História Simply Happens - Capítulo 18


Escrita por: e Mermaid_Chimmy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 33
Palavras 5.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus anjos, olha só, eu sempre acho uma merda os lemons que eu escrevo, mas espero não decepcionar ninguém.

Divirtam-se 💙☁️

Capítulo 18 - I Love You So Much


Jungkook P.O.V


Meu domingo não foi a melhor coisa do mundo. Me senti ofendido quando Minhyuk preferiu a presença do seu namoradinho, Jimin, Lisa e Taehyung, invés da minha, mas não me importava, ver meu filho feliz já é uma realização e tanto. Realmente não acredito que já preciso trabalhar novamente. Essa rotina é muito cansativa e o pior de tudo é saber que os finais de semana parecem passar cada vez mais rápido. Felizmente no dia seguinte teria uma nova reunião sobre os assuntos do casal Kim e eu finalmente veria Jimin outra vez.

Desde o ocorrido no sábado a noite nós não nos falamos. Eu não o vi quando fui buscar meu filho e ele também não mandou mensagem ou ligou para falar algo sobre as flores ou o beijo ou minha declaração repentina. Não deveria me importar tanto, certo? É de meu conhecimento que ele me odeia mesmo, então não me surpreendo com a falta de resposta do mais velho.

Acordei com os pulos incessantes de Minhyuk sobre meu colchão.

— Appa! Acorda, o Hyuk quer ir na escolinha ver o Jae e dar bitoquinha nele. — o menor se deitou sobre meu corpo e deixou um beijo em minha bochecha.

— Você anda viciado demais em bitoca, não acha? — ele negou e começou rir.

— O Hyuk vai fazer igual o Appa fez no tio Minnie. — constantemente me impressiono com a petulância que meu filho tem, mas acabei rindo do seu comentário. No fundo sei que, se eles realmente tiverem um futuro, Minhyuk não será o ativo da relação nem aqui, nem na China. Ele se parece um pouco com Jimin nesse sentido. Parece frágil e indefeso além de ter o rosto de alguém que não sabe tomar a frente das coisas, entretanto, quando necessário, sabe exatamente como enlouquecer alguém. Meu filho ainda não estava na fase de tentar seduzir alguém ou algo do tipo, porém com certeza o pai de Jaeyeong estava além dessa fase e sei que quando Minhyuk tiver a idade próxima da nossa, será a perfeita cópia do Jimin no que diz respeito a personalidade.

— E como foi que eu fiz? — perguntei arqueando a sobrancelha e ele se sentou em meu abdômen.

— O Appa pegou na cintura do tio Minnie e puxou ele e deu bitoquinha, só que a bitoquinha tinha língua. O Hyuk achou nojento, mas o tio Minnie gostou, ele fez um barulho estranho, tipo quando o Hyuk sente dor. — nem eu havia percebido esse suporto gemido que o ruivo deixou escapar, contudo, não passou batido por um pequeno ser que nos acompanhava.

— Pare de fantasiar essas coisas criança, vai trocar de roupa que eu vou fazer seu café. — o pequeno saiu agitado e eu me levantei para fazer as higienes matinais. Pelo visto teria um dia longo.


{...}


— Bom dia senhor Jeon. — Sunhee, como de costume, me entregou o café e continuou me seguindo com seus saltos fazendo um barulho estridente e seu bloquinho em mãos. Notei seu decote um pouco maior, não sei se com intuito de me fazer prestar atenção em si ou apenas para se sentir bem consigo mesma. Espero que seja a segunda opção. — O senhor tem uma reunião hoje com aqueles sócios dos Estados Unidos, mas o avião deles atrasou então não sei que horas vão chegar.

— Certo. Me mantenha informado, diga a Yoongi que preciso conversar com ele mais tarde e preciso que busque o Hyuk para mim hoje, sei que essa não é sua função, mas acredito que ficarei preso aqui até mais tarde.

— Sim senhor, não se preocupe e onde eu o deixo?

— Na casa do Jimin, parece que todo contato dele com Jaeyeong é pouco, daqui a uns dias ele me pede para morar com seu namorado. Dá para acreditar? Meu filho tem cinco anos e está mais estabilizado que eu... Não tenho nem alguém para me fazer um cafuné.

— Porque o senhor não quer... — ela falou baixo, quase como um sussurro, porém preferi fingir que não escutei.

— Bem, estou na minha sala, se precisar ligue ou bata na porta antes de entrar, eu tenho muita coisa para fazer ainda. Não esqueça do Yoongi.

— Sim senhor.

Adentrei em meu escritório e fui direto até minha cadeira. Todos aqueles papéis sobre a mesa me dão vontade de dormir, acredito que tenho uma responsabilidade muito grande a frente dessa empresa e ainda bem que poucos sabem que herdei esse cargo do meu tio ou já teria virado um rebuliço e tanto, nessas horas agradeço pela empresa não ser tão grande ainda, evita a exposição.

Me mantive tão concentrado na quantidade de contratos a minha frente que nem notei quando Jimin entrou em minha sala e continuaria não notando se ele não tivesse pigarreado para chamar minha atenção. Evidentemente minha cabeça se tornou um mar de confusões quando o menor caminhou até onde eu me encontrava e afastou minha cadeira da mesa apenas para se sentar sobre meu colo. Eu sorri ladino com os olhos fixos aos seus, automaticamente minhas mãos foram até suas nádegas deixando um apertão ali e recebendo um gemido manhoso em troca.

O lugar tem isolamento acústico e mesmo que o ruivo grite ninguém escutará sua voz, a menos que a porta esteja entreaberta. Estranhei o fato de Sunhee não ter anunciado sua chegada, mas todos ali já se acostumaram com a sua presença, Jimin vinha com frequência até minha sala, contudo, sei bem que ele não deve ir muito com a cara da minha secretária, talvez por ciúme ou algo que eu ainda não saiba.

— Hm... Que surpresa bebê, o que faz aqui, uh? — questionei próximo ao seu ouvido, passando a língua no lóbulo para morde-lo em seguida. Desci meus beijos até seu pescoço deixando pequenas marcas ali, não queria um problema em sua casa. Me impressiono com tamanho poder que Jimin tem sobre mim, é como se eu fosse me desmanchar com apenas um toque seu em mim. Ele arfava enquanto eu continuei meu serviço em sua pele alva, espalmando suas nádegas e impulsionando seus quadris para que se movimentasse em meu colo. — Não imaginei que faria uma visita um tanto quanto... Hm... Inesperada, Jimin-ah.

— Estava afim de terminar o que começamos Jungkookie. — ele sussurrou o apelido me fazendo arrepiar por nunca ter sido chamado desse jeito. Minha mente rodava em mil razões plausíveis para ele ter aparecido dessa forma em minha sala, carência, saudade de mim ou algo assim, entretanto, não estou reclamando, de jeito nenhum, parecemos até um casal de adolescentes cheio de hormônios. — O que acha? Estou tão necessitado Kookie. — evidentemente ele está mais solto que o normal, mas tentei não focar na estranheza de seus atos a essa hora da manhã e me concentrar apenas nas sensações que estamos tendo agora.

— Ah bebê, se eu fosse você não brincaria dessa forma. — não resisti e acabei deixando um tapa forte em sua carne macia, certamente ficará vermelho, mas sei que passará logo. — Se continuar, irei fazê-lo gritar a todos o nome do homem que está te fodendo.

Novamente ele gemeu em meu ouvido e aumentou suas reboladas sobre mim com minha ajuda. Eu já estava totalmente duro, querendo acabar logo com isso e colocá-lo em minha mesa como todos os sonhos eróticos que ja tive com o mais velho. Meus lábios se encontraram com os seus em um beijo desesperado na tentativa de segurar seus gemidos, mesmo sabendo que ninguém ouvia. Suas mãos passearam pelo meu peitoral enquanto as minhas subiram pela sua cintura por baixo da blusa.

Eu apertei um pouco sua pele, nunca deixaria de ser interessante como seu corpo é macio. Com meu toque firme ali, comecei a movimentar meus quadris simulando estocadas ritmadas em seu interior ao mesmo tempo que me deliciava com suas expressões.

Meu corpo pertencia ao seu, o seu respondia aos meus toques, isso não é apenas um sexo casual. Mesmo que ele nunca tenha falado, seus olhos são transparentes e mostram todos os seus sentimentos sem dificuldade, tenho certeza que há algo mais profundo, porém também tenho certeza que não saberei tão cedo o que é.

Como um alarme nos despertando daquela atmosfera, o telefone da minha sala tocou. Era Sunhee me avisando que os sócios já haviam chegado. Suspirei em frustração sabendo que deveria deixar para continuarmos depois.

— Puta merda, não acredito que já chegaram. Porra, eu estou duro e prestar a participar de uma reunião. — apoiei minha cabeça no encosto da cadeira, totalmente chateado com meus próprios compromissos, se fosse possível eu desmarcaria, mas preciso dessa sociedade para expandir os negócios. Me surpreendi quando Jimin saiu do meu colo e se acomodou embaixo da minha mesa. Qualquer um que entrasse ali não o veria, a menos que fosse até mim, a tampa de vidro da mesa permite uma visão perfeita do que fica embaixo dela. — O que está fazendo Jimin?

— Eu vou ajudar você. Simples. Agora cale a boca e tente não gemer, senhor. — meu corpo respondeu com um arrepio e mais uma fisgada em meu baixo ventre. Definitivamente ele tem todas as armas possíveis para acabar comigo se quiser. — Não vai querer que os outros saibam que tem alguém chupando você gostoso, não é? — balancei a cabeça freneticamente em negação e ele sorriu enquanto abria devagar o zíper da minha calça. — Vai ser uma delícia ver suas reações, se conseguir não gemer durante a reunião, deixarei você me ter essa noite.

— Por Deus Jimin... — falaria mais algumas coisas se a porta da minha sala não tivesse sido aberta pelos homens. Empurrei minha cadeira um pouco mais para frente na tentativa de esconder minhas roupas abaixadas e o membro exposto. — Sejam bem vindos senhores, sentem-se por favor. — senti suas mãos bombearem meu membro me fazendo fechar os olhos instintivamente. — Certo, então, eu acredito que será muito importante essa sociedade entre nossas empresas. — ele lambeu toda minha extensão e sem seguida colocou meu membro em sua boca. — P-por que aqui em B-busan o produto de vocês t-tem muita chance de ser um sucesso de vendas com a divulgação certa. — sua língua rodeava meu pênis completamente úmido, cheio de pré gozo e a saliva do ruivo.

— Eu concordo, sei que estamos fazendo a coisa certa, não poderíamos encontrar uma empresa melhor. Vocês aqui são muito conhecidos pela qualidade do trabalho, são incríveis com publicidade. — tive que me conter para não colocar as mãos em seus fios, então apertei os encostos da cadeira, meu corpo já sofria alguns espasmos e sabia que não demoraria até chegar em meu ápice. — Jungkook, você está bem? Esta suando.

— Não se preocupe, está tudo bem sim e então, podemos fechar o contrato? — estava ansioso para que deixasse logo minha sala, os gemidos, que o menor fazia questão de dar, provocavam uma vibração em meu membro, tive que conter a vontade de impulsionar meu quadril contra sua boca enquanto os senhores assinavam os papéis que, ao finalizar, foram entregues a mim para revisão. — Vocês não vão se arrepender, tenham um bom dia. — eles se despediram de mim desejando melhoras, pois aos seus olhos eu estava passando mal e no fundo eu estava mesmo, passando mal de tanto prazer. Quando a porta foi finalmente fechada, levei minha mão até seus fios os puxando com um pouco de força enquanto fodia sua boca da forma que achava agradável a mim. Parei de reprimir meus sons que se tornavam cada vez mais sôfregos. O menor aproveitou suas mãos livres e começou a massagear meus testículos arrancando de mim um gemido mais alto. — Por Deus Jimin, você é tão gostoso. — seu olhar com uma falsa inocência apenas me excitou mais — Isso vai ter volta, ruivo maldito.

— Pode gozar para mim Kookie, você foi um bom garoto. — e com apenas mais algumas estocadas me desfiz em sua boca me deliciando com a visão dele engolindo todo o líquido.

— Não sabe o quanto está pornográfico dessa forma, bebê. — meus olhos ainda se encontravam fixos aos seus enquanto eu desabotoava minha blusa. Se ele pensa que conseguiu o que queria, está muito enganado. — Está na hora de puni-lo babe, isso foi perigoso sabia?

— Vai me punir corretamente? Porque até Jinyoung consegue me punir melhor, Jungkook. — ele se levantou e ficou a minha frente, sei bem que não se deve punir alguém com raiva porque esse é um sentimento perigoso, mas se ele queria me atiçar com sua frase, ele conseguiu.

— Você não disse isso... Deitado na mesa agora, Park. Conseguiu o que queria, me atiçou e agora não te deixarei sair até que tenha terminado de foder com você, gritará meu nome para que todos saibam a quem você pertence. Eu quero ouvir seus gritos de prazer Jimin, acha que aguenta? — ele apenas assentiu e fez o que lhe foi mandado. Eu peguei uma das réguas guardadas em minha gaveta e me posicionei atrás do seu corpo, levando minhas mãos até o zíper da sua calça e a abaixando em seguida junto com sua boxer. Deferi um tapa em sua nádegas alva e sorri ao ver seu corpo impusionar para frente. — Eu não escutei.

— Sim senhor, eu aguento. — respondeu mordendo seu lábio inferior.

— Fique de quatro, é melhor para mim. — ele me obedeceu e se ajeitou ali — Eu vou te bater quinze vezes, você vai contar, se pular um número eu aumento mais cinco, se não contar aumento mais dez. Entendeu?

— Sim senhor.

— Ótimo. Comece a contar. — e assim eu segui distribuindo os 15 tapas com a régua, eu pensei que ele desistiria ou me pediria para parar, mas aconteceu exatamente o contrário. A cada número contado ele gemia e pude ver seu membro cada vez mais duro, o líquido que saia do seu sexo já escorria pela mesa até o chão da minha sala.

— 13... 14... — coloquei a régua sobre a mesa e com minha própria mão deferi o último tapa aproveitando para apertar a área sensível em seguida. — 15...

— Agora vista a roupa e vá embora.

— O que!? — perguntou quando se virou em minha direção me dando uma visão das suas pernas grossas e chamativas, além do pênis completamente ereto.

— Isso que você escutou, vista a roupa e vá embora. Você acha que transar com você agora é punição? Claro que não, você quer isso e quando você quer algo deixa de ser punição. — me aproximei do seu corpo subindo suas roupas por conta própria levando em conta que ele continuava me encarando incrédulo. — Não se preocupe, você vai ter o que deseja de mim. — apertei seu membro sobre a calça e sorri ladino ao ouvir seu gemido manhoso.

— Jungkook-ah, por favor, me ajuda.

— Não. Seja um garoto obediente Jimin e você será recompensado por isso, agora vá embora, eu preciso trabalhar e você não ajuda com a minha concentração. — certamente me arrependerei disso assim que ele deixar minha sala, mas precisava fazer isso, não pude pensar em punição melhor. 

— Você é um filho da puta, vou resolver meu problema, não preciso de você. — praguejou saindo de perto do meu corpo.

— Só espero que não procure aquele tal de Jinyoung, a menos que queira contar para ele como você conseguiu isso.

— Aish, eu odeio você. — e em seguida saiu da minha sala com um bico enorme nos lábios.

Mesmo sonhando com o dia que o terei ali mesmo naquela mesa, não podia deixar isso para agora, ele precisava aprender com suas próprias atitudes. Minutos depois Yoongi entrou minha sala.

— Cara, eu não sei o que você fez com o Jimin, mas ele ficou muito bravo. — se sentou na cadeira em frente a mim e se serviu com os biscoitos que tinham ficado ali para a reunião.

— Eu não transei com ele, foi isso. Ele já foi?

— Não, Hobi resolveu mostrar o resto da empresa para Lisa e ele ficou sentado na minha sala conversando com Taehyung pelo telefone. Qual o seu problema? Recusando sexo? É com ele? Está se sentindo bem?

— Estou, é só uma punição.

— O que ele fez?

— Um boquete em mim durante a reunião. — ri baixo com a expressão surpresa que adornou a face do mais velho.

— Mentira. — eu neguei e ele continuou surpreso, porém agora sorrindo. — Caramba, eu não aguentaria isso. Felizmente nem o Hoseok nem o Tae tiveram uma ideia dessa.

— Ainda. Vai que o Taehyung se inspira pela ideia do Jimin...

— Yah, nem pense nisso, sua sala é a única com isolamento acústico, não conseguiria passar por isso quieto e controlado. Enfim... Sunhee disse que você precisa conversar comigo, do que se trata?

— Daquele ruivo bicudo na sua sala.

— O que foi?

— Sabe Yoon, ontem quando eu estava no centro, em frente a floricultura e depois que eu entreguei as flores a ele e o beijei, eu disse que achava que o amava, mas eu não sei se acho.

— Como assim? — ele se ajeitou na cadeira e tomou um gole do meu café. — Você não ama? É só sexo? Cara, ele não gosta desse tipo de coisa.

— Eu sei, idiota. Não é só sexo. Eu só preciso entender o que acontece comigo quando ele fica perto. A presença dele me faz bem, naquele dia que a Minhee levou o Minhyuk para ficar com ela, ele apareceu aqui na empresa a noite. Obviamente você sabe, ele só entra aqui depois das seis com sua ajuda.

— Sei sim, o que ele fez?

— Nada. Ele só sentou aqui na mesa e eu abracei ele enquanto ele fazia um carinho em meus cabelos e eu me senti bem, eu precisava daquilo, ele me acalmou e depois nós tivemos o melhor jantar de toda minha vida. Parecíamos um casal bem resolvido e feliz, mas não é assim. Eu sei que mesmo passando o dia inteiro com ele, é nos braços daquele Jinyoung que ele dorme e sabe Yoon, eu me pergunto por que eu não desisti ainda. Ele pode até se sentir atraído por mim, mas não é igual.

— Jungkook, você precisa falar.

— Falar o que?

— As três palavrinhas mágicas...

— Desconheço.

— Por isso ele não quer nada com você. Você precisa mostrar o que sente caralho, você pensa que eu consegui o Taehyung só dando presente da Gucci pra ele? — eu ri e neguei — Eu precisei falar as três palavras...

— Eu gosto de você.

— Também gosto de você, mas isso são quatro.

— Ah Yoon... — suspirei derrotado pelo apoiei a cabeça na mesa — Eu te amo — sussurrei.

— Como é? Quais são?

— Eu te amo.

— Ainda não entendi. — revirei os olhos.

— Eu.Te. Amo.

— Vai falar isso para ele.

— Não, agora não. Peça a ele para ficar mais um tempo aqui, invente uma história, pede para ele fotografar alguma coisa ou te ajudar, não sei, se vira. Eu preciso de um tempo.

— Vou tentar alguma coisa.

— Obrigado Yoon, fico te devendo uma.

— Vou cobrar. — respondeu saindo da minha sala com o pote de biscoito em mãos.


{...}


Passava um pouco das 6, o expediente da maioria dos funcionários já tinha acabado e eu finalmente consegui organizar todos os papéis em seu devido lugar, revisei alguns contratos, assinei outros e estava pronto para ir embora.

Havia desistido do favor que pedi a Yoongi, ele não conseguiria segurar o Jimin nessa empresa por tanto tempo.

Peguei minhas chaves e a carteira junto com o celular e saí da sala, tranquei a mesma e fui em direção ao elevador que já estava quase se fechando. Geralmente costumo ir de escada, mas por uma coincidência do destino encontrei o ruivo sozinho no elevador.

— O que você ainda faz aqui? — perguntei tentando reprimir um sorriso.

— Yoongi disse que o Taehyung ia passar aqui por volta das cinco e eu fiquei esperando atoa. E eu não devia estar falando com você, ainda lembro de mais cedo. — o menor cruzou os braços e eu sorri me apoiando na parede de metal. Minha sala ficava no último andar, de muitos que a empresa possui, então apesar de ser mais rápido usar o elevador, leva um certo tempo para chegar ao estacionamento. — Onde está Minhyuk?

— Provavelmente na sua casa. Lisa não veio com você?

— Veio, mas ela foi buscar o Jae.

— Ah. — um silêncio ensurdecedor tomou do ambiente, além da clara tensão sexual entre nós dois. Tentei ignorar sua presença, mas não consigo, somos como imã e metal, a atração é grande demais para ser deixada de lado. — Quer saber... Foda-se.

Por ser o chefe da empresa tenho a chave mestra do elevador, nunca tinha visto um motivo necessário para utilizá-la, até agora. Puxei o menor pela cintura e colei suas costas na porta do elevador.

— Jungkook, o que você-

— Shhh, você fala demais as vezes — o interrompi e em seguida colei nossos lábios em um beijo que começou calmo mas em questão de segundos ficou afoito e rápido demais. Impulsionei seu corpo para cima de modo que ele enlaçasse suas pernas em minha cintura. Sua mão foi até minha nuca puxando meu rosto para mais perto do seu, estávamos quase nos fundindo dentro daquela caixa metálica, mas o ritmo rápido demais me incomodou, como em nossa primeira vez, fomos afoitos e mesmo tendo feito um dos melhores sexos da minha vida, deixando claro que todos foram com ele, não pudemos sentir um ao outro verdadeiramente, então afastei minimamente meu rosto do seu vendo um bico se formar em seus lábios. — Devagar Minnie, vamos mais devagar, quero que você sinta, não daquele jeito de manhã na minha cama quando te vendei, quero que sinta o que eu sinto, o que eu estou tentando te passar, entendeu?

— Sim senhor.

— Não precisa me chamar assim agora, fique a vontade e relaxe, hm? — ele assentiu e eu sorri antes de tomar seus lábios outra vez, agora o beijo ficou mais calmo, sua mão permaneceu onde estava, repuxando meus fios devagar, provocando um arrepio. Mesmo às cegas, virei a chave e apertei o botão para o andar onde ficava minha sala, era arriscado alguém entrar ali e nos ver daquela forma, mas pelo horário isso era praticamente improvável.

Nossas línguas se tocavam de vez em quando, aproveitando para se enroscarem as vezes. Sua boca tinha um gosto bom, um leve sabor de hortelã com chocolate, procurei controlar a respiração pelo nariz evitado que nosso contato se quebrasse. Quando chegamos ao andar solicitado, eu o segurei no colo e caminhei devagar até minha sala, fechei a porta assim que entrei e com um pouco de dificuldade tranquei a mesma para evitar constrangimentos.

Fui até minha mesa que já estava livre de papéis, com apenas um porta retrato e uma placa com meu nome e meu cargo. Coloquei o ruivo sentado no vidro e levei minhas mãos até a barra de sua blusa a retirando de seu corpo.

— Acredito que nunca te disse o quanto a acho seu corpo bonito. — desci as mãos pelo seu peitoral ouvindo seus arfares em expectativa — Cada parte sua só te deixa mais bonito e é tudo tão proporcional, me lembro que na faculdade você costumava se esconder em roupas largas, possivelmente para não chamar atenção. — trilhei um caminho de beijos do lóbulo de sua orelha até seu baixo ventre sentindo o corpo menor estremecer em meus braços. — Felizmente você não se esconde mais, prefiro as roupas apertadas. — ele sorriu e eu desafivelei seu cinto, abrindo o botão e o zíper da calça em seguida abaixando até seus pés.

Geralmente não gosto de fazer as coisas tão devagar, se fosse seguir meus instintos ele já estaria gritando deitado na minha frente, mas de certa forma se tornou importante para mim demonstrar meus sentimentos fazendo o que sei fazer, não sei ser muito romântico e com certeza isso faria falta a ele, contudo, eu poderia aprender por si.

Beijei seu membro ainda coberto ouvindo seu gemido arrastado, sorri ladino e abaixei devagar a boxer preta libertando seu pênis ereto e úmido. Segurei em minhas mãos e movimentei devagar enquanto minha boca trabalhava em seu mamilos provocando arfares cada vez mais altos, eu assoprei seu botãozinho molhado e sensível e seu corpo respondeu com um espasmo.

Novamente segui minha trilha até seu sexo o tomando em minha cavidade bucal, passei a língua por toda sua extensão relaxando a garganta para que se acomodasse totalmente ali, com as mãos livres acariciei suas coxas apertando sua carne com um pouco de força. Ergui meus olhos encontrando os seus fechados, a boca entreaberta e a respiração desregulada, uma das melhores visões que eu já tive. Continuei minhas sucções sentindo seus dedos pequenos emaranharem em meus fios puxando com força para descontar suas sensações.

Passei levemente os dentes em uma veia grossa e pulsante logo voltando a enterra-lo em minha boca, com apenas mais alguns movimentos ele se desfez, eu engoli todo o líquido e subi voltando a selar seus lábios. Suas mãos deslizaram até a minha calça e eu entendi seu desejo naquele momento, segurei as mesmas e dei um beijo em cada uma.

— Não precisa, você já fez isso hoje. Deite na mesa. — fui prontamente atendido e enquanto ele se ajeitava eu deslizei o jeans e a cueca pelas minhas pernas. Coloquei dois dedos em minha boca afim de lubrifica-los, me aproximei do seu corpo e ajeitei suas pernas em minha cintura. Circulei sua entrada com o indicador, penetrando logo em seguida. Ele gemeu alto e começou a se contrair involuntariamente na tentativa de expulsar meu dedo, quando coloquei mais um e fiz movimentos de tesoura o mais velho se mexeu contra meus dedos procurando por mais.

Decidi não demorar muito naquela preliminar, acariciei meu próprio membro espalhando o líquido que escorria por ele e em seguida me posicionei com o falo em sua entrada. Observei que desde que começamos a ter relações sexuais nunca usamos preservativo, talvez pela confiança ser grande demais ou por puro descuido, acredito mais na segunda opção.

Antes que eu fizesse algo a mais nossos olhares se cruzaram e eu sorri, tenho certeza absoluta que meu coração pertence a ele, sempre pertenceu, eu que nunca notei e agora preciso dele comigo, não suportaria a ideia de tê-lo longe, porém, se sua felicidade for ao lado de Jinyoung, abro mão da minha por ele.

— Você é lindo. — ele sorriu e eu então o penetrei. Seu gemido agudo tomou conta do ambiente, me mantive parado por um curto espaço de tempo. Quando senti seu quadril ser empurrado contra o meu passei a me movimentar devagar. Nunca mais olharia minha sala do mesmo jeito, me lembraria de cada momento ali.

Jimin já estava duro outra vez, aproximei mais nossos corpos segurando suas mãos e entrelaçando as minhas acima da sua cabeça, fui aumentando o ritmo aos poucos, seu pênis roçando entre nossos abdômens, seus gemidos altos abafados pela minha boca colada a sua. Suas pernas me puxavam cada vez mais, me empurrando mais fundo.

— Jungkook-ah... — soube que atingi seu ponto doce quando ele arqueou as costas e afastou nossos lábios para liberar seus sons. Ao meu ver ele estava simplesmente lindo, os cabelos ruivos quase desbotados colados em sua testa pelo suor que escorria.

Sorri comigo mesmo mais uma vez. Esse momento ficará gravado em minha memória pelo resto da minha vida. Com mais algumas estocadas chegamos ao ápice juntos, ambos gemendo alto e rouco. Deitei minha cabeça em seu peitoral, ainda com nossos dedos entrelaçados. Seu coração batia rápido, mas foi diminuindo devagar, agora sinto tudo com mais intensidade, preciso dele, mas também preciso ter certeza que ele está disposto a engatar algo comigo.

— Você quer comer alguma coisa? — perguntei assim que me afastei. O ajudei a se sentar outra vez e ele apenas assentiu. Peguei a toalha de rosto que estava no pequeno banheiro da minha sala, molhei e fui até o mais velho limpando seu corpo com cuidado e devagar. Ele estava mole, mas aparentemente não estava com sono. O auxiliei quando ele foi vestir suas roupas e depois dei um jeito de limpar a mesa e o chão.

Já devidamente vestidos saímos da empresa indo diretamente a uma lanchonete do Burguer King que havia sido inaugurada ali perto. Sugeri um jantar, mas Jimin parecia mais uma criança insistindo para que comessemos algo mais simples. Decidimos também comprar um milkshake pequeno para as duas feras que estavam em sua casa. Não conversamos muito durante o trajeto, ele parecia concentrado demais pensando em algo, por isso preferi não intervir.

Nos despedimos na porta de sua casa e foi aí que eu pensei sobre o que Yoongi conversou comigo mais cedo. Eu realmente preciso falar, se meu coração idiota insiste tanto em bater descompassado por ele, eu preciso falar. Até mesmo para tirar isso de mim e para que ele acredite em mim.

Não sei se por coincidência ao mesmo tempo que eu estava parado em frente a sua casa, ele estava parado na porta com as chaves e as bebidas geladas nas mãos, talvez se preparando para falar algo também ou simplesmente por estar esperando eu ir embora.

Saí do carro e me aproximei do seu corpo o abraçando por trás e deixando um beijo em seu ombro.

— Preciso te falar uma coisa. — falei rente ao seu ouvido.

— Sou todo ouvidos. — ele fez menção de se virar, mas segurei seu corpo na mesma posição.

— Fique assim, acho que terei mais coragem. — ele assentiu e eu respirei fundo antes de começar. — Sobre tudo que eu te disse ontem em frente aquela floricultura, é verdade, eu realmente penso que se você deixar eu consigo provar o que eu sinto, provavelmente o que fizemos hoje, se eu tiver feito da maneira certa, te mostrou a intensidade do que eu sinto, mas conversando com Yoongi hoje a tarde ele citou as três palavras mágicas que eu preciso te dizer e ontem quando eu disse, elas eram cinco e não três.

— Essas palavras mágicas seriam... — aparentemente ele estava confuso com o ponto que eu queria chegar.

— Eu te amo. — beijei seu ombro novamente e apertei meus braços a sua volta. — Eu te amo, Jimin, acredite nisso, por favor. Eu demorei para ver isso, agi errado com você, mas estamos nesse jogo de provocações há semanas e eu sei que as coisas que eu te disse ontem mexeram com você, ou então não apareceria na minha sala hoje. Eu não devia ter reprimido isso por tanto tempo, se quiser pensar, pode pensar. Se... — suspirei — Se sua felicidade for ao lado de Jinyoung eu abro mão da minha por isso, só... Por favor... Pense... — eu virei seu corpo e lhe dei um selar rápido, me afastando sem olhar para trás com medo do que viria daqui para frente.

E minutos depois, sentado no sofá da minha sala com um copo de café em mãos, ouvindo Dive do Ed Sheeran eu me dei conta que a letra dessa música representa todos os meus sentimentos com relação ao Jimin, especificamente o refrão...


Então não me chame de amor

A menos que esteja sendo sincera

Não me diga que precisa de mim

Se você não acredita nisso

Então, me deixe saber a verdade

Antes que eu mergulhe de cabeça em você.


Notas Finais


beijinhos e até semana que vem 💙💙💙


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