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História Simplesmente Amor. - Capítulo 16


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Notas do Autor


Naruto, obviamente não me pertence.

Capítulo 16 - Família.


"Família é como uma árvore com galhos que crescem em diferente direções, mas que tem a mesma raiz".

Capítulo 16 – Família.

– Ela já chegou? - Konan perguntou descendo as escadas em um salto agulha de 15 centímetros com a maior classe apesar de sustentar aquele barrigão. - Olá minha querida – me abraçou também e se sentou ao lado de sua mãe – Eu disse para a senhora que ela era linda, não disse sogra? - elas conversaram sobre mim? Não sabia se ficava lisonjeada ou com vergonha.

– Confesso que seus elogios não fazem jus a essa mulher diante de mim, Konan. Ela é radiante. - corei de imediato.

– Ela está sem graça, sogra. Acho melhor a gente dá uma maneirada. - Konan alisou a barriga e piscou para mim com um sorriso gentil no rosto.

– Meu amor… - Ergui a cabeça em direção a voz e vi o irmão de Sasuke descer as escadas vindo em nossa direção. - Já está pronta? - ele beijou Konan com carinho na testa me fazendo desviar o olhar.

– Sim, querido. - Itachi se aproximou e me cumprimentou com uma educação invejável. Ele era lindo, tinha que admitir. Seus longos cabelos estavam soltos e caiam em cascatas pelas suas costas. Observei ele olhar com carinho para Konan e para sua barriga. – Você aceita uma água, um suco? - e antes mesmo que eu pudesse responder, Sasuke surgiu sem camisa e todo molhado. Eu esqueci como respirar.

– Mãe, não tem jeito, vai ter que trocar… - ele me viu e abriu o mais lindo dos sorrisos. - Você já chegou! Que bom, temos muito o que fazer hoje. Konan, você pode acompanhar a Sakura até o escritório do meu pai antes de sair com o Itachi? - ela assentiu com um largo sorriso depois de trocar um olhar com a sogra e o marido. Sasuke se virou para mim – Não vou demorar, tomarei um banho e vou tentar dar um jeito na cozinha e já te vejo, tá bom? - assenti, incapaz de pronunciar qualquer palavra.

– Vamos querida? - Konan perguntou depois que Itachi lhe ajudou a ficar em pé.

– Vamos.

Segui Konan pelos corredores da mansão totalmente desestabilizada com a visão do tanquinho de Sasuke. Antes eu estava divagando sobre Itachi ser lindo, mas depois de ver o corpo escultural de Sasuke… Sacudi a cabeça afastando aquele corpo perfeito da minha cabeça. Chegamos no escritório e não pude deixar de ficar admirada com o ambiente. Até aquele lugar era bem decorado.

Depois que Konan me deixou sozinha, comecei a explorar o lugar. Móveis sofisticados em uma disposição que deixava o ambiente aconchegante e harmonioso. Tinha até uma lareira! Eu sempre quis ter uma lareira em casa. Ela era linda, toda em mármore branco com detalhes em cinza. A peça era o centro do escritório. Me aproximei dela e fiquei encantada com as chamas que tremeluziam me dando uma sensação de paz inexplicável.

Comecei a pensar em minha vida, em como tudo mudou em tão pouco tempo. Como minha relação com Sasuke, que antes era indiferente, mudou para algo mais… mais… ah, eu não sei explicar. Só sei sentir. E foi ali, procurando uma explicação para o inexplicável, admirando aquelas lindas chamas que vi a verdade bem diante de meus olhos. Eu estava apaixonada por Sasuke, entretanto, não sabia se isso era uma coisa boa.

Sentei em uma poltrona de frente para a grande mesa de mogno e resolvi focar no trabalho. Precisava esquecer Sasuke. No final das contas, Sasuke estava certo, tinha muita coisa a ser feita e estar longe do escritório não ajudava muito. Temari me ligava a cada cinco minutos e estava perdida lá na “Uchiha’s” sozinha, fiquei com pena dela.

– Sakura, esses advogados são loucos. Esse lugar é uma loucura e eu tô ficando maluca – disse na vigésima ligação.

– Tente se acalmar, Temari. Quanto mais nervosa você ficar, pior. Tudo vai dar certo. Encaminha os documentos para mim e se precisar de mais alguma coisa é só me ligar – ela desligou e eu suspirei exasperada. Quando Sasuke me demitisse, o escritório ia falir.

– Problemas? - Sasuke entrou na sala, infelizmente ele já usava uma camisa e não estava mais molhada. Não usava seu habitual terno, ou seja, era muito estranho ver Sasuke com roupas normais – que foi? - disse ao contatar que eu estava olhando demais para ele.

– Desculpa, é a primeira vez que te vejo sem terno.

– Não há sentido usar terno em casa. Te incomoda a minha vestimenta?

– Por que tem que ser tão formal? Não parece um homem do século XXI. - ele sorriu.

– Como estamos?

– Bem. Já adiantei a maior parte e creio que antes do almoço acabo tudo aqui. Só preciso das suas assinaturas em alguns documentos e está liberado.

– Então você, minha chefe, está me dispensando?

– Claro! - ele sorriu e veio ver o que eu estava fazendo no computador.

– Queria que todos os meus funcionários fossem ágeis e eficientes como você. Assim eu não teria cabelos brancos tão novo.

– Você não tem cabelos bran… - me interrompi – tem sim. É Sasuke, parece que a idade chega para todos.

– Obrigado, eu acho.

– Relaxa, até que é charmoso. - ele abriu um largo sorriso e só então percebi o quanto estávamos próximos. Eu sentava e ele inclinado sobre mim, na direção do computador, com aquele sorriso. Merda!

– Acho que você achou de me elogiar.

– Sim, eu o fiz.

– Então você gosta de homens charmosos?

– Quem não gosta? - falei dando de ombros.

– Eu. Na verdade prefiro mulheres. - ele deu aquele sorriso torto que me deixava arrepiada.

– Charmosas?

– Com certeza. - e com isso eu saia das opções dele, já que não me considerava nem um pouco charmosa. Desastrosa seria uma qualidade melhor. - Bom, já que minha excelente funcionária já está quase acabando, creio que ela terá a tarde folga.

– Não terá mesmo. O escritório está uma loucura. Temari está perdida lá sem mim. Assim que acabarmos aqui, vou para lá.

– Estou impressionado e muito grato pela sua dedicação.

– Você sabe como é né? Eu preciso do salário caindo na minha conta todo quinto dia útil do mês, então o mínimo que posso fazer é manter aquele lugar funcionando, já que sem mim você fecharia as portas em dois tempos. - Ele sorriu, alguém bateu na porta e ele se endireitou.

– Entre – disse Sasuke.

– Atrapalho? - Dr. Fugaku entrou no escritório, me levantei afinal não queria que ele me achasse folgada por usar o escritório dele e estivesse sentada na cadeira. - Pode ficar à vontade querida – ele disse gentilmente. - Eu só vim ver se vocês precisam de alguma coisa.

– Estamos bem pai. Obrigado.

– Vão demorar muito?

– Não. Sakura já fez a maior parte. Por que?

– Sua avó chega hoje de viagem, você ficou de buscá-la no aeroporto Sasuke.

– Nossa! Esqueci completamente.

– Se quiser que eu vá no seu lugar…

– Quero sim pai. É melhor não deixar Sakura sozinha, ainda não terminamos e eu já a explorei muito.

– Está tudo bem Sasuke. Eu vou para o escritório daqui a pouco, só preciso de algumas assinaturas suas e orientações. - me pronunciei sob o olhar atento de Dr. Fugaku.

– Tem certeza? - eu assenti – Sendo assim, eu te deixo no escritório quando for para o aeroporto. - Virou-se para o pai. - Obrigado por me lembrar, pai.

– Disponha. - retirou-se.

– Vamos acabar logo com isso. - ele assentiu, deu a volta na mesa e começou a assinar alguns papéis que eu fui lhe passando. - sua vó que vai chegar, é mãe da sua mãe ou mãe do seu pai?

– Dá minha mãe. Será o ponto alto do meu dia, amo ser paparicado por ela. - eu ri. - é sério. Eu sou o neto mais novo, mas bonito e com certeza o favorito.

– Suponho que o mais humilde também – lhe entreguei mais alguns papéis.

– Mas é verdade, ela me adora, e eu também. Por mim ela vivia aqui conosco.

– Ela deve estar ansiosa pelo nascimento do bisneto.

– Está sim. Ela está encantada com a possibilidade de estar viva para ver o primeiro bisneto dela.

– Ela viverá para ver muito mais.

– Com certeza. - ele me olhou de uma forma diferente e eu não pude deixar de corar.

– Você disse que queria que ela vivesse aqui, por que não vive?

– Ela não se dá com o meu pai. Minha avó acha que meu pai se casou com a minha mãe por interesse. Ela era uma modelo inciante e rica, já meu pai era um motoboy de um escritório de advocacia. Minha avó não acredita no amor, não mais.

– Por que?

– Meu avô a traiu, desde então, ela se recusa a amar e não acredita que um homem possa amar de verdade.

– Não existe nada mais abominável que traição – suspirei.

– Eu sinto muito ter feito se lembrar do seu ex.

– Tudo bem, não tem problema. Eu já superei.

– Ele não tem dado as caras, né?

– Graças a Deus não! - lhe entreguei mais alguns papéis. - Sua mãe tem quantos anos?

– 65.

– Nossa! Eu jurava que ela tinha uns 40. Ela não parece ter essa idade. Quando ela me recebeu, pensei que fosse sua prima ou irmã.

– Bem-vinda ao mundo das modelos. Ela é Konan são extremamente vaidosas.

– Sua mãe com 65 anos linda e eu com 24 anos acabada.

– Vão não está acabada. Tá bem longe disso. Você é de verdade.

– E as modelos não são?

– É diferente. É muito artificial para mim. São lindas, tenho que admitir, mas usam muita maquiagem, fazem muitos processos cirúrgicos para alcançarem uma perfeição que não existe. Acho que cada um é único e perfeito a sua maneira. Você por exemplo é linda. Sempre que faz calor no escritório você prende seus cabelos em um coque despojado no alto da cabeça, sua beleza fica muito mais evidente – corei – ou quando recebe um elogio, seu rosto cora de imediato, é encantador. - ele sorriu – É natural entende? Não vejo problema em usar maquiagem, se vocês se sentem seguras, ok! Mas é o excesso e a neura que me incomoda. No dia da premiação, você estava usando maquiagem, embora não precise, mas vê-la no dia seguinte ao natural no escritório, livre leve e solta foi tão maravilhoso quanto na noite anterior. Eu vejo que você não depende disso, ao contrário da minha mãe e Konan. Não consigo lembrar delas sem usar maquiagem. - Meus olhos não desgrudavam dos dele. Eu não sabia o que dizer, apenas fiquei ali igual a uma boba ouvindo. - Acho que acabamos. - Ele juntou os papéis e me entregou. - Que tal se a gente almoçar no D.O.M?



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