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História Simplesmente Forte - Capítulo 1



Notas do Autor


Inspirado no livro A canção de Aquiles

Capítulo 1 - Prólogo


Lin queria treinar sozinho; mas seu pai, Alfa rei de toda Ansan, decidiu que deveria levar seu irmão mais velho junto. De modo que, durante a manhã toda, os dois irmãos lutaram com espadas, porém sem despertar seus lobos. 

Os braços de Jin doíam, e o ar entrava e saia de seus pulmões com dificuldade. Até que, finalmente, Lin jogou a espada no chão e virou-se para o seu treinador, Chan, que estava sentado em uma cadeira de madeira, o observando com uma expressão de reprovação.

— Por quê? — exclamou Lin. — Por que tenho que treinar com meu irmão? Até parece que um dia o lobo dele irá despertar!

Jin era alto, muito magro, sua pele era pálida demais, e seus lábios muito rosado para um macho.

— Porque ele é seu irmão — foi o único comentário vindo do treinador, olhando para os dois irmãos tão distintos. Lin era menor, porém tinha grandes músculos. 

— Eu seria capaz de coisa melhor se deixasse treinar com guerreiros de verdade — rebateu Lin. — Tenho certeza que me tornaria um alfa melhor. — E, antes que o treinador pudesse responder, pegou a espada do chão, e avançou contra Jin, que antes de levar o golpe, se desequilibrou e caiu no chão de terra.

— Espere, espere! — gritou Jin, do chão. — Eu me rendo!

O treinador ficou olhando cheio de decepção. Caminhou até o meio do campo, ficando entre os dois irmãos.

— Não é assim que se avança contra o inimigo — disse Chan.

—  E não é assim que treinamos nossos lobos interiores — rebateu Lin, com raiva.

— Já falamos sobre isso — prosseguiu Chan —, seu irmão precisa treinar também. Vocês dois precisam ser unidos. Quando chegar a hora de governar... a força não tem que vir somente do corpo, mas da união familiar também. A gente já ouviu história de reinos destruídos por causa da desunião. Há alguma coisa no amor familiar que agrada os deuses. Além disso — acrescentou ele —, um dia seu irmão pode vir a despertar o lobo.

Jin botou os olhos esperançosos no treinador, com um sentimento prazeroso crescendo dentro de si. Já tinha ouvido da própria mãe que ele nasceu cheio de defeito e nunca seria um lobo de verdade, no entanto, o treinador era mais sábio que sua mãe e se ele disse que havia uma possibilidade de Jin vir despertar o lobo dentro de si algum dia, então era verdade. 

Mas tarde, naquele mesmo dia, Lin e Jin voltavam cavalgando calmamente pela estrada de terra. Ainda faltava muito tempo para o sol se esconder, por isso não havia pressa em chegar ao castelo. 

— Eu queria poder despertar meu lobo — disse Jin suspirando —, e que a gente pudesse lutar como lobos.

— Queria! — exclamou Lin. — Mas você é doente. Mamãe já falou sobre isso. Não temos tempo para fantasias. 

— Mas o mestre Chan disse que meu lobo pode despertar algum dia — retrucou Jin —, e ele é mais inteligente que a mamãe.

— Ora, pare de falar besteira — disse Lin com indiferença. — Ele só disse aquilo porque é um ex-escravo e tem essa necessidade de falar exatamente aquilo o que nós nobres queremos ouvir.

— Ele não é apenas um ex-escravo — insistiu Jin. — Ele também é um grande sábio, por isso conquistou sua liberdade.

Lin parou o cavalo de repente. Uma sombra de sorriso surgiu em seu rosto, como se estivesse pensando em alguma coisa agradável.

— Pode ser — disse baixinho —, há uma chance de você despertar o lobo.

— É claro que é verdade — gritou Jin animado — Mestre Chan é muito sábio.

— Calma, mas devemos ter certeza disso — disse Lin, sorrindo. — Se você lutasse comigo, mas com o meu lobo desperto, com certeza o seu ficaria tão nervoso, que despertaria. — Ele pulou do cavalo. — Vamos fazer isso agora. 

Jin sentiu seu coração falhar uma batida. Ele não poderia lutar com um lobo acordado. Com certeza morreria.

— Então, vamos lá — ordenou Lin, dando uma piscadela.

— Está ficando tarde, irmão — disse Jin, segurando as rédeas de seu cavalo com mais força — Acho melhor a gente ir.

— Pare de ser covarde — começou Lin — Você é um Kim. Não devia agir… 

— Eu não estou sendo covarde — interrompeu Jin. — Só estou um pouco cansado. 

Lin era forte e tinha pouca paciência, para a preocupação de Jin. Em menos de um segundo, marchou em direção a Jin e começou a puxá-lo. Jin, em protesto, manteve-se em cima do cavalo, mas Lin era mais forte. Desesperado, Jin com a pouca força que tinha, empurrou o irmão, que acabou desequilibrando e caindo no chão. 

Levou alguns segundo para Jin perceber o que tinha acontecido. Olhou para o irmão, pálido e com os olhos fechados. Primeiro foi apenas um pequeno líquido vermelho saindo debaixo da cabeça de Lin, e logo depois, virou uma porção de sangue. 

Os olhos de Jin apertaram-se de pânico. Não era um lutador, e tampouco um guerreiro. Porém, da mesma forma que Eui havia conseguido matar o gigante Goo com uma pequena pedra, Jin havia matado Lin com um empurrão. 

 



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