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História Simplesmente acontece! - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olá amores. Boa leitura!

Capítulo 9 - "E o que eu estou fazendo aqui, então?"


Pov's Katniss

10h45. Já mudei de roupa pelo menos 5 vezes. Maldita hora que deixei Peeta e Manuela me convencerem. Não é uma boa ideia. E se os Mellark me odiarem? E se eles só estão a fim de descobrir quem é a vadia que engravidou do filho deles? Oh céus, e se eles realmente acharem que eu sou uma vadia interesseira? 

Tudo bem, pode ser que eu esteja meio paranóica. Mas até Peeta teria que concordar que essas são possibilidades. Falando nisso, o infeliz do loiro é a única coisa que preenche minha mente, tirando o momento em que estou surtando pelo almoço de hoje. Ele e aquele madito beijo delicioso. Porquê ele tinha que me beijar? E porquê raios eu tinha que gostar tanto? Inferno. Desde que ele saiu ontem, é como se eu pudesse ainda sentir seu toque firme e um tanto possessivo na minha cintura. Seus lábios macios esmagando os meus e sua língua em contato com a minha em uma batalha excitante. Oh, como eu gostaria de sentir isso de novo. Como eu provavelmente teria ido muito além se ele tentasse.

Por Deus, não posso pensar essas coisas. Mas, porra, loiro filho da mãe gostoso do caralho. E essa abstinência que não colabora comigo. 

— Hey! Tá pronta? - Johanna, que como sempre chega e entra sem bater, pergunta, sentando no sofá.

— Não! É tarde demais pra desistir? - mordo o lábio inferior, um tanto nervosa.

— O que você acha? Já são 10h55. - revira os olhos.

— Mas e se eles me odiarem? - pergunto e ela revira os olhos novamente.

— Me poupe, Katniss! Ninguém odeia você. Você é a madame perfeitinha, lembra? E, de qualquer forma, os Mellark são uns amores. - responde. Como assim? Como ela pode saber disso?

— Você conhece eles? - questiono.

— É, conheci semana passada. Eles foram na casa do Finn com o Peeta, e eu tava lá. - dá de ombros.

— Jura? E o que você estava fazendo na casa do Finnick? e no restaurante ontem? sem contar as outras vezes. Por acaso tem algo que você não me contou? - pergunto, com um sorriso malicioso.

— Nada! Ele é gente boa. Acabamos nos aproximando e nos tornamos bons amigos. - alega.

— Sei bem que tipo de amigos vocês são. - digo e gargalho quando vejo suas bochechas avermelhadas. Céus, Johanna Mason estava corada! - Ah meu Deus, você está apaixonada! - acuso e ela cora ainda mais.

— Vai cuidar da sua vida, Katniss! Cadê a Manuela, em? A gente devia ir. - fala, mudando de assunto.

— Já foi. Peeta veio buscar ela mais cedo, para ir no mercado com ele. E ela foi toda empolgada, dizendo que ajudaria a avó com o almoço. - explico. Apesar da visita de Peeta mais cedo, não tocamos no assunto "beijo". Bom, Manuela estava perto todo o tempo, então não seria uma boa ideia. Mas, a verdade é que não falamos muito. Apenas nos cumprimentos e um "até daqui a pouco". Contudo, ainda tem o resto do dia. E isso me incomoda.

— Bom, então vamos. Porque o almoço está marcado para depois das 11h. E já é depois das 11h. - a Mason diz, pronta para ir. No entanto, desiste quando descobre que eu não estava levando biquíni, me obrigando a voltar para trás para pegar um, já que com o calor que estava e com aquela piscina enorme, eu teria que entrar, mesmo eu afirmando que me negava a aparecer de biquíni na frente dos pais de Peeta. Mas, com a insistência irritante dela, acabei colocando um biquíni preto com detalhes azuis, por baixo da roupa para, se caso eu mudar de ideia (SE, prestem atenção, SE) eu já estar pronta. Quando chegamos, logo avistei Manuela vindo em minha direção. Johanna cumprimentou ela e foi mais para dentro da casa.

— Até que enfim, mamãe! - exclama, vindo me abraçar.

— Já estava com saudade? - pergunto e ela concorda, sorrindo.

— Você veio mesmo. - Peeta quem diz, se aproximando de nós. Percebo um certo alívio e felicidade em seus olhos, ao notar minha presença. Não o julgo por ter pensado que eu não viria, considerando que eu realmente considerei essa possibilidade.

— Eu disse que vinha. - respondo, sorrindo para ele.

— Que bom que veio! - ouço uma voz feminina desconhecida falando atrás de mim. Me viro para ver quem era e encontro uma mulher, já de uma certa idade, mas nem por isso menos bonita. Pelo contrário, ela era realmente muito bonita, com seus longos cabelos loiros e os olhos incrivelmente azuis. Ela sorria gentilmente para mim! Deduzi ser a mãe de Peeta.

— Kat, essa é minha mãe, Evelyn. Mãe, Katniss. - Peeta nos apresenta.

— É um prazer conhecê-la, senhora Mellark! - sorrio e ela me abraça, rapidamente.

— É maravilhoso conhecê-la pessoalmente, meu bem. Manuela e Peeta falam muito de você. - comenta.

— Manuela vive falando da vovó maravilhosa também. - conto e ela ri. 

— Linda! - aperta as bochechas da minha filha, que sorri para ela. - Eu adoraria sentar e conversar com você agora, mas ainda preciso terminar o almoço. Então, faremos isso depois, certo? - Evelyn diz.

— É claro! A senhora precisa de ajuda? - me ofereço. Ela me analisa por alguns segundos, sorrindo, depois desvia o olhar para Peeta e volta para mim.

— Não precisa, querida. Já estou terminando, e você é convidada. Vá aproveitar! - ela sorri mais uma vez e se retira. Manuela nos dá as contas também, correndo até Finnick e Johanna que estavam perto da piscina. Peeta me chama para ir até o fundo da casa, onde o resto do pessoal estava. No tempo em que ficamos sós, ele não disse nada sobre ontem. Nada sobre beijo. Apenas continuou agindo normalmente, como se nada tivesse acontecido, sem conversa embaraçosa, sem clima estranho. Então, decidi fazer o mesmo. É melhor, na verdade! Chegamos até o pessoal, depois de abraçar e parabenizar Finnick, cumprimentamos mais algumas pessoas conhecidas de vista por mim, das festas do Rodrigo, e outras mais que eu não sabia quem eram. Até chegar a vez de Richard Mellark.

— Pai, essa é a Katniss, mãe da Manuela. - Peeta diz. O homem era alto, tinha o cabelo em um castanho claro, meio grisalho em algumas partes. Olhos azuis mais escuros do que os do filho. 

— Então você é a famosa Katniss? - estende a mão para mim, que logo aperto.

— É um prazer conhecê-lo, senhor Mellark. - sorrio, simpática.

— Agora entendi porque Peeta, que sempre foi tão ajuizado, acabou engravidando uma desconhecida acidentalmente! Tão bonita quanto o nome. - o homem diz. Sinto minhas bochechas esquentarem com o comentário e imagino que eu esteja tão vermelha como um pimentão. Descobri como Peeta aprendeu ser tão direto e sem filtro nas palavras, que vivem me deixando sem graça. Os dois riram. — Desculpa, querida. Minha intenção não era te deixar sem graça. - Richard fala.

— Tudo bem. Obrigada, de qualquer forma! - acabo rindo também. 

— De nada! - ele sorri. - Você tem sorte, garoto. Se eu fosse mais jovem e não fosse louco pela sua mãe, roubava ela de você. - dessa vez ele se dirige ao filho, lançando uma piscadela. Peeta nega com a cabeça, mas ri. Richard sorri mais uma vez, e depois sai, indo falar com alguns parentes dele. 

— Descobri pra quem você puxou esse seu humor que vive me deixando sem graça! - comento e ele ri.

— Espero que você tenha consciência que isso é de família já, então não vai parar de acontecer! - alega.

— Eu sei! - rio. 

Evelyn anuncia o almoço pronto e nos juntamos todos para comer. A loira faz questão de sentar ao meu lado, então pudemos conversar bastante. O papo ainda se estendeu por mais um tempo depois que acabamos de comer. No final das contas, não foi ruim como imaginei. Johanna estava certa, eles eram mesmo uns amores. Evelyn é absurdamente gentil, sorridente e até divertida. Nos damos super bem! Aposto que ela e minha mãe seriam boas amigas, pois são muito parecidas em algumas coisas. Richard participou da conversa por um tempo. Ele também é um homem muito gentil. Apesar da cara séria, que impõe um certo medo antes de conhecê-lo, ele é completamente tranquilo e brincalhão. Adora fazer piadas. 

Um pouco mais tarde, quando já estava no horário permitido para entrar na piscina, minhas companhias todas foram. Algumas pessoas ainda estavam em volta da churrasqueira, inclusive Evelyn e Richard, que falavam com um pessoal da família deles. Johanna, Finnick, Manuela e Peeta faziam parte da turma da piscina. E eu, estava ali perto deles, porém sentada na beira, do lado de fora, molhando só os pés. 

— Mamãe, vem nadar com a gente! - Manu chama.

— Agora não, filha. - recuso.

— Vem, Kat! - Finnick, agora.

— Levanta essa bunda malhada daí e vem de uma vez, Niss! A água está uma delícia. - Johanna, dessa vez.

— Não! Tá bom aqui. - nego de novo.

— Kat, deixa de ser chata e vem. Não me obrigue a te buscar. - Peeta quem fala.

— Nem ouse, ou eu mato você! - ameaço.

— Até parece que suas mãozinhas pequenas poderiam me machucar. - ele revira os olhos.

— Experimenta pra ver! - retruco.

— Mamãe, veeeem! - Manuela se aproxima com Peeta e segura meus pés, fingindo que ia me puxar.

— Anda, você tá morrendo de calor que eu sei. - o loiro enche as mãos de água e derrama nas minhas coxas descobertas pelo short, para as quais ele encara fixamente por uns segundos.

Eles insistem tanto que acabo cedendo. Os loiros comemoram, mas Manuela não espera por mim, indo até Finnick que explicava sobre alguma brincadeira inventada por ele. Me coloquei de pé e comecei a me livrar da minha roupa. Peeta estava parado no mesmo lugar me observando. Ele parecia estático, me olhando fixamente e descaradamente, sem fazer a mínima questão de tentar disfarçar. Não desviou seu olhar por nenhum minuto, durante todo o caminho que percorri até estar totalmente coberta pela água, pelo contrário, seus olhos passavam por cada mínimo centímetro de pele do meu corpo, com os lábios levemente entreabertos. Senti minhas bochechas queimarem, com a certeza que nunca fiquei tão sem graça em toda minha vida.

— Sabe, você podia pelo menos disfarçar um pouquinho, pra me deixar menos constrangida. - digo, ainda sem graça.

— Foi mal, mas dessa vez não deu! Céus, Katniss. Tem certeza que Manuela saiu de dentro de você? - ele levanta uma sobrancelha e passa seu olhar por todo meu corpo, mais uma vez, boquiaberto.

— Cala a boca! - acerto um leve tapa no braço dele, que faz uma careta.

— E então, foi tão horrível conhecer meus pais? - pergunta.

— Na verdade, não! Eles são incríveis. Sua mãe é maravilhosa e seu pai, definitivamente ele não tem nada a ver com o meu. - digo, sinceramente.

— Eu te disse! - afirma, sorrindo. 

Manuela volta para perto da gente, comemorando minha presença finalmente. Passamos o resto da tarde brincando, até quando começou a entardecer e Manu estava muito cansada. Então, depois de um banho, ela acabou pegando no sono.

— Se arrependeu de ter vindo? - Joh senta ao meu lado em uma cadeira. Eu havia acabado de deixar Manu no quarto e sentei ali na varanda aproveitando o vento fresco do fim da tarde.

— Não! Foi ótimo. - respondo sinceramente. 

— Vocês estavam lindos na piscina. Pareciam uma família feliz. - ela comenta. De fato. Bom, não somos exatamente uma família, mas foi um dia incrível. Mas, antes que eu pudesse responder, Peeta se aproximou.

— Cadê a Manu? - pergunta ele.

— Dormiu! - respondo.

— Você acha que ela demora acordar? - outra pergunta.

— Do jeito que estava cansada, acredito que só amanhã! - falo.

— Ótimo! Vem comigo em um lugar? Johanna, você fala com ela depois. - o loiro convida e dispensa minha amiga, indicando com a mão pra ela sair.

— Tá, né. - ela dá de ombros e vai em direção ao local onde Finnick estava. Peeta estende sua mão para mim, que aceito e deixo que ele me guie para fora da casa. Andamos algumas quadras depois da casa, até chegar em um parque, que estávamos atravessando.

— Pra onde nós vamos? - pergunto.

— Quero te mostrar um lugar! - responde simplesmente.

— Que lugar? - insisto.

— Não dá pra falar. Você precisa ver! - alega.

— No meio do mato? - levanto uma sobrancelha, quando no final do parque ele me faz atravessar uma cerca, onde do outro lado só tinha um enorme terreno vazio cheio de mato.

— Não é no meio do mato. - ele revira os olhos.

— Isso é mato pra mim! - retruco.

— Nós vamos só passar por aqui. - explica.

— Então você tá me levando pra um lugar depois de todo esse matagal? - questiono.

— Exatamente! - confirma.

— Por que? Você pretende me sequestrar ou o que? - implico. Ele bufa, mas ri.

— Céus, como você é implicante. - outra vez ele revira os olhos. Andamos por mais um tempo, até ele parar de uma vez, me obrigando a parar também. Ele solta minha mão e para na minha frente.

— Feche os olhos. - ordena.

— Por que? - questiono, de novo.

— Katniss, feche a droga dos olhos e deixa de ser teimosa! - fala, com a voz firme. Obedeço. Sinto sua mão em contato com a minha novamente e ele me guiando por mais um curto caminho, até pararmos de novo. Ele solta minha mão, mas sinto ele parar ao meu lado.

— Pode olhar! - Peeta fala. Abro os olhos e fico chocada com a imagem. Era indescritivelmente linda! Agora não tinha mais todo aquele mato, apenas uma grama muito bem aparada. Havia algumas árvores enormes e um pequeno laguinho. Depois do lago, entre as árvores, podíamos ver o sol se escondendo atrás das montanhas no horizonte. Um verdadeiro espetáculo! 

— Uau! - exclamei, sem palavras pra descrever a beleza esplêndida daquela imagem.

— Mesma reação que eu tenho quando olho pra você. - Peeta comenta, com um sorriso torto. - Incrível, não é? - completa, me impedindo de responder seu comentário anterior.

— Extraordinário! - sorrio, admirada. Peeta senta na grama, apoiando suas costas em uma árvore e me leva consigo. Acabo sentada entre as pernas dele, recostada no seu peito forte. Ele envolve minha cintura e apoia o queixo no meu ombro. Por algum motivo, meu coração acelera e eu não consigo evitar pensar nas sensações gostosas que aquele momento estava me proporcionando.

— Quando eu era pequeno, sempre vinha aqui. Com meus pais e Finn. Tenho tantas boas lembranças desse lugar, que se tornou meu lugar preferido no mundo! Eu costumava dizer que as únicas pessoas que eu traria aqui, seria minha família. Porque esse lugar é especial para mim, então só minha família seria suficientemente especial para vir conhecer meu lugar favorito. - conta.

— E o que eu estou fazendo aqui, então? - pergunto. Viro levemente o corpo, apenas para poder olhar em seus olhos azuis.

— Você é especial, Katniss! - afirma, sorrindo. Ele aproxima seu rosto do meu e deposita um beijo casto nos meus lábios. Não é nenhum beijo com teor sexual. Sem segundas intenções. Apenas um ato de carinho! Volto a posição inicial, sem dizer mais nada, e aproveito mais um pouco aquele momento. "Você é especial" são as palavras que ecoam em minha mente. Por alguma razão, meu coração se aquece e parece feliz, tanto a ponto de me deixar com um sorriso bobo nos lábios. Ficamos por mais um tempo naquela posição, até o sol estar quase todo escondido e começar a escurecer.

— Melhor a gente ir. Já está ficando escuro, e daqui a pouco vai ser difícil sair daqui com todo aquele mato! - Peeta diz, já se levantando e me ajudando a fazer o mesmo.

— Melhor, porque eu odeio mato. Principalmente no escuro! - alego e ele ri.

Novamente de mãos dadas, voltamos a casa dos Mellark, onde encontramos nossa filha ainda adormecida. Então, acabei decidindo deixar ela lá. Quando já estava tarde da noite, finalmente Johanna e eu fomos embora. Naquele noite, dormi sozinha. E aquela tarde, mais as palavras do Peeta, permaneceram grudadas na minha mente, até nos meus sonhos...


Notas Finais


Beijos e até o próximo! ♥️


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