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História Simplesmente aconteceu! - Capítulo 4


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Capítulo 4 - "Primeiro encontro"


Fanfic / Fanfiction Simplesmente aconteceu! - Capítulo 4 - "Primeiro encontro"

Lorena estava deitada em sua cama olhando para o teto, como se tivesse algo muito interessante para se olhar em um teto branco. Era sem vida. E o mais importante...

"Farei com que se apaixone por mim"

As palavras vieram a tona de novo, fazendo ela ficar vermelha. Não conseguira falar o que deveria falar, ela não quer que ele comece a fazer parte de sua vida tão rapidamente assim, era um menino desconhecido ainda para ela, ela não sabia o motivo real de suas intenções, por isso queria conhecê-lo mais, e estava empolgada pelo dia de amanhã. Lorena se virou olhando pela janela aberta. Ela queria dormir logo, para sonhar com o dia de hoje. E, atendendo aos pedidos da sonhos garota, o sono veio e com, sonhos maravilhosos e cheios de sorrisos bobos.

(◍•ᴗ•◍)✧*。

Lorena acordou com a luz da manhã batendo em seu rosto

- Lorena! Prikhodite zavtrakat! - sua mãe a chamava em russo.

#Venha tomar café

- Ya idu, mama! - desçe as escadas normalmente.

#já vou, mamãe

Por mais que Lorena e seu pai tenham nascido na Rússia, a mãe de Lorena não. Ela nascera e crescera na frança, mas ela amava conversar em russo com o seu marido e filha. Lorena então chega à cozinha, onde sua mãe estava fazendo waffles e seu pai estava sentado na sua poltrona, lendo um jornal do dia. Lorena então se sentou à mesa e sua mãe colocou um prato de waffles e um copo de suco de laranja.

- Dormiu bem, minha querida?! - ela passau a mão na cabeça de Lorena, dando-lhe um beijo na testa.

- Sim, mama. A noite ontem estava uma maravilha e refrescante - falou tomando um gole de suco.

- Isso é bom. Certo, Ivan?!- a mãe de Lorena falou colocando a mão na cintura e olhando para o seu marido.

- Sobre? - o pai de Lorena sempre foi de poucas palavras, mas era esperto para tudo.

- Sobre a nossa filha sair um pouco - a mãe de Lorena volta a sua atenção aos waffles que estava fazendo - Ela saiu duas vezes ontem.

- E você acha que eu não sei? - ele vira a pagina - De manhã aposto que foi naquela festinha de marinheiros - ele fica quieto, mas volta à falar - E à noite eu não sei o real motivo.

- Ah, Ivan. Para com isso! Nossa filha tem que encontrar algum jeito de se divertir. Ela já tem 18 anos! Ela precisa encontra pessoas novas.

O pai de Lorena fica em silêncio e a senhora Sonia solta um suspiro. A mãe de Lorena ficava triste pelo o que seu marido havia se tornado. Ele nem sempre fora assim. Antes, no namoro, ele era carinhoso, legal, divertido, engraçado. Mas hoje em dia ele é um velho quieto, calmo, de poucas palavras e odeia sair de casa. Ela sentia saudades do seu antigo marido, o que sempre levava ela para dançar sob as estrelas e que não parava de falar "eu te amo" por qualquer motivo. Eles eram muito próximos, mas hoje em dia, ele só ficava sentado na poltrona lendo coisas ou observando a lareira. 

Lorena então termina de comer o seu café da manhã, e falou: terminei. Assim se levanta da mesa e pegando um livro que estava em cima da mesinha da sala.

- Vou indo - ela fala abrindo a porta.

- Se cuida, minha querida! - sua mãe a grita da cozinha, mas nenhum sinal de despedida vindo da parte do seu pai. Ela já estava acostumada com isso. Então saiu de casa.

(◍•ᴗ•◍)✧*。

Lorena estava andando pela rua com o seu livro em mãos. Como sempre, atenta para tudo. Ela ainda não se acostumara com as pessoas daquela cidade, e por isso sentia uma pontada de medo ainda.

Chegando à sua cafeteria favorita, sentou no seu lugar de sempre, que era no canto da loja perto da janela. Pediu o de sempre para o garçom, um café preto com pouca açúcar, estilo frança. E assim começou a sua viagem pelos livros. Ela estava lendo um tipo de romance diferente, um romance trágico, na opinião de Lorena. Ela sempre odiou romances trágicos, porque nunca acabava como ela queria que acabasse. Mas aquela história estava a prendendo, era Romeu e Julieta. Um dos livros mais populares do mundo, um romance que fez várias pessoas chorarem. Mas Lorena não estava nem ai, ela queria saber como acabaria a história, por mais que ela já soubesse o final. Então ela pensou, uns dos dois irá morrer. Isso é clichê em livros trágicos. Ela revirou os olhos, até que os eles caíram sobre um homem que estava entrando na lanchonete.

Era ele mesmo. Ela viu os seus cabelos negros de longe e tampou o rosto com o livro. Ingênua. Ele já a tinha visto, quando passou perto da janela. Dimitry deu uma risada, mas teve que conter, já que estava andando na direção de Lorena. Ela estava desejando que ele passasse reto e não parasse em sua mesa.

Por favor, não pare, não pare...

- Bom dia, milady! - ele a cumprimenta casualmente.

Lorena ainda ficava nervosa perto dele, por causa daquela maldita noite. As palavras dele ainda recaiam em sua mente. Como ela odiava isso, mas por outro lado... Ela gostava. Então abaixou o livro que estava tampando seu rosto. 

- Bom dia, senhor - ela responde com a mesma formalidade. 

- Poderia me juntar à senhorita? - ele fala. Um sorriso começou a aparecer em seus belos lábios.

- Fique a vontade - ela fecha o seu livro, colocando-o sobre a mesa e assim tomando um gole de seu café, que ainda estava quente. 

- O que te traz aqui? - Lorena foi direto ao ponto, surpreendendo o rapaz.

Ele se sentou, colocando os braços na mesa.

- Eu te vi quando estava passando por aqui perto, e pensei em acompanhar uma dama. É perigoso andar por assim sem companhia - canalha. Ela pensou, como ela foi direto ao ponto, Dimitry também foi.
Dimitry pedira um café normal.

Bem, acabou a minha leitura - Ela pensou, olhando para janela tomando goles de seu café. 

- Vem sempre aqui? - ele queria saber os pontos que ela ia, só para poder se encontrar com a jovem.

- Sim, é um lugar calmo para ler. Para falar a verdade, é o meu lugar favorito nessa cidade.

- Mas e os parques? - ele estava com um braço em cima da mesa e o outro só com o cotovelo tomando um gole de café.

- É barulhento e venta muito, isso atrapalha a minha concentração. Gosto também de ler no porto.

- Por que lá? Sabe que lá faz mais barulho que outros lugares. São homens falando, os barcos e descarregamento de coisas.

- Não é na parte do dia. Quando o sol está indo embora, tudo fica calmo lá, até mesmo o mar. As vozes vão se distanciando, os barcos vão parando e os descarregamentos param. E fica um mundo completamente diferente. 

- Nossa, você e tão incrível, Lorena! - ele olhava para ela vidrado - Parece que tudo que sai de dentro de você soa como poesia ou como se estivesse narrando um livro.

- Não sou incrível... - Lorena ficara vermelha e tomara mais goles de café. Ele deu uma risada se encostando na cadeira.

- Você provavelmente é a única que discorda. Mas eu tenho certeza que você é uma mulher muito incrível - no começo Lorena achou que ele estava só zoando, mas quando ela olhou para os seus olhos verdes, ela viu que ali mantinha sinceridade. E isso a deixava mais nervosa. 

- Obrigada! - era a única coisa que ela falou, já que Lorena estava sem jeito perante um elogio. 

- Ah, que nada - então um silencio recaiu sobre ambos. E Dimitry não gostava disso, então ele pensou em acabar com aquilo - Qual livro a senhorita estava lendo?

- Ah, é um famoso romance trágico - ela estenderá o livro para ele.

- Oh, é um livro fantástico mesmo - Romeu e Julieta. Ele lera o título nos pensamentos - Li muito esse livro numa cidade da Itália.
- Sério? - Lorena falara curiosa.

- Sim, tinha uma biblioteca enorme lá, e esse foi o primeiro livro que eu li daquele lugar - Dimitry estende o livro para poder entregar para a moça. Ela o pega - Acho que esse livro é o mais popular na Itália.

- Por quê? - Lorena perguntou.

- Você está lendo o livro, mas não sabe?

- Desculpa, não sou fã de histórias trágicas, e para falar a verdade, nunca havia lido esse livro.

Dimitry tenta segura a risada, mas parece que não havia dado certo.

- O romance desse casal se passa na Itália - ele deu um sorriso de lado - Mas é claro que esse não deve ser o verdadeiro.

- Como assim?

- Eu li vários livros falando sobre Romeu e Julieta, mas nunca era a história verdadeira - então ele se inclina na mesa, ficando mais perto do rosto da jovem - O livro verdadeiro foi feito entre 1591 e 1595.

- Uau. Conte-me mais sobre! - Lorena fala encantada.

- Mas o que a senhorita gostaria de saber? - ele se encosta no encosto da cadeira.

- Sobre tudo que souber!

- Tudo bem, então - ele sorriu novamente. Dimitry estava muito satisfeito por ter aquele tipo de conversa com Lorena - Deixe-me ver onde poderei come...

- Pode começar onde desejar - Lorena cortara Dimitry, ela estava impaciente. Queria muito saber da origem do livro "tão" falado.

- Você é quem manda - ele deu um sorriso ainda maior - É uma tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare, sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A peça ficou entre os mais populares na época de Shakespeare e, ao lado de Hamlet, é uma das suas obras mais levadas aos palcos do mundo inteiro. Hoje, o relacionamento dos dois jovens é considerado como o arquétipo do amor juvenil.

- Espere! Está me dizendo que isso foi feito uma peça? Uma peça mesmo? De teatro?

- Claro. Uma das melhores daquele tempo. Bem voltando, Romeu e Julieta pertencem a uma tradição de romances trágicos que remonta à antiguidade. Seu enredo é baseado em um conto da Itália, traduzido em versos como "A Trágica História de Romeu e Julieta", por Arthur Brooke em 1562, e retomado em prosa como "Palácio do Prazer", por William Painter em 1582. Shakespeare baseou-se em ambos, mas reforçou a ação de personagens secundários, especialmente Mercúcio e Páris, a fim de expandir o enredo. O texto foi publicado pela primeira vez em um quarto de 1597, mas essa versão foi considerada como de péssima qualidade, o que estimulou muitas outras edições posteriores que trouxeram consonância com o texto original shakespeariano. E assim surgiram várias pessoas no mundo que começaram a modificar a história, mas mantinham as ideias de Shakespeare. Algumas ficaram boas e outras nem tanto, mas até hoje, com tantas modificações sobre a história, ninguém sabe a verdadeira origem.

- Caramba, deve ser magnífica a historia - por algum motivo, Lorena havia se interessado pela primeira vez em um romance trágico.

- Viajar pelo mundo tem as suas vantagens - ele dá uma risada gostosa.

- Incrível! Deve ser muito legal viajar por aí.

- Na verdade, não gosto muitoooo - ele fala com um tom não muito agradável.

- Como não?

- Eu fico longe dos meus pais, e eles só me tem como filho. Eles vão morrer um dia, e eu nunca vou saber. - então Lorena vira a tristeza em seus olhos. Ela colocou a sua mão em cima da dele. Para falar a verdade, Lorena não sabia o que estava fazendo.

- Eu não sei como realmente você se sente, porque tenho pais sempre presentes. Mas, por algum motivo eu sinto a sua dor, não sei como explicar esses sentimentos também. Mas tudo ficará bem. Deveria ir ver os seus pais, e ficar com eles até o seu último dia na terra. E curtir cada segundo com eles, como se não houvesse um amanhã. A família é importante Dimitry. Nessa vida, só podem ter duas famílias, não deixa a sua família morrer, sei que eles iriam amar estar com você.

Dimitry olha para as suas mãos e depois para a garota, e assim ficando corado com o ato da menina.

- Você tem razão, Lorena! - ele coloca a sua outra mão em cima na da dela - Deveria curtir a vida com os meus pais. Tentarei fazer uma visita a eles depois de amanhã.
- Por que não vai amanhã? - Lorena estava feliz em poder saber que ele iria ver seus pais, mas, por outro lado, ela estava triste, porque ela sabia que se ele fosse para casa de seus pais, ela ficaria um tempo se o ver.

- Porque... - ele desvia o olhar e fica vermelho - Porque... - ele então volta o seu olhara para Lorena e assim segurando as suas duas mãos - Porque eu pretendo sair com você amanhã.

Ela sentiu o rosto ganhar uma temperatura um pouco mais elevada da temperatura normal do corpo.

Um encontro? - Lorena pensaria.

- Como um encontro! - ele leu os seus pensamentos. Lorena ficara surpresa.

- Bem...

- Se você não puder...

- Não! Eu quero! - droga! Falei rápido de mais. 

Ela ficou mais vermelha do que já estava e ele a acompanhou, ficando com as suas bochechas rosadas também.
- I-isso é bom - ele solta as mãos da garota e desvia o olhar, bebendo o seu café de pressa.

Nunca tive um encontro antes. - pensou. 

E se eu não souber o que fazer? E se seu eu fala alguma coisa idiota?

Lorena começa a entrar em pânico.

- B-bem... Acho melhor eu ir - Lorena se levanta com pressa, pegando o seu livro. Até que ele segura a sua mão. Ela o olha assustada.

- A encontrarei na pontinha perto do parque às sete. Te esperarei ate às dez. - ele fala com os olhos brilhando. Ela então deu um sorriso logo segurando sua mão.

- Estarei lá.

Depois dessa resposta, Lorena solta a mão do rapaz e sai do café com os pensamentos lá no alto. Ela passou a manhã e a tarde inteirinha pensando sobre o assunto.



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