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História Simplesmente Amor. - Capítulo 15


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Notas do Autor


Naruto, obviamente não me pertence.

Capítulo 15 - Karin


Ela nem sabe a inveja que faz, ela é tão ela e as outras todas iguais.

 

Capítulo 15 – Karin.

 

Esfreguei meus olhos que ardiam. Depois que conversei com Ino sobre a minha promoção, batemos um longo papo e quando dei por mim já eram nove horas da manhã e estava cheia de coisas para organizar. Tinha tantas coisas para fazer em tão pouco tempo e mesmo assim não conseguia me concentrar em nada. Apoiei a cabeça na mão e me permitir fechar os olhos. A lembrança do sorriso de Sasuke invadiu a minha mente sem que eu tivesse o menor controle disso. O som de sua voz dizendo “Eu preciso de você” não saia da minha cabeça e meu coração saltitava e acelerava mais que o normal.

Mais uma vez eu não vi o tempo passar, pois só pensava nele o tempo inteiro fazendo a minha cabeça latejar de tantas coisas acumuladas nela. Era para ele ser somente o chefe e nada mais. O cara que pagava o meu salário e não respondia a porra de um “bom dia” e não o cara que me fez passar a noite em claro pensando sem parar em como poderia ser as nossas vidas juntos. Por causa disso, não conseguia me concentrar no trabalho.

– Que saco! – bati na mesa involuntariamente.

– Calma, Sakura. Coitada da mesa, ela não tem culpa dos seus problemas.

– Foi mal, Ino.

– Tudo bem. O que está acontecendo? Você parece perturbada.

– Só uns contratempos amiga.

– Tem certeza disso?

– Sim. Logo vou superar.

– Tenho certeza que vai – Ino passou a mão pelo meu cabelo – Vamos almoçar?

– Desculpa amiga, mas não vai dar. Estou atolada de trabalho para fazer, não sei nem que horas sairei daqui hoje.

– Você sabe que saco vazio não para em pé, né? - Ela colocou as mãos na cintura e me olhou de forma preocupada.

– Só vou ficar um dia sem almoçar amiga, não vai me fazer mal. Pode ir, tenha um bom almoço.

– Se é o que deseja – deu um beijo na minha testa e partiu. Ela entrou no elevador piscando para mim antes que as portas se fechassem. Suspirei aliviada por Ino não ter insistido em conversar comigo e voltei minha atenção para a papelada em cima da minha mesa. Tantas coisas pendentes ainda… Antes mesmo que eu pudesse me concentrar, o motivo da minha falta de concentração abre a porta de seu escritório e vem ao meu encontro.

– Sakura, não está na hora do seu almoço? – sua voz faz com que meu corpo se arrepie por inteiro.

– Está sim, mas hoje não almoçarei.

– Por que?

– Estou com muito trabalho acumulado. Aliás, eu sei que você é meu chefe, mas tá proibido de me dar folga, ok? Não sei como esse lugar sobreviveu sem mim ontem, tá tudo uma bagunça.

– Vou pensar nisso – disse sorrindo e para o meu azar ficou parado me olhando com aqueles olhos escuros e misteriosos.

– Hum… Você vai ficar ai?

– Não posso?

– Claro que pode – disse sem jeito – A empresa é sua.

– Tecnicamente a empresa é do meu pai.

– você entendeu o que eu quis dizer espertinho – ele riu.

– Não vou atrapalhar mais o seu trabalho – o sorriso no rosto dele diminuiu.

– Você não me atrapalha.

– Ah não?

– Não – revirei os olhos e isso fez com que el arqueasse uma de suas sobrancelhas. – Só me desconcentra.

– Como? - quando eu ia responder uma garota de cabelos loiros presos em um rabo de cavalo entrou e se dirigiu a mim.

– Boa tarde moça. Eu tenho uma entrevista de emprego com Sasuke Uchiha hoje.

– Eu sou Sasuke. Muito prazer – disse antes que eu pudesse responder a moça. Ela enrijeceu, olhou discretamente para Sasuke dos pés à cabeça e ficou nervosa de imediato. Que bom que eu não era a única a sofrer com os encantos de Sasuke – Temari, não é?

– Sim.

– Por favor, me acompanhe – disse para a tal Temari – Depois leva um cafezinho para a gente – disse para mim, logo depois deu um sorriso travesso e completou: mas nem pense em descontar suas frustrações no meu descafeinado – eu não queria, mas foi impossível não sorrir. Sasuke seguiu com Temari para a sua sala me deixando com um sorriso estúpido no rosto.

– Então é esse o plano? - disse Karin surgindo do nada, segundos depois de Sasuke sair de cena.

– Que susto Karin! - levei a mão ao peito tentando controlar as batidas do meu coração – Quer me matar?

– Eu já saquei o seu jogo.

– Que jogo? - Definitivamente não estava entendo nada.

– Ser a funcionária exemplo, que encanta a todos, inclusive o chefe milionário. Você é boa, admito. Até eu me convenci com esse seu teatro.

– Do que você está falando?

– Não precisa mais fingir. Eu já não caio mais nesses seus joguinhos – colocou a bolsa no ombro e saiu me deixando sozinha e perdida em meus pensamentos.

Depois desse dia, muita coisa mudou. Karin estava convicta de que eu estava interessada em Sasuke, ou melhor, no dinheiro dele e, passou a observar cada movimento meu no escritório, com isso fiquei um pouco mais na minha.

Sasuke diminuiu o quadro de funcionários. Foi uma mudança drástica para a empresa. Eu não imaginava que ele fosse fazer isso, mas 50% dos funcionários foram desligados e para a minha surpresa, mudamos de endereço. Continuamos na avenida Paulista, porém mas perto do Museu de São Paulo. Antes ficávamos próximos da praça Osvaldo Gagliano, bem no final da paulista. A mudança para o novo prédio ocorreu muito bem. Eu mantive o meu emprego, assim como Ino, Naruto, Karin e Temari, cujo foi contratada menos de um mês e já estava se saindo muito bem como recepcionista da “Uchiha”, nos tornamos amigas e além dela e Ino, o único integrante da equipe que eu mantive um bom relacionamento foi Naruto, mas ele era exceção, pois se dava bem com todo mundo.

Hinata havia nos deixado, mas não porque Sasuke a mandou embora e sim porque conseguiu uma bolsa de estudos na Europa. Sasuke a ajudou no que podia, lhe indicando um conhecido em Paris para lhe dar suporte em todos os quesitos. Gostei muito da atitude dele e isso fez o meu coração se aquecer ainda mais. Eu sentiria falta de Hinata, mas se ela estava indo para aperfeiçoar os seus estudos, eu só deseja coisas maravilhosas para ela.

O novo prédio era um pouco menor do que o outro e o motivo de Sasuke demitir metade de seus funcionários foi devido a algumas ações erradas tomadas pelos mesmos. Eu não entendia muito bem sobre o assunto, mas Ino me explicou que alguns advogados estavam se beneficiando em cima dos clientes e Sasuke acabou descobrindo.

Ele fez uma reunião e o seu pai –, Fugaku – esteve presente, assim como Itachi e Konan. Foi uma reunião somente entre eles e alguns funcionários antigos, Ino e Naruto estavam presentes, assim como Karin. Sasuke até pediu para eu participar, já que era a assistente dele, mas estava atolada de coisas para fazer, então acabei sendo dispensada.

Ino me contou por alto o que aconteceu, já que nem ela mesma estava acreditando que Sai, seu antigo amigo, estava envolvido em um dos escândalos. Foi muito triste para a maioria, inclusive para Sasuke, pois ele confiava em seus funcionários de olhos fechados e receber aquela “facada” nas costas deve ter doído muito. Aos poucos a poeira ia abaixando e as coisas começavam a voltar ao normal. Temari passou a ser a única recepcionista da “Uchiha’s” e mesmo que o quadro de funcionários tenha diminuído, o trabalho continuava aumentando.

Estar sempre perto de Sasuke tinha suas vantagens. O meu horário era mais flexível, tive um aumento considerável de salário, tinha várias festas e eventos importantes que eu tinha que acompanhá-lo e no fim de tudo nos tornamos amigos, estávamos cada vez mais próximos e ele mexia cada vez mais comigo e essa era a desvantagem. Já não tinha mais forças para não pensar nele, para não sonhar com ele, para não desejá-lo a todo momento.

Sasuke era um cara reservado. Tinha muito segredos e eu me pegava querendo que ele confiasse em mim o suficiente para compartilhar os mesmos. Contudo, mesmo estando próxima a ele, eu sentia que um continente inteiro estivesse entre nós dois.

Mais uma vez não havia conseguido dormir. Toda vez sonhava com ele sorrindo para mim, seu corpo escultural nu deitado ao meu lado em minha cama, seus lábios sussurravam algo para mim que eu não compreendia e sempre nessa hora acordava suando e confusa. Era loucura ficar insistindo nisso. Essa ilusão de que ele um dia me notaria e se apaixonaria por mim estava acabando comigo. Sasuke gostava de mim, mas não do jeito que eu queria que ele gostasse, infelizmente. Acordei com raiva e frustrada por ter mais uma noite mal dormida. Levantei e fui me arrumar para o trabalho sendo seguida por uma Ino de mal humor.

– Vou te contar um negócio, Sasuke fodeu com a gente quando fez essa mudança de escritório. Antes levávamos uns vinte minutos para chegar, agora gastamos um pouco mais de uma hora.

– Vinte minutos para você que dirige feito louca. Uma pessoa normal nunca faria esse percurso em vinte minutos.

– Você que é lenta demais, Sakura. – Eu ameacei responder, mas senti o meu celular vibra na bolsa.

– Alô?

– Sakura? Bom dia.

– Bom dia Sasuke.

– Eu estou com uns problemas domésticos e não vou para o escritório hoje, mas sei que temos muito o que fazer então pensei em trabalhar de casa hoje. Você ainda está em casa? Posso mandar o motorista te buscar.

– Estou em casa sim.

– Ótimo. Dentro de alguns minutos Kakuzo está ai. Até breve.

– Até.

– O que o poderoso Sasuke queria?

– Nada demais – dei de ombros – ele só avisou que hoje trabalharemos na casa dele e não no escritório.

– Você vai trabalhar na casa do Sasuke? - Um sorriso travesso se formou em seus lábios e eu sabia que ela estava começando a pensar coisas que me deixariam igual a um pimentão.

– Ino, não me olha assim. Eu vou apenas trabalhar, trabalhar.

– E você vai com essa roupa? - ela não me deixou responder – Você vai se trocar agora. Você sabia que o seu querido chefe mora com os pais em uma mansão enorme? Você precisa causar uma boa impressão.

– Amiga, boa impressão em quem? Sasuke já cansou de me ver com essas roupas básicas.

– Na família dele.

– Mas será que eles estarão lá?

– O irmão pode ser que não, mas os pais com certeza. Então vamos trocar essa roupa agora. Vou te emprestar um vestido florido de alcinha que vai te deixar maravilhosa… - e me arrastou para o quarto me obrigando a trocar de roupa. Ino, às vezes, era paranoica.

Trinta minutos depois o motorista chegou e logo fomos para a casa de Sasuke, que parecia ser no fim do mundo de tão longe. Na verdade, estava mais para paraíso. Obviamente ficava na parte nobre da cidade e quando vi a mansão que Ino mencionou a agradeci mentalmente por ter me feito trocar de roupa.

Kakuzo abriu a porta para que eu saísse assim que ele estacionou em frente a uma linda mansão estilo Europeu. Sai do carro agradecendo com um sorriso. Ele me indicou as escadas com a cabeça como se estivesse me encorajando a seguir o meu caminho. Minhas mãos começaram a tremer assim que uma mulher na faixa dos quarenta anos abriu a porta para mim.

A mulher era idêntica a Sasuke. Seus longos cabelos escuros estavam presos em um rabo de cavalo baixo, era morena e possuía um sorriso encantador.

– Olá, seja bem-vinda. Você é a Sakura, não é?

– Sim, obrigada – diminui a distância entre nós duas e quando ia estender a mão para cumprimentá-la, ela resolveu me abraçar e pude notar que ela é muito cheirosa.

– Por favor, entre. Fique à vontade, meu filho não pôde trabalhar no escritório hoje, pois está me ajudando com um probleminha na encanação da cozinha – então ela era a mãe de Sasuke. Parecia uma irmã mais velha, eu nunca imaginaria que ela fosse a mãe dele. Entramos na casa e eu ficava cada vez mais impressionada com a beleza do lugar. Ino amaria aquela casa.

- Obrigada Senhora Uchiha.

- Não precisa dessa formalidade querida. Pode me chamar de Mikoto.



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