História Simplesmente Grávidos - ABO - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfinha Grávido, Comedia, Flopada, Fuffly, Jikook, Jimin!ômega, Jungkook!alfa, Jungkook!pregnant, Kookmin, Minkook, Mpreg, Namjinseok, Sobrenatural, Tá Mo Amorzinho, Taegi
Visualizações 2.312
Palavras 4.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um dia eu disse pra mim mesma que faria uma fic do universo ABO, uma fic diferente referente a outras desses universos e foi pensando nisso que eu trouxe esse plot até vocês.

Então vamos a alguns avisos:

🔜 Eu ainda não estabeleci a média de quantos capítulos a fic terá.
🔜 A quantidade de palavras não sairá de 2 ou 3k, estourando pra 4k ou 5k Serão capítulos medianos na minha perspectiva.
🔜Também não sei se terá sexo explicito, por enquanto só insinuações.
🔜 Apesar da capa e do banner terem o Jimin ruivo, aqui ele tem o cabelo pink hair (amor da minha vida)
🔜 E eu acho que é só isso mexmo kkkkkkk

Agradeço os serumaninhos incríveis do JKW que me incentivaram a postar. Melhor família, serião. E também agradeço muitãããoooooo a @PaulinhaMRS3
(xatiada por aqui não marcar :----:) por essa capa DIVOSA! ENALTEÇAM A MINHA AMORZINHO POR TER FEITO ESSA CAPA MARAVILHOSA!

Enfim, to amando escrever esse plot e espero que gostem dele tanto quanto eu :3


(Olha a bíblia)

~editado~

Capítulo 1 - O nosso sempre


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Grávidos - ABO - Capítulo 1 - O nosso sempre

Primavera. 

A estação após o inverno na Coréia do Sul. Onde a neve se substituí pelas flores; o frio pelo calor suportável, e o que estava congelado pela neve, se torna vivo. Onde você se desfaz dos milhares de casacos que usava para manter seu corpo aquecido do frio; o chocolate quente se torna sorvete, e o sol escondido por debaixo das nuvens pesadas, se torna visível.

Essa estação era aclamada e a favorita de muitos ômegas. Pelo cheiro cítrico e perfumado das flores; as cerejeiras ainda cobertas por uma fina camada de neve derretendo-se em seus troncos; o cheiro saudável que irradiava no ar, e principalmente: a estação dava vida ao período fértil dos omêgas. Seus cheiros tornam-se ainda mais doces e viciante para seus alfas; o que muita vezes acarreta em vários ômegas engravidando-se de seus companheiros.  

E dentre eles encontrava-se: Park Jimin. 

Um ômega de madeixas rosadas e sorriso gentil. Um sorriso que conquistou muitos alfas ao longo de seus vigésimo sexto ano de vida. Mas Jeon Jungkook fora o único alfa a aflorar um sentimento relacionado a amor dentro de si. Mas como não afloraria? Apesar de seu jeito marrento e impaciente, Jungkook tinha uma personalidade amável e assemelhava-se a uma criança quando estava longe dos olhares alheios. E mesmo que fosse um Alfa Lúpus e temido por muitos, não passava apenas de uma pessoa procurando alguém com quem compartilhar seu lado amoroso, assim como Jimin que procurava alguém para que cuidasse de si e retribuísse mutuamente.

Conheceram-se ainda no colegial quando o rosado estava passando por um momento difícil. Jimin sofria de bulimia, mas aos poucos também fora adquirindo anorexia e transtornos psicólogos, quando insistia em dizer que estava gordo quando seu corpo era uns dos mais bonitos que havia em sua escola, acarretando muitas vezes ômegas invejosas pegando em seu pé e aumentando ainda mais a insegurança do pequeno. Foi quando aquele alfa de dentes salientes que se assemelhavam a um coelho apareceu, ajudando-o a enfrentar suas doenças e passando a ver a si mesmo da forma como o Jeon o olhava: lindo, fofo e verdadeiramente apaixonante. Suas bochechas queriam avermelha-se apenas de relembrar, mas outra coisa aqueceu invés das suas bochechas: seu coração. Deus, se achava tão brega ao pensar daquela forma, mas era assim que se sentia em relação ao mais novo: em uma felicidade estonteante.

O cheirinho de café com chocolate inebriou seus sentidos, fazendo seus olhinhos piscarem alarmado. Embora o inverno já tivesse ido embora há quase um mês, tinha a necessidade de sentir-se quente com um café simples, embora que o motivo de estar naquela cafeteria não fosse o fato de apenas querer tragar o café puro.

O bolso de seu casaco felpudo onde guardava seu celular, vibrou intensamente fazendo-o sobressaltar levemente sobre a cadeira, acabando por fazer a mesma arrastar-se pelo chão. O ômega praguejou baixinho na medida que enfiava umas de suas mãos gordinhas no bolso onde o telefone vibrava impaciente. Ao encontra-lo, puxou-o imediatamente para sua orelha, clicando no botão de atender só após posiciona-lo próximo ao seu ouvido.

— E AÍ JIMIN? O JUNGKOOK JÁ SABE QUE EU VOU SER TITIO?

Com um suspiro contido e irritado; os olhos levemente arregalados, o Park afasta o telemóvel rapidamente de sua orelha, repreendendo-se por não ter olhado o identificador de chamadas antes de atender.

— Taehyung! — bufou baixinho olhando para o celular que vibrava loucamente pelos gritos que o outro provavelmente soltava no outro lado da linha. — Quer fazer o favor de ficar quieto? A Coréia não precisa saber que eu tô esperando um filho do Jungkook. — o colocou de volta na orelha, falando entredentes.

— É TÃO LINDO QUANDO VOCÊ FALA ASSIM! — gritou pela linha telefônica, verdadeiramente emocionado, arrancando um risinho inconsciente do Park. — Você já contou pra o Jungkook?

— Não, ele nem ao menos chegou na cafeteria. — um suspiro entristecido venho acompanhado das palavras banhadas por letargia.

— Cafeteria?! Aquela que o Jungkook te pediu em namoro, e você o pediu em casamento?

— Sim... — sorriu emocionado lembrando-se dos acontecimentos importantes, tão importantes quando este que está prestes a ocorrer.

— Meu Deus Jimin! Deveria ter escolhido outro lugar, vai dá muito na cara que você tem algo importante pra dizer.

O sorriso de Jimin fechou.

Se não fosse alguém tão pacífico, não hesitaria em enfiar sua palma gordinha na cara de pau que o outro ômega tinha.

— Você sempre coloca defeito em tudo. — grunhiu.

— Eu só penso nas coisas que você é burro demais pra enxergar.

— Eu odeio você!

— Eu também te amo, meu papudinho!

— Ridículo! — Jimin sentiu as bochechas enrubescerem apenas com a menção daquele apelido vergonhoso que ganhara do acastanhado quando ainda estavam no fundamental. — Ah, ele chegou Taehyung! Deseja sorte pra gente, tchau! — sem esperar uma resposta do ômega, desligou, sentindo as mãos tremerem e suarem quando posicionou seu celular na mesa de madeira cor de café. Umas de suas mãos adentrara novamente uns dos bolsos da roupagem que aquecia seu corpo, esbarrando no envelope onde estava o teste que comprovava a gravidez. Sorriu nervoso.

Com sua mesa sendo a mais afastada da cafeteria e está sendo rente a janela que dava de cara com o estacionamento, Jimin viu quando Jungkook saíra do carro cumprimentando o motorista já de idade e tão conhecido por ambos já que o mesmo viu o menino Jeon crescer, acabando por se tornar parte da família. Trajando o mesmo terno preto que usa para dirigir a empresa a qual trabalha e é uns dos diretores chefes, Jungkook aproxima-se com sua pose de Alfa Lúpus. Sempre com o olhar mantendo um foco, umas das mãos grandes dentro de uns dos bolsos da calça social e um sorriso gentil porém firme a aqueles que viam o cumprimentar. Sentira-se entorpecer com o cheiro do Jeon mais novo quando este finalmente adentrara o lugar. A marca e consequentemente o significado de um sempre, latejara levemente contra seu pescoço, fazendo-o levar uns dos dedos gordinhos em direção a cicatriz da mordida em sua derme e acaricia-la, sentindo os pelos se eriçarem.

Viu alguns se curvarem em respeito diante de um alfa puro. Os poucos alfas que estavam ali deixaram seu cheiro mais forte para marcar território e os ômegas com as pernas fracas e o cérebro hipnotizado pelo cheiro forte e intenso do Alfa Lúpus. Viu o sorriso forçado de Jungkook se abrir para os presentes enquanto caminhava em sua direção. E sentiu-se culpado por escolher um lugar tão frequentado e cheio de raças como aquelas, já que Jungkook odiava totalmente ser o centro das atenções. Odiava ser um Alfa Lúpus por muitos acharem que aquilo lhe dava o direito de ser melhores do que as outras pessoas, quando tudo o que só queria era frequentar lugares onde alfas não tentassem marcar tanto território consigo; ômegas e betas não darem em cima de si, e os outros tipos de raças não tentassem intimida-lo.

— Me desculpe por isso. — sussurrou culpado e uma feição chateada quando o marido sentou na única cadeira que havia na mesa, de frente a si. Jungkook elevou umas de suas sobrancelhas como se não entendesse por qual motivo o seu ômega lhe pedia desculpas. — Sei como odeia ser o centro das atenções. Se quiser ir pra outro lugar eu...

— Hey amor, não precisa pedir desculpas por isso. — o interrompeu; sereno e dócil, calmo e ameno. Aquele era o seu Jeon Jungkook, afinal. — Eu realmente odeio, mas não é como se eu não estivesse acostumado. E obrigado por me tirar daquela maldita empresa, já não aguentava mais corrigir tantos relatórios feito por secretários incompetentes. — o alfa revirou os olhos ao lembrar-se da irritação incessante que ultimamente estava tendo em seu trabalho. Porém sorriu, o sorriso de coelho que tanto amava o seu ômega, para não preocupa-lo. — Tem algo a me dizer? — essa pergunta deixara Jimin nervoso e surpreso.

— C-como assim? — a região das bochechas salientes se escureceu em um vermelho nada latente e praguejou-se por gaguejar e não conseguir encarar os olhos do alfa quando o nervosismo o possuía. — N-nada aconteceu. S-só queria f-ficar um pouco com o meu Alfa.

Jungkook riu; uma risada baixa e contida. Seu Jimin hyung era tão fofo.

— Hyung...

Jimin sentira-se surpreso mais uma vez. Era tão poucas as vezes que Jungkook dirigia para consigo com aquele tratamento.

— S-sim?

Eu sei... 

Por um momento Jimin havia se esquecido de como respirar; de olhos arregalados e a garganta seca, recorrera ao único líquido que estava em seu alcance no momento embora fosse quente. As mãozinhas de Jimin tremeram ao segurar a bebida por estar tão nervoso e nem sabia ao menos como encarar o alfa que fitava-o docemente.

— O Taehyung te contou? — suspirara derrotado ao não fugir mais do assunto. Tragou a bebida quente, fazendo uma careta ao notar como amarga ela estava. Um embrulho em seu estômago se fez e rapidamente enxotou a bebida para longe de si. Agora o cheiro do café enjoava-o.

Amigo traidor!, pensara irritado.

Eu sinto, meu amor.

Jimin piscara os olhos e arregalou-os mais uma vez; a mão trêmula segurou-se na borda da mesa na medida que algumas lágrimas brotaram no canto dos olhinhos de Jimin.

— C-como?

— Acho que é umas das únicas vantagens de ser um Alfa Lúpus. — sorriu. Um sorriso tão preenchido por felicidade e ternura que Jimin viu-se novamente rendido a beleza do seu marido. — Mas eu também consultei uma bruxa quando eu quis entender o fato de estar me sentindo estranho nas últimas semanas. Foi quando ela me disse por eu ser um alfa diferente dos outros, consigo sentir através da marca quando o meu parceiro carrega um filhote. Porém é só início, nos próximos meses da gestação é normal, os Alfas Lúpus não sentem mais nenhuma ligação. O que é uma pena, porque eu adoraria. — outro sorriso, mas dessa vez entristecido.

— Há quanto tempo você sabe?

— Há dois dias, mais ou menos. Embora eu suspeitasse, você estava tendo muito enjoos durante as últimas semanas. — pegou a mãozinha do Park que ainda estava segurando na borda e trouxe até as suas. Foi no automático quando a outra mão que estava por debaixo da mesa copiar o mesmo movimento da direita, e entrelaça-las com a de seu alfa. — Isso é uma grande responsabilidade, você sabe não é? Somos muito jovens, eu mal cheguei na casa dos vinte e quatro, mas eu quero que você saiba que apesar de eu ter te marcado e casado cedo, ter termos feito tudo cedo demais, não imagino ninguém a não ser você que eu queira compartilhar tudo isso. Eu te amo Park Jimin, agora Jeon Jimin. — ambos riram com as palavras do mais novo, embora que as anteriores estivessem pra sempre marcadas em seus corações assim como a marca que ligava suas almas sempre estaria marcada no pescoço de Jimin. Simbolizando o sempre. O sempre de algo que, em suas mentes, nunca terminaria. 

— Eu também não imagino ninguém a não ser você, amor. Eu te amo muito. Obrigado por ser o meu sempre. — as lágrimas já traçavam o rosto do de madeixas rosadas. Amava tanto aquele homem que seu coração partia-se ao pensar involuntariamente se um dia chegasse a perde-lo. Agora o mesmo com o ser que carregava em seu ventre. Ao ter esses pensamentos, livrou uma de suas mãos das grandes do Jeon, e levou até o ventre onde não havia nenhum volume, porém o Park sentia. E sorriu. Sorriu porque, no final das contas, sentia-se completo, e todos podiam ver isso. Sem perceberem o alvo da cafeteria viraram os dois. Pessoas tão emocionadas almejando sentir aquele amor tão forte o quanto.

— Agora eu realmente estou com raiva. — um sorriso brincalhão tomou os lábios do alfa que tentava não emocionar-se com a cena do ômega pondo a mão em seu ventre, sorrindo tão feliz quanto no dia que estavam no altar. — Estou com uma vontade enorme de te beijar, mas não posso fazer nessa cafeteria.

— Desculpe. — murmurou envergonhado, arrancando do mais novo uma risada por o menor ser tão fofo.

— Vem, vamos sair daqui. Vamos comemorar em outro lugar.

— Comemorar aonde? — inquiriu curioso, buscando a carteira dentro do bolso da calça jeans, mas antes que tirasse do objeto de couro uma nota, Jungkook fizera isso por si, jogando mais wons do que o café valia apenas porque estava ansioso pra dá o fora daquele lugar.

— No nosso quarto, em quatro paredes.

— Jungkook!

O citado riu gostosamente e foi inevitável não sorrir diante de sua risada contagiante.

— Ainda me lembro como se fosse ontem, quando o alfa estava tão nervoso no pedido de namoro; prestes a desmaiar. — riu a senhora Yang Mi, lembrando dos acontecimentos que o jovem casal passou naquele lugar tão carregado de lembranças boas que eles fizeram por ali. — Agora estão casados e esperando um bebê. Por quanto tempo eu dormi? — outra risada nostálgica.

Ainda não me acostumei vendo os jovens crescerem.


Como dói, foi o único pensamento que lhe ocorreu quando as pálpebras abriram e se depararam com o breu do quarto. A primeira coisa que sentira fora uma forte dor em sua barriga, impedindo-o de pensar em qualquer coisa que não fosse a dor que sentia na região de seu ventre. A mãozinha chegara até lá com dificuldade, já que estava com medo de acordar seu alfa com um sono mais leve do que uma pena. Qualquer movimento brusco na cama o acordaria e sabia quanto o mais novo estava cansado de tão sobrecarregado o trabalho na empresa. Sua palma gordinha alisou calmamente a região que se contraía dolorida, e que a cada minuto se agravava. Seus olhos pequenos acolheram as lágrimas quentes, a um ponto que ficaram tão cheios da água salgada que passou a escorrer pelo seu rosto, então pusera a chorar silenciosamente enquanto a dor em seu ventre piorava.

Mas foi obrigado a chorar mais alto quando sentiu algo melado, pouco a pouco, manchar sua camiseta branca e logo mais seus dedos que se embrenharam contra ao tecido fino. Jimin miou assustado e soluçou forte, por fim fazendo Jungkook se despertar em um sobressalto apressado.

— Amor... — a voz saíra rouca e grogue pelo sono, mas mesmo assim era notável o tom assustado. Jimin o respondeu com um grunhido arrastado e fanho.

Jungkook, desesperado, aventurou-se pelo breu do quarto até o interruptor da lâmpada que havia no quarto. Quando por fim o objeto iluminou todo ambiente, seu coração falhou uma batida ao ver seu ômega todo encolhido na cama trazendo uma expressão de dor e medo, apertando a região do ventre enquanto essa tinha uma poça assustadora de sangue envolta dela.

— Kookie... o bebê... — soluçou forte, apertando a carne que doía intensamente, e por consequência melando seus dedos de sangue. Aquilo apenas piorou seu estado. — J-Jungkookie! — o mais velho estava tão indefeso e assustado.

— E-eu, e-eu... — o alfa nunca estivera tão perdido como nesse momento. O medo viera tão forte e de repente que era incapaz de sequer esboçar uma atitude, a não se encarar o ômega assustado. — E-eu vou ligar pra emergência, por favor, aguenta só mais um pouquinho. — fez uma careta chorosa, engolindo a seco, enquanto que corria pelo quarto em busca de algum aparelho eletrônico para que pudesse ligar para algum hospital mandar a ambulância. O telefone tremeu em sua mão quando forçou-o contra a palma grande ao que Jimin soltou um gemido sofrido. Teclou nervoso o número de emergência, colocando afoito contra o ouvido.

— Â-alo?

— Centro Hospitalar de Seul, qual a emergência?

— M-meu marido e-está grávido e sangrando m-muito, acho que ele está sofrendo um a-aborto. — fechou os olhos sentindo a cabeça latejar fortemente quando os soluços de Jimin se agravaram. Não podia perder seu bebê, não podia. — P-por favor, mandem logo uma ambulância.

— Qual o endereço senhor?

Jungkook respondeu no automático não tirando os olhos do seu pequeno que se encolhia e chorava de dor contra a cama.

— Aguarde só um pouco senhor. A ambulância já estará sendo encaminhada pra ir imediatamente.

— O-ok. — com as mãos trêmulas e a vontade intensa de se render aos prantos, Jungkook desligara e jogou o celular para alguma extremidade do quarto que ao menos se importou, pois logo seu corpo estava indo em direção ao que estava encolhido e miando assustado na cama. — Bebê calma, vai ficar tudo bem ok? Vai passar. — nem mesmo Jungkook estava convicto de suas próprias palavras e a quantidade de sangue que saía de Jimin assustava-o. Nem ao menos poderia tentar estancar já que podia fazer alguma coisa errada e piorar a situação do ômega.

— E-eu não quero p-perder nosso filhote, Kookie. — soluçou ainda mais forte ao cogitar aquela hipótese. — Por favor... — fitou-o com os olhinhos com tantas lágrimas que era impossível enxergar a íris castanha.

Proteja nosso bebê

.

O cheiro de tantos remédios mesclando-se fortemente enjoava o alfa e deixava sua cabeça ainda mais latejante. Não poderia recorrer a cafeína para diminuir a enxaqueca e o estresse pois o deixaria com ataque de pânico, já que sofria de ansiedade e a cafeína apenas contribuía para ficar apenas mais ansioso. E sabendo disso, Min Yoongi, alfa, sócio de Jungkook e melhor amigo, comprou um chá de ervas feita especialmente por mãos de uma wicca, velha conhecida do Min e que por sorte morava perto do hospital onde estavam agora.

— Toma isso, vai controlar a sua crise. — ditou o mais velho ao Alfa Lúpus, referindo-se às mãos trêmulas desse e aos os olhos tão vermelhos que engolia quase por completo as íris escuras. — Vai ficar tudo bem. Os dois vão ficar bem. — confortou-o, ao que esse pegou o copo de plástico e levou-o até a boca, dando tragadas fortes, engolindo o chá quase que por completo. Apenas quando o gosto finalmente atingiu seu paladar que fez uma careta ao notar o quanto aquilo era ruim.

— E-eu não sei o que a gente vai fazer se perder o bebê, Yoongi. — foram as primeiras palavras desde que havia chegado no hospital, equivalente há duas horas. Os que trabalhavam ali esperavam que o Alfa gritasse, esbanjasse sua fúria por se encontrar em um momento tão crítico de desespero, ainda mais por ser um Lúpus. Mas da boca de Jungkook não viera nada, apenas soluços quando estava longe o suficiente de todos. — Mesmo que tudo entre a gente tenha acontecido tão rápido, eu e o Jimin sempre quisermos ter um filhote. Ele mais do que eu. Não é justo perdemos ele, não é justo! — as palavras soavam em fúria mesmo que contrastasse com sua feição de assustado, magoado e com medo.

— Jungkook... Não usa a voz de Alfa. — alertou o Min ao que alguns ômegas enfermeiros que passavam por ali se encolheram. A voz do Jeon soara tão grave que machucou os ouvidos sensíveis destes. Jungkook se desculpou envergonhado, abaixando os olhos, ignorando o Min que estava ao seu lado. Odiava usar a voz de alfa, principalmente a do Lúpus, onde esse era mais onipotente. Mas nesse momento, seu lobo estava tão acuado quanto si; sentia os ronronares tristonhos, uma tristeza que não era apenas a sua, mas a do seu ômega também. Sentia o lobo dele assustado, com medo, triste e isso apenas lhe preparava para o pior.

— Senhor Jeon?

— Doutor Lee? — a atenção de seus pensamentos fora desviados para o médico wicca que estava em sua frente. Sobressaltou da cadeira e encarou o homem nervosamente. — Como meu ômega está?

— Ele está bem, mas no entanto... — o maldito “mas”, veio, consigo trazendo uma dor no peito do Jeon. — Park Jimin não poderá ter a criança.

— Ele perdeu o bebê? — a garganta ficou seca ao mesmo tempo que sua visão turvava-se. Foi necessário Min puxa-lo para voltar a se sentar para ouvir o resto da informação.

— Não... ainda. 

— O que? E-eu não entendo... — gaguejou confusamente; a aflição no seu peito abraçando-o cada vez mais.

— Fizemos enxames e através do que o ômega que está com o seu esposo me contou, Jimin sofreu de bulimia e anorexia. Acontece que o corpo de Jimin não está apto para receber uma criança; seu corpo ainda tem sequelas. A desnutrição que ele sofreu fora muito intensa, seu corpo não aguentaria a enchuvada de vômitos que a gravidez traria, e nem o peso do filhote quando o embrião se desenvolvesse por completo. A fadiga seria imensurável. Então ter um bebê em um corpo frágil como aquele é pedir por um aborto espontâneo. Ele teria um hoje se não tivessem chegado a tempo. Além disso, o embrião se desenvolveria igualmente frágil. E mesmo se ele chegasse a ter a criança, ou ela nasceria morta no parto, ou pior, os dois perderiam a vida. 

Ao escutar aquilo, imediatamente seu lobo choramingou. Não podia perder Jimin pra morte, nunca. Aquele baixinho de sorriso meia lua era sua vida, seu tudo. O que fariam com o sempre que prometeram um ao outro? Não podia perde-lo em hipótese alguma, só de cogitar aquilo, a suposição rasgava seu peito em uma dor muda, tão forte que chegava a sufocar. Ele não podia perder a razão pelo qual vivia, nem que para isso tenha que sacrificar o que eles mais almejavam como um casal.

— Ele já sabe? — o olhar do Jeon estava distante, frio; a voz entoando tão secamente e áspera que mesmo o wicca não fazendo parte de nenhuma da classificação ABO, não deixou de se assustar levemente com o seu tom.

— Sim. Pedi para que o esperasse, mas ele estava tão desesperado que não pude negar. Desculpe.

— Tudo bem. — o tom seco não abandonava sua voz e aquilo estava começando a preocupar o Min. — Irei vê-lo.

— Jungkook! — a voz do Min era repreensiva, como se esperasse uma atitude do maior que magoasse o ômega de madeixas rosadas.

— Eu não posso deixar ele morrer, Yoongi! — finalmente sua voz havia alguma emoção, mas o tom era sofrido, desesperado, seu lobo uivava assustado. — Nem que pra isso ele tenha que perder o bebê.

— Eu sei que é complicado, mas você não pode pedir algo assim ao Jimin. Ele ama esse bebê, Kookie.

E eu o amo. E é por isso que eu não posso deixar o tê-lo. Acredite. Eu faria qualquer coisa, qualquer coisa, para que ele tivesse, mas não posso arriscar a vida do meu marido.

Mas você não vai chegar perto do meu bebê. — a voz miada e chorosa de Jimin soou entre aqueles corredores. O coração do alfa disparou na medida que a sua visão foi capitando um Jimin choroso com as bochechas rubras e mais inchadas do que nunca. Sua roupagem era do hospital, mas notava-se uma pequena mancha de sangue crescendo em volta de seu ventre. Um fio de tubo ainda estava ligado em sua veia, mas Jimin estava tão transtornado que nem sequer importou com o sangramento. Atrás de si estava um Taehyung que segurava-o pelo o braço, também choroso e assustado. Ambos os lobos de seus alfas rosnaram ao ver seus ômegas naquele estado. — E parti de agora, vai ficar longe de mim também. 

— Jimin, você não pode ter esse bebê! — o alfa gritou; controlando-se ao máximo para sua voz não sair entoada como um rugido para que não soasse como a de um alfa. O coração partido, as lágrimas querendo surgir. — Por favor...

— Ele é o meu filho, Jungkook! Como quer que eu de as costas para o meu próprio filho? — Jimin encontrava-se engolido pelas próprias lágrimas e sufocado pela própria tristeza.

— Eu só estou pensando no seu bem, tenta me entender. Você ouviu o médico e...

— Eu vou ter essa criança! — berrou, convicto de sua própria decisão. — E nem mesmo você vai me impedir de tê-la. 


Notas Finais


O primeiro capítulo sempre é tenso, mas como é a introdução, eu não poderia colocar comédia logo de cara. Mas tem bastante fuffly pra recompensar. Mas logo a comédia tá vindo por aí com um Jungkook grávido e um pobre ômega e seus amigos (Manuela e seus amigos. Tá, parei) que vão ter que aguentar um Alfa mais ranzinza que nunca.

Mas espero que não tenha ficado confuso a explicação do médico do pq do Jimin não poder ter a criança. Umas das razões do aborto espontâneo é a saúde da mulher. Então quis ressaltar que o bebê não poderia se desenvolver direito no corpo frágil do Jimin e nem ele poderá suportar a gravidez. Espero que eu tenha esclarecido.

Então deem amor a minha mais nova flopezinha♡ (quando a pessoa é tão flopada que já sabe que vai flopar -ke)

Nos vemos qualquer dia por aí♡

ENALTEÇAM-A! @PaulinhaMRS3


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