ali.

              Digamos que eu e Peggy tínhamos uma relação conturbada, dado o fato de que eu era matéria constante em seu jornal de quinta. Tudo ligado as minhas maravilhosas e épicas brigas com Ambre, e meus nada amorosos namoros.

—Isso foi rude. — Rosalya cantarola.

—Tanto faz...Peggy me irrita. — afirmo e minha melhor amiga me olha escondendo um sorriso. — O que foi? — questiono direta.

—Nada...É que a Peggy também irrita o Castiel...Começo a notar que vocês tem coisas em comum. — provoca e eu reviro os olhos.

—A Peggy irrita todo mundo, Rosa. E você me irrita ainda mais, se quer saber. — retruco, querendo me defender, do comentário malicioso feito pelas entrelinhas.

—Okay, então a garota irritante, está indo para sua próxima aula...Enquanto, você fica ai, pensando  no fato de que o Castiel também me acha irritante.— a mesma disse com um sorrisinho presunçoso, apertando seu livro de artes contra seus grandes peitos e me deixando no corredor logo depois.

     Olhei incrédula para a direção que ela foi, me perguntando, por que pessoas como a Rosa faziam parte do meu círculo de amigos, era tão sem sentido.

        Me virei pronta para também ir para próxima aula, quando algo aconteceu. Ou melhor, alguém aconteceu. Alguém esbarrou em mim, por sorte nenhuma de nós duas caiu. Isso mesmo. Nós duas. Era uma garota. Provavelmente novata, já que eu nunca havia a visto aqui. Era até bonita. Tinhas cabelos castanhos claros um pouco abaixo dos ombros, olhos verdes, e um corpo magro, porém curvilíneo.

              Ela me olhou envergonhada, e sorriu sem graça.

—Eu sinto muito...Eu estou realmente perdida por aqui. — falou um tanto assustada.

—Nos conhecemos em um esbarrão...Isso é tão clichê. — debochei —Sou Brigitte. —apresentei-me e ela sorriu para mim.

—Lynn...Sou novata. Isso é meio obvio...Levando em conta que me perdi...Ou isso se deve ao fato de eu ser...Desculpe sou tagarela...Vou parar de falar em 3..2...1. — gargalhou de seu nervosismo e eu a acompanhou.

—Tudo bem...Onde você precisa ir? — seria interessante fazer uma boa ação.

—Sala dos representantes...Preciso entregar uns papeis que faltaram da minha inscrição. — me conta e eu dou um sorriso.

—Eu te levo até lá. — comuniquei e ela se animou.

             Lynn parecia legal, e isso era o problema. Ninguém que parece legal de primeira no Sweet Amoris, é legal de verdade.


Notas Finais


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