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História Simplesmente Acontece (tododeku) - Capítulo 20


Escrita por: MidoryaGay e Yuki_nagazack

Notas do Autor


🐈❤️
Eu só fiz esse shippp porquê torço muito por eles...

Créditos ao capítulo; @yuki_nagazack
Créditos na imagem; Keiid. (Twitter)

Boa leitura Xhamores ❤️^_^

Capítulo 20 - Um casal tanto improvável


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Acontece (tododeku) - Capítulo 20 - Um casal tanto improvável


Notícias da tarde:

Quatro dias se passaram desde o resgate do aluno Katsuki Bakugou estudante da U.A, após ter sido agredido violentamente pelo até então filho do Endeavor. E ficado desacordado em rua deserta, ainda assim Shoto Todoroki permitiu que seu companheiro de escola fosse sequestrado pela conhecida como League of justice killers. Ontem por volta das doze horas da noite, o grupo conhecido os assassinos da Justiça, investiram contra varias agências de heróis, matando alguns heróis importantes, alegando que os mesmos estavam cometendo atos que desagradavam a sociedade e corrompem a identidade dos heróis e deveriam ser punidos.

Nossos repórteres ainda estão esperando por uma declaração de quaisquer heróis que tenham participado dessa batalha sangrenta. Todas as mídias sociais estão enlouquecendo, desde de a transmissão preocupante do vilão conhecido como Dabi, que se revelou como Touya Todoroki, o filho do atual herói número 2 ; Endeavor. O grupo League of justice killers, dizem vir punir os heróis corruptos e junto com eles Shoto e Touya Todoroki os dois filhos do herói Endeavor Todoroki Enji, suas atuais acusações contra seu pai estão dilacerando a população. Os resultados de uma pesquisa recente mostra que oitenta e sete por cento da população seriam a favor de nega-lo o direito de exercer seu trabalho como herói.

O que está mais chocando o público é a filmagem do ex-aspirrante a herói Shoto Todoroki, agora conhecido como Chama Negra, filho do Herói num2 Endeavor, quase matando o aspirante a herói Katsuki Bakugou, acusando-o de ser um abusador, opressor e sem qualificações para ser um herói. O aluno Katsuki Bakugou, permanece internado em estado grave, a revolta da população caiu em cima do aspirante a herói, quando hoje pela manhã o Chama Negra jogou na mídia as provas concretas de seus crimes sexuais perversos, contra seus próprios companheiros um deles conhecido como Midorya Izuku e Yamaguchi, também pertencentes a U.A.

A população está arruinada e duvidosa sobre o caráter daqueles que defendem o seu país. Após aparecer declarando publicamente ser o fundador e membro da League of justice killers, o novo vilão Shoto Todoroki agora conhecido como o Chama Negra ganhou oitenta por cento da aceitação populacional, os mesmos alegam que mesmo se declarando um vilão ainda o viam como um herói, seria esse o declínio que nos levará a ruína?

Eu sinto que estou deitado sobre algo macio mas incômodo em minhas costas, em algum lugar. Meu corpo doía e eu sentia um pouco de dificuldade em abrir os olhos, mas mesmo perdido em minha mente havia um cheirinho reconhecível no ar. A notícia se repetia suavemente em meus ouvidos em uma voz arrastada e com ruídos.

-Keigo?-Alguém, Sussurrou afastando o maremoto na minha mente e assumindo o controle.

Apesar de sentir que eu deveria me lembrar dos traços dessa voz, não faço ideia de quem ela pertence, sinto algo úmido passear sobre o lóbulo da minha orelha, mordiscando-a, me pergunto se essa audácia seria do Sr Aizawa já que ficamos algumas vezes, mas há uma mulher louca pra casar com ele, então deixei de mão.

Tento forçar ainda mais meus olhos a se abrirem, preciso saber quem é descarado o suficiente pra a abusar de um doente acamado.

- Keigo?-Sussurrou novamente, senti suas mãos entre meu fios, suas mãos eram mornas e rígidas.- Até quando você planeja ficar dormindo aí em?

Essa voz eu conhecia, mas não conseguia me lembrar.

- Você é cinderela ou quê? Eu não sei de contos, quem é que fica dormindo numa torre mesmo? Ah, não lembro! Dane-se, você que pediu por isso.

Senti os lábios sobre os meus, roçando suavemente sobre os meus lábios parados, em um instinto repentino de me afastar eu reajo abrindo meus olhos e me surpreendendo com o ser a minha frente.

- T-T.- tentei falar, mas sentia a minha garganta totalmente seca.

- Sim, Touya.-ele riu.- Sou eu gracinha sem asas.

Me levanto rápido em instinto, sentando-me atordoado sobre a cama.

Ele me chamou de Keigo? 

Más esse nome morreu junto com ele.

- Seu filha da Pulta.-grito rouco quando consigo soltar minha fala.

Ele riu.

- Aí está você.-comentou, com um sorriso no canto da boca, arqueando a sobrancelha.- Caralho! Por quê demorou tanto? Quase pensei que você fosse morrer.

- A culpa é sua. VOCÊ TENTOU ME MATAR SEU SONSO.

-HÃ. Eu? E o que você quer fazer a respeito disso passarinho?- Ele se escorou na parede ao lado da cama, cruzando os braços com um olhar maligno.-Quer transar?

- Quê?-Grito rouco, acho que vou fuder é minha voz, outra vez...além.disso, ele pensa que sou puta?- O que você quer de mim cacete?

(N/A: aceita logo cacete a gente sabe que você quer)

- Você é irritadinho passarinho.-Disse, apoiando o queixo sobre a Palma da mão.- Um cara não pode simplesmente querer rever seu amigo de infância?

- Pare com essa merda o que você quer?-Digo, irritado com a situação, até porquê estávamos em um área super protegida e eu nem sabia como esse deliquente tinha chegado aqui.

- Não sei porquê tão irritado, você estava gostando disso, até agora.-Se aproxima colocando suas mãos nas minhas bochechas.- Tem certeza que não quer fuder comigo? Passarinho.

(N/A Até parece que não lembra que quase matou ele.)

- Sério caralho o que você quer de mim?-o afasto, cobrindo meu rosto com a mãos, apesar de ser um imbecil estúpido e impulsivo, essa provocações me causam reações estranhas. Mas, não vou admitir isso, não por ele.- Você me pegou eu sei, já era né? Pode ter certeza que vou temer o resto da minha vida a você e a esse seu fogo, quase perdi minhas asas, minha vida, minha carreira, tenho sorte que minhas asas vão retornar. Então fala logo o que porra você quer?

- Você quer entrar na League of justice killers passarinho?

Deixei o meu corpo cair para trás, sentindo a falta das minhas asas quando minhas costas bateram livre no colchão, cobri o rosto com o cotovelo sentindo uma vontade imensa de chorar.

- Então é isso?-Sussurro.- Você é idiota ou o que, eu vou já é te entregar seu...

-Tem certeza passarinho?-ele se coloca acima de mim, com seu lábios entreabertos próximo aos meus, sentindo seu hálito, droga de vilão tarado intimidador.- Achei que depois de tudo que aconteceu você mudaria de ideia, você sabe toda a verdade agora, então por quê continuaria com esses heróis?

-Hã? Mudar de idéia?-Murmurei, enquanto suas mãos avançavam sobre meu pescoço me pressionando com o olhar de uma maneira excitantemente proibida, fazendo meus pensamentos embaralhar, mas ainda assim continuei firme.- Você achou o quê? Que agora eu iria correndo pra você? Quando eu tentei te dar uma chance você me feriu e agora está aqui como se nada tivesse acontecido. Apenas porque seu pai acabou sendo um merda contigo?

Ele suspirou, colando nossos lábios um no outro enquanto eu tentava afasta-lo, batendo em sua cabeça com minhas mãos.

Delinquente impulsivo, o que ele acha que está fazendo? Que cara mais idiota e confuso, tá bagunçando a minha cabeça toda, que droga Touya...esse beijo.

Quando eu finalmente cedi a esse maldito beijo me entregando a ele, ele se afastou dando uma risadinha baixa. Parecia está se divertindo com isso.

- Eu compreendendo a sua resposta passarinho.-riu.

- Bom! Então vá embora, se você espera que eu o siga agora está perdendo seu tempo.

-Sim, eu compreendi que você está me dando um grande “Fora” -Disse, fingindo estar triste.- Isso combina muito com você.

Caminhou até a janela que estava aberta, acenando algo para alguém que provavelmente armaria sua fuga ou o tiraria de lá.

-O que você pretende fazer com tudo isso Touya?-Indaguei, tentando me levantar dessa maldita cama, não sei quanto tempo fiquei aqui, mas parece que meu corpo não me aceita em pé.

- Bom, já que acabei com a imagem do super pai, acho que eu vou me entregar as autoridades.

-Hã? Você?- Por um segundo eu achei que ele estivesse... daí...

- É isso que você pensou que eu diria?

-Seu Tou filho da pulta.-comecei a vestir minhas, roupas normais enquanto ouvia as pessoas baterem a porta que aparentemente está trancada.- Você é um idiota.

Ele riu.

- Bom! Se você não vem, eu não tenho nenhuma razão para lhe dizer o que eu estou fazendo.-ele ri, parado a janela fazendo um círculo com os dedos enquanto enfia o dedo indicador dentro do círculo, colocando e tirando o dedo, bati a mão na testa em pensar como ele é idiota.- Mas, aparece pra gente foder passarinho, qualquer hora passarinho.

Silêncio.

Um torturante silêncio. Cheio de palavras não ditas. Nunca foi tão difícil segurar as lágrimas como agora. Mas eu não ia chorar na frente dele. Eu podia ver em seus olhos que ele também estava triste. Mas eu sabia que nenhum de nós iria ceder.

Um portal especial surgiu e ele se atirou, sumindo assim que o mesmo se fechou.

Não demorou muito para que arrombassem a porta. E me fizessem milhões de perguntas sobre o que havia acontecido. A verdade é que o que eles decidiram para mim, era mais insano do que a própria proposta do Touya.

Queriam que eu me infiltrasse na liga e repassasse informações.

Assim eles ficariam um passo a frente de tudo que aconteceria, não sei porquê, mas por algum motivo eu me sentia feliz por poder ficar perto daquele delinquente. Eu não queria assumir isso, mas eu fiquei feliz. Mas, considerando que ele saberia se eu mudasse de opinião muito rápido, apesar de concordar com meus superiores eu sabia que não era tão fácil conseguir enganar alguém que te conhece muito bem.

Suspirei caíndo sobre a cama.

Pra que diabos eu fui acordar em? Tá um porra aqui fora, estava tudo tão bom em meus sonhos.

Ouço alguém bater na porta do meu quarto, e levanto-me para abrir me deparando com Izuku. O mesmo se joga em mêus braços antes que eu pudesse lhe dizer qualquer coisa. Aparentemente ele estava muito feliz por mim ver bem.

-Toma.-Diz me entregando um buquê com flores e bombons importados.

-Obrigado, Izu!

-Oh! Não são meus, eu estava entrando quando uma pessoa comum me parou e disse que alguém havia pedido para que fizesse isso chegar até você.

-Hã!-Abri o cartão endereçado a mim.


Querido passarinho, peço tamanhas desculpas por destruir suas asas você deve saber que você não era o meu alvo. Eu jamais iria machucar intencionalmente meu passarinho preferido a não ser daquela forma gostosa. ;-)

Gosto de você ainda passarinho, apesar de você te me dado um fora. B=>0

PS: Você sabe muito bem como me agradecer pelas flores, né? Você sabe que gosto de becos escuros.


-Puff..-suspirei, atirando o chocolate no lixo, sorri ao Midorya que não entendeu nada.- Deve está envenenado meu anjo.

Enfiei o bilhete na jaqueta do meu bolso, para não correr o risco de ser pego.

- Vamos comer algo fora Midorya?-Ele assentiu enquanto eu abria a porta para passarmos.- E aí você me explica o que aconteceu lá fora enquanto estive dormindo.

Entramos em um café e eu  havíamos pedido alguns petiscos. Ele me contou tudo que havia acontecido, como o Touya se chamava Dabi e não Touya Todoroki, o que me deixou um pouco confuso confesso foi a parte do Shoto Todoroki, apesar de a explicação do Midorya ser bem bacana sobre ele, já que ninguém sabia o motivo de ele ter entrado na liga e em pouco tempo se tornar um dos líderes alterando o nome da liga e suas intenções. Eu me perguntava se Shoto também era um espião, como eu estava pra ser? Se eu poderia confiar nele.? Na real não dava pra acreditar que ele havia entrado a não ser para espionar, mas daí também quase tinha matado alguém e isso não é atitude de um espião.

Suspiro.

Quando perguntei ao Izuku sobre o que ele achava sobre o plano de infiltração ele se manteve neutro, apesar do plano ser confidencial eu sentia que tinha que me abrir com alguém como ele. Considerando que alguns heróis corruptos estavam na lista da liga eu não queria correr o risco de me envolver com eles.

Ele estava nervoso, aparentemente estressado por ter que me explicar a situação. Pelo que me disseram ele e o tal Todoroki eram bem próximos e recentemente o Midorya havia sido sequestrado por ele, embora o mesmo repita que foi por vontade própria ninguém acredita, então talvez seja difícil para ele falar sobre isso comigo.

O que significa que não vou mais força-lo.

- Tudo bem Izu, obrigada!-Digo, me levantando da mesa e deixando dinheiro suficiente para pagar a conta. Ele me olhou cansado e sorriu. Aparentemente tudo aqui estava um caos e todo mundo estava sentindo a pressão.

Enquanto passava pela rua escura, com uma jaqueta cumprida e mãos nos bolsos, além de um gorro para não se reconhecido pelas pessoas idiotas da cidade que comentaria sobre minhas asas, lembrei-me do bilhete de Tou.

Voce sabe que gosto de becos escuros”

Sacudi a cabeça tentando evitar o pensamento.

Até passar frente a um beco, apesar de escuro, eu imaginei algo no fim daquele beco escuro, algo como instinto estava me chamando.

-Droga! -Sussurro.

Entrei no beco que não era tão apertado, mas tinha um cheiro ruim, caminhei mas além de escuro não parecia ter fim, recuei pra trás para voltar aonde eu estava. Tentei correr o mais rápido possível, a sensação de está sendo perseguido por um fantasma me fazia querer rir, de como eu era ridículo.

Meu corpo se chocou contra o que parecia ser uma parede, mas eu sabia que não era, já que paredes não falavam ou tinham braços. Senti meu braço ser segurado por mãos firmes e rústicas. Olhei para as mãos grandes e estranhamente delicadas que seguravam meu braço. Depois que as luzes do poste com detector de movimento se acendeu, eu ergui o olhar, para ver com quem eu tinha esbarrado e me surpreendi.

Era aquele miserável.

Como se fosse automático, eu puxei meu braço de suas mãos. Ele me encarou com as sobrancelhas erguidas e depois sorriu. Sorrindo ele parecia uma pessoa gentil, nem parece aquele monstro que quase me matou.

- Sai da frente!-Murmurei. já pronto para me afastar, mas ele não saiu da frente.

- Keigo! Você já saiu da gaiola?

Foi mais um afirmação do que uma pergunta, mas eu respondi mesmo assim.

- Né boca de fogão.

Ele me encarava da cabeça aos pés, de forma analisadora. E não parecia se importar que eu estava estressado com isso.

- Precisamos conversar.-Murmurou.-Você também quer isso né passarinho?

- Eu queria era nunca mais ter que falar com você.

- Você sabe que eu não quis fazer aquilo .-Choramingou, se inclinando a mim.

- Não sei. Você me pareceu bem sincero no ato.

- Eu estava irritado.-Disse, deixando a cabeça tombar sobre a mão.- Você surgiu do nada, não era assim que eu queria que me visse.

- Eu notei.-Sussurro.- Mas você tem toda a culpa. Apesar de eu ter te provocado.

Ele pareceu surpreso por eu admitir

- Eu aceito conversar com você, mas não podemos ser vistos juntos.-Resmunguei.

- Vai rolar uns amassos também?-Indagou, malicioso passando as mãos em mim, que o afastei rapidamente.

- Não força, seu tapeado cheio de pregas.

Ele riu com o comentário, enfiando as mãos no bolso, adentrando o beco e eu o segui.

- Sério que você não está nem um pouquinho curioso para saber se também tem pregas lá?

(N/A : Sozinho no beco com vilão um tarado, se fosse eu já tava mortinha de medo)

Suspirei.

-Aonde? Está me levantando-Murmurei ao ver se formar um portal a minha frente.

-Nada que vá machucar você, já que você está indefeso sem suas asinhas.-ele riu me puxando pela mão.- Eu ainda vou te dar prazer Kei.

- Você queira ou não admitir isso.-sussurrou e fomos sugados pelo portal.

Essa é uma ideia tão terrível.

Não pode ser nada além de uma armadilha.

Sem falar que estou sozinho e indefeso. Maldito Touya, melhor não tentar nada.

Chegamos a um lugar, a pessoa que havia nos trazido simplesmente sumiu. Eu odiava todo esse mistério, por quê ele não explicava nada? Por quê ele tinha um portal espacial como Carango?

-Que lugar bizarro é esse?

Ele riu.

O lugar é um cubo fechado com uma luz fraca, um quarto que mais parecia uma caixa, as paredes totalmente brancas e lisas, um branco que me dava agonia. Uma música dos anos 60 soava lentamente de algum lugar da casa. Tentei me sentar em uma poltrona que estava perto da cama, os lençóis eram branquíssimo, a mobília inteira cintilava um branco divino e então senti minha cabeça latejar, as queimaduras que eu tinha por cima do meu olho ardia e minhas mãos também estavam suando, acho que talvez porque eu estava nervoso.

- Você deveria ficar orgulhoso eu planejei esse quarto pensando em você.-Disse, tirando a roupa entrando na porta do banheiro que havia dentro do quarto.-Eu fiz tudo isso, do jeitinho que você gosta, pensado em você aceitar entrar na liga.

Você é iludido, esse branco me enoja.

Ele sumiu no banheiro, enquanto eu ouvia a água cair, me chamou pra conversar nada. O Tou quer é me comer. Mas, não vou ser tão facil assim para ele. 

O banho não durou muito ele logo voltou. Arrastei meu olhar até a porta e o vi em pé se enxugando, ele estava quase nu de costas pra mim se admirando no espelho redondo acima da estante de madeira. Seu olhar fitou-me através do espelho, eu não estava mais envergonhado em vê-lo nu. Afinal ele que quis mostrar, não sei porquê me sentia aliviado de aquela parte não ser como o resto do seu corpo, pelo menos aquela parte está inteira.

—Você está olhando praquilo né?— Sussurrou ele e riu de lado pra mim.- Tá aliviado por ele está inteiro?

Ele caminhou lentamente para mim, seu olhar estava diferente, ele andava como um tigre sobre suas pernas longas, um tigre tentando raptar sua presa, devorá-la, mas, matando-a antes como fazem os leões sufocando forte com seus dentes ao redor da garganta até a presa parar de respirar. Ele parou na minha frente e eu logo perdi o folego.

Ele quer me intimidar?

—Vai me matar é Tou?

—Não tenho nenhum interesse em matar você, a liga do meu irmão tem.

Ele diz e posso sentir o humor em seu rosto.

— Shoto Todoroki?-indago, e ele assentiu.

Então ele não é um espião?

Que diabos!

—Isso parece divertido pra você?—Digo entre os dentes.

—E é—ele me encara, sinto-me corando.—É divertido, eu te vi pela última vez a muitos anos atrás e você se quer lembrou de mim quando me viu, então eu fiquei magoado e aliviado, mas muito mais magoado. Agora você está aqui sozinho comigo no meu quarto, e você vai fazer amor comigo Kei.

Inspiro lentamente, Merda.

—Por que eu faria isso com você? Você parece realmente um louco que fugiu do manicômio.

Ele ri e gira entre seu quadril, mas não tira os olhos de mim, deixando a toalha cair ficando completamente nu.

Eu evito encarar seu sexo.

Merda! Ele percebeu.

—Gostou?—Ele pergunta.

Minha respiração pesa, estou preso a esse louco que disse que a gente ia "só conversar."

—Eu sou mesmo um louco de merda não é Kei?—Ele se aproxima ainda mais de mim, estou perplexo, não posso me mover.

Inspiro.

—Você não precisa ficar com medo.—ele sussurra.—Não se preocupe não vou machucar você e mesmo que eu quisesse você não pode realmente ir muito longe assim, nem com reza braba.

—Você é um sádico—choramingo.—Meu Deus Tou...

—Não sei ao certo se sou, mas seu medo me excita muito.—Seus olhos grandes me serpenteiam.—Nunca, ninguém me excitou tanto antes. Só o namorado do meu irmão, mas ele não é pra o meu bico sabe, os Todorokis são meio possessivos.

Ele ri de canto de boca.

Mas, eu não sou seu desgraça!

- Eu preciso de você na liga Kei-sussura.- Eu quero ter o passarinho pertinho de mim, até porquê você também quer isso, se não nem estaria aqui.

—E por que eu confiaria em você?

—Nem eu nuca confiaria em mim, você mesmo disse que sou criminoso, mas se você não quer. Só quero uma foda justa com a única pessoa que me excitou até agora como ninguém, e aí eu deixo você ir e nunca mais atormento você. Uma bela troca.

Merda! Ele vai fazer?

Ele arrasta a passos lentos pra mim.

Porra Tou, tão perto.

—Dê ao seu demônio especial o que ele necessita— sussurrou ao meu ouvido me puxando da poltrona.

                      ⚠️ AVISO ⚠️

A partir de agora vai começar um conteúdo explícito sexual, que envolve um conteúdo adulto, e se você é sensível e se sente desconfortável ou não quer ler o hot espere até o próximo capítulo.


Suas mãos grandes e costuradas subira pelo meu abdômen apertando meus peitoral e desceram pelos meus quadris me puxando contra ele, me pressionando selvagemente contra seu corpo logo me jogando na parede em seguida, senti seu corpo nu colado no meu me distraiu, me desarmou, fiquei totalmente frágil pra ele.

Merda! Como ele pôde? Estou machucado ainda, minhas costas está com curativos.

Ele me fez ficar imóvel me prendendo dentro de seus joelhos, eu senti sua ereção passeando sobre minha coxa e isso me fez formigar. Suas mãos se fecharam pelo meu corpo e agora descia pelas minhas costas, provocando um calorzinho na minha nuca, o seu olhar demoníaco estava dentro do meu, eu era uma boneco quebrado nas suas mãos e eu não iria a lugar nenhum e Tou sabia disso.

—Como você é divino Kei.

Ele pressionou meu corpo contra a parede, sua respiração logo se confundiu com a minha, eu estava com medo daquele homem tão suado e forte, que queria estar dentro de mim. Mas ao mesmo tempo eu também queria sabe qual era a sensação.

—Por favor Tou, não…

—Nada que você já não tenha feito antes, querido passarinho.

Oh céus, ele vai me matar de um jeito muito tosco, merda minhas costas doem.

Ele fazia que ia me beijar, mas sempre hesitava. Criatura bizarra fazendo bizarrices, pensei. Então ele suspendeu meus braços acima da minha cabeça com uma das mãos como se eu fosse um pedaço de carne no frigorífico e usou a outra para abrir meu jeans, ele ainda me fitava com seus olhos ora azuis ora avermelhados.

(N/A é os olhos da maconha Kei)

—Por favor….Tou

Ele desceu a mão pelo meu jeans, ignorando minha cueca, estando intimamente perto do meu membro. Minhas pernas contraíram automaticamente quando ele aperta meu membro, eu gemi de dor e meu corpo se desequilibra quando em um ato desesperado de me esquivar de sua mão eu fiquei nas pontas dos pés. Sua mão ainda estava dentro da minha calça, ele parecia está mais se divertindo com a situação do que sentindo prazer.

Ele me acaricia, em um movimento sobe e desce, ele dá um sorriso no canto da boca colocando seus dedos dentro de mim, seus movimentos são rápidos, ele circula os dedos, enquanto mordisca o bico dos meus mamilos sobre a camiseta perdendo a cabeça no meio da  minha jaqueta que ele irritado logo a arranca, soltei um grunhido baixo, ele riu, me senti envergonhado, por ter sentido prazer com isso. Mas ele parecia ter gostado daquilo, ele tirou a mão de dentro minha cueca e soltou meus braços.

Só isso? 

Ele apenas me encarou por um momento, com um sorriso no canto da boca.

— Você queria me humilhar seu apregoado? Poderia logo ter me matado teria sido mais divertido do que isso— jogo pra ele, assim que ele se vira pra sair.

Então ele se vira de volta e me empurra contra a parede, me sufocando com uma de suas mãos, encostando seus lábios perto dos meus, mas não me beija. Mapeia meu corpo com sua boca, até chegar lá em baixo, em um ataque de surto ele rasga meu jeans e me joga na cama ignorando meus ferimentos das costas.

Dupla merda eu e minha boca grande.

—Por favor, eu só…fiquei

—Calado Kei—ordena.—Você é pura gasolina né passarinho? Ficou me provocando desde de a primeira vez que a gente se encontrou, não se faz de inocente Kei.

Eu estava indefeso, eu o havia provocado, não sei porquê fiz. Tenho certeza de que não vai deixar barato, mas sinceramente não sei se aguento, nem porque provoquei. Ele ficou em cima de mim, enlaçando as mãos em meus cabelos, colocou seu rosto bem perto do meu, quando achei que ia me beijar senti seu dedos me penetrarem, soltei outro grunhido abafado e me contorci involuntariamente. Ele parecia ficar fascinado pela forma de como eu sofria com aquilo, ele girava os dedos dentro de mim e eu percebia que ele achava aquilo divertido.

Como um sádico.

Quando você vai finalizar essa droga.

Ele riu, abaixou a cabeça e mordiscou minha barriga, mordiscou meus mamilos por cima da camisa, depois mordeu muito forte e eu gritei.

Droga.

—Meu querido você não está na sua casa, não seja escandaloso vai, você não quer os outros vilões aqui né? 

A voz sexy dele era tão sensual, eu me sentia perdido. Nos meus piores sonhos jamais imaginei essa cena.

Ele tirou os dedos de dentro de mim e arrancou minha camisa. Ele me levantou rápido com força como se eu fosse um manequim, seu nariz roçava entre minhas coxas.

Oh céus, espero que ele não o faça.

—Estou muito excitado sabia?—Sussurra puxando minha cueca fora.—Você diz, não por favor, mas está todo ereto, Keizinho.

Me agarrou pelos quadris, me puxando para seu corpo, beija minhas ante coxas, apalpando meu bum-bum ele separa minhas pernas. Não consigo conter o grito, ao notar que sua língua acaricia minha glande, sugando tudo… Merda, ele faz tão bem.

Gemi.

Sua língua é brutal, forte, dando voltas e voltas sem parar, é tão intenso tão desumano e tão prazeroso. Contorço-me.

Merda que vergonha.

Ele acelera, dando voltas com a língua e é como se eu não estivesse mais nesse plano.

Gemo e agarro seus cabelos puxando seu cabelo longo e negro que desliza entre meus dedos. 

Ele para e me olha.

—Porra, se soltando é?

Me sinto vermelho, mas, ele apenas ri.

—Isso vai doer um pouco—diz.- Mas, você vai gostar.

O que?

Ele me vira brutalmente. Sinto minhas costelas estalarem, o curativo das minhas costas sai e ele o puxa com cuidado o resto. Fazendo uma cara de nojo.

—Isso pode ser doloroso demais pra você, não quero que chore na minha cama. Detesto ver pessoas chorando, principalmente na minha cama.

E então ele me desvira.

Abre minhas pernas com os joelhos, me puxando para cima e coloca minhas pernas ao redor da cintura dele e rapidamente me penetra fundo.

 Fundo demais.

Grito em um gemido, ele abafa minha boca com sua mão.

—Por que tão escandaloso passarinho? —Ele ri.

Ele estava sobre mim, dentro de mim a maneira que me penetrava mais rápido tirando e botando, seus olhos ficavam grandes suas mãos esquentavam sobre minha garganta pressionando, quase afundando para meu estômago. A fascinação pelos meus olhos, percebi, eu senti queimá-los quando sua boca estava aberta em um formato de um “O”, ele perde o controle e coloca cada vez mais força e cada vez mais fundo, fazendo meus quadris acompanharem seus movimentos, ao perceber que está sendo encarado ele desce a mão da minha boca para minha garganta.

Como um leão mata a presa.

-Ohhhw! Kei...-Ele gemeu, aliviando a pressão sobre minha garganta.

Fecho meus olhos e me concentro nessas sensações evasivas, que me empurram e me preenche cada vez mais fundo, ele deixa seu corpo cair sobre o meu e afunda ainda mais em mim, em um ritmo fixo, rápido, forte, tão duro, fechei meus braços sobre ele arranhado suas costas. Ele gemia cada vez mais alto, aumentado cada vez mais a pressão, tão fundo, merda! Não consigo mais segurar, aperto os músculos do seu braços arranhando-os, contorcendo meu quadris nos seus, preciso liberar. Ele encaixa fundo e para fica lá, me olhando convulsionar, ele empurra uma vez, duas vezes e aumenta o fluxo.

—Dê pra mim Kei—sussurra, me olhando fundo nos olhos,  fazendo-me perder naquelas sensações.-Dê pra mim...por favor, Kei.

Ele estava uma fera, no ápice, apertando forte minha cintura ele extravia, mergulha fundo dentro de mim, num alto grunhido ele se deixa ir. Quando ele parou e eu consegui recuperar o folego, ele me beijou lento, roçando sua língua suave na minha, logo ele se afastou. Ficou sentado a beira da cama. Fiquei tateando meu lado procurando algo para me cobrir, já que meu jeans havia sido brutalmente rasgado por Tou.

Eu estava atordoado e ao mesmo tempo, feliz com aquela sensação. A conexão entre mim e esse apregoado era intensa, não podia negar.

Eu puxei sua calça curta de flanela que estava sobre o criado-mudo e tentei vestir, com meus braços doloridos.

— Você ainda é incrível demais Kei.— comenta, senti minhas bochechas corarem. -Seria bom ter você aqui comigo Kei.

— Imbecil.

— Não se preocupe— ele indaga.— Se você aceitar, eu não vou deixar ninguém tocar em você, além de mim é claro.

— Talvez eu pense em entrar na liga mas não por você.

— É por mim sim Kei.— ele exaspera, se levantando.— Não minta pra mim, odeio mentiras eu sei que você quer ficar perto.

Ele desvia o olhar enquanto eu me visto.

— Desculpe.— disse, e ele parecia realmente sentido.— Não pela foda, más pelo curativo.

Eu não tenho nada a dizer, estou dolorido e pasmo, confuso, com raiva e excitado.

Eu nunca havia duvidado, eu sempre gostei do Tou, mas as coisas aconteceram de forma estranha entre a gente. Ou talvez ele agora fosse muito mas ousado do que eu.

— Kei— ele se senta na cama se comportando naturalmente estando nu.—Quando tudo estava incendiando, você alucinou? Você parecia está vendo alguém. Eu fiquei com muito medo de você ter morrido, porquê estava delirante, eu gostaria que você soubesse que eu me arrependo de ter destruído suas asas, mas eu estava irritado de ver você com aquele moleque. Eu que queria está com você...

- Você estava agindo completamente como o Endeavor.

Ele começou andar em minha direção, sua boca aberta entregava o espanto.

— Parai o Tou.— Grito, mas ele continua a vir.

Ele apertou forte meu braço machucando, fazendo eu me contorcer de dor, que minhas pernas amoleceram e eu cai de joelhos aos seus pés, ele me solta.

—Nunca mais—ele grita.—Nunca mais repita algo assim Kei, você sabe que eu odeio.

Um alarme soou alto, ele ficou perplexo.

—Droga—xingou.

A música tocava lentamente, não porque ela era lenta mas sim porque eu estava totalmente paralisado por causa do acontecido, um zumbido tomou conta dos meus ouvidos, tudo parecia estar em câmera lenta diante dos meus olhos.

— Quem eu me tornei agora?— Perguntei-me mentalmente olhando a para o quarto branco dele, minhas mãos trêmulas sobre meus olhos, a música romântica logo se tornara uma canção de terror a aterrorizar minha mente. Eu estava debruçado sobre o piso amadeirado de seu quarto.

O relógio de pêndulo deu uma única badalada, e ele ergueu os olhos, envolveu o corpo nu de 1,76 m no roupão de seda e sumiu no corredor.

Levantei cambaleando, ajeitei minha camisa e o segui. O corredor era sustentando por longas colunas espirais, os lustres no teto eram grandes e brilhantes tinham uma aparência falsa de cristal. No final do corredor havia uma escada de madeira com corrimões que havia feitos esculpidos a mãos, havia símbolos medievais, lá embaixo de ambos os lados, as paredes erguiam-se a uns oito metros de altura, fundindo-se na escuridão, lá em cima. Lustres que pareciam relíquias antigas suspensos no teto.

Quadros de naturezas-mortas, cenas religiosas e paisagens era o que decorava a imensa sala da mansão da Liga. Um verdadeiro forte militar.

A sala era tão grande que daria para fazer três quartos, no entanto, só haviam duas poltronas e uma TV de tela plana, e um pequeno compartimento no qual enxerguei vários livros, pilhas e pilhas, mas antes que eu pudesse vê-la Tou faz com que a porta sefechae.

O relógio deu outra badalada, seu barulho se confundia com os de alarme de emergência da casa.

Mas quem seria louco de invadir esse lugar?

Puta merda!!! Os heróis deveriam está atrás de mim. Ele estava segurando um copo de bebida, ele estava desalinhado e abalado…. Olhava para o relógio no pulso como se aquela fosse a entrada do próprio inferno. Ele bebeu toda a bebida do copo colocou-o sobre o corrimão, que tinha as cabeças de serpentes esculpidas.

— Vem comigo— disse, fazendo abrir aquela porta que antes ele havia fechado, quando hesitei ele me puxou.— Rápido Kei.

As luzes da casa começara a piscar, ele inseriu seu dedo em uma placa que escaneou sua digital e as portas todas desceram um lacre de ferro, ele me fez entrar na sala e pôs escaneando outra vez a digital para que essa se fechasse. Ele ligou a TV na sala e as luzes oscilavam cada vez mais na cor vermelha com o alarme cada vez mais alto.

Alerta! Sistema de segurança invadido—berrava continuamente uma voz robótica vinda do teto da casa.

-… Acho que pensaram que você está sequestrado.-Comentou sorrindo.-Vou chamar meu Carango pra levar a gente de volta para rua. Vou pegar uma calça minha pra você vestir.

Assim que voltou com a calça ele ainda estava a falar no telefone com o carinha da individualidade espacial. Eu vesti como ele pediu, o buraco espacial surgiu eu estava pronto para entrar, quando ele puxou-me braço.

-D-Descupe por não conseguir manter a nossa promessa.-Sussurrou em meu ouvido.-Eu não consegui conversar o que queria com você, eu não conseguia tirar você de dentro de mim.

Levei a mão a testa com o maremoto de novas informações. Ele me soltou e eu segui para o buraco espacial.

- Até mais Tou.

O Carango espacial de Tou me levou até o meu quarto. Na minha casa, fazia tanto tempo que eu não vinha a minha casa. Ainda estava trêmulo por causa da foda bruta do Tou, minhas pernas estavam fracas. O telefone não parava de tocar, me arrastei até a sala e atendi.

-Ei, você voltou pra casa?

-Sim, senhor. Consegui o que vocês queriam.

-Então você vai se infiltrar na liga?

-Sim, tudo leva a crer que sim.

-Otimo! Então vamos deixar de persegui-los por um tempo.

- Não sei se posso conseguir conviver com eles..

- Hawks, tudo pelo bem maior okay? A gente não vai deixar seu rosto aparecer na mídia até lá.

Desliguei e deslizei ao chão.

Tudo pelo bem maior?

Foder conta?

Continua...



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