História Simply Happens - Capítulo 17


Escrita por: e Mermaid_Chimmy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 5.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi everyone, eu estava quase esquecendo que hoje é quarta e que é meu dia de postar capitulo risos, apenas relevem...

O capítulo está cheio de referencias a músicas que me lembraram Jikook enquanto escrevia, o próximo capítulo está cheio de plot twist rsrs

Espero que gostem e boa leitura <3

Capítulo 17 - You can play me like a violin...


Por Jimin:

 

O silencio pode vir a tornar-se uma arma se utilizada e usufruída da maneira correta e coerente, se combinada a frustração torna-se uma arma capaz de ferir quaisquer sentimentos, quaisquer corações, podendo adentrar qualquer fortaleza. Embora mesclado a magoa, não suaviza o potencial de suas consequências, os pensamentos inquietantes, o peito ardente, como uma chama que tomara proporções imensas, de porte igualitário a de um incêndio. Fitar Jinyoung ali, diante de meus olhos, seu semblante sem expressão, sua respiração acelerada, o único som agonizante, que rondava pelo ambiente, fazia-me arrepender de todos os meus feitios, de minhas ações e até mesmo das quais ainda não realizei. Lembro-me das sábias palavras de minha omma, “cuide de suas ações, cuide de seus passos, somos todos frágeis perante nossas consequências e quando as mesmas batem à nossa porta, nunca sabemos como agir.”, em meio a tal situação, percebo a gravidade de seus avisos, de seus cuidados, para justamente, não cometer os mesmos erros, que estava a cometer. Um suspiro amuado, fora tudo que escapara dentre meus lábios, minha mente insistia em amaldiçoar-me de tal feitio, a situação em questão, pedia mais do que um suspiro, contudo, as palavras pareceram estar travadas em minha garganta, pressionando-a impedindo de que, consigam sua liberdade.

 

Talvez, apenas na hipótese da duvida, talvez estivesse a ter medo de suas palavras, de sua repreensão, de seus murmúrios de lamento, de suas lagrimas e principalmente, da culpa que me abateria, no instante em que o moreno transpassasse a porta de minha casa. Hesitante, sentei-me a beira do sofá, seu olhar pesava sob minhas ações, pude notar suas pupilas acompanharem cada movimento meu, ansiando por um gesto a mais, algo que denunciasse nosso próximo passo. O clima tornara-se pesado, uma atmosfera propensa a uma discussão significativa entre um casal, porém, aí escondia-se o problema, Jinyoung e eu, não possuíamos algo concreto, minha mente insistia em argumentar, em alegar, que meu coração poderia de certa maneira, pertencer ao moreno. Meus olhos evitavam qualquer tipo de contato visual consigo, talvez por medo de seu olhar acusador, medo de suas injurias, medo de sentir seu sofrimento, tendo a consciência, de que sou causador dela. O espaço entre meu corpo e o vazio do sofá, afundara-se em meu lado, suas mãos pairaram por minhas coxas, sem malicia, apenas um afagar carinhoso, possuía noção de que, de algum modo, o moreno notara a tensão que emanara de minha pele, como uma fragrância nova em uma loja. Permiti que minha cabeça pende-se por seu ombro, enquanto seus lábios selavam meus cabelos, a atmosfera, a que antes pesava de modo significativo entre nós, tornara-se aconchegante, o típico silencio acolhedor.

 

Recompus-me depositando minhas pernas sobre as suas, naquele fatídico instante, percebi que não podia mais seguir com tais mentiras, o homem ao meu lado, necessita de alguém que o ame, da maneira que se precisa. Lembro-me de quando conheci Jinyoung, apesar de termos nos conhecido em um pub, começamos a nos encontrar de forma correta, alguns dias depois do ocorrido, meus pais, sorriam ao ver a forma como pronunciava o nome do outro, no entanto, minha omma, pressentia que houvera algo de incomum com seu primogênito e de fato estava. Jungkook fora o homem que dominara meus pensamentos, em meu interior, embora negasse que sentia-me atraído por si, sabia que eu o desejava. Meu corpo o desejara, minha alma o desejara, meu coração o almejara e naquele momento fatídico, percebera o quanto amava Jeon Jungkook. Entretanto, ele não parecera transmitir reciprocidade comigo, humilhando-me como e quando podia, envergonhando-me na frente de todos os universitários, despertando em meu peito, o tão temido sentimento negativo, o odiar alguém, os pensamentos contraditórios e clichês, foram aos poucos sendo substituídos, por pensamentos de baixo calão e negativos. Taehyung tentara animar-me junto a Lisa, jamais esquecerei tais palavras de afeto, jamais esquecerei o apoio que recebi de si. Sorri ao sentir os lábios do outro sob os meus, em um beijo calmo, o clima propenso a tal feitio, minhas mãos pousaram em sua nuca, o puxando para mais perto, suas mãos apertaram minha cintura e coxa, um arrepio percorrera por meu corpo. Um arrepio bom, um arrepio único.

 

- eu senti tanta a sua falta meu amor... – sussurrara entre meus lábios, de forma arrastada, seu polegar acariciara minha bochecha, sua testa colada a minha e sua respiração mesclando-se a minha. – me desculpe se fiz parecer que estava bravo com você meu bem. Mas, sabe MinMin, eu vi aquele mesmo homem, acho que se chama Jungkook, sair daqui, há pouco tempo. O que ele queria meu bem?

 

- ele queria conversar sobre nossos filhos, Jae está cada dia mais apaixonado por Minhyuk, está lembrando a nós dois quando nos conhecemos Jinnie. – comentei com um ar nostálgico, presenciar seu sorriso melancólico ao lembrar-se da época, fizera meu sorriso aumentar. Aconcheguei-me mais a seu peito, sendo resguardado pelas batidas descompassadas de seu coração. Seus braços enlaçaram meus ombros, puxando-me para mais perto. – Jinnie eu não entendi o porquê de sua aparição com aquela carranca em minha casa. Pensei que houvesse feito algo de errado.

 

- oh, peço desculpas por isso meu amor, senti ciúmes ao vê-lo sair de sua casa a esta hora, pensei no pior. Desculpe-me por isso, sei que não tenho motivos para desconfiar de você. – sorri fraco, a culpa abatendo-se em meu peito, sentia-me a pior pessoa que já pisara na Terra. – quero chama-lo para jantar meu bem, o que acha?

 

- hum... Tudo bem, aproveitaremos que ainda são 20h00min e podemos ir naquele restaurante perto da floricultura da dona Yinn. – o moreno assentira selando-me os lábios antes de estalar um tapa em minhas nádegas, enquanto subia para trocar de roupa. – daqui a cinco minutos estarei pronto Jinnie!

 

- demore o tempo que precisar meu bem! – sorri ao escutar seu grito amuado. Não podia dispor-me a sentir tamanha culpa de meus feitos em sua frente, não naquela noite.

 

Com o pouco tempo que me restara dispus-me a arrumar-me de maneira despojada, trajando uma calça jeans preta, justa em minhas coxas e rasgada em meus joelhos, uma camisa preta, mesclando-se a uma jaqueta de couro preta. Sorri ao fitar-me no espelho, Jinyoung aguardara-me com um sorriso largo em lábios, que aumentara ao ver-me descendo as escadas apressado. Nosso trajeto até o restaurante fora calmo, ao mesmo que animado, sua mão entrelaçada a minha transmitia uma paz irrefutável. As ruas animadas, o brilho das lojas mescladas ao brilho da lua, embora a noite fosse gélida, ainda sim permanecia bela. Pessoas de todas as idades andavam entusiasmadas pelas calçadas amontoadas de Busan, os sorrisos de mais um dia concluído, ao mesmo que monótono, a sensação de que o fim de semana estava próximo, trazia conforto aos demais. A sensação nostálgica que abatera-me ao adentrar o pequeno restaurante, fora como um solavanco em meu peito, o estabelecimento trazia um sentimento aconchegante a quem o visitava, suas paredes e chão de madeira clara, dando ar rustico, mas simples ao ambiente, as mesas também de madeira, enfeitas com pequenos vasos com diversas flores em seu interior, uma flor em especifico chamara minha atenção, uma margarida jazia reluzente em meio a tantas outras.

 

Quando pequeno, costumava ajudar minha halmoni em sua pequena estufa, as flores que plantara as mais belas que já vira. O cuidado e fascínio que minha halmoni, possuirá com suas preciosas plantas, transpassaram para mim, diversas situações em que poderia listar, onde me vira fascinado por margaridas. A mais velha costumara alegar, que amarelo era-se a cor que transmitia alegria, o sentimento aconchegante, acolhedor que todos devemos sentir, olhar para uma margarida, era sinônimo de alegria, de sorrir ao simplório ato de ver uma flor. Desde muito pequeno, minha halmoni, enchia-me com vestimentas e objetos de cor amarelada, até os dias atuais, ainda possuo a manta amarelada que a mais velha trouxera para mim de uma de suas viagens. Jinyoung parecera notar o quão perdido encontrava-me, inerte em uma planta de beleza estonteante, pois seu sorriso irradiara-me ao mesmo que a flor, notar que o moreno possuía aquele mesmo sentimento, que minha halmoni, sempre alegara que deveríamos sentir. Sem muita cerimonia, pedi que o mais velho selasse meus lábios, vê-lo daquela forma, fazia-me sentir-me menos culpado, saber que ainda possuo sua alegria, mesmo que não devesse, enchia meu peito.

 

Ao concluir nossos pedidos, iniciamos uma conversa agradável, debatemos assuntos ou simplesmente jogamos conversa fora, comentando sobre besteiras ou até mesmo, sobre nosso futuro. Jinyoung vivera a me contar, em como desejava ser pai, quando descobrira que minha decisão após terminar minha faculdade fora adotar um pequenino bebe, jamais presenciara sorriso de tamanha imensidão. Quando o moreno conhecera meu bichinho, alegara-me todas as noites, que cuidaria e amaria meu pequeno, como se fosse seu filho, agora, pensar que posso acabar afastando-o de meu menino por conta de um caso incerto, machucava-me mais do que pretendera. A presença do moreno estava a agradar-me, até mesmo enquanto comíamos, não permitimos que a conversa dissipar-se e o silencio alastrar-se entre nós, conversar consigo, trazia-me boas sensações, estas, que desejava não perde-las, embora Jungkook estivesse habitando meus pensamentos recentemente, não daria o braço a torcer por um relacionamento instável, por mais que o desejasse, não daria o braço a torcer, por quem não demonstra sentir. O medo que possuía em envolver-me em algo que não fosse verdadeiramente estável, impulsionava meus conceitos e ideias, a possuir pensamentos negativos sobre tal assunto.

 

Consequentemente, não medi minhas ações ao deitar-me sob os lençóis do mais novo, alguém que jurara de pé junto, que odiaria até o fim de minha vida, alguém que tornara minha época de faculdade, um período lastimável. Recordar para mim, significara sofrer, sofrer com lembranças profundas, feridas feitas sob laminas afiadas, os cortes de suas palavras, a dor de suas humilhações, marcaram meu corpo, as feridas que ninguém via, que ninguém sentia. No entanto, quando estou sob seus braços, sinto-me seguro, aquele mesmo garoto imaturo do curso oposto ao meu, cujas palavras sôfregas pareceram não importarem-se com meus sentimentos, quando estávamos a sós, suas ações provaram serem opostas a de suas atitudes. Sob o olhar de Jinyoung senti-me amuado, a verdade martelara em minha mente, o estomago embrulhado, a possibilidade de alegar-lhe a verdade, pairara por minha cabeça, como abutres atrás de um bom pedaço de carne podre. Por meros instantes, pudera esquecer-me deste assunto que tanto me incomodara.

 

- meu bem, aquele não é o suposto namorado de Jae? – questionara intrigado, o moreno depositara seus talheres cuidadosamente sob a mesa. Confuso virei-me na direção em que seus olhos pousaram, fazendo-me arregalar os olhos em surpresa. – ele parece perdido, onde será que o appa dele está?

 

- acho que iremos descobrir agora Jinnie. – Minhyuk aproximara-se de nossa mesa com um pequeno bico entre lábios. Seus olhos chorosos, o corpo tremulo, assustando-me por vê-lo de tal forma a primeira vez. – onde está Jungkook, meu bichinho?

 

- eu... Eu não sei, Hyuk se distraiu por alguns segundos com alguns brinquedos do lado de fora e quando virei meu appa não estava aqui. – sabia que algo houvera ocorrido, pois Jungkook não teria tamanho descuido com seu filho. – você poderia me ajudar a procurar meu appa  tio Jimin?

 

- tudo bem por você Jinnie? Eu prometo voltar o mais rápido possível. – o moreno sorrira terno, enquanto afagava minhas bochechas.

 

- vá Jimin, sei que se você não ajuda-lo acabará sentindo-se mal depois. Irei pagar a conta e encontrarei você na floricultura da senhora Yinn. – assenti permitindo que Minhyuk puxasse-me para fora do estabelecimento.

 

A brisa gélida ao entrar em contato com minha pele descoberta causara leves arrepios, arrependera-me de ter esquecido minha jaqueta com Jinyoung sob a cadeira de nossa mesa, embora estivesse iniciando um breve anoitecer gélido. Ainda haviam pessoas a circundar pelas ruas, encolhidas em seus casacos e sobretudos, o céu límpido pela noite, translucida, deixando transparecer as estrelas brilhantes perante a luz da lua. Sorri ao fitar casais sentados pelo gramado do parque próximo ao restaurante, seus sorrisos melancólicos, carregados de sentimento, ao simplesmente fitarem o luar incandescente do anoitecer, Minhyuk caminhara incerto em meu lado, seus olhos a procurar agitado por Jungkook, suspirei, com a única mão livre, permiti-me massagear meu braço por conta do frio, levantei meu olhar para o céu estrelado, encarando as estrelas que a muito me encantavam. Em noites como aquela, possuía o costume de sair com meu pequeno e seus padrinhos, para apreciar o luar, meu pequeno possuía interesse sobre estrelas e seus cosmos, interesse este, que pegara de sua halmoni, quando a mais velha levava-me até o mais alto da montanha, tudo para dar a seu primogênito, uma bela vista do céu estrelado. Nossos passos foram diminuindo, à medida que nos aproximávamos da floricultura de dona Yinn, a essência das flores da pequenina loja instalaram-se em minhas narinas, lembranças invadiram minha mente como um baque de memórias constantes.

 

Entretanto, Minhyuk estancou-se em minha frente, um sorriso mínimo brotara em seus lábios, seus olhos encaravam o outro lado da rua, onde por tamanha coincidência, jazia Jungkook parado com um pequeno buque de margaridas em mãos, seu sorriso acolhedor, não diminuirá minha carranca. Sentia-me como um tolo, uma presa que cairá na armadilha de um caçador astuto, embora meu semblante mostrasse uma coisa, meu peito provara o contrário, o coração descompassado, implorando em silencio, para que o suposto buque, de certa forma, fosse destinado a mim. O pequeno ao meu lado, disparou em direção ao moreno, arrastando-me consigo a frustração dominante em meu corpo, abrangendo metade de meu peito, a irritação de ser feito de idiota, abandonar Jinyoung em um jantar agradável, para procurar alguém, que apenas estava a morder-se em ciúmes. Como pude ser tão estúpido e não perceber tamanha insinuação contra meu suposto “namorado”? Certamente, Jungkook estaria no mesmo ambiente tamanha fora a coincidência, contudo, ao avistar-me com Jinyoung, não conseguira pensar de forma coerente, que não esta ideia absurda.

 

- você deixou seu filho sozinho para vir comprar flores? Flores?  Faça-me o favor Jungkook, eu interrompi meu jantar por causa disso. – não conseguia conter meu olhar alternado entre o buque em suas mãos e seu olhar descarado sob mim.

 

- oi princesa. – revirei meus olhos, estava a enjoar de ouvi-lo chamar-me desta forma. – foi um pequeno descuido, disse a ele que viria aqui, pelo visto ele não prestara atenção.

 

- tio Jimin, o Hyuk comprou bolo para dividir com o Jae. – sorri com tamanha demonstração de carinho entre os pequenos.

 

- oh meu pequeno, pelo menos você tem um coração romântico e demonstra que gosta do Jae, diferente de algumas pessoas por aí, se quiser pode ir comigo para casa, ele vai ficar feliz em ver você. – de certa forma, houvera sim dado uma pequena insinuada a Jeon, queria que o mesmo provasse tais sentimentos que afirmara ter mais cedo, que alegara gostar tanto assim de mim. Talvez, trabalhando com a hipótese de incerteza, se houvesse admitido de forma correta, estaríamos juntos hoje? – flores bonitas.

 

- obrigado, são para uma pessoa que gosto muito. – senti meu peito apertar com sua resposta, pondo a supor, que poderiam ser para sua secretaria, pela qual vive a insinuar-se para seu chefe.

 

- pessoa de sorte, ao menos para ela você demonstra interesse. Quem é? É a Sun Hee? – o vi negar com a cabeça, agradeci mentalmente pelo moreno não notar meu ciúme. Não estava em posição de tê-lo afinal, não possuímos nada concreto.

 

- não, o nome dele é Park Jimin, você conhece? Ele deve ter sua altura, o cabelo da mesma cor do seu, ele é atrevido, só sabe praguejar contra mim e vive dizendo que me odeia, mas no fundo eu sei que seu coração é mole. Eu só queria dizer a ele que tive um relacionamento sério apenas uma vez na vida, que foi com minha falecida esposa, mas caso ele pergunte mil vezes se eu tenho certeza que sinto algo por ele, eu responderei a mesma coisa mil vezes, porque eu nunca quis tanto alguém dessa forma e não é apenas desejo carnal, tenho sentimentos profundos por ele, apenas não sei demonstrar corretamente ainda, mas caso é resolva me dar uma chance eu prometo que farei o possível para convencê-lo disso. E então, você conhece? – senti-me sem chão após sua fala, meu coração disparara em meu peito, as pernas tornando-se bambas e o corpo amolecido.

 

- é... Eu... – minha fala dissipara-se dentre meus lábios naquele instante, eu não aguardara por tal atitude vinda de si, de algum modo, Jungkook parecera tomar as rédeas da situação, disposto a provar-me que se tomasse a decisão de ficar consigo, jamais me arrependeria. Contudo, ainda faltava muito para conquistar-me da maneira correta.

 

No entanto, apenas idiotas se apaixonam por si, apenas idiotas fazem o que eu faço...

 

O moreno entregara-me o buque com um sorriso que julgara assemelhar-se ao de um coelho. Seu pequeno fitara a tudo intrigado com o ambiente e a situação em que se encontrara. O buque se baseava em rosas amarelas, minhas segundas flores favoritas.  – amarelo representa alegria e o significado das rosas amarelas é muito profundo, mesmo me odiando tanto eu sei que você é alguém alegre e suponho que goste de flores. Saiba que eu vou te esperar todo tempo que precisar. Se você me disser aqui agora que eu não tenho chance nenhuma com você eu desisto e deixo você seguir sua vida, mas se no fundo você sabe que eu mexo com você, e eu não estou falando carnalmente, deixe o caminho livre para mim. – o moreno se abaixara diante de seu filho, entregando-lhe a pequena caixa de bolo. – amanhã eu busco você, pense em algo para fazermos juntos. Divida com Lisa, Taehyung e Jimin, okay? – com um abraço e selar na testa do pequeno, Jungkook virara para mim com um sorriso fraco, estava sendo difícil assimilar a tudo que ouvi. – boa noite Jimin.

 

Não o respondi, o mais novo apenas dera as costas disposto a sair do recinto, suas palavras rondavam em minha mente, como repetidores gravados. Meu coração traia-me em errar sua simplória função, descompassando suas simplórias batidas. Agarrara-me ao buque em minhas mãos, possuindo um breve sorriso em lábios, nem mesmo Jinyoung, fizera tal ato para mim, embora fosse clichê, ainda sim, desejava que alguém o fizesse e Jeon se dispôs a isto. Levando-me a crer, que finalmente ouvira algum sermão que tenha levado, percebi em seu olhar, sua disposição para manter-me a seu lado, seu desejo de possuir-me não de maneira carnal, mas sim da maneira correta. Ainda inerte em meus devaneios, não o percebi regressar até onde me encontrara, circundando minha cintura com seus músculos tensos, sua proximidade fizera meu corpo sofrer breves espasmos.

 

- esqueci-me de te dar uma coisa. – embora estivesse avoado, pudera sentir o selar lento de seus lábios sob os meus. O fervor que nossos corpos sentiam, a combustão que nosso beijo trazia consigo, a ardência que nossos membros possuíam apenas por estar a centímetros próximos. Tomei sua nuca em minhas mãos o puxando para perto, nossas línguas em um bailar perfeito, o calor incandescente, estava cansado de fugir, cansado de negar, que Jungkook conseguiria sim, adentrar meu coração se fizer o esforço certo. No instante em que nossos pulmões, clamaram por ar, o moreno distanciara-se de mim, repuxando meu lábio inferior dentre seus dentes. Jeon recostara sua cabeça em meu ombro, inalando o perfume que passara antes de sair de casa.

 

- eu quero dar uma bitoquinha assim no Jae. – acabamos por sorrir juntos, por mais que minha vergonha tomasse minhas bochechas, este momento tornara-se valioso para mim.

 

- você pode dar uma bitoquinha nele assim, quando crescerem mais um pouco. – Jungkook virou-se para mim, deixando um afago em minha bochecha. – acho que te amo. – comentara deixando-me estarrecido com seu comentário, não podia acreditar, não quando houvera um talvez em sua frase. – vejo vocês amanhã.

 

Suas palavras incertas ainda rondavam por minha mente, insistindo-me em pôr-me a pensar sobre elas, sobre o buque em minhas mãos, sobre o que acabara de acontecer. Meros segundos após a saída de Jungkook, Jinyoung chegara com uma careta estarrecida, alegando que a fila de pagamento do restaurante, residia caótica, mais do que costumara se lembrar. Ao notar o buque em minhas mãos, dissera que comprara com dona Yinn, afinal a mais velha, de fato fora amiga de muitos anos de minha omma, como presente me dera o pequeno buque. Com um simplório olhar impedi que Minhyuk alegasse de meu momento com seu appa, com um sorriso em lábios, Jinyoung levara a mim e o pequeno para casa, onde alegara ter ligado para Lisa e Taehyung, pedindo para que voltassem para casa, afim de deixar Minhyuk com Jaeyeong. Naquele instante, não desejava que Jeon deixasse-me aquela noite, desejava estar sob seus lençóis novamente, sob seus braços e sob seus cuidados.

 

Não haveria um céu em que eu não voaria por si, não haveriam lagrimas que não choraria por si, não existiria uma montanha que não escalaria por si, não quando se trata de si.

 

                                                         (...)

 

A manhã iniciara-se com pequenos selares de meu filho sob meu rosto, alegando-me que estava a ir para a escolinha com Taehyung, este que enchera-me de questionamentos ao ver-me com o buque de rosas em mãos, Lisa assim como o ruivo, soubera que não poderiam vir de Jinyoung. Suas faces ao finalmente esclarecer, que vieram de Jungkook por espontânea vontade, deixaram-me envergonhado, amuado sob o presente inesperado que recebera do mais novo. Despedi-me dos pequenos, alegando que passaria na empresa do moreno para acertar a questão de nossa próxima reunião com o casal. Os raios do solstício adentraram pela pequena fresta da cortina, obrigando-me a levantar-me da cama, porém, um sorriso acompanhara-me em minha organização para encontrar o moreno em sua empresa. Não possuía tal costume, sentia-me perdido em um abismo de pensamentos, que minha própria mente criara para mim, inerte em devaneios da noite passada, imaginando os lábios alheios sob os meus, sua voz rouca ressonando em meus tímpanos, seus toques, o calor de seu corpo sob o meu. Sentia-me como um adolescente apaixonado, não estando pronto para entregar-me de bandeja para o mais novo, afinal, queria ouvir de seus lábios, que amava-me com toda certeza, com clareza, com sua voz límpida a alegar que amara, que continuasse a demonstrar seu amor por mim, pois isso não fora o suficiente para provar que podemos ser estáveis juntos.

 

Após vestir-me de maneira correta, encontrei Lisa sentada sob a poltrona preta, uma revista jazia em suas mãos, por sua careta insatisfeita, o pedaço de papel parecera ser irrelevante a seus olhos. Lisa enchera-me para ir a empresa comigo, já que Taehyung quase nunca a levara, a curiosidade da morena, tornara-se agonizante em Tae e em minha cabeça. Suas suplicas sôfregas, de querer conhecer os supostos namorados de Kim, faziam-me pensar, que quando não estava a cuidar de meu pequeno ou estiver na presença de sua nova ficante, Lisa não possuirá nada de útil para usufruir, a não ser, dar uma de biscoiteira. Pegara apenas uma torrada com geleia da mesa, a fome era o que menos sentira pela manhã. O trajeto conhecido por mim parecera novidade para a mais nova, seus olhos brilhando em excitação, por mais que não demonstrasse, Lisa interessava-se por minha profissão e de Taehyung, gostava de nos presenciar em nosso ambiente de trabalho ou até mesmo, quando era a si a fotografada. Os pensamentos sendo tomados pelo moreno mais novo, minha mente andara confusa ultimamente, como o mais novo houvesse despertado sentimentos, que desejara não possuir. Assim que estacionara, Lisa fora a primeira a dissipar-se do veiculo, sua ansiedade visível, estava mais a vontade em conhecer Hoseok do que Jungkook, o que fato me agradara, assim poderia torturar Jeon a minha maneira.

 

Quando adentramos a empresa, cumprimentei a todos os residentes, receber seus sorrisos animados, deixara-me contente por ter o prazer de trabalhar com tais pessoas, apesar de receber olhares carregados de segundas intenções. Embora não fossem resididos a mim e sim por possíveis boatos de que me atraco com o chefe do local. Apresentei a sala de Yoongi e Hoseok para Lisa, que adentrara o ambiente com um entusiasmo confuso, suspirei aliviado, ao menos poderia estar a sós com o moreno, sem quaisquer interrupções, a fim de terminar o que começamos em nossa noite passada. Com um sorriso ladino adentrei a sala sem bater, onde avistei o moreno sentado em sua cadeira, sua postura máscula, combinara com seu terno justo em seu corpo, realçando seus músculos delineados e fortes, seu cabelo fora jogado para trás de maneira sensual, excitando-me inconscientemente. Caminhei em sua direção sem sua percepção, inerte em tanta papelada, pigarreei, repuxando sua cadeira para trás, sentando-me sob seu colo, sem importar-me se estava a resolver problemas de sua empresa. Um sorriso ladino adornara sua face, seu olhar reluzindo luxuria, suas mãos espalmaram minhas nádegas, as apertando com demasiada força, não vira necessidade em repreender um gemido manhoso, quando desejara que todos soubessem quem estava a foder com o chefe daquela empresa e mostrar para sua secretaria, que ele possuía um dono.

 

- hum... Que surpresa bebe, o que faz aqui uh? – questionara com sua voz rouca próximo a meu ouvido, sua língua quente tocando o lóbulo de minha orelha, apertando-a dentre seus dentes. Seus lábios desceram por meu pescoço, mordiscando a pele alva, marcando-a como bem entendia. Arfares sôfregos escapavam em liberdade de minha garganta, aquilo parecera excita-lo ainda mais, suas mãos espalmaram minha nádega direita, impulsionando meu quadril, para que rebolasse sob seu colo. – não imaginei que faria tal visita, um tanto quanto... Hum... Inesperada Jimin-ah.

 

- estava a fim de terminar o que começamos Jungkookie. – sussurrei manhoso tal apelido em seu ouvido, sentindo seus pelos eriçarem. Um sorriso malicioso transpassara a brincar em meus lábios. – o que acha de terminarmos o que começamos hein? Estou tão necessitado Kookie.

 

Estou disposto a fazer acordo com o diabo esta noite, contanto que saiba que você me tem...

 

- a bebe, se eu fosse você não brincaria desta forma. – um tapa ecoou pelo ambiente, a marca de sua mão avermelhada, por ter espalmado minha nádega, lembrara-me de chama-lo de senhor em nossa ultima transa. – se continuar irei fazê-lo gritar a todos, o homem que está o fodendo.

 

Gemi ao pé de seu ouvido, investindo em minhas reboladas com auxilio de suas mãos, seu membro duro abaixo de meu colo, denunciara o efeito que possuo em seu corpo. Nossos lábios se encontraram de forma desesperada, a fim de suprimir os gemidos manhosos e roucos que escapavam de ambos, minha mente nublada por tamanho desejo, desci minhas mãos por seu peitoral coberto, fazendo reconhecimento por toque de sua área esculpida pelos deuses. Suas mãos subiram por minha cintura, por dentro de minha blusa, agarrando a carne em possessividade, seu quadril sumulava estocadas profundas, arrancando-me gemidos mais altos, por mera sorte, seus lábios impediam que meus sons prazerosos, saíssem de minha boca. O ambiente esquentara por conta de nossos desejos e sentimentos, haviam sentimentos no que estávamos fazendo, possuía ciência dos sentimentos do moreno, era reciproco, porém, necessitava de tamanha certeza, antes de tomar um passo maior do que já houvera dado. Antes que pudéssemos continuar nossa breve brincadeira, o telefone de Jungkook despertara-nos de nosso compromisso, Sun Hee anunciara a entrada de alguns sócios da empresa, para uma pequena discussão de negócios na sala do moreno. Naquele fatídico instante, passara uma ideia por minha mente, poderia ser perigosa, contudo, precisava tentar, estava disposto a levar Jungkook a loucura.

 

- puta merda, não acredito que resolveram marcar esta reunião para agora, porra estou duro e prestes a ir em uma reunião. – resmungara pendendo sua cabeça no encosto de sua cadeira. Sorri ladino erguendo-me de sua cadeira, encolhendo-me entre suas pernas, debaixo da mesa. – o que está fazendo Jimin?

 

- eu vou ajudar você, simples, agora cale a boca e tente não gemer senhor. Não irá querer que os outros escutem alguém chupando você gostoso não é? – ele negara desesperado. Sorri com tal reação, abrindo lentamente o zíper de sua calça. – vai ser uma delicia ver suas reações. Se conseguir não gemer durante a reunião, deixarei você me ter esta noite.

 

- por deus Jimin...

 

Sua fala fora interrompida pela porta sendo aberta, vozes desconhecidas tomaram o ambiente, Jungkook chegara um pouco para frente, para disfarçar sua calça junto a boxer, um pouco abaixadas, dando a seu membro total liberdade. Fitei sua grossura, as veias inchadas por tamanho prazer contido, o liquido pré-seminal escorria de seu topo, fazendo-me salivar em ter tal visão para mim, lentamente bombeei seu membro em minhas mãos, assistindo suas variadas expressões para conter os gemidos, enquanto conversava com seus sócios. Tratei de lamber sua extensão desde a base até o topo, lambendo como se estivesse a lamber meu doce preferido, escutar sua breve gagueira ao sentir toda sua extensão em minha cavidade bucal, fora como uma sinfonia para meus tímpanos. Minha língua passeava por seu pau úmido com minha saliva, seu nervosismo em pôr suas mãos em meus cabelos, manifestara-se lentamente, sorri voltando a chupar meu membro com calma, a fim de tortura-lo da mesma forma que fizera comigo da ultima vez. Espasmos involuntários dominavam seu quadril, suas pernas se retorciam entre meus ombros, fazia questão em gemer baixo, fazendo com que minhas cordas vocais vibrassem em seu pau.

 

No instante em que os sócios despediram-se de Jungkook, dispersando-se em poucos segundos, senti meus cabelos sendo repuxados de minha nuca e seu quadril estocar minha boca com tamanha fúria. Houvera irritado a fera, seus gemidos roucos ecoavam pelo ambiente. Com minhas mãos livres, aproveitei para massagear seus testículos, dando-lhe uma onda absurda de prazer.

 

- por deus Jimin, bebe você é tão gostoso! – fitei-o com um olhar inocente enquanto permitia-o estocar minha boca com vontade, ele fora obediente e não gemera durante a reunião breve. – isso vai ter volta ruivo maldito.

 

- pode gozar para mim Kookie, você foi um bom garoto. – seu olhar transbordara luxuria e desejo, sem pouca demora, Jungkook alcançara seu ápice em minha boca, onde fiz questão de engolir tudo fitando seus olhos.

 

- não sabe o quanto está pornográfico desta forma bebe. – sorriu devasso, desabotoando sua camisa lentamente. Ainda fitando-me profundamente, deixando-me mais excitado do que já estava. – está na hora de puni-lo bebe, isso foi perigoso sabia?

 

- vai me punir corretamente? Porque até Jinyoung consegue me punir melhor Jungkook. – sabia que minha fala iria atiça-lo, queria ver o lado bruto de Jeon, seu lado dominador. Levantei-me da mesa, erguendo-me em sua frente. Seu olhar parecia de um caçador prestes a abater sua presa.

 

- você não disse isso... Deitado na mesa agora Park! Você conseguiu o que desejava, me atiçou e agora não deixarei sair daqui até que tenha terminado de foder com você, gritara meu nome para que todos saibam quem é o seu homem. Eu quero ouvir seus gritos de prazer Jimin, acha que aguenta?

 

 

 

 

 

 

 

Estou aqui o dia todo, a noite toda e gato você me deixou de pernas bambas...


Notas Finais


Vejo vocês semana que vem <3


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