História Simply - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Colegial!au, Imagine, Jiminmoonlight, Long-fic, Taehyung
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Palavras 2.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Postando tarde? Sim, mas pelo menos está aqui


e, please, não me matem com esse cap.

Capítulo 8 - Simply; when fear speaks louder


LEE HAEJIN

 

― O latino da Hae é muito lindo, você viu, Jin? – Namjoon comentou enquanto enchia o copo com cerveja.

Revirei meus olhos. Não era meu... Ainda. Não propriamente dito. Era finalmente tarde de domingo. Yeoshin, que havia dormido na casa de um amigo, já havia chegado e como ninguém havia almoçado em plena duas da tarde, havíamos migrado para a casa de Namjoon e Seokjin para comer um churrasco improvisado no quintal.

― Eles estão falando do Taehyung? – Yeoshin perguntou me olhando com um sorriso – Eu gosto dele! Ele foi lá na escola e fez os professores tremerem na base!

― Ele já está defendendo a namorada, que bonitinho – Jin provocou já rindo.

― Ele não é meu namorado! Ainda... Mas não é. Acho que... Sei lá, acho que estamos ficando – tentei explicar; meu cenho franzido demonstrava a pequena confusão que era a situação.

Mal havia acabado de falar e meu celular vibrou, era uma mensagem de Taehyung: 

“Acabei de chegar em casa, já acordou?”

 Sorri de lado e quando escutei o riso zombeteiro de Seokjin mostrei a língua para ele, mas mesmo assim respondi: 

“Sim, estou em um churrasco improvisado na casa do Nam”

 Botei meu celular sobre a mesa de plástico e continuei meu jogo de caça-palavras com Yeoshin, ele era um garoto do tipo que gostava de fazer tudo, contanto que estivesse fazendo algo. Jin chegou com alguns pedaços de carne e tentou bagunçar meu cabelo, mas logo se afastou quando eu o ameacei com o garfo. Yeoshin mal segurava os risos. Meu celular novamente vibrou e eu rapidamente o peguei para ver a mensagem de Taehyung: 

“Quero ligar pra você”

 Sorri de lado e dei a desculpa de que ia para a cozinha, mas provavelmente ninguém acreditou em mim. Enviei uma mensagem com um simples “me ligue” e não se completou um minuto para meu celular tocar.

Buenas tardes! – ele me cumprimentou animado e logo traduziu – Boa tarde.

Buenas tardes para você também – brinquei me encostando à mesa da cozinha – Conseguiu dormir?

― Nem um pouco, Jimin hyung tentou tirar de mim cada detalhe – suspirou exasperado – Às vezes lamento ter um amigo tão curioso.

― Ah, contou a ele que me devorou até que perdesse o controle? – provoquei em um tom mais baixo.

No! Por supuesto que no! – ele respondeu rápido – Eu não fiz isso!

― Ah, então só mordeu e chupou minha língua até eu me render? – continuei provocando sem pudor algum.

Niña estúpida! Eu não estava no meu normal! –  Taehyung tentou se defender – Para de se gabar!

― Não consigo! Você é irresistível, sabia?

― Isso é assedio por telefone.

― Quando eu estiver te assediando, você vai saber.

― Quero te bater e beijar, isso é normal?

― Não sei, mas acho divertido. Espera, estão me chamando aqui, mais tarde a gente conversa, sim? Ou nos vemos amanhã na SGA.

Bueno. Cuide-se, tá bom? Até amanhã.

Despedi-me e sorri boba enquanto voltava para o quintal. Eles não paravam de me perturbar sobre o meu latino. Mas eu já não me importava, gostava de como isso soava. Por mais que ele fosse irritante, de pavio curto... Taehyung não precisou me beijar para gostar de mim, ou pensar duas vezes em me defender. O churrasco perdurou até o início da noite, não tínhamos nada para fazer ou com no que nos preocupar. Foi um verdadeiro tempo em família, mesmo que não tivéssemos ligação sanguínea.

Durante a noite ajudei Yeoshin com o dever de casa e revisei alguns assuntos. Eu gostava disso porque me lembrava de pequenos detalhes que por vezes esquecemos por não usarmos mais. Mantinha minha mente ativa e pronta para qualquer resposta. Era perto da meia noite quando fui deitar para dormir, porém meu celular tocou anunciando mensagem. Taehyung me mandava um boa noite simples, mas que me dizia nas entrelinhas que ele estava pensando em mim antes de ir dormir. Respondi que também já estava deitada e outro boa noite, ele ainda brincou mandando eu não me atrasar para a aula.

E realmente não me atrasei. Dessa vez tinha um motivo a mais para chegar no horário. Quanto mais cedo chegasse, maiores eram minhas chances de ver Taehyung antes das aulas começarem. Porém, o garoto havia demorado a entrar na aula de biologia, outra aula que tínhamos em comum. Assim que ele me viu parou, sorriu e desviou um pouco sem graça, mas logo tornando a me olhar. Jimin vinha logo depois e a turma dele logo se fechou ao seu redor. Certas coisas nem eu e nem ele podíamos mudar.

Apesar de meu desejo fosse de ficar ao lado dele o tempo todo, a semana se passou assim. Troca de olhares, mensagens, ligações. Ele continuava mimado, por vezes fazendo birra por me querer perto e não ter, chegando a ser um pouco chato, mas eu era paciente. Achava uma graça quando ele me perguntava quantos deram em cima de mim no trabalho. O acusava de ciumento e ele apenas desconversava e dizia que era apenas curiosidade, além de ficar bravo caso eu continuasse. E claro, eu continuava já que implicar com ele ainda era divertido.

Era finalmente sexta-feira e já estávamos no almoço. Daquela vez estava almoçando sozinha porque queria aproveitar o tempo para estudar. A semana tinha passado rapidamente e eu mal via a hora para ter o meu fim de semana. Não teria trabalho nem no sábado nem domingo, estava pensando em sair com Taehyung para qualquer lugar onde ninguém fosse nos atrapalhar.

No, Sun! Devuelva mi celular!

O grito de Taehyung me fez saltar da cadeira e buscá-lo. Ele tentava para pegar o celular da mão de Sunhyo que ria feito uma idiota. Ela corria para longe com o aparelho e ameaçava lê-lo. Meu corpo gelou por alguns momentos. O celular dele devia estar cheios de mensagem para mim e eu não era nada discreta. O que aconteceria se todos descobrissem que ele estava ficando comigo? Taehyung não suportaria tanta humilhação, eu tinha certeza disso! Então, agi por puro impulso, peguei meu copo com refrigerante, me aproximei e assim que pude joguei na cara de Sunhyo com um prazer não tão velado assim.

― Ele mandou devolver o celular – falei fria e com uma falsa calma.

― O que... Haejin! Você vai pagar por isso! Já estou farta de você!

Ela saltou para cima de mim e eu a bati com toda a minha força, driblei de um tapa dela abaixando o corpo e logo aplicando um gancho. Havia coisas que se aprendia quando se estava sozinha e crescia dessa forma. Uma delas era lutar com pessoas muito maiores do que você. Quando peguei o celular, joguei para Jimin, já que era ele quem estava mais perto. E isso foi o meu erro. Consegui salvar o celular, mas não a mim mesma. Sunhyo se jogou com tudo sobre mim, me derrubando no chão. Mas antes que ela fizesse algo Jisol apareceu e a puxou de cima de mim e quando tentei me levantar, sentir a dor abraçar meu corpo novamente.

― O que está acontecendo aqui?! – A Sra. Park finalmente havia chegado.

Obviamente foi uma confusão de início. Taehyung e Jimin me ajudaram a levantar. Taehyung estava muito sério e bravo no olhar, mas era o seu silêncio que me preocupava. Eles me levaram até a diretoria, eu havia dito que estava bem e não precisaria ir a enfermaria. Era apenas dor muscular. Lá dentro, Jimin serviu como testemunha para tudo. Não me atrevi a falar nada, eu tremia de medo por dentro do que fosse acontecer comigo. Eu não podia perder minha bolsa, não agora no último ano faltando apenas alguns meses para o inferno acabar. Não por causa de uma idiota como Choi Sunhyo.

― Você está sendo injusta, diretora! Só porque ela é uma bolsista! – ralhou Sunhyo ao escutar que seria suspensa por uma semana.

― Está sendo suspensa depois de três advertências! – a Diretora foi irredutível – E pelo que eu saiba você causou danos ao Sr. Kim e um caos no refeitório. Mais uma vez! Saia daqui antes que eu tenha de chamar seu pai.

Sunhyo teve de engolir aquilo e saiu revoltada. Jimin também foi dispensado e restava apenas eu e Taehyung. A diretora olhava de um para o outro, ambos em silêncio. Porém, quando a diretora finalmente ia abrir a boca, Taehyung explodiu de vez.

― Sua estúpida! – ele levantou da cadeira quase gritando, apontando o dedo para mim – Está louca? Eh, Loca?! Você poderia ter se machucado seriamente! Pior, poderia ter sua ficha manchada! No me creo que fez uma idiotice dessas!

― O que? Eu estava tentando proteger você! Ela pegou seu celular, se visse o que estava ali dentro, o que acha que iria acontecer? Quer ter uma vida assim? – não consegui segurar a raiva mais, me levantando também – Eu não pensei, está bem? Só quis proteger você, latino! Eu posso aguentar qualquer humilhação, cresci ouvindo essas coisas, aprendi a ser forte com elas. Mas você não!

― Chega vocês dois, sentem-se!

Agora eu entendia quando Taehyung dizia que queria me bater e me beijar ao mesmo tempo. Sentia esse sentimento consumindo-me por dentro, meu rosto estava vermelho de raiva, mas ao mesmo tempo querendo proteger o meu latino. Sentei quase me jogando, o que foi meu erro. Fiz uma careta de dor e desviei o olhar do de Taehyung que estava agora preocupado. A diretora respirou profundamente e juntou as mãos sobre a mesa.

― Haejin, nada constará em sua ficha. Foi em autodefesa – a diretora começou a falar e então sorriu – Como vai a redação de vocês?

Eu olhei para Taehyung um pouco em choque.

― Eu esqueci que era para escrever!

Yo también! Quanto tempo falta, diretora?!

― Nenhum – A diretora finalmente suspirou aliviada – Foi só um meio de fazer os dois se entenderem. E pelo visto deu muito bem, não é?

Ficamos em silêncio. Eu queria dizer bem demais, mas a Sra. Park pareceu entender e logo fez um movimento de mão para que saíssemos, mas mandando que Taehyung me levasse à enfermaria só para ter certeza de que estava tudo bem. Caminhamos em silêncio e em silêncio ficamos até a enfermeira começar a fazer perguntas de onde doía e tudo o mais.

― Tudo o que eu preciso é que essa dor pare. Deus, por que não me permitiu acabar com aquela garota?

Só então Taehyung riu um pouco. O olhei um pouco mais relaxada e ele respirou fundo, aproximando e pegando a minha mão. Que praticamente esmaguei quando a enfermeira teve de passar uma pomada para dores musculares em minha cintura. Porém, foi assim que ele descobriu que eu tinha uma tatuagem na lateral de minha cintura. Uma rosa com um ramo artístico.

― É linda – Taehyung murmurou quando a viu.

― Sim, é muito linda – a enfermeira comentou, mas olhando para mim.

Creo que já está bom – Taehyung a cortou seco. Ciúme? Imagina.

― Sim, fique de descanso, Haejin, estará livre daqui trinta minutos – a enfermeira riu baixo e se afastou.

Deitei na cama da enfermaria e olhei para um Taehyung com ciúme ainda. Deus, eu havia arriscado praticamente tudo por causa dele. Foi como um instinto tão poderoso! Segurei na mão dele e o puxei para perto. Ele logo se aproximou e sentou na cadeira ao lado da cama. Ficamos ali, de mãos dadas e em um silêncio agora reconfortante.

― Onde aprendeu a lutar? – Taehyung finalmente perguntou.

― Bem... É meio complicado. Você não sabe da história completa – me encolhi só de lembrar tudo.

― Ainda há mais? – me olhou surpreso.

― Claro que há. Nada é fácil quando se trata de mim. Bem, vou tentar resumir. Quando era pequena fui deixada em um abrigo para crianças, meio que abandonada mesmo. Uma família me adotou, mas apenas para manter o dinheiro do governo. Porém, às vezes passava uma assistente social e eles acharam que seria bonito no papel dizer que eu fazia algum esporte. Logo de cara peguei um de luta. Precisava ser forte e estava cansada de apanhar das crianças maiores. Mas isso também foi bom para aprender ter autocontrole e canalizar minha raiva.

― Mas... Onde eles estão?

― Não faço ideia e não quero saber. Quando disse que queria ficar só, me emanciparam aos 15 e com 16 consegui minha casa própria. Foi só isso, a casa. Eu cuidaria das contas, comida, manutenção e eles continuam recebendo o dinheiro do governo.

― E ainda mais o Yeoshin... Dios mío!

― Hey... Eu aguento. Não se preocupe.

― Vai para o inferno! Claro que você não aguenta! – Taehyung estava realmente zangado, mais do que antes até – Será que só você não percebe? Você protege a todos... Menos a você mesma! Você sofre em silêncio, é forte em silêncio. Mas você ainda é humana e por Dios, eres la persona más fuerte que conosco, mas isso quer dizer que também é a mais frágil!

Eu o olhei sem ar. Era como se ele tocasse em uma ferida tão antiga e profunda que ao mesmo tempo em que doía ele jogava um bálsamo. Como ele havia percebido tudo aquilo em tão pouco tempo? Taehyung segurou meu rosto com ambas as mãos e me fitou sério. Eu deveria sentir um alívio por alguém me compreender e me decifrar. Mas o que tomou conta de meu ser com uma força violenta foi o medo. Medo de ficar frágil, de não saber o que viria depois, medo dessa sensação que estava sentindo e não sabia controlar. E perder o controle era a última coisa que eu poderia fazer.

Não, não, não! E a culpa era daquele latino, o que ele sabia da vida? Dizer apenas algumas palavras bonitas no momento certo sem saber que isso me amedrontava? Quem ele pensava que era para invadir minha vida dessa forma? Eu não estava preparada para ser desvendada desse jeito. Então, a pior coisa aconteceu: eu me fechei completamente por dentro.

― Eu vou proteger você – ele falou em tom baixo, mas completamente determinado – E nem você vai me impedir isso. Vou cuidar, vou beijar, vou abraçar, vou deixar você chorar.

― Você não sabe o que está dizendo, Taehyung – neguei com a cabeça, sentindo lágrimas vindo aos meus olhos; era tão difícil lutar contra elas naquele momento – Não sabe de nada sobre mim.

― Não? Acabou de me contar tudo.

― E disse que sei aguentar as coisas! Eu não preciso de você!

― Cale a boca, idiota! – ele brigou zangado – Yo no voy a sair do seu lado até que perceba que precisa de mim.

― Não seja convencido. Você beija bem, é gentil e tudo o mais. Mas não passa disso. Não tem como passar. Você é só um garoto mimado que está vendo algo quebrado e resolveu concertar. Mas eu não sou um brinquedo que tem concerto. Sei lidar com minhas cicatrizes enquanto você não tem nenhuma. Saberia lidar com alguém assim?

Eu o estava magoando. Sentia isso a cada palavra que soltava com raiva. Eu tremia, mas tremia de medo. Tentava parar, mas não conseguia. Queria ele longe, bem longe, por ter me exposto daquela maneira. Não queria ser frágil, não podia! E Taehyung estava me fazendo ser assim, me abrir tão fácil em tão pouco tempo.

Ahora tengo uma ferida – ele falou com raiva contida, mas não conseguia conter as lágrimas – Você está sendo idiota! Vai se arrepender disso.

― Sai daqui – eu implorei lutando com meu próprio choro – Eu não quero você. Eu não quero isso. Eu. Não. Quero!

Ao que parecia, aquela havia sido a magoa final. Só quando vi Taehyung indo embora que eu realmente chorei. Chorei pelo que havia feito, pelo que eu era. Por estar deixando ir a única pessoa que quis cuidar de mim de um jeito especial. Mas minha voz morria na garganta. Eu não tinha coragem para me enfrentar. Não quando o assunto era eu mesma.



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