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História Simplesmente Amor - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Noite de Natal



A chuva caía forte. Os trovões e raios ficavam mais intensos. Deitada na cama, eu assistia um filme qualquer no notebook. Duda já estava apagada, dormindo num sono bem pesado. Aliás, todos na casa dormiam, já que já se passava da 00:30. Apenas eu acordada, e por incrível que pareça, sem sono. 

Após alguns minutos de filme, apareceu uma notificação no celular. Era do Instagram. Abri a notificação e era do Renato, que havia respondido meu story de mais cedo. 

De fato choveu e muito 😂

Ele disse. Sorri e respondi de volta.

Que nada, só parece que estamos num dilúvio KKKK 

Desliguei o celular e voltei a assistir o filme. Poucos minutos depois, outra notificação. Começamos uma conversa pelo direct do Instagram, que evoluiu de chuva para ele pedindo meu número do WhatsApp. Seguimos conversando no WhatsApp, tanto que o filme terminou e eu nem se quer me toquei. Conversamos sobre tudo, podemos conhecer mais um do outro, o que foi bem legal. Eu conhecia ele só de alguns vídeos que assisti, não sabia seus gostos, medos, sonhos, objetivos.. e acabei descobrindo aos poucos, por simples mensagens. Mas uma coisa ele era na frente e por trás das câmeras: uma pessoa muito alto astral. E acho que isso foi a coisa que mais me chamou atenção nele. 

As horas se passaram que nem reparei. Quando olhei no relógio novamente, já se passavam das 2:30 da manhã. O sono estava começando a vir e resolvi me despedir para dormir, já que na casa da vovó ninguém acordava tarde. Ele disse que também iria dormir, já que estava bem tarde. Nos despedimos e eu suspirei ao desligar o celular. Me virei para o lado e dormi rapidamente. 

❇️❇️❇️

Dois dias se passaram e a véspera de Natal finalmente chegou. Passamos o dia na correria da preparação da ceia. Eu sempre puxei para o lado do doce, meus melhores pratos eram sobremesas. Fiquei encarregada de fazer um pavê de uva, minha especialidade na cozinha. Vovó preparava de tudo um pouco, com ajuda das minhas tias. Duda.. bem.. Duda observava tudo e ajudava buscando os ingredientes, já que a cozinha não era seu forte e ela tinha a capacidade de queimar até um simples miojo. E sim, isso já havia acontecido.

Renato e eu passamos os dois últimos dias conversando praticamente o dia inteiro. Nem mesmo eu sabia como os assuntos surgiam rapidamente um atrás do outro. Ele me contava que estava animado para o Natal, já que era a época do ano que ele mais gostava. Imagina ele, como uma criança, ansioso para a meia noite. 

- Eu já escolhi a roupa perfeita para a festa! Preciso arrumar um namoradinho nessas férias e hoje pode ser a data perfeita. - Duda disse, lambendo a colher que eu usei para derreter o chocolate da sobremesa. 

- Relaxa que se não for hoje, ainda tem o ano novo. - Eu disse, rindo. 

- Sim.. mas se for hoje, iria adorar! 

- Maria Eduarda! - disse vovó, olhando com os olhos semi errados, num tom de repreensão. - A data é para ficar com a família. Não venha me aprontar hoje.

Nós rimos. Segui preparando a sobremesa e coloquei na geladeira. Ajudei nos demais preparativos, até olhar no relógio e perceber que já se passavam das 18h. Passamos o dia na cozinha, já que a família Fiorini sempre esbaldava nas ceias, com muita fartura. Graças a Deus nunca faltou nada para nós, e todo ano tínhamos a oportunidade de ter uma mesa farta. Seja juntos ou separados. Esse ano eu estava muito feliz por estar com quase toda a família junta. Combinei que ligaria para os meus pais após a meia-noite. Perguntei com quem passariam no natal, e eles disseram que na casa de amigos. Fiquei feliz, pois não queria que ficassem sozinhos em casa. 

Eu e Duda começamos a nos arrumar juntas. Ela escovou meu cabelo, já que era ótima para isso. Escolhi um vestido levemente rodado e vermelho forte, de alcinhas. Calcei as sandálias plataforma, que havia comprado exatamente para a data, e apostei nos acessórios, pulseiras e brincos. Resolvi ousar um pouco na maquiagem e apostar em olhos mais leves e um batom vermelho. Para finalizar, abusei do perfume. Me olhei no grande espelho da penteadeira da vovó e me senti maravilhosa. E francamente.. fazia muito tempo que não me sentia assim. Desde que terminei meu namoro, cerca de 8 meses atrás, não me sentia com muita vontade para me arrumar, nem suficiente para nada. Mas hoje me sentia diferente. O famoso mulherão da porra, se me permite o palavreado.

21h. Estávamos prontas. Depois de uma longa seção de fotos, saímos do quarto e fomos elogiadas por todos os nosso familiares. Renan estava sentado na sala, conversando na rodinha de alguns tios. 

- Fazia tempo que não via vocês arrumadas desse jeito! - Ele disse, nos olhando e sorrindo. - Acho que desde que nasceram.

- Vou ignorar a última frase e aceitar o elogio, Renanzinho. - Duda disse, ajeitando o cabelo no espelho da sala. - Muito obrigada. 

Eu apenas ri. Ouvi a campainha tocar, e como era a que estava mais perto da porta, fui atender e ver quem era. Durante todo o dia, a campainha tocou e sempre era algum vizinho presenteando a vovó com alguma coisa. Ela era muito querida no bairro, e uma das moradoras mais velhas. Fui atender o portão e fiquei surpresa quando abri. 

- Irene! Que boa visita! - Eu disse, abraçado ela.

- É de lei vir na sua avó desejar feliz natal, todo ano! - Ela disse, retribuindo meu abraço. - Feliz natal, minha querida!

- Feliz natal! 

- Olha.. uma lembrancinha de natal para retribuir o seu. - Ela disse, me entregando uma sacola dourada e passando a mão no rosto, insinuando a esfoliação que havia feito nela. 

- Ah! Magina, não precisava! Venha, pode entrar e fique a vontade. 

Ela entrou, e em seguida desceram do carro Dani e Renato. Dani também me abraçou e entrou, Renato trancou o carro e também veio até mim. Ele me olhou de cima a baixo, sem dizer nada. Fiquei vermelha.

- Você está linda.. - ele disse, baixinho, meio envergonhado. Em seguida me cumprimentou com um beijinho no rosto. 

- Ah.. Natal né, a gente se arruma. - eu disse e nós rimos. - Você também está lindo.

- Como você disse.. Natal né! 

Nós rimos novamente. Ele entrou e eu fechei o portão, ainda vermelha. Não posso negar que adorei o elogio, e me senti ainda mais bonita. 

Eles entraram e rapidade começaram a conversar com todos, já que conheciam a maioria. Ficamos num rodinha eu, Duda, Renan e Renato. 

- Queria fazer algo de diferente no ano novo.. - Duda disse, com a mão no queixo, como se estivesse pensando em algo. 

- E se formos para a praia? - Renan deu a ideia, empolgado.

- Ilha do Mel! - Renato disse, mais empolgado ainda. - Já fomos para lá e sabemos como é incrível, imagina um réveillon!

- Ilha do Mel não é longe daqui? - Eu disse, franzindo a testa - Tipo.. umas 7 horas?

- Esse é o problema.. não daria para ser um bate-volta.. - De empolgado, a feição do Renan mudou para pensativo.

- Mas a gente poderia passar mais de um dia lá.. chegar no dia 31 e voltar dia 2 ou 3. O que acham?

- Eu já topei! - Duda disse num estalo, quase pulando. 

- Gente.. - eu disse, arqueando uma das sobrancelhas - E onde iríamos dormir? Na praia? Porque deve ser extremamente difícil achar alguma casa por lá a essa altura do campeonato. 

- Eu tenho contato de uma pousada, posso ligar lá e perguntar se ainda tem reservas. - Ele olhou para mim e, num tom de repreensão, disse: - E você deixe de ser pessimista! Só me digam se topam, para eu convocar o resto da equipe.

- Eu topo! 

Renan e Duda disseram, num conjunto. Os três olharam para mim, esperando minha resposta. Revirei os olhos e suspirei.

- Tá, eu topo. 

Eles se animaram ainda mais, e começaram os planejamentos. Os meninos começaram a mandar mensagem para os outros, enquanto Duda e eu falávamos com a Dani, que logo se juntou a nós. Ela estava com o mesmo pensamento que eu, mas por insistência acabou aceitando a viagem inesperada. A Ilha do Mel era mais longe do que São Paulo, por incrível que pareça. Seria uma loucura, mas seria uma aventura também. E tínhamos menos de uma semana para planejar tudo direitinho. Um desafio? Talvez. 

Depois de um tempo, eles decidiram ir embora. Levei até o portão, me despedi de Irene e Dani, que entraram em seguida no carro, e por último do Renato. 

- Não seja pessimista com a viagem, porque se não der certo eu vou saber que foi culpa sua! - Ele disse, enquanto passava do portão para a rua.

- Não serei, eu juro. - Eu disse rindo - Acho uma loucura? Sim. Mas poderá ser uma aventura bem legal.

- Vai sim, você vai ver. Então.. tchau. E feliz natal. 

Ele me abraçou em seguida. Podia sentir o cheiro do seu perfume forte ao abraça-lo. Era um perfume muito bom, poderia sentir aquele aroma a noite inteira. 

- Feliz natal! 

Ele sorriu e entrou no carro. Fiquei parada no portão por alguna segundos, observando o carro sumir da minha visão.

❇️❇️❇️

00h. Era oficialmente natal. A família inteira se abraçava, desejando coisas boas. As crianças, numa alegria contagiante, corriam para a árvore abrir os presentes que esperaram a noite inteira. Ao abrir os meus, notei que havia ganhado um conjunto de pulseiras com pingentes de conchas e brincos dourados. Esse era a Irene que havia me dado. Guardei com todo carinho e segui abrindo o resto dos presentes, que foram perfume, pijama e rasteirinha. Entreguei os meus, que havia comprado no outro dia, menos o cordão com o pingente de trevo. Aquele eu não senti de dar para ninguém, mas de ficar para mim. Talvez fosse um presente meu para mim mesma. 

Liguei para os meus pais logo em seguida. Conversamos bastante por vídeo chamada, e toda a família acabou participando um pouco. Fiquei feliz em vê-los festejando na casa de um casal de amigos, e pareciam muito felizes. Fui para o quarto, longe do barulho, e pedi para que fizessem o mesmo.

- Mãe.. o pessoal aqui estão combinando de passar o réveillon na Ilha do Mel.. - eu disse, com um certo receio da reação deles. 

- Que pessoal? - Perguntou minha mãe - A família?

- Então.. sim e não. - eu ri e eles ficaram confusos. - Renan e Duda iriam também, mas seria uma viagem de amigos.

- E por acaso conhecemos esses migos, Clarice Fiorini? - Meu pai perguntou, arqueando uma das sobrancelhas. 

- Não.. são amigos do Rê. Mas a vovó conhece, ela sabe que são pessoas legais. 

- Eu fico despreocupada se o Renan for junto.. já a Duda.. - minha mãe disse, rindo. Ele conhecia muito bem a sobrinha que tinha. 

Seguimos conversando por um tempo, até conseguir convencê-los de não se preocuparem com a viagem. Até porque nada estava certo ainda, mas já queria deixar ciente, se realmente fossemos. Depois de um tempo, desliguei o celular e olhei as mensagens. Dente todas as mensagens de amigos, familiares e grupos, havia um número que não estava salvo. Na mensagem dizia "feliz natal.. espero poder vê-la novamente". Abri a foto da pessoa e não acreditei quando vi. 

Vinícius, meu ex. 



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