História Simplesmente Acontece - Capítulo 7


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Luka Couffaine, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrinette, Alyno, Ladrien, Ladynoir, Marichat, Plakki
Visualizações 59
Palavras 1.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Esporte, Festa, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Parte 3/6! Espero que gostem!
Dou boas vindas aos novos leitores e agradeço imensamente aos comentários dos capítulos anteriores!!! Você são d+ 😍❤💙💚💛💜
Bora para o capítulo! 😁

Capítulo 7 - Fila de Dominós - Marichat: Parte III


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Acontece - Capítulo 7 - Fila de Dominós - Marichat: Parte III


Evidências, evidências...

Você muito vê, mas pouco observa...

¤¤¤

-Desculpe, mas... como assim, Marinette não veio trabalhar hoje? –Adrien exclamou, chamando muita atenção para si mesmo, sem conseguir manter afastado de sua expressão o evidente desgosto diante dessa informação. De braços cruzados e fazendo aquela careta de insatisfação, o jovem loiro parecia imponente e, por ser assustadoramente parecido com Gabriel Agreste, o dono da empresa, Adrien conseguia botar uma pontada de medo em todos os funcionários da empresa, ainda que ele não tivesse consciência disso, do mais alto ao mais baixo escalão, usando como ferramenta nada mais que seu 1,87 metro de altura e uma simples careta.

Alya Cesàrie, supervisora geral do setor de designer e produção criativa da Agreste Produções, teve seu sorriso vacilante por um momento, passando seu peso corporal de uma perna para outra, claramente desconfortável por ter de estar cara a cara com um dos jovens herdeiros da empresa e passando essa informação a ele.

Alya imaginou que, por Adrien ser o quinto moleque de meros 23 anos mais rico e influente do mundo, ele certamente não tinha um bom suporte psicológico para adversidades e nem mesmo tinha paciência para aguentar esperas de tempo superiores a 48 horas pelo que quer que seja. E o pé inquieto do rapaz fazendo aquele irritante tak-tak-tak no chão, de mármore branco, com seus sapatos imaculadamente polidos, praticamente confirmavam tal suspeita.

-Sinto muito, mas ela não compareceu ao estúdio hoje, sr. Agreste. –Respondeu Alya, segurando a prancheta digital em suas mãos com mais firmeza que o normal. -Ela está de folga hoje.

-Ah... ah, sim, entendo... –Disse o loiro, colocando as mãos em seus bolsos de suas calças jeans, disfarçando o quão constrangido ele estava, por chamar atenção do setor inteiro para si mesmo a troco de nada.

Todos os funcionários da empresa precisam de um dia de descanso, certo? Naturalmente, Marinette Dupain-Cheng não seria uma exceção.

Imagino que tal folga tenha caído na hora certa para a senhorita Dupain-Cheng”, pensou Adrien com um suspiro audível.

-O senhor precisaria de ajuda para alguma coisa? –Perguntou Alya, recuperando um pouco de fôlego e tentando, ao mesmo tempo, se demonstrar prestativa às necessidades profissionais de seu superior. –Talvez uma de nossas designers esteja disponível para o ajudar...

Adrien franze o cenho, se perguntando se Alya estava negligenciando de propósito o fato de que a foto de Marinette está exposta em todos os jornais e mídias sociais ou se a supervisora simplesmente não tinha consciência disto.

-Não precisa se preocupar, hã... Alya... eu precisava falar diretamente com ela, parabenizá-la pelos traços das peças que ela criou para nosso último desfile. Mas posso fazer isso pessoalmente, portanto, assim que ela chegar amanhã, poderia me fazer a gentileza de avisá-la que desejo falar com ela?

-Claro... Como desejar senhor.

-Ótimo, qualquer coisa, basta que ela entre em contato comigo, tem algum papel aí, para anotar meu número e passar para ela? –Disse ele, tirando o celular do bolso de sua calça.

O queixo de Alya praticamente caiu. Ele estaria mesmo falando sério?

-S- sim, mas o senhor não prefere anotar o número dela? Para facilitar as coisas? Tenho certeza de que ela não se importaria se eu lhe passasse o número dela...

-Melhor ainda! Então, qual seria o número dela?

Assim, uma hora e meia depois, Adrien estava discando, em seu celular, um número decodificado, a chamada em si não demorou para ser completada.

-Oi, espero que você esteja livre para me fazer mais um favor, e rápido. –Disse Adrien, com pressa e já muito impaciente. –Preciso que rastreie a localização atual de um número em particular.


§



Marinette Dupain-Cheng fechou os olhos com força e respirou profundamente pela boca, tentando não chamar atenção para si mesma. Arrumando os óculos 3D em sua face e ajeitando o capuz sobre sua cabeça, ela se ajeitou na poltrona de cinema e ficou grata pela escuridão da sala de cinema, mas ainda assim, todo cuidado era pouco. O filme em si ainda não havia começado, a cada pessoa ou grupinho que entrava na sala, a garota se encolhia sua cabeça por entre os ombros e torcia para que ninguém a reconhecesse ali.

Fazia seis ou sete horas desde que ela havia se deparado com sua própria face enfeitando a tela da tevê, no jornal do meio dia, quando ainda estava em casa. Desde então, diversos telefonemas foram recebidos, tanto em seu celular quanto no telefone fixo de sua casa, todos sendo ignorados. Repórteres, investigadores amadores e diversos curiosos foram até a padaria e alguns chegaram a bater à porta da frente na residência dos Dupain-Cheng.

Todos tinham suas perguntas, curiosidades, teorias, mas Marinette não tinha coragem de responder a ninguém. Como se já não bastasse as perguntas exaustivas de oficiais e investigadores da polícia, durante a última semana, e agora isso?

De qualquer forma, não fazia parte dos seus planos se ver presa em sua própria casa o dia inteiro justo em seu dia de folga. Aquele dia livre era precioso demais para ser estragado por um bando de gente curiosa que deseja saber mais sobre o homicídio de Bridgett, quando a própria Marinette não tinha mais informações e tão pouco queria pensar no assunto.

Fugir não era o termo que ela mais apreciava, mas era o que melhor descrevia o que ela estava fazendo naquele momento. Ansiosa pela paz do anonimato, ela escapou do apartamento de seus pais pelos fundos da padaria, com apenas uma mochila nas costas e uma blusa de moletom com gorro, para tentar se esconder, escapando de todas aquelas pessoas que se amontoavam na porta da frente. Mesmo sabendo muito pouco de le parkour, ela conseguiu escapar, para então correr para longe de casa, até que seus pulmões não aguentarem mais nenhum passo.

Ela entrou na primeira estação subterrânea de metrô que viu pela frente, o primeiro trem que viu e por fim, decidiu ir até o shopping ou o cinema mais próximo possível.

E ali, ela estava. Seu celular estava no silencioso, mas ela conseguia sentir cada mensagem chegando, cada ligação que ela insistia em recusar. Ficando irritada com um número privado particularmente insistente, que ela desconhecia, mas que já lhe fizera 25 tentativas de ligação; ela desliga o celular e o enfia o mais fundo possível em sua mochila e o deixa por lá. Sua mente estava ansiosa por uma boa distração e por um pouco de paz. Ela não se importou com o título do filme, qualquer um servia.

Até aquele momento, seu plano estava dando certo. Pegar um cinema bem no meio do semana, para ver um filme que logo sairia de cartaz, foi uma ideia genial, além da sala estar parcialmente vazia, ela tinha a liberdade de sair de seu lugar quando bem entendesse, sem ter de pedir licença a ninguém para passar.

A sala de cinema fica escura.

O filme finalmente começara.

A tela fica cinza, a imagem de uma cidade surge na tela, seu clima era de chuva. Logo o foco da imagem amplia para as ruas da cidade, pelo que se via, o filme era de época, ambientado em alguma cidade do século XIX. Pessoas andando de carruagens, indústrias com grandes e poluidoras chaminés. Haviam mulheres de vestidos longos de saias volumosas e xales de tricô sobre os ombros, homens usando fraques (que era um tipo de terno usado em todas as ocasiões sociais), chapéus coco e bengalas. A cidade parecia ser de algum lugar nas proximidades de Londres, à luz do dia.

Marinette sorriu, começou a gostar da abertura do filme, sempre fora atraída para esses filmes de época, que sempre deram um show de moda retrô e ainda lhe rendiam boas novas ideias para a moda moderna. No entanto, seu sorriso se esvai, pois, na tela, um trovão cruza os céus e o nome do filme surge na tela, em meio a chuva, manchas de sangue e instrumentos médicos e pesquisa científica antigos:


RASTROS DE SANGUE


Com o passar do filme, Marinette foi apresentada à Audrey Rose, uma mulher forte, mas também era uma dama de família de classe alta, que tinha um interesse muito fora do comum para as mulheres de sua época: ela queria ser uma médica legista, quando todas as demais mulheres queriam apenas arrumar um marido e lucrar uma bela casa com um excelente status social. Fora apresentado também Thomas Cresswell, um estudante rebelde da mesma área do estudo forense, um rapaz cuja inteligência e percepção poderiam ser assemelhadas com a de Sherlock Holmes. Thomas e Audrey tinham uma química muito boa, uma que Marinette ansiava ter, mas não conhecia ninguém que tivesse essa posição em sua vida.

Talvez Marinette teria amado o filme, sua produção era boa, dava para sentir uma grande raiva dos costumes sociais vazios da alta sociedade britânica dos séculos passados, a revolta de ver como as mulheres eram vistas como bonecas de porcelana incapazes de suportar assuntos mais relevantes do que festinhas de chãs e bordados. O enredo era empolgante, com um ótimo ritmo de ação e mistério. Era como um deleite ver uma mulher mostrando sua força, sem deixar de ser feminina. Todavia, um único detalhe a deixou incomodada e até certo ponto, apavorada:

O filme todo se passava em torno de investigações dos mistérios dos crimes de Jack, o estripador.

Normalmente, Marinette não tinha esse desejo de ligar os pontos, juntar as peças de um quebra-cabeça, ansiar pela alta-revelação e gritar ao mundo “aí está! Essa é a resposta que estamos procurando!”. Mas foi impossível não pensar no que aconteceu a Bridgett, foi impossível porque, por mais que Marinette desejasse que a polícia resolvesse tudo, ela mesma queria respostas, pois Bridgett não era apenas sua prima, era sua melhor amiga, era seu auxílio e consolo.

Bridgett precisa ser vingada, precisava que seu assassino fosse localizado, condenado, que ele pagasse por seus erros.

E Marinette devia isso a ela.

Assim que o filme terminou, com seus créditos subindo pela tela, embalada numa música tema de som que estimulava o raciocínio lógico e a ação, ideias e comparações começavam a surgir na mente da azulada em alta velocidade.

Ter esse filme lançado, na mesma época que um novo assassino surge, mas em Paris? Que foi chamado de o “Novo Avental de Couro”, colocando esse criminoso moderno como um imitador do Jack de 1888 em Londres?

E mais que isso...

E se esse assassino moderno não está imitando o assassino que realmente existiu e sua identidade jamais fora descoberta, mas sim um imitador do que foi apresentado no filme?

Um homem que ninguém jamais desconfiaria, que tem tudo, uma família que o ama, dinheiro, poder, mulheres ao seu dispor, mas que no fim é um monstro, frio, calculista e altamente inteligente?

E suas vítimas? Mulheres que o prejudicaram ou sequer tinham essa intenção, de uma forma ou de outra.

Como num estalo, Marinette se deu conta...

Bridgett era redatora de um jornal. Quem a matou certamente era inteligente e poderoso e talvez, algo no qual ela estava trabalhando poderia prejudicá-lo e assim, dar-lhe um motivo para o homicídio!

-Ai, meu Deus! Eu acho que eu tenho uma pista! –Ela murmurou para si mesma, enquanto todos aqueles nomes intermináveis subiam pela tela. –Eu tenho uma pista!

Os melhores artigos de Bridgett Cheng nunca foram escritos num computador da imprensa, mas sim no notebook pessoal dela, que por acaso, foi deixado por Bridgett na casa de Marinette na noite anterior ao crime. Fosse no que fosse, a resposta para o que matou a prima de Marinette, possivelmente estava guardado no closet de Mari, desligado, sob uma pilha de roupas de inverno.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Observação: De fato à uma história chamada "Jack, o Estripador: Rastros de Sangue", mas é um livro, na verdade, escrito por Kerri Maniscalco e publicado no Brasil pela Editora Darkside (mas eu amaria muito se fizessem um filme dele de fato hehe).
É nesse livro que esta fic é inspirada e, para quem gosta de mistério policial, eu indico muito!

Até o próximo capítulo... 😚❤💚


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