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História Simplesmente acontece! - Capítulo 24


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Notas do Autor


Olá. Boa leitura!

Capítulo 24 - "Verdadeiro ou falso?"


Pov's Peeta

Katniss respirava ofegante. Os olhos fechados. Seus lábios rosados entreabertos enquanto baixos gemidos saem por entre eles. As unhas não tão curtas arranhando minhas costas, enquanto suas mãos deslizam sobre minha pele. Não importa quanto tempo passe, eu jamais me cansaria dessa cena. Dessa sensação! Meu corpo e minha alma pertencem inteiramente e pra sempre à essa morena dos olhos tempestuosos, que tomara meu coração no primeiro momento em que coloquei meus olhos nela.

Ouvi uma música soando e levei alguns segundos pra me dar conta que era um telefone tocando.

— Essa coisa não vai parar?! - digo, depois de um bom tempo do celular tocando. Até que parou! Menos de 2 minutos depois, voltou a soar.

— Inferno! - Katniss exclama, empurrando levemente meu corpo para longe apenas para poder alcançar o celular, que por acaso era o dela.

"O que foi?" pergunta ela.

"Não, não tava dormindo!" a morena continua sua conversa com não sei quem. Decido que não estou disposto a ficar esperando quem quer que seja esse empata foda e arrasto o corpo de Katniss para junto ao meu novamente.

"Amiga, eu tô meio ocupada aqui. Liga daqui uns 6 meses!" ela fala séria, mordendo o lábio inferior quando começo beijá-la de novo. Acabo rindo de sua frase, mas logo volto ao meu foco. Intercalo entre beijos e mordidas no pescoço e continuo descendo com os beijos por toda a extensão de seu belo corpo, ao mesmo tempo que minhas mãos passeiam por seu abdômen nu. Um gemido mais alto escapa por seus lábios quando minha boca alcança um de seus seios.

"Siim, e você tá atrapalhando!" Ela fecha os olhos com força, como se tentasse se concentrar em algo.

"Ah, Mad. Vou desligar!" declara e, antes que a amiga possa dizer qualquer coisa, Kat desliga e joga o telefone longe.

— O que ela queria? - pergunto, parando por um instante com as carícias.

— Ah, sei lá. Conversar atoa, eu acho. Não tava prestando muita atenção! - confessa.

— Por que disse que ela tava atrapalhando? - questiono, imaginando o que Madge deve ter pensado.

— Ela perguntou se eu tava falando com ela enquanto fazia sexo. Eu disse que sim! - deu de ombros. Levantei uma sobrancelha, surpreso. 

— O que? Ah, esquece isso. Nós só temos mais 20 minutos! Quer falar sobre a Madge ou fazer algo de útil, querido? - ela provoca, enlaça minha nuca com os braços e puxa minha cabeça para mais perto da dela, infiltrando os dedos nos meus cabelos. Ela sorri, com sarcasmo e é o suficiente pra eu atacar seus lábios.

***

— Tem certeza que a gente precisa ir? - questiono, com uma voz manhosa, abraçando-a por trás.

— Óbvio que sim! - Katniss se desvencilha dos meus braços e volta a se vestir.

— E se a gente falar que você teve uma emergência no hospital e eu precisei fazer qualquer coisa, aí ninguém vai reclamar. - sugiro. Ela revira os olhos, mas ri.

— Honey, vamos ter a vida inteira pra ficar juntos. Para de drama! - a morena se aproxima de mim, deposita um selinho rápido nos meus lábios e segue para o banheiro. Fazer o quê, né! O lado bom é que podemos aproveitar esse almoço na casa dos meus pais pra contar sobre a gente, logo eu poderei beijá-la a qualquer momento sem me preocupar se tem alguém olhando. Visto uma roupa e me dirijo para a sala, para assistir tv enquanto aguardo minha namorada terminar de se arrumar.

— Vamos? - alguns minutos depois ela aparece pronta.

— Sim senhora! - confirmo.

Seguimos para a casa de meus pais. Como de costume, eles adoram estar sempre reunindo a família, por isso fomos todos convidados para almoçar juntos. Minha mãe sabia que eu planejava me encontrar com Katniss ontem, por isso levou Manuela para dormir na casa dela, no entanto ela e meu pai não faziam ideia do motivo real pelo qual Katniss e eu sairíamos para jantar. Eu não dei muitos detalhes, apenas disse que nós precisávamos resolver algumas coisas, longe da nossa filha. Apesar de dona Evelyn e senhor Richard claramente apoiarem um relacionamento entre eu e a mãe da minha filha, eles não imaginam o que já aconteceu entre nós e menos ainda que esse foi o motivo do nosso encontro. Logo, devem pensar que o que formos resolver é algo sobre a vida da nossa pequena, o que faz com que seja surpresa para todos quando contarmos a verdade. Confesso que estou um pouco nervoso com a ideia de assumir nossa relacionamento, ao mesmo tempo que estou um tanto empolgado pra finalmente ter minhas garotas comigo, oficialmente.

Assim que adentramos a casa dos meus pais, avistamos os dois juntamente com Johanna, Finnick, Haymitch, Effie e nossa filha, todos no fundo da casa na enorme varanda e área de churrasco. Nos aproximamos, de mãos dadas, atraindo a atenção do pessoal. Foi inevitável notar o olhar curioso de todo mundo sobre nossas mãos entrelaçadas, mas preferi ignorar isso por ora, me fazendo de desentendido.

— Até que enfim, casal! - Johanna é a primeira a falar.

— Já tava morrendo de fome! - Finnick, agora.

— Ah, nem estamos tão atrasados. - Katniss responde, checando a hora que marcava 10 minutos depois das 11h e solta minha mão para abraçar nossa filha que corre para seus braços.

— Oi, meu amor! - ela pega Manuela nos braços e abraça a loirinha como se fizesse dias que não se viam.

— Mamãe, a senhora tá me esmagando. - Manu alerta, nos causando gargalhadas.

— Tava com saudade ué! - Katniss se defende.

— Também! - Manu ri e beija a bochecha da mãe.

— Ei, e eu? - reclamo, chamando a atenção da pequena.

— Também tava com saudade, papaizinho. Não fica com ciúmes! - Manuela larga Kat e corre para meus braços, dessa vez.

— Bom mesmo, baixinha! - rio e beijo o topo da sua cabeça loira, também apertando-a num abraço de urso.

— Vocês vieram juntos? - Haymitch pergunta, nos analisando com um olhar suspeito. Ele é de longe o melhor padrinho de todos. Me conhece muito bem. Sempre foi um amigo pra mim, aquele tipo de amigo conselheiro por ser mais velho. Quando eu era adolescente e fazia qualquer merda, eu sempre o procurava pra desabafar e ouvir seus sábios conselhos. Conselhos que, na totalidade das vezes eram seguidos de "Seja mais esperto, garoto. E vê se para de fazer besteira. Vai falar com seu pai e sua mãe e tente não deixá-los de cabelos brancos antes do tempo."

— Sim, viemos! - respondo.

— Vocês estavam juntos? - Johanna de novo, levantando uma sobrancelha com um olhar desconfiado.

— Nós estávamos no mesmo carro, sim. - Kat dá de ombros, mesmo sabendo que não foi o que a outra morena quis saber. Joh não fica satisfeita com a resposta, mas não contesta. Apenas continua com seu olhar desconfiado sobre a Everdeen, ainda que com um sorriso quando Katniss se aproxima para depositar um beijo na bochecha da Mason e depois segue para cumprimentar os outros.

Depois de cumprimentarmos todos os presentes devidamente, decidimos ir comer, considerando que só estavam esperando nossa chegada.

— E ai, vocês vão falar porque Manuela dormiu aqui e vocês chegaram juntos, ou vamos ter que adivinhar? - Em algum momento do almoço, Johanna pergunta repentinamente para Katniss e eu, desviando do assunto falado, parecendo não aguentar mais guardar isso pra si.

— Nós precisávamos resolver umas coisas! - Katniss responde.

— É, nós tínhamos algumas coisas pra fazer! - dou de ombros, concordando com a morena.

— Sei bem o que vocês tinham que fazer. - meu pai comenta, com um sorriso malicioso.

— E pela felicidade do Peeta, devem ter feito bastante, né? - Haymitch completa, causando gargalhadas e claro, deixando minha namorada com as bochechas vermelhas de vergonha.

— Ah, deixem de ser inconvenientes! - Effie ralha com os dois, mas acaba rindo também.

— Querida, mande eles cuidarem das próprias vidas. Ninguém vai te achar mal educada. - minha mãe incentiva Katniss, que apesar de sem graça acaba rindo também.

— O que vocês fizeram, papai? - Manu pergunta, sem entender nada.

— Nada, meu bem! Não fizemos nada. - Katniss trata de responder rapidamente.

— Tá legal, mas e aí? Vocês estão juntos? - Joh questiona, com expectativa.

— Ué, claro que estão juntos tia. Todo mundo tá aqui, junto! - Manuela responde como se fosse óbvio, outra vez fazendo as risadas ecoarem.

— Certo, vou mudar a pergunta, então. Vocês estão namorando? - a morena levanta uma sobrancelha e todos os presentes se alarmam, esperando uma resposta. Inclusive Manuela.

— Certo, já que aparentemente Johanna não vai deixar a gente em paz, vou falar agora. - começo, atraindo a atenção de todos. Olho para Katniss afim de confirmar sua aprovação, ela apenas sorri assentindo de leve com a cabeça. - Bem, sim. Katniss e eu resolvemos algumas coisas ontem e agora estamos, oficialmente, em um relacionamento. Estamos namorando! - confirmo, com um sorriso para minha namorada.

— Ai meu Deus! - Manu coloca as duas mãozinhas nas bochechas, surpresa e depois abre um sorriso enorme.

— Até que enfim, Jesus! - meu pai joga as duas mãos para o alto, como se agradecesse a Deus por uma coisa que ele esperou por muito tempo.

— Até que enfim mesmo! Achei que você nunca ia pedir, Peeta. - até Effie caçoa.

— Eu que o diga. Estou esperando isso desde o dia em que conhecemos Katniss! - minha mãe agora.

— Pois é crianças, vocês são devagar, em? - Haymitch, como sempre com sua sinceridade admirável.

— De fato, finalmente você prestou pra alguma coisa, Mellark! - Johanna fala, sorrindo.

— Vou tentar não me ofender com isso. Principalmente porque, na ausência da dona Clara, acho que preciso da sua permissão. - respondo e ela concorda.

— Até com a presença da tia Clara você precisaria, playboy! Sua sorte é que, você não sabe o tanto que Kat fica um saco sem você, e sou eu que tenho que aguentar. Então, você tem minha permissão. E trate de fazer sua mágica no humor dela para o bem da sociedade! - a Mason diz, causando risadas mais uma vez.

— Cala a boca, sua linguaruda! - Katniss reclama, dando língua pra amiga.

— Então, viva o novo casal! Até que enfim. - Finnick que até então estava calado, fala erguendo seu copo de suco para um brinde, seguido por todos.

— Vivaaaaa! - Manuela exclama, sorridente e empolgada.

O resto da tarde segue normalmente, agradável e todos realmente felizes pelo nosso relacionamento. Me sinto até mais leve agora, mas feliz também, com certeza! 
Quando a noite chega, todos nos despedimos e vamos embora. Fomos para casa de Katniss, pois agora eu podia novamente dormir por lá. E, dessa vez, sem precisar sair escondido da nossa filha todas as manhãs.

— Alguém precisa me ajudar a fazer lição de casa. - Manu anuncia, entrando na cozinha com um caderno, uns livros e uma bolsinha de lápis nas mãos.

Katniss e eu estávamos preparando o jantar, enquanto ela tinha subido para tomar banho.

— Sua vez! - Kat me diz, pegando o tomate que eu ia começar a cortar.

— E então, o que temos que fazer? - me sento ao lado da pequena analisando o caderno.

— Matemática! - ela faz uma careta engraçada.

— Sua vez mesmo! - Katniss declara. Ela realmente não gosta de matemática e, ao que parece, Manuela puxou para ela nisso também.

Algumas continhas depois, acabamos o dever de matemática e Manuela parte para o de ciências.

— As plantas são responsáveis pela fotossíntese. Verdadeiro ou falso? - pergunto.

— Verdadeiro! - Manu responde e escreve a resposta no cardeno.

— As plantas não são seres vivos. Verdadeiro ou falso? - ela revira os olhinhos, como se fosse uma pergunta muito fácil, me fazendo rir.

— Falso! - dá de ombros e escreve no caderno.

— As abelhas ajudam na reprodução das plantas com a polinização. Verdadeiro ou falso? - ela levanta os polegares, confirmando.

— Verdadeiro! Abelhas são insetos legais. Menos quando picam as pessoas. - a loirinha fala, me fazendo rir.

— Última pergunta. As artérias do corpo são responsáveis por levar sangue ao coração. Verdadeiro ou falso? - tá bem, essa é difícil. Quando eu estava na escola, nunca sabia diferenciar veias e artérias na aula sobre corpo humano em ciências. Certeza que isso é pergunta pra crianças de 7 anos? Eles já aprendem isso? Acho que tô meio atrasado.

— Falso! As veias levam sangue pro coração e as artérias para o resto do corpo! - Manu responde, confiante. Olho para Katniss para confirmar a resposta, porque assumo que dessa eu não sabia.

— Isso aí, garota! - Katniss fala sorrindo, orgulhosa, e Manu sorri fazendo um toque de mãos com a mãe.

— Uau! Essa eu não sabia. - confesso e elas riem.

— A professora disse que tudo bem se a gente não soubesse principalmente essa, porque é mais difícil. Mas, mamãe é médica de coração. - Manuela ri, dando de ombros.

— Justo! - rio também.

Terminamos o dever, Katniss terminou o jantar. Depois de comermos, fomos assistir um filme. Meu coração paracia que ia explodir de felicidade. Aquela era a melhor sensação que já tive. Eu poderia congelar aquele momento para viver nele pra sempre. Nós três no sofá. Katniss com um braço entrelaçado no meu e a cabeça apoiada no meu ombro. Manuela sentada sobre minhas pernas, com as perninhas esticadas sobre as pernas de Katniss. Dividimos um balde de pipoca e gargalhavamos juntos do desenho. É, eu definitivamente poderia ficar assim pra sempre! 
Mais tarde, quando Manuela adormeceu, levei-a para cima, acomodando-a na cama.

— Boa noite, princesa! - beijei sua testa suavemente e vi os pequenos lábios dela formarem um sorriso, mesmo que inconsciente. Sorri! Nunca estive tão em casa como me sinto agora.

— Vai ficar aqui admirando ela a noite toda? - Katniss fala baixo para não acordá-la, enquanto me abraça por trás.

— Tô só pensando em como eu sou fodidamente sortudo! - digo, virando meu copo de frente pra ela para também poder abraçá-la.

— Nós somos, por ter a criança mais incrível de todas como nossa filha! - ela sorri, desviando seu olhar rapidamente para a loirinha que dorme serenamente, depois volta a me encarar.

— Sim. Mas, além de ter a criança mais incrível como minha filha, eu tenho a mulher mais maravilhosa como namorada! Então eu sou mesmo o cara mais sortudo do mundo! - afirmo e o sorriso dela se alarga.

— Você é incrível, sabia? - ela diz. Sorrio e em resposta, beijo-a. Quando o beijo toma uma proporção mais intensa, saímos silenciosamente do quarto de Manuela para seguir para o de Katniss.  Não demora nada até nossas roupas já estarem mais uma vez espalhados pelo chão. O quarto é iluminado apenas pela luz da lua, que entra pela janela de vidro que estava com as cortinas abertas. 
Interrompo nosso beijo apenas para me afastar minimamente e poder olhar em seus olhos tempestuosos, que ao contrário do que imaginamos do significado de tempestade, me trazem paz através daquele cinza brilhante.

— Você me ama. Verdadeiro ou falso? - pergunto, brincando com a lição de casa da nossa filha. Ela sorri.

— Verdadeiro! - responde, antes de juntar seus lábios aos meus novamente...


Notas Finais


Beijinhos e até o próximo ❤


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