História Simplesmente Aconteceu - Capítulo 9


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaa meus amores, tudo bem com vocês? Espero que gostem.

Capítulo 9 - Almoço


Capítulo 9: Almoço

Elizabeth Ava Bonucci

1 Mês depois 

Itália, Piemonte - Turin - 19 de Março de 2018, Segunda, 05h00 AM

Um mês se passou desde a minha chegada em Turim, um mês que conheci as melhores pessoas da minha vida. No começo eu estava com muito medo de não ser aceita no ciclo de amizade da Anto, mas ao conhecer cada um deles eu percebi o quão adorável eles são. E acabei ganhando dois melhores amigos, Cody e Daniel.

Um mês foi o suficiente para me aproximar e conhecer cada um deles.

Nesse um mês que se passou, eu me aproximei de uma pessoa em especial, Paulo Bruno Dybala, La Joya da Juventus. Desde que trocamos as primeiras mensagens pelo WhatsApp, nos aproximamos bastante um do outro, minha presença ao estádio da Juventus era algo muito frequente, tão frequente que Antonela me colocou contra a parede e me pediu para ser sincera. Confessei sobre minha nova amizade com Paulo e o quanto ele me fazia bem.

Sim, eu e o Dybala somos apenas bons amigos. Bom, eu achava que era só amizade. Desde o primeiro beijo que aconteceu na mansão de Louise e Douglas, eu e o Dybala nos beijamos mais vezes, e os nossos encontros eram sempre em uma cafeteria longe da cobertura de Antonela e do Estádio. Cody e Daniel também perceberam a minha disposição e o meu bom humor ao aceitar os convites para os jogos da Juventus. Cody juntou os fatos e largou na minha cara que eu sentia algo a mais pelo atacante. Daniel apenas deu de ombros e sorriu.

Eu não tenho medo que nossos amigos descubram que estamos nos relacionando, eu apenas tenho medo de ser exposta demais no mundo da fama. Tenho medo dos flashes, da invasão de privacidade, de como minha vida íntima seria exposta para todos os cantos do mundo. Eu não teria paz nem na Universidade e eu prezo muito pela minha privacidade. Viver no anonimato é algo maravilhoso. Apesar que não vivo tanto no anonimato graças a minha amizade com Colton Haynes, o filho do presidente da Juventus. Mas assumir algo com La Joya, seria o estopim da fama. 

Também existe um grande problema, o Dybala é muito festeiro. Somos totalmente o oposto um do outro e isso pode ser um grande problema, pelo menos para mim. Em menos de um mês, Paulo foi notícia pelo mundo todo ao sair de uma balada em plena madrugada e totalmente bêbado. Outra vez, foi saindo acompanhado de duas mulheres. Isso me incomodou bastante, mas não comentei nada, não tinha esse direito. Somos apenas amigos que de vez em quando se beijam. Depois desse acontecimento ele ficou três dias sem conversar comigo, nem mesmo um "Buenos Días Liz" ele não me mandou. Mas depois de um tempo, no máximo uma semana, ele voltou a falar comigo e no começo ficou um pouco tenso, mas nada que não melhorasse depois de uma piada típica dele. 

Desliguei o alarme e me levantei da cama dando início a minha higiene matinal. Quando desci para tomar café, Antonela analisava um envelope preto com detalhes dourado.

— Está com medo de abrir? — Perguntei rindo.

— Na verdade estava esperando você, é do seu irmão.

Peguei o envelope de suas mãos e sorri. Era o convite do seu noivado com Arabella Dorothea, sua namorada desde o colegial.

  "Decidimos nos casar, parece mentira... alguns dizem que é loucura, mas sabe qual é a razão? Nós nos amamos."  

Lorenzo Ava Bonucci & Arabella Dorothea Lange.

19.05.2018 às 20:00 horas

  Basílica de Santa Maria della Salute 

Dorsoduro, 1, 30123 Venezia VE, Itália 

Sorri e coloquei o envelope com o convite em cima do balcão. Lorenzo sempre se mostrou mais maduro e com um desejo enorme de formar uma família mais cedo. Enquanto eu e Alessio queríamos apenas estudar e viajar, Enzo queria terminar pelo menos o colegial e logo em seguida casar e ter filhos. Imagino a felicidade de Mia Madre e Mio Padre, o sonho deles é ver seus filhos casando.

— Pensei que o Lorenzo ia demorar mais um pouco para se casar. — Antonela se pronunciou enquanto bebia seu café.

— Eu até achei que ele estava demorando. Ele sempre foi apressado para isso.

— Eu gosto da Arabella, ela sempre manteve o Lorenzo na linha.   

Concordei com Anto. Lorenzo teve uma pequena fase rebelde e isso tinha muitos resultados, como passar várias noites fora de casa e beber todos os dias. Ele até se envolveu com algumas pessoas não muito legais. Mas ele conheceu Arabella, e todos nós ficamos aliviados por Lorenzo ter uma mulher incrível como ela em sua vida. 

—  Vamos adiantar, hoje é segunda e eu tenho que olhar para a cara do Dylan. 

Nesse último mês, Dylan e Britt estão mais fortes do que nunca. Sabe quando uma criança está cega por um doce e quer somente aquele? Esse é o estado atual do Dylan. Ele quer apenas a Britt e está na cara que ela não presta. 

 — Então, vai levar o Dybala para o casamento do seu irmão? — Antonela perguntou. 

— Hãn, por qual motivo eu levaria? 

— Sou sua prima e lhe conheço desde que nasci, eu sei que você sente algo por ele. — Ela respondeu calma. — E eu já vi inúmeras vezes vocês se beijando no estacionamento do Estádio. 

Nunca imaginei que Antonela poderia saber disso. Suspirei e sorri. 

— Sim, eu gosto dele e muito. Mas isso não significa que eu vou convidar ele para o casamento do Enzo. — Respondi. — E outra, ele é totalmente o oposto de mim, não vamos dar certo mesmo que a gente tente. 

— Às vezes, você é muito negativa. — Antonela revirou os olhos. 

— Estou sendo realista. 

Itália, Piemonte - Turin - 19 de Março de 2018, Segunda, 11h00 PM  

Antonela resolveu fazer um almoço muito especial hoje. De acordo com seus cálculos, hoje é dia de Comida Italiana. Com a minha ajuda e a de Crystal, preparamos Gnocchi, Tortellini de Bolonha e Bruschetta. Para beber compramos Vinho e preparamos alguns Negroni. Antonela convidou os nossos amigos para desfrutar da nossa culinária. Até que ela teve uma péssima ideia. 

 — Não é querendo me intrometer na sua preciosa vida, mas já me intrometendo, se eu fosse você convidaria o Dybala. 

— Você enlouqueceu. — Balancei a cabeça desacreditada. 

— Até parece que é uma coisa de outro mundo. — Antonela revirou os olhos. — Você concorda comigo, Crys? 

— Concordo plenamente. — Crystal sorriu. — Ele é um fofo e tenho certeza que vai aceitar o seu convite. 

— E vocês podem ficar no seu quarto, é melhor do que ficar se beijando pelo estacionamento do estádio. — Antonela disse rindo. 

— Vocês são ridículas. — Comentei pegando meu celular. 

Suspirei bem fundo e disquei rapidamente o número do Paulo. No segundo toque ele atendeu. Olhei tensa para as meninas. 

— Liz? — Ouvi sua voz. 

— Ciao, Paulo.  — Respirei bem fundo. — Então, a Anto fez um almoço e convidou nossos amigos e queria saber se você aceita se juntar conosco? 

Parecia que um monstro iria sair de dentro de mim. Estava tão nervosa. 

— Eu adoraria. — Ele respondeu rapidamente. Sorri com sua resposta. — O Colton está aqui em casa, eu vou junto com ele. 

— Tudo bem, estou esperando por você. — Crystal prendeu o riso. — Vocês, estou esperando por vocês. — Corrigi rapidamente. 

Ouvi sua leve risada e corei imediatamente. 

— Até daqui a pouco, Liz. 

— Até daqui a pouco, Dybala.

Encerrei a ligação e Antonela riu escandalosamente. 

— "Estou esperando por você." — Antonela repetiu minha catástrofe frase. — Algo me diz que esse almoço vai ser interessante. 

Revirei os olhos. 

  ⇊  

  — Está faltando mais alguém? Estou faminta. — Arden perguntou. 

— Sim, o Colton e o amor da Elizabeth. — Holland respondeu. 

Dei um leve tapa na sua cabeça. 

— Eu quis dizer o Paulo Dybala. — Ela corrigiu. — Na verdade, não tem nada a esconder aqui, todos sabem do seu amor pelo La Joya. 

 — Eu vou cortar sua língua. — Peguei uma faca e apontei na sua direção. 

 Ela levantou os braços em forma de rendição. Nos ajeitamos na sala de jantar e ouvimos o som da campainha.  Todos me olharam e revirei os olhos ao perceber o que significava. Larguei os pratos na mesa e fui em direção a porta. 

— Estou morto de fome. — Colton falou assim que a porta foi aberta. — Quero comer. — Passou por mim e foi praticamente correndo para a sala de jantar. 

— Desculpa pela demora, eu tive uns problemas com o meu cabelo. — Paulo se desculpou e riu. 

— Seu cabelo? 

— Não estava achando meu pente. 

— Aposto que ele deve ficar lindo bagunçado. — Paulo sorriu e percebi que soei feito uma boba apaixonada. — Seu cabelo é liso e creio que bagunçado deve ficar lindo, você entendeu o que eu quis dizer. 

— Sim, eu entendi. — Ele sorriu.  

— Pode entrar. — Dei espaço e ele adentrou na cobertura da Anto. 

— A propósito, você está linda. — Ele sussurrou no meu ouvido e me abraçou.  

Sorrimos. Paulo me puxou pela cintura e depositou um selinho em meus lábios.  

Seguimos para a sala de jantar e Antonela já servia os Gnocchi. Paulo cumprimentou o pessoal e deu um beijo estalado na bochecha da Antonela e riu quando ela cochichou algo em seu ouvido. Tenho até medo. Nos acomodamos na mesa e Arden foi logo devorando a comida. 

— Qual foi o milagre desse almoço? — Daniel perguntou. 

— Sentir saudades de casa, de quando Mia Madre preparava o Gnocchi especial dela. — Antonela respondeu. — Ou de quando Mio Padre preparava as bebidas e contava suas aventuras do Ensino Médio. Apenas quis viver uma nostalgia e queria isso ao lado da minha segunda família. — Seus olhos estavam cobertos de lágrimas. 

Sorrimos e Colton que estava ao seu lado, lhe deu um abraço e um beijo na testa. 

— Um brinde a nós. — Cody se pronunciou e levantou sua taça de vinho. — Somos uma família. 

— Um brinde. — Respondemos em uníssono. 

— Eu amo comida italiana. — Posey comentou com a boca cheia de Gnocchi. 

Quando conheci os meninos, por um momento eu pensei que todos eram Italianos, mas na verdade, todos vieram dos Estados Unidos. Exceto pelo Daniel, que nasceu em Hackney, Londres. O Colton nasceu em Kansas, mas se mudou para a Itália quando tinha cinco anos. 

— Eu sou apaixonado pela gastronomia da Argentina, mas tenho que admitir que a gastronomia italiana é fascinante. — Paulo comentou. 

— Preparei a sua bebida preferida Cody. — Crystal se pronunciou e os olhos de Cody brilharam. 

— Negroni? — Crystal assentiu. — Eu vou beber tudo. 

— O que é isso? — Paulo perguntou? 

— Você mora aqui desde 2015 e nunca bebeu Negroni? — Perguntei abismada. Ele negou. — Você vai beber hoje. 

— É muito forte? 

— Não muito. — Respondi e Colton riu. — Só um pouco. 

Fui para a cozinha e voltei com dois copos nas mãos, entreguei um para o Cody que praticamente virou tudo de vez e entreguei o outro para Dybala. Ele observou o líquido por uns segundos e tomou coragem para beber. 

— Isso é muito bom. — Ele respondeu sorrindo. — Como eu nunca bebi isso antes? 

Terminamos o almoço e Holland junto com Arden, foram ajudar Antonela com as louças. Guiei Paulo para o meu quarto a ponto de querer um pouco mais de privacidade, algo que não tivemos desde que ele chegou aqui. 

  — Você que fez essas maquetes? — Ele perguntou se referindo as maquetes que estavam nas prateleiras. 

— Não, a Antonela pediu para um amigo fazer. — Respondi e parei ao seu lado. — Foi um presente. 

Paulo continuou olhando minhas prateleiras e parou para observar os portas-retratos. 

— Quem são esses?  

— Os meus irmãos, Lorenzo e Alessio. — Sorri e peguei o porta-retrato. 

— Sente saudades deles?

— Muito, eles são tudo para mim. É difícil acordar e não ter eles por perto, nem que seja por alguns segundos. — Respondi sentindo um nó na minha garganta. 

— É muito difícil ficar longe da família. — Ele pegou o porta-retrato das minhas mãos e colocou de volta na prateleira. — Pretende continuar morando aqui em Turim? 

— Não sei, acho que sim. — Respondi e me sentei na cama. 

— E você? Pretende continuar morando por aqui? 

— Se a Juventus quiser renovar, ficarei feliz em continuar por aqui. — Ele sentou-se ao meu lado. — Turim me traz ótimas vibrações e pessoas também. 

Paulo alisou minha bochecha. Sorrimos e quebrei qualquer distância que poderia estar entre nós naquele momento. Sentir os lábios de Paulo nos meus é algo que nunca vou me enjoar. Eu sei que somos diferentes e sei o quanto posso ficar machucada se continuar com esse lance com o Dybala, mas eu sempre esqueço de tudo quando sinto seus lábios. Eu sempre esqueço de tudo quando estou na sua presença e isso é algo que eu nunca sentir. Nem mesmo com o Ryan. Com ninguém. Paulo desperta em mim coisas que eu nem sabia que poderia sentir, ele desperta as malditas borboletas que eu sempre prendi desde a minha pré-adolescência. 

Ele sabe como conversar comigo, ele sabe como me deixar entretida em algo. Ele sabe como me conquistar, ele sabe como agir comigo, ele sabe tudo. Paulo é meu vicio. E em um mês, ele me fez gostar dele. Ele me fez sentir o maldito frio na barriga. Encerramos o beijo com alguns selinhos e Dybala me abraçou. Inalei seu perfume e sorri. 

Passamos um tempinho conversando sobre a minha vida em Roma e ele me contou sobre a sua vida na Argentina. Sobre a sua infância e a sua perda mais dolorosa, tuo padre. Que faleceu quando ele tinha quinze anos. Notei lágrimas nos seus olhos e sua voz embargada, segurei suas mãos e o abracei. Não me sentia bem quando ele não estava bem. 

Mudei rapidamente de assunto e contei a minha rotina na Universidade nas últimas semanas, e ele contou a sua rotina nos treinos. Que era basicamente a mesma coisa todos os dias. Voltamos para a sala e nossos amigos assistiam a um filme qualquer. Nos sentamos e quando ia perguntar o nome do filme, ouvimos a campainha. 

 — Está esperando alguém? — Perguntei para minha prima. 

— Eu não. — Ela estranhou e levantou para abrir a porta. — Dio, não acredito. 

Antonela gritou animada. Todos olharam para a porta e Arden soltou um gritinho, Antonela abraçava uma mulher loira.

— Tarde de filme sem a minha presença, que coisa feia. — A loira comentou e Holland, Crystal e Arden correram para lhe abraçar. 

— Quem é ela? — Perguntei para Posey. 

— Nossa velha amiga, Shelley Henning. 

 


Notas Finais


Perdoem os erros.


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