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História Simplesmente aconteceu! - Capítulo 6


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Capítulo 6 - "ainda há esperança"


Fanfic / Fanfiction Simplesmente aconteceu! - Capítulo 6 - "ainda há esperança"

Lorena acordou com o sol que entrava pela janela. Ela piscou várias vezes, para a sua visão se acostumar ao ambiente, até que se sentou de um modo cansado e desleixado.

- Como eu vim para aqui? – ela tinha dormido em seu sofazinho.

Ela se levantou e foi direto para o banheiro, onde se assustou com o estado de seu rosto. Seus olhos estavam inchados e seu rosto ainda molhado. Suspirou e retirou toda a sua roupa para um banho.

Depois de tomar banho, saiu do banheiro descalça, molhando o chão por onde passava enquanto enxugava seus cabelos. Ela jogou a toalha em sua cama e foi andando até a sacada, onde sentia o cheiro da sua cafeteria todas as manhãs, mas estava desanimada para ir toma café. Meio desanimada, se sentou em sua mesa e pegou um livro jogado nas outras pilhas de livros e foi folheando até chegar a uma parte interessante. Lorena parou num capitulo que a intrigou.

- Página quatrocentos e dezenove. Uau, eu acho que nunca li isso. Que estranho.

Ele dizia:

“Às vezes, nós pensamos e lutamos pelo que sentimos, mas acho que não sabemos realmente o que queremos. E me pergunto todos os dias: alguma vez estive apaixonada?!”

Ela virou para a página seguinte, continuando a leitura.

“Perdi uma parte de mim quando o deixei ir. Deveria ter corrido atrás, mas hoje já é tarde demais. Se arrependimento matasse... eu com certeza já estaria morta”

Lorena continuou a ler aquele capítulo, curiosa por não se lembrar dele. As páginas foram passando até que ela chegasse na página 446, o fim.

“Finalmente! estarei com ele em breve. Eu senti tanta falta dele! Espero que ele me perdoe por tê-lo deixado esperando no altar. Eu sabia que deveria te ido, mas estava com medo de me casar. Mas agora eu estou pronta para viver ao lodo dele, e nunca o abandonar."

Lorena sentiu lágrimas descendo por seu rosto. Ela passou a mão pelas suas bochechas e se assustou com as lágrimas que caia sem sentido.

- Uau, estou chorando mesmo...

Lorena foi interrompida pelo chamado de sua mãe. Ela desceu as escadas e o ambiente estava em silêncio. Lorena parou no meio da escada e o quebrou.

- Pode fala, mama!

- Então, filha...

Lorena já sabia da resposta, mas ela precisava tentar.

- Mãe, hoje a noite irei sair.

- Como?

Sr. Ivan se remexeu na cadeira, mas não tirava os seus olhos azuis do jornal.

- Eu irei sair...

- Não – ela foi interrompida pelo pai – Hoje a senhorita ficará em casa e amanhã também - senhor Ivan mexeu em seus cabelos grisalhos e a olhou - Terá que estudar para as provas que estão para chegar. E nesses dias não poderá sair.

- Mas, pai...

- Lorena, obedeça seu pai, ele está falando para o seu bem.

- Mas eu já tenho 18 anos! Faltam cinco meses para me formar-

- Chega, mocinha! – o pai de Lorena se levantou da cadeira e aumentou o tom de voz – Você não irá sair entre esses cinco meses.  E ponto final. Agora vai para o quarto estudar.

- EU TE ODEIO!

- Lorena! - a mãe a repreendeu, magoada pela fala impensada da filha. Os seus olhos castanhos escuros estava magoados, pelo modo que a filha ágil.

Ela subiu correndo e bateu a porta com tudo, trancando logo em seguida. Lorena começou a chorar e pulou em sua cama.

- Me perdoa, Dimitry, mas não irei comparecer hoje à noite.

Ela abraçou o seu travesseiro e ficou olhando pela janela aberta, uma brisa suave entrando por ali.

(◍•ᴗ•◍)✧*。

Quando Lorena despertou, dava para ver claramente a imensidão da noite que cobria todo o seu ponto de vista.

O tic tac do relógio fez ela tirar a concentração do teto e o olhar. Soava 09h31min. Ela suspirou e se levantou a contra gosto. A casa estava em silêncio como a rua. Ela chegou perto da sacada e a rua inteira estava calma. Só havia crianças brincando e os idosos passeando. Ela então foi a sua pilha de livros e pegou um livro aleatório.

Lorens olhou de novo para o relógio, que marcava 09h38min. Parecia que agonia de pular a sacada só estava aumentando. Ela então se sentou em uma das cadeiras e abriu o livro em qualquer pagina.

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"- Por que... Por que não veio até mim? Por que não me procurou? 

- Estava com medo, Maria. Medo que nunca pudesse me perdoar.

Maria deu um sorriso de ironia. 

- Thomas, eu te esperei por sete anos. E você ao menos veio atrás de mim.

- Maria, perdoe-me. Mas eu te imploro, não se case com aquele duque, por favor!

- Não adianta mais, Thomas. O amor que nós tínhamos acabou no momento em que você me deixou, no momento em que fugiu dele.

- Maria Clara...

- Não ouse mais me chamar pelo nome. Não temos mais nada! Adeus, Sr Fisghi – Maria deu meia volta e seguiu o seu caminho. Sequer olhou para trás. 

Eu só queria saber o que eu fiz para merecer essa tortura...

ah sim, eu a abandonei... E agora estou pagando por isso"

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Lorena então fechou o livro com tudo.

- Não acredito que agora tudo o que eu ler ou fizer, vai me jogar para cima dele – ela então grita – EU NÃO VOU ATRÁS DELE!

Ela então começou a bater os pés de nervoso.

Eu não vou - Pensou consigo mesma.

Ela olhou para o relógio que marcava 10h10min.

Eu não vou.

Ela levantou com tudo, pegou um casaco, foi até a sua sacada e pulou, não era tão alto assim. E saiu correndo. Com a consciência pesada, Lorena correu mais que em toda a sua vida.

- O que eu estou fazendo? – e correu com mais velocidade.



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