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História Simplesmente amor - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, oi...

Bom, quero agradecer mais uma vez por cada comentário, me deixa muito feliz saber que estão gostando da estória mesmo com certas mudanças...

Não vou me estender por aqui hoje, espero que gostem desse capítulo! Boa leitura 💛

Capítulo 3 - Capítulo três


Sinto meu coração bater como se dissesse: realize seus desejos.

—O diário de Anne Frank.


Robin


—Ainda acho mais seguro ir de avião. —Minha mãe repetiu mais uma vez naquela manhã. 


Joguei a minha mochila no porta malas do meu Chevrolet opala perfeitamente restaurado. Era nosso projeto, meu e do meu pai. E agora estou viajando para vê-lo morrer.


—Mãe, eu ficarei bem! —Tranquilizei-a novamente. —Serão apenas dois dias até São Francisco, nem é tão longe assim.


—Por que resolveu ir de carro? 


Dona Eloise me lançou aquele olhar típico de mãe preocupada. Eu odiava deixá-la. Mesmo que por alguns dias.


—Aviões caem o tempo todo, sabia?


—Bata nessa boca, menino! —Mamãe dera um tapa em meu braço, mas não insistiu mais no assunto. 



Já havia respondido aquela pergunta mais cedo. Não gosto de aviões, a senhora sabe. Não era bem a verdade, nós dois sabíamos disso. 


Meu pai estava no hospital em São Francisco, pouco mais de cinco mil quilômetros daqui. Uma viagem longa, porém com um trânsito tranquilo. Ir de avião reduziria esse esforço em 97%, é verdade... mas eu preciso desse tempo sozinho. Preciso digerir a ideia de que quando eu chegasse, ele não estaria consciente, não apertaria minha mão e nem gritaria com meus irmãos por estarmos o tratando como um inválido. Joseph Locksley foi um turrão incorrigível mas um ótimo pai, embora esse seu comportamento o tenha afastado da minha mãe. O divórcio foi até amigável, meus irmãos e eu escutamos algumas brigas no andar debaixo da velha casa, mas isso foi tudo.


Desde então, David se mudou para São Francisco junto com ele e Zelena resolveu que seria uma boa ideia fazer companhia para o nosso pai, mesmo que ele resistisse ao meu irmão e á mim, não faria essa desfeita com a sua menininha. 


Eu escolhi ficar com a nossa mãe.


Éramos três irmãos completamente diferentes, é o que se espera, certo? Que cada um tenha o seu diferencial. David como o bom filho mais velho ingressou na faculdade de engenharia, seguindo os passos do senhor Locksley. Zelena, a mais nova, era apaixonada por tecnologia e jogos eletrônicos. E eu... bom, como típico filho do meio, não tenho exatamente uma vocação, apenas trabalho na oficina mecânica de um velho amigo do meu pai.


—Quero que me ligue quando puder, não apenas quando chegar lá! —Dona Eloise exige enquanto me ajuda com a última mala. —Só estou preocupada, você sabe.


—Eu sei, mãe. Ficarei bem e ligarei sempre que possível.


Ela sorriu, e aqueles belos olhos azuis sorriram juntos. Eu lhe dei um abraço apertado e ouvi mais uma vez às suas recomendações. Faça uma pausa se estiver cansado. Não deixe de comer durante o caminho. Não dê atenção para estranhos. Sei que ela cuidará de mim como se eu tivesse doze anos para sempre.


Então entrei no carro e dei partida enquanto a loira parada na calçada atrás de mim acenava dramaticamente com a mão, como se eu fosse passar meses longe de casa.


Planejei toda a rota na noite passada, mais como forma de manter a cabeça ocupada do qualquer outra coisa. David me ligou três dias atrás me informando do estado clínico do nosso pai: já não passava mais tanto tempo consciente, estava respirando com a ajuda de aparelhos... esse foi o resultado de anos e anos adiando uma consulta médica, ignorando sua falta de ar que só piorava. Quando o arrastamos para o hospital já não tinha muito o que fazer, o senhor Locksley tinha câncer de pulmão. 


Afastei meus pensamentos e foquei na direção do carro. Antes de chegar à esse ponto da doença, meu pai fez meus irmãos e eu prometermos que não ficaríamos lamentando por seu estado. Homem não chora por outro homem, rapaz! Posso ouvir sua voz se me esforçar um pouco. Tenho tentado me distrair de qualquer forma, no trabalho, com alguns discos de rock que comprei na loja do senhor Gepeto... tenho até frequentado boates. Mas isso não vem ao caso agora.


Tinha de abastecer antes de pegar definitivamente a estrada, iria aproveitar para comprar alguma porcaria industrializada para comer até alcançar algum restaurante melhor durante o percurso. Liguei o som e a voz dos Beatles quebraram o silêncio, me levando até o posto de gasolina mais próximo da saída da cidade. Era terça-feira no meio de Abril, as ruas estavam calmas como sempre, a rodoviária bem ao lado estava quase vazia. Cogitei a ideia de pegar um ônibus, o caminho seria ainda mais demorado, mas o site na internet me disse que não havia ônibus para São Francisco naquele maldito dia da semana. Então seríamos apenas eu, meus cds e uma longa estrada até o inevitável.


Terminei de encher o tanque e entrei na loja de conveniência para comprar alguns salgadinhos e uma cerveja sem álcool, posso ser considerado um doido de pedra mas não arriscaria minha vida na direção. Além do mais, bebidas alcoólicas antes das onze era coisa de fracassado. Entreguei algumas notas ao balconista, disse que poderia ficar com o troco e finalmente voltei para meu carro pronto pra dirigir até a minha bunda ficar dormente. 


Mas então eu a vi.


Uma moça morena parada na bilheteria da rodoviária, com uma mochila nas costas e um celular na mão parecendo esperar a ligação de alguém. Eu conheceria aquela garota em qualquer lugar, mesmo que a tivesse visto apenas uma vez. Atravessei a rua e quando a chamei pelo nome, pude jurar que ela estava tão surpresa quanto eu.


➳ 


Regina


—A caixa de mensagens está cheia. —A voz irritante no telefone me informou.


Contive o impulso de jogar o celular contra a parede. Havia duas semanas, quatorze malditos dias que eu ligava e ela não atendia. Na primeira eu me desculpei, mesmo sabendo que não tinha feito nada errado. Na segunda eu implorei para que me deixasse explicar. Na terceira eu quase me humilhei para que me ligasse de volta. Na vigésima quinta chamada não atendida, eu a xinguei de vadia má mas em seguida me desculpei.


Vadia má, Regina? Sério?


Rose me ignorou por todos esses dias, nem mesmo quando ligo no telefone residencial consigo falar com ela. Seu pai atende e diz que ela não está em casa, ou sua madrasta me informa que ela está no banho mas que avisará que eu liguei. Até que finalmente eu desisti. Repeti a mim mesma milhares e milhares de vezes que não valeria a pena. Então segui os meus dias como se aquela noite nunca tivesse acontecido.


Não deu certo, é claro. Vinte e seis recados. Ela me ignorou por vinte e seis vezes.


Só queria saber o que o Killian havia lhe dito naquela noite. O que poderia fazê-la me odiar tanto a ponto de achar que eu mentiria pra ela diante de um assunto desse? Ao que parece, eu não descobriria tão cedo.


Levantei mais cedo, tomei um banho rápido apenas pra acordar de verdade. Era terça-feira, um dia normal de trabalho mas não pra mim. Liguei para a senhora Bennet e avisei que não poderia trabalhar, estava passando muito mal do estômago e precisava de um dia de repouso. Ela não reclamou, afinal em três anos eu nunca perdi um dia que seja. 


Na realidade eu só queria passar o dia em casa, ver televisão e comer um balde de pipocas como se aquilo fosse me sustentar. No momento, cozinhar exigia uma energia inexistente em mim, então pipocas e balas de goma seriam suficientes. Fiquei mais um tempo no meu quarto, esperando que as duas pessoas que também habitavam essa grande casa vazia começassem o dia. Não demorou muito para que o despertador do meu irmão apitasse, menos ainda para que ele ignorasse o som estridente e logo um embate começou quando mamãe o arrancou da cama. Era assim todos os dias. Esperei apenas tempo suficiente para que o café estivesse servido, peguei minha bolsa, o meu livro e desci as escadas em direção à câmara de tortura que se chamava café-da-manhã-em-família.


—Bom dia, querida! —Minha mãe disse sorridente, me dando um beijo com batom vermelho na bochecha. —Torradas ou panquecas?


—Só café por hoje. —Me sentei e abri o livro em uma página qualquer. 


Só faltava meia hora para que meu irmão estivesse a caminho da escola e minha mãe dirigindo em direção ao escritório. Agíamos praticamente no automático, as coisas ficaram assim quando papai foi embora. Dona Cora redecorou a casa inteira, trocou o carpete, comprou móveis novos e até mesmo derrubou algumas paredes. Tudo pra dar a impressão de que meu pai nunca esteve aqui. E quando a reforma acabou e ela chegou à conclusão de que tinha muito tempo livre, começou a aceitar horas extras no trabalho. Uma vez na semana no início. Depois mais duas. Não é muita coisa. E então ela só estava em casa bem tarde da noite e no café da manhã.


Minha mãe encheu minha caneca favorita do Mickey com o líquido fumegante, colocou a minha frente com cuidado para não atrapalhar minha suposta leitura. Graham desceu as escadas como um foguete, jogando a bolsa no último degrau da escada e correndo até o armário para pegar seus cereais coloridos. Ele era quase um homem adulto mas ainda tinha apetite de uma criança. Mamãe tentou convencê-lo de se sentar à mesa e comer com calma.


—É a única hora do dia em que estamos todos reunidos. —Ela disse, sentando-se com um prato de panquecas bem a sua frente.


—Sabe que não precisa fazer isso, não é? Nunca seremos uma família feliz, não importa o que você faça. —Meu irmãozinho caçula cospe as palavras em nossa mãe.


—Graham! 


—É a verdade, Regina! Nunca será a mesma coisa, ela não vai cobrir a falta que o meu pai faz. 


Eu queria gritar com esse garotinho até que ele pedisse desculpas, mas nunca funcionaria. Ele estava no auge dos dezessete anos, tinha uma necessidade constante de provar a todos que era um valentão. Inclusive para nossa mãe, mesmo que ela tenha se sacrificado nos últimos três anos para que a nossa pequena família não saísse dos eixos.


Ficamos em silêncio. Mamãe não revidou, já devia estar cansada desse tipo de embate. Graham também não continuou, engoliu seu cereal tão rápido quanto pôde e me dei conta de que meia hora as vezes poderia ser uma tortura.


—Eu lavo as louças, tenho mais alguns minutos antes de sair. —Eu disse, recolhendo talheres e copos da mesa. Mamãe não poderia nem sonhar que eu estava matando um dia de trabalho atoa.


Os dois não se falaram mais, a senhora -ou senhorita? -Mills pegou sua pasta cheia de documentos judiciais, as chaves do carro e veio até mim. Ela nunca esquecia do beijo de despedida.


—Sabe que ele não faz de propósito, não é? —Sussurrei. —Ele ainda está chateado, mas um dia vai entender.


Ela me deu um sorriso fraco.


—Você é incrível, mãe!


—Obrigada, querida. —Ela me abraçou e eu inspirei o seu perfume doce, cheiro de casa. —Vejo você à noite.


Assim que a porta da frente bateu, meu irmão deu as caras novamente. Era sempre assim quando brigavam: ele esperava ela sair porque não tinha coragem de encará-la depois  de cair em si é ver que fez besteira. Ele estava pronto pra sair, mas me coloquei a sua frente.


—Quer sair da frente?


—Você pode ser um valentão na escola, Graham, mas aqui em casa as coisas são diferentes. —Eu sibilei. —Se falar com ela assim outra vez, juro por Deus que arrebento a sua cara!


Ele não disse nada, revirou os olhos e murmurou um “dane-se” quando já estava longe o suficiente da entrada da casa.


Eu voltei até a pia, lavei as louças e em seguida me joguei no sofá da sala. A cabeça doendo mas não parava de trabalhar. Minha vida virou de cabeça para baixo três anos atrás. Quando meu pai saiu por aquela porta, não deixou apenas a sua esposa, deixou também os seus filhos. Mas ele aparentava não se lembrar disso. No início era uma ligação por semana. Então uma no mês. Depois ele estava muito ocupado com o trabalho na universidade da Columbia britânica, um ótimo emprego para um professor mediano. Até que por fim deixei de esperar suas ligações, recebia um cartão de aniversário e isso era o mais próximo que ele conseguia chegar. 


Nem mesmo no dia do funeral do Daniel, quando minha mãe o ligou desesperada porque eu estava inconsolável... nem assim ele me procurou.


Fechei os olhos por um momento e respirei fundo. Terça-feira no meio de Abril. Era para Daniel e eu estarmos dando início na nossa viagem. Planejamos isso desde o último ano do ensino médio, quando no dia do nosso aniversário de um ano decidimos que guardaríamos o dinheiro que seria gasto em presentes e investiríamos na nossa volta ao mundo. Era tudo que ele queria.


Tudo que eu queria.


Estar longe daqui. Esquecer que meu pai abandonou a família sem nenhum remorso. Esquecer que Graham é um grande idiota. Esquecer que uma das pessoas mais importantes da minha vida estava sete pés abaixo da terra. Esquecer que perdi a minha única amiga. Esquecer.


Uma lâmpada se acendeu sobre a minha cabeça, como naqueles desenhos infantis. De repente eu tenho uma saída para isso. De uma hora pra outra, eu tenho uma solução.


Corri escada acima, peguei minha mochila e joguei algumas roupas dentro. Carregador de celular, carteira com os cartões de crédito, documentos... é o suficiente? Bom, de qualquer maneira eu poderia comprar o que faltasse no meio do caminho.


Então eu decidi: iria realizar o meu sonho e o de Daniel naquele dia. Eu iria pegar um ônibus e viajar pelos Estados Unidos, só para começar. Conheceria lugares legais e descobriria mais sobre o meu próprio país. 


Agia completamente por impulso, minhas veias sendo alimentadas pelo monstrinho da adrenalina. Então eu escrevi um bilhete para minha mãe, ela entenderia, certo? Tranquei a casa, chave debaixo do tapete de entrada e pronto. Meus pés me levavam em direção à rodoviária.


➳ 


Era até engraçado notar que tudo estava perfeitamente calmo ao meu redor. As ruas quase sem trânsito, a rodoviária sem grande movimentação... enquanto tudo dentro de mim queimava em uma ansiedade desesperadora. Eu precisava comprar uma passagem, subir em um ônibus e ir para seja lá qual for o destino. Eu sequer pensei em algum lugar para onde gostaria de ir. Daniel e eu tínhamos uma lista, mas eu a queimei quando ele se foi. Ainda era doloroso tudo que o lembrava. Pensa, pensa, pensa! Não posso voltar atrás agora... 


—Não podemos atender no momento, deixe seu recado após o sinal. —A voz do pai de Rose repete a mensagem gravada quando eu ligo.


—Rose... sou eu, de novo. Eu tentei te ligar milhares de vezes, sei que você viu o celular. Estou quase surtando com isso, sabia? Você nem me deu o benefício da dúvida e agora... —Dei um riso nervoso. —Você nem se importa, né? Você não pensou duas vezes quando jogou a nossa amizade no lixo. Você é uma tremenda vadia! Nunca vou perdoá-la por isso.


Desliguei. O que eu queria, afinal? Que ela corresse até a rodoviária e me convencesse a ficar? Ela me ignorou por duas semanas! 


Fiquei parada olhando para o celular em minhas mãos, uma minúscula parte minha esperava fielmente que ela me ligasse. Não aconteceu. Então eu estava pronta para comprar uma passagem para sei lá onde é dar início a uma viagem... sozinha.


—Regina?


Senti meu sangue congelar nas veias quando escutei o meu nome. Eu conhecia aquela voz, claro que sim. Era pra ter sido só uma noite, só um beijo e só uma dança... geralmente era o que acontecia. E agora ele está aqui? Justo nesse momento?


—Robin? —Esse era mesmo o seu nome?


Ele estava do outro lado da rua quando me virei, mesmo sorriso torto, mesma barba por fazer, mesmos olhos irritantemente azuis... que destino cruel.


—O que está fazendo aqui? —Perguntei sem pensar, devo ter parecido rude.


—Abastecendo o carro. —Ele disse, apontando para o veículo preto do outro lado da rua. —Você pretende viajar?


Engoli em seco. Não tinha porque dizer a verdade a ele, nem o conhecia. Conhecia o sabor dos seus lábios... e apenas isso.


—É, pretendo sim. —Forcei um sorriso. —Você também pelo que parece.


Estávamos realmente tendo aquela conversa? Como se já tivéssemos nos esbarrado por aí várias vezes e não nos beijado loucamente no meio de uma pista de dança?


—Eu também. —Ele sorriu, enfiando as mãos grandes que estiveram em minha cintura um dia nos bolsos de seu jeans. —Pra onde está indo?


Droga!


Pra onde eu estou indo?


Pensa, Regina, pensa...


—São Francisco! —Cuspi as palavras. 


Nunca estive em São Francisco, não tenho amigos ou parentes lá... mas é uma boa cidade, certo?


O sorriso aberto dele me informa o contrário. Ele não...


—Estou indo pra lá! 


Quase gemi em alto e bom som. Por que, Deus? 


—Quer uma carona? —Ele oferece gentilmente.


—Não acho uma boa ideia.


Ele deu de ombros e balançou a cabeça, esperava uma explicação.


—Sem querer ofender, mas eu não o conheço...


—Isso não foi motivo suficiente para te impedir de me beijar naquela noite.


Sem que eu perceba, estou de boca aberta...literalmente. Surpresa com seu atrevimento. 


—Além do mais, não tem ônibus para São Francisco hoje, pode perguntar á moça da bilheteria.


Eu queria mesmo perguntar à ela, mas por que ele mentiria? 


—É por isso que estou indo de carro, tenho um compromisso inadiável... e você parece estar com pressa também. —Ele disse.


E eu estava. Se não embarcasse para qualquer lugar longe dali naquele mesmo dia, perderia a coragem e voltaria para casa feito uma idiota. Posso pegar outro ônibus, para outro lugar. Dar uma desculpa fajuta para que ele vá embora.


Mas não posso. Algo dentro de mim me empurra mais um pouco em direção à loucura. 


—Não vou fazer nada contra você, se é o que está pensando. —Ele tira as mãos do bolso da calça e segura a chave entre as mãos, uma chave que parecia se encaixar muito bem na porta da liberdade. —Mas não vou obrigá-la, afinal de contas você não tem motivos para confiar em mim.


—Eu topo sua carona. —Disse. 


É uma loucura bem maior do que a que eu tinha planejado. Uma gigantesca loucura. Bom, eu já cheguei até aqui... já que o destino não deixou de me surpreender, entreguei em suas mãos quando o acompanhei até o carro e juntos fomos em direção à saída da cidade.







Notas Finais


Me contem o que acharam e até a próxima 💛


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